surpreenda me

Me surpreenda. Me encha de mimos, diga que me ama sempre que puder. Me ligue de madrugada só porque está com saudade de ouvir a minha voz. Seja sincero. Me beije no meio de uma discussão e em seguida me leve pra cama. Me apresente suas músicas favoritas e faça com que elas se tornem as minhas também. Só não me magoe, não me traia. Se a sua intenção for me fazer mal, nem precisa ficar.
—  De amores rasos eu já estou cheia.
Sinceramente? Eu odeio essas pessoas que ficam todo ano dizendo “espero que ano que vem seja melhor”, “espero que esse ano me surpreenda”. Ah, por favor, né! Quem faz o ano melhor é você mesmo. O ano não vai ser diferente se você for a mesma pessoa. Se você quer uma mudança na sua vida, comece por você mesmo.
—  A mudança vem de dentro.
Preciso de um homem que me surpreenda como Christian Grey,
Que seja romântico como Augustus Waters,
Que seja audacioso e prenda minha atenção como Tobias ( Quatro ),
Que me ame incondicionalmente como Alex.
—  Andressa Freitas
Me guarde em você, com você. Meu cheiro após um abraço apertado e meu jeito sem graça quando você sorri. O brilho dos meus olhos e a textura da minha pele. A leveza de meus toques e a maciez dos meus lábios. O tom calmo da minha voz e as diversidades de meus sorrisos. Me espere, na porta da sua casa com o desejo de nunca mais se descolar de mim. Me espere no altar, com seu sorriso tímido de canto de boca e com um olhar submerso ao meu. Me deseje a cada instante. Me surpreenda a cada minuto e me mostre que estar com você pode ser perfeito e que nascemos um para o outro. Me entregue seu coração, que eu lhe prometo jamais machucá-lo.  Me prometa que  estará comigo até a última batida do meu coração. Vamos provar à todos que o amor existe e que apesar das dificuldades cada momento vale a pena e que estaremos juntos até mesmo depois do fim[…]
—  Wesley Soares.
Telefonema, II.

O problema sou eu e o sentir demasiado. Eu não sei ser amena, nunca soube, é certo que jamais o farei. Ainda que meu perdão perdure os séculos, ainda que as decisões tomadas não voltem para assombrar, só eu sei toda a carga engolida pelo temor de assustar quem me rodeia. Ninguém, além de mim, compreende todas as vezes que as portas foram fechadas. É desalentador afirmar que sabia exatamente o momento em que há total descrença sobre mim, ainda espero alguém que me surpreenda. Tenho momentos de intensa irracionalidade, nada mais são do que o resultado de todas as vezes que virei as costas para as certezas e me atirei no olho do furacão. Equívocos inocentes. A certeza irrompe a porta e desarruma a casa. A gente vezenquando se entristece da gente. Uma tristeza que adoece, um vazio que dedilha feridas expostas. Aquela certeza palpável da solidão. Então ela me abraça, me nina. E eu, covarde que sou, permito. Porque chega aquele momento em que você se vê na linha tênue que separa os extremos, o corpo fadigado, o peito esfolado. A cabeça já nem pensa, os pés seguem por não saberem fazer nada além de partir. Já não tenho saúde para olhar para trás, nem para frente. Sigo de cabeça baixa e olhos fechados, a cegueira sobre as coisas mais banais e vívidas. Admito com a mais desesperadora melancolia que não há, certamente não há, alguém que me conheça. Quem goste e fique, quem goste e aguente os comigos de mim. Quem só goste e isso seja suficientemente bom para criar raízes. É fácil demais ser afagado pela obra, a autora tem lá seus espinhos. Nela residem certezas doídas, dores intermináveis, feridas impossíveis de serem curadas. Uma melancolia que beira a insanidade, pranto que não cessa, nem cai. Seria o choro mais desalmado, daqueles de fazer a multidão se unir as lágrimas sem saber porque. A obra é bela exatamente por desconhecer os detalhes. Ninguém, se soubesse sobre todas as coisas, ousaria sorrir diante de tanta maledicência. Vezenquando eu me entristeço de mim. 

G.

meu problema é que nem atitudes estão me comovendo mais. eu tenho essa ânsia pelo o “algo a mais”, algo que me surpreenda. me desloque. e hoje em dia até as atitudes estão condicionadas a serem iguais e clichês. monótomas.

Oi.
Queria te dizer que cansei de amar sozinha, cansei de ser a única que tenta fazer dar certo, que procura uma solução ou reconciliação. Cansei de ver os mesmos erros, sendo que só eu me esforço para mudar. Cansei de tanta coisa, meu amor, que se eu te contasse, você teria que se sentar e estar disposto. Acredita que até me cansei das tuas manias feias que antes me fazia rir? Só não me cansei do teu cheiro… Ainda. Por isso é que me despeço, cansei de você, de nós, até da nossa história, cansei de tantas idas e vindas. Quero algo que não seja monótono, como nos tornamos. Quero alguém que me surpreenda e que me ame, como eu amo. Quero um amor sincero e puro. Não é pedir demais, é? Só quero a minha felicidade e a sua também.
Por isso vou indo… Fica bem amor, ou melhor, ex amor.
—  Cartas, pra que te quero?
Me esgotei de arranha-céus. De estruturas gigantescas que me propõem uma alegria instantânea e desabam no primeiro vento. Estou à procura de gavetas que enganem pelo tamanho mas que carreguem uma infinidade de coisas dentro. Cansei do sorriso frouxo; quero o choro duradouro de uma madrugada inteira em busca de algum conforto. Nada de fazendas e belos jardins; quero a flor perdida entre a poeira no porão. Por alguém que me surpreenda depois de um tempo e não apenas me encante no primeiro olhar.
—  Baden-Württemberg, 99.
Houve um tempo onde eu pedi com todas as minhas forças pra que a vida me surpreendesse, mas apareceram tantos buracos no meu caminho, pedras vindas de onde eu menos esperava, que hoje em dia eu tenho medo de pedir para que a vida me surpreenda. Então eu só peço uma coisa, fecho meus olhos e desejo; não me decepcione, por favor, não me decepcione.
—  Michele Valentim.

“Pai, me leve ao lugar onde os meus pensamentos se confundem e a minha inteligência falha… e me surpreenda com a sua presença. Me leve aonde minha mente não pode alcançar, mas o meu coração pode te sentir… e que dentro de mim só seja sobre você.”

Um dedinho do pé, dolorido e repleto de hematomas por viver quebrando a cara nos cantos da vida, assim é o meu eu romântico. Só pode ser ironia do destino, não tem como alguém ser tão sem sorte assim no amor. Me doou por inteiro, cuido, cativo e faço até mesmo aquilo que não devo, apenas para ver quem está ao meu lado feliz e contente consigo mesmo. O copo de gim parece pesar na minha mão esquerda, enquanto penso, repenso e chego à conclusão de que sempre saio com o coração quebrado, com os pedaços espalhados pelos subúrbios da cidade em seus bares lotados. Acho que fui feito para ser sozinho, sem uma alma gêmea pra chamar de “minha companhia” ou sem um fogo ardente para me aquecer em noites frias, solitárias. Porém, vou deixar a vida seguir seu rumo, sem expectativas em relação a isso, talvez ela me surpreenda, talvez não. Sinceramente, eu não sei mais de nada.
—  Pedricovick e Safira Stuart, em, acho que fui feito para ser sozinho.
Atualmente a única pessoa a quem quero agradar sou eu mesma, definitivamente não quero esperar que ninguém me surpreenda eu mesma abalo a minha rotina, nem que ninguém pague minhas contas, eu sou a cobradora e contadora das minhas ações eu mesmo quero custear as minha faltas, sejam elas quais for, não quero precisar que ninguém me sustente, eu mesma posso me apoiar, mesmo que as vezes me abale, ter o meu próprio alicerce é mais seguro. Não preciso sequer que digam que não sou boa o bastante, eu possuo sentidos apurados para entender as minhas limitações. Por isso não pense que você é o que vai me completar, porque já sou completa não por natureza, mas pela realidade que me ensinou a contar apenas comigo mesma.
—  Bárbara Alexandrino.
Não quero coisas materiais, não gaste dinheiro comigo. Gosto mais de receber uma carta sincera, um abraço apertado e um beijo inesperado. Não me importo de não estar na moda, de não ter o celular mais moderno, não gasto um grande valor por algo tão vazio e simplório. Me surpreenda com a simplicidade, aí sim irá me conquistar de verdade.
—  Criando Conceitos