sobre homens e montanhas

O fascínio do homem pelas montanhas

“O que leva alguém a escalar montanhas é algo que a maioria dos que não fazem parte do mundo dos montanhistas tem muita dificuldade para entender, se é que entende.”

É com essa frase que Jon Krakauer inicia o livro Sobre Homens e Montanhas, o fascínio que a escalada e o montanhismo despertam na vida de um homem realmente é um mistério. Em um trecho do filme Nanga Parbat, onde um senhor pergunta para Reinhold Messner, que estava prestes a escalar a montanha que dá nome ao filme, “O que leva um jovem a escalar uma das mais altas montanhas do mundo, sem saber se poderá subir e depois descer? A pátria, a fama, a honra?” A resposta de Messner foi simples: “Porque um pintor pinta?”

O fascínio do homem pela montanha vem de tempos remotos, a grande maioria dos povos antigos intitulava as montanhas como algo sagrado, abençoado, o lar dos deuses. E isso não é nem um pouco difícil de entender quando atingimos o cume de alguma montanha, é fácil acreditar que a montanha é realmente o lar dos deuses.

Quando se sente a essência da montanha, o encanto que só existe por ali, fica claro de onde vem toda essa motivação, percebemos que não é preciso procurar respostas racionais sobre o porque de subir montanhas, é algo que transcende explicações, o melhor é simplesmente silenciar e desfrutar.

Uma das respostas mais clássicas para esse tipo de pergunta aconteceu quando perguntaram para George Mallory porque ele queria escalar o Everest, Mallory simplesmente respondeu “Porque ele está lá!”
 
A relação entre homens e montanhas incluí fatores míticos, poéticos, não se resume apenas na busca por competições, recordes e vitórias, é um compromisso íntimo com você mesmo, ciente dos riscos e de seus próprios medos, a recompensa é uma soma das vivências adquiridas, das amizades semeadas, de viver próximo da natureza, das novas paisagens descobertas, é ir de encontro com a liberdade tão sonhada. Let’s go climb!

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