se importarem

É automático responder que estou bem. Mesmo estando mal eu vou dizer que estou bem. Não é pelo fato das pessoas não se importarem com a resposta nem nada disso. É que eu tenho preguiça mesmo de ficar dando explicações do porque estou mal. Geralmente fico mal por nada e sem motivo algum. As pessoas costumam dizer que é tudo drama. E é por isso que sempre respondo que estou bem, por preguiça.
—  Manassés Pereira.
Já se sentiu perdido?

você olha ao seu redor e procura por quem deveria ser sua base sólida, o seu ponto seguro, seu ponto de paz. E encontra de tudo, menos estabilidade, segurança e paz. Na verdade você nem encontra essa parte do “quem” também, porque não há ninguém, nem uma pessoa sequer. mas tudo bem, você pensa, eu tenho amigos. sumidos e sumidas contam, né? você olha suas mensagens e tem até mensagens sem ser da operadora com jeitinho mandando você tomar vergonha e recarregar seu celular, mas você encara aqueles oi tudo bem, como um oi apenas e você não quer dar oi, nem perguntar como eles estão. porque de tanto não se importarem com você, você deixou de se importar.

Tenho um temperamento forte e sou de difícil aproximação, mas isso não quer dizer que eu não tenho coração, que eu não sei sentir, que eu não dou atenção, que eu não tenho laços afetivos, que eu não sou fiel a quem amo, isso quer dizer apenas que eu sou muito seletiva, que tenho minhas prioridades, que não entrego minha confiança a qualquer um e que aprendi a duras penas a me guardar do mal, da falsidade, dos invasores emocionais que só nos procuram para seus interesses pessoais, sem se importarem com quem somos e com o que sentimos, que não nos respeitam nem respeitam o nosso espaço e a nossa vida. Dizer a você que é fácil saber quem chega só para nos fazer bem, realmente nem sempre sei, mas posso te afirmar que pessoas maldosas já se revelam indiretamente em suas atitudes que aos poucos vão demonstrando o quanto são frias, calculistas e fracas. A vida não é feita de regras, mas eu me atrevi a criar uma pra minha, não quero mais do meu lado gente que não me acresce, que não me ajuda, que não me faz avançar, não tenho paciência para mediocridades e não quero ter que passar uma vida me ferindo por gente cheia de razão nenhuma. Ei, não estou dizendo que todo mundo é igual, nem te aconselhando a se isolar, porque nessa vida todos nós precisamos de alguém que nos ame, que nos valorize, que nos queira bem, só estou querendo que você entenda que nem todos chegam pra ficar e os que ficam são exatamente aqueles que Deus escolhe para nos cuidar, porque do mal Ele sempre vai nos livrar.
—  Cecilia Sfalsin.
Ironias do destino.

Tem um ditado popular que diz que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Até um certo ponto da minha vida, eu acreditei realmente que isso era uma verdade quase universal, já que até ali, cada sofrimento meu vinha de um modo diferente. Mas foi aí que o “destino” resolveu repetir uma história, do mesmo modo,com os mesmos detalhes e mesmas consequências, mudando apenas o intérprete masculino principal. Acho que meu erro foi ter dito a esse alguém sobre cada detalhe do que eu havia passado, afinal, ele curtiu tanto que até copiou e se incorporou no papel do cretino. Mais uma vez eu me vejo como eu estive a exatos 2 anos, 6 meses e 15 dias: arrasada, desanimada, totalmente sem esperanças no amor e em toda essa baboseira de namoro. Como pode as pessoas gostarem tanto de fazer as outras sofrerem? Como pode as pessoas não se importarem com nada, ninguém? O que leva elas a pensar que é divertido brincar com vários sentimentos ao mesmo tempo? Como alguém pode ser tão doente ao ponto de mentir sobre várias coisas e não se sentir mal em momento algum por isso? Alguém consegue me responder?. Eu tento procurar as respostas, mas a cada pesquisa eu acho apenas mais e mais perguntas. É como se eu vivesse atualmente, o que Sócrates fazia na antiguidade. Ele saia as ruas perguntando a cada pessoa sobre algo que ele pensava que ela soubesse, e a pessoa tentava responder e não dava, tentava de novo e nada, tentava até que reconhecesse a sua própria ignorância diante dos fatos. É desse modo que eu me encontro… encarando a minha própria ignorância ao não saber responder nada disso e mais um pouco. As vezes eu penso em desejar o mal a ele, sabe? Porém do que adiantaria? Quem me garante que ele sofreria de todo o mal que eu gostaria de desejar? Infelizmente, ou felizmente, não cabe a mim dar a ele uma punição. Creio que eu só gostaria de entender. O Porque comigo e porque de novo. Eu sou tão ruim ou já fiz algo, em outras vidas, se é que tem, tão ruim a ponto de merecer o mesmo sofrimento duas vezes seguidas? É… mas eu sei que eu jamais vou entender, assim como não entendi o primeiro até hoje. Eu queria que o sofrimento passasse, o mais rápido possível. Ou então, que nem houvesse sofrimento, sabe? Que por já ter passado a mesma coisa antes, dessa vez não doesse, não viesse a tona os pensamentos. Que não passasse de um evento como outro qualquer, sem importância. Mas não,eu tenho que sentir na pele as consequências das minhas escolhas. A vida é assim, aqui se faz, aqui se paga. Acho que é por isso que tenho a tranquilidade na alma: por saber que ele também vai pagar por tudo que fez a mim e a outras. Confesso,isso me alivia ao extremo.Talvez eu ainda passe um tempo sentindo falta de toda aquela ilusão que vivi. Aliás, já se perguntou porque que as ilusões são tão boas? Também não sei, mas são; pelo menos enquanto são vividas e veladas por uma felicidade falsa. Bom, talvez eu também demore parar de lembrar de cada coisa que me disse, cada coisa que disse a ela e todas, cada coisa que eu ouvi dela e de todas sobre você e sua lábia.

Mas tem uma coisa nisso tudo da qual eu tenho plena certeza: a de que tudo isso vai passar.

Vai ter um dia em que eu não vou me lembrar do muleque que você foi. Vai ter um dia em que, mesmo que eu me lembre, já não vai fazer diferença alguma. Vai ser apenas uma lembrança em vão. E vai ter um dia, o melhor de todos, em que eu vou me dar conta de que finalmente, pra mim, você é o que sempre deveria ter sido, aquilo que você realmente é: um qualquer.
—  Cami.
Eu deveria ter te ligado no meio da noite pra dizer que o coração não tava aguentando de tanta saudade tua, mesmo odiando falar no telefone. Eu deveria ter me calado diante aquela pequena discussãozinha, que só servia pra nos deixar distantes. Eu deveria ter deixado meu orgulho de lado, embora fosse muito difícil disso acontecer. Eu deveria ter tentado deixar de ser tão ciumenta tão possessiva só pra você não se sentir sufocado. Eu deveria ter gritado pra o mundo todo o quanto eu te amava, embora todos me mandassem calar a boca por não se importarem. Eu deveria ter feito tanta coisa, tanta coisa por você, por mim, por nós, mas não fiz.
—  Laura Mello.

“A CHUVA”

Victor ajeitava sua gravata preta em frente ao espelho enquanto respirava fundo, se sentindo cada vez mais nervoso com o passar do tempo. Tinha chegado o dia, afinal. Depois de, finalmente, tomar coragem para convidar Yuuri para sair, crente que seria rejeitado no mesmo minuto, mas sendo surpreendido com um tímido “sim” da parte do mesmo que desviava seu olhar para esconder seu rosto corado, Victor tentava manter a compostura de um adulto, mas era impossível não parecer um jovem apaixonado.
Em um certo dia de chuva enquanto assistia TV, Nikiforov foi pego de surpresa com um desmaio repentino do seu cachorro Makacchin. O animal estava agindo estranho alguns dias antes, mas nada que fizesse seu dono pensar que era algo mais sério, porém, era. Às pressas, Victor saiu com Makacchin no colo ignorando a chuva que ensopava sua roupa e o colocou no carro para tentar encontrar alguma clínica veterinária aberta àquela hora, mas já era tarde da noite. Nikiforov conhecia bem a cidade, assim como as clínicas que lá tinham, e para seu desespero, ele não conhecia nenhuma que ficasse aberta 24 horas por dia.
Porém, depois de dar algumas voltas de carro, ele encontrou uma pequena clínica com a luz acessa. Na porta, havia um aviso que estavam fechados, mas o lugar clareado dava uma esperança a Victor que saiu do carro e bateu repetidamente na porta.
“Socorro! Por favor! Meu cachorro! Por favor, tenha alguém aí dentro! ”
Victor já estava chorando. Makacchin não era apenas seu animal de estimação, ele era sua única família e o mesmo estava com algum problema. Não dava para manter a calma naquela situação. Nikiforov estava desesperado com as duas mãos na porta da clínica murmurando “Por favor” repetidamente.
Quase que perdendo as esperanças, Victor ouviu o som do trinco da fechadura abrindo, o que fez seu coração se acelerar com aquela possibilidade de salvar seu cachorro.
Um homem de óculos de armação azul e um jaleco branco apareceu na porta com uma expressão de preocupação ao olhar para Victor.
“V-Você… meu cachorro… por favor” – Nikiforov disse.
“Entre! Rápido! ” - o rapaz disse.
Victor podia respirar novamente, mas não tão calmamente, pois ainda não sabia o que havia acontecido com seu cão. Mas o veterinário fez questão de acalmar o russo que molhava todo o chão da clínica com sua roupa encharcada.
“Você pode tomar um banho lá em cima. Seu cachorro teve uma leve arritmia, mas vai ficar bem depois de um repouso e alguns remédios. Não quero mais ninguém doente, ok?” – o veterinário falou calmamente e deu um sorriso simpático que acalmava Victor de um jeito estranho.
“Obrigado…” – o russo respondeu envergonhado.
“Tudo bem. Como o senhor se chama? ” – o rapaz perguntou indo até Victor para pegar a mão do mesmo.
“Victor… Victor Nikiforov”
“Senhor, Nikiforov, eu sou Yuuri Katsuki. É um prazer conhecê-lo. Agora não precisa ficar mais preocupado. Seu cão ficará bem! ” – ele disse com um sorriso no rosto.
Victor se sentia estranho ao olhar para aquele homem sorridente e que tinha acabado de salvar seu cachorro e, automaticamente, seu corpo se mexeu para puxá-lo para um abraço.
“Obrigado” – ele sussurrou deixando suas lágrimas de preocupação escorrerem.
Desde aquele dia, os dois começaram a se encontrar com frequência por causa de Makacchin que, apesar de não estar em perigo, ainda precisava de cuidados. Foi nesses tantos encontros, que o clima entre os dois começou a ficar estranho, tanto pela parte de Victor, tanto pela a de Yuuri.
Demorou para Nikiforov aceitar que estava sentindo algo por Katsuki, mas quando por fim aceitou, ele acumulou coragem e finalmente fez o convite para Yuuri, que acabou por aceitar, aliás, ele também estava se sentindo estranho em relação ao russo.
Por fim, o dia chegara e os dois se mantinham nervosos enquanto iam em direção ao restaurante que iriam se encontrar.
Victor deixou seu carro no estacionamento do outro lado do estabelecimento e ao sair do veículo, seus olhos avistaram um céu negro desprovido de estrelas, que apesar de ser visto como feio para muitas pessoas, para Victor era tão bonito como uma tarde nublada.
Ao entrar no restaurante, o russo parou na entrada após dar seu nome para confirmar a reserva, pois ao fundo, avistava Katsuki sem óculos e de cabelos puxados para trás enquanto lia o cardápio. Seu coração batia tão rápido que chegava a ser engraçado. Quantos anos ele achava que tinha, afinal? Victor já era um adulto! Mas desde quando há uma idade limite para ser um bobo apaixonado?
— Oi… - ele disse ao se aproximar da mesa.
— Victor… – Yuuri sorriu.
— Desculpa te deixar esperando.
— Tudo bem, eu acabei de chegar.
O silêncio pairou por um minuto entre os dois, até que a conversa se desenrolou como sempre.
O tom das vozes, os olhares, os sorrisos tímidos e até mesmo alguns sussurros, deixavam aquela situação um tanto mais íntima. Era um encontro no final das contas.
— Você está lindo… – Victor sussurrou comendo sua sobremesa enquanto encarava os olhos do outro.
Yuuri expressou surpresa enquanto sentia seu rosto se esquentar e logo desviou o olhar antes de sussurrar de volta:
— Você também está… sempre bonito.
Victor só conseguia sorrir enquanto sentia seu coração se aquecer. Ele sabia que estava sendo correspondido e isso já era o suficiente para estar tão feliz que poderia gritar.
Os dois estavam tão perdidos em um mundo apenas deles que quando foram pagar a conta para, finalmente, irem embora, perceberam que estava chovendo. A chuva estava forte o suficiente para ensopar os dois em questão de minutos.
— Vamos esperar? – Victor perguntou.
— Eu tenho um guarda-chuva. Podemos dividi-lo – Yuuri disse ao dar de ombros.
— Isso me parece uma ideia ruim, mas vou aceitar.
Katsuki abriu o guarda-chuva e um do lado do outro, os dois saíram do restaurante calmamente, mas o que eles não esperavam, era um vento forte levando a chuva em direção aos dois.
— Eu sabia que era uma má ideia! – gritou Victor ao rir.
— Ah! Vamos ficar encharcados! – Yuuri gritou.
Nikiforov pegou a mão livre de Katsuki e disse:
— Vamos correr!
Yuuri sorriu antes de aumentar seu passo junto com o do Victor, ignorando toda a chuva que caía sobre eles. Os dois estavam rindo demais enquanto corriam de mãos dadas para se importarem com a água.
Ao chegarem no estacionamento, eles correram para se protegerem da chuva em um estreito espaço coberto de uma loja fechada.
— Meu deus! Olha sua roupa toda molhada! Me desculpa, eu não deveria ter dado a ideia – Yuuri disse um pouco sem fôlego, mas ainda com um leve sorriso no rosto.
— Tudo bem, eu não me importo – Victor disse ao tirar seu terno e colocar sobre a cabeça de Yuuri. – Ele está um pouco molhado, mas…
Yuuri pegou a mão de Victor de modo suave surpreendendo o russo que parou de falar ao olhar para seus olhos.
— Tudo bem, eu também não me importo… – ele sussurrou.
A frase de Yuuri tinha vários significados e Victor percebendo nisso, se aproximou do rapaz fazendo-o encostar na parede atrás dele.
— Tem certeza? – ele sussurrou passando sua mão pelo pescoço de Katsuki.
— Você tem?
— Eu tenho…
— Então eu também tenho…
Victor se aproximou para permitir que sua boca ficasse perto da de Yuuri, sentindo suas respirações se misturando com a proximidade, para então acariciar sua bochecha enquanto encarava seus olhos. Para surpresa de Victor,
Yuuri fechou seus olhos esperando ser beijado, tirando do russo um sorriso satisfatório antes de deixar seus lábios saborearem os do companheiro que, por acaso, tinham sabor de bolo de chocolate.

Com a chuva, veio o desespero.
Com a chuva, veio a esperança.
Com a chuva, veio o nervosismo.
E com a chuva, veio o tão esperado amor correspondido.

Pois, em meio a tanta chuva, havia duas pessoas, que apesar de toda insegurança, finalmente aceitaram aquele sentimento que aqueciam seus corações que uma vez foram frios, mas que naquele momento, se derretiam mais rápidos do que um pequeno cubo de gelo em uma quente tarde de verão.

Escrito por: ~MaaS ❤

Artista: http://lordizxy.tumblr.com/

Bullying

Então, não sei bem como começar esse texto, mas ultimamente eu tenho recebido muitas mensagens ameaçadoras, mensagens de pessoas horríveis vindo me julgar ao invés de pegar e conversar comigo com calma, me ajudar, incentivar, mas bom, eu dou graças a Deus por não ser mais a Vitória de antigamente, eu me machucava por qualquer coisa, eu era uma pessoa muito fraca e ingenua demais..

Eu sinceramente tento entender até hoje o que passa pela cabeça das pessoas que praticam bullying com as outras, sabe.. isso não é legal, você faz a pessoa entrar em depressão, faz a pessoa querer morrer, você faz a pessoa ter auto estima baixa, vergonha de si mesma!! Algumas pessoas devem me olhar e pensar que sou metida, isso e aquilo, mas não é bem assim, a pessoa que me transformei hoje, foi graças a tudo que eu já passei e hoje eu posso dizer que sou uma pessoa forte, vou contar um pouquinho de uma das coisas de aconteceu comigo que me afetou muito..

No começo de 2014, eu não lembro porque estava triste mas me lembro de ter tirado uma foto do meu pulso cortado e ter postado no snap, realmente eu não deveria ter postado essa foto no snap, mas eu gostava quando as pessoas viam e iam falar comigo, gostava quando se importavam comigo, eu fui ingenua em ter postado isso, até aí tudo bem… passou alguns minutos, comecei a receber mensagens privadas no snap, com fotos de pulsos “cortados” desenhado de vermelho representando os cortes com mensagens na foto do tipo “só queria compartilhar contigo a minha dor” enfim, foram muitas mensagens horriveis que fui recebendo, daí nisso eu corri em um grupo onde estava minha amiga e desabafei pra ela no grupo com todo mundo vendo, deveria ter ido falar com ela no privado, mas fui burra e ingenua de novo, nisso que falei no grupo minha situação, um garoto começou a me criticar, me julgar, falando que eu deveria morrer, aí logo em seguida me colocaram em um grupo no whatsapp, onde havia umas 10 garotas e só eu pra me defender, essas garotas eram as mesmas do snap que estavam me atacando, eu saía do grupo e ai me colocavam de novo, falaram coisas horriveis do tipo “se não gostou já pode se matar”, eu deixei todas elas falando sozinhas no grupo e corri pro banheiro chorando, pra me cortar, cortei tão fundo e com um ódio de mim que eu quase peguei uma veia, eu realmente quase morri naquele dia e seria por culpa de todas essas garotas, mas eu sofria bullying por pegar meninos demais, o que era errado, mas as pessoas não sabiam chegar conversando pra me ajudar e ja chegavam me atacando, eu tenho os prints e algumas fotos até hoje da conversa do grupo, é uma pena eu nao ter da conversa toda do grupo, mas enfim, o que eu queria dizer é, isso não vai sair nunca mais da minha cabeça, essas coisas me perseguem todo santo dia e o que eu to querendo mostrar é que, a pessoa que pratica o bullying, faz a brincadeira idiota dela ali e fica tranquila com o passar dos anos, agora, a pessoa que sofreu o bullying, nunca mais esquece….
Tem bastante histórias, mas essa é uma das que me afetou muito e hoje em dia ainda vem pessoas falar que eu tenho doença por ser magra, ou que eu não tenho peitos, ou que meus dentes são horriveis, ou que eu sou toda falsa, uso lentes, ou que eu sou horrível sem maquiagem e todas essas coisas, eu queria muito que as pessoas parassem um pouco pra refletir antes de ir julgar a pessoa sem necessidade, graças a Deus hoje eu me aceito do jeito que eu sou, faço as coisas que gosto sem medo do que vão dizer, hoje eu posso dizer que sou uma pessoa feliz e realizada, tantas pessoas me acompanhando, me amando, me mandando mensagens fofas todos os dias, isso é surreal, eu amo cada um de vocês e queria falar que isso é só o começo, vocês vão me aturar muito ainda, mas o que eu queria trazer pra vocês é o seguinte.. Não importa o quão digam que você é feia, pois você é linda(o), tenta não se importarem com o que falam de vocês, sejam fortes, quando forem te zoar ou julgar, apenas seja educado com essa pessoa ou entra na zoeira também, fala que você se ama.

Ame você do jeito que Deus te fez, do jeito que você é, se voce gosta de alguma roupa que ja saiu de moda, ou alguma musica, ou um cantor ou uma banda, não fique com vergonha de mostrar pro mundo a pessoa que voce realmente é, desafio você a se olhar no espelho todos os dias e dizer que se ama, coloca uma musica e dança em frente ao espelho e fica olhando pra voce ver como voce é lnda(o), se ame, se inspire em outras pessoas também, nós somos lindos e a sociedade não tem que querer nada de nós, mandando a gente seguir um padrão de beleza ou algo assim, quem for gostar da gente, vai gostar do jeito que a gente é e fim de papo.

Eu sou muito grata por tudo que tenho hoje e to aqui por vocês, enfim, não deixe nada te abalar, se ame.

Como escrever personagens assexuais

Um dos maiores perigos em escrever sobre algo que você conhece pouco ou não conhece é que, quase todas as vezes, você vai escrever aquilo errado e, em certas circunstâncias, de maneira ofensiva. Isso acontece em quase tudo, mas os casos mais graves ocorrem quando você decide escrever sobre alguma doença mental, orientação sexual ou gênero não normativo.

Nesse texto eu pretendo tratar, como o título sugere, de personagens assexuais. A maioria das pessoas não conhece orientações que variam do heterossexual, homossexual e bissexual. Embora a sexualidade humana seja muito mais complexa que isso, hoje quero focar-me somente no espectro assexual.

Keep reading

Precisamos falar sobre isso..

Estamos no meio de uma guerra sem fim, na qual todos lutam pela igualdade, pela compaixão, pelo direito de ser feliz.
Eu olho pro mundo e fico decepcionada, com a falta de compreensão das pessoas. Com o fato de elas se importarem mais com a aparência do que com a felicidade do outro, do que realmente faz o outro se sentir bem.
Hoje, em pleno século XXI aonde tudo deveria ser mais evoluído, mais bem pensado, onde a mente deveria estar mais aberta, ainda somos obrigados a ver o preconceito das pessoas, parece que estamos sempre andando parar trás, em vez de para frente. Só lamento muito, por essas pessoas que acham que menosprezando e criticando as outras irão conseguir algo, irão mudar algo, o pensamento dessas pessoas pode não ter evoluído mas ainda existem muitas outras pessoas que evoluíram, que apoiaram, que se permitiram, se aceitaram.

E então você decidiu que está na hora. Ninguém em casa é o momento perfeito. Tem uma faca, a mais afiada que voce encontrou, diante dos seus olhos. Agora ela está em suas mãos. Antes de terminar com tudo você pega uma folha. Procura uma caneta. Começa a escrever palavras e mais palavras. Tenta se explicar. Pede desculpa, diz que sente muito. As lágrimas escorrem pelo seu rosto sem parar. Caem sobre a folha e borram algumas palavras. Seu coração se aperta, pois não quer dar adeus a tudo aquilo que você mais ama. Você obriga a si mesmo a se desgarrar desses pensamentos. Está na hora de ir. A carta está terminada. Você a lê e chora ainda mais. Deixa a folha de papel sobre sua cama. Senta-se no chão. Ele está frio. Assim como você também está congelando. Lágrimas ainda caem pelo seu rosto, e dessa vez você não consegue controlá-las. Agora sua mente está voltada em decidir aonde vai ser. Duas escolhas ficam em sua mente. Mas você se decidiu pelo mais comum, pelo mais fácil. Ergue a blusa e vê sua veia pulsando. Sorri, tão ironicamente, mas sorri. Nesse momento milhares de coisas passam pela sua mente. Menos a ideia de desistir. Porque você não vai. A lâmina esta na sua mão outra vez. A coragem que muitas vezes havia sumido aparece. A veia ainda pulsa, e é como se lhe convidasse a perfurá-la. Mais alguns segundos de tensão, mais alguns minutos de quase-vida e você quer logo dar um basta. Pega o objeto cortante que tem em mãos e o passa sobre seu pulso, com toda a sua força. No principio nada. Mas então uma dor latejante toma conta de todo seu corpo. Sangue. Numa quantidade que você nunca tinha visto. Não para de escorrer. Então você sabe que dessa vez deu certo. Que era o fim. Sente a morte se aproximando, e não tem um pingo de medo. Aquilo era o esperado. Despede-se de todos. E mesmo com toda aquela dor flamejante, sorri. Sorri porque sabe ser o fim de toda a sua dor, de todo seu sofrimento. Acabou. Agora era hora de ser feliz. Mesmo que fosse bem longe de onde ele sonhara ser. Seus olhos se fecham lentamente. Sua alma se desprende. E dentro de ti sobe apenas um vazio. O sangue para de escorrer. Mas essa historia não acaba por ai. Sua pai chega em casa. Grita pelo seu nome. Não obtém resposta é claro. Então vai te procurar. Vai direto ao seu quarto. Abre a porta e grita. Aquela cena jamais sairia da mente dele. O corpo do sue filho caído no chão. O pulso cortado. Sangue espalhado pelo chão. Então ele chora, desesperadamente. Se joga no chão e começa a sacudir seu corpo. Implora pra que ainda esteja vivo, mas você não está. Com lágrimas nos olhos ele diz que você está morto. Ela sai correndo. Para onde nem ele sabe, apenas corre. Sai de casa e vai pra longe, chorar. No dia seguinte a noticia já se espalhou. No seu velório apareceram inúmeras pessoas. A maioria foi apenas para dizer que sentiam muito. Uma grande parte eram de curiosos. E mesmo que essa fosse pequena, havia uma quantidade de pessoas que realmente estavam ali por realmente se importarem. Sua melhor amiga entra e vê seu corpo num caixão. Gritos e mais gritos. É um choro sem fim. O seu melhor amigo a ampara, mas nem ele mesmo consegue ser forte. A pose de durão dele sumiu. Sua mãe está lá a base de calmantes. Seu pai apareceu, mas não conseguiu ficar. Seu enterro aconteceu. Mas as pessoas não iriam esquecer tão fácil assim. Um mês se passa. Sua mãe entrou em depressão. Toma milhares de remédios, mas nada faz com que aquele vazio se preencha. Seu pai tenta se manter forte, pois ele tem que ser, mesmo que muitas vezes ela desmorone e chore pelos cantos. A família não é a mesma sem você. E pensar que você achava que não faria diferença. Sabe aquele professor que pegava no seu pé? Que só implicava contigo nas aulas? Se despediu. Não aguentou ficar no serviço nem uma semana a mais. Ele também se culpa. Aqueles meninos que te zoavam na escola, que te chamavam de feio, de viado e tudo mais, elas choram todos os dias. Se sentem culpadas até o ultimo fio de cabelo. Aquele garoto que você gostava está internado numa clinica para viciados. A culpa foi tão grande que não aguentou e se iniciou no mundo das drogas. Ele gostava de você, mas não quis ficar contigo por vergonha. Sua melhor amiga aquela que chorou e gritou no seu velório, ela se corta todas as noites. Seu melhor amigo perdeu o sono e tem que tomar remédios fortes para conseguir dormir apenas três horas por noite. Os dois se sentem imensamente culpados por não terem conseguido te ajudar. Se sentem inúteis. O seu quarto ainda está lá. A carta ainda em cima da cama. Sua mãe e seu pai não teve coragem de lê-la. E mesmo com todas as recordações que isto pode causar, depois desse um mês passado, eles resolvem entrar no seu quarto. O sangue ainda está no chão. Ele ainda consegue ver você estirado ali, sem vida. Passa pela poça e vai até sua cama, se senta e chora. Pega seu travesseiro e sente sue cheiro. Chora ainda mais. Então ela pega a carta, agora meio velha, devido ao tempo que ficou presa naquele quarto. Ela vê as letras borradas e deduz que são por causa de lágrimas, e nisso está certa. Toma coragem, e lê suas ultimas palavras. Mais lágrimas caem sobre o papel. Ela tenta te entender. Mas não consegue. Ela nota que todos erraram com relação a você. Principalmente ela, que não percebeu tudo que estava acontecendo com seu próprio filho. Termina, joga o papel na cama. Sai e pega um balde com água. Joga no quarto e limpa seu sangue. Ela não consegue parar de chorar. Mas faz o que você pediu na carta. Segue em frente. Um ano se passou, e as coisas não mudaram muito. A depressão de sua mãe se foi. Sua melhor amiga não pega em uma lamina ha meses. Seu melhor amigo dorme bem agora. A cidade ainda não se esqueceu do seu suicídio, mas ninguém mais comenta. As coisas parecem bem agora. Apenas parecem. Na mente daqueles que se importavam tudo isso ainda não parece real. É um ano sem você. É um ano de tristeza. Um ano de lágrimas. Visitam seu tumulo e deixam flores. Eles sentem sua falta. E sempre vão sentir. Jamais se esquecerão de você. Infelizmente você partiu ao invés de esperar as mudanças acontecerem. Eles tiveram que te perder pra dar valor. Enquanto você sofria em silencio, eles fingiam não se importar com nada, mesmo se importando muito. Erro seu, sim. Mas erro deles também.

Eu só queria conseguir compreender o porque de tudo isso estar acontecendo comigo. Como perdi todas as pessoas que eu pensava se importarem comigo. Eu pensava que sempre teria alguém para conversar quando estivesse triste, que sempre haveria alguém ali, para secar as minhas lágrimas. Me virei e não vi ninguém, do meu lado apenas meu travesseiro que me fez e ainda faz companhia durantes as noites frias que passo chorando. Onde consigo ao menos segurar a dor, tentando sufocá-la. Mas o contrário acontece, aos poucos ela vai me ganhando, me sufocando e eu vou me perdendo. Quem dera fosse realmente efêmero essa dor que ainda habita em mim. Já não tenho esperanças, ela está desaparecendo como o meu verdadeiro eu. Neste dia que passou perdi as contas de quantos “você está bem?” recebi, respondendo com um mentiroso sim em todas. Sou especialista em fingir, deve ser isso mesmo, pois mesmo com os olhos vermelhos e esse nó em minha garganta, as pessoas insistem em acreditar que está tudo bem, que nada está acontecendo. As vezes penso que na verdade elas sabem que estou mentindo, mas fingem que acreditam apenas para não ter de perguntar o porque da minha dor. O porque de eu estar tão afundada em mim mesma e não ver solução para nada. Fingem por não querer ajudar, e sinceramente não quero que eles perguntem, pois ficariam com pena de mim. Boto um sorriso no rosto e saio andando, esse é o meu grande escudo contra o mundo. Mas um dia eu não aguentarei mais e desabarei, sem mais nem menos desabarei. Meus gritos falhos que guardei ecoaram pelas avenidas dessa cidade e todos ouviram como dói ser sempre talvez a invísivel, como dói ser invísivel. Pois a dor deve ser gritada para aliviar aquilo que me fez/faz ser tão desanimada.
—  Pecaveis dividiu palavras com Afogar.
Uma vez, alguém me perguntou se eu não cansava de ser sozinho. É espantoso como as pessoas te esbofeteiam simplesmente pelo fato de se importarem com algo mais exposto que a sua superficialidade atraente. Expliquei ao mundo que eu gostava de ser o que eu sou. Inclusive, expliquei milhares de vezes tentando me convencer. Parei pra pensar no que a expressão “gostar de ser o que é” significava, além, claro, do clichê óbvio e açucarado, ideal pra quando alguma coisa implícita no seu sorriso começa a desmoronar. Gostar de ser o que é, pra mim, é se auto satisfazer, numa espécie de masturbação sentimental infinita. A ideia não é muito agradável, óbvio, mas os hormônios da solidão deixam claro que eu me satisfaço com o mínimo de coisa que não seja propriamente minha. É, pior, além de masturbar os seus sentimentos, você ainda dá uma de cafetão do cérebro alheio. Me satisfaço escutando música de terceiros, lendo livros de terceiros, apreciando arte de terceiros, vendo filmes de terceiros, comendo comidas preparadas por terceiros, olhando as estrelas de terceiros, quartos e quintos amantes, amando terceiros. Ser só é me apaixonar o tempo inteiro por tudo o que não me pertence, desde as garotas que pegam o mesmo ônibus que eu até os olhos claros de alguém que passa na rua. Ser só é se apaixonar por sardas, pintas, rugas, estrias, fios de cabelo branco que nascem em pessoas ainda jovens, sinais, gestos, boca descascada, suor. Qualquer coisa que pode ser de qualquer um. Eu gosto de ser sozinho, na maioria das vezes. Amar de longe é uma companhia sufocada e solidária, mas a gente sabe que dar prazer a si mesmo nem sempre é o bastante. Prazer, aliás, nem sempre é o bastante. Curtir a minha companhia ofegante e cardíaca nem sempre é o bastante. Uma pequena parcela de mim ainda quer decorar a cara de alguém com memórias, desencontros, angústia, amor e coisa do tipo. É fácil, na teoria. Chega um certo estágio da solidão, quando ela, infelizmente, vira autossuficiência, que passamos a perceber que a nossa alma age como uma enorme máquina de lavar. Você não sabe mais onde é que começa e onde é que termina. Tudo é reciclável e reaproveitável. As feridas cicatrizam tão depressa que não há tempo de saber o que ou quem nos feriu e, então, não há como esquecer. As lágrimas funcionam como o ácido do nosso estômago quando as ingerimos. Não existe meio termo, é só uma reta sem fim. Nossa alma começa a ficar escura e passar por uma espécie de blackout. Ser só é admitir que tudo o que você procura nos outros está exatamente em você, de forma tão explícita que chega quase a ser pornográfico. O que dá medo, porém, é voltar os olhos pra si e descobrir o medo profundo e sombrio que você sente de morrer sozinho, a angústia de nunca se encaixar, o orgulho, que você alimentou durante todos esses anos olhando as dores dos outros, pensando que jamais se repetiria da mesma maneira contigo, justamente porque você sabe que a única agressão é a que você se provoca, pequeno e acoado, medroso, faminto… o medo de olhar pra si e descobrir que não gostamos tanto assim de ser o que somos. Amar a solidão é odiar profundamente o fato de sermos sempre sozinhos.
—  Cinzentos

ecoares  asked:

Por que o setembro amarelo é importante? /meus

Por que é um mês em que as pessoas estão mais voltadas ao problema do próximo do que aos seus próprios. Estão mais dispostas a ouvir o desabafo de outros e tentar ajudar quem precisa. Não gosto da ideia de as pessoas se importarem com o sofrimento do outro apenas durante um mês mas já é um começo. Espero que a humanidade possa evoluir a ponto de todos os meses do ano serem um ‘setembro amarelo’.

(SCRR EU TÔ APAIXONADA POR ESSE THEME; me chame de invejosa mas vou usá-lo kkkkk)

[Me mandem perguntas na ask e eu vou reblogar autorias de vocês]

E então você decidiu que está na hora. Ninguém em casa é o momento perfeito. Tem uma faca, a mais afiada que voce encontrou, diante dos seus olhos. Agora ela está em suas mãos. Antes de terminar com tudo você pega uma folha. Procura uma caneta. Começa a escrever palavras e mais palavras. Tenta se explicar. Pede desculpa, diz que sente muito. As lágrimas escorrem pelo seu rosto sem parar. Caem sobre a folha e borram algumas palavras. Seu coração se aperta, pois não quer dar adeus a tudo aquilo que você mais ama. Você obriga a si mesmo a se desgarrar desses pensamentos. Está na hora de ir. A carta está terminada. Você a lê e chora ainda mais. Deixa a folha de papel sobre sua cama. Senta-se no chão. Ele está frio. Assim como você também está congelando. Lágrimas ainda caem pelo seu rosto, e dessa vez você não consegue controlá-las. Agora sua mente está voltada em decidir aonde vai ser. Duas escolhas ficam em sua mente. Mas você se decidiu pelo mais comum, pelo mais fácil. Ergue a blusa e vê sua veia pulsando. Sorri, tão ironicamente, mas sorri. Nesse momento milhares de coisas passam pela sua mente. Menos a ideia de desistir. Porque você não vai. A lâmina esta na sua mão outra vez. A coragem que muitas vezes havia sumido aparece. A veia ainda pulsa, e é como se lhe convidasse a perfurá-la. Mais alguns segundos de tensão, mais alguns minutos de quase-vida e você quer logo dar um basta. Pega o objeto cortante que tem em mãos e o passa sobre seu pulso, com toda a sua força. No principio nada. Mas então uma dor latejante toma conta de todo seu corpo. Sangue. Numa quantidade que você nunca tinha visto. Não para de escorrer. Então você sabe que dessa vez deu certo. Que era o fim. Sente a morte se aproximando, e não tem um pingo de medo. Aquilo era o esperado. Despede-se de todos. E mesmo com toda aquela dor flamejante, sorri. Sorri porque sabe ser o fim de toda a sua dor, de todo seu sofrimento. Acabou. Agora era hora de ser feliz. Mesmo que fosse bem longe de onde ele sonhara ser. Seus olhos se fecham lentamente. Sua alma se desprende. E dentro de ti sobre apenas um vazio. O sangue para de escorrer. Mas essa historia não acaba por ai. Sua mãe chega em casa. Grita pelo seu nome. Não obtém resposta é claro. Então vai te procurar. Vai direto ao seu quarto. Abre a porta e grita. Aquela cena jamais sairia da mente dela. O corpo da sua filha caído no chão. O pulso cortado. Sangue espalhado pelo chão. Então ela chora, desesperadamente. Se joga no chão e começa a sacudir seu corpo. Implora pra que ainda esteja viva, mas você não está. Com lágrimas nos olhos ela diz que você está morta. Ela sai correndo. Para onde nem ela sabe, apenas corre. Sai de casa e vai pra longe, chorar. No dia seguinte a noticia já se espalhou. No seu velório apareceram inúmeras pessoas. A maioria foi apenas para dizer que sentiam muito. Uma grande parte eram de curiosos. E mesmo que essa fosse pequena, havia uma quantidade de pessoas que realmente estavam ali por realmente se importarem. Sua melhor amiga entra e vê seu corpo num caixão. Gritos e mais gritos. É um choro sem fim. O seu melhor amigo a ampara, mas nem ele mesmo consegue ser forte. A pose de durão dele sumiu. Sua mãe está lá a base de calmantes. Seu pai apareceu, mas não conseguiu ficar. Seu enterro aconteceu. Mas as pessoas não iriam esquecer tão fácil assim. Um mês se passa. Sua mãe entrou em depressão. Toma milhares de remédios, mas nada faz com que aquele vazio se preencha. Ela tenta se manter forte, pois ela tem que ser, mesmo que muitas vezes ela desmorone e chore pelos cantos. A família não é a mesma sem você. E pensar que você achava que não faria diferença. Sabe aquele professor que pegava no seu pé? Que só implicava contigo nas aulas? Se despediu. Não aguentou ficar no serviço nem uma semana a mais. Ele também se culpa. Aquelas meninas que te zoavam na escola, que te chamavam de feia, de vadia e tudo mais, elas choram todos os dias. Se sentem culpadas até o ultimo fio de cabelo. Aquele garoto que você gostava está internado numa clinica para viciados. A culpa foi tão grande que não aguentou e se iniciou no mundo das drogas. Ele gostava de você, mas não quis ficar contigo por vergonha. Sua melhor amiga aquela que chorou e gritou no seu velório, ela se corta todas as noites. Seu melhor amigo perdeu o sono e tem que tomar remédios fortes para conseguir dormir apenas três horas por noite. Os dois se sentem imensamente culpados por não terem conseguido te ajudar. Se sentem inúteis. O seu quarto ainda está lá. A carta ainda em cima da cama. Sua mãe não teve coragem de lê-la. E mesmo com todas as recordações que isto pode causar, depois desse um mês passado, ela resolve entrar no seu quarto. O sangue ainda está no chão. Ela ainda consegue ver você estirada ali, sem vida. Passa pela poça e vai até sua cama, se senta e chora. Pega seu travesseiro e sente sue cheiro. Chora ainda mais. Então ela pega a carta, agora meio velha, devido ao tempo que ficou presa naquele quarto. Ela vê as letras borradas e deduz que são por causa de lágrimas, e nisso está certa. Toma coragem, e lê suas ultimas palavras. Mais lágrimas caem sobre o papel. Ela tenta te entender. Mas não consegue. Ela nota que todos erraram com relação a você. Principalmente ela, que não percebeu tudo que estava acontecendo com sua própria filha. Termina, joga o papel na cama. Sai e pega um balde com água. Joga no quarto e limpa seu sangue. Ela não consegue parar de chorar. Mas faz o que você pediu na carta. Segue em frente. Um ano se passou, e as coisas não mudaram muito. A depressão de sua mãe se foi. Sua melhor amiga não pega em uma lamina ha meses. Seu melhor amigo dorme bem agora. A cidade ainda não se esqueceu do seu suicídio, mas ninguém mais comenta. As coisas parecem bem agora. Apenas parecem. Na mente daqueles que se importavam tudo isso ainda não parece real. É um ano sem você. É um ano de tristeza. Um ano de lágrimas. Visitam seu tumulo e deixam flores. Eles sentem sua falta. E sempre vão sentir. Jamais se esquecerão de você. Infelizmente você partiu ao invés de esperar as mudanças acontecerem. Eles tiveram que te perder pra dar valor. Enquanto você sofria em silencio, eles fingiam não se importar com nada, mesmo se importando muito. Erro seu, sim. Mas erro deles também.

Pedido: “ S/n alta!Queria um imagine que a S/n namora o Harry e é alta, não mais que ele porém alta! hahahaha Por favor eu queria muito, porque é realmente difícil achar algo com esse assunto! beijossss ”

Mil desculpas à pessoa que fez esse pedido pela demora para atender/ escrever ele. Eu não consegui pensar em uma situação mais “criativa”, mas mesmo assim, espero que todas vocês gostem do imagine Xx

IMAGINE COM HARRY STYLES

Ajeitei-me mais uma vez a minha posição na cadeira ao mesmo tempo que suspirava entediada ao observar a festa por aquele ângulo. Estávamos na festa de casamento de um amigo de infância do Harry, era em uma casa de campo, estava tudo perfeito, a decoração em tons de branco e lilás, os arranjos de flores de lavanda, o tradicional bolo branco com os noivinhos no topo, a dama de honra e o pajem carregando as flores e as alianças até os noivos.

As crianças corriam felizes pelo gramado, sem se importarem da bronca que receberiam de seus pais ao verem as roupas sujas de terra. Por outro lado, os adultos conversavam e bebiam os seus drinques.

Encontrei Harry há alguns metros de distância, conversando em uma rodinha com alguns amigos. Assim que ele me viu, fez sinal para que eu aproximasse e com calma fui caminhando até eles, equilibrando a cada passo em razão dos saltos alto que não tinha costume de usá-los. Envolvi meus braços na sua cintura, abraçando-o de lado e  beijei os seus lábios. Harry sorriu fraco para mim, colocando um dos braço sobre os meus ombros, acariciando minhas costas nuas devido ao decote na parte de trás do vestido.

Eles estavam relembrando dos velhos tempos de escola e eu me divertia com algumas histórias que contavam sobre Harry na adolescência. Certo momento, ia apoiar a minha cabeça no peito dele, como quase sempre fazia quando estava abraçando-o, mas me senti desconfortada pela postura e logo percebi o porque.

Eu não era mais alta que o Harry, pelo contrário, era até uns cinco centímetros mais baixa, mas por conta do salto alto, que eu estava usando especialmente para a festa, tinha me deixado mais alta do que ele.

Eu estava incomodada com isso agora. Tentava disfarçar dobrando um pouco o joelho e jogando o meu peso para a outra perna, abaixava um pouco a cabeça, mas isso parecia não ajudar.

— Está tudo bem? — Harry perguntou me puxando para um canto percebendo a minha inquietação e eu assenti sorrindo fraco. — O que aconteceu?

— Não aconteceu nada Harry. — Disse sentando na beirada de um murinho que havia atrás de mim. “Isso vai fazer parecer que sou mais baixa”, pensei comigo mesma.

Sabia que ele não estava acreditando, ele me olhava sério esperando eu finalmente falar o que estava me incomodando naquele momento.

— Fala — Pediu num sussurro com os nossos rostos próximos e acariciando meus lábios com o polegar.

— Droga Harry, eu sou alta demais. — Ele pareceu não entender e rolei os olhos ficando em pé na sua frente. — Olha para mim! Eu estou mais alta que você, isso é tão… tão… estranho. Eu fico parecendo uma vara ambulante andando com esses saltos.

— Não fala assim. — Harry levantou o meu rosto e beijou a minha testa num ato de carinho. — Eu gosto de você assim, não importa a sua altura ou o seu peso, quantas

‘dobrinhas” ou marcas de nascença que tenha pelo seu corpo,  elas formam você perfeitamente. E eu amarei para sempre. — Harry juntou os nossos lábios mais uma vez num longo selinho. Quando o beijo foi partido, o encarei e pude ver um sorriso se formar em seu rosto. — E veja pelo lado positivo: podemos aproveitar o fato de nós dois ter a mesma altura e tentar “coisas” novas na cama também.

— Harry! — Gritei incrédula beliscando o seu braço, vendo-o rir da minha reação. Os convidados próximos à nós, sorriam nos vendo.

— Você quer tirar os sapatos? — Harry perguntou quando percebeu que eu estava mais calma.

— E eu vou ter que andar descalça?

— Ninguém vai perceber, o seu vestido é longo vai cobrir seus pés.

Ele estava certo e sua proposta parecia tentadora demais. Me livrar dos saltos que me incomodavam, ficar na minha altura normal, me sentir confortável, poder abraçá-lo e deitar minha cabeça em seu peito.

Harry fez com que eu me sentasse novamente no murinho e se agachou na minha frente, levantando a barrinha do meu vestido para poder desfivelar o fecho das sandálias e tirá-las dos meus pés.

— Estou me sentindo a Cinderela sem os sapatinhos de cristal, é  claro — Harry riu terminando de tirar o meu salto. — Obrigada, eu amo você — Sussurrei no seu ouvido e finalmente podendo abraçá-lo e deitar a minha cabeça em seu peito ouvindo o seu coração bater contra o meu rosto.

Mas não adianta nada ter pessoas ao seu redor enchendo o saco e fingindo se importarem contigo, no final da noite restará apenas você e as paredes do seu quarto. É sempre assim.
—  Raphael Henrique, Desalentou.
Sinto muito. Talvez esse seja o meu maior problema, sinto muito. Mas por outro lado demonstro pouco. Me chateia o fato de que algumas pessoas possam achar que não me importo com o que acontece ao meu redor, ou que não sei dar valor para as pessoas que sempre me ajudam. Porque a verdade é que ninguém se preocupa mais com isso do que eu. Ninguém sofre uma dor que não é sua como eu sofro. Pode ter certeza de que não acharão alguém que tenha metade dos meus sentimentos. Quando me dizem “você não sente nada” tenho uma enorme vontade de pedir que me olhem com mais atenção, que decifrem tudo o que eu não sei dizer, que respeitem a minha falta de palavras, mas que também não desonrem o meu sentimentalismo conservado. As pessoas julgam demais, falam demais e esquecem de olhar para o próprio umbigo. Não pensam no peso que oferece a um tipo de pessoa retraída como eu. Palavras ferem mais que porradas. Toda essa mágoa e julgamentos somam mais feridas dentro de mim. As vezes sinto que estou sendo engolida pela minha própria dor. Na sociedade de hoje só é bem visto aquele que segue todos os seus “padrões”. E eu odeio padrões, odeio que me digam o que fazer. Já basta todos enxergarem errado e só se importar com si só, ainda isso? A realidade é injustiça demais com todos. Eu não sou um coração de pedra e não é porque eu estou sempre sorrindo que isso muda minha definição. Eu sinto também, assim como todos sentem. Quando alguém me diz algo como um “não gosto de você”, eu vou sim sentir um frio por dentro e uma tristeza mais afundo. Eu não sou assim como todos julgam por apenas se importarem com os próprios sentimentos. Eu não mereço receber tudo de mal a frente, só porque supostamente eu não me importo. Mas estão errados, eu me importo sim, eu posso esconder mas no fundo sou uma manteiga derretida e não sei porque estou me abrindo aqui, acho que está na hora de caírem na real, e ver que eu sou um poço de amor e carinho, mas apenas para os que merecem-me assim, os que me desagrada eu deixo pra lá, não sou boba né, não consigo fingir gostar de alguém, mas sei muito bem esconder amar alguém, este é o meu maior talento, pois para tirar algo carinhoso da minha boca, ou alguma ação que signifique sentimentalismo tem que penar muito, porque eu construí algo dentro de mim que ninguém pode quebrar e levarei pra vida toda: A verdade!
—  Escrito por Kelly, Bruna, Isadora e Letícia B. em Julieta-s.
A sua mágoa é não me inspirar à escrever textos enormes sobre você? Pois saiba que assim como todos os outros que já beijaram a minha boca, você merece um texto meu. Mas no seu caso não é pra falar de nada tão ruim. É só pra te dizer o quanto me deixava triste suas respostas tortas e as palavras que saíam apressadas pela sua boca, sem se importarem onde iriam bater nem o quanto iriam me machucar. Você, assim como todos os outros que deitaram na minha cama, merece um texto meu. Mas esse é pra falar que quando você foi embora o seu cheiro ficou impregnado no meu lençol assim como na minha pele, mas depois do tanto que você já me fez sofrer, eu tive vontade de trocar de quarto, de vida, eu tive vontade de sair do meu próprio corpo, só pra me livrar da mistura excitante do seu perfume amadeirado com o cheiro de homem viril natural da sua pele. Você, assim como todos os outros que acamparam por pouquíssimo tempo na minha vida, mesmo eu acreditando que ficariam pra sempre, merece um texto meu. Mas esse é pra dizer que sou grata à você, não por ter cruzado o meu caminho, me feito sorrir e sentir orgulho depois de me contar uma mentira, na qual eu acreditei cegamente, mas por todas as vezes que me fez derramar uma lagrima, por todas as vezes que senti uma lança perfurar minha alma e o meu coração sangrar. Porque assim eu cresci e me tornei mais mulher e menos idiota. Por isso, assim como todos os outros que já me disseram coisas bonitas, tocaram o meu corpo e logo em seguida foram embora, você Noah, também merece um texto meu.
—  Allie para Noah.