sou sua esposa

Preference #6 - Vocês são amantes e brigam.
  • Pedido

Parte II >> 

Harry

- Estou indo até aí. - Após isso só ouvi os apitos de ligação terminada. Como assim ele desliga na minha cara?

- Filho da mãe. - Esbravejei jogando o celular no sofá. Havíamos marcado um encontro e ele não apareceu no local, decidi então voltar pra casa.

- Abre a porta. - Harry gritou.

- Dá pra ser mais educado? - Perguntei do outro lado, um pouco distante da porta.

- Não, já perdemos muito tempo pra gastar com educação. Abre essa porcaria agora, (s/n).

- Eu estou odiando o seu modo de falar, Styles. - Falei após abrir a porta.

- Qual o problema em meu modo de falar?

- Autoritário. - Desvencilhei-me de seu abraço. - Não sou sua esposa que aceita tudo o que você diz e como diz.

- E é por isso que eu estou com você. - Riu. - Mulher submissa ninguém merece.

- E por que está me tratando assim?

- Estou estressado com o trabalho, só isso.

- Não desconte em mim.

- Desculpe. - Me beijou e dessa vez eu deixei. - Podemos ir pro quarto agora? - Beijou meu pescoço.

- É pra isso que eu sirvo?

- Tecnicamente.

- Como? - Empurrei-o.

- Nós somos amantes, (s/n).

- Sim, mas o que custa conversar e comer primeiro?

- Prefiro outra coisa.

- Sai daqui. - Falei breve.

- Por quê?

- Porque eu não aguento mais essa situação, não sou a sua bonequinha inflável que você usa e depois joga no armário. - Abri a porta novamente pra ele. - Vai embora e se voltar que seja pra conversar como uma pessoa normal antes do sexo. Você age como se eu fosse sua prostituta particular e não, eu não sou.

- Amor…

- Tchau. - Terminei de tirá-lo da minha casa empurrando-o e fechei a porta com tudo. - Idiota. - Gritei e tive certeza que ele ouviu.A campainha tocou algumas vezes, mas depois ele me deixou em paz. Eu sabia que estava errada em ser amante dele, mas eu amo o Harry e odeio ser tratada assim por ele.

Louis

“Preciso falar contigo.” - A mensagem de Louis me deixou nervosa.

“Então vem logo.” - Respondi.

- Ele está vindo? - Stephen perguntou.

- Sim, é melhor você ir embora logo.

- Por quê?

- Louis é ciumento.

- Só ele pode ter dois brinquedinhos?  - Ele riu.

- Pare com isso, quem te ouve falando acha que temos alguma coisa. - Gargalhei. - Somos amigos.

- Graças a Deus! - Ergueu as mãos para o céu. - Louis poderia ter três brinquedinhos, não acha?

- Não, não acho. - Dei uma tapa em seu ombro e ri junto com ele. - Vai embora antes que essa tapa seja no rosto, seu pervertido. - Fui empurrando-o até a saída, mas Louis apareceu em nossa frente.

- Oi. - Disse pra mim, mas olhando pra Stephen.

- Oi amor. - Soltei meu amigo e o beijei.

- Quem é?

- Stephen. - O rapaz respondeu estendendo a mão, mas Louis não apertou. - Bom, já estou de saída.

- Até depois. - Beijei sua bochecha.

- Esse homem é gostoso, mas o que tem de gostosura tem de chatice. - Sussurrou me fazendo rir e a cara de Louis só ficou mais fechada.

- O que ele estava fazendo aqui? - Louis perguntou irritado. - Aliás, quem é ele (s/n)?

- Um amigo, amor. - Ri. - Nós estávamos apenas conversando.

- Tem certeza que era só isso?

- Claro. Está achando o quê? Que eu estava te traindo? - Agora quem estava irritada era eu. - O único que tem o costume de trair aqui é você. - Falei rapidamente e me arrependi depois.

- É assim?

- Desculpa.

- Me recuso a ouvir esse tipo de coisa. - Andou um pouco, mas eu o segurei.

- Ele é só um amigo e é gay. Desculpa, Louis. Eu não queria dizer isso. - Beijei seu rosto por diversas vezes seguidas. - Você queria falar o quê comigo?

- Nada, só iria te convidar pra jantar, mas já desisti. - Beijou minha testa e saiu sem dizer mais nada. Eu só posso ser uma tapada mesmo!

Liam

- Onde você está, Payne? Juro que se você não aparecer aqui em dez minutos eu te deixo e volto pro Canadá. - Essa era a terceira mensagem de voz que eu deixava pra Liam.

- Me perdoe. - Ele disse assim que eu atendi.

- Cadê você?

- Você ainda está aí no hotel?

- Claro! O que acha? Estou aqui fazendo o estilo amante idiota que você acha bonito.

- Não precisa ficar brava.

- Não? Tem certeza? Estou aqui há duas horas… Duas horas!

- Aqui já está terminando, saindo daqui eu vou direto para o hotel.

- Onde você está?

- Eu te amo.

- Liam? - Chamei, mas ele havia desligado a ligação. Esse era um dos piores lados de ser amante, além de ser a última a saber das coisas, qualquer pessoa ou coisa era mais importante que você.

- Cheguei.

- Estou vendo. - Falei e voltei a minha atenção para a TV. Liam veio até mim. - Não encosta! - Levantei-me e fiquei de pé na cama. - Primeiro você vai me dizer onde estava e com quem estava.

- Calma, okay?

- Comece logo e poupe meu tempo.

- Eu estava na apresentação de ballet das minhas filhas com minha mulher.

- E nem pra me avisar? Preferiu me deixar aqui como uma babaca esperando? Ou pior, como uma vadia, não é?

- Claro que não! Eu só não tive como te avisar, a Megan estava o tempo todo olhando o que eu estava fazendo no celular. Não pude te mandar nada.

- E agora que você me ligou?

- Eu tinha ido ao banheiro.

- E por que não explicou?

- Porque não deu tempo. - Respirou fundo. - Pronto?

- Não. Estou puta com você porque quando foi minha formatura você não quis ir, mas pra uma merda de apresentação de ballet você vai.

- (s/n), são minhas filhas.

- Eu sei, mas custava você ter ido?

- Eu precisei sair com a Megan, ela estava desconfiando naquela época. - Disso eu não sabia, Liam se ligou na merda que disse e se calou rapidamente.

- Foi por isso então? - Cerrei os olhos, desci da cama e após dar um tapa em seu rosto eu saí do hotel.

“Não me procure mais.” - Mandei com pesar, mas era necessário. Sua família era mais importante que eu, então meu sonho de ter algo mais sério com ele foi totalmente por água abaixo.

Niall

- Não, nessa loja não. - Uma voz conhecida falou. Olhei para trás e era Niall.

- Mas eu quero ir, pai. - O menino puxou o pai pelo braço e entrou na loja de brinquedos.

- Podemos ir na outra.

- Não.

- Olá, posso ajudar? - Perguntei.

- Não pode. - Niall disse seco. Oi?

- Eu quero um skate novo, pode ser?

- Pode. - Niall respondeu seu filho.

- Moça, pode me mostrar onde tem?

- Sim, claro. - Sorri para o menino. Era tão lindo quanto o pai.

- Vocês têm outra atendente? - O desgraçado loiro perguntou a mim.

- Como?

- Outra pessoa pra nos atender.

- Por que pai?

- Porque eu quero.

- Tudo bem, Niall. - Falei raivosa e saí de perto. - Jane, vai lá atender os dois, por favor.

- Algum problema?

- Não, nenhum.

- Não me diz que é ele o seu amante.

- É ele mesmo.

- E ele não quis você por perto?

- Não.

- Babaca. - Esbravejou e foi até eles. Jane atendeu da forma mais seca que pôde, eu apenas observei tudo de longe. Niall olhava pra mim algumas vezes e pedia desculpas sem emitir som.

- Me ligue depois. - Disse quando passou por perto de mim.

- Tchau. - O filho dele acenou pra mim e eu retribui.

- Você é um desgraçado, Horan! - Gritei ao telefone.

- Eu só não queria dar bandeira na frente do meu filho, você viu que ele é esperto, não viu?

- Tanto faz, eu me senti um nada hoje por sua culpa.

- (s/a)…

- Cala a boca, ok? Quero que você se dane junto com seu medo de dar bandeira. Eu posso te amar como for, mas pra mim já chega!

- Não diz isso. Olha, vamos pensar nisso com calma, você está nervosa e chateada ainda, amor.

- Vai à merda. - Falei e desliguei o celular. Não queria terminar tudo agora por telefone, eu ia esperar ele implorar meu amor um pouco mais e quem sabe depois eu voltaria pra ele, mas por enquanto nada é certo.

Zayn

- Alô? - Uma voz feminina atendeu, pra ser mais específica, a mulher dele atendeu. - Quem é? Alguma vagabunda que o Zayn anda comendo? - E assim eu desliguei a ligação. Respirei fundo e pensei no quê eu fui reduzida, uma “vagabunda que o Zayn está comendo”

- (s/n)? - Ouvi a voz de Zayn quando atendi sua ligação.

- Oi.

- Algum problema?

- Não, só queria saber se vai dar pra você vir hoje.

- Minha mulher atendeu e está uma fera aqui, poderia ter sido mais discreta, não é?

- Ainda não adquiri dons de vidente pra saber quando ela vai estar perto do celular ou não.

- Desculpe.

- Vem ou não?

- Dentro de vinte minutos.

- Okay. - E logo ele chegou.

- Você está cada vez mais gostosa, sabia? - Agarrou-me pela cintura e me encheu de beijos.

- Elogios sujos, Malik? - Eu ri. - Você sabe que…

- Você sabe que eu não gosto. - Me interrompeu imitando minha voz e eu gargalhei. - Mas são inevitáveis.

- Como foi hoje?

- Assustador.

- Por quê?

- Preciso te contar uma coisa.

- Conte.

- Prometa que não vai me deixar.

- Está me assustando.

- Georgia está grávida. - Disse me fazendo levantar de meu assento rapidamente.

- O que disse?

- Georgia engravidou. Não sei como, mas…

- Não sabe como, seu cachorro? Você me prometeu que não ia mais transar com ela. E como ela aparece grávida assim?

- Eu suspeito que possa ser de outro, mas não há como negar porque…

- Por quê?

- Porque transamos por esses dias. - Bati com todas as minhas forças em Zayn. - Eu estava irritado com você, lembra que me deixou na mão?

- Eu tinha que trabalhar, seu idiota! - Gritei. - Não quero mais saber de você Zayn, você vai ser pai novamente e agora é que fica mais difícil o divórcio. Vai criar seu filho e me esqueça. - Fui breve, subi para o meu quarto e tranquei a porta.

“Amanhã devolverei seu apartamento.” - Mandei uma mensagem pra ele e estava decidida a sair do lugar que ele havia me emprestado. Eu moraria com uma amiga e tinha a esperança de encontrá-lo novamente daqui há uns anos livre dessa mulher e pronto pra mim. Nunca é tarde demais.

Jess