sobrevivem

Deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíam para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você. Por isso nossos feitos são nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedras.
—  Extraordinário
Não importa: a saudade arde. Mas serve para nos mostrar como o outro é importante. Serve para mostrar como pequenas coisas fazem falta. A saudade faz a gente prestar mais atenção no outro. E, principalmente, a saudade mostra o que é de verdade. Porque só os amores guerreiros sobrevivem ao tempo e à distância.
—  Clarissa Corrêa.
É que, bem, eu não caibo em mim. Até tento me prender um pouco, segurar meus prantos e sorrisos do tamanho do mundo, mas não caibo. As minhas pequenas mãos não suportam o peso dos meus sonhos. Os meus ombros retraídos não aguentam tantas perguntas que, sem sucesso, tento responder. Eu sinto muito. E sinto muito por sentir tanto assim. Porque toda e qualquer situação me atinge em cheio na boca do estômago e eu não tenho como fugir. Porque a saudade me esmaga todos os dias e a vontade de fugir dessa rotina me comove e engasga. Eu quero muito. E sinto muito por isso. Porque o querer não move as portas sozinho. E não cabe tanta força em mim. É que eu sou inteira feita de sonhos, desejos e coisa que vi e senti. E não tenho tempo para todas elas. Eu sinto muito. E não posso sentir. Porque a vida pede razão e eu devolvo a ela toda a minha alma de flor. Mas flores não sobrevivem no asfalto. Se alguém for, eu murcho. Se o vento bater, eu quebro. Se me admirarem, vibro. Se me arrancarem, morro. Morro, porém não mudo. É que eu não caibo em mim. Mas não me importo se eu transbordar.
—  rio-doce
Você vai se machucar de qualquer jeito. Até quando encontrar a pessoa certa. O mundo que a gente vive é rodeado pela dor, e só sobrevivem os fortes. Aqueles que persistem, e não desistem. O melhor para eles sempre estará no final.
—  Brenno L. e Victor G.
Por que culpam o amor por tantos estragos? Ele é apenas um sentimento manuseado por alguém — ou algo. Quando estamos armados e erramos o alvo na hora do tiro, a culpa é da arma ou de quem atira? O que sentimos segue essa linha de raciocínio, somos o alvo, mas alguns tiros não nos acertam — outros passam até longe demais. Mas a bala não perdeu a velocidade nem a ferocidade, fez outra vítima. Atingiu outro ser, outro coração, em qualquer outra dimensão, perdida, longe de nossos olhos e entendimento. Não podemos nos suicidar com o amor de outrem, mas podemos morrer por outra bala que nos atinge. O problema está aí: só queremos sentir o que nos convém. Quando gritamos ao mundo que ninguém nos ama, o ninguém tem nome, endereço e cpf cravado na nossa agenda. Por isso existe tantas pessoas sofrendo, pois sobrevivem a um tiro no peito e querem morrer com um tiro de raspão.
—  Jadson Lemos. 
Amar de longe não é fácil. É complicado, complicado não acordar com aquele cheiro, aquele calor do corpo, aquele abraço. É doloroso não ter aquela voz no ouvido, aquele colo, aquela risada boa e boba. Pode ser logo ali, naquela cidade que fica a 45 minutos de avião. Pode ser lá longe , em outro país. Pode ser em outro estado. Pode ser do outro lado do oceano. Não importa: a saudade arde. Mas serve para nos mostrar como o outro é importante. Serve para nos mostrar como pequenas coisas fazem falta. A saudade faz a gente prestar mais atenção no outro. E principalmente, a saudade mostra o que é de verdade. Porque só os amores guerreiros sobrevivem ao tempo e à distância.
—  Tantan.
Você era aquela flor que destoava no meio do jardim, a mais bela e cheirosa que todos queriam ter e que se perdiam ao procurá-la, mas eu consegui achar. Com um achado desses feliz fiquei, só que tinha um problema, ainda podiam te encontrar. Por isso te tirei do jardim e a levei comigo, como um tesouro te guardei pra ninguém mais pegar. Por um momento até me senti o melhor homem da Terra, tinha a mais bela flor, e do nada lembrei que flores não sobrevivem sem um firmamento, sem luz, sem água, sem alimento… E eu? Nunca pude lhe dar nada disso, nunca pude lhe dar algo, só conseguia sugar tudo que me oferecia. Te ver apodrecer seria um sofrimento, seria, porque sou egoísta demais pra aguentar que sintam seu cheiro e admirem sua beleza, e desleixado a ponto de não mais cuidar de você e não presenciar seu falecimento. Queria te pedir desculpas, mas a verdade é que não me arrependo e ainda a quero pra mim. Ei pequena flor, seu perfume ainda invade algum jardim?
—  Preceitos de Ben.
Seus feitos são seus monumentos.
Esse preceito significa que deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíam para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você. Por isso nossos feitos são nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedra.
—  Extraordinário.

Ana, crianças como nós não sobrevivem. Essa história de porto e cais pra gente não existe, somos barcos de provável naufrágio sem previsão de socorro.
Essa obsessão por ser de verdade e sentir de verdade é revolucionária, sobretudo perigosa. Não vamos ter resgate.
Se continuarmos a acordar e sermos exatamente quem sabemos ser sem experimentar dessa piscina de maquiagem para esconder o que se é, vão revogar ou pedir reboque.
Não vamos deixar, por isso crianças como nós morrem cedo, não hesitam.
Ferida quando se coloca o dedo cura mais rápido
Abismo foi feito pra gente pular
A dor é pra ser sentida
Indignação é pra ser gritada
E ninguém nos cala a boca…
Berramos o amor até não haver mais oxigenação.

Ribossomos, crianças como nós

É confuso, é confuso amar, é confuso viver, é confuso acreditar. Porque enquanto o passado te da lembranças de um tempo e de escolhas que não voltam mais, o presente te suga pro futuro, o presente o briga a fazer escolhas, a decidir de qual lado ficar, a quem amar, e quem você vai ser. É preciso fazer escolhas, é preciso decidir, mas, como? Como decidir qual lado é o certo, como decidir qual caminho trilhar? Seria tão bom saber de tudo isso, ter o poder de escolher sempre o bom, sempre o certo, sem hesitar, sem entrar em toda essa confusão, todo esse caos dentro de si mesmo. Ao que parecia, viver era tão simples, era tão fácil, tão prazeroso, mas com o tempo tudo se transforma, porque a vida não é um mar de rosas e sim um oceano tenebroso em dias de tempestade, onde só sobrevivem aqueles que aprenderam nadar contra a correnteza.
—  Matheus Borralho.
Amar de longe não é fácil. É complicado não acordar com aquele cheiro, aquele calor do corpo, aquele abraço. É doloroso não ter aquela voz no ouvido, aquele colo, aquela risada boa e boba. Pode ser logo ali, naquela cidade que fica a quarenta e cinco minutos de avião. Pode ser lá longe, em outro país. Pode ser em outro estado. Pode ser do outro lado do oceano.
Não importa: a saudade arde. Mas serve para nos mostrar como o outro é importante. Serve para mostrar como pequenas coisas fazem falta. A saudade faz a gente prestar mais atenção no outro. E, principalmente, a saudade mostra o que é de verdade. Porque só os amores guerreiros sobrevivem ao tempo e à distância.
Há terras mais fertilizadas que outras, também há adubos mais fortes que outros. Assim como existem corações mais resistentes […] Dói, a saudade é inexplicável, uma vontade insaciável de ter a pessoa por perto, expectativas avassaladoras, a vontade de sentir o cheiro, olhar nos olhos. Porém, nem todos os relacionamentos possuem um sentimento fertilizado, tornando-se apenas mágoas, nem as lembranças sobrevivem. Afinal, coração dilacerado é como as margens do rio, onde trilham, para em algum momento se encontrar. Quem um dia sorria, hoje enxuga lágrimas de sangue. Todavia, como diz um ditado:-“Existem males que vem para o bem.
—  Sobre namoro á distância.
Mas é verdade. A vida é para os fortes, os fracos não sobrevivem nesse mundo cruel. Estamos lutando contra a correnteza, os homens a cada dia que se passa apenas destroem a natureza. O natural é o peixe nadar, o pássaro voar e o ser humano apenas correr e caminhar.  Mas isso já não é o suficiente, enquanto não destruir tudo eles nunca ficaram contentes. Fontes que se esgotam e mesmo assim não são poupadas, a água está acabando e mesmo assim acreditam que não se pode fazer nada. Mas eu ainda tenho esperança. Esperança de que possa acontecer uma mudança. Algo bem inesperado mas que com um pouco de fé poderemos ser contemplados.
—  Relatos de Oliva.