tinta na pele

... e se por acaso a terra pensar em rachar eu vou lá e costuro de volta

você assoprou como quem podia me tirar do buraco, num hálito quente emaranhado de carinho. e eu sorri, dear. mesmo sabendo que nem sempre dá, quando já se é tarde e o tom escuro da noite entranhada nas vísceras vem vindo e tampando o azul manchado em tinta na pele, feito maré alta levando barcos
mas talvez
eu enxergue estrelas, ainda que em holograma da retina pra dentro. e eu sei que tudo bem se desarmar do colete à prova de balas e mágoas as vezes, e deixar o afeto afetar.