spray de pimenta

Imagine Louis Tomlinson - por Nath

Musica baseada em Elvis Presley - Can’t Help Falling In Love.

Bati o lápis no caderno pela centésima vez, eu deveria estar estudando pra prova que teria na segunda feira mas tudo que conseguia pensar era: “ Mentira que eu vou passar mais um aniversario sozinha”.

Eu queria ser compassiva , e entender que as pessoas tinham suas próprias vidas, mas eu não conseguia evitar de ficar com raiva. Tinha me mudado pra Londres por causa da “faculdade” ,sim aspas, o maior motivo foi para ficar mais perto de Louis e sua família, começamos a namorar a dois anos e meio, quando ele e o resto da banda fizeram seu primeiro show no Brasil, eu sempre fui fã, tinha viajado pra outra cidade pra assisti-lo, quando ia caminhando até a casa dos meus tio, um Louis bêbado me atropelou, e o resto é historia.

No começo eu ainda morava com os meus pais, mas quando me formei no ensino médio, e ganhei uma bolsa pra estudar na faculdade de Londres, não tinha mais nenhuma desculpa pra ficar longe do amor da minha vida, sim eu sou dessas, Louis foi um primeiro em tudo, beijo, namorado, sexo, e eu achava que íamos ficar juntos para sempre, isso mesmo, achava por que pela segunda vez, algum compromisso de última hora foi mais importante do que eu.

Eu entendia que a banda vinha primeiro que tudo, mas poxa eu larguei meus pais, meus irmãos e amigos, pra vir ficar perto dele, e ele não podia fazer um sacrifício por mim ?

- RESPIRA (s/n) disse em voz alta.

Eu não estava realmente brava com ele, mas o mundo conspirou pra eu ter o pior dia da minha vida. Meus amigos da faculdade tinham que estudar pra prova de segunda feira que valia metade da nota, os meninos estavam nesse ta compromisso da banda com Louis,  e sua mãe e irmãs tinham decidido fazer uma viagem pra Atlanta uma semana antes, minha melhor amiga Angel estava em um desfile da Victoria Secrets, e eu acabei ficando, morta, sozinha e deprimida em meu próprio aniversário.

Save you tonight tocou alto me tirando dos meus devaneios, aleluia, era o toque de Harry.

- s/n? – esta acordada

- Estou sim, me diz que você já acabou o que tinha pra fazer , e eu não vou ter que passar o meu aniversario sozinha?

- Não pra primeira coisa e sim para a segunda- ele diz com um tom de tristeza, mas ao fundo escutei algumas risadinhas.

Ótimo, eles estavam todos s divertindo enquanto eu estava trancada no quarto

Suspirei derrotada

- Diga.

- Como isso ainda vai demorar, pensei, por que você não sai com a Mary, ela esta sozinha também.

Mary era namorada de Harry, nós nunca nos falamos mais do que o cordial, mas como estávamos no mesmo barco, e eu não aguentava mais estudar leis me dei por vencida .

- Meu carro está no conserto, pede pra ela vir me buscar em 40 minutos.

- Combinado- alegremente.

Mary estava atrasada, mesmo não contando os minutos, eu sei disso por que tomei um banho super demorado, escovei os cabelos, passe uma eternidade me maquiando. Qual é? Seu eu ia passar meu aniversario com uma garota que eu tinha visto duas vezes, que pelo menos eu seja uma deprimida maravilhosa.

Usava um vestido preto de mangas longas bem rente ao corpo, as costas eram de renda o que deixava tudo um pouco sensual , nos pés um scarpan preto.

Depois de me analisar no espelho pela  vigésima vez, escutei  sua buzina.

O caminho foi longo, eu não fazia a menor ideia de a onde estávamos indo,  ela tinha dito apenas que era um jantar de uma instituição beneficente- ótimo, chatice – foi a única coia que pensei.

Pelo menos a companhia era boa, Mary era divertida e não parava de sorrir um segundo, analisava ela enquanto trocamos historias hilárias sobre nossos namorados.

Ela tinha os cabelos e a pele escura, com caxos bem leves que iam até o ombro, era baixa como eu,  e usava óculos bem grandes. Conseguia entender por que Harry estava tão apaixonado, ela tinha um ótimo humor, claro, mas tinha o corpo de uma brasileira.

Fui tirada dos meus devaneios, quando Mary parou o carro, olhei em volta e tudo que eu podia ver era mato, a estrada estava vazia.

- Por favor, não me diz que estamos perdidas .

- Não estamos perdidas- ela  riu forçada e bateu a mão no GPS- GSP idiota. Tentou ligar o carro, depois de dois rosnados do motor, ele morreu.

ÓTIMO, pensei, só me faltava essa.

- Vou ligar pro meu pai não podemos estar longe- ela saiu do carro e trocou algumas palavras com alguém no celular, voltou logo em seguida com uma cara péssima – Ele vai vir nos buscar, mas disse que aqui é perigoso, mandou ficarmos com as portas fechadas.

ÓTIMO AO QUADRADO , meu subconsciente gritou .

Escutei um barulho alto vindo de trás do carro e dei um pulo.

- Hey, vocês podem me ajudar ? – um homem com um terno todo sujo e rasgado apareceu na janela – eu estava indo pra um evento  cai da moto, meu amigo ainda esta logo ai atrás das arvores – ele disse apontado pra trás – Ele não levanta, por favor me ajudem .

Mary saiu do carro e seguiu o homem, eu travei, esse tipo de golpe acontecia o tempo todo no Brasil, mas o rosto dele não me era estranho, e eu não podia simplesmente ficar trancada no carro enquanto tinha  possibilidade d alguém estar ferido,  mais ainda deixar a namorada do meu amigo ir sozinha com esse homem.

Os segui até dentro da mata, com o celular já discado o numero da emergência, e um spray de pimenta nas mãos atrás das costas, boa sim, idiota não.

Foi quando ouvi vozes e uma luz forte de mais pra vir de uma floresta.  

Tudo aconteceu muito rápido.

Eu perdi o ar.

Estavam todos lá, os meninos da banda, Niall, Harry, Liam até Zayn que eu não via desde a saída,   os pais e irmãos de Louis, até Angel, o cara com o terno rasgado andou até o seu lado e roubou um beijo na testa, sabia que conhecia o maldito, era o novo peguete- ator de Angel . Essa loira falsa me paga.

Violinos começaram a tocar, Louis se aproximou de mim , tirou um cabelo do meu rosto e se ajoelhou.

- Homens sábios dizem que só tolos se entregam- olhei ao redor, todos estavam sorrindo incontrolavelmente, esse sacanas iam se ver comigo , olhei pra Louis, seus olhos azuis brilhavam, ele usava um terno preto que o fazia parecer um príncipe, meu príncipe- Mas eu não consigo evitar, de me apaixonar por você . – ele tirou um caixinha do bolso, e de lá um lindo anel, uma pedra azul brilhava tanto quanto seus olhos – Pode ser um pecado amar tanto alguém assim, mas eu não consigo não faze-lo,

Olhei de novo para o pequeno ciclo de pessoas a nossa volta, tirando os entes que deixei no Brasil , todos que eu amava estavam ali, a maioria deles agora com lagrimas nos olhos. Todos sabiam tanto quanto eu, que Louis quase  nunca demonstrava  seus sentimentos, vê-lo assim tão entregue a mim me fez querer abraçá-lo  e esconde-lo do qualquer um que pudesse tirar o sorriso de seu rosto finalmente entendi como ele se sentia

- Como um rio que corre, e vai certamente dar no mar, algumas coisas são feitas para acontecer.- Louis se levantou devagar   estendeu sua mão com o anel pra mim – Pegue minha mão, e aceite não só o que tem nela, mas a minha vida inteira . Eu não consegui evitar de me apaixonar por você . Se case comigo ?

Eu não consegui responder. Apenas estiquei minha mão em sua direção, ele colocou o anel em meu dedo, e abriu um sorriso tão largo que pra quem visse de fora podia ser até assustador,  pulei em seu colo e selei nossos lábios.

- Louis eu te amo- sussurrei em seu ouvido enquanto assistíamos a queima de fogos

No momento que o beijo terminou todos aplaudiram, eu e Louis fizemos reverencias e voltamos a nos abraçar, nesse mesmo instante, fogos começaram a estourar e foi só ai que eu entendi por que estávamos  no meio de uma floresta.

Flash back on

Quando eu conheci Louis, quando ele me atropelou, antes da ambulância chegar ele tentava me manter acordada me perguntando coisas.

- Qual é o seu desejo mais louco?-  ele dizia, mas eu mal o ouvia, a dor era muito forte- Vai lá, você dever ter um desejo louco, nadar pelada, roubar um banco, me conte.

- Ser pedida em casamento em uma floresta.- eu disse fraco

- Como assim, por que- ele ria fraco, tinha uma risada tão bonita.

- Por que eu quero que soltem fogos, meu maior sonho é que soltem fogos pra mim.

- Então por que no meio da floresta ? Pode causar um incêndio

- Por que lá as estrelas ficam mais bonitas e brilhantes, os meus fogos vão se misturar com as estrelas. E alias, eu gosto do perigo.- ele soltou uma risada meus olhos já quase fechavam- Você tem um sorriso lindo- Louis sorriu mais abertamente, e foi a ultima coisa que eu me lembro.

Flash back off

- Louis eu te amo- sussurrei em seu ouvido enquanto assistíamos a queima de fogos- Como pode lembrar do que eu disse naquele dia, você estava bêbado.

- Por que foi a primeira vez em muito tempo que eu me importei de verdade com alguém além de mim- ele beijou minha testa e sussurrou em meu ouvido – Eu amo mais.

Hey, pensei que poderíamos fazer algo diferente hoje.

 – Falou, erguendo um dos potes tampados para que ela visse. Esperara em frente ao prédio depois do treino, esperando que assim não se desencontrassem. Se apressara para tomar banho e se trocar, mas não estava certo de que a acharia – Ensaiamos todo dia, e não me leve a mal, eu adoro ter que levantar você por ai, mas acho que precisamos de um descanso. E de comida. – Sorriu, aproximando-se dela. – Espero que não se importe de passear um pouco e bater papo. Pode levar seu spray de pimenta se quiser, claro.

Parte 1

Cheguei no barzinho e ajeitei minha saia, não seria fácil mas eu estaria seguindo com ele ao meu lado. Eu sabia que eu não deveria vim, minha presença nem era esperada, provavelmente passariam a noite enchendo o saco do Zayn para saber o que havia acontecido ao ponto que o “casal do século” (como éramos nomeados por conta de sermos muito apaixonados) havia separado-se, eu não havia contado e se Zayn quisesse todos saberiam, eu não tinha vergonha do que eu fiz, todos sabiam que eu era liberal a esse ponto, eu estava protegendo Zayn, muitos iriam irritar-se com ele e até brigariam, e eu não queria que nada daquilo acontecesse com ele.

Eu não estava ali para mostrar-me superior, eu não estava ali para pegar vários e mostrar o que ele perdeu, eu não estava ali para tomar todas tentando esquecer o que havia acontecido, meu plano era outro. Eu iria impressionar a todos, inclusive a ele.

Cheguei na mesa e a primeira pessoa que viu-me foi justamente Zayn, ele estava com os braços rodeando os ombros de uma loira que ria de algo na roda de amigos, Zayn havia tomado uma postura ereta concertando-se na cadeira e adotando uma postura tensa, logo Lily avistou-me e abriu a boca impressionada, abri meus braços demonstrando uma das minhas capacidades, com o olhar de Lily todos olharam-me e espantaram-se.

- Eu sou surpreendente queridos, e isso vocês nunca se acostumarão – falei piscando para Lily que sorriu. – Garçom! – falei chamando um dos caras que trabalham ali que passava perto da nossa mesa – Traz mais uma cadeira, por favor! – o rapaz, entendendo o recado, virou-se para buscar a minha cadeira – E um copo! – falei antes que ele sumisse da minha vista.

- Pensei não que você não viria hoje… – Max falou tentando cutucar-me, mas não deu muito certo.

- Você sabe, nunca fui de ficar em casa, não teria por que ficar agora… – falei pegando o celular em minha bolsa ajustando um lembrete.

- E nunca fica fora do celular também – Kimmy falou e eu lhe lancei a minha língua, quando o garçom trouxe minha cadeira.

Max e Sthep chegaram um pouco para o lado e eu sentei-me entre eles, o garçom encheu o meu copo, e eu virei-o em um gole.

- Ah, e boa noite à todos – falei educada olhando para todos, inclusive para Zayn e sua nova namorada.

- Boa noite – todos responderam e alguns soltaram risos, coloquei o meu celular que estava em minhas mãos sob a mesa e enchi mais uma vez meu copo.

- Veio para embebedar-se? – Steve perguntou olhando no fim para Zayn.

- Não querido, era só sede mesmo – falei sorrindo sem dentes. – Vejo que temos uma nova companheira, você é…

- Ramona – ela falou e todos olharam-me desconfiados, achando que eu aprontaria inclusive o próprio Zayn, mas eu não faria isso.

- Bem-vinda ao grupo! – falei levantando o meu copo tomando um gole da minha cerveja – O que falavam antes de eu chegar? – perguntei e a conversa retomou ao local, agora com um Zayn Malik mais quieto, mas que algumas vezes falava.

[…]

Dada 21h30 meu celular apitou, era o lembrete que eu havia programado quando eu cheguei, todos na mesas olharam-me e eu sorri sem dentes, dando ok. O celular ainda ficou um pouco ligado em cima da mesa, e a minha foto com o Zayn havia aparecido, ela ainda estava ali, eu ainda tinha esperanças.

- Algo importante? – Jack perguntou.

- Nada de mais – falei sorrindo para ele e voltando a conversar com minhas amigas, com um pisca na minha mente “Está na hora! Está na hora!” e eu não conseguia esquecer disso.

- … você também não acha, (S/N)? – Kimmy perguntou-me virando-se para mim e eu despertei-me de meus alarmes.

- Desculpa eu me perdi – falei sorrindo sem dentes, virando-me para Zayn – Zayn, posso falar com você? – pedi e ele olhou-me confuso.

- O que? – perguntou-me.

- Posso conversar com você lá fora? – pedi e ele piscou algumas vezes ainda sem reação.

- Cla-cla-cla-cla-claro – falou assentindo ainda sem entender direito o que eu queria, ele havia me ligado durante a semana e eu não havia atendido uma vez se quer, e agora eu estava chamando-o para conversar, isso não faria sentindo, se não fosse (S/N) (S/S).

Levantam-nos e Ramona ficou olhando-nos saindo. Andei até o estacionamento com Zayn seguindo-me. Fui até o meu carro e abri a porta para ele, Zayn ficou parado olhando-me sem entender.

- Entra no carro – falei bufando.

- O que? Para… – Zayn começou a tentar falar e eu o cortei.

- Entra no carro princesa, vamos logo com isso dama – falei e ele riu entrando, fechei a porta com  um sorriso de canto e fui para o outro lado, o lado do motorista.

- Para…

- Fica quieto, Malik! Você não é o único com segredos aqui! – falei e ele riu, ligando a rádio, por incrível que pareça começou a tocar Better Thans Word, a música que ele havia colocado para tocar no vídeo que ele fez para mim.

- Não! – interrompi-o de mudar – Deixa tocar! – falei e ele assentiu, sentando-se recostado no banco.

Depois de virar algumas ruas, outras avenidas e tocar algumas músicas parei próxima a um grande prédio, na rua de trás de vários grandes prédios. Zayn olhou-me estranho e eu apenas sorri desfivelando o sinto.

- Você não confia em mim? – perguntei assim como ele naquela noite, ele sorriu.

- Confio, não devia – brincou e eu olhei-a fingindo-me de chocada – mas confio – falou sorrindo terno no final, fazendo-me sorrir também.

- Então vamos – falei abrindo a porta e Zayn acompanhou-me.

Sai do carro e após Zayn fechar a porta ativei o alarme, colocando na bolsa que caia do meu ombro. Zayn olhava-me estranho sem saber o por que estávamos ali, empurrei uma grande porta pesada e Zayn ficou de fora olhando-me.

- Vamos logo, Malik! – falei e ele pareceu despertar-se de seus pensamentos. Entrando no prédio escuro.

Liguei a tela do celular e fui até a outra porta, chegando ao saguão.

- EI! Quem… – antes que Mike pudesse perguntar eu já respondi-o.

- Sou eu Mike! Não se preocupe! – falei e ele suspirou tranquilo.

- Nunca mais você apareceu! – falou vindo até mim.

- Contratempos – falei abraçando-o – vamos subir, tudo bem? – perguntei.

- Você sabe que para você é sempre sim – falou sorrindo entregando-me a chave que eu precisava.

- Até logo Mike! Obrigada! – falei chamando o elevador e Zayn balançou a cabeça entrado no elevador junto a mim.

- O que…

- Ainda não chegamos, depois você pode fazer as suas perguntas – falei cortando-o, e logo descemos no vigésimo andar, ainda não estávamos onde eu queria.

Fui até o fim do corredor, até a porta que estava no fim de um pequeno corredor que se iniciava ali a direita, lá tinha uma porta que poucos tinham conhecimento, abri-a e subi com o Malik.

- Isso é…

- Incrível! – cortei-o e com os bolsos na jaqueta olhei em volta sorrindo, fui até o parapeito e ali repousei.

- Como você achou esse lugar? – perguntou parando-me ao meu lado, e observou junto a mim as luzes da cidade, que agora estava um pouco abaixo de nós.

- Mike, ele frequentava o mesmo bar que eu, uma noite eu estava tão frustrada, precisando de um ar que ele chegou do nada e ofereceu-me ajuda, eu devia estar fora de mim por aceitar a ajuda de um estranho, mas eu tinha spray de pimenta na minha bolsa, então eu estava segura de tudo – falei e nós rimos. – Ai ele me trouxe aqui, quando chegamos pensei que ele fosse estuprar-me, mas eu fui até o fim, algo em mim dizia que algo bom iria acontecer, e eu segui essa intuição, segura que eu tinha um spray que protegeria-me, quando ele abriu aquela porta eu realmente fiquei com medo, ele subiu comigo, eu fiquei chocada. Ai chegamos até aqui, olhamos para baixo e ele falou: olhe, isso é como sua vida, você está acima de tudo como estamos agora, você tem problemas que são como as pequenas casas que são menores que você, você tem grandes pessoas e amores em sua vida que são os prédios e você tem o horizonte, que não sabe aonde vai e você vai tentar descobrir, você tem problemas que são menores que você para resolver e uma vida para trilhar. Com essas palavras ele deixou a chave em minha mão e saiu, ele me deixou pensar o quanto eu quisesse, ficar aqui o quanto eu quisesse e quando eu fui embora ele falou: volte quando quiser, e desde então eu venho aqui sempre que preciso.

Assim que acabei de falar olhei para Zayn, e ele estava com um sorris em seus lábios.

- Eu não sabia disso – ele falou.

- Eu sei, e todas as vezes que eu chegava em casa tarde, bem, nem sempre eu estava fazendo hora extra – ele me olhou com um sobrancelha arqueada e eu sorri de lado – nem sempre, as vezes eu estava realmente trabalhando.

- Eu fico feliz por você ter trago-me aqui – falou sorrindo olhando a cidade.

- Eu não te trouxe só por isso Zayn – falei e direcionei o meu olhar a ele que olhou dentro dos meus olhos – eu te trouxe para mostrar o que eu sinto. Em algum lugar dessa cidade tem uma pequena casa, que é o problema que eu tenho e dentre todos esses prédios para mim você é o maior de todos, e o meu problema é que você, pode dar lugar a uma casa, você pode sair da minha vida e eu investi muito em você, em nós. E eu não quero ver o maior prédio da minha vida, da minha cidade cair, cair e transformar-se em uma pequena casa, se transformar em um problema, por que é assim que é a minha vida sem você: um problema. Eu não consigo concentrar-me, eu não consigo dormir bem sem seus braços a minha volta, sem acordar e beijar-te, sem ter o seu corpo no meu, sem ter o seu corpo com o meu, eu não consigo viver sem o teu amor. Eu sinto saudades de morar com você, de ter um filho com você, de ter você. Eu olho para o horizonte e não consigo enxerga-lo sem você, não consigo enxergar essa cidade sem aquele prédio – falei apontando para o maior próximo a nós – conseguir eu até consigo, falei – e nós rimos – mas eu não consigo viver bem sem você – falei e enxuguei as lágrimas que caiam.

- Xi, não chora amor – Zayn falou abraçando-me e deixando um beijo em minha cabeça, fungando, levantei minha cabeça e limpei suas lágrimas, olhei em seus olhos e perguntei-o:

- Você ser esse prédio na minha cidade para sempre, Zayn Malik? Aceita casar-se comigo? – pedi e vi mais lágrimas sair dos olhos do badboy.

- É claro que sim! – falou com um enorme sorrindo, logo beijando-me – Eu te amo! – falou assim que nos separamos.

- Eu também te amo.

- Eu não queria ter dito…

- Eu sei Zayn, eu te conheço mais que você mesmo, e sei que você só estava frustrado por eu não ter aceito o seu pedido – falei e ele sorriu, beijando-me novamente.

- Eu te amo, eu te amo, eu te amo! – falava e eu ria assentindo enquanto recebia beijos em todo o meu rosto, que logo foi novamente dado e aprofundado em minha boca.

- Eu sei que você me ama, e eu também te amo, Malik – falei com nossas tesas coladas e de olhos fechados – mas você poderia pedir-me desculpas? Eu ainda tenho um pouco de orgulho em mim, sabe… – falei e ele riu, beijando-me.

- Você não é o suficiente para mim – falou e eu olhei-o chocada – você transborda-me, você é mais do que eu preciso, do que eu posso.