se importarem

Tenho um temperamento forte e sou de difícil aproximação, mas isso não quer dizer que eu não tenho coração, que eu não sei sentir, que eu não dou atenção, que eu não tenho laços afetivos, que eu não sou fiel a quem amo, isso quer dizer apenas que eu sou muito seletiva, que tenho minhas prioridades, que não entrego minha confiança a qualquer um e que aprendi a duras penas a me guardar do mal, da falsidade, dos invasores emocionais que só nos procuram para seus interesses pessoais, sem se importarem com quem somos e com o que sentimos, que não nos respeitam nem respeitam o nosso espaço e a nossa vida. Dizer a você que é fácil saber quem chega só para nos fazer bem, realmente nem sempre sei, mas posso te afirmar que pessoas maldosas já se revelam indiretamente em suas atitudes que aos poucos vão demonstrando o quanto são frias, calculistas e fracas. A vida não é feita de regras, mas eu me atrevi a criar uma pra minha, não quero mais do meu lado gente que não me acresce, que não me ajuda, que não me faz avançar, não tenho paciência para mediocridades e não quero ter que passar uma vida me ferindo por gente cheia de razão nenhuma. Ei, não estou dizendo que todo mundo é igual, nem te aconselhando a se isolar, porque nessa vida todos nós precisamos de alguém que nos ame, que nos valorize, que nos queira bem, só estou querendo que você entenda que nem todos chegam pra ficar e os que ficam são exatamente aqueles que Deus escolhe para nos cuidar, porque do mal Ele sempre vai nos livrar.
—  Cecilia Sfalsin.
Precisamos falar sobre isso..

Estamos no meio de uma guerra sem fim, na qual todos lutam pela igualdade, pela compaixão, pelo direito de ser feliz.
Eu olho pro mundo e fico decepcionada, com a falta de compreensão das pessoas. Com o fato de elas se importarem mais com a aparência do que com a felicidade do outro, do que realmente faz o outro se sentir bem.
Hoje, em pleno século XXI aonde tudo deveria ser mais evoluído, mais bem pensado, onde a mente deveria estar mais aberta, ainda somos obrigados a ver o preconceito das pessoas, parece que estamos sempre andando parar trás, em vez de para frente. Só lamento muito, por essas pessoas que acham que menosprezando e criticando as outras irão conseguir algo, irão mudar algo, o pensamento dessas pessoas pode não ter evoluído mas ainda existem muitas outras pessoas que evoluíram, que apoiaram, que se permitiram, se aceitaram.

Bullying

Então, não sei bem como começar esse texto, mas ultimamente eu tenho recebido muitas mensagens ameaçadoras, mensagens de pessoas horríveis vindo me julgar ao invés de pegar e conversar comigo com calma, me ajudar, incentivar, mas bom, eu dou graças a Deus por não ser mais a Vitória de antigamente, eu me machucava por qualquer coisa, eu era uma pessoa muito fraca e ingenua demais..

Eu sinceramente tento entender até hoje o que passa pela cabeça das pessoas que praticam bullying com as outras, sabe.. isso não é legal, você faz a pessoa entrar em depressão, faz a pessoa querer morrer, você faz a pessoa ter auto estima baixa, vergonha de si mesma!! Algumas pessoas devem me olhar e pensar que sou metida, isso e aquilo, mas não é bem assim, a pessoa que me transformei hoje, foi graças a tudo que eu já passei e hoje eu posso dizer que sou uma pessoa forte, vou contar um pouquinho de uma das coisas de aconteceu comigo que me afetou muito..

No começo de 2014, eu não lembro porque estava triste mas me lembro de ter tirado uma foto do meu pulso cortado e ter postado no snap, realmente eu não deveria ter postado essa foto no snap, mas eu gostava quando as pessoas viam e iam falar comigo, gostava quando se importavam comigo, eu fui ingenua em ter postado isso, até aí tudo bem… passou alguns minutos, comecei a receber mensagens privadas no snap, com fotos de pulsos “cortados” desenhado de vermelho representando os cortes com mensagens na foto do tipo “só queria compartilhar contigo a minha dor” enfim, foram muitas mensagens horriveis que fui recebendo, daí nisso eu corri em um grupo onde estava minha amiga e desabafei pra ela no grupo com todo mundo vendo, deveria ter ido falar com ela no privado, mas fui burra e ingenua de novo, nisso que falei no grupo minha situação, um garoto começou a me criticar, me julgar, falando que eu deveria morrer, aí logo em seguida me colocaram em um grupo no whatsapp, onde havia umas 10 garotas e só eu pra me defender, essas garotas eram as mesmas do snap que estavam me atacando, eu saía do grupo e ai me colocavam de novo, falaram coisas horriveis do tipo “se não gostou já pode se matar”, eu deixei todas elas falando sozinhas no grupo e corri pro banheiro chorando, pra me cortar, cortei tão fundo e com um ódio de mim que eu quase peguei uma veia, eu realmente quase morri naquele dia e seria por culpa de todas essas garotas, mas eu sofria bullying por pegar meninos demais, o que era errado, mas as pessoas não sabiam chegar conversando pra me ajudar e ja chegavam me atacando, eu tenho os prints e algumas fotos até hoje da conversa do grupo, é uma pena eu nao ter da conversa toda do grupo, mas enfim, o que eu queria dizer é, isso não vai sair nunca mais da minha cabeça, essas coisas me perseguem todo santo dia e o que eu to querendo mostrar é que, a pessoa que pratica o bullying, faz a brincadeira idiota dela ali e fica tranquila com o passar dos anos, agora, a pessoa que sofreu o bullying, nunca mais esquece….
Tem bastante histórias, mas essa é uma das que me afetou muito e hoje em dia ainda vem pessoas falar que eu tenho doença por ser magra, ou que eu não tenho peitos, ou que meus dentes são horriveis, ou que eu sou toda falsa, uso lentes, ou que eu sou horrível sem maquiagem e todas essas coisas, eu queria muito que as pessoas parassem um pouco pra refletir antes de ir julgar a pessoa sem necessidade, graças a Deus hoje eu me aceito do jeito que eu sou, faço as coisas que gosto sem medo do que vão dizer, hoje eu posso dizer que sou uma pessoa feliz e realizada, tantas pessoas me acompanhando, me amando, me mandando mensagens fofas todos os dias, isso é surreal, eu amo cada um de vocês e queria falar que isso é só o começo, vocês vão me aturar muito ainda, mas o que eu queria trazer pra vocês é o seguinte.. Não importa o quão digam que você é feia, pois você é linda(o), tenta não se importarem com o que falam de vocês, sejam fortes, quando forem te zoar ou julgar, apenas seja educado com essa pessoa ou entra na zoeira também, fala que você se ama.

Ame você do jeito que Deus te fez, do jeito que você é, se voce gosta de alguma roupa que ja saiu de moda, ou alguma musica, ou um cantor ou uma banda, não fique com vergonha de mostrar pro mundo a pessoa que voce realmente é, desafio você a se olhar no espelho todos os dias e dizer que se ama, coloca uma musica e dança em frente ao espelho e fica olhando pra voce ver como voce é lnda(o), se ame, se inspire em outras pessoas também, nós somos lindos e a sociedade não tem que querer nada de nós, mandando a gente seguir um padrão de beleza ou algo assim, quem for gostar da gente, vai gostar do jeito que a gente é e fim de papo.

Eu sou muito grata por tudo que tenho hoje e to aqui por vocês, enfim, não deixe nada te abalar, se ame.

Como escrever personagens assexuais

Um dos maiores perigos em escrever sobre algo que você conhece pouco ou não conhece é que, quase todas as vezes, você vai escrever aquilo errado e, em certas circunstâncias, de maneira ofensiva. Isso acontece em quase tudo, mas os casos mais graves ocorrem quando você decide escrever sobre alguma doença mental, orientação sexual ou gênero não normativo.

Nesse texto eu pretendo tratar, como o título sugere, de personagens assexuais. A maioria das pessoas não conhece orientações que variam do heterossexual, homossexual e bissexual. Embora a sexualidade humana seja muito mais complexa que isso, hoje quero focar-me somente no espectro assexual.

Keep reading

A televisão é o espelho da infelicidade.

Todos os dias o corpo da mulher é tratado como objeto comercial. O corpo da mulher diz respeito à todos, menos à mulher. Muitos programas com conteúdo de moda ou de transformações escolhem mulheres, que não se encaixam nos padrões de beleza impostos pela mídia, acusando estas mulheres de não se importarem com sua aparência. Porém, na maior parte dos casos estas mulheres não possuem liberdade financeira para tratamentos estéticos, sendo que algumas confessam nunca terem ido ao salão beleza. Outras sofreram com problemas como vícios, abandono e depressão. Os programas com este tipo de conteúdo convencem suas convidadas de que a aparência é seu cartão de visitas e que ela deve mudar imediatamente. Após ser menosprezada, a mulher está convencida a mudar e agradar a opinião da maioria tentando se encaixar em um padrão de beleza e ser aceita na sociedade. Ao final de cada transformação, uma comemoração é encenada com música dramática, a convidada está transformada da cabeça aos pés para receber os aplausos da platéia, que antes rejeitou a mulher apenas por sua aparência, suas roupas, sua cor e etc. Mais uma mulher foi ensinada que sua aparência é sempre mais importante do que sua fala, sua inteligência e sua dignidade.


O Brasil é um dos países com número recorde em cirurgias plásticas. A cobrança que a mídia impõe em busca do corpo perfeito afeta mulheres de todas as idades. Remédios controlados como antidepressivos são vendidos como água para mulheres que são cobradas por uma perfeição que não existe, que é ilusória e editada no photoshop. Muitas mulheres morrem ou chegam perto da morte pelo excesso de cirurgias plásticas que submetem seus corpos. Muitas mulheres fazem dietas que encontram na internet que podem desencadear doenças estomacais ou psicológicas como bulimia e anorexia. Muitas mulheres odeiam se olhar no espelho. Muitas mulheres acreditam que são gordas demais, magras demais, altas demais, baixas demais, brancas demais, negras demais.

A mídia e a sociedade nunca irão nos ensinar a amar nossos corpos, pois eles precisam nos convencer a comprar produtos cosméticos, cirurgias estéticas e antidepressivos. O padrão de beleza foi criado propositalmente para você se sentir inferiorizada, imperfeita e infeliz.


Comece a se presentar com aquilo que a sociedade e a mídia rouba de você, o amor próprio.Amor próprio é cuidar-se com ternura. Proteger sua integridade física e mental dos demônios da vaidade e da ganância. É respeitar seus limites.

Para se libertar das críticas venenosas da sociedade é preciso aceitar suas imperfeições, seu corpo e seu eu verdadeiro.

Comece uma revolução dentro de você, ame-se. ♥

Uma vez, alguém me perguntou se eu não cansava de ser sozinho. É espantoso como as pessoas te esbofeteiam simplesmente pelo fato de se importarem com algo mais exposto que a sua superficialidade atraente. Expliquei ao mundo que eu gostava de ser o que eu sou. Inclusive, expliquei milhares de vezes tentando me convencer. Parei pra pensar no que a expressão “gostar de ser o que é” significava, além, claro, do clichê óbvio e açucarado, ideal pra quando alguma coisa implícita no seu sorriso começa a desmoronar. Gostar de ser o que é, pra mim, é se auto satisfazer, numa espécie de masturbação sentimental infinita. A ideia não é muito agradável, óbvio, mas os hormônios da solidão deixam claro que eu me satisfaço com o mínimo de coisa que não seja propriamente minha. É, pior, além de masturbar os seus sentimentos, você ainda dá uma de cafetão do cérebro alheio. Me satisfaço escutando música de terceiros, lendo livros de terceiros, apreciando arte de terceiros, vendo filmes de terceiros, comendo comidas preparadas por terceiros, olhando as estrelas de terceiros, quartos e quintos amantes, amando terceiros. Ser só é me apaixonar o tempo inteiro por tudo o que não me pertence, desde as garotas que pegam o mesmo ônibus que eu até os olhos claros de alguém que passa na rua. Ser só é se apaixonar por sardas, pintas, rugas, estrias, fios de cabelo branco que nascem em pessoas ainda jovens, sinais, gestos, boca descascada, suor. Qualquer coisa que pode ser de qualquer um. Eu gosto de ser sozinho, na maioria das vezes. Amar de longe é uma companhia sufocada e solidária, mas a gente sabe que dar prazer a si mesmo nem sempre é o bastante. Prazer, aliás, nem sempre é o bastante. Curtir a minha companhia ofegante e cardíaca nem sempre é o bastante. Uma pequena parcela de mim ainda quer decorar a cara de alguém com memórias, desencontros, angústia, amor e coisa do tipo. É fácil, na teoria. Chega um certo estágio da solidão, quando ela, infelizmente, vira autossuficiência, que passamos a perceber que a nossa alma age como uma enorme máquina de lavar. Você não sabe mais onde é que começa e onde é que termina. Tudo é reciclável e reaproveitável. As feridas cicatrizam tão depressa que não há tempo de saber o que ou quem nos feriu e, então, não há como esquecer. As lágrimas funcionam como o ácido do nosso estômago quando as ingerimos. Não existe meio termo, é só uma reta sem fim. Nossa alma começa a ficar escura e passar por uma espécie de blackout. Ser só é admitir que tudo o que você procura nos outros está exatamente em você, de forma tão explícita que chega quase a ser pornográfico. O que dá medo, porém, é voltar os olhos pra si e descobrir o medo profundo e sombrio que você sente de morrer sozinho, a angústia de nunca se encaixar, o orgulho, que você alimentou durante todos esses anos olhando as dores dos outros, pensando que jamais se repetiria da mesma maneira contigo, justamente porque você sabe que a única agressão é a que você se provoca, pequeno e acoado, medroso, faminto… o medo de olhar pra si e descobrir que não gostamos tanto assim de ser o que somos. Amar a solidão é odiar profundamente o fato de sermos sempre sozinhos.
—  Cinzentos

Pedido: “ S/n alta!Queria um imagine que a S/n namora o Harry e é alta, não mais que ele porém alta! hahahaha Por favor eu queria muito, porque é realmente difícil achar algo com esse assunto! beijossss ”

Mil desculpas à pessoa que fez esse pedido pela demora para atender/ escrever ele. Eu não consegui pensar em uma situação mais “criativa”, mas mesmo assim, espero que todas vocês gostem do imagine Xx

IMAGINE COM HARRY STYLES

Ajeitei-me mais uma vez a minha posição na cadeira ao mesmo tempo que suspirava entediada ao observar a festa por aquele ângulo. Estávamos na festa de casamento de um amigo de infância do Harry, era em uma casa de campo, estava tudo perfeito, a decoração em tons de branco e lilás, os arranjos de flores de lavanda, o tradicional bolo branco com os noivinhos no topo, a dama de honra e o pajem carregando as flores e as alianças até os noivos.

As crianças corriam felizes pelo gramado, sem se importarem da bronca que receberiam de seus pais ao verem as roupas sujas de terra. Por outro lado, os adultos conversavam e bebiam os seus drinques.

Encontrei Harry há alguns metros de distância, conversando em uma rodinha com alguns amigos. Assim que ele me viu, fez sinal para que eu aproximasse e com calma fui caminhando até eles, equilibrando a cada passo em razão dos saltos alto que não tinha costume de usá-los. Envolvi meus braços na sua cintura, abraçando-o de lado e  beijei os seus lábios. Harry sorriu fraco para mim, colocando um dos braço sobre os meus ombros, acariciando minhas costas nuas devido ao decote na parte de trás do vestido.

Eles estavam relembrando dos velhos tempos de escola e eu me divertia com algumas histórias que contavam sobre Harry na adolescência. Certo momento, ia apoiar a minha cabeça no peito dele, como quase sempre fazia quando estava abraçando-o, mas me senti desconfortada pela postura e logo percebi o porque.

Eu não era mais alta que o Harry, pelo contrário, era até uns cinco centímetros mais baixa, mas por conta do salto alto, que eu estava usando especialmente para a festa, tinha me deixado mais alta do que ele.

Eu estava incomodada com isso agora. Tentava disfarçar dobrando um pouco o joelho e jogando o meu peso para a outra perna, abaixava um pouco a cabeça, mas isso parecia não ajudar.

— Está tudo bem? — Harry perguntou me puxando para um canto percebendo a minha inquietação e eu assenti sorrindo fraco. — O que aconteceu?

— Não aconteceu nada Harry. — Disse sentando na beirada de um murinho que havia atrás de mim. “Isso vai fazer parecer que sou mais baixa”, pensei comigo mesma.

Sabia que ele não estava acreditando, ele me olhava sério esperando eu finalmente falar o que estava me incomodando naquele momento.

— Fala — Pediu num sussurro com os nossos rostos próximos e acariciando meus lábios com o polegar.

— Droga Harry, eu sou alta demais. — Ele pareceu não entender e rolei os olhos ficando em pé na sua frente. — Olha para mim! Eu estou mais alta que você, isso é tão… tão… estranho. Eu fico parecendo uma vara ambulante andando com esses saltos.

— Não fala assim. — Harry levantou o meu rosto e beijou a minha testa num ato de carinho. — Eu gosto de você assim, não importa a sua altura ou o seu peso, quantas

‘dobrinhas” ou marcas de nascença que tenha pelo seu corpo,  elas formam você perfeitamente. E eu amarei para sempre. — Harry juntou os nossos lábios mais uma vez num longo selinho. Quando o beijo foi partido, o encarei e pude ver um sorriso se formar em seu rosto. — E veja pelo lado positivo: podemos aproveitar o fato de nós dois ter a mesma altura e tentar “coisas” novas na cama também.

— Harry! — Gritei incrédula beliscando o seu braço, vendo-o rir da minha reação. Os convidados próximos à nós, sorriam nos vendo.

— Você quer tirar os sapatos? — Harry perguntou quando percebeu que eu estava mais calma.

— E eu vou ter que andar descalça?

— Ninguém vai perceber, o seu vestido é longo vai cobrir seus pés.

Ele estava certo e sua proposta parecia tentadora demais. Me livrar dos saltos que me incomodavam, ficar na minha altura normal, me sentir confortável, poder abraçá-lo e deitar minha cabeça em seu peito.

Harry fez com que eu me sentasse novamente no murinho e se agachou na minha frente, levantando a barrinha do meu vestido para poder desfivelar o fecho das sandálias e tirá-las dos meus pés.

— Estou me sentindo a Cinderela sem os sapatinhos de cristal, é  claro — Harry riu terminando de tirar o meu salto. — Obrigada, eu amo você — Sussurrei no seu ouvido e finalmente podendo abraçá-lo e deitar a minha cabeça em seu peito ouvindo o seu coração bater contra o meu rosto.

Eu só queria conseguir compreender o porque de tudo isso estar acontecendo comigo. Como perdi todas as pessoas que eu pensava se importarem comigo. Eu pensava que sempre teria alguém para conversar quando estivesse triste, que sempre haveria alguém ali, para secar as minhas lágrimas. Me virei e não vi ninguém, do meu lado apenas meu travesseiro que me fez e ainda faz companhia durantes as noites frias que passo chorando. Onde consigo ao menos segurar a dor, tentando sufocá-la. Mas o contrário acontece, aos poucos ela vai me ganhando, me sufocando e eu vou me perdendo. Quem dera fosse realmente efêmero essa dor que ainda habita em mim. Já não tenho esperanças, ela está desaparecendo como o meu verdadeiro eu. Neste dia que passou perdi as contas de quantos “você está bem?” recebi, respondendo com um mentiroso sim em todas. Sou especialista em fingir, deve ser isso mesmo, pois mesmo com os olhos vermelhos e esse nó em minha garganta, as pessoas insistem em acreditar que está tudo bem, que nada está acontecendo. As vezes penso que na verdade elas sabem que estou mentindo, mas fingem que acreditam apenas para não ter de perguntar o porque da minha dor. O porque de eu estar tão afundada em mim mesma e não ver solução para nada. Fingem por não querer ajudar, e sinceramente não quero que eles perguntem, pois ficariam com pena de mim. Boto um sorriso no rosto e saio andando, esse é o meu grande escudo contra o mundo. Mas um dia eu não aguentarei mais e desabarei, sem mais nem menos desabarei. Meus gritos falhos que guardei ecoaram pelas avenidas dessa cidade e todos ouviram como dói ser sempre talvez a invísivel, como dói ser invísivel. Pois a dor deve ser gritada para aliviar aquilo que me fez/faz ser tão desanimada.
—  Pecaveis dividiu palavras com Afogar.

Sim. Me apaixonei de verdade. Me entreguei como se o mundo fosse terminar amanhã. Senti algo que há muito tempo não sentia. Me apaixonei por tudo em você. Seu cabelo, seus olhos, suas mãos. Seu cheiro, sua voz, seu olhar, seu toque frio quase congelante. Fiz planos, construí sonhos, realizei desejos. Olhei no fundo dos seus olhos e declarei todo o meu amor por você e com uma simples frase você sabia o que eu sentia: ‘Eu te amo’. Larguei antigos sonhos, desejos passados e corri ao seu lado. Esquecemos amigos e enfrentamos nossa família pois sabíamos o quanto eramos fortes. Vivemos o sonho de muitas pessoas, que com medo de serem felizes e se importarem com que os outros pensam, não o realizaram. Viramos idolas de pessoas que nem sabíamos que existiam. Crescemos e aprendemos juntas o desafio da vida. Caímos diversas vezes, mas com a ajuda uma da outra, hoje estamos aqui. Você formada em Publicidade e Propaganda, eu, em Direito. Moramos num pequeno apartamento só nosso, temos um cachorro mais lindo de todos chamado Batman e adotamos uma linda menina que é amada por todos independente do preconceito, independente de sermos um casal diferente. Sim, vencemos na vida, vencemos o medo, o preconceito, a exclusão da sociedade. Hoje não dependemos de mais ninguém. 

Só espero que essa história se torne realidade amanhã. Esses são os nossos planos para um futuro bem próximo. Um futuro que lutamos hoje para ser realizado amanhã. Não desista do seu sonho assim como eu não desisti do meu.

—  Carol Linhares 
Sinto muito. Talvez esse seja o meu maior problema, sinto muito. Mas por outro lado demonstro pouco. Me chateia o fato de que algumas pessoas possam achar que não me importo com o que acontece ao meu redor, ou que não sei dar valor para as pessoas que sempre me ajudam. Porque a verdade é que ninguém se preocupa mais com isso do que eu. Ninguém sofre uma dor que não é sua como eu sofro. Pode ter certeza de que não acharão alguém que tenha metade dos meus sentimentos. Quando me dizem “você não sente nada” tenho uma enorme vontade de pedir que me olhem com mais atenção, que decifrem tudo o que eu não sei dizer, que respeitem a minha falta de palavras, mas que também não desonrem o meu sentimentalismo conservado. As pessoas julgam demais, falam demais e esquecem de olhar para o próprio umbigo. Não pensam no peso que oferece a um tipo de pessoa retraída como eu. Palavras ferem mais que porradas. Toda essa mágoa e julgamentos somam mais feridas dentro de mim. As vezes sinto que estou sendo engolida pela minha própria dor. Na sociedade de hoje só é bem visto aquele que segue todos os seus “padrões”. E eu odeio padrões, odeio que me digam o que fazer. Já basta todos enxergarem errado e só se importar com si só, ainda isso? A realidade é injustiça demais com todos. Eu não sou um coração de pedra e não é porque eu estou sempre sorrindo que isso muda minha definição. Eu sinto também, assim como todos sentem. Quando alguém me diz algo como um “não gosto de você”, eu vou sim sentir um frio por dentro e uma tristeza mais afundo. Eu não sou assim como todos julgam por apenas se importarem com os próprios sentimentos. Eu não mereço receber tudo de mal a frente, só porque supostamente eu não me importo. Mas estão errados, eu me importo sim, eu posso esconder mas no fundo sou uma manteiga derretida e não sei porque estou me abrindo aqui, acho que está na hora de caírem na real, e ver que eu sou um poço de amor e carinho, mas apenas para os que merecem-me assim, os que me desagrada eu deixo pra lá, não sou boba né, não consigo fingir gostar de alguém, mas sei muito bem esconder amar alguém, este é o meu maior talento, pois para tirar algo carinhoso da minha boca, ou alguma ação que signifique sentimentalismo tem que penar muito, porque eu construí algo dentro de mim que ninguém pode quebrar e levarei pra vida toda: A verdade!
—  Escrito por Kelly, Bruna, Isadora e Letícia B. em Julieta-s.
Eu deveria ter te ligado no meio da noite pra dizer que o coração não tava aguentando de tanta saudade tua, mesmo odiando falar no telefone. Eu deveria ter me calado diante aquela pequena discussãozinha, que só servia pra nos deixar distantes. Eu deveria ter deixado meu orgulho de lado, embora fosse muito difícil disso acontecer. Eu deveria ter tentado deixar de ser tão ciumenta tão possessiva só pra você não se sentir sufocado. Eu deveria ter gritado pra o mundo todo o quanto eu te amava, embora todos me mandassem calar a boca por não se importarem. Eu deveria ter feito tanta coisa, tanta coisa por você, por mim, por nós, mas não fiz.
—  Laura Mello.
E então você decidiu que está na hora. Ninguém em casa é o momento perfeito. Tem uma faca, a mais afiada que voce encontrou, diante dos seus olhos. Agora ela está em suas mãos. Antes de terminar com tudo você pega uma folha. Procura uma caneta. Começa a escrever palavras e mais palavras. Tenta se explicar. Pede desculpa, diz que sente muito. As lágrimas escorrem pelo seu rosto sem parar. Caem sobre a folha e borram algumas palavras. Seu coração se aperta, pois não quer dar adeus a tudo aquilo que você mais ama. Você obriga a si mesmo a se desgarrar desses pensamentos. Está na hora de ir. A carta está terminada. Você a lê e chora ainda mais. Deixa a folha de papel sobre sua cama. Senta-se no chão. Ele está frio. Assim como você também está congelando. Lágrimas ainda caem pelo seu rosto, e dessa vez você não consegue controlá-las. Agora sua mente está voltada em decidir aonde vai ser. Duas escolhas ficam em sua mente. Mas você se decidiu pelo mais comum, pelo mais fácil. Ergue a blusa e vê sua veia pulsando. Sorri, tão ironicamente, mas sorri. Nesse momento milhares de coisas passam pela sua mente. Menos a ideia de desistir. Porque você não vai. A lâmina esta na sua mão outra vez. A coragem que muitas vezes havia sumido aparece. A veia ainda pulsa, e é como se lhe convidasse a perfurá-la. Mais alguns segundos de tensão, mais alguns minutos de quase-vida e você quer logo dar um basta. Pega o objeto cortante que tem em mãos e o passa sobre seu pulso, com toda a sua força. No principio nada. Mas então uma dor latejante toma conta de todo seu corpo. Sangue. Numa quantidade que você nunca tinha visto. Não para de escorrer. Então você sabe que dessa vez deu certo. Que era o fim. Sente a morte se aproximando, e não tem um pingo de medo. Aquilo era o esperado. Despede-se de todos. E mesmo com toda aquela dor flamejante, sorri. Sorri porque sabe ser o fim de toda a sua dor, de todo seu sofrimento. Acabou. Agora era hora de ser feliz. Mesmo que fosse bem longe de onde ele sonhara ser. Seus olhos se fecham lentamente. Sua alma se desprende. E dentro de ti sobre apenas um vazio. O sangue para de escorrer. Mas essa historia não acaba por ai. Sua mãe chega em casa. Grita pelo seu nome. Não obtém resposta é claro. Então vai te procurar. Vai direto ao seu quarto. Abre a porta e grita. Aquela cena jamais sairia da mente dela. O corpo da sua filha caído no chão. O pulso cortado. Sangue espalhado pelo chão. Então ela chora, desesperadamente. Se joga no chão e começa a sacudir seu corpo. Implora pra que ainda esteja viva, mas você não está. Com lágrimas nos olhos ela diz que você está morta. Ela sai correndo. Para onde nem ela sabe, apenas corre. Sai de casa e vai pra longe, chorar. No dia seguinte a noticia já se espalhou. No seu velório apareceram inúmeras pessoas. A maioria foi apenas para dizer que sentiam muito. Uma grande parte eram de curiosos. E mesmo que essa fosse pequena, havia uma quantidade de pessoas que realmente estavam ali por realmente se importarem. Sua melhor amiga entra e vê seu corpo num caixão. Gritos e mais gritos. É um choro sem fim. O seu melhor amigo a ampara, mas nem ele mesmo consegue ser forte. A pose de durão dele sumiu. Sua mãe está lá a base de calmantes. Seu pai apareceu, mas não conseguiu ficar. Seu enterro aconteceu. Mas as pessoas não iriam esquecer tão fácil assim. Um mês se passa. Sua mãe entrou em depressão. Toma milhares de remédios, mas nada faz com que aquele vazio se preencha. Ela tenta se manter forte, pois ela tem que ser, mesmo que muitas vezes ela desmorone e chore pelos cantos. A família não é a mesma sem você. E pensar que você achava que não faria diferença. Sabe aquele professor que pegava no seu pé? Que só implicava contigo nas aulas? Se despediu. Não aguentou ficar no serviço nem uma semana a mais. Ele também se culpa. Aquelas meninas que te zoavam na escola, que te chamavam de feia, de vadia e tudo mais, elas choram todos os dias. Se sentem culpadas até o ultimo fio de cabelo. Aquele garoto que você gostava está internado numa clinica para viciados. A culpa foi tão grande que não aguentou e se iniciou no mundo das drogas. Ele gostava de você, mas não quis ficar contigo por vergonha. Sua melhor amiga aquela que chorou e gritou no seu velório, ela se corta todas as noites. Seu melhor amigo perdeu o sono e tem que tomar remédios fortes para conseguir dormir apenas três horas por noite. Os dois se sentem imensamente culpados por não terem conseguido te ajudar. Se sentem inúteis. O seu quarto ainda está lá. A carta ainda em cima da cama. Sua mãe não teve coragem de lê-la. E mesmo com todas as recordações que isto pode causar, depois desse um mês passado, ela resolve entrar no seu quarto. O sangue ainda está no chão. Ela ainda consegue ver você estirada ali, sem vida. Passa pela poça e vai até sua cama, se senta e chora. Pega seu travesseiro e sente sue cheiro. Chora ainda mais. Então ela pega a carta, agora meio velha, devido ao tempo que ficou presa naquele quarto. Ela vê as letras borradas e deduz que são por causa de lágrimas, e nisso está certa. Toma coragem, e lê suas ultimas palavras. Mais lágrimas caem sobre o papel. Ela tenta te entender. Mas não consegue. Ela nota que todos erraram com relação a você. Principalmente ela, que não percebeu tudo que estava acontecendo com sua própria filha. Termina, joga o papel na cama. Sai e pega um balde com água. Joga no quarto e limpa seu sangue. Ela não consegue parar de chorar. Mas faz o que você pediu na carta. Segue em frente. Um ano se passou, e as coisas não mudaram muito. A depressão de sua mãe se foi. Sua melhor amiga não pega em uma lamina ha meses. Seu melhor amigo dorme bem agora. A cidade ainda não se esqueceu do seu suicídio, mas ninguém mais comenta. As coisas parecem bem agora. Apenas parecem. Na mente daqueles que se importavam tudo isso ainda não parece real. É um ano sem você. É um ano de tristeza. Um ano de lágrimas. Visitam seu tumulo e deixam flores. Eles sentem sua falta. E sempre vão sentir. Jamais se esquecerão de você. Infelizmente você partiu ao invés de esperar as mudanças acontecerem. Eles tiveram que te perder pra dar valor. Enquanto você sofria em silencio, eles fingiam não se importar com nada, mesmo se importando muito. Erro seu, sim. Mas erro deles também.
A sua mágoa é não me inspirar à escrever textos enormes sobre você? Pois saiba que assim como todos os outros que já beijaram a minha boca, você merece um texto meu. Mas no seu caso não é pra falar de nada tão ruim. É só pra te dizer o quanto me deixava triste suas respostas tortas e as palavras que saíam apressadas pela sua boca, sem se importarem onde iriam bater nem o quanto iriam me machucar. Você, assim como todos os outros que deitaram na minha cama, merece um texto meu. Mas esse é pra falar que quando você foi embora o seu cheiro ficou impregnado no meu lençol assim como na minha pele, mas depois do tanto que você já me fez sofrer, eu tive vontade de trocar de quarto, de vida, eu tive vontade de sair do meu próprio corpo, só pra me livrar da mistura excitante do seu perfume amadeirado com o cheiro de homem viril natural da sua pele. Você, assim como todos os outros que acamparam por pouquíssimo tempo na minha vida, mesmo eu acreditando que ficariam pra sempre, merece um texto meu. Mas esse é pra dizer que sou grata à você, não por ter cruzado o meu caminho, me feito sorrir e sentir orgulho depois de me contar uma mentira, na qual eu acreditei cegamente, mas por todas as vezes que me fez derramar uma lagrima, por todas as vezes que senti uma lança perfurar minha alma e o meu coração sangrar. Porque assim eu cresci e me tornei mais mulher e menos idiota. Por isso, assim como todos os outros que já me disseram coisas bonitas, tocaram o meu corpo e logo em seguida foram embora, você Noah, também merece um texto meu.
—  Allie para Noah.

E então você decidiu que está na hora. Ninguém em casa é o momento perfeito. Tem uma faca, a mais afiada que voce encontrou, diante dos seus olhos. Agora ela está em suas mãos. Antes de terminar com tudo você pega uma folha. Procura uma caneta. Começa a escrever palavras e mais palavras. Tenta se explicar. Pede desculpa, diz que sente muito. As lágrimas escorrem pelo seu rosto sem parar. Caem sobre a folha e borram algumas palavras. Seu coração se aperta, pois não quer dar adeus a tudo aquilo que você mais ama. Você obriga a si mesmo a se desgarrar desses pensamentos. Está na hora de ir. A carta está terminada. Você a lê e chora ainda mais. Deixa a folha de papel sobre sua cama. Senta-se no chão. Ele está frio. Assim como você também está congelando. Lágrimas ainda caem pelo seu rosto, e dessa vez você não consegue controlá-las. Agora sua mente está voltada em decidir aonde vai ser. Duas escolhas ficam em sua mente. Mas você se decidiu pelo mais comum, pelo mais fácil. Ergue a blusa e vê sua veia pulsando. Sorri, tão ironicamente, mas sorri. Nesse momento milhares de coisas passam pela sua mente. Menos a ideia de desistir. Porque você não vai. A lâmina esta na sua mão outra vez. A coragem que muitas vezes havia sumido aparece. A veia ainda pulsa, e é como se lhe convidasse a perfurá-la. Mais alguns segundos de tensão, mais alguns minutos de quase-vida e você quer logo dar um basta. Pega o objeto cortante que tem em mãos e o passa sobre seu pulso, com toda a sua força. No principio nada. Mas então uma dor latejante toma conta de todo seu corpo. Sangue. Numa quantidade que você nunca tinha visto. Não para de escorrer. Então você sabe que dessa vez deu certo. Que era o fim. Sente a morte se aproximando, e não tem um pingo de medo. Aquilo era o esperado. Despede-se de todos. E mesmo com toda aquela dor flamejante, sorri. Sorri porque sabe ser o fim de toda a sua dor, de todo seu sofrimento. Acabou. Agora era hora de ser feliz. Mesmo que fosse bem longe de onde ele sonhara ser. Seus olhos se fecham lentamente. Sua alma se desprende. E dentro de ti sobe apenas um vazio. O sangue para de escorrer. Mas essa historia não acaba por ai. Sua pai chega em casa. Grita pelo seu nome. Não obtém resposta é claro. Então vai te procurar. Vai direto ao seu quarto. Abre a porta e grita. Aquela cena jamais sairia da mente dele. O corpo do sue filho caído no chão. O pulso cortado. Sangue espalhado pelo chão. Então ele chora, desesperadamente. Se joga no chão e começa a sacudir seu corpo. Implora pra que ainda esteja vivo, mas você não está. Com lágrimas nos olhos ele diz que você está morto. Ela sai correndo. Para onde nem ele sabe, apenas corre. Sai de casa e vai pra longe, chorar. No dia seguinte a noticia já se espalhou. No seu velório apareceram inúmeras pessoas. A maioria foi apenas para dizer que sentiam muito. Uma grande parte eram de curiosos. E mesmo que essa fosse pequena, havia uma quantidade de pessoas que realmente estavam ali por realmente se importarem. Sua melhor amiga entra e vê seu corpo num caixão. Gritos e mais gritos. É um choro sem fim. O seu melhor amigo a ampara, mas nem ele mesmo consegue ser forte. A pose de durão dele sumiu. Sua mãe está lá a base de calmantes. Seu pai apareceu, mas não conseguiu ficar. Seu enterro aconteceu. Mas as pessoas não iriam esquecer tão fácil assim. Um mês se passa. Sua mãe entrou em depressão. Toma milhares de remédios, mas nada faz com que aquele vazio se preencha. Seu pai tenta se manter forte, pois ele tem que ser, mesmo que muitas vezes ela desmorone e chore pelos cantos. A família não é a mesma sem você. E pensar que você achava que não faria diferença. Sabe aquele professor que pegava no seu pé? Que só implicava contigo nas aulas? Se despediu. Não aguentou ficar no serviço nem uma semana a mais. Ele também se culpa. Aqueles meninos que te zoavam na escola, que te chamavam de feio, de viado e tudo mais, elas choram todos os dias. Se sentem culpadas até o ultimo fio de cabelo. Aquele garoto que você gostava está internado numa clinica para viciados. A culpa foi tão grande que não aguentou e se iniciou no mundo das drogas. Ele gostava de você, mas não quis ficar contigo por vergonha. Sua melhor amiga aquela que chorou e gritou no seu velório, ela se corta todas as noites. Seu melhor amigo perdeu o sono e tem que tomar remédios fortes para conseguir dormir apenas três horas por noite. Os dois se sentem imensamente culpados por não terem conseguido te ajudar. Se sentem inúteis. O seu quarto ainda está lá. A carta ainda em cima da cama. Sua mãe e seu pai não teve coragem de lê-la. E mesmo com todas as recordações que isto pode causar, depois desse um mês passado, eles resolvem entrar no seu quarto. O sangue ainda está no chão. Ele ainda consegue ver você estirado ali, sem vida. Passa pela poça e vai até sua cama, se senta e chora. Pega seu travesseiro e sente sue cheiro. Chora ainda mais. Então ela pega a carta, agora meio velha, devido ao tempo que ficou presa naquele quarto. Ela vê as letras borradas e deduz que são por causa de lágrimas, e nisso está certa. Toma coragem, e lê suas ultimas palavras. Mais lágrimas caem sobre o papel. Ela tenta te entender. Mas não consegue. Ela nota que todos erraram com relação a você. Principalmente ela, que não percebeu tudo que estava acontecendo com seu próprio filho. Termina, joga o papel na cama. Sai e pega um balde com água. Joga no quarto e limpa seu sangue. Ela não consegue parar de chorar. Mas faz o que você pediu na carta. Segue em frente. Um ano se passou, e as coisas não mudaram muito. A depressão de sua mãe se foi. Sua melhor amiga não pega em uma lamina ha meses. Seu melhor amigo dorme bem agora. A cidade ainda não se esqueceu do seu suicídio, mas ninguém mais comenta. As coisas parecem bem agora. Apenas parecem. Na mente daqueles que se importavam tudo isso ainda não parece real. É um ano sem você. É um ano de tristeza. Um ano de lágrimas. Visitam seu tumulo e deixam flores. Eles sentem sua falta. E sempre vão sentir. Jamais se esquecerão de você. Infelizmente você partiu ao invés de esperar as mudanças acontecerem. Eles tiveram que te perder pra dar valor. Enquanto você sofria em silencio, eles fingiam não se importar com nada, mesmo se importando muito. Erro seu, sim. Mas erro deles também.

Você mais que ninguém se conhece, então não deixe se influenciar facilmente pelas opiniões alheias, existe gente invejosa no mundo, gente que não se contenta com sua felicidade. Sim, somente você pode se conhecer da forma mais clara e obscura. Quantas vezes você já foi chamado atenção por está errado, para os outros e depois percebeu que estava certo, para si mesmo? Vai deixar ser sempre assim? Se levar por opiniões, muitas vezes fúteis. Vai deixar os outros falarem quem você deve ser? Mas, cuidado, algumas pessoas podem te fazer de bobo da corte. Algumas querem somente brincar com você, com seus sentimentos, com seu coração. E não se importarem com que você sinta, pois o bobo é você. Elas a corte. Seja dono si. Possua opiniões, ouça opiniões. Mas seja sempre você, pra poder enfrentar seu próprio ser.
—  Will Cardoso e Jô Costa.
Houve uma época em que eu julgava merecedora de estar ao meu lado, qualquer pessoa que fosse capaz de me fazer sorrir. E eu sorri muito, mas chorei muito também, porque, na mesma proporção que essas pessoas eram capazes de me arrancar sorrisos, eram capazes de arrancar lágrimas. Então eu percebi que o meu critério, não podia estar mais errado. Encontrar pessoas que te fazem sorrir é extremamente fácil, há dezenas delas em cada esquina, a todo instante, esteja certo disso. Na verdade, pessoas que te fazem chorar, também, é inevitável ser magoado em algum momento da vida. Mas o que é muito raro, caro amigo, é encontrar pessoas que se importam. Pessoas que ao te fazer sorrir, se importem em saber se teu sorriso é sincero. Pessoas que ao te fazer chorar se importem em se ter sido duros demais, em se desculpar e em cuidar para que não voltem a te machucar. Pessoas que, quando não tiverem culpa, se importem em te oferecer um ombro, a mão e te cuidar, em se importarem com você.
—  KLS, sonhos-avessos