saudade cara

será que só eu percebi
que o amor passou ao nosso lado
e nós covardes dizemos ser só amizade partindo assim um pra cada lado e deixando tudo com cara de saudade.

A vida transborda o tempo todo, tire seus aprendizados, não destrua o futuro por problemas do passado.
—  Oriente
Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo.
—  O Amor, Tati Bernardi.
Imagine Zayn Malik

Para Lary: Menina, adoro essas coisas, muito obrigada por mandar, mesmo.

Nota da ajudante da Lary: Ponto de vista do Zayn.
Nem sempre s//n ai ser seu nome completo, pra não ficar tão formal, então tá.

  • ·        Hely cats eu queria pedir sabe um imagine com o zayn bem sad que ele trai ela, e depois de 3 anos ele volta e tenta ficar com ela em casamento so que ela já tá noiva (no final eles ficam juntos)

- Bom dia, Sunshine! – S/n disse quando abri os olhos. Ela estava linda com seus cabelos caindo em seus ombros e a minha blusa. Seus olhos meio fechados ainda e a cara amassada mostrava que ela já estava acordada contra sua vontade há um tempo.

- Eu não quero levantar… – disse abraçando a sua cintura, e a jogando na cama.

S/n deu a sua famosa risada, aquela que me fazia suspirar de amor. Fiquei encarando o seu perfil por um tempo, todos aqueles detalhes excepcionais  poderia enlouquecer qualquer homem. Ela não era como as outras namoradas que já tive, S/n era mais.

- Feliz quatro anos, doze dias e – a minha quase esposa fitou o relógio de princesa do lado da cama – cinco horas.

- Foram os melhores quatro anos, doze dias e cinco horas da minha vida. Eu amo você – s/n subiu em cima de mim, se inclinou e me beijou

- O certo é cinco horas e um minuto agora.

- Um minuto e um segundo – disse pressionando o seu corpo mais no meu, não do jeito de como eu fiz a noite passada, agora mais calma e mais romântica.  

- Credo – ela disse se separando de mim e saindo de cima do meu corpo, o que me fez gemer em reprovação. Juro que foi de reprovação. – Quando é que nos tornamos esses casais ruins e melosos? – ela riu passando a mão na minha cara para afastar o seu rosto do meu.

- Eu não faço a mínima ideia. Mas eu gosto. – ela me encarou levantando a sobrancelha e com um olhar indignado

- Ainda te chamam de bad boy? – S/n se levantou da cama me puxando com ela

- Ei! – disse em falsa raiva – Eu sou mal ainda.

- Nunca. – ela me provocou. E realmente eu não era o que a mídia dizia, ela sabia disso. Ela mais que ninguém sabia disso.

- Eu vou te mostrar o quão bad eu sou – disse levando ela no meu colo para o banheiro e deixando acontecer o que já fazíamos desde da noite de ontem.

Xxx

Já tinha terminado o meu café com S/n, agora eu tentava ver umas playlist legais a fim de atualizar as redes sociais para os meus fãs sobre o novo CD, que seria totalmente dedicado a mulher que assistia Barbie e a casa dos sonhos na televisão.

O celular vibrou em minhas mãos me fazendo a voltar atenção para ele. Era Liam mandando fotos do filho dele e dizendo que eu deveria ir o visitar, eu sei que como amigo eu realmente deveria, mas ainda há coisas pra resolver por aqui e os boatos da minha saída da banda ainda circulam.

- Querida, Liam me mandou fotos do Bear. – disse para S/n que agora assistia Três espiãs demais.

- Ai que lindo, ele já deve ‘tá grandão né?

- Sim.

- Se puxar ao Liam e um pouco da Cheryl a criança ai ser uma belezura.

- Não será tanto quanto o nosso… – disse me sentando ao sofá junto a ela – Nossa família vai ser linda, e incrível, e magnifica, e foda – disse intercalando a beijos na minha namorada.

- Olha essa boca, idiota. – ela disse se virando para beijar-me melhor, parando apenas para cantar o refrão da música de abertura do desenho.

Xxx

- Então você vai trabalhar agora? –assenti – Achei que iria folgar o dia inteiro.

- E folguei o dia. A noite tenho que voltar – disse em meio ao sorriso.

- São quatro da tarde. Ainda é dia. – ela disse cruzando as pernas em volta da minha cintura, o que me fez balançar um pouco para trás já que ela deu um impulso grande pra subir. S/n desceu e ficou encostada na porta me olhando sair. Aquele lindo olhar de saudade e desejo.

- Eu amo você. – Minha garota disse quando eu estava já no final da calçada.

- Eu também – respondi quando entrei no carro de Kimmy.

Seguimos para Los Angeles onde eu iria apresentar uma noite de música em um festival, S/n não poderia ir comigo já que precisava ficar em Malibu para resolver assuntos de seu trabalho em escala mundial.

O local do festival estava completamente lindo, havia várias pessoas e músicos e cores. Uma coisa muito louca ao mesmo tempo de ser calmo.

- Vai um? – disse uma garota loira com mechas coloridas no cabelo para mim, eu sabia que cigarro era aquele, ah se sabia.

- Não, obrigado. Não fumo mais. – a garota riu ainda mais.

- Ah qual é, por que?

- A minha namorada disse que…

- Zayn Malik está na linha por causa de uma qualquer? – ela se aproximou mais de mim. Como estávamos no backstage, as coisas eram meio apertadas e difíceis de não ter um contato corporal. A menina abaixou um pouco mais a sua blusa, o que me deu  visão de seus seios, e bem, eram maiores que o de S/n. – Só um pouco, vai. – empurrou o cigarro contra meus lábios semiabertos, e quando eu ia reclamar, puxei o ar pela boca o que fez com que a fumaça adentrasse meus pulmões. E cara, que saudade disso.

Não sei ao certo o que me deu, mas eu estava beijando aquela mulher enquanto ela já tirava sua blusa e eu as calças. Repeti o processo que tinha feito naquela manhã com a minha namorada, na minha casa.

Droga.

Larguei-me da mulher e comecei a subir minhas calças e procurar as minha blusa.

- Ei! –ela disse protestando – Eu não terminei.

-Termine você sozinha.

Sai do local, quando abri a porta, percebi que o dia já estava amanhecendo e a claridade me fez ficar tonto e enjoado.

- Ei, cara, vai pra onde? – Kimmy apareceu no meu campo de visão e como eu estava meio drogado já que estava transando e fumando.

- Eu não sei. Preciso da S/N.

- Zayn Malik não terminou de me foder! – ouvi a voz da mulher adentrar nos meus tímpanos e foi também a última coisa que eu lembro daquele dia.

Xxx

Cheguei em Malibu e fui para o meu apartamento, espera ver S/n ali, me esperando ou coisa do tipo. Mas estava minha mãe e a merda da mulher do back; a vadia não entende que eu não quis e não quero mais?

- Sunshine, essa mulher disse que dormiu com você. – minha mãe apontou para a desgraçada

- Caramba, você é chata pra caralho! – eu disse e logo fechei a boca, S/n não gostava de tantos palavrões em casa.

- Me faça terminar pelo menos! –disse a outra cheia de si.

- Cala a boca! – minha irmã disse, ótimo agora tenho uma convecção em casa – Ela veio pra dizer isso para S/n. – fodeu tudo.

- Cadê ela? – perguntei para Safaa disse na escada. – Nem sonhe – disse quando estava no primeiro degrau, esparrando a minha entrada.

- Deixa ele ir, ele deve explicar. – Minha mãe interferiu.

Subi o resto dos degraus correndo e parei em frente a porta branca de maçaneta dourada. Onde passamos todas as noites nesses últimos três anos, que foi quando ela se mudou pra cá… Oh todas as noites, aquelas noites eram nossas.

Abri a porta com medo de ver o que estava acontecendo, S/n estava de costas para mim e dobrava uns panos que consegui identificar como suas roupas.

- Você quer que eu deixe alguma lingerie para ela? – o tom ácido saiu da boca da mulher que eu amava e aquilo me feriu profundamente.

- Oh, você sabe que eu estou aqui… – eu disse surpreso por ela jogar assim, poderia ser minha mãe.

- Eu te reconheceria em qualquer lugar, Zayn. Como reconheci o homem que eu amava de costas traçando uma mulher qualquer.

- O que? – eu disse receoso e de modo baixo

- Era ao vivo! – ela disse aumentando o tom de voz, coisa que nesses quatro anos nunca fizera – Ao vivo! A repórter estava no backstage, onde você estava! Você estava lá! – S/n se virou para mim e pela primeira vez eu preferi que ela continuasse a não me olhar – Você estava lá, seu vagabundo! – começou a distribuir tapas por todo meu corpo, ora com suas próprias mãos, ora com uma peça de roupa que ela segurava.

- Eu não… Eu não sabia… – disse tentando me desviar de tapas – Poderia ser qualquer um outro.

- Mas era você, eu posso te reconhecer entre milhões de pessoas, entre milhões de clones seus, eu posso te reconhecer no meio do nada e entre tudo, Zayn. Eu posso porque eu te amo, eu te amo como nunca amei alguém e acho que nunca vou amar algum outro. Você poderia entender isso? – assenti com pressa e medo – Não, você não poderia, porque você não amou, Malik.

- Eu te amei, eu te amo! – disse me pondo de joelhos e a encarando, as lágrimas caiam do meu rosto sem dó, mas nada caia dos olhos dela, apenas de sua boca, as palavras que eu nunca esqueceria.

- QUEM AMA NÃO TRAI! – ela gritou, a minha calma e pacifica S/n gritou. – Quem ama não traça qualquer uma na primeira oportunidade que vê, quem ama não pensa em quebrar promessas ou algo do tipo, porque amor requer isso, amor precisa disso. Você em algum momento me amou de verdade?

- É claro que eu te amei, eu te amo e te amarei. Eu dedico minha vida pra você, acordo todos os dias pra te vê, fujo de reuniões pra ficar com você, eu cumpro minhas promessas pra você. – disse, e era verdade.

- Sobre as promessas, você está se referindo a nunca me magoar ou sobre largar o baseado? Porque, olha, você me decepcionou em ambas. – Ela também sabia da droga.

- Ela que te contou? – S/n assentiu

- Você sabe pelo menos o nome da moça? – eu não sabia, mas isso não tinha nada a ver conosco. Neguei com a cabeça. – Acho que é melhor assim, sei lá.

S/n se virou novamente, agora, se uma terceira pessoa nos visse ia perceber que éramos como um drama da televisão. Eu ajoelhado chorando e ela de pé fazendo a mala.

- Fica – supliquei secando as minhas lágrimas. – Por favor, fica. Eu te amo.

- Eu não posso, você sabe. Eu não sei quem você é.

- Me reconheça, vamos, você sabe quem eu sou, eu sou o seu Zayn. No meio da multidão, você sabe quem sou eu, sabe o que ‘tô dizendo, por favor, S/n. Não vai. Não, por favor.

- Eu não posso. – ela se abaixou em minha frente  e beijou a minha mandíbula, seus lábios quentes fizeram meu corpo se arrepiar, tenho quase a certeza que ela sentia o gosto das minhas lágrimas em sua boca. - Não posso enquanto tiver aquela imagem na minha mente.

E essas foram as últimas palavras que S/n me dirigiu. Lembro-me de ter visto ela pegando sua bolsa e sua mala saindo dali. Não lembro onde minha mãe ou Safaa se meteram. Então aos poucos as coisas que S/n possuía no meu apartamento ia sumindo, ela mandava umas amigas ou até a minha própria família vim buscar suas coisas que restavam. Eu sabia que ela não pisaria aqui, ainda mais quando eu estou largado no quarto, onde era a maior fonte de objetos dela.

A outra sacana disse para minha mãe que só queria fama, Trisha disse isso enquanto eu estava acordado, ou parecia.

- S/n? – perguntei a mulher que me pariu

- Eu não sei. – essa era resposta que todos me davam, mas não era a certa, eles sabiam, eu sinto isso.

 

3 ANOS DEPOIS… (parece coisa de novela, né?)

Fiquei na fossa por um longo tempo, sempre pensava em S//n e minhas músicas sempre retratavam ela de algum modo. Eu sei que deveria admitir e segui, mas não é tão fácil quanto você ama a pessoa. E eu a amo, eu sei disso.

Estava de volta a Malibu, depois de uma turnê de um ano e meio eu havia chegado para poucos dias de folga e férias, iria encontrar a família e amigos, tentar contato com S/n como venho fazendo, me disseram que ela trocou de número, e mesmo assim tento falar com ela no número antigo. Coisa estranha que eu adquiri depois de vê-la partir.

Largado em casa, recebi uma ligação de Doniya dizendo que minha mãe e ela iriam vir pra casa passar uma tarde comigo. Continuava no mesmo lugar onde S/n me deixara, ora ou outra me pego falando com algo que imagino ser ela. Imagino ela aqui deitada comigo ou cozinhando, imagino ela no banho e dormindo, questionei a anormalidade disso pra um psiquiatra, ele disse que era normal e que passaria ao longo dos anos, apenas acreditei.

Voltando, como Doniya disse que viria, fui passar no mercado, já que não existia qualquer coisa comestível dentro de casa. Entrei no carro e fui, no meio do caminho me arrependi totalmente por não ter contatado Bob, as fãs poderiam surtar e eu não estava com saco pra isso.

Desci e corri o estacionamento do shopping caminhando até o mercado que tinha lá, nem sei porque resolvi em um shopping, fazer o que se minha cabeça não vai  muito bem. Estava na seção de doces quando ouvi a risada que conhecera a tempos, era ela, eu sabia que era. Encarei a mulher de cabelos, agora curtos e mais claros, reconheci as sapatilhas que faziam o seu estilo e as calças que ela tinha uma coleção no guarda-roupa que também era meu por um tempo.

Ela estava ali, abaixada e segurando uma caixa de cereais em suas mãos. Os mesmos que faziam parte do meu armário e do meu lixeiro toda semana.

- Você ainda gosta das piadas dele? – disse me arrependendo em seguida, eu poderia ser melhor e mais cavalheiro.

S/n levantou sua cabeça rapidamente o que me fez acreditar que ela também não esperava me ver ali, quase pude ver o coração dela sair do peito. Ah, os seus peitos… Foco, Malik.

- Sim, continuam boas. – ela respondeu calmamente e se levantou ficando da minha altura. Sorrio sem graça até que o silêncio mórbido se estalou entre nós.

Eu a encarava da mesma forma que ela me encarava. Nos olhávamos procurando resíduos de um bom futuro e um seguimento da vida que tínhamos.

- Você emagreceu. – ela disse, pude sentir a preocupação dela em minha voz, o que me fez sorrir ainda mais.

- Você sabe o quão ruim é comer em turnê. – disse a ela relembrando de um fato de três anos anteriores.

- Pois é – o silêncio pairou novamente e seus olhos quase gritavam socorro, entretanto ela parecia não querer sair dali naquele momento.

- Eu senti tanto a sua falta, você não sabe o quanto ruim vem sendo esses anos sem você… – disse me aproximando dela para abraça-la, e ela deixou. O que me surpreendeu bastante.

- Eu… também senti a sua por um tempo. – seus braços não estavam em mim como ela costumava fazer.

- Não sente mais? – percebi S/n ficar rígida e seu coração acelerar mais.

- Olha, Zayn – ela me afastou de seu corpo o que me deixou bem chateado – Se passaram um bom e longo tempo, as coisas não são como achamos que eram, tudo mudou e eu…

- Eu ainda te amo – disse para que ela soubesse que o tempo não mudou isso.

- Eu estou noiva. – mais uma frase de todas as outras que ela já disse três anos antes que me machucou. Parei por um segundo a encarando, eu não sabia o que fazer ou por que fazer, eu amava aquela mulher e tudo mais, não poderia deixa-la com outro homem.

- Então você vai se casar – perguntei. Sei o quão besta é essa pergunta, mas ela poderia dizer que esperava por mim tudo mais.

- Sim, eu espero – Sn respondeu com leveza e então eu me afundei mais ainda na solidão que tinha criado.

- Você já pensou sobre isso? Porque, olha bem… – peguei as chaves do meu carro onde tinha um chaveiro que era “guarda coisas pequenas”, o abri e ali tinha o anel de ouro branco e rubi que eu daria para ela alguns anos antes. – Eu ia te pedir isso primeiro, então tenho preferência.

- Zay – o meu apelido saiu dos lábios dela, enquanto S/n encarava o chão e passava a mão na nuca, foi ali que eu percebi que ela tinha feito uma tatuagem, era fênix, o renascimento, a volta, talvez ela, talvez eu. – Eu não sou como aquele caixa – apontou para o caixa onde uma garota ruiva atendia uma senhora grávida enquanto um casal de idosos e outro homem com criança esperava. – Eu não sou um jogo ou uma brincadeira de quem dá mais. Eu sou uma mulher.

- Eu sei – murmurei baixo para não atrapalha-la.

- Eu te amei por muito tempo e talvez eu ainda te ame, não sei. Mas isso não quer dizer que você pode voltar aqui e dizer que iria me pedir em casamento, como se os últimos três ou desde aquele dia, nada tivesse acontecido. Porque aconteceu. – S/n me olhava nos olhos – Eu simplesmente não posso. – eu sabia que ela queria chorar, porque eu também queria.

- Você me ama? – disse sorrindo, nem sei o por quê do sorriso.

- Eu… – Sn foi cortada por um homem moreno, alto e não que eu pense isso com frequência, entretanto, gostoso. O rosto de S/n se iluminou quando o viu ali, enquanto o meu brilhava pelas lágrimas.

- Amor, eles vendem sorvete do Bob esponja aqui. – disse mostrando um pote de sorvete com o desenho animado estampado.

- Sério? Uau! – disse ela, e era em real surpresa. Digo isso baseado no que sabia dela.

- E ai? – o gostosão olhou para mim balançando a cabeça como em um comprimento.

- Oi – levantei a mão, como et’s naqueles filmes de suspense.

- Acho que já pegamos tudo. Podemos ir? – a voz de S/n saiu baixa e mais delicada, como o tom que ela usara para me acordar naquele dia.

Sn olhou em meus olhos pela ultima vez e também balançou a cabeça como fez o seu noivo. Fora a partida mais triste que todas as outras que eu estive imaginando por esse tempo. Ela estava saindo novamente do meu campo de visão, quiçá da minha vida.

Xxx

- Oi, Sunshine – minha mãe que estava na porta de casa disse ao me ver saindo do carro e me ajudando com as sacolas.

- Mãe, seria loucura eu ainda estar apaixonado por S/n? – Minha mãe revirou os olhos e ficou me encarando, o que tinha no meu rosto, afinal?

- Ela está noiva, Zayn. – Dona Trisha falou indo para porta da minha casa com duas sacolas, então percebi que todas as minhas irmãs e meu pai também estavam ali.

- Como… Como a senhora sabe disso? – perguntei realmente confuso enquanto minha família entrava na minha casa.

- Ela ainda fala comigo. – respondeu como se estivesse falando das minhas irmãs.

- E comigo.

- E comigo.

- Eu também – disseram as três filhas que minha mãe pariu.

- Nestes três fodidos anos, vocês falavam com ela? – perguntei revoltado, esperava um oi que seja de S/a todo esse tempo.

- E daí? Ela vai se casar, e não tem nada que você possa fazer. - Então foi aí que eu reparei que eu tinha muito o que fazer.

 Os membros dos Malik iam cozinhar então todos estavam com um serviço, eu também, claro. Mas quando Walihaa largou o celular dela, peguei sutilmente e disse que precisava ir ao banheiro. Consegui desbloquear, já que o celular não lia o dedo da minha irmã, ela vivia colocando senha, e por sorte consegui ver quando ela digitou ao longo do dia. O contato de S/n era um dos primeiros, logo, o mais frequente.

S/N <3: “Eu vi seu irmão hoje”

WALY: “OH! Esqueci de dizer que ele chegou :x”

S/N <3: “Relaxa, está tudo ok.”

WALY: “ VOCÊ NUNCA PÕE PONTO FINAL”

S/N <3: “HAHAHAHAHAHA”

S/N <3: “Desculpe”

S/N <3: “Acho que o teclado salvou assim”

S/N <3: “Ele tinha um anel”

WALY: “que? Pra que?”

O celular vibrou na minha mão e eu vi que ela tinha acabado de mandar uma mensagem.

S/N <3: “Ele disse que veio primeiro”

S/N <3: “Nesse negócio do casamento”

S/N <3: “Acha que é verdade?”

 Respondi prontamente.

WALY: “S//n, ele não vai te iludir de novo, olha bem, ele gosta de você de verdade, ele tá apaixonado com esteve anos atrás, deixa de coisa e fica com Zay”

Esperei alguns minutos então ela respondeu

S/N <3: “Walihaa não diz ‘olha bem’ e nem sabe que te chamo de ‘Zay’, Zayn”

- MALIK! – ouvi a voz da minha irmã, deletei rapidamente as últimas mensagens e então abri a porta pra a dona do celular – Eu quero fazer xixi! – passou rapidamente por mim, ainda bem. Voltei pra cozinha e deixe o celular onde ele estava.

- Mãe, olha isso. – disse Safaa com o celular virado para minha mãe e meu pai, pela expressão dos dois não era alguma coisa legal.

- Você acha que acabou mesmo? – meu pai perguntou.

- Ela não iria deixar isso acontecer e passar em branco. – Doniya falou. Eu prestava atenção e já estava meio curioso. Nessa altura já estava socando a massa do pão com força e desejando que alguém falasse alguma coisa.

- Oh, cara! – Waly disse quando chegou a cozinha e verificou o celular – Sério? – questionou todo mundo.

- Foi o que ela colocou no grupo – disse minha mãe com celular na mão também.

- Vocês tem um grupo e eu não estou nele? – Questionei meio revoltado depois de entregar a massa para o meu pai. – De quem vocês falam? – tentei ver o ecrã do celular de Doniya, claro que a minha irmã não me deixou ver. Então encarei todo ali, ninguém disse nada e me olhavam meio ‘wtf’ – Até o senhor, pai? – o meu pai assentiu. Que merda.

Xxx

Dias se passaram e ninguém nunca me disse o que estava acontecendo ali. Então nem perguntei mais. Já fazia um mês que estava em Malibu, ora eu ficava procurando S/n nas redes sociais e não tinha nada que indicava quando ela se casaria. Nada.

Tinha convidado uns amigos meus para virem me visitar e fazermos uma tarde de comidas e jogos. Liam tinha acabado de chegar em casa e me disse que esqueceu o achocolatado de Bear com a mãe, então eu me ofereci pra ir comprar enquanto ele ficava em casa com o filho que jogava e esperando os outros.
Payne todo exigente disse que seria melhor caso eu passasse na cafeteria que era mais perto de casa.

Entrei no local quente, vi uma moça em frente ao caixa e logo reconheci ela, fui fazer o pedido, S/n estava mais pálida e séria, estranhei que ela não era assim, nunca foi.

- Terminou com namorado – disse Doniya do meu lado. Percebendo o meu susto e minha confusão disse – Eu vim com ela para sair. Conversa com ela. – então a minha irmã saiu, voltando para a mesa com outras amigas de S/n que me encaravam, dei um tchau para elas. Umas corresponderam, outras reviravam os olhos. Normal.

- Só um minuto, vou achar as moedas aqui – S/n revirou a carteira que tinha em mãos. Pedi rápido um chocolate quente e pus minha mão no bolso da minha calça que tinha umas moedas.

- Aqui. – entreguei para ela. – Está certo?

- Sim – a caixa disse dando de volta uma moeda para S/n que passou para mim sorrindo.

- Obrigada – disse a minha garota.

- Sai comigo. Pelo menos uma vez, sai comigo. Porque eu ainda te amo, porque eu te reconheço na multidão e entre tudo e entre nada e entre vários clones seus – apontei para as pessoas da cafeteria, se olhar bem, elas tentavam imitar o meu bem. – Eu te reconheço porque eu te amo. Te amo de verdade, como eu nunca amei ninguém e nunca vou amar. – repeti o discurso dela que me olhava chorando. Pela primeira vez nessa confusão toda eu vi ela chorando, aquilo me quebrou em diversas partes.

- Eu acabei de terminar um relacionamento. As pessoas comentariam caso me vissem abraçando outro nome? – S/n me perguntou enquanto limpava os olhos com as costas da mão.

- Acho que sim – nem terminei de falar e fui envolvido pelos braços dela, sentia tanta falta disso que acabei chorando junto com ela.

- Ótimo. Sentia falta delas comentando sobre a gente. – estava se referindo as revistas. E nós. Tudo em uma mesma frase.

- E ainda me chamam de bad boy? – repeti a pergunta dela.

- Você deveria ter uma memoria ruim e parar de repetir o que eu já disse. – s/n falou enquanto ria, ouvi ela fungar e se afastar um pouco.

- Eu não quero me esquecer de coisas nossas.

- Que bom.

S/n se separou de mim e pegou o seu café, o rosto ainda meio vermelho sussurrou as palavras que eu sempre vou lembrar, como se fosse a primeira vez que tinha ouvido: - Me busca em casa. Sexta, as 20hrs.

- Você também está repetindo suas próprias frases – disse pela apologia dela quando marcamos o nosso primeiro encontro.

- Eu posso. – S/n sentou-se na mesa com suas amigas, voltei no tempo real quando a moça repetiu o preço do chocolate quente. Sai dando tchau as garotas e voltando pra casa dez vezes mais feliz que estava.

-Liam! – disse quando abri a porta – Eu tenho um encontro!

Xxx

- Oi. –s/n voltou para o carro, estava deslumbrante com o vestido vermelho que sua mãe tinha a dado no natal. – Esperava usar ele já tem uns quatro anos. – disse ao perceber que eu encarava o tecido, eu esperava tirar ele daquele corpo faz uns quatro anos.

- Você está magnifica. – abri a porta do carro pra ela que entrou.

- Você está lindo também.

- Pra você – disse quando entrei do outro lado. – Era para eu te entregar antes de você entrar no carro e…

- Tudo bem, Sunshine. – me interrompeu pegando o ramalhete de rosas da minha mão. – Combina com meu vestido. – ela disse fazendo um sobre e desce com as flores na mão, até que a caixinha caiu no colo dela.

- Eu espero que você não surte ou saia desse carro agora, mas, namoramos por muito tempo e como o seriado que você gosta disse (how i met your mother ): pausamos o nosso relacionamento, por um erro idiota meu, eu sei, mas olha bem… – ela riu ao ouvir o que eu tanto falava – Eu quero me casar com você. Mesmo. Eu entendo que você não queira, tudo bem…

- Eu quero. – S/n chorando e sorrindo.

- Sério? –disse surpreso, nem eu esperava isso.

- Sim, sim, sim! Espero isso uns cinco anos! – ela disse me beijando, tenho a certeza que seu batom forte estava em todo meu rosto, e eu nem ligava mais.

- Oh cara! – peguei o meu telefone e digitei o número decorado.

- E nem me invete de sair com outra piranha que eu corto o seu amigo e faço torrada com seus olhos. – disse seria enquanto a chamada discava, eu ri pra ela.

- Eu mesmo faço isso. – o telefone foi atendido – Alô? Mãe? Avisa a todo mundo que eu vou casar! – S/n riu do meu lado.

-S/n está ai? Zayn, como assim? Zayn?- talvez eu fosse pro inferno por desligar o celular na cara da minha mãe e tudo bem, porque eu já tinha o paraíso do meu lado.   

Eu tô carente desse teu abraço, desse teu amor que me deixa leve. Eu tô carente desses olhos negros, desse teu sorriso branco feito neve. Eu tô carente desse olhar que mata, dessa boca quente revirando tudo. Tô com saudade dessa cara linda me pedindo “fica só mais um segundo".
—  Paula Fernandes
Eu sinto falta. Do seu cheiro, da forma que me toca, da sua boca na minha. Sinto falta por que não ha um canto que eu olhe, que não lembre de você. Me lembro de cada dia, cada beijo, cada carinho. Fecho os olhos na esperança de te esquecer, mas eu só faço te lembrar. Uma musica, uma história, uma frase e lá esta você. Tento evitar, mas quando você chega meu coração palpita, minhas pernas amolecem e eu estremeço. Digo pra mim que não vou, mas quando já vou ver já fui. Nunca pensei que esse sentimento fosse durar tanto tempo, vou te fazer uma pergunta boba, da pra gente voltar no tempo? No tempo que eu me sentia como se fosse apenas nos dois. Hoje novamente vou ver o sol nascer, com um único pensamento, você. Sinto sua falta, nas pequenas participações sua nos meus dias. Das ligações. Do abraço por trás enquanto apoiava a cabeça sobre a minha. Sinto a falta de você roubando meu chocolate e logo em seguida correr com um sorriso inocente na boca. Eu e você, era assim que parecia. O tempo passou, mas a saudade ficou, me lembrando todos os dias de você e das lembranças que me deixou. Lembranças que compatilhei com alguns amigos, muitas que ninguém nunca ira saber. Só eu e você. Olho pro teto do meu quarto, você já fez isso pensando em mim? Já tomou banho pensando em mim ou já sorriu ao lembrar das nossas piadas? No meio dessa historia toda, sei que o grande problema é e sempre vai ser você. Você brinca de não saber o que quer, enquanto eu brinco todos os dias com a saudades. saudades de quem insiste em viver na vida duas caras. Saudades de alguem que tocou meu coração. Saudades de você.
—  O Diário de Nicoletta Swan.
Não eram um casal perfeito, daqueles de cinema. Brigavam muito, ficavam um tempo sem se falar e nesse intervalo ainda rolava uma guerra de indiretas, cada um querendo ser o dono da verdade. Mas no fundo eles sabiam que tudo era joguinho bobo de orgulho, e que por trás das caras fechadas e bicos não se aguentavam de saudade. Tudo bem se eles passavam uma imagem de cão e gato, mas uma coisa é certa… Eles se amavam mais do que qualquer coisa.
—  Caio Fernando Abreu.
Já não sei mais. Já não sinto a ponta dos dedos. Já não sei dizer quanto a saudade, ignoro e me volto aos meus medos. Tenho o que fazer e o que sou, onde estou, o que sobrou de mim mesmo, acabou. Acabou de acabar. Foi embora. Já não vou mais. Já não saio da porta pra fora. Já não sei viver. Quanto a saudade, minha cara metade, ignora a voz do meu querer. E o que sou, onde estou, o que sobrou de mim mesmo, acabou. Acabou de acabar. Foi embora. E não volta. Eu me lá vou, pra onde foi meu amor? Por favor, não mereço. Acabou. Acabou de acabar. Foi embora.
—  Phill Veras
Ei

Cara, que saudade, estou pensando em você todos os dias, e você não esta nem ai, ou talvez esteja mas é algo que eu não vou saber. Seria muito pedir pra você dar um sinal? Quem sabe um recado na caixa postal?

⛔️ Sertanejo ⛔️

A gente forma um casalzinho assim, meio sem juízo 😌💕

Ela mimada e atrevida e ele nem aí pra vida… 💭🎧

Tem gente que vira lembrança, outras que viram passado e eu tô sempre me virando pra ta do seu lado 😍💏

Seria pior não ter seu mau humor me tirando a paz 😂💕

E a história se repete no final, a gente não é normal 💭🔃❤️

Mas o problema é que eu quero… 😁❤️

Longe um do outro coração pede socorro 😔🆘💟

Um dia sem você eu já reclamo, invento uma desculpa pra te ver 😁❤️

Pra mim, felicidade é ter você 😍💏

Pro escuro ficar claro, o sozinho, acompanhado é só a gente ficar junto e não separado ⛅️💏❤️

Quando chega a noite é que a saudade aparece 💭😔

Esse cara parece perfeito, mas trocaria tudo pelos meus defeitos 😏🙊

Tá na cara que eu não te esqueci
❤️😁

É culpa da bebida, foi só recaída, pelo amor de Deus, esquece… 😁👋

Hoje eu to valendo mais que outro e quem não queria ta querendo 👌🔝😂

Que pediu pra voltar comigo, isso cê não conta 🙊😂👌

Hoje eu quero um dia de sossego, eu quero paz 🎶🍃

Era pra tomar uma, mas de novo deu em zona 🍻😂👌🔞

Naquele segundo eu pensei que até te odiava, mas respirei fundo e vi que eu te amava 😔❤️

Mas olha a minha cara de preocupação, to vivendo 😂👋

Quem sabe a vida vai ficar melhor sem você 💭🍃

Quem sabe é bom pra mim deixar ver o mundo girar 🎶🌍🔃

Já to dizendo aos meus amigos: calma que eu não vou pirar… já pirei, me apaixonei… 🎧💘

Passou, ficou pra traz, agora tanto faz e eu não sinto nada 😌✋

Eu te amo e assumo, pois você também não vale nada 🙊❤️😂

Porque hoje eu tô na farra, fui adotado pela galera da balada 😎✌️🍻