saudades vida

Quando ouço alguém falando que relacionamentos à distância não existem, sou obrigada a discordar logo.

A gente dá umas sumidas drásticas, a gente se desentende.

Às vezes ficamos tempos sem nos falar e acredito que além da correria diária isso também seja causado porque o amor que sentimos uma pela outra nos dá certeza de que a qualquer momento estaremos ali, mesmo com toda essa maldita distância, uma para a outra. E esse amor já dura, viu? O tempo só não passa para toda demonstração(na medida do possível) de afeto que você se dispõe a me dar e eu tento lhe oferecer de bom grando de volta.

Nem preciso dizer que tua felicidade sempre será a minha e meu coração é teu.

E de tempos em tempos a gente precisa se amar a distância, como hoje, falar da vida; da saudade que tá matando; dos problemas; dos amores; de tudo.

Ouso dizer:  essa distância não nos separa, só nos une ainda mais.

Término.

Terminou. Segui em frente. Tentei me refazer. Refiz. Me perdi. Enlouqueci. Mas tava tão difícil continuar com aquele namoro que acreditei que o mais justo com nós era colocar um ponto final. Me enganei. Não me vi sozinha, pelo contrário, companhia não faltou. O tempo foi passando e eu preferi acreditar que aquela saudade ia passar e eu dizia: vivo bem sem ele. Menti. Não vivia e não vivo. Tudo me lembrava, tudo me levava para o mesmo caminho, a mesma pessoa. Doeu. Caí, mas levantei. Dizem que quando a gente conta várias vezes a mesma mentira, ela vira verdade porque acabamos acreditando nela. Confiei, agora vai. Segui em frente, e dizia: não sinto mais nada por ele. Chegava a noite, tudo piorava. Dizem que saudade é como resfriado, sempre piora a noite. Então, comecei a aceitar a hipótese de eu ainda ser completamente apaixonada por ele, estremeci. Caí, levantei e me recompus. Pensei: não pode ser, não é justo. Mas segui, tava pagando pra ver. Paguei caro. Não me vi sozinha mas quis ficar e fiquei. Fugi de qualquer coisa que pudesse me levar a ele. Achei nossa aliança. Enlouqueci. Peguei o celular. Liguei. Outra atendeu. Desliguei. Desabei. Sentei no chão. Chorei. Pensei: não é justo com ele, ele seguiu em frente, não posso fazer isso, fui eu quem não quis mais, não é justo com ele. Mas naquele momento o meu coração ficou tão apertado e baixinho disse: liga. Liguei. “Alô?” admito: que saudade daquela voz, a vontade era dizer: volta? Volta pra mim, eu não existo longe de ti, me devolve. Me controlei. Não disse. Combinamos de sair pra conversar no dia seguinte. Desligamos. “Tchau”. Mas a vontade de dizer e ouvir “ó, ainda te amo.” ficou. Nada foi dito. Agora eu te pergunto: volta? Aquilo que parecia ponto final, é só uma vírgula. Ou se foi ponto final, vamos recomeçar nesse parágrafo. Talvez, precisávamos desse tempo longe. Amadurecemos, assim espero. Espero, ansiosamente, pelo momento que vou te ver na minha frente, pertinho. Poder te tocar, olhar, sentir, beijar. Beijo que nunca existiu melhor, que desde o primeiro, se encaixou. Tudo encaixou: beijo, abraço, carinho, corpo… Teu corpo no meu. Que saudade de te sentir em mim, fazer amor contigo. Agora digo: meu amor, nenhum outro corpo tem graça como o teu, meu corpo é o encaixe do teu, meus pés foram feitos para caminharem paralelos aos teus, minhas mãos para andarem de mãos dadas com a tua, minha risada para fazer sinfonia junto da tua, o meu amor pra ser todo teu e a minha vida para ser todinha tua. Eu te amo tanto, volta?

Então eu acho que é isso sabe? Aconteça o que acontecer, eu sempre vou me lembrar de você, por mais que passe dias ou anos, que eu conheça outros caras, que eu me case. Vai ter sempre aquele detalhe do dia, a ida na padaria, o banco do praça, e eu vou lembrar que um dia a vida me permitiu conhecer você.
—  Velenciar
Ninguém te ama como eu amo. Nunca traí, nunca menti, nunca coloquei ninguém acima de você. Te dei espaço e tempo e agora você está me dizendo que sente minha falta e que ainda pensa em mim. Nós éramos um em um milhão, nosso amor é difícil de encontrar. Você fica acordado até tarde só pra não sonhar? Toda vez que seus lábios tocarem outros, eu quero que você me sinta. Toda vez que você dançar com alguém, eu quero que você me sinta. Os seus dias ficam um pouco mais solitários? As noites ficam um pouco mais frias? As batidas do coração mais aceleradas? Quando você corre, para quem você foge? Onde você se esconde quando ela não é o suficiente pra que você passe a noite? Não ficarei no meio dos seus altos e baixos. Amor, se você não está comigo, você sempre estará sozinho.
—  Selena Gomez.
Sinto falta de falar contigo todos os dias, de te mandar uma mensagem de “bom dia” e saber como você está, como foi o seu dia, se pensou em mim, em nós. Sinto falta de chegar em casa e a primeira coisa que eu fazia, era te avisar que tinha chegado, e o quanto foi chato trabalhar/estudar. Sinto falta de conversar contigo, mesmo a gente brigando no final de cada conversa. Sinto falta de não ter assunto contigo. Sinto falta de quando eu te ligava e ficávamos em silêncio, e do nada, brigávamos e logo em seguida, nos entendíamos. Sinto falta de quando ficávamos planejando nosso futuro, ou quando combinávamos de nos encontrar e nunca dava certo. Sinto falta do ciúmes que eu sentia por você (quer dizer, ainda sinto), sinto falta das nossas brigas, dos nossos carinhos. Sinto falta do nosso amor. Sinto falta de nós. Éramos felizes, do nosso jeito, jeito torto, mas éramos. E tudo se perdeu. Tudo acabou, e foi tudo tão de repente. Mas eu sinto falta, ah, como eu sinto…
—  Thaís Gonçalves.