tamanho real

Eu queria saber colocar você em um potinho,guarda-lo no fundo do guarda roupa pra ninguém roubar você de mim e quando chegasse a noite eu iria te tirar de lá,você criaria tamanho real e se deitaria comigo,eu dormiria bem melhor com suas mãos em meus cabelos.
—  Dono de mim.
10

Site Model + Supernatural

  • clique na imagem pra salvar no tamanho real/click the image to save the full size
  • like pls
Para Gabriel de Morais

Primeiramente, sim, eu abri o word só pra escrever isso pra você. Queria ver o tamanho real do texto e não como o Facebook mostra, além de que eu acho muito mais profissional escrever algumas “juras de amor” por um programa.
As vezes eu me pego pensando em você no meio de um jantar, no caminho da escola ou então deitada na minha cama.
“As vezes”. Essa expressão não é muito bem qualificada pra falar sobre, eu deveria usar o termo “sempre”.
Eu sempre estou pensando em você. É difícil isso não acontecer. É difícil alguém me perguntar o que está se passando na minha mente e eu não responder que é você. É extremamente difícil. De uma hora pra outra, você virou o meu primeiro pensamento, depois de Deus, no dia, e meu último à noite. De uma hora pra outra aquilo que era vazio em mim, que era vazio na minha rotina, se preencheu, e incrivelmente se preencheu de você.
Uma vez me perguntaram como é amar alguém. Devo dizer que eu não tinha te encontrado ainda, que eu não tinha descoberto o amor, o verdadeiro amor, puro, com complicações, com felicidade, com dor, com conforto, o amor real. Eu não soube responder aquela pessoa, sabia? Eu não soube criar se quer uma frase. Talvez se ela fizesse a mesma pergunta pra mim agora, eu saberia responder. Eu diria a ela que amar alguém é como estar em um avião. A maior parte do tempo o voo está calmo, pacífico, mas em um certo momento, um mísero segundo, uma turbulência. Turbulência que amedronta, você fica com medo de perder tudo, de desabar. Sabe que turbulência é essa? As brigas, as dificuldades, tudo que quer acabar com aquele amor, essa é a turbulência. O avião não é apenas lugar de medos, é segurança. Dizem ser um dos transportes mais seguros do mundo. E bom, o amor é seguro. Tem aquelas pessoas que possuem um certo receio quanto a entrar em um avião, estas têm medo de se arriscar. Você quer saber como comparar esse tipo de pessoa com amor? Exatamente. Aquelas que têm receio em amar. Receio em confiar. Felizmente, eu não sou eu esse tipo de pessoa. De fato, eu estou em um avião. E você também está nele. E eu só queria te dizer algo: eu estou colocando confiança nesse transporte. Eu estou me sentindo segura nele. E eu espero, de coração, que esse seja um voo que fique indo e vindo da China ao Brasil, sem parar, por bastante tempo.

como fazer icons/how to make icons

o tutorial é na versão antiga do twitter (icon quadrado)/old twitter version (square icon)

primeiro abra o photoshot, então clique em arquivo>novo ou ctrl+n/first open photoshop, then file>new or ctrl+n

depois, vai aparecer a opção de tamanho do arquivo em branco, deixe nessas configurações/ then, will open the option for the new file, these are the icon settings

com o arquivo novo aberto, procure a foto que você quer editar (ctrl+o) e abra ela; use o ctrl+a para selecionar e ctrl+c para copiar. vá ate a aba do arquivo novo e cole com ctrl+v/with the new file open, you should search for the pic you want to edit (ctrl+o) then open it; ctrl+a to select and ctrl+c to copy, click back in the new file and ctrl+v to paste. 

ela vai estar no tamanho real, geralmente maior que o do icon, então você deve arrumar o tamanho para se encaixar. ctrl+t para selecionar a opção de mudar o tamanho e na barra de cima tem um simbolo parecido com o do infinito, clica nele para a foto não desconfigurar e ficar toda torta, use as barrinhas de cima/embaixo da esquerda/direita para editar./the pic will be in the original size, so you HAVE TO edit it to make good in the icon. use ctrl+t to select the opition for it and the look for a symbol who looks like the infinite one and click, it will make the pic right and not unconfigured. use the right and left/up and down to edit.

com o tamanho editado de sua preferência, alguns preferem com mais zoom, outros mais longe etc, o icon deve ficar assim:/with the new size, some people like with zoom, other people not… the icon should look like this:

junte as camadas com ctrl+shift+e e depois aplique a action./ctrl+shift+e to select the layers and then apply the action.

para salvar use ctrl+shift+s e salve como png para a qualidade ficar boa./to save use ctrl+shift+s and you have to save as png for better quality.

seu icon deve ficar mais ou menos assim:/your icon should look like this:

se o tutorial lhe foi útil like/reblog, caso ainda tenha dúvidas pergunte na ask. if it was useful like or reblog, and if you still have question the ask is open. and i’m REALLY SORRY if my english is wrong, the language is not my first one but I try to make redicon accessible to everyone. if there is something wrong please say it!!

créditos para emiIybstt/credits emiIybstt

200 FOLLOWERS PACK! | 200 STARTERS

Oi galera, beleza? Assim como eu disse nesse post aqui, para comemorar meus 200 followers, eu ia fazer um post comemorativo. Portanto, eu decidi fazer 200 starters, sendo 100 deles estilo [TEXT] e 100 em texto. Espero que vocês gostem, obrigada por seguirem e por todo o apoio. Podem pedir sempre que vocês precisarem! Beijos, bom jogo pra vocês!

Keep reading

Tutorial: Como usar templates
  • Tutorial feito por fuckscreens.
  • O tutorial foi feito inteiramente por mim, sendo assim, não permito que seja repostado, mesmo com os devidos créditos.
  • Dê like ou reblog se foi útil.

Neste tutorial irei ensinar de três maneiras como utilizar um template no photoshop. (É necessário ter o conhecimento básico do programa e de download de arquivos.)

Keep reading

Meu Deus como eu o amava, Damon fazia parte de cada pedaço do meu corpo, era como se ele fosse minha metade, o amor que eu sentia por ele  eu nunca saberia como explicar, representar ou mostrar, acho que, se ele contasse  todas as gotas da chuva, talvez chegasse perto do real tamanho… Podemos dizer que cada beijo que ele me dava eu sentia as famosas ‘’ borboletas’’ em minha barriga, sempre achei engraçado como os livros representavam o beijo do verdadeiro amor, e é só sentindo na pele que você passa a entender os livros… Ele me beijava, era uma coisa inexplicável o gosto de seu beijo com a chuva que caia, eu poderia morrer em paz ali, naquele momento, porque eu sabia que eu era amada e eu estava exatamente onde eu queria estar…
—  The Vampire Diaries
Toda vez que olhamos para a cruz, Cristo parece dizer-nos: “Estou aqui por causa de vocês. É o seu pecado que estou levando, a sua maldição que estou sofrendo, seu débito que estou pagando, sua morte que estou morrendo”. Nada na história, ou no universo, nos torna tão conscientes de nossa pequenez como a cruz. Todos somos grandes aos nossos próprios olhos, especialmente no que diz respeito à justiça própria, até que visitamos um lugar chamado Calvário. É lá, aos pés da cruz, que murchamos de volta ao nosso tamanho real.
—  John Stott.
Bônus - Cap 1

- Cachorra! Sem vergonha! Eu vou matar você!

- Ficou louca, Vanessa?

- Louca, descontrolada, fora de mim!

O aniversário de quatro anos dos gêmeos estava próximo e minha relação com Clara andava cada vez mais para um término. Brigas constantes, ideias mirabolantes sobre alguns assuntos e, é claro, desconfiança. Já faziam três dias que eu estava cismada de que Clara andava me traindo, mas ao ver uma mensagem no celular dela no início do dia, fez meu sangue ferver. Sacrifiquei meu mundo para participar do dela e é assim que ela me retribui?! Não ia permitir uma coisa dessas.

- Amor, senta aqui. Vamos conversar.

- Amor é a puta que lhe pariu, Clara! Quem é Nadia?!

- Nadia?!

- Exatamente, sua vagabunda. Nadia Yanik.

- Até onde eu saiba, aluna da Columbia.

- Aluna, é?! Você está me traindo com uma aluna, sua puta! – iniciei uma pequena sessão de tapas nos ombros de Clara, enquanto ela tentava inutilmente se defender. – Você não vale nada!

- Eu não te traí, Vanessa! De onde tirou essa ideia?!

- Não me traiu, não?! Então deixa eu repetir a mensagem nada estranha para você. – peguei o celular dela e corri a caixa de mensagens, abrindo mais uma vez aquele conjunto de letras que me embrulhou o estômago. – Vamos lá.. “Professora Aguilar, obrigada pela noite de ontem. Definitivamente precisamos repetir. Você é a melhor, sem dúvidas. Beijos carinhosos, Nadia.”

Clara estava estática do outro lado da sala, completamente muda. Minha mão apertava o aparelho, minha vontade de esmagá-lo e jogar em cima dela não era pouca. Desde que li a mensagem, percorri minhas memórias para saber aonde eu tinha errado, qual degrau eu pisei em falso para permitir que isso acontecesse bem debaixo do meu nariz. Passei as mãos no rosto e virei de costas, indo em direção à cozinha. Enchi um copo de água e deixei o líquido gelado descer pela minha garganta, afim de esfriar meu corpo. Eu queria matá-la.

- Van.. – virei meu olhar para ela, que entrava na cozinha esfregando o braço direito e fitando o chão. Clara parecia redondamente constrangida, mas nem mesmo seu tom doce conseguiu amenizar a raiva que eu estava sentindo. – Amor.. você.. entendeu errado. Não te traí.

- Clara, eu não quero olhar para a sua cara tão cedo.

- Como vai fazer essa proeza?! Moramos na mesma casa, você, querendo ou não, precisa olhar para a minha cara.

- Eu já pensei nisso. Enquanto você estava não sei aonde hoje de tarde, liguei para a minha mãe.

- Mas..

- Vou passar essa semana na casa dela e os gêmeos vão comigo. Nem pense em vir atrás de mim, sou capaz de atirar em você.

- Não pode tirar meus filhos de perto de mim, daqui a dois dias é aniversário deles. Não pense que vou ficar longe.

- Pensasse nisso antes de me trair com uma adolescente. Agora lembrou que é mãe e que seus filhos fazem aniversário?!

- Vanessa..

- Eu já falei, Clara. Estou viajando hoje para Miami, aproveite que vai ficar sozinha e faça o que bem quiser. Traga sua amante para cá, trepe com ela a noite toda, mas por favor.. esqueça que eu, Atena e Chronos existimos. Com licença, tenho que buscar os dois na escola.

O saguão do aeroporto não estava tão cheio, apesar de ser uma sexta-feira. Atena e Chronos choravam agarrados no pescoço de Clara, enquanto eu estava prestes a enforcar a atendente da companhia. Como assim não tinham malinhas para eu levar Apolo?! Isso era um absurdo. Conseguia ouvir a voz de Clara tentando acalmar nossos filhos, por mais que eu quisesse perdoá-la, queria me manter firme na decisão que tomei.

- Atena, Chronos, vamos.

- Mama, não quero.

- Chronos, agora.

- Não. Mama Clarinha, vai também.

- Sua mãe não vai, Chronos. Ela vai receber a visita de uma amiga muito íntima hoje de noite, não podemos ficar em casa. – Clara levantou o olhar para mim e seus olhos estavam inchados. A raiva por trás deles era aparente, mas eu não daria o braço a torcer.

- Está vendo o que a sua palhaçada e seu orgulho fizeram?! Vai tirar os dois de perto de mim logo antes do aniversário deles.

- Isso tudo é culpa sua, cínica. Daqui a uma semana você vai vê-los. Atena, vem com a mamãe.

Não precisei pedir duas vezes para a menina pular no meu colo e esconder o rostinho molhado de lágrimas no meu pescoço. Chronos parecia relutante e só largou do pescoço de Clara porque ela falou alguma coisa em seu ouvido. O pequeno meu deu a mão e os dois acenaram para Clara, enquanto eu andava com ambos até o portão de embarque. Meu coração queria pular para fora do peito à medida que eu me aproximava do avião, ouvir o choro abafado dos meus filhos por não ter Clara por perto era pior ainda. Ela foi tão injusta, não podia ter feito isso conosco, com a nossa família.

- Boa tarde, senhora Aguilar. Façam uma boa viagem, aqui estão suas passagens. – a aeromoça me cumprimentou, obviamente falando meu nome de casada e senti um soco no estômago. Minha vontade de dar a volta e alcançar Clara estava me sufocando, mas ao ouvir as portas do avião se fechando, engoli em seco e posicionei os gêmeos nos assentos. Fiz um carinho na bochecha de ambos, que olhavam pela janela com o choro já cessado. Essa seria uma longa semana e eu esperava que acabasse rápido.

Clara’s POV

A sala de anatomia estava silenciosa. Os alunos faziam relatórios sobre diversos ossos do esqueleto e usavam um modelo em tamanho real para ajudá-los. Eu não estava com cabeça para dar aula, ainda mais com a presença de Nadia a quase dois metros de mim. Seus olhos me analisavam com uma fome, um desejo que eu bem conhecia, mas hoje eu não estava afim de brincadeiras. Meus caprichos foram longe demais e me custaram minha família. Precisava me distrair e tirar a atenção de Nadia do meu corpo, o que era quase impossível.

- Tudo bem, vou fazer algumas perguntas. – toda a turma virou sua atenção para mim, preocupados com meu mau humor. – Alguém pode me dizer o que é o fêmur e onde ele se localiza?

Uma parte da turma iniciou um murmúrio, revirei os olhos e sentei na mesa, cruzando os braços com impaciência. Adolescentes idiotas. Uma menina gordinha estendeu o braço e eu fiz sinal para que ela falasse. Depois de se ajeitar na cadeira, ela abriu a boca e uma voz irritante preencheu a sala.

- É o osso mais longo e mais volumoso do corpo humano, e localiza-se na coxa.

- Muito bem, um ponto para você no final do período.

- De ossos volumosos você entende bem, não é, Roxane?! – a voz de Nadia cortou minha linha de pensamento e a turma inteira explodiu em uma gargalhada alta. A gordinha encolheu-se na cadeira e eu senti vontade de pegar a ruiva e expulsá-la da aula.

- Yanik, só abra a boca quando eu permitir. Sua opinião não é bem vinda, muito menos a sua presença. Se quiser ficar nessa sala, vai ter que calar a sua boca e parar de cacarejar. Fui clara?!

- Mas foi só uma brincadeira.

- Brincadeira?! Está pensando que isso aqui é escola?! Roxane tem o triplo da sua média em Anatomia A e B, realmente, ela entende muito bem de ossos largos. E quanto a você?! Já quase foi reprovada e só passa porque eu dou a chance com relatórios, mas dessa vez a banda vai tocar em outro ritmo, Yanik. Os relatórios estão suspensos para você, vai ter que passar de período sem ajuda. Você não é tão boa em brincar com os outros?! Então espero que se divirta tentando se formar, porque eu não vou aliviar. Turma dispensada.

Nadia estava me encarando boquiaberta, enquanto Roxane parecia ter vencido uma competição perigosa. A turma inteira não conseguia se mexer, talvez com medo de uma possível reação negativa minha e que pudesse cortar os relatórios deles também. Pouco a pouco os alunos foram deixando a sala, recebi um sorriso de Roxane em agradecimento e dei dois tapinhas em seu ombro. A única que permaneceu parada aonde estava, foi Nadia. Os braços cruzados na altura dos seios e cara de poucos amigos.

- Pode me explicar o que foi isso?!

- Isso o que, Yanik?! Ter lhe dado o que você merece?

- Você não vai tirar meus relatórios, eu conto tudo para o reitor.

- O reitor sabia que Vanessa era minha namorada na época que ela estudava na Columbia, tentar me denunciar só vai te fazer perder tempo. Não entendeu que o tempo de escola passou, Nadia?!

- Você entendeu?! Porque sua diversão de pegar alunas parece ter continuado.

A pergunta dela fez meu sangue ferver. Caminhei energeticamente até a ruiva e segurei seu rosto com força, deixando um espaço de pouco mais de dois centímetros entre nós. Encarei os olhos dela e apertei novamente, percebendo que Nadia sentia dor. Eu queria estrangulá-la, perdi minha mulher e meus filhos por culpa dela. Aliás, não foi só dela, eu também me deixei levar. Mas mesmo assim, eu queria enforcar aquela vagabunda e acabar com todo aquele remorso que estava me corroendo.

- Eu só não te mato, porque posso ser presa. Você vai sumir da minha vida, Yanik. Se abrir a boca para alguém, faço o favor de te calar e não é de uma maneira que você gosta. O que aconteceu foi um erro e não vai se repetir, não vou sacrificar minha família de novo. Se mandar mais alguma mensagem para o meu celular, eu te arrebento. Entendeu, sua puta?

- Acho muito engraçado você ter essa reação negativa agora, não parecia te desagradar na noite em que me comeu. O que foi?! A mulherzinha descobriu e te deu o fora? - não consegui suportar mais nenhuma palavra e desferi um belo tapa em seu rosto. Nadia levou a mão até o local atingido e seus olhos estavam cheios d’água. – Vo.. você.. me bateu!

- Se não sumir da minha frente agora, o tapa vai ser de mão fechada. Desaparece, Yanik. Já sabe, se alguém souber do que aconteceu, te acho e termino o serviço.

A ruiva não esperou que eu lhe desse outro tapa. Recolheu suas coisas, me olhou mais uma vez e saiu correndo da sala, batendo a porta com força atrás de si. Minha respiração estava descontrolada e massageei as têmporas com violência, eu tinha perdido a cabeça e batido em uma aluna. Nadia não contaria nada para ninguém, espero eu. Deixei meu corpo cair na cadeira do professor e afundei o rosto nos braços, me permitindo chorar. O que foi que eu fiz?! Vanessa nunca foi tão baixa comigo e, na primeira oportunidade, deixo o tesão falar mais alto. Ela não vai me perdoar, tenho certeza. Levantei da cadeira e tateei a bolsa atrás do meu celular, precisava falar com alguém, saber como Vanessa estava.

- O que você quer, Aguilar?

- Mayra, por favor, me escuta.

- Te escutar?! Clara, já não é a primeira vez que eu tenho que consolar a Vanessa depois de uma merda que você apronta. Eu nunca pensei que fosse ver minha melhor amiga chegar na minha casa, aos prantos, dizendo que foi traída e que trouxe os gêmeos para passar um tempo aqui em Miami. Qual é o seu problema?! O que te falta?! Era sexo?! Vanessa não estava sendo uma mulher boa o suficiente e você teve que procurar em menininhas o tesão que lhe faltava?!

- Eu não sei! – deixei um berro alto escapar, enquanto ouvia a respiração nervosa de Mayra do outro lado da linha. – Não faço ideia do porque eu fiz isso, juro que estou batendo com a cabeça na parede todos os dias desde que a Vanessa saiu de casa para ir até Miami. Eu me sinto a pior pessoa do mundo, perdi meus filhos e minha mulher em uma tacada só.

- Tacada não, uma trepada só. Sol está louca para lhe dar uns bons tapas e te garanto, ela não é a única. Os gêmeos não param de chorar e perguntar por você, Vanessa não sabe mais o que falar. Que droga, Clara!

- Me ajuda, Mayra. Estou desesperada!

- Pensasse nisso antes de enfiar seus dedos na boceta de uma adolescente cheia de hormônios. Quando vai perceber que os tempos de juventude passaram, Clara?! Quando vai se tocar que agora você tem uma família linda, que te ama e que precisa de você?! Me fala.

- Acho.. que acabei de perceber, mas sei que foi da maneira mais idiota possível.

- Ela não vai te perdoar.

- O que?!

- Vanessa. Ela estava conversando comigo e com Sol no dia que chegou, disse que vai pedir o divórcio e a guarda dos gêmeos. Tentamos acalmá-la, dizendo que ela estava de cabeça quente e que era melhor esperar um pouco, mas Vanessa está irredutível. Olha, acho bom você arrumar um ótimo advogado, porque a coisa não vai ser boa.

- Mayra, pelo amor de Deus..

- Tenho que desligar, Clara. Vanessa chegou aqui e ela me mata se souber que andei falando com você. Se cuida, tá bom?

Era tudo que eu estava precisando no momento. Divórcio. Não conseguia acreditar que Vanessa pudesse ser capaz de tal coisa, mas pelo visto, minha burrada tomou proporções estrondozas. Não sabia mais o que fazer, para onde ir. Eu precisava dela, não suportaria viver separada de Vanessa e dos meus filhos. Lutar. Era isso que eu ia fazer daqui para frente, vou lutar por ela. Vanessa é a minha mulher e eu jamais vou permitir que isso se perca.

Vanessa’s POV

“Eu sei que pisei na bola, mas quero que me perdoe. Vamos conversar, Van. Percebi o quão imbecil eu fui, não quero separar a nossa família, nossos filhos. Por favor, amor, me atende. Diz que eu posso ir para Miami ver você e as crianças, que pego o primeiro voo, nem que eu tenha que alugar um jatinho ou ir de barco. Vanessa, pelo amor de Deus, me perdoa. Prometo que as coisas serão diferentes, acabei de pedir demissão da Columbia, não quero mais vínculo algum com aquele lugar. Me responde, Van. Por favor, eu imploro.”

Mais um e-mail da Clara. O quinto em três horas. Eu queria falar para ela que podia vir, pegar o primeiro avião e me amar de novo, mas não conseguia. Eu estava magoada, me sentindo traída, meu orgulho foi reduzido a pó depois de saber que Clara realmente tinha me traído. Como poderia confiar nela de novo?! Nunca me entreguei para alguém como me entreguei a ela, não sou capaz de ver minha vida com outra pessoa além dela, então porque estava sendo tão difícil?!

- Mama? – ouvi um conjunto de vozes sonolentas me chamando, desviei minha atenção da tela do celular e encarei Chronos e Atena na beira da cama, ambos mordendo o polegar.

- Venham aqui, deita do lado da mamãe.

Os dois pularam na cama e foram engatinhando, ficando um de cada lado, enquanto encostavam as cabeças no meu colo. Dei um beijo na testa de cada um e deixei uma lágrima rolar pela minha bochecha. Eu sabia o quanto eles estavam sentindo falta de Clara, mas não eram os únicos. Chronos levantou a cabeça e me olhou, limpou a lágrima da minha bochecha e depositou um beijo ali, sendo imitado por Atena.

- Mama, não chora.

- Mamãe está triste, mas logo logo passa. Eu prometo.

- Saudade da mama Clarinha. – Chronos deixou escapar e colocou a chupeta na boca, iniciando um cafuné nele mesmo.

- Eu sei que vocês sentem a falta dela, mas a mama Clara não pode vir para Miami.

- Aniversário.

- Ela sabe que é aniversário de vocês, prometo que sua mãe não vai deixar de vir. Está bem? Agora vamos dormir, hoje vocês já brincaram demais.

Os dois sorriram e se aconchegaram no meu colo. Dei um beijo no topo da cabeça de cada um e suspirei derrotada, apanhando o celular. Percorri a agenda e disquei para o número de Clara, que ela não esteja com ninguém, senão desisto na mesma hora do que estou prestes a fazer. Três toques se passaram e nada dela atender, mas ao chegar no quinto, sua voz esbaforida ressoou do outro lado da linha.

- Van?!

- Seus filhos querem que você venha para Miami, afinal, é aniversário deles.

- Amor, isso é..

- Não pense que mudou alguma coisa entre nós, Clara, porque estou longe de perdoar você por ter me traído de uma maneira tão baixa. Esteja aqui amanhã até às duas da tarde, a festa começa às seis. Boa noite.

- Bo..

Não deixei que ela finalizasse sua frase, só o fato de ouvir a voz de Clara já deixava meu coração apertado e angustiado. Estava morrendo de saudade dela, dos toques, dos beijos, do calor do seu corpo junto com o meu. Amanhã seria uma prova de fogo, eu tinha que aprender a lidar com a distância, ou pelo menos tentar.

O dia amanheceu com o céu claro e sol forte. Minha mãe e eu armávamos a festa, enquanto Sofia brincava com Atena e Chronos na piscina. Desde que Sérgio começou a trabalhar como presidente da empresa, chegava sempre atrasado, não dando tempo para ajudar. Mayra e Coyote estavam em uma correria por toda Miami, apanhando o bolo, docinhos e salgados. Parte da decoração que esqueci de pegar e terminando de entregar alguns convites. Tudo estava correndo muito bem e eu quase não pensei em Clara o dia todo.

Sapaquita! Abre essa porta ou eu arrombo! – soltei uma gargalhada alta ao ouvir a voz de Harry vinda da porta da sala. Corri para atender e ele pulou em cima de mim, lotado de balões de hélio. – Olha, já vou avisando, não sabia qual personagem eles gostavam e..

- E por isso você comprou todos os balões de hélio.

- Exatamente. Olha, eu não sirvo para ser padrinho. Foi a mesma coisa com os presentes, seus filhos são inteligentes demais. Preferi deixar que eles escolhessem depois.

- Puxaram as mã..

- Ai não, nem vem com esse baixo astral, Sapaquita. Hoje seus filhotes completam quatro anos, estão lindos, malandros, têm tudo para dominar o mundo. Esquece essa história de separação por cinco minutos, hoje é festa.

- Tudo bem, Fairy, você venceu. Vem, vamos ajeitar esses balões lá fora.

- Rainha das rainhas, Deusa das deusas, Cleópatra do meu Egito. Madame Sol, que prazer imenso em te ver. – Harry gritou ao ver minha mãe, que gargalhava com o exagero de elogios. – Estava com saudade.

- Harry, querido, vejo que continua o mesmo de sempre.

- Em carne, osso e purpurina de diamantes. Onde estão meus afilhados?

- No quintal com a Sofia e.. Vanessa, o que são esses balões?! Não sabia que tinha comprado tantos! – eu tentava passar pela porta do quintal carregando os balões de hélio que Harry tinha comprado e parecia que não ia ter sucesso em levá-los para a área externa.

- Isso é culpa do Fairy! Droga, alguém me ajuda aqui!

- Eu ajudo. – escutei uma voz rouca atrás de mim, que fez os pelos do meu pescoço se arrepiarem. Olhei para trás e encontrei o par de olhos claros que eu tanto amava. – Oi, Van.

- O.. oi..

- Senti sua falta e.. trouxe uma coisa para você.

- E o que é?

- Depois eu te conto, agora vem, me deixa te ajudar com isso.

As mãos de Clara tocaram as minhas e senti meu corpo inteiro receber um choque, era como se tivesse acabado de conhecê-la, a mesma sensação de antes. Mas eu não posso fraquejar, nem que tivesse que jogar baixo. Não vou ceder.