sarah-em

Conto Erótico parte 1

Quando uma mulher é incendiada pelo desejo de outra, sua perspectiva sobre tudo muda, era assim que se sentia Sarah Jessica Filds, ao se sentir atraída por uma bela mulher que a mostrou que uma nova perspectiva, que tirou dela toda aquela falta de desejo que ela encontrara em homens, não adiantava procurar, ela sabia bem que só no corpo de uma mulher mataria sua sede.

Sarah era uma jovem com seus 21 anos, estudante de medicina, com pouco tempo livre, amigos incrivelmente inteligentes, estava bem, até conhecer Alexa Grey, sua professora de anatomia humana, uma mulher elegante com seus 30 mas um corpo de 20, logo pensou

- cirurgiã plástica, murmurou Sarah a sua amiga sentada a sua direita

- Ela não é cirurgiã Plástica Sarah é neuro, retrucou Clara, ela é famosa entre os professores, tem um esquema de aulas particulares, se é que você me entende, riu baixo para não interromper a aula

Sarah interessada pela informação, começou a prestar atenção nos principais sinais de uma lésbica, olhou suas unhas, lindas, bem feias e grandes, olhou seu estilo de vestir, super feminina e seu cheiro exalava por toda sala, o que deixava Sarah completamente focada na aula, no outro dia, Sarah sentou na primeira mesa da fileira do meio, estando em evidência ao olhar penetrante de Alexa, ao entrar Alexa se deparou com uma menina linda de cabelos cor do sol, uma boca rosada, quase irresistível aos olhos de Alexa, ao se aproximar percebeu que Sarah a olhava intensamente como um fruto proibido que adoraria comer

-  olá, disse Alexa

Meio engasgado Sarah custou a falar, tropeçando nas palavras

-  o, oi quer dizer olá

-  qual seu nome minha jovem, disse Alexa com um sorriso torto

-  me chamo Sarah, retrucou

-  como vai Sarah? Meu nome é Alexa Grey, e serei sua fonte de conhecimento esse semestre, não estou lembrada de você aula passada, por isso a apresentação menos formal, sorriu com o canto da boca

- Obrigada senhora, será uma honra tê-la, quero dizer aprender com a senhora esse semestre

Sorrindo Alexa olhou e disse, - senhora não Sarah, pode me chamar de Alexa.

Sarah sorriu e continuou observando aquela mulher incrível se virar de costas, em evidência um corpo totalmente exposto em uma saia justa. Durante a aula, Sarah parecia estar nas estrelas, distante, navegando nos lábios de Alexia, que se mexiam ao falar e mostravam dentes perfeitos, um verdadeiro convite a boca de Sarah, que mal conseguia se controlar, após a aula, Sarah esperou todos irem embora, para que pudesse ter um contato maior com Alexa, após a sala vazia Alexa reparou somente Sarah sentada de pernas cruzadas em uma cadeira a sua frente

- Oi Sarah, quer tirar alguma dúvida?

Sarah respondeu apressadamente – Não, só queria saber se posso ter a honra te te beijar,

Sim, era o que Sarah queria ter dito, mas ao invés disso disse – não, queria lhe perguntar se conversaram com você sobre a festa de arrecadação de fundos, para formatura, pois fiquei sabendo que você será madrinha da nossa turma.

- Olha Sarah eu sinceramente ainda não me informei sobre tudo, mas pelo que posso ver você faz parte da comissão certo?

- Sim senhora

- Pois então, adoraria me encontrar com você 1 ou 2 vezes por semana, para que você me deixe bem informada, mas para isso você deve parar de me chamar de Senhora – risos

- Claro, seria uma honra disse Sarah com um sorriso enorme, e quanto a senhora, não irá se repetir

Apertaram as mãos e deixaram a sala, enquanto Sarah foi para a porta da faculdade, pois havia perdido a carona de Clara, que havia saído mais cedo, Alexa avistou Sarah após sair do estacionamento, e lhe ofereceu uma carona

-  aonde você mora Sarah?

 

Sarah havia deixado a casa de seus pais e comprado um apartamento no centro, mas este apartamento estava sendo reformado como um presente de seu pai, um arquiteto renomado na cidade, então Sarah estava em um hotel, a 30 quadras da faculdade

-  moro provisoriamente em um hotel, a 30 quadras, hotel Vivence, conhece?  mas não se preocupe eu pego o ônibus disse Sarah sem graça de pedir uma carona

-  conheço sim entra aqui, eu te deixo lá, disse com um tom de autoridade, que penetrou no ouvido de Sarah como um toque e a fez arrepiar

Entrando no carro, meio sem graça puxou o sinto de segurança, e observou as mãos de Alexa, sem nenhuma aliança ou anel indicando compromisso

Sem ver soltou

- Alexa você é casada?

Alexa desviou os olhos da direção e olhou para Sarah que estava vermelha de vergonha devida a pergunta invasiva, sorriu dizendo, - já ouviu o ditado, solteira sim sozinha nunca? Sorrindo perguntou

Sarah sorriu e disse, -claro que sim, se aplica a você?

-  solteira sim, sozinha às vezes, se aplicaria melhor sorrindo respondeu

-  e você, onde anda seu príncipe encantado, bela adormecida?

Rindo disse – Bela adormecida?

-  sim, claro, perceba a semelhança, cabelo loiros cor de mel, boca rosada e pele branca, qual é, anda perdida no mundo real princesa?

Aos risos disse – uma leve semelhança, príncipe? Ele que me desculpe mas eu me interesso mais pela Jasmim, princesa do Aladin .

Dito isso Sarah reparava na semelhança de Alexa a tal princesa Jasmin, cabelos longos e pretos como à noite, olhos grandes e intensos uma beleza surreal no mundo real.

- Então você é lésbica? Perguntou

- Sim, muito, sorrindo disse

Alexa olhou para Sarah e disse - chegamos ao seu destino minha querida, sorriu.

- Alexa, me deixa retribuir esse favor, vamos subir, tomar um chá? Café? Água? Sorriu

- Obrigada Sarah, não irei recusar, mas hoje não posso, tenho uma reunião com o reitor da faculdade no centro a 1 hora, mas irei aceitar seu convite outra hora, pode ser?

-  claro, ficarei feliz em recompensa-la pela carona, muito obrigada novamente, disse Sarah acenando para Alexa enquanto ela partia

Sarah subiu pensando na conversa que teve com Alexa, pensando que ela havia deixado no ar sobre sua sexualidade, ou preferência sexual, Sarah chegou no quarto tirou sua roupa e foi ao banheiro, tomando banho Sarah teve os pensamentos mais sacanas sobre Alexa, sem se dar conta estava completamente excitava e sentindo seu sexo escorrer pelas suas pernas, se encostou na parede do banheiro, deslizou sua mão para baixo tocando seu clitóris encharcado, começou a se masturbar, jogou a cabeça para trás e imaginou Alexa na sua frente, completamente nua, passando a mão pelo seu corpo, em poucos minutos Sarah gozou, voltando a realidade e caindo a ficha do quanto Alexa estava mexendo com seus sentimentos.

Enquanto isso, Alexa flutuava em sua reunião, viajando nos lindos olhos de Sarah, repassando sua risada várias e várias vezes em sua mente, sorrindo sozinha até ser interrompida pelo reitor, que falava da classe de Sarah, sem saber o que falavam, Alexa, tentou prestar atenção na reunião, sendo proposta a ficar encarregada da turma de Sarah, Alexa se interessou na proposta,como já teria dito a Sarah que ela seria seu canal de informações, lhe pareceu conveniente aceitar a proposta, ao sair da reunião, Alexa foi pra casa, planejar a aula do outro dia.

Sarah agarrada nos livros tentava se livrar dos pensamentos sacanas que Alexia lhe trazia, tentando estudar exatamente a matéria do qual Alexia lecionava, Sarah era uma aluna exemplar e impressionava qualquer professor, mas ela queria impressionar uma em particular.

Durante a noite, Sarah não conseguia largar os pensamentos impróprio que teve no banho, mas junto a eles, veio a regra número 84 do parágrafo 3 do livro de código de ética profissional da faculdade , que proibia o relacionamento entre professores e alunos, mas como dizem o proibido é mais gostoso, só manteve Sarah mais excitada em relação a sua querida professora, virou a noite pensando sobre o assunto, ao se dar conta seu relógio marcava 4:00 horas da manhã, e Sarah acordava às 7:00 pois sua aula começara às 08:30, fechou os olhos e seu despertador tocou, ela nem se importou em estar acabada e com sono pois iria ver Alexa e quem sabe ela aceitaria seu convite para aquele café.

Na faculdade a aula de Alexa passou em 1 minuto pelo menos para Sarah, ao fim da aula, Sarah perguntou Alexa se ela queria se informar com a situação da turma, como ela seria a responsável pela mesma, então Alexa aceitou seu convite para o café …

A caminho Alexa diz

- Sarah, tenho algo sério para conversar com você, eu não sei bem o que aconteceu aqui neste carro ontem, mas foi bem impactante, eu sou gay também como você, então é inevitável eu não flertar com uma mulher como você, vai contra minha natureza, sei bem que os alunos da sua turma diz ter rumores sobre minhas aulas particulares, mas isso é mentira, uma vez eu me envolvi com uma ex aluna, ela era uma pessoa incrível uma médica com um futuro brilhante, e precisava da minha ajuda pois iria se especializar na minha área, neuro, com meu auxílio ela não teria limites e cresceria inevitavelmente sendo a aluna brilhante que era, não havia nada sentimental ou sexual entre a gente, mas ela pegava carona comigo todos os dias, ficávamos juntas nos fins da aula, e isso instigava os alunos, que começaram a falar e comentar sobre o que não sabiam, por isso estou te contando porque você pode se tornar vítima de calúnia pelos corredores desta faculdade, com você é diferente, você me instigou por ser uma pessoa cativante, você é meiga e atenciosa, mas você não pode ter nada a mais que minha amizade, tudo bem ?

Sarah escutava e absorvia toda a informação e o motivo pelo qual Clara fez o comentário no primeiro dia de aula do semestre, mas focou na parte que Alexa se assumira gay, mesmo escutando que Alexa só queria sua amizade, havia algo na voz de Alexa que não passava tanta firmeza, e de jeito nenhum Sarah queria ficar na friendzone mas aceitou, melhor ter Alexa amiga perto que Alexa nenhuma, por hora era o suficiente

- Tudo bem Alexa, você é uma mulher incrivelmente atraente, e aceito sim sua amizade, e para deixar claro, não ligo para o que falem na faculdade, pode fica tranquila quanto a isso

Chegando no hotel em que Sarah se hospedara, subiram para o quarto, Sarah pediu dois chás com torradas para entregar no quarto

Entrando no quarto Sarah diz

-  fica à vontade Alexa, quer ver TV? Enquanto eu troco de roupa?

-  não precisa retrucou Alexa

Sarah andou  caminho ao banheiro para se trocar, deixando a porta aberta, havia um espelho em frente a porta do banheiro do lado de fora  que refletia parte interna do banheiro, Alexa tentava não olhar, mas viu Sarah abaixar sua calça, mostrando sua lingerie delicada, e incrivelmente pequena, deixando a mostra sua bunda arredondada e perfeita, e seus seios fartos logo após Sarah tirar a camiseta, Alexa tentava se controlar mas sua boca salivava de vontade daquela mulher, levantou, respirou fundo e foi até a varanda tomar um ar, Sarah voltou com uma roupa menos formal, e disse que o chá havia chegado, sentaram tomaram chá e conversaram sobre tudo um pouco, sobre gostos, esportes, musicas, relacionamentos,  até chegar na parte sexual da conversa, após aberta a intimidade, Sarah diz

-  sexualmente falando, essas mulheres da cidade não estão com nada, - risos

- Sarah tem tanto tempo que não fico com uma mulher na cidade, que nem te ajudar com essa questão posso

-  então a senhorita é internacional? Diz Sarah

-  digamos que meus congressos são de sua maioria fora do Brasil, e lá estão mulheres incríveis, novas experiências, novos gostos, é incrível

-  digamos que gosto muito da pegada brasileira, retruca Sarah, mulheres gostosas com um corpo incrível que fazem loucuras na cama, elas sim valem a pena

Perto de Sarah Alexa diz ofegante

-  valem é?

Se olham fixamente e profundamente, sentindo o tesão de ambas se encontrarem em um clima quente e úmido

Alexa se levanta meio sem graça e diz

-  olha a hora está tarde, tenho que ir

-  tudo bem diz Sarah, mas você volta? Algum dia?

-  claro que volto Sarah, Alexa pega o caderno de Sarah deixado a mesa e anota seu número junto a um meio coração, e diz me liga ou mande mensagem diz sorrindo ao sair pela porta

-Sarah sorri e diz, claro

Sarah louca com o clima que havia acabado de ter com aquele espetáculo de mulher, pega o celular e imediatamente envia um “olá” para Alexa

Alexa enquanto isso desce para a garagem pensando no corpo de Sarah que sem querer havia apreciado secretamente, sem aguentar as borboletas no estômago e a vontade louca de beija-la, entrou em seu carro e foi para casa, para um banho de água fria, após o banho o tesão por Sarah permanecia em Alexa, que lutava contra aquele sentimento forte para com a aluna

E então por sua vez Alexa se tocara, com os pensamentos em Sarah, mais especificamente na imagem que havia visto no espelho esta tarde, gemendo loucamente com seus dedos penetrando, entrando e saindo de dentro de si, gozando como a muito tempo não gozara.

Então seu celular apita com uma mensagem de Sarah

-  olá, estava pensando em você

Você quer vir tomar uma cerveja comigo hoje mais tarde?

 

Ao ler Alexa deu seu último gemido, e como não concordar com aquele pedido

-  olá Sarah, gostaria muito, te encontro as 19:00 na recepção tudo bem para você?

-  claro, marcado

Então cada uma em sua casa e ambas com o mesmo pensamento, que roupa usar, após várias tentativas a roupa estava pronta, Alexa sempre preparada e maravilhosa, Sarah foi se depilar pois o que poderia acontecer aquela noite, era imprevisível, as 19:00 em ponto Alexa entrava na porta do hotel, incrivelmente linda, cabelo solto, salto 15 é um vestido colado deixando suas curvas em evidência, não havia uma pessoa que passara e não reparasse sua beleza, com 10 mim de atraso Sarah desce, olha Alexa e fica extasiada com a beleza que a sua frente estava, e Alexa olhando fixamente pra Sarah e usava um decote que a deixava literalmente de queixo caído, durante todo o tempo Alexa só queria cair de boca naqueles peitos que se insinuavam pra ela, Sarah ciente de onde os olhos de Alexa estavam, Sarah a provocava mais, após as bebidas e comidas, Sarah chamou Alexa para seu quarto, as duas subiram deixando o clima no elevador quente, Alexa estava à frente de Sarah, ela então se aproximou e colocou sua boca de leve no pescoço de Alexa que se arrepiou por inteira ao sentir, se virou e beijou enlouquecidamente a boca de Sarah, cada toque era mágico, sua língua percorria cada canto da boca de Sarah, ao sair do elevador entraram pro quarto e foram se despindo rapidamente até chegar na cama, com um sorriso safado Alexa joga Sarah na cama com um só empurrão, e diz

-  você gosta de mulher brasileira? Então vou te mostrar como é uma brasileira na cama

Começou a beijar todo o corpo de Sarah que gemia e se contorcia com o tesão enorme que o toque de Alexa a proporcionava, ela beijava, lambia e mordiscava os peitos de Sarah como se fosse os devorar, apertando e massageando o outro com a outra mão, e ia descendo a encontro da tão desejada buceta de Sarah que estava encharcadas de tesão, que escorria pelas duas coxas, e Alexa fez questão de chupar antes de colocar sua língua na buceta de Sarah, que já implorava para que a chupasse, então com a maior fome Alexa abocanha a buceta de Sarah a fazendo gritar de tesão, e pedir cada vez mais puxando os cabelos de Alexa e apertando sua cabeça em seu sexo, Alexa a chupava como nunca havia chupado alguém antes e sentia tanto tesão chupando aquela buceta completamente molhada que metia seus dedos na sua própria buceta, sem aguentar o tesão que estava em comer Sarah se lambuzar naquele paraíso que Sarah tinha  entre as pernas, e quando Sarah iria gozar Alexa colocou o clitóris dela em sua boca e começou a sugar e mamar como jamais havia feito antes, e por fim gozaram juntas, pela primeira vez, de muitas que ainda iriam gozar durante aquela noite…

continuação em breve …

So Sarah tweeted this

“It’s sad that people abuse the boundaries of relationships because they know someone is loyal.”

GUISE

WHAT IF MIKEY CHEATED ON HER

OHMYGODDDDDDD


LIKE WHAT IF HE CHEATED ON SARAH WITH ALICIA

MY LIFE WOULD BE SOMEWHAT BETTER AND I WOULD DIE LAUGHING

LIKE SERIOUSLY CAN YOU JUST IMAGINE THAT CAUSE I CAN

Just checked Queen’s birthday honours list and so many people who I love:

Knighthood/Dame

  • June Whitfield
  • Billy Connolly 
  • Julie Walters

Companions

  • Sir Paul McCartney 
  • JK Rowling 

CBE

  • Raymond Briggs 
  • June Spencer

OBE

  • Natasha Kaplinsky
  • Sarah Lancashire
  • David Walliams
  • Emeli Sande 

MBE

  • Gugu Mbatha-Raw 
  • Ed Sheeran 
Quando perguntam qual foi o melhor e o pior momento de nossas vidas, todos enchem o peito para falar, mesmo que todos já saibam que ainda virá muitas coisas pela frente. Foi melhor e pior momento da vida deles até agora. Eu não posso dizer o mesmo de mim, porque vivi ambas situações ao fim dos meus dezesseis, ao inicio dos meus dezessete. Quando minha mãe descobriu a traição de meu pai, houve a separação. Cada um seguiu para um lado diferente. Não era uma simples traição, ele havia outra família há anos. Quando meu pai se mudou para morar com a outra família, minha mãe também achou que seria melhor que nos mudássemos também — as pessoas possuem um péssimo hábito de fugir das coisas como se elas ficassem em um local só. Mal sabem que o pior fantasma é o da nossa própria memória — Todo aquele amor parecia ter se transformado num completo e intenso ódio. Aos meus dezesseis anos, fui transferida para uma escola de nome estranho. Passei uma noite inteira numa festa organizada por meus amigos como uma despedida. Odiava aquela ideia de dizer “adeus”, era como se nunca mais fosse ver. Qualquer coisa era melhor que adeus, até um simples tchau. De manhã, meus amigos fizeram questão de me trazer; quando cheguei o caminhão já tinha carregado todas nossas mudanças. Senti uma vontade enorme de correr, de não ir, de fazer como aos meus cinco anos e grudar nos pés de minha mãe e fazer birra até que ela me deixasse ficar ou desistir dessa bobagem. Imaginei tudo isto em questão de segundos, mas a única coisa que fiz foi entrar naquele carro e sentar na janela para ficar dando tchau enquanto meus amigos sumiam conforme o carro se distanciava do bairro. Confesso que fiquei ouvindo música para não precisar iniciar um dialogo, mas meu celular desligou e bem, eu tive de enfrenta-la. Aquilo não era uma cidade, se duvidasse nem aparecia no mapa. Chegamos logo pela manhã e via pessoas saindo para fazerem sei lá o quê e imaginava o que tinham na cabeça para estarem aqui. Garanto que seus pais não tinham todos se separado e tido a maravilhosa ideia de se esconderem neste fim de mundo. Minha mãe saiu do carro e olhou tudo em volta. “O que acha daqui?” “Estou me sentindo a própria Dorothy Gale, só que sem o meu cachorro Totó e o Leão Covarde, Homem de Lata e o Espantalho.” “Você se acostuma.” Demoramos uma semana e meia para arrumarmos e colocarmos tudo em seu devido lugar, ainda com uma equipe de pintura e de montadores. Já estava trancada em meu quarto uma semana, e a internet por lá mais falhava do que conectava. O que me fazia colocar em primeiro lugar de minha lista onde nunca pisar os pés, esse nome engraçado dessa cidade. — cômico seria se realmente tivesse uma lista assim — No primeiro dia que resolvi sair para conhecer o local, uma bola voadora saiu dos céus e me atingiu bem na cara e me fez cair de bunda numa poça que havia ao lado. Enquanto surtava e me preparava para assassinar quem tinha feito isto, uma voz rouca pediu para que devolvesse a bendita bola para que o jogo pudesse continuar. Foi então que tive a impressão de sentir meu coração sair pela boca. O garoto de olhos negros e cabelos castanhos cacheados ao invés de estender a mão para me ajudar, agarrou a bola e se virou para ir embora. No momento da raiva me levantei e comecei a discutir, o que me deixava mais brava era o fato dele rir enquanto eu me desenrolava para pronunciar um discurso de bons modos. De manhã, no dia seguinte, fui com minha bicicleta rosa — mesmo odiando rosa — para a padaria. — única que possuía, por sinal — Assim que entrei na fila, ouvi a mesma voz rouca pedindo para que eu deixasse passar na frente porque estrava atrasado para algo. — o que não consegui entender, porque não me interessava nada em procurar saber — Olhei para trás e ele abriu o maior sorriso cara de pau do mundo. Mesmo que eu tivesse ainda com uma vontade absurda de quebra-lo, deixei passar na frente para que fosse embora logo. Quando chegou minha vez, paguei e me retirei do local. Para minha surpresa, ele estava lá sentado em minha bicicleta. “O que está querendo aqui? Agora quer tacar minha bicicleta em cima de mim também?” Ele só gargalhava. O que se faz quando o garoto mais lindo que já viu te solta um sorriso? Isto mesmo, eu fiquei nervosa. Finalmente parecia que ele tinha recobrado os modos e havia se desculpado por tudo. Quando nos apresentamos, ele disse que nos veríamos muito por aí ainda. É claro que nos veríamos, aquilo era um circulo. Dorothy Gale não mencionou em Mágico de Oz o quanto aquilo era um cubículo. Era só virar a esquina e já estávamos frente a frente novamente. A partir daí, começamos a nos ver todos os dias, mesmo sem querer. Quando vi, já tínhamos trocado o número de celular, estávamos de mãos dadas, andando juntos, fazendo praticamente tudo juntos. Jhonny — como se chamava — sumia as vezes. Sumia todos fins de semana, as vezes passava um dia sem vê-lo. Sua mãe havia falecido e ele morava com uma tia, porque nunca havia tido a chance de conhecer seu pai. Ele dizia que ia visitar parentes e eu acreditava. Ele era perfeito, não tinha motivos para mentir. Enquanto discutíamos sobre gostos musicais em uma noite qualquer, ele pegou seu violão e cantou algo que não soube reconhecer. Meu Santo Deus, ele era tão bonitinho, mas cantando me dava vontade de correr e não voltar mais. Foi então que vi que estava apaixonada. Amor deve ser isto, ouvir a pessoa cantar e mesmo que for a pior coisa do mundo, ainda sim querer ficar ao lado para ouvir até o fim. Inesperadamente, enquanto ouvia ele cantar sei lá o que queria, me beijou. Foi um beijo daqueles de cinema, um beijo com direito de pedir bis e ainda querer mais. Logo que me beijou pela primeira vez, minhas pernas tremeram tanto que se estivesse em pé, iria cair de cara no chão. Nunca pensei que iria me apaixonar, mas então quando me pediu em namoro não vi mais nada em minha frente. Eu aceitei. Eu aceitei porque queria passar o resto da minha vida ao lado dele. Queria acordar ocupando quase metade da cama e ele quase caindo do outro lado. Queria deitar em seu peitoral e ouvir seu coração batendo bem devagar enquanto dormia. Eu o amava, o que era isto? Eu nem o conhecia em alguns meses, e de repente era como se eu o conhecesse já tinha anos. Depois de dois meses, as aulas teriam que começar. Teriam. As férias haviam acabado e a escola entrou em greve porque os professores estavam reclamando de seus salários. Faltava uma semana para o aniversário dele de dezoito, e eu tinha comprado uma bola nova já que ele jogava com um time várias vezes por mês. E sem falar que a primeira vez que nos vimos foi por causa daquela maravilhosa bola que marcou até hoje meu rosto. Tudo estava indo bem, até que ele chegou com um enorme buquê de flores que retirou do jardim de alguém. Ainda tinha terra em algumas partes. Quando o peguei, pude ver que seu cabelo havia sido raspado. Eu perguntei o que tinha acontecido, ele disse que aquele cabelo estava incomodando. Tudo bem, Jhonny continuaria lindo de qualquer forma. Quando fez dezoito anos, entreguei a bola para ele e fomos até o campo para estreia-la. O time dele jogaria contra um outro time da cidade, ele falava que seria o grande jogo do ano. As arquibancadas estavam lotadas quando aconteceu. Jhonny parou de correr e começou a olhar para tudo em sua volta, depois voltou seu olhar em mim e fechou seus olhos ao mesmo ritmo que despencava no chão como um saco. Todos na mesma hora correram para socorre-lo. O que podia fazer? Corri junto. Gritava, gritava tanto que pensei que estouraria minhas cordas vocais naquela hora. “Por favor, chamem um médico. Ele está morrendo, alguém ajuda. Façam alguma coisa, ele é meu namorado. Não o deixem morrer.” Uma noite no hospital acordada ao lado dele. Jhonny teve várias hemorragias durante a madrugada. Parecia que todo seu sangue tinha saído de seu corpo pelo nariz. A tia de Jhonny não parecia surpresa, ela só chorava. Minha mãe tinha sido avisada e pediu um tempo em seu emprego novo para ficar ao meu lado me dando forças. Comecei a imaginar centenas de coisas em minha cabeça. E se ele não acordasse? E se não pudéssemos ter os nossos filhos? E se a gente não comprasse um cachorro que fosse destruir a nossa futura casa? O que seria de mim sem ele? Chorava. Chorava tanto que só então descobri o motivo para termos tanta água dentro de nós. Deus já sabia que se não fossemos uma grande parte feitos de água, secaríamos e morreríamos de tanto chorarmos. Já estava de tarde e ele acordou. O médico chamou a tia Sarah em um canto e disse que sentia muito. Não sabia o que estava acontecendo, mas eles sabiam e iriam me falar. Iriam me falar porque eu pularia em cima de cada um e estrangularia se preciso. Acontece que Jhonny não ia visitar nenhum parente, nunca foi. Jhonny era sozinho no mundo. Jhonny era só sua tia enrugada. Ele não tinha raspado a cabeça porque quis, ele foi obrigado. Jhonny estava com uma leucemia em seu estado mais grave. Sumia em fins de semana porque ia atrás de alguém que conseguisse o curar. Infelizmente, ele já tinha desistido. Todos já sabiam que Jhonny morreria, só não sabiam quando. Quando saiu do hospital, ele pegou um anel que vinha em um doce e me pediu em casamento em frente a minha mãe, enfermeiras e quem tivesse passando lá na rua. Ele já tinha planejado tudo isto. Um médico foi o nosso padre. “Na saúde e na doença, até que a morte os separe”. Agora éramos casados. Mas aquilo sobre a morte eu não queria aceitar. Como assim até que a morte os separe? Eu o queria até depois que morrêssemos. Por ele enfrentaria até o inferno. Minha mãe achou que estava ficando louca quando peguei minhas roupas e me mudei para casa de Jhonny. Acontece que eu queria ficar com ele, cuidar dele. Passamos a dormir juntos, mesmo que não acontecesse nada. O simples fato dele estar lá já me deixava contente. Agora que a sua saúde estava frágil, devíamos fazer as coisas com mais cuidado. Por exemplo, ao invés de roubar as flores do jardim daquela senhora, ele foi lá e pediu. Não tomávamos banho de chuva, não corríamos. Lia para Jhonny dormir, ele cantava para que eu não pegasse no sono. Eu ajudava sua tia a fazer tudo na casa, desde cuidar dele até limpar e cozinhar. Não podíamos ter um cachorro, porque não teria tempo para cuidar dele. Podia ser uma ameaça para a saúde também. Depois de muitas idas ao hospital, Jhonny faleceu enquanto dormia. Eu ouvi exatamente o momento em que seu coração parou de bater. Ele só fechou seus olhos e sonhou que estava voando, e realmente ele estava. Jhonny agora era um anjo, o meu anjo. Fizemos um funeral onde a cidade toda apareceu para prestar uma palavra amiga. O tempo havia se fechado, mas era porque até os céus estavam chorando. Depois de alguns meses, minha mãe e eu nos mudamos para outra cidade. Convivi com Jhonny por um ano e foi a melhor época de minha vida. Descobri uma semana depois que era alérgica e não poderia ter cachorros. Mesmo assim eu esperei fazer dezessete e adotei o mais travesso, o mais bagunceiro cachorro que tinha. Toda vez que eu espirrasse, eu o abraçaria muito forte. Não, eu não fiquei triste. Quer dizer, o grande amor da minha vida havia morrido, mas e daí? A vida continuava, e ele iria querer que eu continuasse com ela também. Mas entre nós, todas as vezes que ouvia o seu nome eu sorria procurando quem era. Nunca transamos, mas ele foi o cara que mudou toda forma de ver o mundo. As vezes tinha minhas recaídas sim. As vezes quando eu não conseguia mais forças para continuar, eu olhava para cima e pedia para que Deus me desse forças. Deus sempre soube o que estava fazendo, e ele sabia desde o inicio que Jhonny era o anjo que eles precisavam lá no céu.
Jhonny havia partido, mas quem havia ficado partida era eu.
—  Animicida. Jhonny ficou doente e quem chora é você. 

Adventure Time and Space: 1, Susan, Ian and Barbara.

Cracking these suckers out now, gonna finish the series as soon as I can for… reasons. 8 down, 5 to go! I’ve also changed the layout up a bit, gonna rethink the logo I had. I’ll change the others when I get around to ‘em!

4, Sarah and K9

8 and Grace

War Doctor

9 and Rose

10, Martha and Donna 

11, Amy and Rory 

12 and Clara

Honorary mentions of Jack and River.