sobrevivem

E ali dentro, cada um vive sua própria vida. Ela foi dormir chorando à noite passada. Aquele lá, o da esquerda, já olhou para baixo e quase sucumbiu à força dos sentimentos contidos dentro de si. Aquela menina ali, já sentou na sacada e se perguntou por andava seu pai. Aquele bebê, ainda não sabe nem o que é uma janela. Mas ali dentro, todos sobrevivem as suas vidas. E chega até ser engraçado, saber que existe milhares de pessoas por aí e algumas vezes só uma parede de concreto separa a nossa dor. O endereço não é o mesmo, mas a gente sabe que é igual de alguma forma. Porém, mesmo assim a gente se esconde e finge um faz de conta. Ah, ele é negro, eu sou gordo, ela é metida, aquele é melhor. Aonde foi parar os espelhos que víamos quando os outros também eram humanos?
—  Paragrafias.
Se você estiver sentindo-se mal perante qualquer coisa, saiba que não é o único. Óbvio que reconhecer isto não é o melhor remédio, mas é bom ter a noção de que, se os outros sobrevivem, por que você não conseguiria? A grande verdade é que o achismos em relação à ideia de estar sem forças não significa realmente estar, pois saiba: você ainda se surpreenderá muito com o pouco que tem.
—  Júnior Souza.

Por forças maiores ou menores, dependendo da situação, alguém que era especial vai embora e caímos em desespero, sempre achamos que não vamos conseguir sobreviver sem o outro, mas tudo isso é na verdade medo de admitir que sim, podemos continuar a viver sem aquela pessoa que nos elevava às nuvens, ainda iremos dar risadas estridentes e não vai ser com aquela pessoa. As pessoas são substituíveis e isso não é de todo ruim, porque é assim que tem que ser, tudo vai e vem, algumas coisas ficam e outras precisam ir embora (quem é acumulativo sofre com isso, pois não consegue desapegar, jogar fora). Vivemos com a ideia de pertencimento, como viver assim se tudo é efêmero, passageiro? Desde bebês somos ensinados a ter e os homens acabam coisificados também, objetos de valores e de posses, mas se somos livres, alguma coisa dará errado nesse processo. No final nos autocondicionamos ao sofrimento sem necessidade. Ainda bem que sofrer nos torna mais humanos. As memórias e as lembranças são as únicas que sobrevivem a passagem do tempo o resto se esvai como o vento.

Amar de longe não é fácil. É complicado não acordar com aquele cheiro, aquele calor do corpo, aquele abraço. É doloroso não ter aquela voz no ouvido, aquele colo, aquela risada boa e boba. Pode ser logo ali, naquela cidade que fica a quarenta e cinco minutos de avião. Pode ser lá longe, em outro país. Pode ser em outro estado. Pode ser do outro lado do oceano. Não importa: a saudade arde. Mas serve para nos mostrar como o outro é importante. Serve para mostrar como pequenas coisas fazem falta. A saudade faz a gente prestar mais atenção no outro. E, principalmente, a saudade mostra o que é de verdade. Porque só os amores guerreiros sobrevivem ao tempo e à distância.
—  Clarissa Corrêa.
Deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíam para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você. Por isso nossos feitos são nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedras.
—  Extraordinário
É que, bem, eu não caibo em mim. Até tento me prender um pouco, segurar meus prantos e sorrisos do tamanho do mundo, mas não caibo. As minhas pequenas mãos não suportam o peso dos meus sonhos. Os meus ombros retraídos não aguentam tantas perguntas que, sem sucesso, tento responder. Eu sinto muito. E sinto muito por sentir tanto assim. Porque toda e qualquer situação me atinge em cheio na boca do estômago e eu não tenho como fugir. Porque a saudade me esmaga todos os dias e a vontade de fugir dessa rotina me comove e engasga. Eu quero muito. E sinto muito por isso. Porque o querer não move as portas sozinho. E não cabe tanta força em mim. É que eu sou inteira feita de sonhos, desejos e coisa que vi e senti. E não tenho tempo para todas elas. Eu sinto muito. E não posso sentir. Porque a vida pede razão e eu devolvo a ela toda a minha alma de flor. Mas flores não sobrevivem no asfalto. Se alguém for, eu murcho. Se o vento bater, eu quebro. Se me admirarem, vibro. Se me arrancarem, morro. Morro, porém não mudo. É que eu não caibo em mim. Mas não me importo se eu transbordar.
—  rio-doce
É fácil dizer que devemos seguir em frente quando não são os outros que sobrevivem dia após dia com uma terrível dor, sendo ela pelo motivo que for. É fácil falar, banalizar algo que não se sente, difícil mesmo é saber exatamente como que o outro está se sentindo, tentando aproveitar-se dos mínimos momentos para achar pelo menos um motivo para sorrir.
—  Júnior Souza.
Vem, deixa eu te mostrar o meu mundo florido, pode ser que você não goste do colorido, só que é só o que eu tenho a oferecer no momento.
Vem, segura a minha mão que eu te levo até o paraíso. Vamos sentar juntos, olhar o mar e tomar uma água de coco, conversar um pouco sobre essa vida que só pelos loucos sobrevivem e eu quero essa loucura pra gente, porque eu sei que nesse mundo sobreviver à dois é muito melhor, então vem, senta aqui do meu lado vamos conversar, ver o mar, sorrir e se amar.
—  Confinante&Florejus
Terra de sentimentos bons. Pensamentos variáveis. Aromas e sons. Rachaduras incontáveis de um barro endurecido, causado pela falta de chuva. Um pequeno desespero, faz lembrar o sertanejo. O retrato da vida dura, do trabalho ao emprego. Uma enorme ditadura. O sorriso de quem ama, as cores do sertão. O clima mais que árido, sem um pé de plantação. Mas, sobrevivem com ânimo, de uma esperança de chuva. Com a leve ajuda do sol, pois apesar do calor, eles amam a região. Do céu sempre azul e o marrom do meu sertão!
—  Marcos Soares.
Esse preceito significa que deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíam para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você. Por isso nossos feitos são nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedra.
—  Extraordinário 
Tentei vender a alma mas ele não paga Diz que minha vida que não vale nada Diz que no gueto tão sem água filtrada Políticos cochicham, merecem facada Eu sinto gosto da miséria e, porra, morro na passiva Os guris tão sem escola, tão sem expectativa Uns morrem na fila e uns bebem coco Playboy espaçoso merecendo 20 socos Rap é compromisso ainda, irmão, ideia xeque Beirando Teto é a seita, estrela só Ivete Perto do cadáver, uma letra rabiscada Um contrato, mano, cláusulas O sangue não jorrava, bicho Meu relógio é avanço, mas to atrasado Os ônibus passam nebulosamente sem destinatário E as tias sobrevivem melhor que Bear Grylls Eu penso em algo bonito com a voz da Lauryn Hill Dieta do cansaço, Old!sgraça na casa
ah meu bem, mas a vida é exatamente isso de “quero-que-dê-certo-mas-não-dá”, não adianta planejar, o inevitável acontece, as coisas simplesmente seguem seu próprio percurso independente do que a gente deseja, e o mundo? ah, o mundo é de quem tem estômago para montanha-russa, cheia de altos e baixos, que é a vida, é para os corajosos — e não me refiro aos que arriscam a vida enfrentando o perigo iminente apenas por (alto) vangloriação e chamam isso de coragem, isso não é coragem — digo os que têm um buraco dentro de si (que nem eles mesmos sabem exatamente aonde é) tão profundo, tão escuro, tão cheio — e paradoxalmente vazio — que os leva ao extremo do precipício quase a cair e mesmo assim levantam da cama e seguem para mais um dia incerto que pode levá-los para dentro do abismo, esses, que enfrentam a luta interna diária, agressiva e que muitas vezes deixa marcas, e ainda têm fôlego para enfrentar a luta externa e voltar para casa sabendo que no dia seguinte poderá ser a mesma coisa, esses são os corajosos, merecedores do mundo e que honram a vida, esses que vivem diariamente com a morte batendo na porta (da mente e da casa), e ainda assim sobrevivem esperando o viver, esses que apesar de inúmeros motivos para desistir persistem, é desses o mundo, a vida, e o respeito
—  só queria que eles soubessem.
Você se sente sozinho, perdido, abandonado, como se nada nesse mundo pudesse preencher o vazio no teu peito. Como se os dias fossem apenas mais uma das milhares coisas que te torturam, te machucam. Como se ninguém se importasse, como se todos não te enxergassem. Invisível, é como você se sente ao andar na rua, ao caminhar no shopping, ao ficar sozinho no intervalo da escola. Eu sei como é se sentir vazio. Sei como é pensar na morte todos os dias. Sei como é ser alvo de piadas, deboches, ser motivo de vergonha, ser chamado de inútil, imprestável, insignificante. Você não pode se render a esses pensamentos, não pode deixar com que essas pessoas tenham o gosto de te ver desistir. Você tem que se levantar e lutar, porque só os que lutam sobrevivem. Você tem que mostrar pra eles que por mais que tentem nos derrubar, nós sempre teremos uns aos outros para nos levantar.
—  Se eu ouvisse isso me ajudaria, espero que te ajude também. Setembro Amarelo.

liga, peça desculpa, diga que ama, abrace, faça tudo aquilo que deseja fazer com aquela pessoa que é importante para você. mas por favor, faça agora e não cometa a burrice de deixar para depois porque correrá o risco de viver atormentado(a) com a nuvem do “eu deveria ter feito” sobre sua cabeça.