tenho fome

E então eu continuo, mesmo que as vezes me faltem motivos para isso, mesmo que haja vontade de desistir, mesmo que os sonhos e planos se tornem ruínas. Eu continuo por mim, continuo porque ainda espero que as coisas deem certo. É como se houvesse uma faísca de esperança no fundo da caligem querendo virar chama, uma estrela brilhando em meio a poluição na selva de pedras. Continuo porque tenho sede de vida, tenho fome de existência, tenho um insaciável desejo de ser feliz.
—  Gabriel Mariano.
Não quero perder tempo. Tenho pressa. Tenho fome de afeto. Sede de carinho. Vontade de fazer. E viver. Mesmo que nem todos os dias tenham céu azul.
—  Clarissa Corrêa.

tenho sede
fome
alma
e vontade

de expansão, sabe?

não aquela megalomaníaca
que insiste em se jogar na frente
ou de
derrubar
os outros.

minha sede de expansão é interna
e só se joga nas frentes dos meus medos
(quando consegue)
só derruba
os muros
que eu construí

minha sede de expansão emana de dentro pra fora porque:

- tem um mundo

- um bilhão de vidas

- multiversos (se tiver um só, não tem problema)

pra conhecer

e mais ainda:

- um emaranhado de coisas sobre mim mesma que se retraem contraem se jogam declinam ficam corrompem e se renovam todo dia


minha imensidão cresce, mas também diminui

o que mantém é que
imensidão pulsa
de dentro das veias
à todo instante

23 de Junho de 1960
Meus amigos e familiares estão  preocupados comigo, eu mal saio de casa, não tenho mais fome, não tenho  mais entusiasmo para viver se você não estiver ao meu lado. A cada dia  que passa eu sinto mais e mais sua falta. Eu fico lendo e relendo nossas  conversas e pensando como fomos capaz de acabar com tudo assim? Eu  ainda não consigo acreditar que tudo acabou tão repentinamente. Como você seguiu em frente deixando tudo para trás, inclusive eu. Todas as  tardes eu volto aquele parque, aquele maldito parque. E me sento naquele  mesmo banco onde demos nosso primeiro beijo, onde trocamos nossas  primeiras palavras de amor. Eu me sento lá e vejo o tempo passando  diante de mim, as crianças brincando, os pássaros voando, os casais de  namorados se olhando apaixonados. Nós costumávamos ser daquela forma,  tão apaixonados que não nos importávamos se estávamos sendo ridículos e clichês, nada daquilo nos importava porque nós tínhamos um ao outro. Mas  tudo isso pareceu não importar para você, me estômago ainda se embrulha  quando eu lembro de seu encontro com aquela mulher, de como você correu  para os braços dela, do mesmo modo que corria para os meus. E foi  naquele momento que eu percebi que eu o tinha perdido, que nos seus  pensamentos habitava uma outra pessoa, um outro amor, uma outra história. Foi então, que notei, que você esqueceu meu cheiro. Meu abraço. Meu sorriso. Meu jeito marrento. Você esqueceu. Ou finge ter esquecido. Notei, que esqueceu minhas manias. Minhas birras. E agora, está conhecendo outra mulher. Seus braços, eram meu lar. Mas, você decidiu fazer abrigo, pra outra mulher morar. Seu coração, era meu. Era. Você correu de mim. Eu te perdi no caminho. Ainda não sei exato, o que ocorreu. Sei que acordei no outro dia, e aquele cara, que eu chamava de amigo e amor, não era meu. Na correria da vida, de muita coisa, já deu pra esquecer. Menos de você. É como se você estivesse impregnado em mim, na minha roupa, cabelo, perfume e corpo. Parece ser impossível esquecer você e tentar recomeçar minha vida, você é como uma droga viciante e destruidora. Como você conseguiu? Você simplesmente me deixou como se fosse fácil apagar tudo o que foi vivido e que nós construímos. Será que você lembra de mim assim como eu lembro de você quando eu acordo? Ou quando eu tomo banho, sentando no chão para chorar? Ou na hora do almoço, que a cada garfada eu lembro do seu sorriso? Me conta como você consegue, pois eu não vejo a hora de me libertar e finalmente poder dizer “eu te superei”.
—  Escrito por Laura, Anelise e Beatriz em Julietário.
Não quero perder tempo. Tenho pressa. Tenho fome de afeto. Sede de carinho. Vontade de fazer. E viver. Mesmo que nem todos os dias tenham céu azul.
—  Clarissa Corrêa.

Imagine Harry Styles

Pedido de @mymyparadise: just a little bit of your heart

S/N P.O.V

Apesar de tudo. Apesar de saber que o cheiro de perfume na camisa dele após do trabalho não é meu, apesar de saber que ele se relaciona com outra mulher, apesar de tudo eu o amo, e sei que sou uma boba por isso.
Arrumei a mesa de jantar como nos outros dias, apesar de não ter fome. Eu sei que iriam se passar horas e horas, as vela iriam apagar, a comida esfriar e o vinho ficaria mais quente do que de costume. Ele chegaria a madrugada, esquentaria comida no microondas e me elogiaria do dia seguinte. Mas, jamais negaria que ela é melhor que eu.
Subo a escada devagar, tomo meu banho e após sair do chuveiro paro na frente do espelho. Observo meu corpo: Percebo que eu estou mais magra, pareço doente. Na verdade eu estou, emocionalmente, mas estou.
Sem me importar muito coloco meu pijama e me deito na cama. Não tenho sono então fico apenas vendo fotos antigas minhas e de Harry, a época em que éramos felizes, ou pelo menos acho que sim.
Ouso o motor de Harry e vou no banheiro, limpo minhas lágrimas e volto a deitar. Tempo o suficiente para que ele estivesse subindo os degraus. Logo ele entra no quarto sorrindo e vem até mim. Harry tenta me beijar, mas eu recuei e ele estranhou.
- O que foi, amor? - Harry perguntou e eu ri sarcástica.
- Amor? Você tem certeza que sou eu? Harold, nós estamos em 2017, seu amor não sou eu e você sabe que não sou. - Permaneci sentada na cama.
- Você vai começar com essa de novo? - Questionou.
- Eu nunca te pergunto onde você estava e eu não sinto que preciso saber com quem você estava. Nem consigo pensar direito, mas eu sei que agora há pouco, você estava com ela e eu ainda sou, sempre serei uma boba por você. Porque eu te amo, ou amava, sei lá.
- Eu estava trabalhando, você sabe. - Justificou. - Vem, vamos jantar. - Esticou a mão para que eu pegasse.
- Não tenho fome, mas você pode ir. As velas já se apagaram mesmo, não tem porque eu estar lá. - Harry suspirou.
- Você está muito magra, não come faz quanto tempo? - Ele perguntou se sentando a minha frente.
- Eu não sei, mas isso não importa né. Afinal, sua nova mulher deve ser atraente, então se importe com ela. Não precisa se importar comigo. Eu vou embora mesmo. - Harry arregalou os olhos.
- Para onde você vai? - Seus olhos estavam marejados.
- Isso não importa Styles, bom apetite. - Disse e ele saiu.
Suspirei e coloquei algumas roupas dentro de uma mochila. Desci, mandei um beijo de longe para Harry que deixava as lágrimas caírem.
- Só um pouquinho do seu coração é tudo o que quero. - Disse e sai.
Entrei em um táxi que me deixou no aeroporto e lá fiz check-in para o voo de Londres para o Brasil e segui em frente. Dormi o voo todo, eu estava precisando daquilo.
[…]
Eu voltei para meu antigo apartamento no centro de São Paulo e lá eu vivia minha nada agitada vida. Eu me sustentava com o salário de modelo de Londres que era o suficiente.
O porteiro anunciou em uma tarde do domingo que eu amigo estava querendo subir, ele não disse o nome e mesmo assim pedi para que subisse.
Abri a porta e de longe avistei Harry, seus olhos estavam marejamos mais uma vez. Sorri ao ver aquilo, ao ver ele.
- Volta por favor! - Ele implorou e eu dei espaço para que entrasse. - Eu já larguei ela, reformei nossa casa, coloco você para trabalhar comigo se quiser. Só por favor volta. Eu preciso de você, por isso eu vim até aqui. Você não precisa ter um pedaço do meu coração. Pode ter todo. Pode ter tudo o que quiser.
- Harry é complicado. Sabe, eu nunca te digo como realmente me sinto, pois não consigo achar as palavras para dizer a verdade e nada nunca é fácil, é isso que eles dizem. Eu sei que não sou sua única. Mas ainda serei uma boba, pois sou uma boba por você. - Harry me beijou.
- Volta, por favor?! - Ele se ajoelhou. - S/N S/S, você quer se casar comigo de novo? - Ele me mostrou uma caixinha de anéis e eu sorri.
- É, eu quero. Eu sempre quero você, Harry Styles. - Ele colocou o anel em meu dedo e me beijou.
- Eu te amo mais que nunca. - Sorri.

Imagine Harry

Olá! Você pode fazer um imagine com o Harry em que ele é médico e chega frustrado em casa depois de um dia de trabalho, por não ter conseguido salvar a vida de uma garotinha ,mas a S/N cuida dele . Ai anos depois eles têm uma menina e a nomeiam com o nome da menina que morreu em sua homenagem?


Corri para sala ao ouvi a porta se fechar. Harry já havia dito por telefone que estava se sentindo mal, eu só queria estar ali para confortá-lo. O abracei forte, apertado. - Vai ficar tudo bem, meu amor. -acariciava seu cabelo.

- Eu sou um fracassado, não fui capaz de salvar uma pobre criança. Ela tinha uma vida inteira pela frente. -envolveu seus braços em mim.

- Você fez o que pode, lutou até o final. Olha para mim. -segurei seu rosto. - Ela está bem agora, cuidando dos pais dela, cuidando de você. -ele assentiu.

- Vá se trocar, preparei nossa janta.

- Não tenho fome amor.

- Você precisa comer, seus pacientes precisam de um Dr. Styles saudável. -sorri.

Ele concordou, tomou seu demorado banho e voltou para sala, onde eu já tinha preparado a mesa. Em silencio Harry comeu o seu prato. - Ela me implorou a vida, (s/n).

Não pude conter minhas lágrimas ao imaginar a situação de meu marido. - Ela sempre estará presente meu amor.

Nós retiramos a mesa e nos deitamos para dormir. No dia seguinte, Harry entrou em contato da família que havia perdido a menina para ajudar em tudo precisa-se para velar o corpo. O velório foi triste, perder uma criança ingenua com tanta coisa para aprender é triste.

Aproximamos do caixão, Harry se abaixou tentando conter sua lágrima, ele sempre queria ser mostrar forte. - Me desculpe pequena, eu sinto muito. Até breve.

O caixão se fechou, e não era um adeus. O abracei e juntos voltamos para casa, Harry já não se sentia mais culpado, mas o nome da menina era constante dentro de casa. Ás vezes ele até dizia que tinha a encontrado.



Hoje, 1 de fevereiro  a pequena completaria 10 anos, 5 anos desde sua partida eu estava muito animada, esperando ansiosa pela chegada de Harry.

Hoje também é o aniversário do meu marido, preparei um belo presente de aniversário.

- Ahhhhhhh, feliz aniversário meu amor!!! -pulei em seu colo, ainda na porta.

Rindo, ele agradeceu. - Me assustou. -também ri.

- Desculpa, eu estou muito feliz.

Ele sorriu. - Amo te ver radiante assim. -selou nossos lábios.

- Vamos. -peguei em sua mão. - Quero que abra seu presente. -o entreguei uma pequena caixa.

Harry a abriu. - Leia em voz alta. -pegou o bilhete, sem ver o que tinha dentro da caxa.

“Feliz dia dos pais…




Ops… Feliz aniversário. Te amo”

Harry sorria de boca aberta sem acreditar, ele tinha entendido perfeitamente o trocadilho. - Você está falando sério meu amor? -disse pegando o body de bebê rosa. - Uma menina? -completou.

- A nossa Angel, meu amor. -alisei minha barriga.

Me abraçou apertado. - O nome dela. -chorou emocionado.

- Eu disse que ela estaria sempre presente.

- Não vou deixar nada de ruim te acontecer meu anjinho. -Harry se abaixou para conversar com minha barriga, encostando sua cabeça.

- Você será um ótimo pai, o nosso herói. -acariciei seu cabelo.

Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! E eis que estavas dentro de mim e eu fora, e aí te procurava, e eu, sem beleza, precipitava-me nessas coisas belas que tu fizeste. Tu estavas comigo e eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti aquelas coisas que não seriam, se em ti não fossem. Chamaste, e clamaste, e rompeste a minha surdez; brilhaste, cintilaste, e afastaste a minha cegueira; exalaste o teu perfume, e eu respirei e suspiro por ti; saboreei-te, e tenho fome e sede; tocaste-me, e inflamei-me no desejo da tua paz.
—  Santo Agostinho