then narina

É possível que nesses vinte anos de vida você não tenha tido nenhuma crise existencial?
Você nunca foi infeliz um pouquinho lendo jornal ou entrando no metrô? Você nunca teve medo de vomitar em público e ter que lidar com o horror das pessoas em volta? O espaço aberto entre você e sua gosma verde que depois de um tempo irá feder e sangrar as narinas alheias – inclusive a tua? Eu tenho medo que tenham que lidar com o que há de pior em mim. Então eu o faço voltar para o mesmo buraco onde ficam todas as neuroses, junto dos pequenos surtos, bem pertinho dos traumas, colado com aqueles medos que ninguém ousa contar nos jantares familiares para não ser assunto no natal.
Você nem mesmo sentiu-se parecido com um bicho feroz tentando vencer mais um dia? Tentando não apelar para nenhuma aspirina. Tentando não afundar-se em alguma rede social que te lave a mente dos seus problemas para concentrar-se em qualquer outra coisa pequena e fútil.
A vida não te apavora às vezes?

PEDIDO: “Faz um do Louis em que ele chega bêbado em casa e eles brigam aí ele começa a chorar e ela cuida dele.”


PS: Espero que gostem! Tentarei fazer um especial de Natal para amanhã. Beijão e boa leitura!!!!

 

“Uma tremenda tempestade toma conta da cidade de São Francisco. A tempestade pegou todos de surpresa. Ruas estão alagadas e muitos bairros estão sem energia elétrica. Aconselhamos a todos que permaneçam em suas casas por motivos de segurança”

Falou o ancora do telejornal que passava em minha Tv. Voltei a cortar alguns dos legumes que estavam a minha frente para o preparo da sopa. O barulho da porta batendo soou pela casa. Peguei um pano e enxuguei minhas mãos no mesmo. Louis andou até o sofá e jogou a chave do carro sobre o mesmo.

- Oi, amor! – Falei indo até ele. Meu marido virou-se e o cheiro de whisky adentrou minhas narinas. Ele estava bêbado. – Não acredito que você estava bebendo, Louis! – Falei pousando as mãos na cintura.

- Não me enche, (S/n)! – Falou virando-se e indo até a cozinha. O segui.

- Está caindo o mundo lá fora e você estava dirigindo bêbado?! – Falei olhando para ele. Louis estava com os cabelos molhados. Seu grande moletom estava respingado com água. Talvez tenha pego chuva quando saiu do carro. O mesmo abria as panelas não se importando com o que eu estava dizendo a ele.

- Não estou afim de sermão hoje! – Saiu da cozinha e ignorou-me novamente.

- Não estou te dando sermão. Só estou falando que poderia ter acontecido alguma coisa grave. – Expliquei tentando não ser grossa com ele. Louis bêbado não era uma das melhores pessoas para manter um diálogo.

- Mas não aconteceu – Falou ríspido.

- Não precisa falar assim, Louis! – Falei o encarando.

- Eu falo do jeito que eu quiser. E para de querer mandar em mim, porque você não manda! – Rebateu encarando-me.

- Não estou dizendo que mando em você, para de ser ridículo! – Lancei enraivada. Em um movimento rápido Louis veio até mim e agarrou meus braços.

- Você me chamou do que? – Falou entredentes. Seus olhos estavam avermelhados e grandes bolsas escuras encontravam-se de baixo de seus olhos azuis.

- Me solta! – Pedi -  Você está me machucando! – Falei tentando me soltar de seu aperto.

- Você é uma piranha – Lançou. – Não deveria ter me casado com você. Tem outras melhores! – Soltou-me e foi em direção aos quartos.

Minha boca abriu-se diversas vezes, mas som nenhum foi emitido. Continuei parada na sala, sem reação alguma. Eu estava em choque. Nunca tinha escutado algo que me machucasse tanto. Sentei no sofá e coloque uma de minhas mãos sobre a boca para abafar o soluço do choro. Aquela foi a coisa mais humilhante que já escutei em toda a minha vida. “Não deveria ter me casado com você. Tem outras melhores!”.

Subi até nosso quarto e ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado. Abri a porta do guarda-roupa e peguei um grande edredom e um travesseiro. Voltei para a sala e coloquei as coisas sobre o sofá. Não iria dormir na mesma cama que ele. Voltei para a cozinha e terminei de fazer o jantar. Pelo jeito só eu iria comer hoje.

O relógio marcava exatamente 11h30min P.M e a chuva ainda caia forte sobre São Francisco. Apaguei as luzes da casa e desliguei a televisão. Cobri-me com o edredom e aconcheguei meu corpo no sofá. A noite seria longa sem ele.

**

Acordei com alguns soluços altos vindo do quarto. Estiquei meu braço e olhei a hora no ecrã do celular. 2h22min A.M. Levantei do sofá e coloquei o edredom sobre meus ombros e andei até o quarto. Ao chegar na porta do quarto empurrei devagar e pude ver Louis sentado na cama com a cabeça enterrada entre as mãos.

- Lou, está tudo bem? – Indaguei adentrando o quarto. Seus soluços eram altos. Sentei-me ao seu lado e coloquei minha mão sobre seu ombro.

- Ela me deixou! – Meu coração apertou. – Por que ela me deixou, (S/n)? – Indagou entre soluços. Puxei-o para mais perto e abracei seus ombros fazendo- recostar sua cabeça sobre meus seios. Minhas mãos começaram a acariciar seus cabelos.

- Não fica assim! – Falei fechando meus olhos. Pousei meu queixo sobre sua cabeça e continuei a acariciar seus cabelos. O que eu poderia falar a ele? Não faz uma semana que ele perdeu sua mãe.

- Eu perdi minha mãe, (S/n)! O que vai ser de mim? – Falou entre soluços. Fiquei em silêncio. Queria poder tirar a dor que ele estava sentindo.

Louis aconchegou-se mais em meu peito e eu o apertei sobre o mesmo. Tem sido difícil para ele. Depois que sua mãe se foi ele começou a beber. Era uma maneira que ele tinha de fugir dos problemas e da situação que ele estava passando. Permanecemos ali. Em silencio. Continuei a acariciar ele. Poderia fazer isso para sempre se isso fizesse com que ele se sentisse protegido de tudo.

- Me perdoa pelo o que eu disse mais cedo? – Quebrou o silencio. Uma de suas mãos segurou meu braço. Louis não olhou para mim.

- Tudo bem. Não se preocupa! Você estava sobre o efeito do álcool.

- Eu não quis dizer aquilo – Explicou-se novamente.

- Está tudo bem! – Beijei o topo de sua cabeça.

Continuei a acariciá-lo até que ele pegasse no sono. Permaneci ali. Na mesma posição com o homem que eu amava em meus braços. Olhei para um dos móveis ao lado da cama e lá tinha uma fotografia onde estava Jay, Louis e eu no dia do nosso casamento. Louis estava entre nós duas com os dois braços sobre nosso ombros. Ele estava com um enorme sorriso em seu rosto. Eu e Jay riamos de algo. Lembrei-me do que ela disse assim que cheguei ao altar. “Cuide bem do meu menino, (S/n)!”.

 

- Pode deixar Johanna. Cuidarei dele! – Falei baixinho olhando para a sua imagem na foto.


CAT :)

Sem nome,

Ontem eu te vi. Não sei se foi a cidade que me deixou nostálgica ou se foi o cheiro do sonho da padaria da esquina que impregnou em minhas narinas às 7h da matina. Acontece que te senti aqui, talvez nas vagas redondezas das avenidas em que pisei, você esteve por lá. Não sei se sozinho ou acompanhado de orgulho, ou se igual a mim, acompanhado de saudade. Cá estou eu com uma bagagem imensa de saudade e indiferença. De você herdei ambas, acumulei as roupas sujas como quem queria lavá-las tudo de uma vez, assim ficaria livre a semana inteira. Faria isso com a saudade também, deixaria acumular até transbordar no baldinho da solidão, mas tirei essa sexta-feira para colocar tudo em pratos limpos. Ou devo dizer, tudo em sentimentos limpos. Não sei o que me deu, não sei de nada desde que partiu. Não sei se fiquei bem ou se fingi distração e sorrisos para todas as faces que eu conversei nas últimas semanas. Não faço a menor ideia se fingi sentimentos no último beijo que me roubaram no teatro municipal da minha cidade. Talvez eu quisesse te esquecer nas gavetas da minha cômoda ou nas vielas que ligam a minha rua com a sua. Acontece que eu não sei te esquecer, nem mesmo saberia cuidar de mim sem você. Mas pelo visto você sabe exatamente como fazer isso. E eu que não sou de me surpreender com quase nada, estou realmente surpreendida com a sua incapacidade de amar de verdade.

Não volte.
R.

Dancing//An Edmund Pevensie Imagine

Anon said: can you please do an edmund imagine in our world where like susan gets a new record and everyone starts dancing and then Edmund asks you to dance ?

You guys come up with the cutest things oh my god

.

You knocked on the door and a smiling Susan answered it.

“Okay, what was so important that I had to come over here right away?” you asked.

“I got a new record and I wanted you to listen to it with us.”

You rolled your eyes. “Fair enough.”

She grabbed your wrist and pulled you through the door where Peter, Edmund, and Lucy were already dancing. Peter was twirling Lucy around and tossing her in the air while she giggled. Edmund was sitting on the couch. He sat up straighter and smiled when you walked into the room.

“Hey (Y/N),” he said.

“Hey Ed.”

Susan danced with him for a bit while you just kind of stood there swaying. You danced for a bit with Lucy and then Peter. 

You felt someone tap your shoulder and turned to see Edmund looking slightly embarrassed. “D'you, I dunno, maybe wanna dance with me?” he asked, his face turning red.

You laughed. “I’ve been waiting for you to ask since you got here,” you said, grinning.

He smiled just as wide. “Well, that’s good then.”

He took your hand and the two of you began to dance. 

“You’re better at this than I would have expected,” you joked.

“I’ve had some practice,” he said, smiling slyly. 

“I feel like that has some kind of hidden meaning, but I get the feeling that you aren’t going to tell me.”

“You wouldn’t believe me if I told you,” he said.

You sighed and rested your head on his chest. “Try me.”

quero olhar em teus olhos hoje a noite e enxergar desejo ao invés de despedida. quero sentir que meus medos são pequenos e que tua voz me acalma e não me tira do eixo. minhas ansiedades anseiam por ti e não quero viver a mercê de você e da possibilidade de um nós. quero certezas assim como teu cheiro invade minhas narinas e os teus braços me envolvem num abraço. quero sentir você em mim. ainda que o mundo a nossa volta não enxerguem o amor de uma forma tão clara. ainda que eu me sinta perdida no seu pequeno mundo e que não haja um espaço tão grande no seu coração para que eu possa habitar. quero você como casa. ainda que mais uma vez eu fique desabrigada e que mais uma vez meu coração não resista e se apaixone por você (porque não, eu não estou apaixonado por você). eu quero você como um presente bom. não te quero como uma lembrança. não te quero como uma dor. não te quero como um simples e passageiro desejo. quero-te nos pequenos espaços que existem em mim. quero-te ainda que demore e ainda que não seja hoje. quero você em algum dia e em algum lugar mas te quero por inteiro.

curastes

Só uma fase

O céu ao poucos ia se nublando
Enchendo-se de nuvens dispersas
E de breves promessas formigando

O caminho se tornara intenso
Coberto de vários “já estamos quase?”
Ainda bem que é só uma fase

Quando a promessa se cumpriu
Abençoando a terra a chuva caiu
Deixando um divino frescor no ar

O leve cheiro de terra molhada
Refrescava minhas cansadas narinas
Do aroma moribundo das grandes cidades

Foi quando me espreguicei no banco
Percebi que quebrara o quebranto
Acabei por acordar a pequena pessoa

E a pergunta voltou a ecoar
“já estamos quase?”
Pelo menos é só uma fase

Yurgen Maas

The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch, and The Wardrobe Sentence Meme
  • “Why can’t you think about anyone but yourself?”
  • “You’re so selfish! You couldn’t got us killed!”
  • “We have to stick together now.”
  • “Wars don’t last forever. We’ll be home soon.”
  • “Were you hiding from me?”
  • “I’m a faun.”
  • “You mean to say you’re a daughter of Eve?”
  • “Narnia? What’s that?”
  • “Every stick and stone you see, every icicle is Narnia.”
  • “How would it be if you came and had tea with me?”
  • “It’s not every day I get to make a new friend.”
  • “My father’s fighting in the war.”
  • “That was a very long time ago, before this dreadful winter.”
  • “Winter’s not all bad. There’s ice skating and snowball fights. Oh! And Christmas!”
  • “Always winter, never Christmas.”
  • “I’m such a terrible faun!”
  • “You’re the nicest faun I’ve ever met.”
  • “If any of us ever found a human wandering in the woods, we’re supposed to turn it over to her.”
  • “I thought you were my friend.”
  • “The woods are full of her spies!”
  • “No matter what happens, I am glad to have met you.”
  • “We don’t all have your imagination.”
  • “When are you going to learn to grow up?”
  • “How dare you address the queen of Narnia!?”
  • “What is your name, son-of-Adam?”
  • “How did you come to enter my domain?”
  • “I would very much like to meet your family.”
  • “You are exactly the sort of boy who I could see one day becoming Prince of Narnia.”
  • “A king needs servants.”
  • “You saw the faun?”
  • “You know what children are like these days. They just don’t’ know when to stop pretending.”
  • “If she’ not mad and he’s not lying, then logically, we must assume she’s telling the truth.”
  • “You’re a family. You might just try acting like one.”
  • “I don’t suppose saying we’re sorry would quite cover it?”
  • “We can’t go hiking in the snow dressed like this.”
  • “If he was arrested just for being with a human, I don’t think there’s much that we can do.”
  • “We don’t want to get caught out here after nightfall.”
  • “There’s few who go through the gates that come out again.”
  • “When Adam’s flesh and Adam’s bone sits in it Cair Paravel in throne, the evil time will be over and done.”
  • “It has long been told that two sons of Adam and two daughters of Eve will defeat the White Witch.”
  • “None of this would have happened if you had just listened to me in the first place!”
  • “He was my best mate.”
  • “Don’t patronize me! I know where you’re allegiance lies!”
  • “Your reward is your life.”
  • “It’s the world, dear. Did you expect it to be small?”
  • “In my defense, I have been driving one of these longer than the Witch.”
  • “The juice of the fire flower, one drop will cure any injury.”
  • “Battles are ugly affairs.”
  • “Trust in this bow and it will not easily miss.”
  • “They are tools, not toys. Bare them well and wisely.”
  • “You never know what meal is gonna be your last, especially with your cooking.”
  • “We found the traitor!”
  • “Don’t waste my time with flattery.”
  • “Then who’s side are you on. Mine or theirs?”
  • “You doubt the prophecy?”
  • “You may think you’re a king but you’re going to die like a dog!”
  • “You’re not going to kill me?”
  • “You have a traitor in your midst.”
  • “You’ll remember well that every traitor belongs to me. His blood is my property.”
  • “You are giving me your life and saving no ones. So much for love.”
  • “There’s a whole army out there and it’s ready to follow you.”
  • “They come, your highness, in numbers and weapons far greater than our own.”
  • “Numbers do not win a battle.”
  • “When are you ever going to do as you’re told?”
  • “Once a king or queen, always a king or queen.”
Narnia: Caspian/Reader

Narina fic where you choose to stay in Narina with Prince Caspian who is in love with you please

Author: Queen of Geeks

(Hope you like it!)

I love you.

Who knew three little words could make someone’s heart race and stomach flip? Yet, I have faced battles. But, it was a sentence that caused me to fumble with the belt on my tunic and the laces on my boots.

Then there was the issue of returning home. Do I really want to go back? There was still a war raging on and then that aftermath won’t be pretty. And how I do I leave someone after being told they leave me?

I stood and swayed lightly on the deck of the Dawn Treader. Everyone was relaxed as the wind pulled the ship across the steady waters. Footsteps pulled my attention from the soothing waters and I turned to see Caspian. There was a smile on his face when we made eye contact.

“How are you?” I asked.

“Very well, and you?”

“Very well. Is everything okay?”

“Yes, I was speaking to Edmund and Lucy.” He added. I nodded in understanding. Soon, the four of us would be leaving to return home. The idea of us going home was lovely, but I didn’t want to go. My heart was in a different land.

“(Y/N), I need to tell you something.” Caspian told me. I turned to looked at him fully. “I’ve been meaning to tell you for some time now. I love you.”

More footsteps pulled me away from my thoughts again. Instead of Caspian, it was Lucy. She looked concerned when she looked at my face.

“Is everything okay?” She asked.

“Yeah, I’m just thinking.” I assured her.

“Are you?”

“Yes. Uh,” I laughed and then sighed. “Caspian. He told me that he loves me. Lucy, I love him!”

“What are you going to do then?”

“First I have to tell Caspian I love him back! But then what? D-do I leave? Do I stay?”

“I don’t know.” Lucy replied. I sighed and looked around. Lucy touched my arm before leaving me alone with my thoughts.

Then my time ran out when the boat stopped when the anchor was dropped. Caspian and I took a rowboat while Lucy, Edmund and Eustace took another. Other members of the Dawn Treader’s crew took other boats. Each of us took an oar and began rowing.

“Caspian, can I ask you something?” I asked breaking the silence between us.

“Of course.” He replied giving me a smile over his shoulder. My palms began to sweat and I rubbed them on my trousers.

“What would you do if I chose to stay in Narnia?”

Caspian sat in silence before answering.

“Honestly, I have no idea. I think I would be too happy.”

“Really?”

“Yes. Then I would ask you to live in the castle with me.”

“Would you make me attend balls?”

“I’d ask you to appear at a few. If you don’t want to come, I wouldn’t force you. And I would make an excuse to not go either and stay with you.” He chuckled. I smiled and continued to row.

Finally, we met with Aslan. After looking at Aslan, I turned to the Pevensie’s. I had my decision.

“I want to stay. If I can.” I looked at Aslan and he nodded.

“Are you sure?” Edmund asked.

“I am.” I smiled and stepped towards Caspian. I held my hand out and he took it. “I want to stay in Narnia, with Caspian.”

Without saying anything, Caspian pulled me closer and kissed me. Then Edmund cleared his throat.

“Right, well, looks like we time for that.” I laughed pulling away. Caspian kissed the side of my head.

“We do.”

― 'cause it's too cold for you here, so let me hold both your hands in the holes of my sweater ~~

Mesmo com o clima pouco convidável, a primeira coisa que Mimo fez depois de deixar suas malas no quarto do hotel (sem nem mesmo explorá-lo corretamente) foi descer para a praia do outro lado da rua quase correndo, como uma criança doida para aproveitar o que tinha daquele dia na praia. Respirou fundo algumas vezes assim que as botas afundaram na areia úmida, deixando que o cheiro do mar enchesse suas narinas. Agora que estava ali, não sabia bem o que queria fazer, mas só observar o mar enquanto apertava a jaqueta mais perto do corpo parecia o bastante. Era a calma que esteve procurando nos últimos dias.

Ainda sinto aquele frio na barriga ao me deparar contigo. Sinto borboletas voando no meu estômago me deixando tenso a cada segundo. O cheiro do seu perfume exalando no ar e penetrando as minhas narinas. A pulsação do meu coração se acelerando a cada passo que me aproxima de ti, me fazendo ter um ataque cardíaco de emoções. Como pude sentir tudo isso em pouco tempo? Como pude ser tolo pra me apaixonar de novo? Todo dia, num certo horário, coloco meu fone conectado a um pequeno iPod e repito várias vezes aquela música em que você se encontra presente na melodia. Ao chegar perto de você tudo muda. Um sorriso bobo estampa meu rosto. A necessidade de te fazer rir toma conta do meu ser me transformando em um palhaço. Ao seu lado o mundo parece não girar, a vida parecer ser colorida e parece não haver sofrimento. Eu tentei te falar. Tentei lhe dizer o quanto amo você. As palavras se trancaram, ficaram presas. Minha boca libera apenas pequenos suspiros que me fazem ficar apaixonado a cada segundo por esses olhos que me fazem vislumbrar as estrelas. Busquei e pesquisei as melhores palavras pra lhe dizer isso, mas elas não expressavam o quanto eu queria lhe dizer. De uma simples forma consegui juntar sílabas e expressar o que sinto por você. Talvez eu lhe entregue um bilhete num final de tarde ou talvez anuncie pra todos ouvirem. E caso você não me ame eu te sequestro, te levo pra longe e faço você viver a mesma loucura que eu.
—  Edvan Santos.

É quase sempre errôneo e absolutamente frustrante esperar reciprocidade em seus afetos. O amor não foi feito para ser negado, mas vivido em demasiado silêncio, um cuidado quase ilegal. Um único olhar e tudo se paga, um rastro e o mundo se apruma. A generalização das ruas, o caos em sua forma concreta. É tudo in. Os dramas se desenrolam no abstrato, mal são citados. cada um tem seus demônios, a maioria são os próprios pesadelos. Você é a lágrima que cai tão distraidamente entre todas as outras. Você, causador do próprio mal. Você, que se permite a tristeza e a engole de formas letais, mas ceticamente observa seu antônimo. Paz demais te assusta porque você só sabe viver entre sombras. É tão mais fácil dizer não, é certo o caminho da recusa, o quarto solitário, o cheiro de ar estagnado que te incomoda as narinas e alivia a covardia. É tão mais fácil ser covarde, afirmar que não se pode. Eu não posso, quero mas não posso. Eu machuco, eu rasgo, tenho remendos capazes de contornar o mundo. Corajoso mesmo é quem morre de medo todos os dias e ainda assim abre as janelas para o vento entrar. Corajoso é quem ama tanto a si que sobrevive amando o outro. A coragem é uma utopia que reside em momentos raros, a ingiro em doses ralas que é pra não amar demais. Coragem em demasia pode até me fazer feliz. 

G. 

anonymous asked:

⏰ What is the mun’s ideal evening spent alone?

Hmmmm, mum’s idea evening alone starts with pasta for dinner (no shitty spaghetti either, Alfredo or something good). She’ll listen to loud music and clean the kitchen as she cooks. Then mun will match a movie (probably one of the narina movies or a disney one) with warm plush blankets wrapped around her on the couch and sip hot tea or cocoa. Then mun with fall asleep reading fanfiction or threads (or messaging her crush)

The Signs as The Chronicles of Narnia Characters (as Requested)

Aries: Lucy Pevensie

Taurus: Jill Pole

Gemini: Reepicheep

Cancer: Eustace Scrubb

Leo: Aslan

Virgo: Susan Pevensie

Libra: Peter Pevensie

Scorpio: Digory Kirke

Sagittarius: Tumnus

Capricorn: Jadis the White Witch

Aquarius: Caspian X

Pisces: Edmund Pevensie

Count your secrets | Isobel&Nikola

@sweeterdreaming

♦ — ••❝ Suas faces estavam rosadas e ardidas por causa da temperatura, mas a garota parecia misteriosamente aquecida por seus cabelos cor de fogo enquanto caminhava sob a luz do luar. O satélite natural encontrava-se em sua fase cheia, iluminando a noite de forma que projetava estranhas sombras pelo chão. Isobel prendia os olhos em uma ou outra, até notar a fumaça que escapava de seus lábios a cada respiração. O ar quente que vazava da boca encontrava o frio da noite, prendendo total atenção da princesa, que só voltou a si quando sentiu Archie soltar o ar pelas narinas exatamente sobre seu pescoço. A scion encolheu-se levemente, sentindo calafrios devido o ato do daemon. - Custava chamar? - Questionou, o observando pelo canto dos olhos, sendo capaz de capturar algo parecido com um menear da cabeça em resposta. A eslovena suspirou, fechando os olhos por um segundo. Apreciava estar em silêncio, acompanhada apenas pelos sons noturnos e os ruídos de sua caminhada com o pégaso. Isobel sorriu, abrindo os olhos, que repousaram de forma imediata em Archie. O daemon estava alguns passos à frente da scion, prostrado sobre a relva úmida. As asas abertas, projetando uma sombra ainda mais intensa contra o chão antes de serem aninhadas no ao corpo perolado. “Pare de observar…” A voz grossa do pégaso em sua psique lhe arrancou uma gargalhada, e Isobel retirou as mãos dos bolsos enquanto se aproximava calmamente do outro. Estava receosa em sentar-se na grama, mas o fez enquanto retirava a luva da mão esquerda. Encostou-se em Archie entre o pescoço e a paleta alheia, a mão nua indo imediatamente para o chanfro do companheiro enquanto a garota acomodava-se junto à ele. A cabeça estava posicionada no corpo do outro de forma que possibilitava Isobel de encarar o céu. Estava escuro, poucas estrelas o pintando em um tom fraco e fosco de branco. Um verdadeiro céu de inverno. A garota suspirou, observando a fumaça que escapava dos lábios róseos sem culpa enquanto os dedos, já adormecidos, esfregavam a pelugem quente do daemon. Parou o carinho por um segundo ao sentir as orelhas do companheiro aprumarem, levantando a cabeça quase instantaneamente. Estreitou os olhos, observando na direção em que Archie encarava, e achando-se uma tola no instante seguinte, Isobel questionou contra o vento. - Tem alguém aí?

filarmônica cosmocaótica

eu me desfiz numa espécie de caos molecular
as notas dançam na minha alma plasmática e musicista
minhas veias tornaram-se cordas vocais
meus ossos vibrações espaciais
as narinas oboés gravitacionais
e as pupilas dilataram em sustenidos tons astrais
uma sinfonia anatomicamente regida por nossa estrela de quinto grau
vulgo córtex cerebral, que orbita sorrateiro feito um satélite
nossos corações galácticos.

ei,

já te disso que tenho vontade de deitar na sua alma porque ela parece uma rede embalando sonhos?
então tá dito. você faz falta como quando eu viajo por interior por umas semanas e a maresia não chega mais às minhas narinas. eu te quero perto mais. sempre, se possível. mas a vida não parece querer colaborar com isso.
escuta, eu prometo não desaparecer de vez. mas aparece também você. me cuida. a gente merece isso. deitar na rede de estar junto e esquecer das dores na coluna, da rotina, do dia-a-dia.
queria acordar ouvindo essa sua alma linda. a música mais bonita pra despertar. sua existência.
se eu dormir no meio do assunto, não estranha, você me dá a paz que o peso da vida às vezes me tira.