sinuoso

Corpo flexível, estranho, sinuoso que nem cobra e fogoso com os olhos: um fogaréu vivo ambulante. Espirito impaciente para romper o molde, incapaz de retê-lo. Os cabelos pretos, longos e sedosos, ondulavam e balançavam ao andar. Sempre muito animada ou então deprimida. Segundo alguns, era louca. Opinião de apáticos que jamais poderiam compreendê-la. E passava a vida a dançar, a namorar e a beijar. Mas, salvo a raras exceções, na hora H sempre encontrava forma de sumir e deixar todo mundo na mão. A mentalidade é que simplesmente destoava das demais: nada tinha de prática. Guardava, inclusive, uma cicatriz indelével na face esquerda, que em vez de empanar-lhe a beleza, só servia para realçá-la.
—  Charles Bukowski em “A mais linda mulher da cidade”.

“Ella”

No le regales una flor.
No la quiere.
A ella le gustan los pájaros
¿Pero acaso sabes cuantas jaulas tiene?
Ninguna, porque sabe la verdad
El pájaro fue echo para volar.
Regálele una planta y deja que la vea crecer

No difames a otros,
Ella no busca atención en base a cuantas cabezas
Puedas pisar.
No la compares con “los demás”
Porque ella no es “los demás”
Y “los demás” no son ella

No grites para mostrar tu punto.
No te consumas en el odio.
Porque ella no es así
Y deberías saberlo.
Si algo se rompe se puede reparar
Pero no se lo escondas,
Todo lo que se esconde se pudre
Y nadie soporta el olor

Ella no es tuya ni tú de ella.
Valora tu amor propio, y el suyo.
No pueden poseerse,
No son objetos.
Pueden acompañarse en este camino sinuoso
Que llaman vida

Hazla reír y busca que sea reciproco.
Estate ahí presente para cuando la risa sea llanto.
No permitas que caiga
Pero si lo hace, mantén tu mano extendida,
La necesite o no

Amar es uno de los versos más misteriosos.
No le busques más sentido,
Todos los poetas hacen eso
Y terminan en el principio.
Solo conjuga ese verbo hasta que te apagues
Hasta que seas otra estrella

León McMiller

Todo lo que escondes

Me huelen rico tus locuras,
me huelen rico tus dramas y
tus celos,
me huelen rico tus inseguridades,
me huelen rico tus complejos y
me huelen ricos tus miedos.

Me huelen rico tus ausencias,
me huelen rico tus caminos sinuosos a
mi infierno polvoriento,
me huelen rico tus imperfecciones,
me huelen rico tus buenas caras
y tus malos pelos.

Me huelen ricos tus andares,
me huelen rico tus frívolos desdenes
y tiernos improperios,
me huelen rico tus dudas,
me huelen rico tus lágrimas y
me huelen rico mis frágiles lamentos.

Me huele rico todo lo que escondes
porque
es
y siempre
será…

… nuestro.


- Javier López Píriz

Ho provato, che dire, a farmi scegliere.
Ho sperato. Dovevo.
Era una possibilità, capisci?
Come fare a metterla via, a dimenticarla.
Forse aspettando, forse non era il momento.
Forse io e te abbiamo un altro tempo.
Sono sicuro che con qualche giorno in più, ora in più, ti avrei portato via con me.
È l’idea che almeno una volta succeda, no?
Hai presente?
Quell’idea invasiva e sotterranea che si inabissa o si palesa e lo fa una volta sola per tutte e se l’avverti non puoi far finta di niente se hai un po’ di senno.
Come un sibilo fluttuante e sinuoso.
A me è successo questo: non sono riuscito a fare finta di niente, non volevo, in fondo.
Non potevo far altro che cercare di portarti con me, dal profondo, per egoismo quasi, per farmi stare bene.
Anche se sapevo di non potere.
Anche se era rischioso.
Anche se tu non vuoi, anche se, infine, la tua felicità non dipende da me.
E non posso fare a meno di chiedertelo di nuovo. Solo per essere sicuro.
Verresti?
—  Italo Calvino - Gli amori difficili
Auto estima de estimação

Eu queria explanar todo o meu auto estima nesse escrito, porém ultimamente ele fugiu de mim, ou talvez essa seja a pura realidade a que não sou auto suficiente para ninguém. Sejamos franco sou biblioteca velha, verbalmente não consigo emoldurar uma palavra edificante e se fores desconhecido, só meias palavras. Ando sendo um pouco grossa comigo e acabo descontando em universos que nem merece, tenho um senso de detetive em minha cabeça acabo formulando tantas hipóteses que algumas acabam acontecendo, triste realidade ou triste pessoa que sou? Ando rindo atoa mas francamente interno e brutalmente ando um caos, eu que sempre tive o cérebro em função principal o coração está o abrandando, e isso é um problema pois de coração pouco entendo. Tenho uma auto estima de estimação hoje ela fugiu, amanhã pode ser encontrada, mas não se engane que as incertezas não mudará de lugar, a velha biblioteca cheia de escritos e sem a fala, continuará perambulando por entre os vales sinuosos do destino.

Maria que te escreves.

A minha paixão permaneceu integrada aos seus afetos sinuosos. Sobrevivo à medida que os meus beijos lhe arrastam no rosto um sorriso bonito. Diante dos carinhos que me faz no princípio de todas as manhãs, alvoreço-me. Os furacões dos seus toques ainda me rebuliçam os sentidos, e, das quatro estações, você é a que eu mais amo.
—  Nietzsche Cywisnki
Ti guardavo ballare dal bordo della pista. Eri ubriaca, un poco sudata, e scoprivi le gambe come una che ha passato tutta la vita a nascondersi.
La tua pelle brillava sotto le luci a neon del soffitto basso, i capelli biondi erano appiccicati al viso, la gonna corta che s'accorciava di più ad tocco del corpo sinuoso. Non sapevi che ero lì.
Non mi volevi li.
Me lo ripetevi ogni notte.
Maledicevi il mio nome e lo ripetevi nei giorni di pioggia per non sentirti sola.
Ci siamo amati tanto.
Ci siamo odiati tanto.
E adesso cosa rimaneva di noi?
Un guscio d'uomo vuoto, prosciugato dell'onore e del sentimento.
Una donna sola, privata del suo cuore e della speranza di essere felici.
Ci siamo distrutti, ci siamo tenuti, senza provare a salvarci davvero.
Ti guardavo ballare dal bordo della pista.
E scostati i capelli, m'hai guardato ed io son morto lì, insieme al nostro amore spezzato.
—  Mena d'Atri
Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.
—  Niemeyer, Oscar, 2000, As Curvas do Tempo: as memórias de Oscar Niemeyer. 
7

“SOMBRAS EN EL TIEMPO” by Javi Roa

De la mano de Ediciones de Ponent sale hoy a la calle “SOMBRAS EN EL TIEMPO”; una novela gráfica realizada por mí. Consta de 120 páginas, a través de las cuales narro a medio camino entre la memoria y la ficción las diferentes anécdotas vividas por sus principales protagonistas, personajes variopintos que habitan en una comunidad que se desarrolla al abrigo de una gran fábrica siderometalúrgica ubicada en un sinuoso valle situado en el mismo corazón del País Vasco. Una historia ficticia, inspirada, ilustrada y ambientada en la época de la industrialización, del desarrollo económico y de la creación de la sociedad de consumo en el País Vasco de finales de la década de los años sesenta como telón de fondo y contada con particular subjetividad.

Thanks to Potent Editions it is released today “SOMBRAS EN EL TIEMPO” (SHADOWS IN THE TIME); a graphic novel realized by me. It contains 120 pages, with which I narrate between memory and fiction the different anecdotes lived by its different protagonists, characters that live in a community which develops under the factory of iron and steel located in the sinuous valley from the heart of the Basque Country. A fictional story, inspired, illustrated and set in the time of the industrialization, economical development and the creation of the Basque consumer society at the very end of the 60’s as background, and narrated with a particular subjectivity.

Javi Roa

[ Caminho Esquerdo - ?? ]

O caminho era sinuoso, não tinham muitas pedras altas ou montanhas, eram apenas dunas e mais dunas de areia. Dava para perceber que quase ninguém se aventurava por aqueles lados por motivos óbvios: Não havia muito o que se ver.

Então se abriu em um grande espaço amplo, com apenas dunas de areia e o céu.

Se continuassem caminhando adiante perceberiam que o caminho voltava a se estreitar, dando continuidade; Na entrada deste, alguns pedaços de pedra, circulares, com por volta de sessenta centímetros de altura, pareciam enterrados na areia. Quanto enterrados era difícil de supor.

Haviam inscrições neles, mas estavam gastos demais para serem entendíveis, sem contar que a escuridão não ajudava.

Sabia que finalmente iria conseguir. Estava quente e ela estava gostando, remexia seu corpo em movimentos sinuosos, como uma serpente. Finalmente eu havia recuperado minha masculinidade. Minha hora havia chegado. Todos aqueles fracassos… foram tantos… aos cinquenta anos… essas coisas podiam deixar um homem inseguro. E, afinal de contas, o que restava de um homem se ele não pudesse dar conta do recado? De que serviam os poemas? A habilidade de foder uma mulher bonita era a maior das Artes concebida pelos Homens. Todo o resto era besteira. Imortalidade era ser capaz de foder até que a morte chegasse.
—  Charles Bukowski.

O vendaval da vida trouxe-me ao seu encontro – benditas sejam as tempestades remotas!

Nos recônditos do mundo, ao ermo da minha própria existência, eu vagueava em busca de uma luz capaz de reluzir as minhas escuridões internas. Atravessei os vastos corredores sombrios dos corações alheios; corri sobre as extensões de corpos desconhecidos, de almas aleatórias; adentrei, ousado, nas intimidades daqueles que me compraziam a carne, mas feriam-me o espírito, e em nada eu refletia. Até que nas fronteiras do destino – ausente à essência poética da minha vida – eu a descobri, pequena primavera.

Os seus olhos me acolheram, os seus lábios reviveram os meus sonhos, uma centelha do seu resplendor irradiou os caminhos que ainda me conduzem à felicidade. Comedido pela brandura dos seus gestos, pela sua voz cava que me assossegava os ânimos exaltados, quis que aquela aurora distante no tempo perdurasse aos confins da eternidade.

A minha paixão permaneceu integrada aos seus afetos sinuosos. Sobrevivo à medida que os meus beijos lhe arrastam no rosto um sorriso bonito. Diante dos carinhos que me faz no princípio de todas as manhãs, alvoreço-me. Os furacões dos seus toques ainda me rebuliçam os sentidos, e, das quatro estações, você é a que eu mais amo.

Nietzsche Cywisnki

Ho provato, che dire, a farmi scegliere.
Ho sperato. Dovevo.
Era una possibilità, capisci?
Come fare a metterla via, a dimenticarla.
Forse aspettando, forse non era il momento.
Forse io e te abbiamo un altro tempo.
Sono sicuro che con qualche giorno in più, ora in più, ti avrei portato via con me.
È l’idea che almeno una volta succeda, no?
Hai presente?
Quell’idea invasiva e sotterranea che si inabissa o si palesa e lo fa una volta sola per tutte e se l’avverti non puoi far finta di niente se hai un po’ di senno.
Come un sibilo fluttuante e sinuoso.
A me è successo questo: non sono riuscito a fare finta di niente, non volevo, in fondo.
Non potevo far altro che cercare di portarti con me, dal profondo, per egoismo quasi, per farmi stare bene.
Anche se sapevo di non potere.
Anche se era rischioso.
Anche se tu non vuoi, anche se, infine, la tua felicità non dipende da me.
E non posso fare a meno di chiedertelo di nuovo. Solo per essere sicuro.
Verresti?
—  Italo Calvino.

“Ho provato, che dire, a farmi scegliere. Ho sperato. Dovevo. Era una possibilità, capisci? Come fare a metterla via, a dimenticarla. Forse aspettando, forse non era il momento. Forse io e te abbiamo un altro tempo. Sono sicuro che con qualche giorno in più, ora in più, ti avrei portato via con me. È l’idea che almeno una volta succeda, no? Hai presente? Quell’idea invasiva e sotterranea che si inabissa o si palesa e lo fa una volta sola per tutte e se l’avverti non puoi far finta di niente se hai un po’ di senno.
Come un sibilo fluttuante e sinuoso.
A me è successo questo: non sono riuscito a fare finta di niente, non volevo, in fondo.
Non potevo far altro che cercare di portarti con me, dal profondo, per egoismo quasi, per farmi stare bene. Anche se sapevo di non potere. Anche se era rischioso. Anche se tu non vuoi, anche se, infine, la tua felicità non dipende da me.
E non posso fare a meno di chiedertelo di nuovo. Solo per essere sicuro.
Verresti?”

— Autore incerto.

Ho provato, che dire, a farmi scegliere. Ho sperato. Dovevo.
Era una possibilità, capisci?
Come fare a metterla via, a dimenticarla. Forse aspettando, forse non era il momento. Forse io e te abbiamo un altro tempo.
Sono sicuro che con qualche giorno in più, ora in più, ti avrei portato via con me.
È l’idea che almeno una volta succeda, no?
Hai presente? Quell’idea invasiva e sotterranea che si inabissa o si palesa e lo fa una volta sola per tutte e se l’avverti non puoi far finta di niente se hai un po’ di senno.
Come un sibilo fluttuante e sinuoso. A me è successo questo: non sono riuscito a fare finta di niente, non volevo, in fondo.
Non potevo far altro che cercare di portarti con me, dal profondo, per egoismo quasi, per farmi stare bene.
Anche se sapevo di non potere.
Anche se era rischioso.
Anche se tu non vuoi, anche se, infine, la tua felicità non dipende da me. E non posso fare a meno di chiedertelo di nuovo.
Solo per essere sicuro.
Verresti?
— 

Italo Calvino, Gli amori difficili.

che dire, io ho i brividi.