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Minha vida parece estar parada, ou até mesmo andando pra trás. Nada dá certo,  mesmo quando eu cuido de cada detalhe, sempre algo sai errado. É como um carma, ou até mesmo algum tipo de praga, feitiço, maldição que destinaram a mim. Mas por que logo eu? Nunca fiz nada de ruim nem a uma mosca, sempre fui tão boa com todos à minha volta. Por que logo comigo as coisas não progridem? Por que meus planos sempre saem da rota, e minha vida sai do eixo? Chego a achar que não vale a pena insistir nesta tal vida que é tão contra mim. Porém sempre tem alguém que me diz que tudo vai dar certo, que é só questão de tempo. Mas que tempo é essa que não chega? Por acaso o relógio da vida está parado ou algo do tipo? É com todo mundo, ou é só comigo que as coisas não evoluem? Se existem alguém encarregado de conduzir os destinos, este alguém certamente não foi com a minha cara, e eu, mesmo sem conhecê-lo, também já não fui com as fuças dele. A questão é que, por acaso ou não, o meu rumo não é plano e não segue plano, é cheio de curvas, buracos, ladeiras e degraus. Seja como for, minha única alternativa é permanecer firme e estar disposta a enfrentar qualquer desvio que a vida tornar a dar em minha vida, pois por mais que essa maré de azar tenha me perseguido durante grande parte da minha vida, eu sei que Deus ainda há de me surpreender e me recompensar por tudo que passei para chegar até aqui.  Bruna AgnelliSubordinada.

Protagonista da própria novela, a novela da sua própria vida. Daquelas chatas, previsíveis, que caem na rotina. De cara dá pra ver quais serão as cenas dos próximos capítulos, não precisar ser muito esperto pra perceber que todos a usam e a iludem. Só ela mesma não percebe. É um poço de ingenuidade, acha que todos têm o coração puro como ela. Mas como em todas as novelas, nós sabemos que na metade do caminho a trama muda o sentido e a tolinha vai começar a perceber quem são os seus antagonistas. E então tudo se encaixa, seu ponto de vista muda, os aspectos das coisas se distorcem. Aos poucos ela aprende quem é de verdade e quem é de mentira, com o tempo ela descobre os autores das armadilhas que para ela foram feitas, um dia ela se toca que na vida existem pessoas covardes que só querem nos fazer mal. Ela ganha malícia com essa vida maldosa, ela ganha firmeza com essa vida inconstante. Depois de tento cair, ela aprende a derrubar. Depois de tanto sofrer, ela se torna cada vez mais insensível. De tanto chorar, suas lágrimas secam. Ela fica irreconhecível, não é mais a mesma menina doce e frágil. Agora ela é amarga, forte, e está disposta a se vingar de todos aqueles que um dia a fizeram sofrer.  Bruna AgnelliSubordinada.

O amor surge de repente, sem avisos prévios. Uns chegam de mansinho, ganhando terreno aos poucos, brotando como uma rosa em plena primavera. Deve-se regar sempre, porém sem excesso, deve-se podar as impurezas e cuidar para que crescer e engrandeça de forma que só embeleze nossas vidas. Mas também tem aquele amor repentino, quem vem como uma bomba e  já te encanta desde o princípio. Vem dominando tudo, se apoderando do nosso coração e fazendo dele o que bem quer. Porém os dois tipos de amor são fascinantes de se sentir. Quando se está amando você fica abobalhada, sua pele fica sensível até mesmo ao sopro do vento, que a faz arrepiar quando distraída. Quando se está amandando, até o mais amargo dos sabores adocica, como se estivesse com uma pitada de mel do amor. Vemos o mundo com outros olhos quando estamos amando. Olhos enamorados. Esbeltizamos tudo que venha do nosso amor e ganhamos o dom de cativar todo aquele que também sabe o que é o amor. Aprendemos a traduzir um texto subentendido num olhar e a ler o silêncio nos lábios do outro. O amor humaniza as pessoas e é capaz de amolecer até o coração petrificado, mas quando não correspondido ou correspondido errada, pode causar uma amargura eterna que se solidifica e insiste em permanecer dentro dos nossos corações. Então aprenda a amar, pois a dor de um desamor perpetua.   Bruna AgnelliSubordinada.