textos escondidos

Falei de você para as paredes do meu quarto, para as estrelas, para a garrafa de tequila no armário. Falei de você para os meus amigos mais íntimos, nos meus textos, nos choros escondidos. Falei de você nos meus pensamentos e nos meus sonhos. Falei de você. Mas eu cansei, uma hora o assunto tinha que acabar, os motivos para os choros também. A ideia de não ter mais por perto doía, e muito. Me sufocava com o passar das horas, hoje, não mais. O tempo passou, a saudade de você também está. Sinto muito pelos erros que cometi, Sinto muito por não ter sido aquela que você queria que eu tivesse sido, mas você também não foi. Eu aprendi com os meus erros e espero que você também tenha aprendido com os seus.
—  O Diário de Sofi. 
Creo que hay personas que no se pueden superar NUNCA, por mucho que uno lo intente…
Cuando una persona intenta olvidar a otra es porque le duele, y si le duele, es porque le importa…es lógico ¿no?
Pero cuanto más se intenta olvidar más se recuerda, y más apego se crea hacia esa persona, pero hay cosas que a pesar de saber que no son las correctas las seguimos haciendo, quizás porque son las cosas que nos hacen realmente felices aunque sea en secreto

são milhares de textos escondidos na gaveta, tudo escritinho a próprio punho que é pra lembrar que eu vivi; que eu vivo. é tudo uma memória que resta de uns muitos casos que não restam. e você pode subestimar minha idade, você pode julgar a minha rotina ou até apontar o meu olhar sereno, mas em momento algum eu disse que tudo foi tristeza, você é quem se antecipa.
há de se salvar uma coisinha ou outra. é que quando algo se salva, por menor que seja, vira imensidão, infinito. a dor eu rezo que passe, que se ajeite no emaranhado do meu peito e se aqueça/esqueça por ali. a alegria, seja qual for, eu pego vez ou outra entre as mãos, faço um carinho e peço uma visita. nem sempre a campainha toca, entenda isso. às vezes é pela fresta da janela mesmo. o que importa é que pode ser que a paisagem limpe.
mas tudo se encontra, tudinho: alegria, tristeza, nós, eles. nos textos que ninguém vai encontrar “porque quem é que ainda se importa em abrir as gavetas?” todo mundo se encontra, inclusive eu.

No siento felicidad desde hace mucho tiempo

Quisiera poder caminar en una pradera

Llena de flores, con un lago delimitando los confines

Los cristales del viejo castillo están brillando bajo el sol

Como tus ojos mientras escudriñabas en mi libreta

Aun la sigo llenando con tu nombre en cada texto

Nadando, escondido en párrafos intensos

Ahora debes leer bien para encontrarte

Irradiando dulzura tus ojos me observan

Ríes porque te guardo como mi mayor Anhelo

O te protejo como mi mayor tesoro

Muchos arboles inmensos harían forma si mirara al cielo

Y en ellos pequeñas tortolitas estarían en sus nidos observando

El pasto se mueve tenuemente con la brisa

La Brisa cálida trae a mi olor a tu piel

El bosque encantado te llora princesa de vestido negro

Y yo aun estando vivo estoy mas muerto que los mismos muertos

                                                                  -ronisberm33 (Ronis Berm)

Você ama, e isso dói.

Chego em casa, vou até o armário, escolho um bom vinho, pego meu copo, coloco-o sobre a mesa, pego gelo e encho meu copo, acendo um cigarro, ligo a rádio, sintonizo nas músicas clássicas. — Mozart? Mozart. Perfeito, pensei. Sento em minha poltrona, degustando aquele singelo momento sozinho. Forço as vistas tentando enxergar os ponteiros do relógio na parede, consigo, são sete e cinquenta e cinco, faltam cinco minutos para minha adorável mulher chegar.
Escuto o barulho da fechadura destrancando-se, e a porta se abre, era ela, minha namorada Francy, ela chega meio atormentada, molhada da chuva, corre para o banheiro. Francy toma seu banho, veste sua camisola, indo para sala de estar, onde eu estava.
— Vou abaixar esse som só um pouco, ok?
— Tudo bem querida.
Ela parecia estar triste, a pergunto — Como foi a faculdade?
—Bem.
— Ei, você está bem?
— Estou.
— Ok.
Ela estava tormentosa, triste, magoada, ferida.
Levanto-me com dificuldade, digo — Vou tomar meu banho.
Toco em seu ombro, ao toca-la, sinto sua dor transparecendo sobre minha pele, sua dor era muito aguda, constatei que ela não estava muito bem. Dirijo-me para o banheiro. Por lá, com a água quente caindo sobre meu rosto, penso, tento desvendar tal paradigma. Sinto fortes dores no peito, ajoelho-me segurando forte o lado esquerdo do peito. Apesar de não ser velho, tenho alguns problemas. Aquela dor parecia que iria matar-me por ali mesmo, mas consigo me recompor. Desligo o chuveiro, enrolo-me em uma toalha, vou para o quarto vestir-me. Francy estava deitada na cama.
— Mas Francy, já vai dormir?
Não obtive resposta.
Sento-me em seu lado. — Ei, o que houve?.
Toco em seu braço, sinto sua dor, percebo que está estava chorando.
— Eu.. eu vi seus textos escondidos, não contive-me e acabei lendo-os, Porque você não pede pra ela voltar? eu sei que é ela, você a ama como nunca vai me amar. Eu entendi. Nem precisa se preocupar comigo. Assim é melhor pra todos porque ficar comigo se é nela q vc pensa, se é ela que você ama. Então eu vou poder encontrar alguem que sinta o mesmo por mim, você não vai nem lembrar que existo, você sabe.
Ela estava desesperada, sua dor era visível, seus doces olhos lacrimejando, suas sardas, seu rosto exótico, seus cabelos longos e negros, tudo aqui-lo era magnífico.
— O que você viu exatamente, textos? Não cartas, sou um escritor Francy, e disso que vivo, conto histórias idiotas é assim alimento está casa.
— Mas esses contos aqui, carregam dor, amor e rancor, parece estar infeliz.
— Querida, sou um pobre miserável, degradado e ridículo ser humano, não tenho muita coisa para oferecer, e tudo que tinha, não era o suficiente pra ninguém, sou um miserável infeliz, e por isso sou escritor.
— Não, olha esses contos… conte-me a verdade.. A VERDADE.
Levanto-me, vou em direção a janela, acendo um cigarro ainda semi nu.
— Quer saber da minha ex namorada? Ok. A verdade é que tudo começou numa inocência incrível, e me apaixonei fortemente por ela, me perdi de mim com todo esse amor, por esse amor fui forçado a aceitar coisas, a engolir coisas que não me convinham, eu achei que iria aguentar, pois temia perdê-la, me desesperava a ideia de perdê-la, e assim foi durante anos, com o tempo aqui-lo foi me engolindo vivo, mas mesmo assim, temia sua partida. Mas isso foi esgotando, o amor que carregava já não era o suficiente nem pra mim. Não conseguia mais toca-la, e comecei teme-lá. Então eu me suicidei, não de corpo, mas de alma. Tudo me afetava, só não me machuca mais. Foi isso, um suicídio moral, cujo carrego em minha mente. Hoje, carrego um corpo sem alma, e você se sente desamada, mas como amar uma pessoa sem alma? poise, não me surpreenderia se fosse embora, pois entenderia. A decadência corre em minhas veias.
— Mas.. mas você ainda a ama?
— Sim, a amo, porém não como namorados, e sim como irmãos, o que aconteceu não foi culpa dela, foi minha, eu deixei tudo acontecer, eu deixei que acontecesse. Mas amor? Era alguma doença psicológica, fiquei submisso a ela, a suas vontades, ela fazia que quisesse, que eu estarei ali, ao lado, como um terceiro cachorro dela, com o tempo fui recuperando a lucidez, mas volto a dizer, foi culpa minha.
— E se ela quisesse voltar com você?
— Diria não, pois o que sinto por ela não é mais o mesmo.
Já conseguia enxergar seus olhos brilhantes novamente, aquilo me satisfazia, pois acho, que eu estava começando amar novamente, apesar de ter-me prometido que nunca sentiria tal sentimento novamente… Porém, todo amor sem exceção acaba, morre, degrada-se. Se não alimenta-lo, morrerá de fome. Eu queria alimentar esse amor, queria fazer-lhe abranger, mas, estou sem alma, e namorar uma pessoa sem alma, sofrerá, sentirá dor, desgosto, até que recupere minha alma novamente, pode ser que nunca à recupere… Deito-me ao seu lado, ela me abraça forte dizendo
— Eu te amo muito, esse amor me dói, e a ideia de lhe perder não me convém, entende?
acendo outro cigarro, trago fundo, romancistas como Shakespeare riria de mim por falar de amor, penso. Respondo
Você ama, e isso dói não é?

Pois é, lhe apresento o verdadeiro amor.