sicc

Assim como as estações, as pessoas chegam e vão da minha vida.. E assim como as estações elas voltam, voltam e esperam que eu esteja normal. Eu gostaria da saber se doi tanto nelas quanto em mim, quando vão embora. Gostaria de saber porque nem ao menos um adeus elas disseram.. Será que doeria menos? Ou sera que de alguma forma eu me sentiria mais importante ao ponto de se lembrarem que eu existo, ou melhor, que eu tenho sentimentos. Por algum motivo as pessoas me abandonam. Qual é o problema delas? Será que o problema está em mim.. Será esse meu jeito frio de demonstrar amor? Elas o despertaram. Saem da minha vida e quando precisam voltam como se nada tivesse acontecido (…) Ou será que eu não desperto algo forte e verdadeiro em ninguém? Tentar descobrir isso sozinha não me faz bem. A questão é que eu cansei, e que também sei ser como as estações.   sicckly feat. pur3za

Sabe aquele amor infantil e puro que sentimos quando criança por alguém? Eu sinto falta daquela inocência, daquela sinceridade. Aquele gostar em que a falta de imaturidade não fazia diferença, aquela fase sem malicia em que os únicos desentendimentos que haviam era quando o garotinho apaixonado implicava a mocinha, com a intenção de chamar a sua atenção. Sabe? Eu sinto falta de não sentir falta. Sinto falta de quando a minha unica preocupação era não perder o meu desenho favorito, e não deixar a minha mãe descobrir que quebrei louça preferida dela ou que escondi a bagunça do meu quarto debaixo da cama. Eu sinto falta da minha infância. Onde sem grandes preocupações e com simples coisas eu era feliz. sicckly

Queria mesmo era você.
Sem tirar nem por.
Sem precisar justificar.
Sem ter que dividir ou emprestar.
Sem sofrer pela falta.
Sem ser preciso separar.
Pois me apego facinho.
Então trás seu andar pra mais perto, moço.
—  sicckly
Não, não são meros detalhes banais. É que quando vem de você, nada se torna esquecível. O modo como você me abraça e apoia os braços quentes em meus ombros, ah, minha crosta gelada se derrete. O cheiro impregnado em minha roupa depois de um ou dois abraços, faz cada célula viva do meu corpo implorar por você. O jeito como desliza os dedos pelo queixo e para com o mindinho no canto da boca sem perceber. A sua voz, hora melosa, hora rouca, sempre me desconcerta de alguma forma. As mordidas repetitivas no canto esquerdo do lábio inferior fazem meu subconsciente gritar. Seu sorriso preguiçoso, que teima em não sair da minha mente. Aquele olhar 43 vez ou outra sugerindo malícia já me faz cúmplice de você, desperta euforia onde calmaria prevaleceu um dia.
—  Anne S.