se-que-me-entendem

Foi estranho. Aceitei sofrer no momento que te vi. Sabia que seria impossível mas resolvi te amar assim mesmo. Dizem que amor não tem olhos e eu provei ser verdade. Nos eramos diferentes em vários aspectos e nunca daríamos certo. Até por que você não gostava do meu “tipo”. Tipo esse que você até respeitava mas preferia as moças, se é que vocês me entendem. Fui vivendo e sofrendo, alguns dias mais outros menos mas não tinha um, um dia se quer que eu não sofria. Foi difícil aguentar essa barra, até o dia que resolvi me afastar. Evitava ao máximo falar com você e até mesmo pronunciar seu nome, mas não adiantava, você não saia de minha cabeça. Quando eu mesmo esperava, mensagens suas chegavam nos grupos que estávamos e, tudo retornava cada vez pior. Foi ai que fiz o que já deveria ter feito, deixei o tempo resolver e realmente espero que ele resolva.
—  Luan Leão, sofrendo por amor.
REAÇÃO DO BTS quando você fizesse um lap dance.

Rap Monster (Kim Namjoon): Ficaria a dança toda pensando em como iria te mostrar que era “O Deus da Destruição” quando acabasse (se é que vocês me entendem).

Suga (Min Yoongi): Fingiria não se importar quando você sugerisse, exibindo um jeito preguiçoso apenas para te irritar, mas quando você sentasse em seu colo na cama onde ele está deitado ficaria o tempo todo mordendo os lábios e apertando sua cintura e bunda, rezando para aguentar esperar até o fim da música antes de “atacar”. BULTAOREUNE!

Jungkook (Jeon Jungkook): Ficaria envergonhado e corado quando sentisse que estava ficando excitado, você continuaria rebolando em seu colo até ele se soltar e aos poucos ele começaria a comandar sua dança.

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Jin (Kim Seokjin): Nossa princesa ficaria sem jeito e quando você o empurrasse em uma cadeira da cozinha ele engoliria seco, excitado antes mesmo de você começar. Alguém apagou o fogo da panela?

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Jimin (Park Ji-min): Muito provável que ele quem tenha dado a ideia, faria questão de exibir a ereção enquanto você dança em seu colo para mostrar o que realmente quer. Com certeza te castigaria pela tortura dos rebolados lentos.

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V (Kim Taehyung): Nosso alien continuaria sendo nosso alien e daria aquele sorriso misturado com olhos envergonhados. Tae morderia os lábios evitando qualquer gemido, mas no fundo está doido para ouvir os seus.

J-Hope (Jung Hoseok): Hobi riria de começo achando ser brincadeira, mas quando você o empurrasse até a cadeira mais próxima ele faria aquela carinha de safado. Imagina aquela boquinha sendo mordida o tempo todo enquanto você dança para seu bias.


Minha primeira reação, espero que gostem.

Para você,

Eu gosto de te conhecer. Não sinto em excesso, sejamos aquilo que prezamos, sinceros. Mas eu não poderia deixar de admitir a alegria que sinto em te conhecer. De forma inusitada, sem nenhuma expectativa, eu me apaixonei pela pessoa que você me faz ser, a maneira como me faz sentir. A verdade é que eu estou apaixonada não no sentindo literal da palavra em seu verdadeiro significado, quando digo estar apaixonada, é que eu me apaixonei pelo “te conhecer”. Não espero nada em troca, menino. Quero que você entenda isso. Como você, não ando com os pés no chão, não gosto de rótulos, você sabe, a rotina me sufoca, que sejamos nossos. Somente isso. Foi um prazer conhecê-lo, não revele quem você é, espero conquistá-lo aos poucos. Só gostaria que soubesse que você me faz feliz, que seu jeito me faz bem, que nossas coincidências se compreendem, nossas diferenças se entendem. Obrigada pela sua amizade, amizade? Obrigada pelas suas atitudes, melhor, obrigada por me fazer sorrir e sentir o “bom”. É recente isso, mas eu não tenho motivos para desistir disso. Me chame de exagerada, louca, fique a vontade. Se quiser te ofereço um café. Que continuemos nos encontrando de forma rápida, com abraços intensos e curtos. O dia em que quiser sentar ao meu lado e ver o sol nascer, fique a vontade. Não cobrarei nada de ti. Permaneça caso quiser. Só gostaria que soubesse o quão especial é com as suas diferenças. Só gostaria que soubesse a gratidão que eu sinto pela sua atenção. 

Até mais. 

Entendem o que escrevo,
mas nunca o que eu sinto.
Questionam o que eu escrevo,
nunca como me sinto.

Se escrevo: “Quero morrer!”,
nunca entendem que anseio por vida.
E se escrevo: “Anseio por vida!”,
quem percebe que o que quero é aventura?

E que complicação é viver assim!
Porque minhas palavras não são minhas,
e é só o que posso usar pra me fazer entender.

Quando haverá um tradutor de coração?

2 Temporada - Cap 28

- Vanessa, não estou entendendo uma coisa.

- O que você ainda não entendeu, Lucy?

- Você disse que procurou sua médica uma semana antes da Clara voltar para saber da inseminação. Como está grávida de duas semanas?! Por acaso tem outra criança escondida por ai? – todos me olharam com curiosidade e eu soltei uma gargalhada alta. Bebi um pouco do meu suco e observei Clara à distância conversando com Chris, Thor e Pepa.

- Lucy, você fez medicina e me faz uma pergunta dessas?!

- Estou confusa.

- Tudo bem, deixa eu explicar. – me ajeitei na cadeira e todas da mesa viraram a atenção para mim. – Quando Clara voltou, faltavam duas semanas para que eu fizesse a inseminação. O problema é que nós ficamos tempo demais matando a saudade, se é que me entendem. Quando percebi, o tempo já tinha passado e decidi deixar para depois, seria melhor do que fazer e surpreendê-la. Por isso, no início desse mês, eu finalmente decidi. Acho que já estava na hora e Mariana, minha médica, falou que tomei a decisão certa. Agora estou mais madura com a ideia e a Clara pareceu aceitar.

- Agora sim eu entendi. Nossa, minha cabeça estava criando milhões de possibilidades.

- Claro, Lucy. Vanessa com certeza teve uma criança e ninguém percebeu, você fala cada coisa. – Daniella revirou os olhos e a mesa explodiu em uma gargalhada amistosa.

- Olha, eu adoraria ficar aqui e ver vocês tirando sarro com a minha cara, mas tenho que achar minha filha, chamar todos para cantar parabéns e depois expulsá-los, para que eu possa transar a noite toda com minha esposa.

- Nossa, você é direta.

- Exatamente. Preparem-se, em dez minutos quero todos perto da mesa do bolo.

Lucy levantou da mesa e andou em direção à um enorme grupo de crianças brincando perto de um pula-pula inflável. Observei tudo com um sorriso no rosto enquanto ela tentava, inutilmente, retirar Lana de dentro do brinquedo. Nem senti quando Clara se aproximou de mim e mordeu o lóbulo da minha orelha direita. Meu corpo inteiro tensionou e mordi o lábio inferior, facilmente percebido por ela. Sua risadinha bateu contra meu tímpano e ela sentou do meu lado, abrindo um sorriso malicioso.

- Está toda arrepiada.

- Idiota, você sabe que isso que é culpa sua.

- Pronta pra voltar para a casa da praia?

- Não sei, você está?

- Como não sabe?! – ela franziu o cenho e armou um bico. Soltei uma risada abafada e selei nossos lábios. – Assim você me ganha.

- As coisas mudaram, professora Aguilar. Espero que não esteja velha.

- Velha?! Vou te provar o quão velha eu sou. – mordi o lábio inferior e a beijei novamente, sentindo meu corpo receber um choque elétrico.

- Desculpa atrapalhar o casal, mas eu quero cantar parabéns para a afilhada de vocês. Podem fazer o favor?!

- Calma, Vives. Estávamos indo.

- Claro que estavam. Indo para um quarto, só se for. Agora levantem e fiquem uma de cada lado. Clara com a Pepa e, Vanessa, você fica comigo.

- Que troca de casais agradável.

- Cala a boca, Aguilar. Anda logo.

Soltamos uma gargalhada em conjunto enquanto acompanhamos Lucy até a mesa do bolo. Várias crianças lutavam para pegar um lugar em frente à mesa, enquanto eu e Clara nos juntamos à Pepa e Lucy. Por um instante, enquanto olhava para os sorrisos das duas, pensei em como seria depois de ter minha filha. Festas, colégio, reuniões de pais. Era engraçado pensar em como Clara reagiria a tudo isso, mas não duvidava o quão boa mãe ela seria. Senti seu olhar em mim e lancei um beijo no ar, que ela fingiu pegar e colocar no peito. Éramos nós, estava na hora de acontecer.

- Vocês vão ter a lua de mel antecipada? – Pepa perguntou para Clara, enquanto comíamos o que tinha sobrado do bolo depois da festa. Todos já tinham ido embora e apenas nós quatro estávamos no quintal.

- Mais ou menos isso.

- Aproveite, depois que a barriga cresce, fica cada vez mais difícil.

- É verdade. Não fizemos muita coisa durante meu período de gravidez, mas você não tem do que reclamar, Fernanda.

- Eu sei, amor. Estou só comentando. – Pepa deu um beijo na testa de Lucy e me senti bem pelas duas. Era esquisito ver uma pessoa que um dia já fui perdidamente apaixonada, bem na minha frente, casada e com duas filhas. A vida nos prega peças.

- Gente, desculpa, mas eu e Vanessa precisamos ir. Nosso avião sai daqui a duas horas e temos que passar em casa para pegar as malas.

- Seus irmãos já foram?!

- Foram com o carro da Vanessa.

- Clara, cadê o Apolo?! – olhei em volta e não tive sinal do meu filhote. Levantei da cadeira e andei pelo quintal, mas não encontrei.

- Calma, Van. A Lana levou para o quarto dela, deve estar brincando com ele ou dormiu.

- Vou até lá buscá-lo.

Entrei pela cozinha e subi as escadas com calma, não queria fazer muito barulho caso as meninas já estivessem dormindo. Passei novamente em frente à fotografia de Clara na faculdade e abri um sorriso involuntário, passando a ponta dos dedos em cima da sua imagem. Eu queria fazê-la sorrir daquela maneira por quanto tempo fosse necessário, apesar de Taylor dizer que hoje em dia, ela era mais feliz comigo.

Cheguei no quarto de Lana e me escorei na porta, observando a cena dela dormindo abraçada com Apolo. O filhote estava deitado em cima da barriga dela e a respiração de ambos era tranquila. Caminhei até a televisão e desliguei, voltando minha atenção para os dois. Com muito cuidado, retirei Apolo de cima de Lana e a cobri. A pequena virou para o outro lado e dei um beijo em sua cabeça. Mal senti quando alguém chegou por trás e me abraçou pela cintura. Confesso que por muito pouco não soltei um berro, mas ao ouvir a risadinha de Clara, revirei os olhos.

- Já pegou nosso primogênito?

- Quer me matar do coração, Aguilar?! Se eu grito, além de acordar a Lana, acordo a Kendall. Só que seria você quem ia se resolver com a Lucy.

- Relaxa, amor. Vamos embora, temos que passar no apartamento para pegar as bagagens e eu tenho que dar algumas informações para os meus irmãos. Não quero que aconteça nenhuma social.

- Tudo bem, vamos logo.

Demoramos meia hora nos despedindo e ouvindo Pepa fazer piadinhas sobre nossa ida à Miami, quase falando sobre a minha viagem com ela até a casa de praia anos atrás. Clara abriu aquele velho sorriso amarelo, como quem deseja partir a cara de alguém ao meio, mas meus apertões em sua mão a fizeram recuar de qualquer possibilidade. Enrolei Apolo no meu casaco e puxei Clara para o carro, não queria dar a chance de uma possível discussão acontecer.

Depois de vinte minutos dando instruções para os irmãos e terminando de colocar Apolo na casinha de viagem, eu e Clara partimos para o aeroporto com pressa. Nosso avião sairia em menos de uma hora e ela parecia estranhamente empolgada, não fiz muitas perguntas, sabia que não conseguiria nenhuma resposta. Quando se trata de segredos, Clara não mede esforços para não deixar nada escapar. O trânsito em Manhattan parecia estranhamente favorável, era como se tudo estivesse caminhando à nosso favor. Chegamos no aeroporto faltando quinze minutos para o embarque. Despachamos Apolo, as malas e corremos para a fila. Não demoramos muito para alcançar o portão e, por fim, achar nossos assentos no avião. Dei uma última olhada para Clara enquanto ela ajeitava a bagagem de mão no compartimento superior. Ela estava diferente, parecia mais nova. Podia ser impressão minha, mas acho que essa viagem vai nos render umas boas histórias.

- Ansiosa?

- Um pouco.

- Só um pouco?

- É que eu preciso confessar.. – mordi o lábio inferior e Clara se mexeu impaciente em seu acento, entrelaçando os dedos para me analisar melhor. – É esquisito voltar naquela casa. Sabe? Mesmo que já tenha ido até lá depois de tudo, me incomoda.

- Tem uma diferença.

- Qual?

- Agora somos noivas e não precisamos nos esconder. – Clara deu uma piscadinha e selou nossos lábios, roçando seu nariz com o meu. Ela estava certa, não tinha com o que me preocupar, o fantasma de Pepa não atrapalharia as ótimas lembranças que eu tinha com Clara naquele lugar. As melhores possíveis.

Confesso que Miami não mudou nada desde que vim aqui pela última vez. Cada palmeira estava no mesmo lugar, assim como os prédios e as mesmas pessoas. Não me sentia mais em casa. Para falar a verdade, onde Clara estivesse, era a minha casa. Apolo se mexia impaciente no meu colo, tentando pular pela janela e correr pela rua. Fui obrigada a fechar a janela e ouvir Clara reclamando sete vezes que o filhote estava arranhando o precioso vidro de sua Ferrari.

- Para de fazer esse bico por causa de um vidro, além do mais, já estamos chegando na casa da minha mãe e vamos deixar o Apolo lá.

- Não é isso, só não quero ter que trocar esse vidro agora.

- Clara, para com isso. É só um vidro.

- É o vidro de uma Ferrari.

- Tanto faz. Para mim, é só um pedaço de vidro como todos os outros.

Passamos os dez minutos restantes sem conversar. Clara dirigiu apressada pelas ruas de Miami, sua vontade maior era de chegar na casa da minha mãe e entregar Apolo à ela. Só assim para o filhote parar de arranhar qualquer parte daquele maldito carro. Assim que ela estacionou, uma Sofia animada correu em nossa direção e arrancou o filhote do meu colo. Minha mãe veio logo atrás, abrindo os braços e me oferecendo um caloroso abraço.

- Mi hija, como está?

- Estou bem, mãe. E você? Tem se cuidado? Não me faça vir de Manhattan às pressas, não vou tolerar que minha mãe tenha um problema cardíaco.

- Acalme-se, Dra. Mesquita, ela é bem cuidada por mim.  – Sérgio, agora atual marido da minha mãe, nos envolveu com seus enormes braços. O cabelo grisalho lhe dava um certo charme e lembrava um pouco o meu pai.

- Olá, Sérgio. Como estão as coisas?

- Ótimas. Veio passar uma temporada?

- Não, eu e Clara vamos para a casa da praia. Precisamos de um tempo sozinhas para acertar algumas coisas. Não temos essa oportunidade desde que ela voltou da Grécia. – nesse momento, Clara se juntou a nós e cumprimentou Sérgio e minha mãe.

- Você está maravilhosa, Clara.

- Obrigada, Sol. Você parece mais alegre, mais espontânea. Está fazendo um ótimo trabalho, Sérgio. – o homem corou e minha mãe também. Dei um tapa no braço de Clara e ela soltou uma gargalhada gostosa. – Detesto ser estraga prazeres, mas precisamos ir. Não quero pegar a estrada de noite.

- Tudo bem. Façam boa viagem, prometo que vamos cuidar bem do Apolo. Mi hija, passe aqui e fique pelo menos um dia antes de voltar para Manhattan. Por favor.

- Farei o possível, mama.

- Vamos vir, não se preocupe, dona Sol. – Clara abriu seu charmoso sorriso e deu um abraço apertado na minha mãe e em Sérgoio, correndo de volta para o carro.

- Ela parece ansiosa. Alguma surpresa?

- Não sei, mama. Clara está elétrica desde que saímos da casa da Lucy em Manhattan. Quase teve uma pequena discussão com Pepa;.

- Compreendo. Bom, divirta-se e juízo.

- Te quiero, mama.

- Te quiero, mi hija.

- Cuida dela, Sérgio. – o homem piscou para mim e abracei os dois. Era ótimo sentir minha mãe por perto, mesmo que por tão pouco tempo. Clara buzinou três vezes e eu percebi que tinha que ir, antes que ela descesse mais uma vez do carro e me jogasse dentro dele à força. – Credo, Clara. Nem consegui me despedir direito da minha mãe.

- Fique calma, você vai vê-la de novo. Agora, vamos para casa, quero ficar um pouco a sós com minha noiva.

- O que está aprontando?! – um sorriso malicioso brincou nos lábios dela e eu revirei os olhos com divertimento. Ela arrancou com o carro dali e senti meu coração dar pulos dentro do peito, como se estivesse fazendo uma viagem no tempo.

Clara POV’s

A lua cheia já iluminava o céu quando estacionei a Ferrari em frente àquela casa de praia. Tudo estava exatamente aonde deixei, o caseiro e a empregada não ousavam tirar nada do lugar. Desliguei o motor e deixei que o som das ondas me tranquilizasse. Fechei meus olhos e lembei daquela noite em que tive Vanessa comigo enquanto Pepa estava dormindo. Foi uma sensação única, um tipo de prazer que não achava que fosse capaz de ter com mais ninguém. Mas ela não era qualquer uma, assim como os acontecimentos que sucederam aquela noite, não deixariam que eu pensasse o contrário.

Vanessa retirou o cinto e abriu a porta, caminhando para frente do carro e sentando no capô. Apoiou o corpo com a ajuda das mãos e vi seus cabelos sendo bagunçados pela brisa do mar. Não sabia no que ela estava pensando, ou até sabia, mas preferia que Vanessa me contasse. Apertei o volante com nervosismo e senti minhas mãos suando. Por que eu estava daquele jeito? Não era uma adolescente qualquer sentada no meu carro. Era Vanessa Mesquita. Minha ex aluna. Minha noiva. Futura esposa e mãe de um filho meu. Sei que é estranho até pra mim, mas era a verdade. Não fazia ideia que aquela transa de uma noite, viraria meu mundo de cabeça para baixo.

(x) Play.

Apertei a buzina e ela se assustou, dando um pulo e parando em frente ao carro com as mãos na cintura. Mordi o lábio inferior e a chamei com o dedo indicador. Vanessa sabia muito bem o que eu queria, basicamente, o mesmo que ela. Caminhou até a minha porta, entrou e sentou de frente para mim, no meu colo. Nos olhamos por vários segundos, estudando os traços uma da outra. Passei a ponta dos dedos por todo o seu rosto, acompanhando os contornos que ele tinha, até chegar em sua boca. Era perfeita. Chamativa. Deliciosa. Provocativa. Vanessa era um conjunto de palavras de baixo calão, eu poderia passar uma noite inteira chamando-a por nomes vulgares. Mas não era algo ruim, claro que não. Era uma perversidade que só nós duas conhecíamos. Assim como eu podia chamá-la de “uma puta gostosa”, ela tinha o direito de fazer o mesmo. E fazia.

- No que está pensando? – um sorriso quase adolescente nasceu em seu rosto e eu toquei seus lábios com a ponta dos dedos novamente. Vanessa abriu um pouco a boca e deixou que sua língua desse boas-vindas à eles.

- Isso é golpe baixo, você sabe disso.

- O que?! Isso?! – ela chupou meu dedo anelar e o do meio, deixando que a ponta da língua passasse por último.

- Sim. Exatamente isso. Está jogando sujo.

- Nunca joguei limpo. – mordeu os lábios e meus olhos fitaram os seus. Eles tinham um brilho diferente, uma luxúria que a muito tempo eu não via. A última vez que a vi, foi aqui, nesse mesmo lugar. – O que tanto me olha?

- Sabe o que estou vendo agora?

- O que?

- Aquela adolescente insuportável de dezessete anos, que eu não conseguia evitar de olhar, que me tirava o juízo e me fazia perder os sentidos todas as vezes que passava por mim. Aquela adolescente que enfiou uma caneta no meu braço, mas que cedeu quando a beijei no elevador. Estou vendo a Mesquita, minha pior aluna de laboratório.

- A pior?! Eu sempre fiz tudo certo, você é quem enchia o saco. – me aproximei dela e comecei a dar beijos na curva do seu pescoço, sentindo o perfume dela me anestesiar. – E sabe o que eu vejo? – murmurei entre sua pele, sentindo a pulsação dela aumentar. – Vejo aquela professora insuportável, que mesmo quando meus relatórios estavam perfeitos, ela cismava em me deixar de recuperação. Aquela professora que dava em cima de todos os alunos e alunas, desejada por vários professores. Aquela professora que tinha o corpo perfeito e me fazia tremer quando se aproximava. A detestável professora Aguilar.

Senti os dedos de Vanessa enrolarem algumas mechas do meu cabelo e continuei distribuindo beijos, chupões e leves mordidas no seu pescoço. Sua respiração falhava a cada toque da minha língua contra sua pele. Meu corpo estava pegando fogo e aquele espaço minúsculo da Ferrari, me fazia sufocar. Mas eu adorava. Era o meu cheiro misturado com o dela. Mais uma vez. As mãos de Vanessa foram abaixando e indo de encontro à barra da minha camisa, já um pouco suada. O tecido foi subindo devagar, as unhas de Vanessa causavam arrepios em mim quando entravam em contato com a minha pele. Pouco mais de alguns segundos depois, a blusa já estava jogada em algum canto do carro.

- Da maneira que você está encarando os meus peitos, posso até dizer que nunca tinha olhado pra eles antes. – ela nem ao menos pareceu ter escutado. Continuava a olhar fixamente para os meus seios, enquanto mordia o lábio inferior com força. – Mesquita, está tudo bem?

- Se me permite, professora Aguilar, queria dizer uma coisa.

- À vontade. – Vanessa sorriu de canto e se aproximou da minha orelha. Sua respiração pesada fez os pelos da minha nuca arrepiarem. O calor de seu hálito esquentava ainda mais o meu corpo, fazendo com que eu suasse mais rápido.

- Chúpamela. Cada parte de mi cuerpo. – meu coração bateu rápido e ela soltou uma risadinha maldosa, mordendo o lóbulo da minha orelha. - Hazme gemir tu nombre. Mete los dedos en mí. Uno, dos, tres. Quiero quedarme con las piernas bambas.

Apertei sua bunda com força, fazendo Vanessa soltar um gemido de satisfação. Seus cabelos bagunçados caiam pelo seu rosto e vi seu sorriso adolescente pervertido aparecer, enquanto ela mordia o lábio inferior. Meu corpo tremia e minha excitação era mais do que aparente. A luz da Lua iluminava parcialmente o lugar, me dando uma visão meio apagada de Vanessa. Ela jogou o corpo para trás e vi uma gota de suor descer pela sua testa e alcançar a ponta do seu nariz. O pescoço também estava parcialmente suado, fazendo gotículas apostarem corrida até seus seios e sumirem entre eles. Me sentia uma pedófila e Vanessa não poupava esforços para parecer uma garotinha mal criada.

- Já te falaram o quão Lolita você pode ser na hora do sexo?

- Não, é a primeira vez. Por que? Está me vendo como uma criança, professora Aguilar? – a risada divertida dela fez meus batimentos cardíacos elevarem. Não estávamos normais, era como se nos conhecêssemos pela primeira vez. Como se eu estivesse a ponto de tirar a inocência de uma menina.

Vanessa deu uma leve rebolada no meu colo, arrancando um gemido abafado da minha garganta. Mais duas cavalgadas foram o suficiente para eu, com desespero, tentar arrancar minha calça jeans naquele espaço minúsculo e quente. Ela levantou um pouco, ficando de quatro. Apoiou a bunda no volante e os dois braços no encosto do banco, enquanto me estudava com aqueles olhos. Famintos. Cheios de tesão. Eu não conseguia desviar o olhar dela, era como se no mínimo deslize, ela pudesse me atacar. Parecia uma fera à espreita da presa. Cinco segundos de devaneio e consegui, finalmente, me desfazer da calça jeans.

- Você é a pior aluna que eu já tive, Mesquita.

- É uma pena, professora. – ela voltou a sentar no meu colo, encaixando nossas intimidades. Eu arfei. O vestido de Vanessa já estava grudado no corpo dela, devido ao suor. Os mamilos aparentes através daquele fino tecido, me davam a visão do que eu mais desejava. Agarrei a barra do vestido e o puxei, deixando-a apenas com uma calcinha branca de renda. Trilhei um caminho de beijos em sua barriga e ela jogou o corpo para trás, soltando um gemido arrastado e carregado de prazer.

- Por que é uma pena?

- Porque você é a melhor professora que eu já tive, Aguilar.

Nos olhamos uma última vez, antes de eu atacar seus seios. Minha língua traçava caminhos confusos entre eles, alcançando os mamilos e fazendo Vanessa arfar. Dei leve chupões e mordidas, alternando entre eles. Com um puxão violento, arrebentei a alça da calcinha que ela usava, arrancando uma risada gostosa dela. Meus lábios foram de encontro com os dela e iniciamos um beijo violento. Eu queria possuí-la de novo. Como fiz daquela vez. Sentia como se tivesse perdido Vanessa nesse tempo em que estive fora e precisava tê-la com urgência. Mal senti quando ela fez o mesmo com a minha peça íntima, acabando de vez com os tecidos que separavam sua intimidade da minha.

As reboladas aumentaram, tornando aquele espaço mínimo ainda mais quente. Os vidros embaçados impediam de ver o que tinha do lado de fora, somente silhuetas turvas. Meus dedos foram descendo até alcançar seu clitóris, que ao ser estimulado, fez Vanessa gemer alto. Ela agarrou meu cabelo e atacou meus lábios mais uma vez. A invadi com dois dedos e seus movimentos de vai e vem no meu colo, aumentavam, implorando para intensificar as estocadas. Eu estava extasiada. O corpo dela tremia em cima do meu e estava próxima de um orgasmo só de vê-la naquela maneira.

- O que você quer, Mesquita?

- Quero que você me coma, professora.

- E se eu não quiser agora?! – ela abriu os olhos em total transe, as gotículas de suor por todo o seu rosto, deram ao sorriso malicioso dela, um ar carregado. Ela passou a língua pelos lábios, enquanto continuava a rebolar nos meus dedos, aproveitando o contato.

- Se você não quiser me foder, Aguilar.. – Vanessa se aproximou da minha orelha e deu uma mordida no lóbulo, fazendo minha respiração falhar. – Vou ter que ligar para a Pepa. Ai já sabe, né?! A história pode ser a mesma, só que podemos inverter as personagens e..

- Escuta aqui, sua vadiazinha.. – agarrei o rosto dela com força, mas ela não pareceu assustada. Pelo contrário, Vanessa estava adorando tudo aquilo. Ela se divertia com a minha raiva. – Se aproxime de qualquer pessoa, que eu mato você.

- Mata?

- Te esfolo, arranco esse seu sorrisinho besta e..

- E o que?! – ela puxou minha mão e, mais uma vez, chupou meus dedos, sentindo o próprio gosto entre eles. – Vai fazer o que?

- Cala essa boca e vem aqui.

Voltei meus dedos para dentro dela e intensifiquei as estocadas. Vanessa rebolava e gemia alto, suas unhas arranhavam toda a extensão do meu pescoço até os seios, que ela apertava com vigor. Suas coxas molhadas pela sua excitação, tornaram-se ainda mais difíceis de se apertar. O corpo de Vanessa começou a estremecer e seus gemidos aumentaram, deixando de ser apenas sons involuntários. “Aguilar!”. Ela gritava meu nome, cravando as unhas nos meus ombros, enquanto meus dedos trabalhavam rapidamente para fazê-la gozar. “Você.. não.. sua puta!”. Quando Vanessa xingava, era sempre mais divertido. Olhei para o seu rosto completamente suado, enquanto ela mordia o lábio inferior com força. Puxei sua cabeça e iniciei um beijo violento, dando leves mordidas. Mais uma vez, o corpo de Vanessa estremeceu e ela gemeu o mais alto que eu já tinha escutado. Ficou mole e encostou no volante, olhando para mim com aqueles olhos de predadora.

- Vai para o banco de trás.

- O que?!

- Agora, Aguilar.

Os bancos da Ferrari estavam um pouco molhados graças à umidade. O carro parecia uma sauna e eu não me sentia tão nova em anos. Joguei o corpo contra o estofado e encostei na lateral, vendo Vanessa se aproximar como uma leoa. Seus olhos brilhavam e ela engatinhou até mim, abrindo minhas pernas. Beijou minhas coxas e foi subindo, dando leves mordiscadas. Meu corpo respondia com espasmos. Alcançou minha virilha e passou a língua por toda a região, explorando cada parte do que ela já conhecia. Eu estava suando frio, minha excitação já encharcava o meio das minhas pernas. Senti a língua de Vanessa passar lentamente pelo meu clitóris, o que me fez soltar um gemido de aprovação.

- Me chupa, Mesquita.

- Vou passar de ano, professora?

- Se chupar direito, se me fizer gozar, não precisa estudar laboratório nunca mais. – ela me lançou um olhar carregado de malícia e voltou a passar a língua pelo meu clitóris, mas sem interromper o contato visual. Vanessa era meu tipo favorito de droga.

Sua boca tomou toda a minha intimidade, começou a chupá-la e dar leves mordidinhas. Ela não parava de me olhar e isso só aumentava meu tesão. Eu podia ver que a desgraçada sorria com meu sofrimento. Cada lambida, sucção, me fazia revirar os olhos e tremer. “Me chupa com vontade, Mesquita.”. Tentei me manter firme, mas sua língua quente e macia passeando pela minha intimidade, não me deixava raciocinar. Senti seu dedo me penetrar e joguei a cabeça para trás, soltando um gemido alto. “Vanessa!”. Os movimentos de vai e vem permaneceram e eu não sabia se agarrava seus cabelos ou se cravava minhas unhas no estofado de couro. Meu corpo ia explodir, sentia cada parte dele esquentar a cada estocada que Vanessa dava. Ela levantou a cabeça e um sorriso maldoso estampava sua cara.

- Geme, grita meu nome, Aguilar. Eu sei que você gosta.

- Vanessa..

- Mais alto. – ela penetrou mais dois dedos e meu corpo foi impulsionado para frente, aumentando cada vez mais a pressão deles contra minha intimidade.

- Vanessa!

- Isso, do jeito que eu gosto, professora Aguilar.

Eu estava pronta para rebater, mas ela voltou com sua língua ágil e os movimentos rápidos contra meu clitóris, não me deram tempo para pensar em mais nada. Algumas estocadas depois, explodi em um orgasmo e gozei na boca dela, que apareceu com um sorriso vitorioso. Meu corpo estava mole e minha respiração completamente descompassada. Eu queria mais. Vanessa se afastou de mim e encostou do outro lado do banco. Nós nos encarávamos o tempo todo, olhando para nossos corpos suados. Os olhos dela pegavam fogo, assim como os meus brilhavam de tesão. Não conseguia ver nela a minha noiva. Na minha frente, estava a Vanessa de dezessete anos.

- Quer saber o que eu penso de você?!

- Pode falar, professora.

- Você é a minha Lolita. Luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: A ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu da boca, abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta.

- Vladimir Nabokov. Grande citação.

- Sabe bem que eu gosto muito dele. – ela se aproximou novamente de mim, tirou os fios de cabelo que estavam grudados no meu rosto por causa do suor e me beijou, mordendo meu lábio inferior em seguida.

- Você pensou que se divertia, sabia como me dominar. Mas era eu que sabia fingir. Era eu que te fazia sonhar.

- Então você também gosta.

- Lolita é meu livro favorito, professora Aguilar. – ela deu uma piscadinha e eu gargalhei, jogando a cabeça para trás e puxando-a para um abraço apertado. Vanessa se aninhou a mim e ficamos daquele jeito, completamente nuas dentro daquela Ferrari abafada. – Acho que precisamos entrar. Já viu a hora?

- Está preocupada com a hora?!

- Não.

- Então o que é?!

- Temos o resto da casa para explorar. – seu sorriso malicioso me acendeu novamente. Em um impulso, procurei minhas roupas, enquanto ela fazia o mesmo. Parecíamos ter voltando anos no tempo, duas idiotas sedentas por sexo.

Sai da Ferrari e uma brisa gelada bateu contra o meu corpo, me fazendo arrepiar. Ajudei Vanessa com suas malas e corremos para dentro da casa. Os móveis e objetos estavam no mesmo lugar de antes, como se realmente tivéssemos voltado no tempo. Joguei as bolsas em cima do sofá da sala e andei até a cozinha para pegar um pouco de água. Vanessa veio atrás de mim e abraçou minha cintura, iniciando um caminho de beijos no meu pescoço. Suas mãos foram descendo até a barra da minha calça, passou as unhas na minha pele e senti todos os meus pelos arrepiarem. Ela jogava baixo. Era fascinante.

- Não quer esperar até nos instalarmos?

- Temos a noite toda pra ir no quarto.

- Ótimo, só precisava escutar isso. – me virei de frente para Vanessa e a levantei, colocando-a sentada na bancada. Ela arfou quando sua bunda entrou em contato com o mármore gelado. Iniciamos um beijo apressado, enquanto nos desfazíamos das roupas mal colocadas no corpo.

- Você.. Aguilar..

- Cala a boca, Mesquita.

Comecei a beijar cada parte do seu corpo, começando pela clavícula e descendo até os seios. As mãos de Vanessa se enrolavam nos meus cabelos e, algumas vezes, imploravam por mais contato da minha língua em algumas regiões. Desci por seu torso, até chegar onde interessava. Afastei as pernas dela e Vanessa arfou ao sentir minha língua quente bater contra sua intimidade. “Clara.” Aquela voz arrastada fez meus pelos da nuca arrepiarem. Ela passava a ponta das unhas nas minhas costas, cravando a cada movimento mais intenso que eu dava. A penetrei com dois dedos e senti a ardência por ela arranhar minha pele com violência. A cada estocada, um novo arranhão era feito. “Merda. Porra!”. Era divertido vê-la xingar, excitante. Mais algumas estocadas e senti aquele líquido quente na minha boca. Fiz o caminho de volta até ela, dando mordidas por todo o seu tronco. Vanessa respirava com dificuldade e seu corpo suado indicava exaustão.

- Por que.. eu.. você.. não..

- Calma, Van. – me aproximei dela e tirei o cabelo que estava no seu rosto. Ela estava com um ar infantil, as bochechas coradas por causa da atual situação e o peito subia e descia com rapidez. – Sabe que não pode exagerar.

- Eu.. eu sei.. Mas você..

- Vamos subir e tomar um banho, sem segundas intenções. Depois podemos comer alguma coisa. Lembre-se, tem alguém ai com você. – pela primeira vez na noite, assumimos nossa real identidade. Estávamos de volta, aquele casal nada comum. Ajudei Vanessa a descer da bancada e pegamos as malas. Ela não se interessou se estava com nenhuma roupa, afinal, era a casa dela agora.

O quarto estava com um cheiro cítrico, vinha de um aromatizante natural deixado pela empregada. Vanessa tomou fôlego e foi para o banheiro, ouvi o chuveiro ligar e optei por desfazer as malas. Tinha certeza que se fosse até lá, banho seria a última coisa que faríamos naquele box. Coloquei as roupas no armário e ajeitei os lençóis. Abri a porta que dava para a varanda e caminhei até lá para ver o mar. Estava igual a uma lagoa. Sem ondas, somente a Lua prestes a beijar a água. Respirei um pouco da maresia e dei um sorriso involuntário. Estou exatamente onde deveria.

- Pensando em mim? – ouvi a voz sonolenta de Vanessa e me virei para vê-la. Estava vestindo apenas um roupão branco e caminhou até mim, selando nossos lábios. - Então?

- Estava pensando na vida.

- Ou seja, em mim.

- Convencida. – dei um beijo em sua testa e ela sorriu. Os olhos dela já não estavam carregados como no carro, era definitivamente outra pessoa. – Vou tomar um banho e depois, comemos alguma coisa.

- Clara, são quatro horas da manhã.

- Qual o problema? Você não pode ficar sem comer.

- Tudo bem, só não demore.

Entramos no quarto e Vanessa se jogou na cama, prometendo não dormir. Fechei a porta da varanda e fui para o banheiro. Meu corpo estava impregnado com o cheiro dela e eu adorava. Arfei de dor quando a água quente entrou em contato com os arranhões proporcionados por uma Vanessa raivosa. Era fascinante o quanto ela ainda podia me surpreender. Estávamos na nossa melhor fase e eu não queria que passasse, mesmo sabendo que tínhamos mais um elo à caminho. Apesar de já possuirmos Apolo, uma criança tornaria tudo um pouco mais complexo.

Depois do banho, não optei por roupa nenhuma. Vesti o outro roupão branco e voltei para o quarto. Encontrei Vanessa adormecida, completamente nua e descoberta. O roupão estava do lado da cama e ela sabia que eu não teria coragem de acordá-la. Bom, estava certa. Retirei o meu e me juntei a ela, puxando o cobertor para nos cobrir. Vanessa se aninhou ao meu corpo e dei um beijo em sua bochecha, antes de cair em sono profundo, completamente esgotada.

No dia seguinte, fui acordada com uma sensação estranha. Estava de bruços, mas meu corpo estremecia. Soltei um sorriso maldoso ao perceber do que se tratava. Senti os beijos de Vanessa subindo pela minha coluna até alcançar meu ouvido. Sua intimidade encaixou-se com a minha bunda e eu arfei pelo contato. Mordi a fronha e ela soltou uma risada. “Bom dia.”. Não respondi, Vanessa já tinha colocado seus dedos para entrar e sair da minha intimidade. Agarrei os lençóis e soltei gemidos roucos de aprovação. Essa era a melhor maneira de ser acordarda. Ela mordeu meu ombro assim que introduziu dois dedos, iniciando uma sequência rápida de vai e vem. Senti minhas pernas amolecerem e gozei em seus dedos. Vanessa me virou e sentou no meu colo, encaixando nossas intimidades.

- Bom dia para você também, Mesquita. – ela sorriu e mordeu o lábio inferior, logo dando lugar a uma cara desesperada. Estimulei as reboladas de Vanessa, apertando sua bunda e dando pequenos tapas. Consegui me sentar e ela agarrou meus cabelos, enquanto eu me ocupava em lamber e sugar seus seios. “Me fode, Aguilar.”. Vanessa ergueu-se um pouco do meu colo e deu espaço para que eu introduzisse meus dedos nela, iniciando estocadas rápidas e fortes. Não demorou muito para eu sentir sua intimidade esmagar meus dedos e indicar que ela estava próxima de um orgasmo. – Aqui, não.

- Mas..

Com certa dificuldade, consegui levantar da cama sem deixar Vanessa cair. Caminhei com ela até o banheiro e liguei o chuveiro. Pressionei o corpo dela contra a parede gelada de azulejos, enquanto a água fria tentava diminuir o calor que eu estava sentindo. Meus dedos voltaram a trabalhar e Vanessa gemia cada vez mais alto, me beijando com dificuldade. “Eu vou gozar.”. Aquelas três palavras eram música para os meus ouvidos. Soltei Vanessa e a virei de costas para mim. Ela empinou a bunda e eu arfei quando minha intimidade entrou em contato com ela. Meus dedos fizeram o caminho de sua barriga de volta à intimidade dela e comecei a estimular seu clitóris. O corpo de Vanessa dava leves espasmos, enquanto sua respiração lutava para se manter estável. “Merda. Eu vou gozar.”. Aumentei meus movimentos e Vanessa soltou um berro agudo, deixando o rosto entrar em contato com o azulejo. Segurei seu corpo pela cintura e a virei para mim, iniciando um beijo mais calmo.

- Agora sim, bom dia. – suas bochechas estavam coradas e ela falava com dificuldade. Tomamos um banho tranquilo e finalmente descemos para comer alguma coisa.

- Van, o que você quer?

- Estou com desejo de comer banana. – ela me olhou séria, mas depois percebeu a ironia que sua frase carregava e explodiu em uma gargalhada. – Pode ser fatiada, com mel e aveia. Preciso de energia.

- Tudo bem, eu faço para você. Senta na sala, já levo lá.

Vanessa me deu um beijo rápido e correu para a sala, ligando a televisão no Discovery Home & Health. Era incrível o que uma profissão, somada com uma gravidez, podem fazer com uma mulher que antes só conseguia tomar café assistindo ao Bob Esponja. Preparei tudo que Vanessa pediu e, para mim, uma caneca de café preto era suficiente. Me juntei a ela no sofá e estendi a vasilha, que pegou sem desgrudar os olhos da televisão. Estava assistindo à um programa sobre mães de primeira viagem. Neguei com a cabeça e levantei procurando meu celular, precisava falar com Taylor ou Chris para saber como estavam as coisas.

- O que foi, Clarinha?

- Viu meu celular? Estou procurando.

- Acho que deixou no quarto.

Subi as escadas mais uma vez e apanhei o aparelho na cabeceira. Andei para a varanda e olhei novamente o mar. Estava calmo, sem ondas. O cheiro da maresia invadia meus pulmões e eu me senti bem em voltar ao meu lugar favorito, apesar de ter vindo poucas vezes sozinha para cá. Peguei o celular e disquei o número de Chris. Nada. Decidi que Taylor seria melhor para falar, mas nem ela atendeu. Fiquei um pouco preocupada, mas ao julgar pela hora, estavam dando uma volta pela cidade. Rolei a agenda e parei no nome de Lucy. Depois de três toques, uma voz calorosa atendeu.

- Você não deveria estar em Lua de Mel?

- Sabe que isso é só depois do casamento.

- Tem razão, mas podem transar à todo segundo. A barriga da Vanessa ainda não dificulta, lembre do que eu te falei.

- Penso nisso sempre. Lucy, posso te fazer uma pergunta?

- Claro, Clara. O que foi?

- Você me achava uma boa namorada? – o silêncio foi inevitável. Era estranho questionar Lucy depois de tanto tempo, mas eu queria uma resposta de outra pessoa, para ter certeza que não faria o mesmo erro com Vanessa. - Lu?

- Desculpa, Clara, me pegou de surpresa. Olha, você foi uma boa namorada sim. Por que isso agora?

- Não sei, não quero errar com a Vanessa.

Ai, meu Deus.. – as gargalhas de Lucy do outro lado da linha me fizeram afastar um pouco o aparelho da orelha.

- Qual é a graça?!

Clara, você não é namorada da Vanessa. Você é a noiva dela, futura esposa e mãe do filho ou filha que ela está esperando. Pode ter certeza de uma coisa, com ela você não errou em nada. Curta o momento e esqueça do passado, tá bom?! Vá transar em um lugar diferente, algum que você não tenha ido ainda.

- Eu acho que sei o lugar perfeito.

- Viu só?! Já até esqueceu do que tinha me perguntado. Aproveite bem, depois que a barriga cresce, fica complicado.

- Obrigada, Lucy. Mande um beijo para as meninas e para a Ferreira.

- Vou mandar, faça o mesmo pela Vanessa.

Desliguei a ligação com Lucy e joguei o telefone na cama. Desci as escadas com um pouco de pressa e Vanessa parecia ainda fixada na televisão. Me aproximei dela e comecei a dar beijos em seu pescoço, o que pareceu ter surtido efeito. Ela abriu um sorriso de canto e fechou os olhos para sentir meu contato. Vanessa desviou sua atenção do programa, desligou a televisão e suspirou, abraçando meu pescoço.

- Tudo bem, sei que quer alguma coisa.

- Tenho uma proposta.

- Qual?!

- Topa um banho de mar? – arqueei uma sobrancelha e sorri de canto. Vanessa percebeu minhas intenções, abriu um sorriso malicioso e deu sua famosa mordida no lábio inferior.

- Vou pegar um protetor, não quero que fique queimada.

- Isso foi uma ironia?!

- Não! Vai que você fica com queimadura de terceiro grau e eu tenho que ligar para a Pepa me satisfazer?! – franzi o cenho e bufei. Tentei levantar do sofá, mas Vanessa sentou no meu colo e começou a morder meu pescoço. – Para de bobagem, eu estava brincando.

- Sabe que eu odeio isso.

- Eu sei. Mas é bom.

- É bom me ver com raiva?!

- Sim.

- Por que?!

- Porque só aumenta meu tesão por você. Agora vem, vamos dar um mergulho. – ela saiu do meu colo e andou em direção à escada. Parou no meio do segundo degrau e me olhou, deu uma piscadinha e voltou a subir as escadas correndo. Eu daria um motivo para Vanessa sorrir daquele jeito, e ela com certeza ia implorar por mais.