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              Fenix , Mulher Renascida

Há estações, Há dias, Há momentos, em que tudo nos magoa, em que tudo fica diferente, e vemos…Em cada pessoa um inimigo, em cada palavra uma farpa, em cada desatenção uma ofensa, em cada olhar uma crítica, em cada sucesso alheio, uma provocação, em cada carinho uma intromissão, cada raio de sol, excesso de luz, no cantar dos pássaros, um ruído ensurdecedor. Há momentos assim, em que a nossa resistência chega ao fim, em que estamos tristes, sós e magoadas, cansadas de injustiças ou dores, cansadas da vida e dos problemas, cansadas dos outros e, principalmente, cansadas de nós. Já lambemos as nossas feridas,mas elas transformaram-se em escaras. Então, porque não podemos fugir, nem viver numa redoma. Recolhemo-nos dentro de nós. Entramos em combustão, Ardemos, qual tocha humana. Até que de nós, nada sobre, que não as próprias cinzas. É então que se dá o milagre, que se dá a renovação. Das cinzas ressurgimos, quais Fênix renascidas. Muito perdemos, muito de nós gelou e morreu, nunca mais seremos iguais. Mas, nova plumagem nasceu, novos saberes, novas forças. Mais fortes, por vezes mais duras. Mas, mais sábias também. Orgulhosas abrimos as asas. E, com um grito poderoso, voamos para novas guerras. Sabemos, porém, de antemão, que novas mortes nos esperam, que novas cinzas virão, mas enquanto cá estivermos, novas penas crescerão. E renasceremos das cinzas. Vitoriosas, Vorazes, Fortes e Sábias. Encheremos nossas almas, de um amor sem explicação. Partiremos para a luta, certas da nossa vitória, sobre nós, sobre as nossas incertezas. Sobre a nossa frustração.