solenemente

Amar: Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? Amar e esquecer… amar e malamar. Amar, desamar; amar? Sempre, e até de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? Amar o que o mar traz à praia; o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia? Amar solenemente as palmas do deserto… o que é entrega ou adoração expectante; e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão. E na concha vazia do amor, a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor. Amar a nossa falta mesma de amor. E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
—  Carlos Drummond de Andrade.
Eu solenemente juro que irei te proteger e zelar preciosamente do fundo do meu coração por nossa união e por você", ele sussurra, sua voz rouca.
“Eu prometo te amar fielmente, renunciando quem quer que seja, em tempos bons e nos maus, na doença ou na saúde, independentemente de onde a vida nos levar. Vou protegê-la, confiar em você, e respeitá-la. Vou compartilhar suas alegrias e tristezas e consolá-la em momentos de dificuldade. Prometo te amar e apoiar seus desejos e sonhos e mantê-la à salvo ao meu lado. Tudo o que é meu agora é seu. Eu te dou minha mão, meu coração e meu amor a partir deste momento, enquanto vivermos.”
—  50 tons de liberdade.
Se eu pudesse me deitar todos os dias no sol do teu sorriso e ser solenemente aquecido pelas suas palavras doces, eu teria finalmente encontrado um motivo para não esperar mais pela chuva, meu sol particular.
E, então você quer explodir. Vomitar palavras por aí e, berrar pelas ruas que estar com alguém é pedir solenemente para que te matem. Porque no fundo você não quer que outros acabem como você: cantarolando músicas ridículas numa sexta-feira à noite, chorando por mais um amor perdido.
—  Amanda Medina
Vou vender poemas na Central do Brasil

Vou vender poemas na Central do Brasil,
Ando numa “pindura” que nunca se viu,
A vaca gorda se afogando e eu fiquei sem uma teta,
A evolução do jeitinho brasileiro, é muita “treta”,
Tem malandro mamando e com bigodinho de leite,
Querem me vender mentiras e esperam que eu aceite.

Essa porra envenena a alma e deixa o cara surdo e cego,
Tem gente dizendo que o céu é vermelho,
Empapuçados de desdém e ocupados com um novo ego,
Vendendo o futuro do país e fazendo selfie no espelho.

A lógica virou piada, só aumenta o peso da cruz,
Um jogo de xadrez onde só vejo movimentos do mal,
A ferida supurada por uma esmola no sinal,
A verdade esperando na fila do SUS,
Porque em terra de cego quem tem um olho é alvo,
Então juro solenemente que a terra é plana, minto pra ser salvo.

- Transtorno Poético -

teu olhar exprime estrelas
que acendem minha alma opaca
sou seduzida e iluminada
por esta tua graça inata

ter contato com você
é pôr minha alma para passear
saindo solenemente de mim
para esta fantasia abraçar.
—  Analu R.
Eram seis horas da tarde, o dia estava acinzentado. Parecia que o universo não estava conspirando a nosso favor. E tudo bem. Quando tem tanta gritaria, raiva e tristeza ao redor, fica meio impossível do universo escutar nosso coração tão frágil pedindo solenemente por paz, escondido no fundo do peito apertado, quase esquecido por causa da nossa própria confusão. Mas não houveram tantos gritos dessa vez. No meio de nós apenas o silêncio que cortava nossas almas e o fato de que no dia seguinte estaríamos longe um do outro novamente. Poucas palavras ditas que machucaram mais do que nossos joelhos ralados. As trocas de olhares que pediam por abraços, mas que não foram atendidas. E o beijo que não foi dado, nem tampouco roubado quando deveria. Tivemos apenas uma despedida fria tão cheia de saudade. O universo não teve culpa, nós não tivemos culpa, não existe culpa. Somos apenas crianças brincando de amor, que conhecem regras diferentes para o jogo, mas que estamos tentando descobrir um meio de fazermos da certo entre nós dois. Um meio que seja nosso. Como crianças que somos, ainda estamos aprendendo. Como ainda estamos aprendendo, é certo que erraremos muitas vezes para depois virem os acertos. Como crianças, a gente vai se perdoando aos poucos, e quando a gente não percebe, estamos juntos brincando novamente, e já não somos mais crianças. E não é mais uma brincadeira. É sério, é real, é verdadeiro. E as vezes machuca, dói, sufoca e a gente chora como chuva. Mas há vezes em que o arco íris aparece e colore toda nossa vida, o sol aquece todo o sentimento. E a gente supera, não desiste. A gente se ama. Pelo menos, eu amo você
—  Thayrine Oliveira
Boa parte das pessoas tem o hábito doloroso de dizer coisas desejando serem correspondidas. É normal, é do ser humano, eu também já fui assim. Não entendeu o que eu quis dizer? Vou exemplificar da melhor maneira que eu pensei; um dia eu disse para uma garota “eu gosto de você”. Foi a minha última cartada para tentar mantê-la comigo. Ela fez que não escutou. Eu disse outra vez. Novamente ela fingiu (ou vai ver não escutou mesmo, sei lá) não escutar. Ok, eu me mantive na minha e ela na dela. Pronto acabou. É claro, eu queria que ela disse que gostava de mim também, mas não foi o que aconteceu. Bom, agora o caso invertido. Desta vez outra garota disse para mim: “eu te amo”. E eu não a amava. Finge que não escutei. Ela disse outra vez. Tentei fugir. Juro solenemente a todos vocês, eu tentei ao máximo evitar tudo isto, mas ela não me deu escolhas. Ela me prendeu contra a parede e disse que me amava, com todas as letras e me olhando nos olhos. Ok, eu sei que muita gente vai odiar isto. Eu me odeio por isto. Me odiei por ser fraco e covarde, mas coloquem-se no meu lugar por um instante e reflitam bem o que vocês fariam. Eu disse que a amava. Disse para não fazê-la sofrer. Para não magoa-la. Eu menti. Mas, não acho que a culpa toda seja minha. Ela perguntou querendo saber da resposta, ela perguntou querendo ser correspondida. Eu dei isto a ela, mesmo sendo uma mentira. Eu sei que fiz mal, mas o que eu podia fazer? Enfim, até perdi o fio da meada, mas tentando voltar ao meu raciocínio, eu gostaria de dizer que acho que as pessoas deveriam sim falar o que sentem. falar com sinceridade. Mas, não falem esperando reciprocidade. Isto é perigoso. Muito perigoso. Seja cauteloso com as suas palavras. As vezes a resposta que você vai ter, não é a que você deseja. E você ainda vai ficar se culpando, sabe por quê? Porque você procurou por isto.
— 

Nicolas Brendtner