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TFMF: Southern Psycho Edition
  • Me:I'm a total crazy person.
  • Gracie:Is it sad that I know I would be feeling the exact same way?
  • Me:Nope It's a total female thing I think. Or crazy person thing. Either way we both have it.
  • Gracie:hahahahahahahabahahsb
  • Me:Glad you think our psychosis is humorous.
  • Gracie:As long as I'm not alone in the crazy house I'm okay with it. Maybe they will let us get our straight jackets monogrammed.
A gente sofre tanto com ilusões, amores que se foram e as mudanças da vida, que acabamos esquecendo de amar realmente aqueles que estão dentro da nossa casa… ❤
—  Efeito tempestade.
Há quem diga que escrever é o melhor remédio. Pegar uma caneta e um papel pra tirar o peso do coração. É a primeira vez que tento, então espero que não seja tão ruim. A verdade é que: eu tenho 15 anos e passo por coisas que pessoas com o dobro da minha idade ainda não sabem o que é, ou estão descobrindo. Família cobrando estudos, dizendo que vão parar de pagar se você não se sair bem. E o pior, é que você pode ser a melhor da turma, eles vão continuar ameaçando. Sofrer por um amor é triste, mas ver o seu amor sofrendo é pior. Depois de um ano todo estudando, se matando pra entrar numa faculdade e não passar pode ser o fim da linha pra muitas pessoas. E eu só podia estar ali; sofrer junto. Não há nada que eu possa fazer. As vozes me contam coisas que muitas vezes eu não posso evitar que aconteçam… E me sinto uma inútil por isso. Estou perdendo até minha cachorra. Que, por motivos desconhecidos, deu de fugir de casa na primeira oportunidade e correr pras avenidas. Por exemplo: hoje ela foi atropelada e não machucou por sorte. E o que eu podia fazer? Nada. Eu rezo, peço a Deus pra que nada de ruim aconteça, sei que Ele me ouve, mas a sensação é de abandono. Penso que Ele tem um plano, mas não sei que plano seja esse. Eu não quero mais sofrer. Minha familia, meu amor e meus animais são tudo que eu tenho. Por que esse caos está acontecendo? Por segundos eu esqueço de tudo, mas logo meu coração aperta, como se eu fosse responsável por tragédias. Como se Deus me dissesse: ‘Filha, não há nada que você possa fazer’. E talvez isso seja verdade! Mas como posso ficar aqui, assistindo tudo sentada, sem poder mover uma palha? É difícil. É foda, na real. Não espero que ninguém leia e nem que me entendam. Essa foi a primeira vez. Quem sabe nas próximas não aprimoro minhas palavras e consigo os permitir me entender?
—  Efeito tempestade.
"Seja diferente de todos nós."
“Ame mais sem se importar.”
“Viva, independente do que vão falar.”
“Seja feliz.”
- Pequenos e simples atos que a sociedade teme que você faça.
—  Efeito tempestade.
É muito difícil ir embora — até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.
—   Cidades de papel.
Para eu ter certeza que meu dia seria perfeito, teria que começar acordando do seu lado. Depois, tomaríamos banho juntos. Enrolaríamos um pouco só pra podermos ficarmos um ao lado do outro por mais tempo. Enquanto você se arrumava pra trabalhar, eu prepararia seu café da manhã. Você sairia do banheiro andando com passos leves para que eu não te ouvisse. Então, você pegaria na minha cintura e me beijava. Depois de um longo beijo, perceberíamos que as torradas estavam queimadas. Riríamos de tal descuido. Improvisaríamos um café da manhã na cama. Abraçados, colados um ao outro como se fossemos uma só pessoa, eu te levaria até o portão. Lá, você me abraçaria e diria bem baixinho em meu ouvido “se por acaso se sentir sozinha, lembre-se que estarei pensando em você o dia todo”. Eu te beijaria e você sairia pra trabalhar. Depois, eu iria arrumar a casa, pra quando você chegasse não ter que ficar terminando as tarefas e poder ficar mais tempo com você. Eu me sentiria sozinha e iria sentar na sacada pra observar o por-do-sol. De repente, a Aruska começaria a latir e ouviria o barulho de chaves. Eu sairia correndo pela casa e te encontraria no pé da escada me esperando. Pularia em seu colo, te abraçaria apertado e te beijaria até ambos irmos parar no sofá. Lá, ficaríamos deitados de mãos dadas. Você me contaria como foi seu dia no trabalho e eu como estava impressionada com a beleza das flores do nosso jardim. Depois de um tempo, ficaríamos com famintos mas morrendo de preguiça de preparar nossa janta, iríamos pedir uma pizza. Comeríamos e ficaríamos com mais preguiça ainda. Eu deitaria em seu peito e você faria carinho em meus cabelos. Isso me deixa com muito sono, sabia? Quando daria conta, você estaria me carregando até nosso quarto, em silêncio, fazendo de tudo para não me acordar. Mas, eu acordaria sem que você percebesse. Você me colocaria na cama, me cobriria, apagaria todas as luzes, menos a do abajur. Afinal, você sempre me dizia que eu ficava linda quando estava dormindo. Você deitaria comigo novamente e sussurraria em meu ouvido “obrigada por existir minha pequena”. Eu não conseguiria continuar fingindo que estava dormindo depois dessas palavras. Aos poucos, abriria os olhos e iria sorrir. Você automaticamente iria sorrir também. Ficaríamos igual a dois bobos por um bom tempo sorrindo um para o outro, sem nada dizermos. Eu te beijaria e te provocaria. Desarrumaríamos a cama. Depois, dormiríamos coladinhos. No dia seguinte, repetiríamos tudo de novo, como se fosse a primeira vez. Seria perfeito, não é?
—  Beatriz  (efeito-tempestade)