segurando as pontas

São quase quatro da manhã e ainda estou pensando no que escrever. Já ensaiei o começo umas dez vezes, mas não consigo sair das primeiras linhas. Dizer que você deixou minha vida preta e branca mais colorida seria clichê? Por mais que seja clichê gosto dessa frase, ela resume bem nosso começo. Mais que cor, você trouxe o amor. Nunca imaginei que me apaixonaria por alguém que mora a quilômetros de distância, você mora quase do outro lado do brasil. Mas hoje eu percebo que, você poderia até morar do outro lado do planeta, não mudaria nada. Mesmo tão longe, você faz me sentir tão perto. Você me traz aquela segurança que ninguém nunca trouxe. Só tenho que agradecer todos os dias, por Deus ter te colado em minha vida. Olha eu usando o clichê de novo, mas você foi o meu presente. Eu sei que às vezes as coisas podem ficar difícil, quando isso acontecer lembre-se de tudo que passamos para chegar até aqui. Você nunca estará sozinha, sempre estarei com você segurando a outra ponta da corda. E se um dia ela se arrebentar, segurarei sua mão, não te deixarei escapar. Lembre-se que em cada pedaço de mim, tem uma parte de você. Como dois em um lembra? Foi o deixar de existir “eu” e o passar a existir “nós”, que nos mantém forte. Através de nossa cumplicidade, retiro forças para superar esses seis mil quilômetros de distância. Mais que os parabéns pelos três anos e cincos meses, tenho que te parabeniza por me aguentar todos os dias. Por ser mais que namorada, ser minha melhor amiga, por ser companheira, amante, parceira, por estar sempre ao meu lado. Não se esqueça que todas as pessoas do mundo, você é minha favorita. Dessa vez vou sair do clichê e usar um trecho de uma de nossas trilas sonoras. “Querida, eu te amarei até que tenhamos 70 anos. Amor, meu coração ainda se apaixonará tão fácil quanto quando tínhamos vinte e três anos. ” Tinha que ser Ed, porque amamos ele. Lembra da minha promessa? Não vou te deixar. E se um dia tudo acabar? A gente reconstrói, a gente recomeça, a gente reinicia, inventa um novo começo, uma nova história, a gente dá um jeito.  Eu te amo. Te amarei por todos os invernos de minha vida.
—  P.S: EU TE AMO BEM GRANDÃO.
Exposição da alma

Era tradição se reunir, jogar conversas fora e beber como se não houvesse amanhã. Naquela noite mudamos o roteiro, mudamos o lugar e adicionamos pessoas. Todos riam e se distraiam com assuntos aleatórios, o tempo foi passando, a bebida fazendo efeito e suas mascaras caindo, seus interiores sendo expostos da maneira mais pura da alma. Complexos vieram atona, decepções sendo recebidas e alguns gatos pingados segurando as pontas de toda essa catástrofe pertencente em cada universo particular. Constantemente queremos exibir ao mundo uma felicidade intacta e quando nos damos conta toda essas pseudos perfeições caem por terra, deixando evidente um inconstante caos.

Você precisa de você.

Continue segurando as pontas. Eu sei que falar com as paredes não é lá das coisas mais agradáveis, mas se é só isso que você tem, se se sente melhor falando apenas com elas, manda tudo que te entope e fique pronta pra outra, porque você sabe, sempre vem… 

Continue mentindo pra todos de que está melhor que nunca, porque sabemos, ninguém tá nem aí, ninguém te pergunta por realmente se importar, ninguém insiste, ninguém oferece colo, ombro, ou qualquer outra parte do corpo.

Você precisa de você. E precisa também se lembrar disso quando as coisas estiverem difíceis. Você se lembra do que seus ombros carregaram, e por mais que não fossem as mais pesadas e outras pessoas carregassem numa boa, foi pesado pra você. E é de você que estamos falando. 

Seus olhos viram coisas feias e seus ouvidos ouviram palavras imundas. Sentiu cheiros desagradáveis e sua boca também soltou coisas horríveis. Mas ainda sim, quero que você se lembre que o mundo pode explodir agora, amanhã e ontem, quem sempre te levantou da queda, seja do tombo da sua primeira bicicleta ou de uma rasteira da vida, foi você.

Preference: Super-herói.. Sério?

Niall:

-AHHHHHHHHHHH! -gritei de susto ao ver a barata passando na minha frente

-O que foi? -Niall disse aparecendo de cueca na porta me encontrando em cima da cadeira desesperada

-Uma barata, tem uma barata aqui Niall! -disse parecendo uma criança, apontando para o canto que ela tinha se escondido, desesperada

-Calma ai -Niall disse entrando novamente ao quarto- voltando com um chinelo na mão

-Fique calma senhorita, seu herói chegou -ele disse colocando a mão na cintura, me fazendo o olhar sem entender, mas rindo um pouco, ele direcionou seu olhar pra mim, e piscou

-A BARATA! -disse desesperada a vendo correr de novo, ai como eu odiava aquele bicho

Niall saiu correndo, fingindo afastar uma capa imaginaria antes, ele corria atrás da barata, tentando, sem sucesso nenhum, alcança - lá.  Eu ainda me segurava na cadeira, em pé na mesma. Só percebi que Niall estava com meias quando ele se estabacou no chão, me fazendo pular da cadeira em correr em direção ao mesmo

-Niall, você tá bem? -disse me abaixando em sua direção, vendo ele com a expressão de dor com os olhos fechados, levei minha mão ao seu rosto fazendo um pouco de carinho no mesmo. Ele começou a rir um pouco me fazendo rir por sua reação, mas ainda o olhando receosa em ele ter se machucado

-Eu to bem -ele disse abrindo os olhos -eu só levei um tombo

-E  quê tombo em -disse rindo um pouco também ainda acariciando de leve seus cabelos

Liam:                                                                                  

-PUTA QUE PARIU! -gritei da cozinha no mesmo instante que senti meu dedo tocar o fogo.

Desliguei rápido o mesmo enquanto Liam entrava no cômodo

-Olha a boca mocinha, estar de TPM não quer dizer que você pode sair xingando o mundo -ele dizia rindo de mim, enquanto caminhava em minha direção. Lancei um olhar debochado para ele que segurou o riso, voltei a atenção para a panela e tirei a mesma do fogão, a levando para a pia com meu dedo do meio levantado -ei, não precisa me dar o dedo do meio por isso -ele dizia ainda rindo de si próprio

-Ha-ha-ha, engraçadão você Liam! -disse brava com tudo o que tinha acontecido, sem encará-lo ainda

-Ok, desculpa, desculpa, o que foi? -mostrei meu dedo pra ele indo em direção a lava-roupa, já que eu não iria pegar naquela bosta de fogão novamente -Se queimou no fogão? -ele disse já normal

-Não, Liam, meu dedo tá assim vermelho, porque eu queria que ele se bronzeasse -senti Liam segurando a risada

-Vem, vamos colocar um gelo -ele disse me puxando pela cintura e tirando a roupa que estava em minha mão

-Ai Liam.. não precisa disso tudo.. -disse fazendo um pouco de força para ficar parada enquanto Liam andava por trás de mim me obrigando a fazer o mesmo, até a geladeira

-(S/n), seu dedo acabou de ser queimado, e você não quer nem colocar um gelo? -assenti manhosa encostando minha cabeça em seu ombro o fazendo rir.

Ele me colocou sentada na cadeira da cozinha e logo veio com um copo de vidro cheio de gelo e um pouco de água

-Que isso? Pra eu me acalmar? -eu disse rindo um pouco olhando para cima para encará-lo

-É pra você colocar o dedo dentro, bobona! -ele disse obvio me fazendo rir alto -anda -ele disse puxando minha mão e quase colocando a mesma dentro do copo

-Liam, não é assim…

-Não interessa! Quem tá cuidando de quem aqui?

-Ninguém?! -eu disse irônica -Liam, eu só queimei um pouco o dedo, não arranquei ele fora, não preciso dos seus cuida

-Não ouse terminar essa frase! -ele disse levantando um dedo me fazendo rir -Anda (s/n) -fiz o que ele pediu negando com a cabeça

-Não é assim que se faz.. -disse ainda relutante, tirando um pouco o dedo por causa da temperatura, ele colocou sua mão sobre a minha fazendo com que o dedo entrasse no copo novamente

-É assim que o seu super-namorado faz -ele disse se gabando colocando uma das mãos na cintura e a outra para cima, fingindo ser um super-herói prestes a voar

-Super-namorado? -disse rindo jogando a cabeça pra trás mas sem tirar o dedo do copo

-Sim, além de seu namorado, sou seu super-herói -abri a boca para falar e ele logo me cortou - E não ouse me contrariar

-ok -disse assentindo enquanto ria

Louis:

-LOOOUIS -gritei fechando o chuveiro, logo depois de perceber que havia esquecido minha toalha

-SIIIIM -ele gritou de volta, me imitando

-TRAZ A MINHA TOALHA! -gritei- Por favor!!

-Como se diz? -ouvi Louis perguntando da porta, sapeca

-Anda logo garoto! - ouvi Louis rindo acompanhado de seus passos

Logo ele abriu, devagar segurando a minha toalha em frente ao seu rosto, deixando só seus olhos a mostra me fazendo rir

-Sou um odalisca! -ele disse vindo devagar em minha direção, parando no meio do caminho

-Louis, odalisca é mulher, só mulher pode ser odalisca, idiota -disse ainda rindo, mas me arrepiando com o fraco vento que entrava pela porta e ia um pouco para o box, que eu ainda mantinha fechado -me dá logo isso -disse ainda rindo dele

-Então eu sou o super-homem -ele posicionou a toalha como uma capa, segurando as duas pontas perto do pescoço me fazendo ainda rir mais com a pose feita. Ele abriu o box o que acabou me arrepiando com o fraco vento que entrava pela porta e ia um pouco para o box.

-Louis, me dá a toalha eu to com frio -disse manhosa enquanto ele ainda fazia a pose olhando para cima. Ele tirou a toalha de seu pescoço e passou para os braços abriu o mesmo e veio em minha direção para um abraço, fiz o mesmo e ele me abraçou me envolvendo com a tolha, logo me ajeitando na mesma -viu como sou um super-herói? Salvando a mocinha indefesa

-Indefesa porque você não me dava a toalha de jeito nenhum né -disse divertida o encarando de perto

-Não importa o motivo baby! Sou um herói! -ele disse se gabando ainda me segurando pela cintura por cima da toalha me fazendo rir.

Harry:

Eu corria e ria de Harry que vinha em minha direção do mesmo jeito que eu até que eu, por estar olhando pra trás para ver o quão longe ele estava de mim, acabei pisando de mal jeito, e cai com tudo de cara na grama do parque que estávamos, cocei o nariz pela grama e fui me virar, foi ai que senti a pontada na perna. Merda

-S/n, tá tudo bem -Harry chegou perto de mim o fazendo encarar vendo ele bufando ainda rindo um pouco

-Olha, eu acho que cai feio -ainda rindo com a situação me virando para sentar, soltando um leve gemido de dor, olhando para o tornozelo, ele parecia estar intacto

-Aonde tá doendo ? -ele disse já com a expressão séria, preocupado

-No meu tornozelo, mas ele aparentemente tá bem -mexi de novo a perna, tentando me levantar, mas ao invés disso gemi de dor e nem tirei a bunda do chão, mais um risinho foi solto dele

-Vem, vamos pro hospital ver isso ai, você deve ter quebrado.. -ele disse se levantando e estendendo a mão pra mim, o encarei suspirando e negando com a cabeça, ele entendeu  -ok, desculpa, esqueci que você não vai conseguir se levantar.. -Dito isso, ele se abaixou e me segurou no colo, me levantando enquanto eu envolvia meus braços em seu pescoço -Sabe que posição é essa?

-Ah não Harry, de novo isso não, ainda mais agora.. Você quer me falar de posições no meio desse parque cheio de crianças? Por favor…

-Ei! Não é disso que eu to falando -ele disse rindo de mim- Depois eu que sou o maldoso….

-Ok Harry, que posição? -disse rindo de mim mesma enquanto ele estava quase chegando no carro

-É assim que o super-herói segura a mocinha nos filmes (s/n).. -ele disse me colocando no chão enquanto abria a porta do carro para eu entrar, levantei o pé machucado e fui pulando que nem um saci até sentar

-Super-herói? -disse recolhendo as pernas pra dentro do carro, gemendo de dor novamente fazendo com que ele que fechava a porta conferisse novamente como estava meu tornozelo com os olhos, enquanto assentia . Ele fechou a porta e foi em direção a do motorista

-Eu sou o super-herói da mocinha ferida.. -ele disse

-Olha, eu acho que quem vai ser meu super-herói vai ser o médico que vai ver isso aqui -disse apontando pro meu próprio tornozelo rindo dele, que me olhou sério, indignado com a mão na chave, prestes a vira-la para ligar o carro

-Ei! Eu sou o super-herói, sem mim você não iria no médico..

-Ok Harry, ok.. -disse rindo, enquanto ele sorria vitorioso, dando a partida no carro.

Zayn:

-O QUE ACONTECEU? -Zayn abriu a porta do banheiro forte, me assustando, olhei para ele que estava com um semblante preocupado,  com um chinelo na mão, mas sem entrar no banheiro ainda

- O que aconteceu aonde? -disse rápida ainda um pouco assustada

-Aqui, ouvi um barulhão vindo do banheiro, e você ainda gritou! -ele disse me fazendo finalmente entender

-Ah, não foi nada Zayn ..-disse calma pegando o condicionador que acabará de cair no chão, fazendo o tal ‘barulhão’. Botei um pouco nas mãos e comecei a passar no meu cabelo. Ele ainda me encarava com dúvida enquanto eu passava o condicionador

-(S/n) eu ouço mó barulhão, e não é nada? Você até gritou s/n.. O que aconteceu? -ele disse duvidando da minha resposta ainda com o olhar assustado

-Não foi nada Zayn… foi só isso -balancei o condicionador para ele- caiu e eu gritei de susto, só isso - senti ele suspirando aliviado - Você que me deu um susto agora -disse rindo aliviada

-Parece que você não está protegida nem no banho.. - Zayn disse com um olhar um tanto malicioso, soltando o chinelo em sua mão e dando um passo calmo em minha direção - e acho que você precisa de um segurança -mais um passo em minha direção, o que me fez sorrir da mesma forma que ele- ou melhor, eu posso ser seu super-herói. -Aquilo me fez rir

-Sério Zayn? -disse com a sobrancelha arqueada enquanto ele chegava perto do box

Ele só assento e finalmente abriu o box, dando de cara com meu corpo nú sobre a água. O choque térmico do vento gelado com o chuveiro quente me fez arrepiar e contrair um pouco o corpo, escondendo-o um pouco com os braços. Ele estava com um short fino, e ao sentir seu olhar sobre mim enquanto ele mordia os lábios inferiores olhei para ele do mesmo jeito, dos pés a cabeça, e pude perceber que já existia um ereção ali

-Eu acho que eu posso ficar por aqui, só pra ter certeza,,que nada vai acontecer.. - ele disse entrando no box e se aproximando de mim, fechando o box, fazendo com que a água que  caia em mim respingasse nele

-Então, nada vai acontecer - disse o olhando em seus olhos com a sobrancelha arqueada enquanto envolvia meus braços em seu pescoço sorrindo

- Nada que nós não queiramos -Zayn me puxou pela cintura forte fazendo o mesmo ir para baixo do chuveiro também, e foi por ali mesmo que aconteceu o 'resgate’.

 Eu sei que vai doer e que todos vão estar contra, mas eu vou estar segurando as pontas com você, porque afinal, o amor é isso, bater de frente com o mundo, mas não deixar de amar. 👊💘
E pela milésima vez eu desisto de você, de nós dois. Mais uma vez eu me pego pensando em tudo o que aconteceu e percebo que estou perdendo meu tempo com você. A quem estou querendo enganar? Por que ficar enlouquecendo, perdendo noites de sono por algo que não temos certeza de que vai dar certo? Não adianta essa insistência toda, nós dois não nascemos pra dar certo, sempre tem algo pra impedir. E é aí que eu me machuco, é nessa minha grande vontade de ficar junto contigo que eu acabo esquecendo de mim mesma, fico o tempo todo cuidando de ti e deixo de lado os meus sentimentos, minhas vontades, te faço de prioridade e acabo pisando nos restos do meu coração. E no amor tudo tem que ser recíproco, não adianta um amar sozinho. Não há mais motivo para sofrer. Vou te deixar partir e não vou te implorar pra ficar. Não mais. Vou por um ponto final na nossa história. Cansei de ficar segurando as pontas e colocando vírgulas e mais vírgulas. Nós não precisamos de apenas uma pausa, mas sim de um final. E esse final chegou. Nem adianta fazer carinha bonitinha, porque eu não vou implorar mais pelo seu amor e muito menos por você. A partir de agora vou começar a escrever uma nova história para mim, e pode ter certeza de uma coisa: Você não vai estar em nenhum dos capítulos. Porque agora eu vou viver a minha vida, viverei por mim, me colocarei em primeiro lugar, porque se eu não viver por mim, quem vai viver? Finalmente, me priorizei. Irei me amar, cuidar de mim, uma vez vi uma frase e pensei olha que frase mais bonita, a frase dizia “foi engano achar que você me amou, afinal de amor você não sabe nada”. E bem, essa é a verdade, de amor você não sabe nada.
—  Escrito por Andreza, Bruna, Isabelly e Grazi em Julieta-s
Durante a vida inteira queremos passar. Alguns querem passar de ano na escola, de nível no video game, de série, de livro… Outros agradecem simplesmente por ter passado mais um dia em que ainda têm vida. Muitas meninas não vêem a hora de passar batom escuro, ir a festas com as amigas, usar brinco, ter seu corpo formado, virar mulher e arrumar um namorado. Já os jovens rapazes, em sua maioria, passam a galantear as moças, deixar a barba crescer, se arrumar melhor, pôr um perfume cheirosinho, ir a academia pra impressionar, usar roupas e sapatos de marca. Ambos já não querem mais fazer esforço, então insistem em passar da bicicleta à moto, da moto ao carro. Querem passar a noite fora curtindo em boa companhia ou até mesmo passar o dia de domingo reunido em família. Literalmente, a vida é uma grande, rápida e confusa passagem, na qual o tempo é indefinido e nos faz passar a viver da forma que pensamos ser a melhor. De certo modo, passamos a negar o nosso jeito e o nosso pensamento para agradar aos outros. Passamos a perceber que ser feliz é mais do que ser renomeado e ter dinheiro. Passamos a entender que morada também se faz no coração e a enxergar que a felicidade, muitas vezes, está no sorriso de um outro alguém. Cada um passa do jeito que lhe cabe, ás vezes sozinho, de uma maneira, com uma visão e um sonho. O fato é que de tanto passa e repassa muitas pessoas passam por nós, despercebidas, ignoradas, e têm até quem insinua que estar sozinho é melhor do que depender de alguém. E tem as melhores pessoas que são como você, que passam e deixam um gosto de “eu preciso”, uma vontade de atenção e andar junto. Essas pessoas que chegam devagar e nos provam que ainda existe amor sem interesse, desejo por beijar, saudades de sentir, calor ao abraçar, felicidade de ter ao lado e ser companheiro. Falta de atenção não é mais um problema, pois nos tornamos rotina um do outro e dependentes por isso, passamos agora com as mãos dadas, segurando as pontas um do outro, compartilhando segredos, sentimentos, sorrisos e abraços. E por ter você, eu passo o dia feliz pensando na hora em que vou te ver.
—  Um Gabriel diferente.
Chega em um certo ponto, que cansa esse jogo de “vai e volta” cansa. Sempre foi assim… Nós brigamos feio, tentamos voltar e fingimos que nada aconteceu. Mas nunca sai como planejamos, uma das partes acaba não segurando as pontas, e brigamos novamente. A gente fica nessa de “dar um tempo”, mas nós dois sabemos que não importa o tempo que dermos, sempre terminará da mesma forma… A gente vai se cuidando de longe.
—  Marcelo Elzo [icbh]
LV – Capitulo

POV Vanessa

O dia passou rápido e eu agradecia mentalmente quando a noite finalmente chegou e eu poderia ir buscar Clara, já havíamos combinado que seria na casa de sua mãe por que ela deixaria Max lá então era onde eu iria busca-la.

Acabei exagerando um pouco quando me arrumei para aquele jantar, seria o vestido e a maquiagem demais? O importante é que estava me sentindo bem e bonita, minha mãe não descolava os olhos de mim enquanto eu ia de um lado para o outro tentando decidir o sapato.

- Está linda minha filha! – disse

- Obrigada. – pisquei pra ela, ela tinha um olhar sapeca que eu quase podia decifrar o significado, mas fingia não perceber para não ter que comentar.

- Vocês podem vir para cá depois do jantar de quiserem – ela disse como quem não quer nada, olhei para ela e abri os braços buscando um significado naquele convite – Ah, você sabe o que quero dizer né, que se quiserem posar aqui eu não me importo…

Ela estava falando isso mesmo, soltei uma gargalhada balançado a cabeça negativamente, não em resposta, mas apenas rindo do seu jeito desesperado de tentar fazer as coisas darem certo. – Não se preocupe em relação a isso mãe, vamos jantar e vou deixa-la em casa, já está combinado.

Sem enrolar mais entrei no meu carro indo para casa dela.

POV Clara

Não gostava de ter que levar Max para casa de minha mãe sempre, sentia como se fosse abuso às vezes, ela cuidava demais de Max, quando eu tentava falar algo ela simplesmente me interrompia e dizia que se dependesse dela Max poderia morar lá, eu apenas ria por que essa possibilidade não existia, morria de saudade do meu filho por não poder passar muito mais tempo com ele, então cada momento com ele tentava aprofundar e aproveitar a máximo, era muita coisa para conciliar.

- Você não cansa não? – meu irmão perguntou– Tá sempre saindo e ainda trabalha e faz muita coisa… – ele me olhava

- Canso, mas não tenho muita opção… – falei sorrindo

- Onde vai hoje? Se for da minha conta é claro…  – falou com cuidado

- Vou ver Vanessa. – trocamos um olhar cumplice, ele sabia dos meus rolos com Van, minha mãe nem sonhava, então ele sorriu levemente e assentiu.

A conversa foi interrompida pela buzina fraca assim que o carro parou na frente de casa, dei um ultimo beijo na testa de Max que agarrou na minha perna sem querer me deixar sair, lidei com ele com calma e carinho dando um doce que tinha na minha bolsa, então ele cedeu e sentou no sofá se distraindo com Igor que piscou mais uma fez para mim.

O carro estava ali, parado em frente à casa e só de ver o carro negro já tinha um frio percorrendo minha espinha, caminhei calmamente, abri a porta do carona e entrei. Seus cabelos foi a primeira coisa que me chamou a atenção, ele caia em cascata, agora atirado para o lado e completamente hidratado e liso, o loiro perfeito, seu vestido preto básico colado, dando volume aos seus seios e passando esmagado nas suas coxas. Me perdi com o olhar em seu corpo e quando olhei em seus olhos, ela sorria de canto, só aquele simples ato a tornava a perdição em pessoa, ela usava um óculos de grau que combinava perfeitamente com ela, seu olhar negro naquela noite parecia sobrecarregado, de certa forma que não se poderia explicar. Suspirei. Ela é linda demais.

Depois de toda aquela observação não poderia simplesmente ficar calada. – Lindo vestido. – Falei substituindo as outras palavras que gritavam na minha mente ‘’ gostosa, gostosa, maravilhosa, meu Deus’’.

- Obrigada. – ela piscou, não retribuiu o elogio, certo, ela não ia elogiar de volta, não ia me dar esse gostinho, mas o jeito que repara em mim eu podia perceber que era exatamente da mesma forma, quase me despia com o olhar.

Vanessa tinha paixão por comida Japonesa, como eu também gostava terminamos em um desses restaurantes, pedindo o prato que mais nos agradava no menu e um bom vinho, que afinal não fazia mal a ninguém.

- Como vão as coisas na empresa? – perguntei começando um assunto aleatório antes de levar à comida a boca.

- Corridas, como sempre – tomou um gole de vinho, e aquilo era sexy demais – Andei participando de muitos resgates ultimamente, algo que não costumava fazer, antes eu ficava apenas no escritório, o que tá tornando as coisas menos tediosas, mas é triste ver os bichinhos, todos mal tratados, ou abandonados. Hoje pegamos dois gatinhos, ruivos – ela sorriu, e eu poderia paralisar a cena só para observar aquele sorriso – tem que ver que fofos.

- Quem sabe eu posso adota-los, o que acha? – perguntei despreocupada enquanto tomava um gole da minha bebida.

Ela fazia o mesmo, mas interrompeu o caminho que o copo fazia até a boca para me olhar de um modo feliz para me perguntar. –Está falando sério?

- Sim, por que não falaria. – não pensei que seu sorriso ainda podia ser mais perfeito e cativante, seus olhinhos chegaram a semicerrar enquanto sorria.

- Ia ser perfeito se os adotasse. – ela disse me olhando de uma forma que só Deus sabe a vontade que eu tinha de abraça-la e beija-la ali mesmo.

- O que preciso fazer? – perguntei sorrindo de volta, ela estava muito animada e agora quase pulava na cadeira, acredito que tenha tocado um ponto fraco dela, pois ela me olhava de um modo diferente.

POV Vanessa

Não acreditava que Clara estava mesmo disposta a adotar os gatinhos, eles precisavam de um lar e carinho, e sei que se clara ficasse com eles eu ainda teria a possibilidade de visita-los sempre que possivel, não pude evitar de sorrir de um modo bobo, ela era incrível, e isso eu não poderia negar. Foda-se as cagadas que fazíamos, e todas merdas que falamos uma para a outra, em momentos como esse todo passado era apenas passado, e para mim parecia não valer porra nenhuma.

- Tem que ir á clinica e assinar uns papéis apenas. – respondi e ela assentiu, Clara parecia ter um brilho a mais naquela noite e parecia mais leve de certa forma, acho que o clima também ajudava, estávamos retomando o que tínhamos antes, não exatamente o que era antes, mas o companheirismo o carinho.

- Posso fazer isso essa semana ainda. – ela disse – Se tiver tempo.

- Claro que tenho, qualquer dia que ir lá, só precisa me avisar antes para eu não sair da empresa. – assentiu ajeitando os cabelos de uma forma sexy e fofa ao mesmo tempo, eu quase não resistia nesses momentos.

POV Clara

Van ficou mesmo radiante depois que falei de adotar os animais, e só de vê-la dessa forma tinha vontade de correr naquela clínica e adotar uns 200 cães só para vê-la assim, precisava admitir, vê-la feliz me fazia feliz, sentia como se esse fosse meu único objetivo na terra, fazer o sorriso de Vanessa iluminar seu rosto e seus planos, deixa-la bem.

Depois ela me perguntou sobre minhas noites na boate, falei que Junior estava segurando bem as pontas enquanto não estive lá me arrependi no momento em que toquei no nome do Junior, vi sua expressão mudar, não digo que tenha ficado brava, mas isso meio que irritava ela pelos acontecimentos recente.

- Ele realmente tem feito de tudo pra agradar você né? – ela perguntou como se fosse uma pergunta qualquer, como se perguntasse se eu tinha almoçado hoje, mas podia sentir que tinha um tom diferente a pergunta o tom ríspido.

- Van… – respondi a olhando

- O que, nada demais, apenas uma pergunta, não venha achar que me incomodo com isso nem nada. - falou balançando a cabeça e jogando os cabelos para trás com um ar de superioridade de menina mimada.

Dei uma risadinha, por que foi totalmente impossível segurar aquilo.

Ela mordeu o lábio tentando conter o sorriso e revirou os olhos. – Tá rindo do que idiota? – eu sorri mais para ela e ela não resistiu sorrir de volta – Ai você é uma trouxa Clara, aff que vagabunda!

- O que?  – eu ria um pouco mais alto agora – Eu não falei nada… – me defendi

- Ah, e nem foi preciso né? Da pra notar só por essa cara de peste. – disse irritadinha, GOSH! Como eu adorava vê-la assim, ela nem conseguia disfarçar. – Vamos pagar a conta né? Já terminamos.

Levantei rindo e depois foi uma briga para decidir quem ia pagar, acabamos dividindo para não gerar uma discussão.

Vanessa dirigiu até meu apartamento, e desceu do carro atirando os óculos no painel quando paramos em frente, podia perceber a intenção daquilo, de repente poderia ser coisa da minha cabeça, mas se ela quisesse ir embora, tinha apenas ido e não decido ali. Ri dela que me olhou confusa.

- Você fica tão linda quando fica assim toda irritadinha. – falei lembrando do seu momento no restaurante, e ela me mostrou o dedo em retorno.

- Olha, cê cala sua boca ou vou te dar uns tapas. – ela se aproximou ameaçando bater no meu rosto de leve e segurei sua mão, ambas riam de uma forma boba e serena, porém era possível notar um clima.

- Não me bate que eu apaixono… ainda mais. – falei, seu sorriso imediatamente se desfez e ela me olhou séria, aquela frase saiu sem controle nenhum, por um momento me arrependi, mas tudo com ela ficava tão a flor-da-pele que não pude segurar dizer aquilo. – Ahn… acho que vou indo… – falei quando notei seu olhar mais profundo no meu, de uma forma que me gerava borboletas no estomago e um tremor atrás dos joelhos.

Ela segurou minha mão enquanto eu virava, fazendo-me ficar de frente para ela novamente. – Espera aí.

Não era necessária palavras naquele momento, era perfeito, era uma vontade reciproca, e não precisava de explicações naquela noite, só acontecer, só deixar rolar. Então ainda me puxando pela mão para mais perto ela aproximou os lábios dos meus, meu coração mudou o ritmo de um segundo para o outro e agora parecia querer saltar do peito. Seu hálito já fazia cócegas no meu rosto, ela ainda segurava uma das minhas mãos, a outra na minha cintura de leve, minha mão direita encontrou seus cabelos na parte de trás próximo a nuca, acariciando de uma forma carinhosa, era notável o arrepio em sua pele. Sua  estava na minha e podia sentir o coração dela batendo fora do ritmo como o meu.

Seus lábios encontraram os meus, levemente no começo, em um selinho demorado que abriu espaço para a língua após alguns segundos, que deslizou na minha, apaixonadamente, foi o beijo mais sentimental que eu dei em toda minha vida, a eletricidade que passava no meu corpo não tinha nada a ver com tesão naquele momento, era amor, paixão, algo de tirar o folego e parecer que vai me tirar de órbita, algo que provava que eu pertencia a ela, assim como ela a mim, um beijo pode dizer mais que tudo, sem necessidade de palavras, nossas mãos se comportavam, e eu acariciava sua nuca, e como prova de um beijo cheio de sentimentos, seus dedos entrelaçaram no meu em um aperto forte e significativo, sim ela estava apaixonada, e isso, esse beijo e o sorriso que sentia contra meus lábios enquanto eu acariciava seu rosto delicadamente encerrando o beijo longo com selinhos demorados deixava tudo isso claro, sem ela ao menos precisar dizer. Não tinha nada a dizer. Porém TUDO a sentir. E como voltar para casa depois de meses fora, eu me sentia segura, como se fosse meu abrigo, minha proteção, minha vida, Vanessa era minha vida. Permanecemos próximas e eu a abracei, aquilo foi o pedido desculpas de ambas por todas as merdas. Nossos corações ainda estavam absurdamente e vergonhosamente pulando do peito.

- Você sente? – perguntou

- Seu coração? – perguntei levantando o rosto para olha-la nos olhos, ela assentiu removi a mecha do seu cabelo que atrapalhava os olhos.

- Você sempre esteve certa, só bate assim por você. – falou tímida e entregue.

Primeiramente queria me desculpar por ontem pela  quantidade de erro que tinha no capitulo, quem leu assim que eu postei deve ter percebido, agora já editei e arrumei, mas ontem estava tão cansada que postei sem revisar e dai foi daquele jeito.