teria sido melhor

Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos… Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. … E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.
—  Carta Anônima, in: Pequenas Epifanias - Caio Fernando Abreu.
Imagine - Harry Styles

espero que atenda as expectativas  ❤

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- Oi, (S/A)! - Jenny me abraçou assim que eu cheguei na faculdade.

- Oi, Jenny! - Apressei o passo. Já sabia o que me esperava. - Você fez falta na sexta…- Ela sorriu fraquinho.

- Eu deixei claro que não voltaria depois daquela noite. - Olhei para o lado oposto de Jenny, dando de cara com Harry.

- Eles terminaram. - Jenny seguiu meu olhar.

- Que bom, para eles. - Suspirei. - Eu tenho aula agora. Nos falamos depois?

- Claro. - Ela acenou fraquinho e eu corri para dentro do prédio de “humanas”.

Eu era a única no grupo que estudava literatura, a única que cursava humanas, então, eles apelidaram meu prédio de humanas. Quase uma homenagem. Enquanto caminhava, sentia um olhar sobre mim, mas me neguei a olhar para trás.

- (S/A), minha linda! – Eliot passou o braço ao redor do meu ombro. – Como estão as coisas?

- Eu já sei que eles terminaram. – Rolei os olhos.

- Quem foi a fofoquei… foi a Jenny, né?! – Ele rolou os olhos. – Ela foi bem rápida.

- Vocês são impagáveis! – Sorri. – Eu preciso mesmo ir para aula.

- Tudo bem, de humanas. Nos vemos mais tarde?

- Claro. – Dei de ombros, já planejando onde eu iria me esconder no intervalo.

Em passos apresados, fui para a sala de aula e lá fiquei até o último minuto da aula, para não correr o risco de me encontrar com a Jenny ou com o Eliot.

As semanas continuaram correndo até que eu comecei a surtar com o final do semestre. Os projetos que eu tinha que entregar e o início do meu TCC. Tinha só mais um semestre para finalmente acabar a faculdade, e nunca mais encontrar Styles e companhia ilimitada. Dia após dia eu tinha Jenny e Eliot no meu pé, dizendo o quanto Harry estava sozinho. Eu não me importava com Harry e sua solidão; eu não queria saber o motivo do término dele com a namorada; eu não tinha mais motivos para conversar com ele.

- Ei! (S/A)! Saideira… lá no bar… na mesma mesa! – Jenny gritou, no meio do campus.

- Não posso! – Falei baixinho e acenei, pegando o rumo para o estacionamento.

Sexta-feira, último dia do semestre. Assim que cheguei em casa, tomei um banho quentinho e coloquei meu pijama favorito; fiz um balde enorme se pipoca e estava decidida a pôr minhas séries em dia. Ninguém me arrancava do sofá antes de eu terminar The Vampire Diaries. Ah, mas não me arranca daqui mesmo!

Foi o que eu pensei até a campainha tocar.

Relutante, deixei minha pipoca de lado e caminhei até a porta, olhando pelo olho mágico e dando de cara com um buque de rosas. Um enorme buque de rosas. Brancas. Minhas favoritas.

Isso só podia ser coisa do Eliot.

Bufando, abri a porta.

Harry abaixou o buque devagarinho. Com um sorriso tímido nos lábios. Me escorei no batente da porta, cruzando os braços.

- Isso foi coisa do Eliot. – Ele estendeu o buque de rosas para mim. – Mas eu vim até aqui pedir desculpas. Principalmente, pela minha grosseria. Eu me arrependo muito de ter tratado você daquela forma. Minhas sinceras desculpas.

- Já terminou? – Joguei o buque de rosas na poltrona próxima a porta. – Eu, realmente tenho mais o que fazer…

- Assistir série? Isso é mais importante do que conversarmos como pessoas civilizadas?

- Não querendo ser ignorante, mas sendo… sim, minhas séries são mais importantes.

- Por favor, (S/N). Eliot me mata se eu não levar você para o bar comigo. – Ele suspirou. - Ao menos aceite minhas desculpas.  

- Aceito o pedido, mas dispenso o convite. – Sorri sem mostrar os dentes. – Já coloquei o pijama e me nego a retira-lo.

- Nem para beber?

- Nem para beber!

- Então marcamos para outro dia. – Harry avançou os poucos passos que nos distanciavam e beijou minha bochecha. – Até mais, (S/A).

E com as mãos nos bolsos, Harry desceu a escadaria do meu pequeno prédio e sumiu do meu campo de vista.

Suspirando, entrei para dentro do apartamento.

- Vamos, (S/N), pare de pensar nele. – Murmurei para as paredes.

Acho que nem preciso comentar que passei o resto da noite pensando naquele infeliz. Antes de dormir e assim que acordei.

Bom dia! Vamos tomar um café? Naquela cafeteria do centro? ” Harry, estava escrito como remetente.

Mas eu acabei de acordar! ” Respondi no instante seguinte.

Passo para te buscar daqui a meia hora. Me espere na entrada do seu prédio! Beijos ”. Como reparei que não teria muito o que argumentar, então apenas fui para o banheiro me arrumar. Pondo apenas um jeans e um suéter.

Desci para a entrada do prédio vendo seu Jaguar E-Type Roadster estacionado bem na porta e você distraído no celular. Sorri. Bati no vidro da janela. Harry jogou o celular longe pelo susto que tomou. A porta foi destravada e eu entre, sentando no banco do carona.

- Achei que ainda ia demorar. – Ele sorriu e beijou meu rosto.

- Pensei o mesmo. – Murmurei.

- Eu estou aqui desde que enviei a mensagem. – Ele corou.

- Porque não me avisou? Você poderia ter esperado lá em cima. – Ele sorriu e deu de ombros.

- Bom, constrangimentos a parte… Hora do café da manhã! – Ele riu alto e arrancou o carro, dirigindo por poucos quarteirões.

Ao chegarmos na cafeteria, escolhemos a mesa mais afastada e tomamos cappuccinos com pequenos croissants de presunto e queijo.

- Como foi a noite de séries? – Ele perguntou.

- Teria sido melhor se eu estivesse acompanhada. – Sorri tímida e tomei mais um gole do meu café.

- E hoje à noite…. Quais são os planos? – Ele perguntou.

- Assistir mais séries…

- E quer companhia?

- Vai se candidatar?

- Sou uma opção?

- Você seria a única opção!

Harry avançou contra meus lábios com tamanha agressividade que em segundos eles estavam dormentes. Eu respirava pesado contra a pele do seu rosto; e sentia seus dedos se embrenharem em meus cabelos.

- Eu vou adorar fazer maratona de série com você. – Ele murmurou assim que partimos o beijo.

- E eu vou amar ter você como companhia.

Abri a porta do meu quarto e morri.

Deixei entrarem os cachorros bem-vestidos, com batons e rímel

Também os paralíticos chuteirados e embabacados.

Rastejaram para dentro serpentes impressas

Revisadas e tabuladas

Gravatas e cintos, fivelas e meias.

Meu quarto se encheu até o teto com estantes cheias de veneno

Ácido pingando da lombada de cada livreto, de cada verbo

Entre cada sentença conjunta escondiam-se facas e pontas sujas

De agulhas, medicando-me, sussurando-me “o procedimento é

Rápido, em dois tempos você está livre”, e eu, em desespero corri,

De encontro a um muro preto, incinerado e podre, em pé

No meio da sala.

O monumento me jogou para trás, e brilhando em sua escuridão

Revelou-me nas trevas a certeza, enquanto me mastigavam os cães e enforcavam-me as gravatas( esperando a vez das serpentes A4 e da aula de gramática)

Que melhor teria sido hoje não ter acordado.

meu amor, eu sinto falta até do cheiro do teu cigarro.

todo dia eu desço a rua e passo pelo teu prédio. encaro tua janela com a esperança de te ver fumando um cigarro enquanto olha o sol se pôr. você não está lá. eu volto pra casa e tudo que sinto é um vazio. faz uma semana já. você não acha que teria sido melhor de outro jeito? parece que a história só acabou pra você, porque eu ainda tenho esperança. todo dia eu tenho.
eu reclamava do cheiro do teu cigarro, mas era só preocupação como teu pulmão. você nunca viu isso, só falava de como eu queria te impor meus bons costumes. desculpa por tentar moldar o que já tinha forma.
mas agora
você foi embora
e eu sinto falta do teu olhar vago
do teu riso frouxo
e do teu papo louco

Nós dois, assim como uma flor colhida por alguém, fomos murchando com o passar do tempo. A cor foi ficando cada vez mais fraca, a beleza foi sumindo aos poucos. Penso de vez em quando se foi bom termos desabrochado. Imagino se não teria sido melhor se nem ao menos tivéssemos começado. Não haveria essa dor que hoje habita em meu ser e não existiriam essas lembranças de momentos felizes que hoje fico triste por pensar. Tudo de bom que nos acontece, quando se acaba e quando temos certeza de que não iremos viver novamente, nos machuca, nos tortura, nos mata.
—  Gian Lucas.

“Se, por engano, engoliu alguma coisa que teria sido melhor não engolir, dê-se um tempo para digeri-la. Ao criar um intervalo de tempo entre o comentário ou a informação recebida e a sua decisão de aceitá-la ou não, você assume a responsabilidade pelo seu bem-estar. É o momento da escolha. Você não pode controlar o que alguém vai lhe dizer, mas pode escolher se engole o comentário ou não. De que pensamentos você vai se alimentar? Você não precisa consumir certas informações e estímulos, assim como pode escolher alimentar a mente com palavras e pensamentos positivos. O que você escolheria ingerir agora? Confiança, consciência, gratidão, paz, amor, serenidade ou bom humor? (…)”

Livro: Design Interior - Bárbara Sophia Tammes.

  • Olha só, consegui ajeitar tudo no domingo pra postar hoje. Me amem u.u /Mari

Na mão?        

Ouvi a buzina do carro de Harry soar e me apressei para pegar a bolsa em cima da poltrona e corri escada a baixo com os saltos na mão evitando com certeza uma queda. Mamãe tinha acertado quando me disse que eu era uma verdadeira desastrada. Fechei a porta e guardei a chave no decote enquanto andava até o carro.

Assim que entrei no carro senti seu cheiro. Deus, por que ele tinha que ser tão cheiroso? Isso era uma das coisas que me ferrava.

- Hey baby girl. - beijou meus cabelos como sempre fazia e voltou sua atenção para a estrada. Bufei ao ouvir o apelido, ele tinha essa triste mania só por eu ser mais nova que ele.

- Falou o idoso, quando você vai entender que sou quase da sua idade?

- Quase, tipo uns quatro anos de diferença. Ainda é um bebê, s/n. - apertou minha bochecha.

- Não dá pra discutir isso com você. - rolei os olhos e me abaixei para calçar os sapatos.

- Vai conseguir andar com um salto desse tamanho? - ergueu as sobrancelhas em diversão, colocando a mão na minha coxa. Suspirei, ele sempre fazia isso e mesmo assim não me acostumava.

- Não duvide do meu equilíbrio, Styles. E se eu cair tenho você para me carregar. - sorri convencida e ele rolou os olhos engatando uma conversa.

Procurei por Harry no meio da multidão, ele tinha me dito que iria pegar mais bebida, resolvi acreditar mesmo sabendo que era mentira. Bufei irritada, tinha achado que passaríamos a noite virando shots de tequila e na pista de dança, porém não foi isso que aconteceu. Estava perto do banheiro quando o vi, ele estava se atracando com alguém, como imaginei, rolei os olhos reconhecendo a garota, era Kendall. De novo. Dei as costas decidindo que aquilo não ficaria assim, o filho da mãe iria pagar por me fazer esperar.

Não sabia quanto tempo tinha se passado desde a última vez que vira Harry, a única coisa que sei é que eu sentia minha cabeça latejar pela quantidade de bebida que ingeri. E sono, eu sentia muito sono. Por que eu tinha que ser tão fraca para bebidas?

Senti alguém se sentar ao meu lado no sofá e pelo perfume pude perceber que era Harry.

- Levou mais um pé na bunda? - bebi mais um gole da tequila e o ouvir bufar, provavelmente tinha rolado os olhos também.

- Ela teve uma emergência… De novo. - comecei a rir da sua desgraça e ele me acompanhou - Vamos embora, vai. - me ajudou a levantar e fomos na direção da saída.

**

Não sei como tudo começou, talvez tenha sido quando saímos do carro ou quando ele me prensou na porta, mas nós estávamos em seu quarto, na cama, nos beijando calorosamente. Eu estava rebolando em seu colo, com minhas mãos perdidas em seu cabelo, as dele estavam por dentro do meu vestido.

Hm, vingança.

Comecei a dar leves chupões em seu pescoço e arranhar seu abdômen. Me movimentei com mais rapidez quando ele apertou minha bunda com uma mão e meu seio com a outra, eu podia sentir seu pau duro e pulsante contra minha intimidade, seus gemidos manhosos me faziam ir mais rápido. Rolei os olhos com a sensação gostosa que me consumia a cada nova fricção de nossas intimidades, eu poderia me desmanchar só naquilo.

- s/a… - sussurrou em meu ouvido e eu soube que ele estava perto.

Me mexi pela última vez em seu colo o ouvindo soltar um gemido abafado, subi minha boca pelo seu maxilar dando pequenas mordidinhas até sua orelha, senti minha cintura ser apertada quando mordi seu lóbulo.

Estava na hora de acabar com a brincadeira.

- Você tem uma mão, se vira com ela, meu bem. - sussurrei em seu ouvido e sai do seu colo me deitando com os olhos fechados na cama. Harry grunhiu de frustração barra raiva e pude sentir seu olhar sobre mim antes de se levantar e ir na direção do banheiro.

Gemidos foram ouvidos e minutos se passaram até a porta ser aberta, ouvi o barulho de zíper sendo aberto e soube que ele estava ficando só boxer, o senti deitar na cama e logo seus braços estavam ao meu redor e o rosto escondido em meu pescoço.

- Gozou gostoso, amor? - perguntei sarcástica.

- Você é inacreditável, s/n. - soltou uma risada gostosa - Se tivesse sido na sua boquinha teria sido melhor. - levou seu dedão até minha boca a contornando e sua voz rouca me fez estremecer causando mais uma risada nele. Imagens passaram pela minha cabeça e me senti úmida, o beijo que ele deixou em meu pescoço só piorou. O sono passou e sua respiração calma em meu pescoço me fez saber que ele tinha dormido. Ótimo, alguém dormiria na vontade, e não era ele.

Nunca me fez tanto sentido aquele ditado: o feitiço virou contra o feiticeiro.

Continua?

“Foi sem querer, querendo”

“Ninguém tem paciência comigo”

“Tá bom, mas não se irrite”

“Isso, isso, isso”

“Pipipipipipi”

“Já chegou o disco voador”

“Ai que burro, dá zero pra ele”

“Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé”

“A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena”

“É tudo culpa do professor linguiça!”

“Prefiro morrer do que perder a vida”

“A que parece de limão, é de groselha e tem gosto de tamarindo. A que parece de groselha, é de tamarindo com sabor de limão. E a que parece de tamarindo, é de limão com sabor de groselha”

“Volta o cão arrependido, com suas orelhas tão fartas, com seu osso ruído e com o rabo entre as patas”

“[Para Seu Madruga] O senhor não vai morrer. Vão matar o senhor!”

“Boa noite meus amigos. Boa noite vizinhança. Prometemos despedirmos sem dizer adeus jamais”

Eterno Chaves ! Descanse em Paz Roberto Bolaños .

Capitulo 69

May: Quem? Eu?? Kkk
Clara: Vc mesma kk,
May: Oin loira, foi mal, eu volto outra hora então. (rindo).
Clara: Que isso boba, to te zuando, entra aqui vai.
Clara puxa ela pelo braço para dentro do quarto.
Clara: A Van ta no banho, senta aqui.
May se senta na cama junto com ela.
May: Eu falei com a Thais.

Clara: E então?? (curiosa)
May: Até que ela não me deu nem uma patada kk…eu pedi a ela q agente ficasse numa boa nessa viagem, pelo menos como duas pessoas civilizadas, porque eh uma viagem especial pra vc e pra Van, e não queria que fosse estragada por problemas nossos.
Clara faz uma carinha de bebe e abraça May.
Clara: Mas que linda minha morena, toda preocupada. (rindo)
May: Mas eh verdade Clara, eu acho que teria sido bem melhor ter vindo só vcs duas.
Clara sai do abraço acariciando os braços da amiga.
Clara: Que nada May, vcs duas ainda se acertam nessa viagem, e tudo vai ser como agente queria. (sorrindo).
May da um sorriso triste.
May: Isso não vai acontecer Clara.

Voltando a Fabian e Edu no restaurante:
Fabian: Eu ainda to meio tonto com essa historia toda que vc me contou.
Edu: E eh pra ficar mesmo.
Fabian: Bom, deixa que quando a Van voltar ela se acerta com ele neh.
Edu: Tenho medo desse encontro.
Fabian: Porque??
Edu: To te falando que esse cara não presta.
Fabian: Bom se ele presta ou não veremos…mas enfim…quero falar com vc sobre a Clara.
Edu sente um frio na barriga, fica meio nervoso, o que será que Fabian queria falar de Clara com ele?? Com certeza coisa boa não era, ele bebe um pouco de água e logo se volta para Fabian.
Edu: Mas o que tem pra falar da Clara comigo??
Fabian: Edu, vc eh o melhor amigo dela, me diz com sinceridade, ta acontecendo algo com a Clara que eu não sei??

Edu pensa: Ta acontecendo tudo meu querido.
Edu: Er…bom…como assim Fabian, algo que vc não saiba??
Ele toma Mays um gole de água disfarçando o nervosismo.
Fabian: Ela anda distante de mim, mal fica em casa, as vezes não atende minhas ligações, chega todo dia tarde em casa agora.
Edu: Mas Fabian, ela eh doa de uma boate, tem que ficar lá e tomar conta, por isso chega tarde.
Fabian: Mas ela ta pior agora, eh todo dia isso agora, e não eh só isso…ela não diz Mays que me ama com tanta freqüência, e cara…(ele fala Mays baixo e aproxima seu rosto Mays perto do de Edu) nem amor Mays agente faz, tem idéia do que eh isso??
Edu: Ah Fabian…er…isso vc tem que perguntar pra ela e não pra mim neh cara.
Ele bebe Mays um gole de água disfarçando.
Fabian: Já perguntei, e ela sempre me diz que eh nada, que ta tudo bem, que eh coisa da minha cabeça, mas eu conheço a mulher que eu tenho dentro de casa, já que ela não me fala eu vim perguntar a vc, vê se vc sabe de algo e se pode me ajudar em algo.
Edu: Olha Fabian…er…eu não sei de nada, pra mim a Clara eh a mesma Clara de sempre, não há nada que eu saiba, então na boa, não posso te ajudar.
Fabian: Poxa vida, então ela não te falou nada??
Edu: Não Fabian, nadinha.
Fabian: Vou ter que recorrer a May, sabe se ela ta por aqui pela capital??
Edu: Olha Fabian, para com esse negocio de ir atrás dos amigos da Clara pra saber dela, ela pode se aborrecer por isso, ta parecendo que ta investigando ela.
Fabian: Não to fazendo isso, só quero saber o que aconteceu com a minha mulher e porque mudou tanto comigo, eu tenho esse direito.
Edu: Então conversa com ela, fala, abre seu coração, dai se ela não disser nada eh porque não tem nada.

Fabian: Eu sei que tem algo Edu, e eu vou descobrir.
Edu não diz nada, apenas fica o olhando e louco para falar com Clara e Van tudo que estava acontecendo, tantos acontecimentos que envolve as duas.

Voltado as meninas:
May: Bom, agora vou cair fora e deixar vcs na boa ai.
May se levanta, e Clara junto com ela.
Clara: Ae May, eu e a Van tava pensando de dar uma volta pela praia hoje, beber umas por lá mesmo tranqüilas curtindo a noite, vc e a Thais vem com agente claro neh??
May: Ixe Clara, pode contar comigo, mas não sei se a Thais vai querer ir não.
Clara: Mas vc acabou de me dizer que estavam na boa.
May: Eh, mas daí a dar voltinha na praia eu não sei.
Clara: Passa no quaro dela e diz que eu mandei chamar ela, as 21:00 eu e Van estaremos prontas esperando vcs lá na sala ok??
May: Ta bom, vou chama-la Mays não garanto nada.
Clara: Ta bom morena.
May: Ta, agora tchau tchau, até daqui a pouco loira.
May da um selinho na bochecha de Clara e logo sai do quarto.

As horas se passam e Clara e Van estavam se beijando no sofá da sala arrumadas, esperando May e Thais para irem a praia. As duas já estavam meio que deitadas no Mayor amasso, May e Thais estavam demorando tanto que as coisas esquentaram e nem perceberam como estavam empolgadas. Por fim Thais e May andavam calmamente para a sala, ambas estavam tentando criar um cima agradável naquela viagem, e para não estragar nada naquela noite que estava muito linda. Mays alguns passos e elas já estavam na sala, se deparam com Van e Clara no Mayor amasso, Van por baixo de Clara, com as blusa aberta e a saia que Clara levantava com a mão, Clara tinha a blusa levantada até a altura dos seios apertando a coxa de Van com vontade, enquanto Van apertava as costas dela e bumbum com muito desejo, até parecia que as duas estavam a sós naquela casa, a ponto de fazer amor ali mesmo. May e Thais se olham rindo, May como eh muito cara de pau logo fala:
May: Olha só meus amores, sei que a coisa ta muito boa, eh mão naquilo e aquilo na mão, mas a praia nos espera, ou então vão apagar esse fogo no quarto neh??
Assim que May começa a falar as duas se separam meio envergonhadas, a coisa tava pra lá de quente, logo elas se sentam ajeitando suas roupas. Thais prendia o riso do susto delas e May caia na gargalhada.

Clara e Van em pé começam a rir também, assim Thais solta a gargalhada também, as quatro morriam de rir juntas ali, a noite já estava começando bem, sem clima tenso no ar, aquela noite tinha tudo para ser ótima. Depois de muita risada elas seguem para a praia, era ali pertinho, então vão a pé mesmo.
Clara: Então, borá beber todas na praia??

Van: Hoje vou morrer bebendo. (rindo)
May: Iiihhh…vou carregar bebum nenhuma não viu?? (rindo)
Thais: E nem eu, vou beber Mays que vcs.

Minutinhos depois as 4 seguiam andando pela praia, a noite estava linda, um leve vento batendo, o mar estava com algumas ondas mas bem calmo, pessoas pó ali se divertindo e bebendo e a lua estava perfeita, noite ideal para aproveitar quem ama. Elas vão a um quiosque e pedem 4 bebidas logo se sentando em uma mesa, a mesa era pequena e redonda, então formaram um circulo em volta dela, na seguinte ordem, Clara, Van, Thais e May.
May: Borá brindar, eu quero brindar a essa noite que ta muito linda e a vcs duas (olhando para Clara e Van) ao amor de vcs, que a cada dia da provas de que eh forte, veio pra ficar, e um brinde a força de vcs também, por apesar de tudo ir contra vcs, ainda assim seguem forte, acreditando e não abrindo mão do sonho de vcs por nada nem ninguém.

Clara e Van a olham emocionadas, dava para ver o quando May torcia por elas, era bom saber que tinha o apoio de alguém assim.
Thais: Olha gente, eu sei que eu deixei um clima tenso entre nós por causa dos acontecimentos, mas enfim, essa noite eu só quero que tudo saia bem, e que agente possa passar horas agradáveis juntas e tudo isso por vcs e pelo amor de vcs, então meus parabéns pelo um mês de vcs juntinhas de verdade, e que venham muitos outros, que sejam muito felizes.
As quatro ficaram sorrindo, a noite estava cheia de emoções por parte delas.
Van: Esquece o que aconteceu Mays cedo Thais, eh hora de comemorar. (sorrindo).
Clara: Isso mesmo Thais, eu quero agradecer ao apoio que vcs duas estão nos dando, valeu pela força. (sorrindo).
May: Então um brinde ao amor e felicidade!!
As quatro brindam e cada uma da um gole em sua bebida.
Van: Genteeee…tive uma idéia, borá brincar?? (sorrindo sapeca).
Thais: Iiihhh…pela sua cara coisa boa não eh (rindo) essa cara sua que vc fez eh a mesma que fazia na época do colégio quando ia aprontar algo.
May e Clara olhavam curiosas.
Clara: Opaa…adoro essa carinha sapeca. (rindo).
May: Seja lá o que for eu topo…kk…com certeza vai ser Mara. (bebendo Mays um pouco da bebida).
Van: Vamos brincar de jogo da verdade, hj descobriremos os segredos Mays secretos de cada uma nessa mesa aqui, e não vale mentir hem??
May: Adoreeiii.
Thais: Eita…sei não hem (coçando a cabeça).
Clara: Podemos começar?? (rindo).
Thais: Mas e se agente não quiser esponder??
Van: Eh o que todos já sabem meu bem, paga prenda.
Thais: Já vi que to ferrada. (rindo, ela da Mays um gole na bebida).
Clara: Então vamos começar que já to animada.
Van: Olha só, mas vamos fazer um acordo, vale qualquer tipo de pergunta, qualquer prenda, sem clima tenso ok??
Van fala olhando para todas que concordam.

Não ajudou

May: Então vamos começar.
May vira toda a ice que bebia e aproveita a garrafa vazia para roda-la e jogar o jogo. May roda a garrafa e cai pra Clara perguntar a May.
May: Lá vem bomba. (rindo)
Clara: Adoro..kk..deixa eu ver o que vou perguntar (pensando) mulheres ou homens??
Van: Boa!!
Thais apenas ria.
May: Nossa, ai vc me pegou (rindo) ah depende pra que, que situações.
Clara: To falando em questão de sexo.
May: Ah Clara sei lá..kk…ambos são ótimos.
Clara: Ah vc me enrolou. (rindo).
May: Ta ta, agora roda a garrafa. Kk
Clara roda a garrafa e cai em Thais perguntar para Van.
Thais: Opaa…vamos ver ruivinha…huuumm…ja teve que fingir orgasmo com alguém?? E quem??
May: Noooossaaa…muito boa Thais.
Thais olha para ela rindo.
Clara: Cuidado com essa resposta hem. (rindo e olhado pra Van).
Van ria Mays.
Van: Não se preocupe bebe…pode ter certeza que com vc não foi..rsrs…
May: Ta ta, não começa com a melação ok?? Kk
Van: Ta bom, bem…ja finge sim, com um ex namorado, antes do Slim…senhor, ele era muito ruim de cama…kkk.
Thais: E com mulheres, já fingiu??
Van: Assim não vale, eh uma pergunta só mocinha. (rindo).
Thais: Ta bom, ta bom.

Elas pedem uma rodada de shop, e começam a beber se animando cada vez Mays para o jogo.
Van roda a garrafa e cai para May perguntar a Clara.
May: De novo, adorooo..kk…loira…o que a Van sabe fazer que Mays te excita??
Thais caiu na risada, Van arregalou os olhos e Clara também e rindo muito.
Clara: Mas só se pergunta de sexo nessa mesa?? Kkk…isso não eh pergunta que se faça dona May.
May: A Van deixou claro, vale qualquer pergunta, se não quiser responder paga uma prendinha pra nós. (rindo).
Clara: Ta eu respondo…rsrs…(ela da um gole no shop) ela sabe usar essa língua como ninguém.
Thais e May: Uuulllll…(rindo muito).
Van coloca as mãos no rosto da cor de seus cabelos.
Van: Ah qual eh gente, vamo parando ta. (rindo).
Thais: Uuiiee…Van poderosa. Kk
Van: Vou mandar vc ir praquele lugar hem…kk
May: A coisa ta ficando boa…vamo lá…roda a garrafa Van.
Van rodou a garrafa e caiu pra Van perguntar a Thais.
Van: Agora vc me paga..kk
Thais: Pega leve hem. (dando um gole no shop).
Van: Qual foi a melhor transa da sua vida??
Clara: Uuiieee…boa amor.
May logo ficou olhando atenta pra ver a resposta dela, Thais trava um pouco, a resposta era com May, mas não queria assumir isso ali na frente delas e muito menos na de May, mas também não queria mentir, assim se ver obrigada a pagar uma prenda.
Thais: Ah não…essa não vou dizer.

Van: Ta amarelando eh??
Clara: Vai ter que pagar prenda então mocinha (rindo).
Thais: Ai senhor, que prenda eh essa??
May apenas observava.
Van: Deixa eu ver…bem…dar um beijo na boca da May de língua por 5 minutos sem parar, mal mal pra respirar.
May que tomava seu shop engasga com ele, e Thais fuzila Van com os olhos, Clara apenas riu e tomando seu shop.
Thais olha pra Clara.
Thais: Clara, ajudaa.
Clara volta seu copo na mesa.
Clara: Desculpa Thais…mas não posso fazer nada, prenda eh prenda, regras do jogo, não quis responder. (rindo).
Thais fica meio nervosa, seu coração estava disparado só de imaginar beijando os lábios de May novamente, não queria isso, porque sabia que depois teria menos resistência para resistir a ela.
May: Olha Thais, se não quiser não precisa…na boa meninas…da outra prenda, ela não ta afim.
Van: Assim não tem graça, vcs entraram no jogo sabendo das conseqüências, agora vão dar pra trás??
Thais: Ta bom, ta bom, eu pago a prenda.
May volta a falar.
May: Gente na boa…vamos deixar isso pra lá…porq…
Thais não deixa ela acabar de falar a puxando pela nuca e metendo um beijo de língua, já começou tirando o fôlego de May, May ficou surpresa mas logo levou sua mão a nuca de Thais a puxando Mays pro beijo sem perder tempo, ambas matando a saudade do beijo uma da outra.

Clara e Van se olhavam rindo e surpresas com o beijo quente que acabou de se iniciar, Van olha em seu relógio.
Van: Contandoo.
Clara: Do jeito que a coisa começou vai durar Mays que cinco minutos, e nem sei onde isso vai parar. (rindo).
Van: Pra quem não queria beijar ta beijando numa vontade. (rindo).
8 minutos haviam se passado e elas ainda se beijavam, o beijo cada vez Mays quente, começando a ficar sem controle.
Van: Caralho, to até sem ar por elas.
Clara: Eiii…vcs duas ae, já deu.
Elas continuavam a se beijar.
Van e Clara olham em volta, boa parte das pessoas olhavam.
Van: Meu Deus, vão se comer aqui, geral ta olhando.

Clara: Eiiii vcs duas…a casa ta ali do lado, vão se comer lá. (rindo).
Van então leva sua mão próximo aos lábios delas e enfia seu dedo ali com cuidado para não machuca-las e se pelo menos assim elas se separam. Foi o que aconteceu, elas pararam o beijo ofegantes e rindo. Van olhou para o seu dedo fazendo uma caretinha.
Van: Ainda por cima babam no meu dedo todo…ecaa…
Ela começa a passar o dedo em sua calça ‘limpando’.
May: Ah vai se fuder Van.
As 4 começam a rir, gargalhando ali da situação.
Clara: Pqp, era um beijinho de 5 minutos não uma cena de sexo explicito pra todo mundo ver.
May: Mas que exagero, foi um beijo normal. (ela da um gole grande em seu shop, já que o calor subiu).
Van: Ah sim, normal, a Thais nem falando ta, com certeza eh falta de fôlego.
Clara começa a rir Mays ainda e as duas ficam fazendo piadinha com as outras.
Thais: Tão eh com inveja do nosso beijasso. (ela sorri convencida).
Van: A gente faz coisa melhor querida. (ela pisca).
Thais: Uiii…claro, são duas depravadas.
Agora ela e May riam.
Clara: Perae neh Thais, também não precisa descer o nível. (rindo Mays).

Nessa conversa elas até esqueceram de voltar a brincadeira, seguiram bebendo animadas, uma fazendo piadinha com a outra e rindo muito. O clima entre elas estava muito agradável, May e Thais ficaram Mays próximas, não voltaram a se beijar nem a se tocarem, mas ambas sorriam cúmplices uma para a outra, os olhares se cruzavam toda a hora com aquele friozinho na barriga, May não sabia se depois daquele beijo teria chance de ficar com ela como queria, estava insegura e com medo de tentar algo e Thais dar um fora nela, e pior, acabar voltando aquele clima chato que estava entre elas antes, já que ela havia prometido que não tocaria Mays no assunto. Thais tava louca pra beija-la novamente e ficar com ela, esse beijo que deram mexeu Mays ainda com ela, estava disposta a pelo menos por esse fim de semana se render a ela, já que não adiantava tentar esquece-la, com ela ali pertinho não teria como resistir, por esse fim de semana ela ia mandar o mundo se danar e aproveitar sua morena, mas tava sem jeito de chegar nela, e como May não avançou o sinal Mays depois do beijo, achou que talvez ela quisesse deixar as coisas como estavam. Van e Clara estavam discretas, a praia era pertinho da casa de praia da Clara, tinha pessoas conhecidas ali, todos que trabalhavam nos quiosques conheciam ela e Fabian por sempre irem e passar vários feriados e fim de semana ali.

Já passava das 5 da manhã, as 4 entram no mar, se banharam pra ver se melhoravam do porre, ainda estavam com o efeito do álcool, logo depois caminhavam pela praia, haviam algumas pessoas pela praia também, mas muito poucas, bêbados brincavam na areia, elas os olhavam e riam com a diversão deles. Clara e Van começaram a caminhar na frente de mãos dadas assim deixando May e Thais Mays atrás, ambas estavam caladas sem saber o que falar, mas rolava uma sintonia boa no ar, estavam pensando em como falar uma com a outra, como agir para se aproximar, seus pensamentos longe que nem perceberam Clara puxar Van para um lugar escondidinho dali, a levou onde tinham umas pedras, Clara se sentou atrás de uma bem grande esperando Van se sentar entre suas pernas, assim ela fez, sentou e escorou suas costas em Clara que a envolveu em seus braços enchendo a bochecha dela de selinhos.
Clara: Será que aquelas duas vão se acertar??
Van escora sua cabeça acima do peito de Clara com suas mãos sobre as dela.
Van: Espero que sim, a situação delas eh muito complicada e delicada, a Thais ta com medo de sofrer Mays do que já ta né.
Clara: Não sei porque a May não da o pé no careca logo.
Van: Pela situação ela deveria fazer isso mesmo, acho que ela não tinha nem que ter se casado, mas já que se casou, vc mesma melhor do que ninguém entende o que ela sente.
Clara: Como assim??
Van: Não eh vc que diz que não é fácil se separar?? Vc também ta com Fabian até hoje.
Van vira o rosto um pouco olhando para Clara.
Van: Não to te cobrando nada meu amor.
Clara: Eu sei bebe, é vc tem razão, mas o Fabian é bem diferente do Coyote, por isso é Mays complicado.
Van: Nisso vc tem razão.

Clara: Fabian sempre foi um ótimo marido, sempre fez tudo por mim, agora o Coyote nunca mudou nada pela May, pelo contrario, ele quer que ela mude e seja do jeito que ele quer, não respeita as vontades dela, sinceramente não sei como a May se apaixonou por ele.
Van começa a passar seu dedo indicador no braço de Clara bem de leve, dando um sorriso malicioso.
Van: E que tal deixar essas complicações de lado e aproveitar hem??
Ela olha para Clara que sorri na mesma malicia, Van se levanta ficando de frente pra Clara ajoelhada.
Clara: Com certeza isso é muito Mays interessante.

Ela morde o lábio de leve, logo desvia os olhos por todo o corpo de Van, que usava um shortinho jeans com uma camisetinha branca, ela leva suas mãos levantando sua blusa com o biquine por baixo, logo ela deixa a blusa cair na areia, devagar ela foi abrindo seu shorts e pouco a pouco Clara ia vendo sua calcinha ir aparecendo, um belo de um convite, seu coração foi disparando, enguliu seco, já sentia seu peito ofegar de excitação por aquela mulher ali na sua frente. Van se excitava apenas com o olhar de Clara, estava a comendo com os olhos.
Van: Vem cá vem (depois de abrir o short ela vai o abaixando) vem arrancar esse shorts de mim, meu biquíni e me fazer sua…vem.
A cada vez que Van abaixava o short e bem lentamente para provocar Clara, a loira sentia sua respiração aumentar Mays ainda, já estava molhada.

 Voltando a May e Thais:
As duas estavam sentadas na areia de frente para o mar uma do lado da outra, ambas olhavam aquela imensidão do mar, as ondas não muito agitadas, o dia já ia amanhecendo, o sol estava quase nascendo.
May resolve quebrar o silencio.
May: Obrigado Thais.
Thais não entende o agradecimento e a olha.
Thais: Pelo que May??
May a olha, com uma expressão doce, sim, aquela carinha que derretia Thais.
May: Pela ótima noite, vc tinha motivos pra ter ficado chateada daquele jeito, mas deixou tudo de lado, enfim…foi muito bom passar a noite com vc.
Thais sorrio meio tímida, olha para o mar e volta a olha-la.
Thais: Ah nem tem que agradecer, sei lá, tudo tão lindo aqui, não vale a pena ficar emburrada com nada.
May: Isso que me deprime Mays.
May volta a olhar o mar, agora com uma expressão bem triste e desanimada no rosto.
Thais: Como assim May??
May: Nada deixa pra lá, não vou te incomodar com essas coisas.
Thais leva sua mão ao braço de May fazendo carinho.
Thais: Acho que ainda somos amigas neh?? Fala pra mim.
May volta a olha-la.
May: Eh o de sempre Thais, Coyote, meu casamento, enfim…vc não vai acreditar em nada mesmo, eu não quero falar disso com vc, porque não quero que pense que to dizendo essas coisas só pra ficar com vc.
Thais solta o braço dela abaixando seu olhar.
May: Desculpa Thais (também abaixando o olhar) mas vc nunca acreditou em nada sobre isso
.

Thais: Não é que eu não acredito May…eh que…só não quero passar o resto da vida esperando vc se separar dele, eu sei que uma separação é muito complicada, porque envolve a família toda, porque quando agente casa parece que casa é a família toda.
May: Mas eu não agüento Mays essa vida Thais, só de lembrar que tenho que voltar daqui e ter que voltar a ver a cara dele, as brigas, to vivendo uma vida que não é minha e nunca vai ser.
Thais: E porque vc não da o pé nesse Mané?? Cai fora, luta pra ser feliz May, se ta nesse ponto.
May: Como vc disse, envolve muito Mays, família, eu me enfiei num buraco bem fundo, se soubesse que era tão difícil assim nem tinha casado.
Thais segura delicadamente o queixo de May e faz ela a olha-la, a encarando bem nos olhos.
Thais: Me fala uma coisa, a verdade…porque vc casou??

Thais não sabia da onde tinha tirado tanta coragem, estava um pouco nervosa, seu coração tava disparado, mas ela precisava saber da verdade, esclarecer tudo, daí sim ela tomaria uma decisão deinitiva.
Thais: Vc ama ele?? O que vc sente por mim?? Eu preciso saber pra me decidir.
Thais disse aquilo tudo e ainda não acreditava tinha falado mesmo, tava com medo as respostas, mas pra seguir de vez sua vida dependia daquilo.
May fica um pouco assustada com as perguntas, mas gostou, assim poderia abrir seu coração e quem sabe poder concertar o que fez q te-la de vez como tanto deseja.
May: Nossa, to surpresa com suas perguntas, confesso.
Thais: Eu sei e eu também (ela ri nervosa) mas eu preciso saber, me fala May, o que vc quer comigo, me fala a verdade, não importa qual seja, mesmo que doa.

Voltando a Clara e Van:
As duas já rolavam pela areia ali e o sol nascendo, Van apenas de biquíni e Clara com sua roupa, Van tentava levantar a blusa dela, abaixar o short também, suas mãos andavam com desespero e vontade pelo corpo de Clara, queria devorar Clara pelo beijo, ambas estavam explodindo de desejo, ofegantes, se beijavam com loucura, seus lábios se devoravam em perfeita sintonia, Van tinha as pernas afastadas e Clara deitada entre elas, seu corpo estava por cima do de Van, se roçava nela enquanto com uma mão foi puxando o biquíni de Van para o lado deixando o seio dela exposto e logo começou a passar sua língua por ali próximo ao biquinho, Van levou uma mão a cabeça dela apertando contra seu seio e direcionando-a ao seu biquinho, Clara fez sua vontade o chupando com vontade, arrancando um gemido da loira, que já se contorcia embaixo dela. Van levou a outra mão ao bumbum de Clara forçando o corpo dela contra o seu, suas intimidades se roçando pressionadas uma na outra, Van gemia baixinho repetidas vezes, Clara estava a enlouquecendo, começou a se mexer em baixo dela, tentando mover seu quadril, Clara entendeu e passou a roçar sua intimidade na dela com Mays força, enquanto chupava cada vez Mays o bico do seio dela, com a outra mão massageava e apertava com desejo o outro seio dela. Van ficava molhada cada vez Mays, querendo Mays de Clara, apesar que seu tesão tava tão grande que para gozar naquele momento sentindo todo o corpo de Clara roçar no dela pouco custava. Clara levou seus lábios ao se Van voltando a beija-la mal dando espaço para ela respirar, roçou Mays e Mays em Van que agora arranhava e apertava as costas da loira com gemidos Mays altos, fazendo Clara querer ouvir Mays ainda, queria Mays gemidos da loira em seus lábios no beijo, ela então moveu Mays rápido e Mays forte seu quadril, roçando Mays suas intimidades, quando sentiu que Van não agüentaria prestes a gozar ela parou, parou o beijo deixando a loira…sem ar, ofegante com a boca entre aberta e a olhando com certo desespero, Clara sorriu safada e levou uma mão a intimidade dela pelo biquíni, e logo o puxou de lado, permaneceu olhando os olhos de Van e devagar foi penetrando um dedo, automaticamente Van fechou os olhos mordendo seu lábio, Clara penetrou todo o dedo e iniciou o vai e vem, Van já gemia novamente, Clara aumentou o ritmo do dedo num vai e vem pirando de vez Van que já nem lembrava Mays onde estavam e gemia se contorcia debaixo de Clara, quanto Mays ela gemia Mays Clara a penetrava com beijos e chupadas pelo pescoço dela, nesse ritmo ela segue, ambas suadas, ofegantes, até que por fim Van goza apertando com força as costas de Clara e com um longo gemido.

May e Thais:

May: Vai acreditar no que eu vou falar??
Thais: Eu só quero a verdade May.
May: Me diz uma coisa, tenho chances de vc ficar comigo ainda??
Thais: Dependendo do que me responder sim, é por isso que quero saber tudo.
May: Thais…(May a encarou bem nos olhos) eu te amoo!!
Thais ficou paralisada, perdida e presa naquele olhar de May, aquela voz doce e meiga ficou repetindo na sua cabeça dizendo aquela frase ‘Thais eu te amo’ o chão sumiu debaixo dela, o sol nascia, um leve vento esvoaçava os cabelos de ambas, o mundo parou ali para Thais. May ficou olhando o jeito dela, tava muda, ficou esperando uma resposta. Depois de minutos Thais se recompõe.
Thais: Vc tem noção d que ta me dizendo May??
May: Vc disse que queria a verdade. (ela sorriu).
Thais estava profundamente emocionada, mas voltou os pés ao chão tentando não deixar a realidade fugir.
Thais: Mas vc sabe que nem sempre amar basta, e o Coyote??

May: To nem ai praquele idiota, eu fui apaixonada por ele, mas no inicio porque achei que com o tempo ele mudaria o jeito dele, não tudo, mas achei que agtente encontraria um equilíbrio, mas apenas eu abri mão das coisas que gostava por ele, ele não fez nada por mim, e queria mandar em mim ainda, assim o meu amor foi morrendo, no dia do casamento eu já sabia disso, só não queria enchergar, e também…(ela desvia o olhar para o lado).
Thais: Também…
May: Eu tava me apaixonando por vc Thais, fiquei assustada porque aquilo tava muito forte, tava sendo novo para mim, uma mulher e uma pessoa nunca mecheu tanto comigo, mas eu tinha um noivo, um casamento, toda uma historia com ele, a família, eu me casei Mays fugindo disso, por puro medo e covardia.
Ela abaixa o olhar, estava envergonhada da sua fraquesa.
Thais: Vc se meteu em um casamento por medo de me amar??
May volta a olha-la.
May: Eu nunca tinha sentido algo tão intenso, fiquei muito confusa.
Thais: E foi pelo caminho Mays fácil neh, casar com um homem, algo ‘normal’ para todos e inclusive sua família.
May: Não é bem assim.
Thais: Eh assim sim May, eu sou mulher e vc também, vc não ia poder me esconder pro resto da vida da sua família, eu não te julgo, porque pra assumir uma relação homosexual vc tem que amar muito quem ta com vc, e ter muita coragem.
May: Thais, ta que isso ai é verdade, mas não foi esse o motivo Mayor, eu tava de casamento marcado, tava a anos com o Coyote, tinha uma historia toda, e eu não sabia bem se tinha mesmo deixado de gostar dele, eu sei lá, quis pagar pra ver, e quebrei a cara.
Thais: E vc achou que eu ia continuar ficando com vc depois de casada?? Tipo, virar sua amante??
May demora a responder
 

A ponto de chorar ali mesmo, Thais então se surpreende com o que May diz.
May: Eu largo ele, deixo o Coyote e fico só com vc.
May tinha seu olhar fixado no de Thais.
Thais: Vc disse…que…
Thais havia ficado tonta com a frase de May.
May: Eu to falando serio Thais, to de saco cheio dele, do meu casamento, da minha vida com ele, eu quero vc.
May sorriu docemente, pegou a mão de Thais e colocou em seu peito, Thais olhou sua mão ali e deu um sorriso que nem ela mesmo sentiu, a mão de May estava por cima da sua, o coração de May batendo e ela sentindo, tava bem acelerado, os olhos de Thais ficavam cada vez Mays marejados.
May: Esse coração aqui eh seu, e só seu. E to disposta a dar a minha vida toda pra vc também, eu quero ser feliz Thais, e eu sei que só vc pode fazer isso.
Não deu pra segurar e as lagrimas desceram pelo rosto de Thais, que estava completamente emocionada vendo aqueles olhos de May a olhando marejados e sempre com aquele sorriso doce nos lábios.
Thais: Eu…to meia tonta com isso tudo que vc disse May. (ela sorri).
May: Não precisa falar nada agora, só pensa.
Thais: Não tem Mays o que pensar, eu já tomei minha decisão.
Nessa hora May sente um frio na barriga, seu coração disparou Mays e ficou nervosa, aos poucos foi desfazendo seu sorriso, começou a achar que Thais não iria voltar atrás e continuaria afastada dela, mas a esperança estava lá com ela ainda, isso a deixava muito nervosa.
May: Então diz logo Thais, fala o que vc decidiu porque eu já não agüento Mays.
Thais da um impulso para frente, inclinando seu corpo no de May a fazendo deitar na areia, assim ficando por cima dela.
Thais: Mays eh claro que eu aceito, eu quero ser feliz contigo.
Thais se senta no quadril de May, abre os braços sentindo o vento, olha para o céu e grita bem alto.
Thais: Eu te amooooooooooooo!!!

Parei para pensar o quanto será que dói o ato de sufocar um sentimento. Logo depois de refletir sobre tudo já vivido, percebi que o pior de sufocá-lo é que vai acabar sendo esquecido, vai deixar de existir. E no seu lugar fica um grande buraco, um espaço vazio. E dessa forma, toda vez que ouvir o nome da pessoa ou qualquer outro fato que faça lembrar do sentimento, o corpo todo estremece, e aquele buraco dói, e dói muito. Sem contar que há o famoso ‘e se’, a dúvida cruel de que se tivesse sido diferente, será que teria sido melhor? Pois é, eu nunca vou saber.
—  Expurgar & Cravada.
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou “quase” certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu “quase” tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe.
—  Caio Fernando Abreu
O maior problema é que passei esses últimos anos tentando agradar à todos em minha volta. Fui altruísta com quem merecia meu maior ato de egoísmo. Achei melhor perdoar e ter paz à guardar rancor. Só eu sei o quanto fui bondosa demais em momentos em que teria sido melhor ser hipócrita, então me enchi de sorrisos falsos e guardei todos os choros pra depois. O problema é que uma hora ou outra, tudo explode.
—  Mariane Müller
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais, por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia, qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou “quase” certo que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu “quase” tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
—  Caio Fernando Abreu