semideuses

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As a single image can destroying so many feelings at once?

Como uma única imagem como destruir tantos sentimentos de uma vez só?

Desafio Literário #1

Sempre morri de vontade de completar os Desafios Literários propostos pelos marca páginas da Livraria Cultura, então resolvi fazer o meu primeiro, dentre vários outros que ainda pretendo fazer. Nem todos foram exatamente como o desafio sugeria, mas deu tudo certo e consegui completa-lo. Lembrando que todos os livros já foram lidos, não é meta de leitura. O desafio consiste em mencionar livros que você já leu e que possuem a característica sugerida, não livros nos quais você ainda planeja ler. (Peço desculpa pelas fotos dos livros não serem autorais, mas tentei tiras as fotos, e elas não ficaram tão boas no post quanto essas)

1- “Um livro com uma aventura em alto-mar“ 

O mar de monstros (Rick Riordan)

Sinopse: O segundo livro da saga Percy Jackson e os Olimpianos, depois de sua ida ao palácio de Hades e visitar o Olimpo, todos estariam muito bem, se Luke não tivesse envenenado a árvore de Thalia que protege o Acampamento Meio-Sangue, e com isso, segue a segunda missão dos semi-deuses na saga, no qual primeiramente tinha sido designado à Clarisse La Rue, mas a ansiedade de Percy de resolver a missão, o leva a embarcar escondido para o caso.

2- ”Um livros com animais falantes

A revolução dos bichos (George Orwell)

Sinopse: Os animais da fazenda do sr. Jones se dão conta da vida indigna a que são submetidos: eles se matam de trabalhar para os homens, lhes dão todas as suas energias em troca de uma ração miserável, para ao final serem abatidos sem piedade. Liderados por um grupo de porcos, os bichos então expulsam o fazendeiro de sua propriedade e pretendem fazer dela um Estado em que todos serão iguais. Logo começam as disputas internas, as perseguições e a exploração do bicho pelo bicho, que farão da granja um arremedo grotesco da sociedade humana.

3- ”Um livro que se passa em diferentes reinos

A seleção (Kiera Cass)

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de suas vidas. A oportunidade de escapar da vida estabelecida para elas desde o nascimento. Entrar em um mundo de vestido brilhantes e joias de valor inestimável. De viver em um palácio e competir pelo coração do lindo Príncipe Maxon. Mas para America Singer, ser Selecionada é um pesadelo. Isso significa virar as costas para seu amor secreto com Aspen, que é de uma casta menor que a dela. Deixar sua casa para entrar em uma competição acirrada por uma coroa que ela não quer. Então, America conhece Príncipe Maxon. Gradualmente percebe que a vida que ela sempre sonhou não é nada comparada com o futuro que ela nunca imaginou.

4- “Um livro com criaturas mágicas

O Ladrão de Raios (Rick Riordan)

Sinopse: Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, o autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos, pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

5- "Um livro com um dragão na capa”

O Herói Perdido (Rick Riordan)

Sinopse:  Novos e conhecidos personagens do Acampamento Meio-Sangue dividem espaço nesse primeiro volume da série Os heróis do Olimpo. 
Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia.

6- “Um livro que foi criada uma nova língua

Maze Runner, Correr ou Morrer (James Dashner)

Sinopse:  Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam ‘A Clareira’, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr.

7- “Um livro com um portal para o outro mundo

Uma Curva no Tempo (Dani Atkins) 

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

*(Já fiz um post sobre este livro clique aqui para ler)

* As fotos pelo celular podem ter ficado desfocadas
⚔ ATENÇÃO, SEMIDEUSES!!

Olá, vocês têm um minutinho para falarmos sobre as missões? Brincadeiras à parte, logo após o read more está a explicação da missão e, por favor, quem tiver a certeza de que o char irá participar, avise no chat ou por esse post mesmo. Um número será entregue a quem for avisando.

Keep reading

Acredito fielmente que devemos cometer equívocos de vez em quando. Nao pense demais porque pensar exageradamente o que se passou simplesmente já foi pensado. O que ocorre na via do normal, nao se encaixa, nao é lembrado. Ninguem lembra do que foi comum. Lembramos de como foi divertido aquele porre, ou o lamento do fora, do atrevimento, dos enganos, do ridículo que somos submetidos, pois somos ridículos, nao sabia ? Cometa asneiras. Compita com o silêncio. Esqueça por um momento os semideuses, seja um grande pecador pro momento, pois pecado so se torna um pecado legítimo quando o outro fica sabendo nao é mesmo? Demita a sombrinha, a cabana, a tenda, a barraca, provoque a timidez, dialogue mais do que de costume, coma uma maçã e tome um banho de cachoeira (e o frio? foda-se). Submeta seu molho de chaves para abrir portas desconhecidas. Cometa tolices! Nao compre um manual para dar seguimento a sua vida, mesmo que tenha vendido bastante e tenha uma capa sedutora e colorida, pois nao ha uma cartilha de regras para cometer tolices. Nao seja tão sério e perfeccionista, seja alegre, pois alegria é que questiona sobre o sentido das coisas. Ria bastante para nao precisar respirar o mesmo ar de um rosto reprimido. Desista das agendas cheias de ranços do passado, elas nao trazem deleites para voce, somente lembranças de algo que voce provavelmente nao viverá novamente. Nao diga que sabe quando ouviu parcialmente algo, muito menos repasse isso sem responsabilidade. Ligue sem motivo para um amigo, surpreenda-o com alguma bobagem. Cometa bobagens! Leia um livro sem procurar especular o final ou alguma congruência com que voce considera como certo. Alimente-se sozinho para sentir falta de alguém a mesa para falar sobre aqueles fatos corriqueiros sem muita importância, porém prazerosos. Nao arrume a casa desesperadamente na segunda feira, muito menos sofra ao final de domingo. Cometa bobagens! O normal é pouco lembrado nesse teatro todo. Que as suas lembranças nao sejam perdidas pelo arrependimento de nao ter dito. É preferível a coragem do ridículo à covardia do silêncio.
—  Ronaldo Antunes
follow the prophecy and find a surprise ; mission 1 ; libitina

[ @micahill ; @goldenwiind ]

                   “ — Talvez fosse porque a hora de partir estava chegando, mas Anael se sentia anestesiada. Mal sentia o próprio corpo, ou talvez fosse o início de um surto. Ela balançou a cabeça, negando. Não. Não podia surtar agora. Não podia se submeter à isso. Tinha de ser forte porque pessoas dependiam dela. Bem, ela dependia mais das pessoas do que as pessoas dela, mas ainda assim, havia responsabilidades em seus ombros agora e ela precisava lidar com ele. Estava tentando, ela jurava que sim e por mais desespero que a expressão de seu rosto demonstrasse, por mais medo que dominasse o seu corpo, ela estava ali, postada junto dos outros dois semideuses, enquanto um novo voto de boa sorte era proferido para eles, antes que eles atravessassem a entrada do acampamento para fora. A garota não tinha nem superado sequer o ataque de monstros no Pequeno Tibre e por um momento achou que assim que colocassem o pé para fora monstros fossem cair sobre eles aos montes até que não sobrasse ninguém, mas no fim, não foi isso que aconteceu e eles só se viram agora separados da multidão de proles de deuses e bem… menos protegidos agora. Aquilo não era reconfortante de qualquer forma.

                    —— Tudo bem então… — ela murmurou, com uma voz fraca, segurando a mochila pendurada no ombro pelas alças com os cotovelos dobrados. Não sabia o que acontecia a partir dali, porque nunca tinha estado numa missão, mas o pégasus que relinchou pareceu querer chamar a atenção deles, como quem dizia que deviam parar de enrolar e seguirem logo pelo caminho, fazendo Anael virar a cabeça na direção dos animais, fazendo os cabelos loiros,ainda soltos, balançarem e torno de sua cabeça. —— Temos que ir. Definitivamente, não tem como voltar atrás agora. — e teria tido antes?, por um momento, ela se questionou se poderia ter renunciado a missão. Provavelmente não, quando uma missão era dada e o semideus escolhido, nada podia mudar o curso e mesmo que tentasse fugir, acabaria se metendo no meio da confusão de qualquer forma. Era melhor aceitar de vez que tinha de fazer aquilo e como provação, ela montou sobre o dorso do animal, esperando que os colegas de missão se juntassem à ela para enfim alçarem vôo. Parecia que era definitivamente uma prova a mais para a garota, que estava montada num animal do seu tio, Poseidon, tal qual voando nos territórios do tio Zeus. Se não fosse morrer pela profecia, com certeza tinha algum perigo nos ares. Principalmente porque a relação do pai com os tios não eram lá das melhores.

                    Abaixo deles, um ponto negro corria, seguindo o rastro do grupo, parando apenas para saber se estava ainda seguindo os três. Lúcifer, o cão dado de presente por Hades para Anael como seu vigia não tinha ido embora ainda. Desde o ataque ele permanecia ali, ao seu lado, mantendo guarda e ela sabia porque. Havia tido manifestação de poder e quase matado uma pessoa, podia ser pior da próxima vez e ele teria de intervir se fosse necessário. Talvez, Lúcifer ali fosse algo bom, porque, se por acaso fosse ela a causa da morte de um dos dois que lhe acompanhava, ele poderia impedir antes que fosse tarde demais. E foi assim por um longo temo e ela não sabia dizer se estavam avançando o suficiente ou se não tinham avançado nada, talvez fosse até bom parar para ler o mapa, descansar, comer alguma coisa e depois seguir viagem a diante, mas seus pensamentos logo foram interrompidos quando bem ao seu lado, entre ela e o semideus à sua direita algo passou voando, com as garras apontadas para eles. A princípio até achou que fosse uma águia, mas quando o animal virou de frente para eles e ela pode olhar direito, reconheceu a Harpia.

                    Ao seu lado, houve movimentação rápida dos semideuses, mas o que chamou sua atenção, foi o latido ganido de Lúcifer e o grito de alguma coisa. Seus olhos esverdeados captaram de longe a imagem de mais duas pessoas, ou coisas, ou seja lá o que fosse aquilo que ela não podia ver bem de longe, mas estavam sobre o cão infernal, que lutava do jeito que podia. —— Droga, droga! O Lúcifer! — ela gritou para os outros dois, antes de manobrar o seu próprio pégasus num rasante para o chão. A Harpia veio atrás, mas ela não deu bola e estava mesmo contando que os que lhe acompanhavam desse conta da coisa. Alcançou o chão rapidamente e pulou para ele enquanto o pégasus ainda pousava, já pegando suas adagas, uma em cada mão. As empousas finalmente deixaram a atenção do animal para dar à semideus, afinal, era ela o tipo de refeição que elas queriam. O medo de lutar, o medo de perder o controle quando começasse a açoitava como um carrasco, mas era tarde demais para voltar atrás e seu único alívio era que segundos adiante, quando as empousas avançaram para ela, um dos outros dois semideuses, que ela não se deu ao trabalho de olhar quem era, pousou ao seu lado, para lhe ajudar naquilo. ”

Poema em Linha Reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)