textos de livros

Eu posso ser intenso,
Mas também posso ser vazio.
Eu posso ser amável,
E ao mesmo tempo doentio.
Eu posso ser tempestade,
E de vez em quando calmaria.
Eu posso te amar a noite,
E te odiar de dia.
Eu posso chorar com a alma,
E depois rir em desespero.
Eu posso te enlouquecer com o olhar,
E te destruir com o mesmo.
Eu posso ser muitos em um só,
Ou talvez eu seja um só entre muitos.
Eu posso ser tudo na sua vida,
Ou talvez, no fundo, eu nem ao menos exista.
—  Gino Cantão.
Às vezes me pergunto se existe algo de errado comigo. Talvez eu gaste tempo demais na companhia de meus heróis românticos literários, e conseqüentemente meus ideais e expectativas são extremamente altos.
—  50 Tons de Cinza.
4 Livros Para se Ler no Inverno.

São livros ótimos para ler em qualquer época, mas na minha opinião, é extremamente confortante ler um livro que condiz com a estação na qual você está vivendo, então separei algumas recomendações de livros para se ler nessa época que está chegando ^^

- “A menina que roubava livros” (Markus Susak)

A história desse livro é toda narrada pela personificação da morte. Por se passar no cenário da Alemanha Nazista, o livro muitas vezes capta a presença da felicidade em pequenas coisas, que estavam à altura das pessoas e era tão difícil naqueles tempos, como o fascínio de Liesel ao se deparar com uma enorme biblioteca, na qual sempre entrava escondido para apanhar alguns livros. O motivo da personagem fazer isso (no qual não irei revelar, por motivos de spoiler), mostra o qual grande pode ser o coração das pessoas, mesmo inseridos num ambiente de guerra.

Em vários momentos o livro é dramático, contando com várias cenas de angústias e tristezas, mas também revela-se muitas cenas de amor e compaixão, tão ausentes e necessitadas naquele tempo. É o tipo de livro que não possui apenas um único clímax, mas a todo instante é uma ansiedade diferente, que te faz cada vez mais querer mergulhar nessa história.

- “Uma curva no tempo” (Dani Atkins)

Esse é um daqueles livros para você ler e sofrer. Como o próprio título já sugere, é sobre uma espécie de “deslize no tempo” que ocorre na vida de Rachel, onde ela tem a oportunidade de viver uma vida com um rumo completamente diferente que a tomou, na qual ela enfrenta uma sequencia de desastres, desde o acidente que matou o seu melhor amigo e a deixou com sequelas, até a perda da sua mãe e a grave doença de seu pai.

Quando Rachel decide ir ao cemitério, numa noite de extremo frio, para visitar seu falecido amigo, ela tem uma crise de enxaqueca, e por conta do frio extremo, quase morre de hipotermia no cemitério, Por sorte, conseguem resgata-la e leva-la ao hospital, enquanto internada, é onde começa o tal “deslize no tempo”. Com nenhuma das tragédias tendo ocorrido em sua vida, nesse período, ela tem o gostinho de aproveitar a sua “vida perfeita”.

Ao que o leitor se da por satisfeito com todo esse “encanto”, enganando-se que por toda a narrativa seria um mar de rosas, o desfecho vem como uma pancada, algo, que pelo menos eu, não estava a esperar.

No resumo, este é um livro de fácil entendimento e extremamente rápido, não apenas por não ser muito extenso, mas também por ser uma leitura que te prende, fazendo você querer saber a continuação numa só passada.

- “Deixe a neve cair” (John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle)

É um livro de três autores distintos, onde possui três contos natalinos, cada um por um autor diferente, no qual se complementam entre si, apesar de narrarem história distintas. Também é um livro extremamente rápido e de linguajar compreensível, mas tenho que confessar que o conto escrito pelo John Green, para mim, foi o menos interessante.

São histórias com uma pontada típica de “livros teen”, onde possuí o adolescente com problemas, em sua grande maioria um término de relacionamento, mas que de alguma forma, conseguem tirar algo de bom dessa situação. São contos gostos de ler, é um livro para se distrair um pouco de assuntos mais “cabeça”, pois como disse, ele é um livro mais voltado ao público adolescente.

Em seu contexto geral é um livro, que de alguma forma, traz mensagens bonitas, além de serem narrados em um ambiente de inverno, que para mim, por si só já é extremamente aconchegante, fazendo eu me interessar ainda mais pelo conto narrado.

- “E se for você?” (Rebecca Donovan)

Esse foi um dos livros que eu li, e quando me dei conta já estava nos últimos capítulos. Narra uma história na qual várias vezes faz o leitor se perguntar: “Será?”

Em muitos pontos, o livro retrata situações que muitos de nós passamos ou ainda vamos passar, como perda de amigos queridos, amores não correspondidos, cobrança por parte da família, etc. É um drama, no qual o personagem Cal, encontra com Noely, uma garota que coincidentemente, era muito parecida com Nicole, na qual era apaixonado desde infância, mas não tem notícias há tempos. Apesar de ambas serem muitos parecidas, e terem até nomes semelhantes, o que as diferem, é a maneira de agir, que são completamente opostas. Mesmo assim, Cal levanta suspeitas de que se trata ou não da mesma pessoa.

No desenrolar da história, os personagens se relacionam romanticamente, e entre as instabilidades emocionais da garota, vai se descobrindo várias situações passadas de Cal, e se aprofundando cada vez mais na narrativa.

O livro se passa em duas ordens cronológicas, a versão narrada por Cal no presente, e a versão de acontecimentos passados, na infância, narrado por ele e três de seus amigos, incluindo Nicole, o que ajuda melhor a entender o porquê dos acontecimentos futuros serem como são, além de auxiliar o leitor a desvendar se Nicole e Noely são a mesma garota.

O desfecho do livro, ao meu entender, foi algo para se refletir, se tudo o que fazemos, se todas as cobranças, se tudo o que abrimos mãos e deixamos para trás, foi benéfica para nós, ou se, de alguma forma, foi apenas buscando aprovação e reconhecimento de alguém e os impactos que isso pode nos causar.

Si no supiste leer mi mirar, jamás podrás interpretar qué es el amor.
—  Richter Douglas
Você pode não entender muito bem os caminhos que Deus tá te fazendo tomar e nem onde ele quer ir com tudo isso, mas uma coisa eu te garanto: é onde você tem de estar. Acredite, tenha Fé e persista. Deixe que o Pai guie teu coração, por mais pedras e buracos que haja, Ele sabe exatamente onde é o lugar certo de cada um e aquilo que precisamos pra chegar lá.
—  Desconhecido
Não gosto da expressão “amigos da internet” porque sugere que pessoas que se conhecem on-line não são amigas de verdade, que a amizade é, de alguma forma, menos real ou significativa por acontecer via Skype ou via mensagens de texto. A medida da amizade não tem a ver com presença física, mas, sim, com seu significado. Bons amigos, virtuais ou não, motivam a empatia, nos confortam e também nos arrancam das prisões de nós mesmos.
—  John Green