silensiosos

Sussuro da alma

Escrever libertava, prendia e desprendia. Fazia com que tudo se tornasse um rodopiar cintilante pelos ares.

Escrever acalmava, relaxava e apagava todo o desassossego que inundava a alma. Completava, preenchia e esvaziava o coração inundado de nada.

Escrever fazia mergulhar e emergir das profundezas tudo o que se escondia.
Tornava possível enxergar a emoção concretizada numa folha amassada.

Escrever era a exteriorização do sussuro da alma ao pé do ouvido. Era o grito silensioso do coração. Era o rabisco desordenado de sensações. Era o ringir das palavras, entrelaçadas, carregadas de um sentir inefável.

Escrever era ver o emaranhado de fios que esculpem nossa mente. Era o cair eternamente. Era o mergulhar incessante no caos que vive dentro da gente.