sayonara dias

Ainda não é dia 06 de Março, mas o que são algumas horas quando o dia nos lembra algo tão terrível? Há um ano atrás o Brasil acordava com uma noticia que chocou milhares de pessoas: O cantor Chorão, da banda Charlie Brown Jr, tinha sido encontrado morto em seu apartamento. Era impossível, eu pensava. O cara tava pra lançar um CD novo, tinha projetos pra realizar, não podia ser verdade. Mas era. Chorão estava em depressão, morreu de overdose. Que morte clichê. Mas Chorão deixou ensinamentos para todos seus fãs, deixou músicas para refletir, para amar, para protestar, para se indignar. Deixou um legado, deixou histórias. Chorão virou lenda. Mas, sinceramente, eu preferia que ele não tivesse deixado nada disso, porque pra deixar essas coisas, ele deixou a gente. E com a morte dele, perdi sonhos, perdi coisas que nem cheguei a ganhar. Eu sonhava em completar 18 anos e ir assistir um show da CBJR (minha mãe nunca permitiu que eu fosse assistir um), mas isso nunca vai acontecer. Vou morrer sem nunca ter tido a chance de assistir minha bada favorita, meu cantor favorito. Vou morrer sem ter tido a oportunidade de gritar “Brown” depois do Choris gritar “Charlie”. Vou morrer sem sentir a vibe boa de uma banda que eu sempre vou amar. Mas, quando eu morrer, espero reencontra-lo, numa bem melhor. Enquanto isso vou viver, desapontada com tantas coisas que perdi sem ao menos ganhar. Vou viver, vendo por fotos, um sorriso que tanto me alegra. O Marginal mais amado do Brasil deixou saudades… Deixou saudades pra caralho. Mas o lado bom dessa história é que ele se eternizou.
—  Chorão não tá com a gente, Chorão tá na gente, tá no nosso coração, para sempre. (Sayonara Dias)
Toda noite, quando deito na minha cama, penso em nós. Em como vai ser amanhã, se estaremos juntos ano que vem, se chegaremos a casar… Daí eu lembro que porra, quem se importa com o amanhã? Quero viver o hoje, com você ao meu lado, e te dar um hoje tão, tão perfeito, que você vai querer viver um hoje como esses todos os dias.
—  E de hoje em hoje nós vamos construindo nosso pra sempre.
Eu nunca pensei sobre o que é o amor. Quando criança, amor pra mim era o que eu sentia pelo meu desenho favorito, pelo meu ursinho de pelúcia, pela minha família. Quando fiquei um pouco mais velha, amor pra mim era o que eu sentia pelos meus amigos – até por aqueles que hoje não fazem parte da minha vida. Mas hoje percebo que amor não é o que se tem, ou o que se sente. Amor é o que se é. Eu sou torcedora, porque amo um time. Eu sou fã, porque amo uma banda. Eu sou namorada, porque amo um alguém. Eu sou amiga, porque amo umas pessoas. Eu sou amor. Sou amor pela vida, pelos lugares, por algumas pessoas, por algumas histórias. Eu sou amor, porque ser amor faz bem para todo mundo.
—  Vortice-s, Eu sou amor.