segunda era

Nunca fuiste para mí.
Y mi peor error era saberlo, porque lo sabía, sabía que no eras para mí.
Fui tan estúpida, creer que me querías, que por unas simples miradas estabas interesado en mí.
No voy a mentirte, me diste esperanza, y eso era lo que más buscaba en ese tiempo.
Pero jamás me diste amor, solo esperanza, solo pequeños trozos de ilusión que solo servían para ayudarme a sanar, pero sin sanarme del todo, inconscientemente hiriéndome más.

Sabía que no eras para mí porque sabía que no era para ti, tú no sabías lo que querías, pero yo tenía claro una cosa, te quería a ti. No había ni opción 1 ni 2, para mí eras tú y solo tú.

Pero tú tenías tantas opciones, y lo peor del caso es que nunca fui una de ellas.
No te culpo, en realidad, me culpo a mí por creer que las cosas pueden cambiar para mí.

Ahora descubrí que en ningún tiempo me quisiste, y tengo que estar bien con ello, aunque me duela, porque no fue tu culpa, fue mía por creer en ti.

Debería estar mal, supones, debería estar revolcándome en dolor, pero no es así, y por primera vez reaccionas.

Pero yo ya no te quiero aquí, porque yo quiero algo real, seguro, un amor que me consuma, un amor que luche por mi cada día, y tú, tú jamás luchaste por mi, a pesar de todo, yo te buscaba cada día, hasta que me cansé, y dejé de buscarte, y tú no hiciste nada por mí, y ahí lo entendí.

Lo entendí todo.

—  La sinfonía del alma.
Na segunda vez já era ainda mais certo do que na primeira. Na segunda vez o beijo já se conhecia, a mão já era um pouco menos tímida na hora de procurar a outra. Na primeira vez a gente se reconheceu, na segunda a gente se encaixou. E assim foi, nas incontáveis vezes de nós dois sentados em um banco qualquer ou deitados numa cama confortável. Desde a segunda vez nós já estávamos em casa, e, olha, sendo sincera, eu nunca pensei que existia mesmo um lar por aí para mim. Eu não costumo descansar, não que considere falta de tempo, apenas não sei desacelerar, você percebeu isso de cara: a minha voz devagar só engana. E desde então você é um lar para deitar a cabeça e só deixar rolar, mesmo que tudo lá fora se perca enquanto eu me encontro. Na primeira vez eu bati à porta. Na segunda minha escova de dente já estava contigo. Na metáfora da vida eu te quis desde o primeiro segundo. Na corrida dos dias eu ainda tropeço para nunca, nunca te deixar partir.
—  Camila Costa - trechos de nós.
Na segunda-feira, era o dia de nos encontrarmos. Na terça-feira, era o dia de assistir filmes. Na quarta-feira, iríamos no shopping. Na quinta-feira, era o dia de fazer uma visita surpresa. Na sexta-feira, era o dia de viajarmos por aí. No sábado, era o dia da música: enquanto eu tocava violão e ela cantava. No domingo, iríamos para a casa da avó dela. Mas agora, nesse momento… Ela se foi. Não deixou nenhuma carta, bilhete ou alguma coisa escrita para eu tentar se conformar com a partida, e também ela não avisou pros pais. Então, tive que ser forte e fazer isso tudo sozinho, mas pensando nela em cada dia da semana.
—  João Fontinelly.
Detestava os fins de semana. Todo mundo estava nas ruas. Jogavam pingue-pongue ou aparavam as plantas, limpavam os canos ou iam ao supermercado, iam para a praia ou para o parque. Gente por todo o lado. Segunda-feira era o meu dia preferido. Todo mundo regressava ao trabalho e tornava-se invisível.
—  Charles Bukowski.
O dia que menos gosto

A semana acabou e outra já se iniciou. E na segunda já era uma luta se arrastar da cama e calçar os sapatos. Dá preguiça levantar e viver. O frio adentra pelos poros, não estou muito certa de que este provém do clima, mas tomo um banho morno para ajudar. Me preparo para a loucura lá de fora, e tento não pensar na loucura daqui de dentro, que é bicho solto e adora me devorar.

Nanda Marques.

Para aquele ex...

Oi, como você está ? Espero que bem!
Na verdade o real motivo desse contato é pra te dizer umas coisas que ainda estão presas na minha garganta feito um nó que insiste em não se desfazer. O tempo passou e eu tentei colocar na minha cabeça que eu não sentia mais nada por você, que te odiava com todas as minhas forças, mas foi em vão porque no fundo eu sabia que isso não iria funcionar, sabia que ainda sinto amor por você, que na verdade quem eu odiava era eu mesma, por ter me permitido ser enganada por você, por ter deixado ser pisada e magoada por você. Eu aceitei migalhas de atenção, migalhas de amor e sempre fui sua última opção, porque nem a segunda eu era não é mesmo? É, eu sei que não! Cara eu passei por cada coisa, eu fiz vista grossa, perdoei tudo que você fazia, sim tudo, por medo de perder você e hoje me arrependo por isso porque na real eu nunca te tive, então como eu poderia ter esse medo? Ridículo eu sei, mas eu envitei brigas, relevava tudo, passava por cima do meu orgulho por sua causa, ia sempre atrás, aceitava ter você sob qualquer circunstância, fazia de tudo por você e o que eu recebia em troca querido ? Só mágoa, decepções, patadas. Meu Deus, como pude aceitar tudo isso? Nem eu sei, na real eu ja sabia que o amor era cego, mas o meu era cego, surdo e mudo porque não é possível!

Cartas para Deus.

“Pai ouve a minha oração,ouça a preocupação que está no meu coração,responde-me na minha angústia,estou ao ponto de nem saber mais a que rumo tomar,não sei se estou fazendo o certo.As vezes penso que seria melhor eu desistir de tudo,estou muito preocupada com tudo,mostra-me uma luz Aba,onde devo seguir? o que devo fazer? o que devo pensar? como devo orar?

Antes de conhecer a ti Paizinho eu era segunda opção em tudo,e eu me enxergava assim como as pessoas me viam,como ninguém a menina invisível.Mas Depois que eu te conheci vi que não é assim que o Senhor me vê,eu sou preciosa para ti,eu sou a menina dos seus lindos olhos é assim que você me chama,me sinto amada e preciosa amo quando o Senhor me chama assim,significa muito para mim,obrigada por me amar mais do que eu possa merecer,obrigada por vê algo de bom em mim,obrigada por sempre me dar uma segunda chance.

Minha vida a ti pertence! ❤️

— Jaqueline Cristine

Um maço de cigarros já não era o bastante para nós. Passar as noites olhando para teto, bebendo uma vodca com limão e fumando um cigarro era o que nos deixava divertidos, as piadas sem graça, os momentos constrangedores contando coisas do passado e quando nossos olhares se cruzavam e tinha aquele meio sorriso nos nossos lábios. Um maço de cigarros já não era o bastante para nós, ficávamos embriagados só não sabíamos se era de amor ou do conteúdo alcoólico em nossos copos. Aqueles momentos bobos, com brincadeiras da segunda série, era o que fazia com que minha vida saísse da inércia e fosse para as alturas. Era você. É você. Nossos cigarros, as bebidas e as piadas sem graça. Você fez isso comigo. Me fez começar a fumar. Fumo pra não beijar você em quanto estamos distraídos olhando para o teto. Você… Mudou tudo, você me mudou. Apesar dos cigarros, me mudou para melhor.
—  Anna Paula Varella.
Australia | 1834

Ilhota, uma pequena ilha que abriga de tudo um pouco. Na verdade, de tudo muito. Hiroshi I. que residia lá, decidiu trancarnão só sua porta, mas também seus ouvidos e coração, para não ouvir os gritos do seu amigo, irmão, que bravejava na casa ao lado. Romeu citou uma praga tão fúnebre, que levou sua própria vida: “ Quem és tu? Criatura sem coração, que icognitou meus medos, e ansiastes por meu coração. Quem és tu? Que me perseguiste depois que almalizei minha vida e decidi largar meus muros. Cansei de tudo! Ou, foi o tudo que cansou de mim? Vida… – Pode-se ouvir um suspiro – Porque faz isso? Porque tira tudo, ou o nada, não sei, de um pobre azarãocomo eu, que só quer um pouco de paz? Paz essa que emociona qualquer um, nos aluardes que a noite nos proporcionam.” Hiroshi ouviu seu amigo bravejar de sua casa, seu praguejar matou tudo que havia ali, as flores adoeceram, mas não só ela, o dia se tornou cinza, e a água, parecia estar suja: “Que tudo morra comigo!” – Ele gritou. Quem foi mais egoísta? O que levou tudo consigo, ou o que não se moveu pra ajudar? Quem eu fui? Injusto homem que se apoderou do som pra organizar os sons que gritavam em sua cabeça. Quem fui eu? O que rezou pra ter temporal e que os raios abafassem os berros. Quem fui eu? Um ninguém, que se matou logo depois, era uma segunda feira e na rádio tocava Injustboy.

                                                                | Psiques de um Romeu em crise.

Tanto tempo te esperando, tanto tempo imaginando que um dia você se apaixonaria por mim. Eu mal acreditava nisso, mas era o que continuava me levando de volta à você todas as vezes que chamavas por mim. Contou os meses? Muito tempo jogado fora. Por ti vivi os clichês de amor mais ridículos que podem existir. Chorar até não sairem mais lágrimas, levar o celular para todos os cantos, ficar acordada até tarde esperando por você, cortar contato por dias para saber se sentirias minha falta, sentir ciúmes mesmo sabendo que nunca serias meu, abrir mão da minha felicidade pra te ver sorrir, encarar o caos pra ter algumas horas da sua atenção, magoar pessoas certas por conta de uma errada, te encontrar em toda e qualquer música, acordar pensando em você e dormir rezando para que meu amor fosse recíproco, ter certeza que teu abraço era a melhor coisa do mundo, me entristecer por saber que és um perfeito idiota, mas mesmo assim continuar te escrevendo páginas (sem mandar nem uma linha), olhar suas fotos todos os dias, chorar no banho pra ninguém ver, imaginar o que estarias fazendo no momento, me perguntar se pensarias em mim na mesma frequência e dividir teu carinho mesmo sabendo que eu morreria um pouco toda vez que tal pensamento me assombrasse. Fiz muito por você, mas tive nada em troca. Me amei menos pra poder te amar mais, deixei de dar atenção a quem só queria meu bem para poder ter você por perto. Aturei desentendimentos e nunca ouvi conselhos. Não foi por falta de aviso. Sinto como se tivesse investido todo meu dinheiro em uma poupança e o banco falisse sem ter como me ressarcir. Como se eu fosse um bebê abandonado tendo o choro abafado ao ser jogado dentro de alguma lata de lixo. Foi tudo em vão. E me dói agora ter total certeza disso. Eu sabia que era segunda opção, mas sempre tive esperanças que você enxergasse que não haveria lugar melhor pra voltar que não fosse pros meus braços. Alimentei a esperança que percebesses que não haveria pessoa melhor que eu. Melhor companhia que a minha. Amor maior que o meu. Meu coração que bate sufocado já está espatifado como um copo frágil de vidro ao cair no chão. Cada caco que corta meu peito, pertence à você. É por você que passo noites em claro, que ainda choro, que enfrento esses dias intermináveis. É por você que decidi parar de escrever. Pois nada terá a dimensão dos meus sentimentos por você. Confusos e intensos. Sentimentos que continuam vivos por alguém que não vale um suspiro de angústia. Suspiros acompanhados de lágrimas por ver diante dos meus olhos todas as minhas expectativas serem quebradas, assim como parte da minha sanidade. Aqui escrevo na esperança que minha dor vá embora junto com cada palavra. Não posso mais correr atrás, não quero sentir a dor de ser ignorada. Você usou as palavras mais duras para ordenar que eu saísse de sua vida, e, eu descobri que você nunca sentiu por mim 1/6 do que eu senti por você, me dei conta que eu deveria ter te abandonado quando o sentimento já estava indo embora. Mas não, insisti, quis estar presente quando você precisou. E agora meu amor? Agora sou eu quem precisa de você, porém tenho total ciência que nunca mais terei. Sozinha outra vez. E depois de tanto tempo servindo de base para curar seu tédio você descobriu que não sou quem você quer estar. Você a ama. Ignorarei frases feitas e não farei uso de hipocrisia dizendo que estou feliz se você está feliz. Ontem você disse que não ficaria um mês sem mim, e hoje, pede para que eu o deixe em paz. Você pediu e eu aceitei, agora eu peço uma última coisa. Me ensine algo para que eu possa seguir em frente. Me ensine a te esquecer. Como poderei enfrentar tardes inteiras e noites adentro sem pensar em você?
—   Meu último texto pro meu primeiro amor. Karoline Alves, Defina “amor”.
A tristeza bateu na minha porta, pediu uma xícara de café e me fez companhia durante aquele dia. Era uma segunda-feira, fazia 25°C, as músicas não me significavam mais nada, as poesias não me arrepiavam mais. Perdi o interesse, mas, provavelmente, era apenas um efeito colateral da minha companhia. Era uma típica segunda-feira, todos indo aos seus trabalhos, infelizes, de ressaca, pensando por qual razão levantar da cama. Era uma típica segunda-feira, na qual ninguém era feliz e eu, bem, eu era só mais um infeliz naquela tão comum segunda-feira. Aquela tão excêntrica companhia me fez aprofundar nas entranhas do meu ser: quantos sonhos deixei para trás? Quantas vezes não fui suficiente para os outros, para mim? A minha companheira era compreensível, mas era cruel, me vi no ápice do egocentrismo, onde nenhuma dor era maior que a minha, onde nenhum sentimento era importante. Era uma típica segunda-feira, lágrimas nos olhos, pensamentos embaraçados, uma dor latente. Era uma típica segunda-feira, ninguém é feliz na segunda-feira, ninguém tem o direito de ser feliz numa típica segunda-feira.
—  Dan Saltzman.
Te ''ter''

era saber
e conhecer
que tal paz
em ti existia.

Era ver
anjos voando
em volta de um demônio
chamado você.

Era desejo e liberdade,
era silêncio
e gemidos, altos
ás oito da manhã. 

Era uma segunda qualquer,
com você trazendo café
sem graça ao me ver
sorrir. 

Maricarla Gomes.

One Shot Harry Styles

  • Pedido por - Lary (@1dpreferences-br) - s\n e Harry estão passando por uma super crise, porque ele não sente tanto desejo por ela depois de uma gravidez recente, e ela pede o divórcio por não estar mais feliz, ai entra para a academia e fica bem gostosa (ela fez isso por ela u.u) O final, se eles ficam juntos ou não fica a seu critério, vou adorar qualquer coisa que você escrever :3


O barulho da chave na fechadura da porta me fez suspirar e saber que Harry havia chegado resultou em um branco na minha mente, todas as palavras que eu havia ensaiado para esse momento fugiram para tão longe que eu nem me lembro a primeira palavra que eu pretendia dizer.

Permaneci sentada na poltrona de costas para a mesa apenas me atentando aos sons produzidos, novamente a chave na fechadura, as botas sendo deixadas de lado e por fim o interruptor que deu luz a todo o local.

— (Seu nome)… — a voz dele foi tão baixa que eu quase não consegui ouvir, só foi possível pelo silêncio absoluto da casa — É… Está sem sono? — Harry perguntou depois de limpar a garganta.

— Resolvi esperar você chegar para deixar você saber sobre uma decisão que eu tomei. — eu ainda não virei para olhá-lo, eu quero saber se ele virá se sentar comigo ou fugirá de mim como o capeta foge da cruz.

— Decisão? — ele pareceu ponderar sobre a informação recebida e pela ausência do som de seus passos, constatei que ele ainda estava no mesmo lugar.

— Você pode se sentar aqui… Eu não vou te morder. — eu já o mordi muito, mas foi quando ele parecia gostar. Passado alguns segundos em silêncio, Harry fez um som de concordância e se sentou no sofá a minha frente — Depois que o Avan nasceu eu tenho tido bastante tempo nas minhas noites… Ele sempre foi um bebê bonzinho e não dá trabalho na hora de dormir, o que me deixava sem pregar os olhos é você demorar para voltar para casa. — fiz uma pausa e ele não se atreveu a dizer nada — Eu tinha muitas perguntas e não podia apenas atirá-las sobre você então eu fui buscando respostas das que mais me atormentavam.

— Buscando respostas? — ele repetiu o que eu disse um pouco surpreso.

— Sim, eu falei com Niall. Ele sempre foi um bom amigo e durante um tempo eu pensei que ele estivesse arrancando o seu coro na gravadora, mas ele então me disse que você tem feito horas extras todos os dias por vontade própria. — meus olhos estão pregados em cada movimento de Harry, nesse minuto ele está encarando o chão sem me olhar de volta — Ele me perguntou se estávamos bem,  se estávamos com algum problema em cada e eu não soube o que responder porque eu também estou completamente por fora. Eu sei que tem um problema, mas não sei qual é, sabe?

— (Seu nome)… — eu ainda não tinha terminado então o interrompi.

— Costumávamos ser honestos um com o outro, éramos amigos e então você foi ficando cada vez mais distante que eu pensei que estivesse me traindo. Eu confio em você, mas a situação que estávamos colocou milhões de coisas na minha cabeça que eu apenas não conseguia lidar com elas.

— Eu não estou te traindo, nunca faria isso. — seus olhos encontram os meus rapidamente.

— Eu sei que não. Niall me garantiu isso e ele nunca me deu motivos para duvidar de sua palavra. — falei com sinceridade — Agora eu vou te perguntar e quero que seja sincero comigo em nome de todos os anos em que estivemos juntos… O que está acontecendo, Harry?

— Eu não sei… — ele suspirou e voltou novamente seus olhos para o chão — Eu sinceramente não sei, mas não me sinto como antes.

— Você não me ama mais. — falei com convicção e ele negou com a cabeça rapidamente e olhou em meus olhos.

— Eu amo, eu te amo, (seu nome). Você é minha melhor amiga e eu te amo muito.

— Como mulher, Harry, eu estou dizendo amar como mulher. — eu fiquei um pouco nervosa, mas respirei fundo me acalmando — Somos casados e temos um filho, é sobre essa relação que eu estou falando.

— Eu não sei, alguma coisa mudou e eu não sei mais de coisa alguma. — Harry passou os dedos entre os fios de seu cabelo.

— Desejo. Você não me deseja mais. — eu só quero que essa conversa acabe logo, mas para isso Harry precisa me ajudar a chegar em um ponto específico — Junto com o Avan veio alguns quilos… Você sempre gostou de mulheres magras e eu não faço mais o seu perfil.

— Claro que não, (seu nome)!

— Então me explica o que está acontecendo, Harry? Por que você está evitando voltar para casa? Por que você deixa um vão tão gelado entre nós dois na cama? Não é possível que só eu sinta que tudo está diferente. Não é possível que eu esteja chorando por nada enquanto te espero chegar toda noite. — mais uma vez o silêncio foi minha resposta — Eu não posso e não quero mais viver assim… Eu tenho os papéis do divórcio prontos a algum tempo e só precisava ter essa conversa com você. Eu queria que tivesse sido honesto comigo e me dito antes, iria me poupar bastante sofrimento.  

— Eu não queria te fazer sofrer…

— Você falhou miseravelmente. Eu sofri em dobro e fui castigada por meus pensamentos de todas as formas, mas vai ficar tudo bem, você só precisa assinar o seu nome em algumas folhas.

— Se isso te fará melhor, eu assino.

— Obrigada!

[…]

Um ano se passou até que eu me sentisse totalmente bem novamente, me divorciar de Harry me rendeu mais alguns quilos porque eu não estava sabendo lidar com tudo e descontava na comida. Cheguei a um ponto de não conseguir me olhar no espelho, me sentia feia e indesejável, mas isso era apenas coisa da minha cabeça, eu deixei que o que resultou a minha separação com Harry me afetasse no meu recomeço.

Eu fiz da academia a minha segunda casa, meu trabalho era meio período e de manhã enquanto Avan estava na creche, eu passava todo o tempo malhando para conseguir voltar para o meu antigo peso. Eu queria me sentir como eu novamente, como a muito não me sentia e fiz disso um objetivo que durou meses até finalmente ser concluído.

— Obrigada por ter vindo. — sorri ao abrir a porta para Harry o dando espaço para entrar — Avan está dormindo no quarto e você pode ficar a vontade.

— Não precisa agradecer, não é sacrifício nenhum e você sabe. — ele sorriu caminhando até o sofá onde se sentou.

— Eu vou sair em alguns minutos e deixei a mamadeira pronta, caso ele acorde é só esquentar um pouco o leite no microondas.

— Vamos ficar bem, não se preocupe. — me sentei no outro sofá para calçar meu sapato — Então… Quem é ele?

— Josh. O conheci na academia. — é um pouco estranho falar quem é o seu encontro para o seu ex marido.

— Se ele conseguir, será um homem de sorte. — fiquei em silêncio sem saber o que dizer e a campainha me salvou do silêncio constrangedor.

— Eu tenho que ir, qualquer coisa pode me ligar. — balancei o celular em minha mão em sua direção e caminhei até a porta — Até mais tarde.

[…]

Sair com Josh foi definitivamente uma boa escolha, ele me levou em um ótimo restaurante vegetariano e foi tão bom que eu não senti nenhum pouco de falta da carne. A conversa também foi ótima, ele soube me entreter e eu não fiquei nenhum segundo entediada, pelo contrário, ele me fez rir como a muito tempo eu não ria e marcamos de sair mais um vez qualquer dia. Tenho que confessar estar muito ansiosa para que isso aconteça.

Durante todo o tempo que passei fora de casa Harry me mandou apenas uma mensagem uma hora depois que sai dizendo que estava tudo bem, isso me deixou mais leve para estender o encontro por mais duas horas. Ao voltar para casa Harry estava com Avan dormindo em seu colo, tirei meu sapato na porta, caminhei sorridente e me atirei sobre o sofá.

— Você está com uma cara ótima, isso me diz que ele te ganhou para um segundo encontro. — Harry disse baixo por Avan estar dormindo e não pude deixar de responder.

— Sim. Foi demais, é uma pena ter passado tão rápido. — minha cabeça estava descansando sobre o encosto do sofá enquanto eu olhava o teto perdida em pensamento.

— O tempo passa rápido mesmo…

— E você? Está se relacionando com alguém? — perguntei apenas por perguntar e me sentei corretamente no sofá para olhá-lo.

— Apenas com o trabalho.

— Você tem que parar um pouco, se divertir, ir atrás de um novo amor… — sugeri enquanto pego Avan de seu colo.

— Não estou pronto para isso… E eu acho que nunca vou me desculpar o suficiente, então mais uma vez me desculpa pelo que te fiz passar quando estávamos juntos.

— Esquece isso, Harry, deixe o passado para trás. — sorri tentando passar um pouco de confiança.

— Não é tão fácil assim. — ouvi ele murmurar e achei melhor fingir que não.

— Bem, você já está liberado, não quero abusar da sua boa vontade. — rindo baixo me coloco de pé — Obrigada por ter ficado com o Avan.

— Imagina, não têm problema nenhum ficar com meu filho por um tempo. — ele sorriu sem mostrar os dentes — Eu já vou indo… Até qualquer dia. — ele beijou meu rosto antes de caminhar para fora de casa.

Me peguei pensando o quanto esse simples beijo no rosto faria diferença para mim há um ano atrás, mas que agora não passa de um gesto carinhoso de um amigo. Deixando de lado tudo o que passa em minha cabeça, apenas me permito sorrir por ter esperança em uma relação com o Josh, ele realmente me fez feliz hoje a noite.



Desculpe qualquer coisa, estou passando por um desanimo gigantesco para escrita 😕

- Tay

Eu detestava fins de semana. Todo mundo nas ruas. Todo mundo jogando pingue pongue ou cortando grama ou polindo o carro ou indo ao supermercado ou à praia ou ao parque. Multidões em toda parte. Segunda-feira era o meu dia preferido. Todo mundo de volta ao trabalho e fora de vista.
—  Charles Bukowski.