salivar

Canetei seu sorriso numa linha e a folha toda se apaixonou. Escrevi em mil metáforas, só pra falar de você de novo cada vez que eu tivesse que explicar alguma. Aprendi que delícia é o nome do gosto que seu nome deixa na minha boca sempre que eu te chamo. E quando debrucei minha esperança no seu sorriso, eu descobri o pra sempre. Tudo isso começou na saída de uma festa, quando sofri um acidente que mudou minha vida: eu bati meus olhos em você. Desse dia em diante descobri que entre nós não existe entre e que quando você me encara, eu fico igual seu guarda-roupas: uma bagunça só. Antes me perguntava “Quantas galáxias já não morreram no vácuo que você me deixa?”, depois entendi que tinha que aprender te paquerar por satélites, porque você mora no mundo da lua. Descobri que seus olhos eram um sol, enquanto reparava numa constelação em suas pintas e nessas liguei cada uma, fazendo um céu no seu corpo só pra me sentir um astronauta cada vez que eu me joguei nos seus braços. Com você aprendi que amor tem que fazer salivar, tem que ser aquele folheto de pizzaria, que entra por baixo de sua porta, te espera em casa e te deixa cheia das vontades. Aprendi que amor é tirar o fôlego sem sufocar, é quando seu primeiro último beijo se repete em todo “bom dia”, é saber que o palmo é a distancia do paraíso quando se está na frente de quem se gosta, e até eu te encontrar o amor nem pensava em vir quando, enfim, um brilho no olhar e um sonho em par pra mim, amar é assim… Talvez nosso erro foi ter ensaiado, ao invés de ter vivido, as linhas da música que eu queria ter escrito pra você. Era pra gente ter sido mágica, fomos apenas truque e nosso amor virou feijão no pote de sorvete. O meio ponto que faltou pra gente passar de ano juntos e fez com que meu coração em pedaço percebesse que seus cacos de vidro só refletiam selfies suas. Quando você foi embora, descobri que o espaço que você abriu no meu guarda-roupas era menor do que o buraco que sobrou no meu peito quando você tirou suas coisas de lá. De vez em quando, passava nas mãos os cremes que você deixou em casa, que costumava passar depois do banho, só pra ter a sensação que eu tinha acabado de te tocar. Devo dizer que escrevi seu nome de canetinha na minha mão, só pra ver se uma cigana via você na minha linha do destino. Desenhei corações nos mapas astrais, só pra dizer que a culpa era das estrelas, mas, no fim, aprendi que amarração de amor é mão dada, o resto é só propagando enganosa. Contigo aprendi que sotaque é a forma que a geografia encontrou pra ser sexy e que gemido nada mais é que a tradução em vogais de uma historia que o tesão escreve pelo corpo. Meu bem, me deixa ser a cura pra sua insônia, me chama de sono e me pega, faz meu sorriso se vestir com sua risada e me afoga com desejos só pra justificar o boca a boca. Vamos ser a causa justa da solidão, transformar o instagram num álbum de casamento e num teste de farmácia, ver o substantivo positivo virar um nome próprio. Hoje de manhã fotografei nossa felicidade, ela é a cara dos nossos filhos e até eu te encontrar o amor nem pensava em vir quando, enfim, um brilho no olhar e um sonho em par pra mim, amar é assim. Com você longe, descobri que amor é ficar encarando o telefone depois de uma briga. É entender que a diferença entre uma masmorra e uma fortaleza é só a existência de uma porta. É quando se aprende que não existem apostas numa relação, porque em todo jogo de bem-me-quer uma flor acaba mutilada. Me perdoa por minhas frases às vezes parecerem a calçada da fama, onde desfilam minhas famosas desculpas e te peço, que se você for pôr palavras na minha boca, é bom que sua língua venha junto e que o fim do nosso orgasmo seja o único desmancha prazeres entre a gente. Por mais que a vida fechou nossas portas em algum momento, eu continuo endereçando sorrisos para sua caixa de correio. Meu bem, sempre fomos o último casal a deixar a pista, a esperança é quem apaga a luz do salão depois de varrê-lo. Daqui, as luzes ainda estão acessas e por tudo que a gente viveu, acho que a gente ainda merece uma dança. Fica aqui meu convite.
—  Marcello Gugu. 
Reflexiones intrahospitalarias

I

Dejarse sorprender mañana por lo hecho ayer.


II

Elucido el pentagrama de la sobremesa quieta, expectante: de las palabras sin salivar vendrá la indigestión.


III

Es claro que si la baldosa no escupe un charco hay que mirar con recelo la copa del árbol más cercano.


IV

Con la levedad de un infante que no se sabe pero se goza, así caminar.


V

Mirar al miedo con mis ojos de espejo y sonreír despavorido.


VI

Nadie nunca nada espera tras la puerta entornada: quedó mal cerrada por el apuro de la huida.


VII

Rostros que degustan rostros que devoran rostros que degluten rostros que exhiben sus fauces con soltura y aplomo: caminar entre la gente es como ir de compras y salir indignado por los precios, con otro anhelo inasible en la retina.


VIII

Acepta que el mundo no es seguro y arde hasta el amanecer.


M.

One Shot Hot Harry Styles - Feito por Moni

  • Gente, isso não é um pedido, eu tinha escrito um trecho desse imagine há um tempo e acabei me lembrando ontem, saiu isso, espero que vocês gostem.

-Nós estamos em Veneza (s/n) - o garoto disse arrastando-a pelo braço - Veneza - repetiu girando o corpo de braços abertos - Tem coisa melhor pra inspirar os seus desenhos do que Veneza? - Harry perguntou olhando-a sério “Tem” ela pensou “tem você”, mas nada disse, Harry era valioso demais pra que ela ousasse fazer algo para acabar com aquela amizade.

Rolou os olhos para o amigo com um pequeno sorriso nos lábios e ouviu sua gargalhada antes que fosse arrastada por todos os lugares de Veneza que, segundo Harry, iriam inspirar a garota.

-Argh, merda! - (s/n) resmungou algumas horas depois, já no seu atelier improvisado, estava a um bom tempo sentada na frente da tela de pintura e sabia que os únicos rabiscos que havia feito com o seu pincel levavam a imagem de uma única pessoa, Harry.

Largou o pincel na mesa ao seu lado e arrancou a folha dando espaço a uma nova e branca, passou os olhos pelo cômodo, era um bom lugar, tinha paredes brancas uma porta de vidro que dava para uma varanda de grades de ferro com algumas flores em vasos bonitos, a vista das ruas estreitas e enfeitadas e dos prédios únicos de Veneza era de tirar o folego, o chão estava coberto por jornais e mais ao canto tinha um sofá branco de estilo clássico. Estavam em uma espécie de Loft de dois andares que Harry conseguira com um amigo, dois quartos e o banheiro no andar de cima e a pequena cozinha em conjunto da sala ficava no andar de baixo, o atelier ficava em um dos quartos e ela dormiria com Harry no outro, a principio não era um problema, na verdade, eles como melhores amigos, já haviam dividido a cama inúmeras vezes, só que parecia ficar cada vez mais complicado levando em conta os sentimentos que o amigo despertava nela.

-Posso entrar? - Harry pediu enfiando a cabeça para dentro do cômodo depois de dar duas batidinhas na porta.

-Já entrou não é mesmo? - A garota respondeu em um suspiro vendo o amigo levar a mão ao peito em ofensa.

-Meu Deus, que mau humor é esse?

-Desculpa Harry, é só que eu estou começando a ficar estressada com isso - apontou para a tela a sua frente.

-Você não vai me dizer que depois de todos os lugares em que eu te levei, nenhum te inspirou né? - o garoto perguntou parando ao lado dela enquanto levava a garrafa de cerveja em sua mão aos lábios em um gole e alcançava outra a ela. - Você não desenhou nada? - perguntou descrente, (s/n) rolou os olhos e apontou para o cesto de lixo que transbordava papéis.

-Tá vendo aquilo? Então… Nada que preste pelo menos - deu de ombros e bebeu um gole da cerveja.

-E posso saber o por quê? - o moreno perguntou caminhando até o sofá e se jogando de qualquer jeito no mesmo, (s/n) assistiu a cena lambendo os beiços achando a imagem muito apetecível, um Harry de camisa branca quase transparente que mostrava suas tatuagens, jeans escuros e descalço, fez questão de anotar mentalmente que ele ficava melhor sem aquelas botas horríveis, jogado no sofá de seu atelier enquanto levava uma garrafa de cerveja aos lábios rosados.

-Não sei se você lembra, mas a minha querida cliente exige algo, digamos assim, mais quente, Veneza representa amor, Harry, pelo menos pra mim, não consigo ver a luxúria que eu preciso aqui. - respondeu balançando a cabeça ao imaginar toda a luxúria que ela veria se o homem delicioso a sua frente resolvesse colaborar.

-Tudo bem - Harry deu de ombros e abriu os dois braços - eu deixo você me pintar…

-Como é? - (s/n) perguntou interrompendo-o - Qual a parte do “eu tenho que fazer um desenho erótico” você não entendeu?

-Será que eu posso terminar de falar? - Harry perguntou revirando os olhos e (s/n) bufou concordando - Eu deixo você me pintar… Pelado - um sorriso travesso apareceu em seus lábios e o cômodo foi tomado por um silêncio de alguns segundos antes da garota quebra-lo explodindo em gargalhadas.

-Harry - ela falou segurando a barriga de tanto rir - Você… - tomou um pouco de ar - Você não tá falando sério né? - perguntou em meio aos risos vendo a cara irritada de Harry, engoliu em seco e pigarreou tentando normalizar a respiração ao parar de rir - Okay, você está.

-É claro que eu estou (s/n), era pra te ajudar, mas já que você não quer, eu vou embora - ele deu de ombros levantando e indo até a porta.

-Harry, espera - (s/n) foi rápida ao entrar em sua frente levando as mãos ao peito de Harry para-lo. - Já que você tá falando sério e que é pra me ajudar então eu… - respirou fundo já imaginado o quanto iria se foder - eu aceito.

-Okay, mas eu tenho uma condição - Harry falou olhando seriamente para a garota.

-Qual? - ela perguntou e engoliu em seco ao reparar o sorriso malicioso surgindo nos lábios do mais velho.

-Eu só fico pelado, se você ficar também.

-Você só pode ter ficado louco - ela riu sem graça enquanto se afastava.

-Qual é (s/n), nós somos amigos, e além do mais, é pelo seu trabalho - Harry piscou para a amiga e voltou a caminhar até o sofá. - O que você acha, no sofá está bom ou prefere outro lugar? - perguntou levando as mãos a barra da camisa tirando a mesma por seu pescoço, (s/n) sentiu se salivar ao ver os músculos das costas de Harry se moverem com a ação.

-Eu não acredito que vou concordar com você - disse e Harry se virou ficando de frente pra ela - no sofá está ótimo - concordou meio aérea focando o olhar no peito tatuado do amigo.

-Você não quer que eu vá te ajudar a tirar essa roupa quer? - ele perguntou trocista enquanto abria o zíper da calça, a garota apenas negou com a cabeça sentindo a boca salivar novamente em expectativa e então ele abaixou o jeans e a boxer branca de uma vez, (s/n) arregalou os olhos engasgando, ela não podia acreditar, Harry estava completamente pelado em sua frente, e ele era enorme.

-Tá legal, já vi que vou ter que te ajudar - Harry sorriu malicioso chutando as peças em seus pés para o lado fazendo a garota trancar a respiração quando caminhou até ela.

Suas mãos foram até a barra da camisa larga que a mais nova usava, os olhos sempre cravados nos dela, ele foi levantando a peça vagarosamente e quando finalmente se livrou dela foi obrigado a trancar o ar também, “Uau” ele pensou assim que seus olhos correram pelo busto nu da garota, os seios redondos com bicos arrebitados tinham o tamanho certo e ele poderia apostar que caberiam direitinho em suas mãos, sorriu ao perceber o adereço em um dos mamilos e teve que segurar a vontade de abaixar a cabeça e envolver um dos seios em sua língua enquanto brincava com o piercing no outro com os dedos.

-Hum sem sutiã, e eu não sabia que você tem um piercing - comentou levantando o olhar novamente para o rosto da garota soltando uma risada gostosa assim que a viu corada.

(s/n) se mantinha sem reação, a cena não poderia ser melhor, um Harry já pelado tirando a sua roupa, e ver o olhar apreciativo de Harry sobre o seu corpo não tinha comparação. Sentiu um frio na barriga e a pele arrepiar ao sentir os dedos do mais velho roçarem em seu baixo ventre enquanto ele abria o zíper de seu jeans, Harry se ajoelhou aos seus pés e puxou a calça junto da calcinha, como havia feito com ele mesmo minutos antes, ajudou a passar as peças pelos pés da garota e molhou os lábios ao ter a visão do corpo dela completamente nu. Levantou-se próximo o suficiente para sentir os bicos dos seis da garota tocarem o seu peito e sorriu ao notar que ela tinha o lábio entre os dentes. “Puta merda, que garota mais gostosa” pensou.

-Pronto - Harry disse ao se afastar e (s/n) teve que balançar a cabeça para voltar a si. Assistiu-o caminhar até o sofá, demorando o olhar em sua bunda e depois passando pelas costas largas “Filho da puta gostoso” gritou em pensamentos. - o que eu faço agora? - o garoto perguntou parado em frente o sofá.

-Bom, eu estava pensando em você deitar e colocar um das mãos debaixo da cabeça…

-Assim? - Harry perguntou dando vida a imagem na cabeça da garota enquanto deitava e colocava o braço direito de baixo da cabeça.

-Assim - (s/n) concordou - e o outro você pode deixar solto pra fora do sofá - explicou começando a arrumar as coisas para pintar.

-Eu acho que não estou fazendo certo, (s/n), será que você pode me ajudar? - Harry pediu inocente piscando os olhos diversas vezes.

A garota assentiu largando um dos tubos de tinta e caminhou até o homem, completamente gostoso, que estava deitado em seu sofá, ajudou Harry a se colocar na posição correta tentando ignorar o sorriso malicioso, os olhos viajando por seu corpo e a vontade absurda de montar em seu colo e trepar loucamente.

-Não doeu? - ele perguntou pouco antes dela se afastar.

-O quê?

-O piercing - ela então se tocou reparando no olhar do amigo.

-Um pouco - deu de ombros - pronto - disse se afastando e caminhando até a tela de pintura. Harry sentiu o pau inchar ao observa-la rebolando. - Preciso que olhe pra mim, ou feche os olhos - Harry assentiu e se manteve de olhos abertos na direção da garota, entendendo o regado ela concluiu - Okay, agora apenas relaxe.

(s/n) estava surpresa, Harry não havia aberto a boca para nada, nem para reclamar, nem para pedir para ir ao banheiro, nem para fazer piadas idiotas, ele apenas mantinha o olhar cravado na garota que tinha parte do corpo escondido pelo suporte da tela, ela se sentia cada vez mais úmida ao olhar intenso do amigo, o comichão entre as pernas chegava a ser incômodo fazendo com que ela se mexesse desconfortável no banco e apertasse as coxas uma na outra, o que não passou despercebido por Harry que tinha borboletas as voltas em sua barriga ao imaginar o quão molhada ela estava, e que era por causa dele.

Pouco mais de uma hora depois (s/n) tinha os dedos sujos de tinta e arrumava apenas alguns detalhes com um pincel mais fino, os olhos voando do corpo tatuado a tela de pintura captando os mínimos detalhes, ele era lindo.

-Acabei - ela disse sorrindo e afastando alguns fios de cabelo do rosto.

-Sério? Posso ver? - Harry pediu e ela assentiu, levantou-se do sofá flexionando os músculos ao se espreguiçar e (s/n) afastou o olhar e apertou as pernas ao sentir o aperto familiar no ventre. - Uau, (s/a), está incrível - ele falou parecendo impressionado ao parar ao lado da garota - muito bom mesmo - virou-se para ela sorrindo.

-Obrigada - ela agradeceu desviando o olhar da tela para ele.

-Você tem - Harry apontou para o rosto dela que o olhou confusa - tem tinta, aqui - ele apontou o local novamente e a garota riu pegando em um guardanapo de papel na mesinha ao lado - Eu limpo - ele prontificou-se passando o papel pela bochecha da mais nova, limpou a marca o máximo que pode e largou o papel voltando com o dedo indicador para o rosto da mesma, contornando os lábios cheios e descendo pelo queixo, entre os seios, fazendo a volta no bico de um deles, quando os olhares voltaram a se encontrar, estavam escuros, transbordando luxúria, a tensão sexual era perceptível e quando Harry se encaixou entre as pernas dela tomando seus lábios com necessidade e um gemido delicioso escapou dos lábios da garota, ele se sentiu endurecer na hora, se enfiar com força no calor de (s/n) era a sua meta naquele momento.

Desceu as mãos pelas coxas da garota erguendo-a em seu colo e chupando seu lábio, (s/n) gemeu de novo puxando os cabelos dele com força sentindo as costas tocarem o chão coberto por jornais. Harry desceu os lábios por seu pescoço, pelo busto e então envolveu um dos seios com a boca, ele sugava com tanta força e vontade que chegava a doer, a outra mão brincando com o piercing exatamente como ele havia pensado em fazer, quando ele mudou de lado e puxou a argola no mamilo com os dentes de forma leve, (s/n) gemeu alto e se contorceu cravando as unhas nas costas de Harry.

-Isso é bom? Te dá prazer? - ele perguntou rouco voltando a elevar o rosto sobre o dela

-Sim - ela assentiu de forma frenética beijando e mordiscando o pescoço do moreno que pendeu a cabeça de lado dando-lhe mais espaço - Hum, cheiroso, que delícia - ela sussurrou mordendo o lóbulo de sua orelha e passando a língua por seu pescoço.

-Ah, (s/n), eu quero fazer tantas coisas com você - Harry sussurrou levando a mão a um de seus seios e apertando com força - Cabem direitinho - ela sorriu se deliciando com as mãos grandes em seu corpo.

-Então faz - (s/n) sussurrou raspando os lábios nos dele.

-Então me diz - Harry sugou seu lábio inferior - me diz o que você quer que eu faça.

-Quero que me chupe - ela respondeu em um gemido ao imaginar aqueles lábios rosados sugando a sua umidade.

Harry sorriu concordando e começou a descer os beijos pelo corpo da garota, contornou o umbigo com a língua e ao chegar à área pretendida, passou a língua pela virilha antes de começar a chupa-la com vontade, um gemido apreciativo abandonando seus lábios ao sentir o gosto dela, era doce, muito doce, (s/n) se contorceu gemendo alto e agarrando os cabelos do moreno com força, ele levou as mãos à cintura dela puxando-a contra si. Parou pouco antes de ela gozar.

-Harry - a garota choramingou enquanto Harry voltava a beijar seu pescoço.

-O que você quer? - ele perguntou sugando a pele acima da clavícula soprando depois a marca vermelha.

-Eu quero gozar - ela respondeu apertando as unhas na cintura do rapaz.

-E você vai - ele concordou e em um movimento rápido virou a amiga deixando-a de bunda pra cima - Mas só quando eu disser que pode - sussurrou curvando o corpo sobre o dela para beijar seu ombro, com as mãos na cintura empinou a bunda dela em sua direção ficando de joelhos atrás dela, passou uma das mãos em sua bunda antes de deslizar dois dedos para o seu interior. - Tem problema se a gente fizer assim? - ele perguntou retirando os dedos e esfregando a cabeça de seu pau na entrada da garota.

-Não - ela disse, a respiração difícil, o ventre contraindo. E então ele estava se enfiando nela, as mãos segurando a cintura da garota que soltava pequenos gemidos.

-Tão quente e apertada - Harry gemeu começando a se mover - Assim, assim - falou ajudando-a a se mover no ritmo - isso - se curvou sobre o corpo dela beijando suas costas.

(s/n) gemeu sentindo-o todo dentro dela, grande e grosso, com ajuda das mãos forçou o corpo para trás praticamente sentando sobre o colo de Harry, o moreno envolveu sua cintura com um dos braços ajudando-a a rebolar em seu colo, a outra mão afastou os cabelos para que ele pudesse beijar o pescoço da mais nova, os movimentos cada vez mais fortes e prazerosos em um vai e vem ritmado e delicioso. Harry mordeu o lábio ao senti-la aperta-lo e resolveu que era uma boa hora para provoca-la dizendo coisas excitantes em seu ouvido.

-Por favor, por favor - a garota implorou se contorcendo sobre o colo de Harry, o corpo inteiro vibrando. Voltou a se apoiar de quatro sobre as mãos, as unhas rasgando o jornal do chão - Por favor - pediu mais uma vez sentindo-o aumentar as estocadas.

-Vem, meu amor, goza pra mim - Harry autorizou ao se debruçar sobre ela beijando suas costas.

A garota gemeu alto enquanto gozava com vontade e apertava Harry em seu interior, os gemidos tomando o cômodo, roucos e baixos saindo da boca do moreno quando ele se derramou dentro dela. Ela ainda rebolava em sua direção gemendo de forma manhosa, prolongando o prazer que sentia quando ele a puxou para o seu colo novamente, beijou sua boca com carinho chupando sua língua e mordendo seu lábio, saiu de seu interior devagar e ela se jogou no chão deitada de bunda pra cima, os seios sobre o piso gelado, apoiando a cabeça em cima dos braços.

-Você acabou comigo - falou manhosa e Harry riu colocando uma perna de cada lado enquanto sentava sobre as coxas da garota, as mãos deslizando sobre a pele macia.

-Ninguém mandou você ser gostosa desse jeito - ele sussurrou deixando pequenos beijos pelas costas da mesma ouvindo-a rir. - (s/a), me diz que você toma comprimido e que a gente não vai ter que acordar de manhã pra ir atrás de uma farmácia? - Harry perguntou se tocando da merda que podia ter feito. Ela se virou com um pouco de dificuldade ficando deitada de barriga pra cima puxando-o para um beijo.

-Não se preocupe, eu tomo a pílula - respondeu depois do beijo envolvendo os braços no pescoço dele.

-Ótimo - Harry sorriu beijando o canto da boca dela - eu ainda quero fazer muitas coisas com você, lembra? - piscou e (s/n) caiu na gargalhada concordando, não é que Harry tinha colaborado?!

Preference: Cozinhando. #1

Esse é o meu primeiro preference -Jura?-. Provavelmente eu não postarei sempre, más as vezes terá.😗👍(Curtam bastante para eu saber q vocês querem que eu continue com está ideia.)

Harry:

- Deixa eu ajuda, Harry.- digo manhosa, enquanto via meu namorado fazer praticamente tudo sozinho.

- Não, você só senta aí e fica bonita.- ele negou, continuado a mexer algo na vasilha que se encontrava entre seu braço e seu corpo.

- Mais eu já sou bonita.- comentei convencida.

- Exatamente.- se aproximou em um beijo rápido, logo voltando ao balcão.

- Por favor, H.- falei novamente manhosa, ele me encarou por alguns segundos e suspirou.

- Tudo bem, más nem pensar em estragar tudo.- ele disse, eu coloquei a mão no peito fingindo estar ofendida.

- Eu não sou tão desastrada na cozinha.- caminho até ele que ri das minhas palavras.

- Você tem certeza? Dá última vez você queimou o macarrão inteiro.- deu risada colocando a mão na barriga, parou assim que viu minha cara.- Desculpa.

- Não, vai fazer sozinho agora.- cruzo os braços pronta para sair, quando sinto braços me puxarem do volta.

- É sério amor, desculpa. Você não faz a melhor comida do mundo mas, eu posso conviver com isso quando tenho você.- Harry sorriu, seu rosto está próximo do meu.

- Eu te amo.- ele beijou meus lábios, em um selinho demorado.

- Eu também.- beijou minha testa se afastando.- Muito bem, o que você precisa para fazer o melhor macarrão do mundo…

Ele dizia todos os ingredientes com a maior paciência enquanto eu o olhava atentamente concordando com cada palavra.


Liam:

- Cheguei, amor.- digo fechando a porta atrás de mim, coloco as chaves na bandeja encima da mesinha de centro.

- Ah, eu estou aqui, amor.- ouço Liam gritar da sala de jantar.- Venha aqui um minuto, sim?

- Tá bom.- concordei colocando minha bolsa no sofá, passando pelo corredor em sentido a cozinha.- Oque você está aprontando desta vez?

Me surpreendo com Liam perfeitamente arrumado com uma linda blusa social azul claro. Em sua frente havia uma mesa com dois pratos acompanhados de talheres e guardanapos, um pequeno vaso de vidro com uma rosa dentro, estava no centro da mesa.

Liam sorriu afastando a cadeira para que me sentasse e pergunta:- Oque você achou?

- Liam, eu… Eu adorei.- depositei um selinho em seus lábios me sentando em seguida.

- O melhor ainda estava por vim,(S/n).- ele entrou no meu campo de visão, levantando a mão em forma de um, pedindo para eu esperar.

Segundos depois Liam volta com os mesmos pratos de porcelana com pedaços de lasanha completamente cheirosa, já podia sentir minha boca salivar apenas olhando aquele pedaço que ele colocou em minha frente, logo se sentando no seu observando a comida que ele fez, sorrindo orgulhoso.

- Você é incrível.- esclareci sorrindo.

Ele sorriu me observando, logo depois negando.- Eu não sei se ficou bom, más dei o meu melhor.

- Não se preocupe com isso, o importante é que você fez. E pelo cheiro está delicioso.

- Tá esperando oquê, manda vê.- brincou, pegando seu garfo afundando na lasanha. Fiz o mesmo levando a boca.- Nossa.

- Nossa.- repeti suas palavras sentindo o queijo derreter em minha boca, o gosto estava esplêndido.- Está muito bom.

- Eu realmente me superei.- sorriu se inclinando para juntar nossos lábios. Voltámos a comer sentindo cada pedacinho se derreter.

Louis:

- Amor? Acorde.- sinto mãos me balançarem delicadamente meu corpo.- (S/n)?

- Estou acordada.- sentei na cama de casal sonolenta coçando os olhos.

- Preparei waffles para você.- comunicou se gabando. Detectei um cheiro estranho no ar.

- Você quer dizer… Queimou?

- Hãn?- ele deu uma longa fungada inalando o leve cheiro de queimado, seus olhos azuis se arregalaram e por um momento importuno correu porta afora.

Levantei em um pulo, correndo na mesma direção de Louis, o cheiro estava cada vez mais forte. Assim que chego na cozinha, Louis está batendo a toalha na forma onde provavelmente estaria meu cafe da manhã.

- Tanto trabalho pra isso?- ele suspira abrindo a janela, deixando a fumaça sair.

- A intenção é o que vale.- sorri mostrando a língua, Louis me olhou de relance.- Que tal tentar de novo?

- Sozinho?- ele fez a maior cara de coitado que conseguia.

- Juntos.- ergui as sombrancelhas maliciosa.

- Gostei da idéia.- ele se aproximou segurando minha cintura pressionando nossos lábios.

Niall:

Ligo o rádio e começo a balançar os quadris junto a batida de Bruno Mars, Niall me olha enquanto tentava prestar atenção na panela em sua frente. Pego uma colher de pau na gaveta e começo a cantar.

- I know you can make my wish come true. If you let me treasure you.- jogava meus cabelos para um lado e para o outro, ouvindo a risada de Niall.

Aponto a colher em sua direção e ele continua: - If you let me treasure you.- rimos.- Pode pegar a farinha pra mim?- ele pergunta através do som, eu concordo.

Abro o armário na parte superior, passo meus dedos pelo lugar tentando encontrar o pequeno saco, fico nas pontas dos pés para facilitar mas havia falhado outra vez. Logo sinto duas mãos fortes escorregarem pela minha cintura me erguendo, pego a farinha enquanto sou trazida de volta para o chão.

- Obrigada, sr.Horan.- agradeço, ele sorriu indo até a geladeira para pegar o leite, conforme eu abria o saco em minha mão.

Niall abriu o galão de leite e tomou um gole do mesmo antes de coloca-lo no balcão, sorrindo com a boca suja. Revirei os olhos em tom de brincadeira fazendo o mesmo caminho até a geladeira para pegar os ovos que ele havia esquecido.

Assim que me viro-me Niall bate em minha traseira deixando uma impressão de farinha ali. Eu coloco os ovos no balcão e pego um pouco de farinha batendo em sua bunda.

- Opa!- ele da um pequeno salto rindo.- Isso significa guerra.

Imediatamente agarro o saco de farinha e começo a jogar nele, que a princípio estava ficando totalmente branco. Corro o mais rápido possível para sala, porém sinto mãos passar em torno da minha cintura fazendo-me chocar contra seu corpo, ele me empurra contra a parede.

- Você se rende?- sussurou em meu ouvido.

- Não.- digo e ele ri pelo nariz.

- Você não desiste facilmente, não é?- ele pergunta beijando meus lábios em seguida.

(Imaginem o resto😏!)

Zayn:

- Pronto!- Zayn disse finalmente colocando o bolo no fogão. Ajustou a temperatura e sorriu para mim.- Enquanto esperamos, que tal nos divertir?

Segurou minha cintura me levantando, deixando-me sentada no balcão. Beijou meu pescoço, suas mãos passearam por meu corpo.

- Não Zayn, ainda temos que fazer o chocolate.- empurro com delicadeza seu corpo fazendo ele se encosta no balcão do outro lado.

- Ah amor, qual é.- ele resmunga, antes que colocasse meus pés no chão eu peguei a panela na parte de cima do armário.- Ainda temos muito tempo.

Lhe lanço um olhar reprovado e digo.- Você sabe o quanto somos distraídos. Provavelmente eu queimaria o doce e você também, então é melhor termos mais tempo.- pego todos os ingredientes colocando na panela.

- Tudo bem. (S/n) você venceu.- bufou, se convencendo das minhas palavras.- Más, deixa eu te ajudar.

Zayn segurou minha cintura enquanto eu colocava o restante dos ingredientes, ele colocou o leite condensado enquanto apoiava sua cabeça em meu ombro. Comecei a mexer o doce, sua mão foi até a minha mexendo, balancei a cabeça negando, ele queria ajudar de toda maneira.

- Sente só esse cheiro.- ele comentou inalando próximo a panela.- Isso aqui é de Deus.

- É realmente bom, Zayn.- concordo, segurando o riso.- Você quer?

- Quero.- estiquei a colher a ele, porém eu esqueci que estava quente o que fez ele ir para trás com a queimação nos lábios.

- Puta que pariu.- ele levou as mãos a boca, fechando os olhos.

- Nossa, desculpa amor.- me aproximo dele tocando seus ombros.- Senta aqui.

- Caramba (S/n), você se esqueceu.- seus olhos estavam lacrimejando, eu tentava não ri disso tudo.

- Eu não sou a única culpada aqui, meu bem.- murmurei sarcástica, tirando suas mãos da boca. Finalmente consegui ver aonde queimou, um pouco acima da sua boca estava vermelho, porém não precisava deste escândalo.

- Tá doendo!- exclamou manhoso, eu sorri.- Tem algum remédio para isso?

- Você vai ficar bem, não é nada de mais.- comentei, passando os dedos em seu lábios limpando os vestígios de chocolate.

Sentimos o cheiro do chocolate ficar mais intenso, nós olhamos para a panela que por pouco não estava saindo o doce. Eu corri até o fogão desligando, e suspirando em seguida.

- Nós somos um desastre na cozinha.- Zayn gargalhou da onde estava.

- Eu avisei.- acompanhei sua risada, ecoando por toda cozinha.


/Maya

Diz para mim que tá afim. Deixa brilhar nos seus olhos que tu enxergas algo bom em mim. Vem, sem medo, sem exaltar. Só quero te ter para mim. Grudar teu cheiro no meu corpo de tanto abraçar. Sentir seu gosto na minha boca toda vez que salivar. Quero me sentir apaixonada, quero me entregar. Mas resta saber: tu quer receber? Me sinto tão entregue a ti que por mim não importa mais nenhum problema ou dificuldade que possamos ter, qualquer coisa valerá a pena se for com você. Me entreguei a ti e foi com o coração, para isso você sabe, não há devolução. Já te disse que é com você que quero estar, podem mil anos se passar, o seu abraço será eternamente o melhor lugar para minh'alma descansar. Fica comigo, eu prometo te fazer sorrir, você sabe que não há tempo ruim quando colocamos o amor em primeiro lugar. Fica comigo então. Se entregue, não tenha medo e se permita sentir e viver tudo que está por vir. Porque, sim é com você que quero ficar, me entreguei a você de uma forma tão intensa que não há nada que me faça não te querer. Você é a peça mais importante que faltava na minha vida e na vida tudo vale a pena se for com você. Eu tô topando tudo contigo, agora só falta tu vir também… te receberei em meus braços com alegria, farei as coisas ficarem bem, em perfeita harmonia. Confia em mim, segura na minha mão e assim iremos voar e nossos pés não mais tocarão o chão. E se um dia de segurança tu precisar não irei me importar de os pés no chão colocar. Vamos aprender um com o outro a fazer desse amor nosso maior tesouro. Esse sentimento é muito bonito para ser esquecido, estou disposta a te esperar mas eu preciso saber se algum dia tu irá realmente chegar. Agora eu preciso ouvir de você, ouvir o que você sente e se está disposto a amar novamente. Diz para mim, diz que também está afim.
—  Escrito por Isadora, Isabella, Jasmyne e Glória em Julieta-s.

Você pode parar de me olhar
De tentar me devorar,
De tentar me engolir,
Pare de salivar
Não vou ser mais uma
Que você vai gostar
E depois deixar pra lá

One Shot Harry Styles – Parte III

 parte I (x) - parte II (x)

Eram aproximadamente 19:00 horas quando eu cheguei em casa do trabalho, como não encontrei Harry em lugar nenhum eu imaginei que ele já tivesse desistido de tentar, e toda a empolgação que tomara meu corpo para a noite de hoje dissipou-se. Subi os degraus em uma lentidão descomunal, se eu ficaria sozinha queria que pelo menos minha filha estivesse aqui. Meus pensamentos voavam a mil por hora sem nem ao menos ter um rumo certo enquanto eu caminhava até o nosso quarto que, no momento, parecia grande demais para apenas uma pessoa. Estava prestes a largar minhas coisas sobre a cama quando uma caixinha, relativamente grande, chamou minha atenção, ela era vermelha e estava amarrada de forma simples por uma fita branca. Descalcei os sapatos de salto antes de pegar a caixa e abri-la.

Um vestido, um lindo vestido branco, soltinho e de alças, era simples, mas muito bonito, olhei novamente para o interior da caixinha e encontrei um bilhete:


Querida, espero que fique tão lindo em você quanto eu imagino que vá ficar, vista-o e venha até o quintal dos fundos, estarei a sua espera.

                                                                               Com amor. Harry xxx”


Tenho certeza que estava parecendo uma idiota psicopata com um sorriso que dividia o meu rosto enquanto abraçava o vestido. Ele ainda queria tentar. Larguei o vestido com cuidado sobre a cama e corri tomar um banho rápido. O vestido caia perfeitamente bem, seu tecido macio como caricias em meu corpo, vesti-o sem necessidade de sutiã por causa das alcinhas, calcei um par de chinelos branquinhos e sequei o cabelo o máximo que pude com a toalha, penteando e deixando-o solto.

Era como se as borboletas no meu estômago estivessem dando uma festa, fazendo com que meu corpo todo tremesse pela sua agitação, eu estava boba, e fiquei mais ainda assim que cheguei as portas de vidro que levavam para o quintal dos fundos.

O lugar estava parcialmente iluminado por lampadazinhas brancas, quase ao centro havia uma mesa redonda de dois lugares com vinho, taças e um vaso com uma única rosa vermelha, e agora sim, bem ao centro tinha uma espécie de “cama” feita de cobertores e montes de almofadas, bem embaixo de um grande carvalho que eu escolhi manter logo que nos mudamos para cá, e Harry estava ali, deitado com os braços de baixo da cabeça enquanto olhava para o céu, caminhei em sua direção, o barulho dos meus chinelos raspando na grama denunciando-me. Ele apoiou o corpo sobre os braços e olhou para trás, para mim, e sorriu, um sorriso incrivelmente lindo com direito a covinhas. E foi impossível não sorrir de volta, Harry levantou-se ficando de pé, dando-me visão para a sua vestimenta, as típicas calças pretas, a camisa com os primeiros botões abertos e descalço, simples, porém lindo.

Ele parou em minha frente e levou as mãos até meu rosto, acariciando minhas bochechas antes de juntar nossos lábios em um selinho demorado.

-Oi – Ele sussurrou sorrindo, sua testa colada a minha.

-Oi – Sorri de volta.

-Está com fome?

-Muita.

-Ok, eu já volto. – Harry juntou nossos lábios em um selinho mais uma vez e se afastou indo em direção da casa.

Tomei a liberdade de me sentar à mesa e esperar por ele que não demorou a voltar trazendo o nosso jantar. A comida estava uma delícia, Harry era um ótimo cozinheiro e eu sentia falta disso. O jantar foi passado em silencio, mas não era um silencio ruim, pelo menos até o momento em que ambos percebemos que a conversa não poderia ser adiada.

Assim que terminamos de comer, Harry retirou os pratos levando-os para dentro de novo, eu ainda estava sentada à mesa quando ele voltou, estendeu a mão para mim, e me guiou até a “cama” embaixo do carvalho. Harry sentou-se sobre os cobertores apoiando as costas em algumas almofadas e no tronco da árvore me puxando para sentar entre suas pernas, minhas costas coladas ao seu peito, minha cabeça apoiada e seu ombro. Ficamos assim por um bom tempo, apenas aproveitando a presença um do outro, nenhum de nós disposto a dar o primeiro passo, e eu definitivamente não queria estragar o momento.

-Desculpa – Ele finalmente disse, um suspiro longo abandonou seus lábios fazendo seu peito vibrar. – Eu sei que não há nada que justifique a forma como eu agi com vocês, mas eu quero me redimir, quero me desculpar por ter sido um completo idiota. – Harry envolveu os braços em minha cintura me puxando mais para si, eu sorri, ele parecia estar sendo sincero em suas palavras, mantive-me calada sentindo um beijo ser depositado em meu ombro descoberto. – Eu sei que errei, mas eu juro para você, meu amor, minha intenção nunca foi a de tratar vocês daquela maneira, ser agressivo ou qualquer coisa do tipo, eu estava estressado por causa do trabalho a acabei descontando em você e na Helo.

-Não devia trazer os assuntos do trabalho para casa. – Eu falei calma enquanto entrelaçava nossos dedos.

-Eu sei, e sinto muito por isso. Imagino como você e Helo estavam se sentindo, me dói só de pensar que eu poderia perder vocês por motivos tão fúteis. Você pode me perdoar, por favor? Já ganhei um sim da Helo, só falta você. – Ele beijou meu pescoço dessa vez, me fazendo arrepiar.

-O que você fez para que Heloísa te perdoasse tão rapidamente, Harry? – Perguntei tentando ignorar os arrepios que sua boca em meu pescoço e ombros estavam causando, droga, ele estava apelando.

-Comprei chocolate para ela.

-Styles!! – Repreendi dando um tapa em seu braço, sua gargalhada próxima ao meu ouvido levantando todos os pelos do meu corpo.

-É brincadeira. – Ele riu baixinho – Eu disse que amo muito ela, e você, e que estou muito arrependido. – Sua voz era apenas um sussurro em meu ouvido quando uma mordida foi deixada no lóbulo de minha orelha. – Eu nunca mais vou fazer uma coisa dessas, quero ajeitar as coisas meu amor, eu estou tentando.

-Você promete?

-Eu prometo. – Ele disse depositando outra mordidinha em minha orelha.

-Está jogando sujo.

-E você ainda não me respondeu, (seunome), estou perdoado ou não? – Rebateu, passando a língua por toda a extensão de meu pescoço, suas mãos puxando meu corpo mais contra o seu. Assentir foi tudo o que eu soube fazer enquanto sentia os seus lábios em mim e tombava a cabeça para o lado dando-lhe mais acesso.

-Isso é um sim? – Sua voz pingava humor, mas ao menos tempo tinha um “que” a mais de provocação, assenti novamente enquanto mordia os lábios para suas provocações. – Ótimo – senti o seu sorriso em minha pele.

Harry nada mais disse depois daquilo, apenas se concentrando no trabalho de seus lábios, senti uma de suas mãos subir por meu braço abaixando a alça de meu vestido, favorecendo o caminho de seus lábios, enquanto a outra mão acariciava minha coxa indo em direção da minha intimidade. Primeiro me acariciando por cima do tecido da calcinha, depois afastando-o para o lado. Arqueei o quadril na direção de seus dedos, sedenta por mais contato enquanto mordia meus lábios com mais força e levava uma das mãos até seus cabelos. Embrenhando meus dedos nos fios macios e puxando-os.

-Harry… – Gemi seu nome reagindo a suas provocações quando senti dois dedos dentro de mim, massageando minhas paredes internas, enquanto eu contraia e os apertava, seus dedos revezando entre brincar com minha entrada e pressionar meu clitóris de forma deliciosa.

-Ainda não, meu amor.

Eu estava quase gozando quando Harry tirou seus dedos de mim me virando em sua direção, me ajeitei em seu colo, sua ereção fazendo pressão em minha intimidade, a braguilha da calça tocando no lugar certo enquanto suas mãos em meus quadris me faziam esfregar sobre ele. Um gemido escapou de meus lábios quando ele deixou uma mordida sobre a pele de minha clavícula, seus lábios distribuindo beijos até a minha boca. Agarrei sua nuca e puxei seus cabelos trazendo-o mais para perto, nossas línguas travando uma batalha enquanto eu me esfregava com mais força sobre seu membro.

A alça de meu vestido continuava caída, fazendo com que o tecido sobre meu seio esquerdo deslizasse sobre minha pele deixando-o quase todo descoberto, Harry pareceu se dar conta disso, seus lábios voltaram a deslizar sobre minha pele, colo e então meu seio, ele levou o indicador até o seio quase todo descoberto e abaixou o tecido deixando meu mamilo a mostra, sua língua rodeou a auréola e seus dentes rasparam o bico antes dele me cobrir com sua boca, sugando meu seio, me mamando com vontade enquanto sua outra mão acariciava o seio direito ainda coberto.

Lembrei-me então que estávamos quase fazendo sexo no quintal de casa e agradeci mentalmente por estarmos de baixo do carvalho e os muros da casa serem altos, nos protegendo dos olhares curiosos dos vizinhos.

Minhas mãos estavam tremulas pelo prazer quando as levei de encontro aos botões de sua camisa, abrindo um por um, empurrei-o levemente para trás descolando seus lábios de meu seio, inclinei meu corpo em sua direção sugando a pele de seu pescoço ouvindo-o gemer rouco, beijei suas tatuagens de pássaros enquanto empurrava a camisa por seus ombros, voltando a beija-lo.

Eu rebolava com força e vontade sobre seu membro, a braguilha da calça fazendo uma pressão deliciosa sobre o tecido da calcinha enquanto eu gemia em sua boca, suas mãos apertando minha cintura. O aperto em meu ventre aumentado em um crescente, me fazendo explodir em um orgasmo enquanto Harry voltava a sugar meu seio descoberto.

Harry subiu as mãos por minhas coxas, por dentro do vestido, subindo a peça junto e passando-a por minha cabeça, aproveitei para levar minhas mãos entre nossos corpos abrindo o botão de sua calça e descendo o zíper, um gritinho escapou de meus lábios, quando Harry nos virou sorrindo, ele ficou de pé e começou a se livrar lentamente das calças e da cueca, ficando completamente nu a minha frente, senti minha boca salivar ao ver seu membro duro e mordi os lábios quando Harry fez menção de se tocar, ele se abaixou ajoelhando-se entre as minhas pernas, seus olhos cravados nos meus, suas mãos subindo e descendo por seu comprimento.

Meu olhar mantinha-se vidrado em suas ações enquanto seu polegar desliza pela cabecinha, um gemido rouco escapando de seus lábios me fazendo arrepiar. Ele apoiou uma das mãos ao lado de meu corpo e desceu a cabeça até que seus dentes agarraram a borda de minha calcinha, puxando-a para baixo, deslizando a renda por minhas pernas, subiu com seus lábios colados em minha pele, era como se eu me sentisse queimar em todos os locais que ele tocava. Uma mordida foi deixada no interior de minha coxa e então Harry cobriu minha intimidade com sua boca, apenas lambendo sua extensão, me deixando sedenta por seu toque, seus beijos subiram por minha barriga, seios, pescoço, queixo, até ele pairar sobre mim, lábios raspando contra os meus, vermelhos e inchados, sua respiração tão descompassada quanto a minha, a excitação palpável ao nosso redor.

Uma de suas mãos estava apoiada ao lado de minha cabeça sustentando seu corpo e a outra segurava seu membro entre as minhas pernas, esfregando a cabecinha em minha entrada, me torturando, gemi manhosa em suplica fincando as unhas em suas costas quando ele começou a entrar devagarinho. Sentia-me novamente como uma garota de colegial, mas era tudo muito melhor agora, Harry fora meu primeiro e se dependesse de mim, seria meu único.

Ele começou a se mover lentamente, entrando e saindo de forma tortuosa enquanto beijava meu pescoço e eu me esforçava para não gemer muito alto.

-Harry, por favor – Pedi em desespero.

Em um movimento rápido Harry havia me colocado por cima e era como se eu estivesse cada vez mais próxima do paraíso. Eu sentia-o em meu fundo, tocando em um pontinho especial dentro de mim que me fazia rebolar com mais força e vontade sobre seu colo, fazendo-o sair e entrar por inteiro. O atrito de meus seios nus em seu peito era delicioso e eu sentia seu olhar intenso em mim a cada arfada e gemido, sustentei seu olhar cravando meus olhos nos seus e aproximei nossos rostos, minha boca raspando na sua, minhas mãos embrenhadas em seus cabelos puxando vez ou outra, suas mãos em minha cintura me puxando ainda mais para perto, como se fosse possível tornarmos apenas um.

-Eu amo você – Sussurrei deixando um pequeno selinho em seus lábios que se abriram em um sorriso, um gemido rouco escapando logo em seguida.

-Eu amo você – ele repetiu sussurrando ao pé do meu ouvido, sua voz mais rouca do que o habitual me causando arrepios inexplicáveis.

E então eu senti, aquele aperto no ventre, como uma onda arrebatadora de prazer passando por todas as partes de meu corpo e voltando para aquele pontinho dentro de mim, me fazendo contorcer em seu colo, um prazer absoluto que somente Harry seria capaz de me fazer sentir. Aumentei a intensidade de meus movimentos sobre seus quadris e joguei a cabeça para trás explodindo em um orgasmo avassalador, minhas próprias minhas envolvendo e acariciando meus seios, um gemido sôfrego abandonando meus lábios. Harry jogou o corpo para trás deitando-se sobre as almofadas, seu abdômen contraindo enquanto minhas paredes apertavam-no dentro de mim levando-o a se derramar em meu interior.

Me joguei sobre seu peito, levantando a cabeça para beijar seu queixo enquanto ele envolvia as mãos em minha cintura, um sorriso bobo em meus lábios, pelo amor de Deus, nós acabamos de fazer sexo no quintal.

-Do que está rindo? – Harry perguntou.

-De nós – levantei a cabeça para olha-lo.

-Me sinto um adolescente – Ele riu.

-Eu também – concordei – isso me lembra a faculdade.

-O gramado atrás do prédio dos veteranos? – Assenti concordando – Bons tempos – nós rimos e eu voltei a deitar a cabeça em seu peito, Harry beijou meus cabelos e eu me senti instantaneamente bem.

Meu Harry estava de volta, e nós estávamos dispostos a tentar e salvar nosso casamento juntos.

Alguns Aspectos sobre a Saúde Bucal

A saúde bucal é importante e reflete diretamente na saúde do restante do corpo. Os dentes são estruturas primordiais para o organismo, são responsáveis pela mastigação dos alimentos, pelo pronunciamento das palavras, é um fator determinante na estética e auto- estima.

A preocupação com a higiene bucal, não parece ser algo tão novo, arqueólogos afirmaram ter encontrado em uma tumba egípcia de mais de 3 mil anos a.C, um objeto muito parecido com o formato de uma escova de dente, feita de um ramo de planta com pontas desfiadas, simulando cerdas.  

Além de ser feita a escovação ao longo do dia, uma pessoa produz cerca de 378,5 litros de saliva durante a vida, ajudando na limpeza da boca, á diminuir o aparecimento de caries, protegendo com ação bacteriana e lubrificando a mucosa. Além de contribui com a imunidade, já que tem anticorpos que protegem de doenças. O beijo contribui bastante para estimulo das glândulas salivares, auxiliando na limpeza dos dentes.  

A crença de que alimentos gelados e quentes causam a sensibilidade nos dentes deve ser evitada, a causa desse problema sentido por algumas pessoas, está na retração gengival, por se usar muita força para escovar.  Uma outra crença, a de que as caries são causadas por consumo de açúcar, deve ser esquecida, pois ela surge devido a bactérias por falta de uma boa escovação ao consumir qualquer tipo de alimento. É importante ter um cuidado com o surgimento de caries, já que ela pode gerar infecções que podem levar até a morte.  

Um outro aspecto que causa danos nos dentes é o bruxismo, podendo ter sua origem devido á transtornos emocionais, o estresse, e a depressão.

 Em relação a má posição dentária, a respiração tende a ser pela boca. No entanto, essa anomalia além de fugir do padrão trás outros problemas como gengiva, língua e bochechas irritadas devido à falta de saliva e mau hálito. Respirar pela boca causa muitos danos à saúde, ou seja, aumenta o índice de cárie, acarreta irritação na gengiva, trás, com o tempo, mudanças no posicionamento da língua deglutição atípica. A má oclusão dental, que é resultado de vários fatores, tais como herança genética onde a criança herda o tamanho dos dentes do pai (grandes) e o tamanho dos maxilares da mãe (pequeno), favorecendo a má oclusão pelo pouco espaço nos ossos para os dentes grandes. A presença de hábitos bucais também são fatores determinantes, como, por exemplo, chupar o dedo, empurrar a língua entre os dentes, entre outros. 

A falta de cuidados com a saúde dos dentes, pode ocasionar problemas em outras partes do corpo, como o ataque cardíaco, que pode se desenvolver por causa de inflamações como gengivite, e passar bactérias pela corrente sanguínea para outras partes do corpo podendo afetar o coração. Por isso, é necessário a visita frequente aos dentistas, para que possíveis problemas sejam visualizados e evitados.

Para aquelas pessoas que se preocupam também com a estética de seus dentes, alguns alimentos por conter determinadas substâncias em sua composição, e assim ajudar para ter dentes mais brancos e brilhantes; como, morango, uva, pera, maçã, cebola, alho, laranja, limão, cenoura, brócolis, espinafre e queijos.

Diante ao exposto, podemos observar a importância do cuidado com a nossa saúde bucal, que afeta tanto a autoestima, a alimentação feita, como também na saúde do restante do nosso corpo. Consultas constantes aos dentistas são imprescindíveis, assim como o cuidado que cada pessoa deve ter.

Sentimientos Latentes || Cap 38 (Fic Wigetta)

-Narra Willy-

Habíamos pasado un buen tiempo en el vehículo que nos llevó a una zona más apartada y natural, donde tendría lugar el evento. Me había reído tanto ahí que incluso me dolía la mandíbula, todos cantando canciones al unísono o diciendo más estupideces de las estipuladas por la ley. Siempre que nos reuníamos después de un tiempo sin vernos, era una fantástica locura, no podíamos pronunciar dos frases enteras sin empezar a reírnos como posesos. No era la típica persona extrovertida capaz de poder hacer el payaso mientras todos estaban mirándome, pero otros sí, así que yo me limitaba a ser el público en sus bufonadas y a reírme de las tonterías que decían o hacían. Cuando llevábamos unas horas de viaje empecé a sentirme exhausto, me limité a observar el trayecto en coche por la ventana mientras que sentía el peso de su cabeza apoyada sobre mi hombro. Fran se había quedado dormido ahí, notaba su aliento contra el hombro y emitía un leve ruido constante que no llegaban a ser ronquidos, más bien señales de una fuerte respiración. El paisaje que vislumbraba a través del empañado cristal de la ventana, era perfecto. Los organizadores del evento nos habían asegurado que iban a llevarnos a un sitio genial, donde podríamos realizar cómodamente las diversas pruebas que tenían preparadas para nosotros. Mientras escuchaba el incesante traqueteo del vehículo contra el pavimento, distinguía en la lejanía las enormes montañas, levemente ocultas por la neblina. Cabía admitir que era una persona cuyos gustos se decantaban más por lo artificial, prefería las ciudades plagadas de tecnología, pero eso no significaba que fuera incapaz de apreciar la grandeza de los entornos naturales. Aún con eso, añoraba la comodidad del hogar, por irónico que fuera teniendo en cuenta el escaso tiempo que llevaba alejado de él. Me apetecía estar en el sencillo cuarto casi desamueblado, ir al salón y cruzarme ahí con mi novio, preparándose una ensalada o cogiendo una bebida de la nevera. Aún así no dejaba que ese anhelo me entristeciera, pues me lo estaba pasando en grande y quería atesorar esta experiencia junto con las pasadas vivencias. Me sentía como un niño pequeño el mismo día que viaja junto su clase en autobús para visitar el zoológico. Realmente necesitaba estar un tiempo separado de Vegetta, tenía muchas cosas en las que pensar, y no me gustaba que él acaparase la atención de todos cuando venía a los eventos. Sabía que la distancia me favorecería, que estar tan obsesionado por su presencia no era sano para ninguno de los dos. Ya que no quería moverme para no interrumpir el sueño de Fran, estuve mirando por la ventana las maravillas que el paisaje me ofrecía, hasta que este despertó. Lo hizo cuando ya habíamos llegado, parecía aturdido cuando se levantó, como si no se hubiera dado cuenta de que iba a dormirse antes de hacerlo.-Perdón, te he molestado?.-Preguntó, al ver como yo me encogía de hombros para mover un poco el cuerpo, notaba el hombro entumecido por el constante peso de su cabeza sobre el. Había ansiado esos estiramientos casi desde el comienzo de nuestro trayecto.-No, da igual.-Sonreí un poco y él me señaló el hombro con el dedo índice, poniéndolo sobre mi sencilla camiseta.-Chaval, te he dejado la camiseta llena de babas.-Yo le miré con asco y él empezó a reírse, de esa forma tan característica que tenía Fran al reír, como si no pensara detenerse nunca. Me recordaba a una hiena. Lo peor es que no me extrañaba que hubiera comenzado a salivar, dormía con la boca entreabierta.-¿Qué dices pringao? Que asco.-Exclamé yo, con molestia en la voz, aún sin estar realmente enfadado. Él siguió con sus estruendosas carcajadas, negó con la cabeza mientras que yo bajaba la vista para intentar mirarme el hombro.-Venga, te lo has creído.-Afirmó divertido, en un tono victorioso. Yo bufé, él siempre con sus cosas. Se pensaría que era la broma del año, cuando se trataba de una absurda mentira. Empezamos a sacar todas nuestras cosas del vehículo para instalarnos en el lugar, que era una especie de descampado cercano a las montañas. Tuvimos que ponernos unos monos marrones para hacer las pruebas, y a eso nos dedicamos hasta que llegó la noche. Justo después, estaba agotado, cuando nos pusimos a cenar todos juntos a la luz de las estrellas, Vegetta me llamó. Me costó concentrarme en lo que me decía porque no dejaban de armar alboroto a mis espaldas, pero finalmente le pude confesar que había estado pensando en contar a mis padres todo acerca de mi orientación sexual. Creía que ellos me aceptarían, aún así tenía un poco de miedo y sobretodo vergüenza, pero no me apetecía seguir ocultándolo. Ya que ningún seguidor podía saber acerca de nuestra relación, ya que yo no podía cogerle la mano en medio de la calle, podía consolarme al no tener que ocultar algo tan importante a las personas que más amaba en el mundo.

La zona de hospedaje me recordaba a los típicos campamentos veraniegos. Era una especie de casa sencilla compuesta de leños, con unas pocas estancias. La cocina del lugar era pobre, sucia y tenía muy pocos recursos. En cambio, en una sencilla sala que en otro tiempo hubiera sido una habitación, es dónde habían puesto toda su tecnología. Las cámaras y ordenadores desentonaban completamente con el entorno, no tenían absolutamente nada que ver con aquella pequeña cabaña. Fuimos a un cuarto cuando llegó la hora de acostarse. Era bastante pequeño para compartir entre seis, tenía literas de madera y una gran ventana que daba al campestre exterior. Nuevamente recordé las típicas excursiones escolares. Enloquecimos ante semejante panorama, enseguida Rubius reclamó su litera superior justo encima de la de su mejor amigo. Yo miré el resto, pues también quería ocupar una litera superior, no me gustaban las de debajo, me hacían tener esa eterna sensación de que mientras dormías la persona de arriba terminaría por aplastarte. Dejé mis cosas sobre una de las literas superiores, mientras que preparaba la ropa de dormir. Me quité la camiseta y los pantalones, guardándolos en una bolsa. No me importaba porque todos estaban cambiándose, y estábamos entre amigos. Lo cierto era que ninguno me llamaba la atención como hombre, sería extraño sentirme atraído por uno de mis mejores amigos. Excluyendo la obviedad, claramente. Además después de los eventos que había compartido con estos señores, todo pudor sería tachado de estupidez crónica. Incluso recordaba que en una ocasión, estando con Fran, nos habían dado por error una habitación de matrimonio en el hotel. Teníamos hasta un jacuzzy, fue raro.-Bueno, bueno.. Willy, estás hecho un ligón.-La voz de Fran me acusó entre risas. Él estaba en ropa interior también, pude fijarme en que poseía un buen cuerpo, algo musculado. No pude comprender a que se refería hasta que noté la yema de su dedo presionándome la zona baja del cuello, cercana a la huesuda clavícula. Estaba poniéndome lívido por el contacto cuando su otra mano se dirigió a mi cadera, presionando una zona específica antes de seguir riéndose después de haberme delatado. Estaba señalando círculos violeta oscuro, similares a hematomas, solo que no eran eso. Había olvidado por completo que tenía esas marcas, las cuales Vegetta se había encargado de hacerme encarecidamente la noche anterior al viaje. Me cago en.. malditas tórridas despedidas, maldito Vegetta. Molestaba aún sin estar presente este hombre. Al principio no me salieron las palabras, seguramente mi rostro mudó del blanco al rojo en una milésima de segundo.-¿Q-que dices, so tonto? Son golpes.-Intenté regular mi respiración y sonar calmado, aunque tartamudeé y mis nervios fueron delatadores. Desafortunadamente no estábamos solos, y todos quisieron enterarse del motivo de las risas de Fran.-¡Salseo, Salseo! ¿Qué pasa?.-Escuché gritar a uno de ellos, mientras que se sentaba y asomaba desde su litera. Ante tal exclamación el resto se interesó todavía más. Claro que pensaban que estábamos bromeando, no eran el tipo de personas que se metieran en la vida de los demás, pero supongo que se lo había ofrecido en bandeja.-Dos pedazo de chupetones que..-Volvió a señalarme uno, yo retrocedí un paso. Tampoco quería que todos me miraran de esa manera, era lo último que pretendía. Sabía bien que si miraba seriamente a Fran y le pedía que se detuviera, él lo haría.  No era mala persona, simplemente le costaba darse cuenta de cuando debía parar de bromear.-A veer.. que no lo son.-No pude evitar reírme, cosa que les haría ver que no tenían porque detenerse. Pero fue inevitable, las situaciones tan incómodas me hacían sonreír. Decidí girarme y empezar a ponerme los pantalones negros elásticos que usaba para dormir, pero desde la lejanía siguieron dando cuerda al asunto.-¡Willy! Que fuerte, iba de tímido el tío.. y está hecho un fucker.-¿Cual de ellos había dicho eso? Seguramente Ruben, me giré sujetando la camiseta que usaría para dormir. Quizá no era tan malo como lo creía, ellos pensaban que me lo había hecho una chica. Me beneficiaría mientras que no tuviera que dar detalles sobre quién o cuándo.-¿Quien se hace un golpe en el cuello?.-Objetó alguien, pensando que yo volvería a repetir que se traba de un golpe, lo cual era cierto. Suspiré y me coloqué la camiseta, mientras que todos empezaron a preguntarme acerca de ella. Casi todos, al mismo tiempo, y toda respuesta conllevaba mentir a mis amigos, por pringados que fueran. Estaba poniéndome muy nervioso, observé a Luzu sentado en su litera. Había intervenido algunas veces, riéndose del tema, pero le miré, rogándole con la mirada que me socorriera.-Bueno, bueno..stop salseo.-Alzó la mano, mostrando su palma como indicando que nos detuviéramos. Habló en un tono cómico y no autoritario, pero aún así le hicieron caso para escuchar su opinión.-Tendré que hablar a favor de Wilfred, yo estaba cuando se pegó el ostión.-Suspiré aliviado, había mentido por salvarme. No pasaba nada por una mentira piadosa, ellos no me habían dejado otra opción y yo no me arrepentía de ello. Quizá podría contar a Fran lo de mi novio, Alex ya sabía algo pero se habría olvidado pues hacía mucho tiempo que le hablé del tema y cuando no estábamos juntos, mientras que Luzu ya sabía prácticamente todo. Pero no en este momento, no tenía la suficiente confianza con los otros dos chicos, aunque me caían bien eran muy charlatanes y bromistas, temía que se fueran de la lengua sin querer. Ellos se desinteresaron por el tema al ver que no había salseo con el que bromear, mientras que Fran siguió riéndose, me señaló mientras lo hacía.-Te hiciste eso cayéndote, que pringado.-Señaló, se lo había creído completamente, era como un niño pequeño. Yo me subí a mi litera como pude, no me costó demasiado porque era bastante alto, podía apoyar los antebrazos en ella sin estirarme.-No tiene gracia ¿Ves que me esté riendo?.-Exclamé mientras que él me observaba desde el suelo. Aún así me reí un poco, pero no intencionadamente, es que Fran tenía una risa de lo más contagiosa, como una epidemia.

-Al parecer estás muy feliz porque la montaña y las cabras te recuerdan a tu hogar de pueblo.-Añadí para fastidiar, al ver que no paraba de reírse. Ofenderle tampoco resultó efecto, siguió partiéndose de risa.-Que mala gente eres.-Dijo, porque siempre estaba metiéndome con él por el hecho de vivir en un pueblo alejado de todo. Yo sonreí, satisfecho de haberle molestado aunque fuera mínimamente.-ya.-Me tumbé en la cama, intentando dormir. Conseguirlo fue imposible. El resto no dejaba de armar jaleo, bromearon e hicieron ruido hasta muy tarde, hasta quedarse dormidos. Yo me quedé mirando al techo, puesto que ya me había desvelado, ahora que todos llevarían un rato dormidos. Estaba paranoico, no podía dejar de pensar en estos últimos meses, en las decisiones que debía tomar. Normalmente el hecho de trasnochar sería combatido con cualquier juego o incluso con una serie, pero ahora no tenía nada que me sirviera como distracción. Estaba a solas con mis pensamientos, en mitad de la nada. Escuchaba la respiración fuerte de Fran, y los inconfundibles ronquidos de Rubius, aunque él negaría que así fuera. Procuré ser silencioso al bajarme de la litera, caminando a hurtadillas por la habitación hasta hallar en mitad de la oscuridad a Luzu. Debía haber una potente luna en el exterior, pues le había encontrado fácilmente con la luz natural que atravesaba la ventana, sin necesidad de servirme de la iluminación artificial del móvil. Él dormía de una manera mucho menos ridícula, como descubriendo la persona tranquila que en realidad era.-Luzu.. estás dormido?.-Era una pregunta evidente, pero no habría sabido que más decir para despertarlo. Él se revolvió entre las sábanas, tardó unos segundos antes de responderme con la voz más ronca de lo habitual.-Ya no.-Sonreí un poco. Me sabía mal haberle despertado, pero era el menos escandaloso y el único con el que podía hablar sin tapujos de los problemas que estaban torturándome. Además con él compartía el mismo horario de sueño, pues me costaba mucho adaptarme al Español.-Perdón.-Me excusé. Obviamente estaba hablando en susurros, Luzu no tanto porque recién levantado no pensaría principalmente en no alterar el sueño del resto.-..No pasa nada.-añadió en un tono cansado, como si estuviera hablando con revoltoso un niño pequeño. Se revolvió entre las sábanas y se dio la vuelta, intentando volver a dormirse-Luzuu..-Alcé un poco el volumen de la voz. Lo cierto era que no me importaba despertarlos para no molestar, puesto que ellos habían sido ruidosos mientras yo intentaba dormirme. Lo que no quería era que se despertaran porque no nos dejarían hablar tranquilos, se volverían locos y hablarían de trollear al que estuviera dormido o cosas similares. Bien pensado eso era divertido.-Dime.-Se quejó, volviendo a girarse hacia mi. Esta vez abrió un poco los ojos, los tenía rojos. Se veía ojeroso.-Gracias.. por lo de antes.-No había tenido ocasión de agradecerle haberme sacado del lío con las marcas.-De naada.-Se frotó los ojos con los puños, yo retrocedí unos pasos. No quería seguir molestándolo, no lo merecía.-Bueno, te dejo dormir.-Concedí, entrecerrando los ojos para vislumbrar la única litera vacía con ayuda de la luz lunar. Iba a dirigirme a esta cuando escuché como alguien se revolvía, y seguido de eso la voz de mayor.-¿Qué quieres? ¿Hablar?.-Preguntó Luzu, se ve que ya le había desvelado. No podía mentir, me ilusionó saber que tendría compañía, que podría tratar mis problemas con alguien. No era un hombre expresivo, pocas veces me apetecía contar mi vida a otra persona, cuando se daba la ocasión había que aprovecharla.-Sí, gracias.-Murmuré entusiasmado, revolviendo dentro de la bolsa que había dejado junto con las otras para sacar una sudadera. Estaba claro que no podríamos hablar dentro.-Te voy a matar Wilfred..-escuché que murmuraba mientras se levantaba y buscaba sus zapatos. Yo me puse los míos y salimos de la forma más silenciosa posible.

Empezamos a pasear por el terreno irregular de los alrededores de la casa, no pensábamos alejarnos demasiado puesto que eso significaría perdernos.-Menuda pillada con lo de los chupetones.. vaya escenita.-Declaró Luzu, riéndose después. Yo me encogí de hombros, recordando el momento, debería haber recordado que tenía esas marcas, me habría desnudado con cautela y nadie las habría visto.-Ya, me he puesto nervioso.-Confesé, riéndome después. Ahora que el momento formaba parte del pasado, cabía reconocer que era una escena bastante jocosa para quien no formase parte protagonista de ella. Lo cierto es que podría haber salido del paso mintiendo, diciendo que me los había hecho una mujer e inventando cosas sobre ella. Es lo que habría dicho Vegetta, lo sabía de sobra. Él siempre estaba hablando de mujeres, de su anatomía, de lo soltero que estaba.. eran cosas que podía evitar mencionar, pero aún así no lo hacía. Me fastidiaba mucho que hiciera eso, su necesidad de aparentar ser un semental me ponía de los nervios.-Se te ha notado, no sé como pueden haberse creído que te has hecho eso así..-Comentó él, lanzando una risilla después. Yo también me lo preguntaba, aunque lo más seguro era que realmente no les interesaban mis marcas, simplemente buscaban cualquier pretexto para armar revuelo.-Porque son unos tontacos.-Declaré, pensando en que ahora estarían durmiendo. El paisaje estaba más iluminado de lo que hubiera esperado, la oscuridad era apenas perceptible. Puede que no viera las lejanías, pero podía ver el rostro de mi acompañante sin problema alguno.-Pero menudas marcas tienes.. está hecho un fiera Vegettoide, la próxima vez ten más cuidado.-Me advirtió y yo me sonrojé. Ya sabía que él conocía al causante de mis marcas, pero aún así me resultó raro escucharlo decir en voz alta. En este momento él era la única persona sobre la faz de la tierra con la que podía hablar de mi pareja. No me desconsolaba que así fuera, Luzu era una persona confiable y madura.-Se me había olvidado que estaban.-Conté, notando la fría brisa nocturna sobre mis brazos desnudos, erizándome el vello. Afortunadamente llevaba la sudadera gris en las manos, en aquel momento me la puse y se adhirió a mi cuerpo. Nos quedamos unos segundos en silencio mientras que paseábamos, hasta que su voz rompió la armonía que habíamos creado.-Wiiiiii….-Me mordí el labio inferior, deseando fervientemente que no terminara de pronunciar aquella palabra.-getta…..-Concluyó , en un tono burlón. Yo le fulminé con los ojos, mientras que los suyos marrones hacían lo mismo con diversión. Hice el amago de pegarle un golpe en el hombro, aún sin llegar a hacerlo, mientras que él se reía suavemente. Pensé en fastidiarlo diciendo algo, pero era imposible picar a Luzu. Sabía que podía molestar a Fran diciéndole que era un pueblerino o que se parecía a Abraham Mateo. A Alex le molestaban infinidad de cosas, y si uno se quedaba sin ideas siempre estaba el tema de la estatura, aunque prefería no mencionar eso por si se enfadaba de verdad. A Vegetta.. lo suyo ya era una exageración, fastidiarle a él era como jugar a minecraft en pacífico, muy fácil. En cambio a Luzu.. nisiquiera tenía uno ganas de picarle, ni sabía como.-Mira.-Indicó repentinamente, yo seguí la trayectoria de su dedo. Estaba señalando el cielo. Nunca había visto un cielo tan estrellado, la contaminación y las luces artificiales de las ciudades donde había vivido, no me lo permitían. En cambio aquí, en campo abierto, las estrellas brillaban con fuerza sobre el cielo oscuro e iluminaban todo.-Ala! que pasada.-Exclamé entusiasmado, Luzu se sentó sobre la hierba y yo hice lo mismo. No tenía la más mínima idea sobre astrología, pero aún así por la cantidad de estrellas y la forma en que estaban colocadas, sabía perfectamente que había un montón de constelaciones frente a nosotros. Las estrellas ofrecían una imagen preciosa, me hubiera gustado compartir esto con Vegetta, estar sentado a su lado y que lo viéramos juntos. Luzu sacó el móvil e hizo una foto al cielo.-Se la voy a pasar a Lanita, le encantan estas cosas.-Anunció con cierto entusiasmo. Yo le miré con desasosiego, pensando en Lana. Les envidiaba como pareja, cuando veía sus vídeos juntos, la imagen que ellos ofrecían. Sin fingir, sin tapujos y siendo felices. La gente les comprende, les acepta siendo pareja y son perfectos como tal. Ellos pueden cogerse las manos y besarse en público. Puede que no lo hagan, que sean discretos, pero si en un momento dado desean hacerlo, lo hacen. Como una pareja real. 

Lana no tiene dudas sobre Luzu.

Luzu no tiene dudas sobre Lana.

Vegetta tiene dudas sobre mí.

Suspiré algo apenado. Él me había llamado estos dos días seguidos, había cumplido su promesa, me decía te quiero cada día. Pero aún así seguía dudando, él no lo negaba, y aunque lo negara estaría mintiendo. ¿Porqué salía conmigo si tenía dudas respecto a su sexualidad? ¿Porqué me decía te quiero si no estaba seguro de absolutamente nada? Al final era él quien me hacía dudar a mí, por culpa de sus estúpidas dudas.

No pensaba vacilar sobre lo de contarle a mis padres sobre mis gustos, era mi vida después de todo, aunque estuviera soltero se lo contaría. Así que aproveché para hablar del tema a Luzu. Él estuvo aconsejándome mientras que mirábamos las estrellas, de la misma forma eficiente y adulta en que aconsejaba a sus subscriptores en los consultorios. Me comentó lo que suele decirse en estos casos, que mis padres me aceptarían y si se daba el hipotético caso de que me rechazasen, era mejor que tener que fingir ser alguien que no era. Tenía mucha razón, aunque sabía que ellos no renegarían de mí. No podían hacerlo. 

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Nye <3 Perdón por la pésima interpretación de los chicos, si no han salido hasta ahora en el fic es precisamente porque no sabía cómo hacerlo. Lo he hecho lo mejor que puedo, como creo que son y la imagen que ellos me ofrecen. Espero que os guste el episodio, ya que lo habéis pedido mucho :3 vemos a Willy en un rolo un poco más “independiente”

Como siempre, opinión o dibujos, ya sabéis donde dejarlos <3

Un cigarrillo.
Me siento en el balcón con la esperanza de que la noche junto con la brisa se lleve aquellas cosas que he metido en un cigarrillo para fumármelas.He metido la ira, la desesperanza, el desasosiego, las inseguridades y la angustia y a ellas prendo fuego con una candela que he construido a partir de las ganas.

Ganas que se apoderan de mi y en ocasiones no me dejan dormir, que ponen inquietas mis manos, que me mojan, que oprimen mi pecho, que se meten en mi boca y me hacen salivar.

Ganas que me conducen, me aceleran, me paralizan y me taladran la cabeza.

Ganas que tienen el anhelo enhielarse con el fuego, de ser fuego que derrite el hielo, ganas que quieren ser fuego y dejar de ser ganas…

¡Mierda!…Meteré las ganas en el cigarrillo y me las fumaré también, antes de que ardan mis plumas sedientas de sol y se me quemen las alas.

Poesía original de Colibrí de los corales.

Cap 7 - Primeiro Dia parte 2

 Depois dedar café da manha para seu pequeno, Clara seguiu para o cômodo que agora era de Vanessa, viu a morena em pé apoiada na mesa olhando para tela de seu computador concentrada e ficou ali parada na porta  olhando aquela cena, era a primeira vez que via a segurança sem casaco e aproveitou para olhar cada novo detalhe, os braços definidos sem deixar de serem femininos, tatuagem no braço direito e até onde sua posição deixava ver no esquerdo também, o cabelo enrolado em um coque deixava a mostra alguns piercings na orelha, o side cut e uma tatuagem de estrela no pescoço.

Aquela última tatuagem em especial lhe fez salivar, teve breves pensamentos nada inocentes onde sua boca terminava em cima daquela estrela. Decidiu que era melhor deixar-se ser vista antes que fosse pega no flagra. Bateu levemente no vidro da porta. 

- Oi… voltei. Trouxe as cartas – estende-lhe a mão com elas.  

- Ótimo –  Vanessa colocou-as perto de seu computador e caderno de anotações –  Posso começar com as perguntas e pedidos?

- Claro.

- Sente-se, por favor, que isso pode demorar um pouquinho – Vanessa puxou uma cadeira para Clara se sentar e sentou-se do outro lado – Bom primeiro os pedidos. Vou precisar de uma multifuncional e internet.

- Posso trazer a do escritório para cá e já lhe passo a senha do wifi.

- Tudo bem, bom senhorita Clara …

- Por favor né, só Clara – disse interrompendo e sorrindo.

- Ok … Clara, antes de dar uma olhada nas cartas gostaria  de saber seu ponto de vista sobre isso tudo, quanto elas começaram e se você suspeita de alguém.  

- Nenhum nome fixo, só acho que deve ser um maluco obcecado talvez um fã que virou hater, pois essa criatura parece me odiar na mesma proporção que me conhece – a segurança anotava enquanto ela falava – Elas começaram a 5 meses, em novembro do ano passado, bom eu já tinha recebido algumas coisas estranhas desde que comecei a fazer sucesso mas nada comparado a isso. É tão carregada de ódio e raiva.  Me descrevem de uma forma  horrível, e a cada carta parece que o ódio aumenta. Em todas cartas tem algo do tipo “eu vou de destruir” ou “eu vou acabar com você” acabei entranto em contato com a policia por precaução, mas vovô me convenceu a te chamar pois a ultima carta foram usadas as palavras matar, sangrar e também colocaram a prova minha capacidade de ser mãe tocando pela primeira vez no nome do Max. Apesar de achar que é apenas um bostinha sem capacidade pra me fazer mal, quero acabar com essa palhaçada logo.

- Onde você recebe as cartas?

- No meu trabalho ou na minha caixa postal.

- Já entregaram algo além de uma carta?

- Um relógio… mês passado no meu aniversario. Ele  estava junto dos presentes que os fãs deixaram na caixa postal, percebi que era desse maluco pois veio com um cartãozinho escrito “parabéns nojentinha” ele me chama assim, e depois a policia confirmou a mesma caligrafia.  

- Quantas pessoas sabem que você está sendo ameaçada?

- Meu avô, meu empresário William e meu amigo Tayson. Tento ao máximo esconder isso, séria  um desastre se vazasse na mídia, minha cabeça anda uma loucura  e tudo que eu preciso é demais um escândalo  envolvendo meu nome e entrevistas com esse assunto em pauta.

Vanessa logo lembrou que nos últimos 2 anos Clara viveu metida em polêmicas, a separação do casal perfeito, os escândalos envolvendo o ex marido, apontada como pivô de separação de um  famoso cantor, por ultimo  as fotos dos beijos com Lívia Andrade e sua sexualidade virando capa de revista. 

- Está sendo uma tortura segura isso dentro de mim – a DJ continuou e sentiu seus olhos marejarem – não poder desabafar com meus amigos e principalmente nas redes sociais com meus fãs, mas é assim – respirou fundo e deixou uma lágrima cair  – é assim que tem que ser, não posso e não vou dar ibope para esse doente psicopata. Por isso que não quero ser vista com segurança entende? Só quando eu achar que for de extrema importância ou me sentir ameaçada.

- Compreendo, vou fazer o possível para achar essa pessoa rapidamente e não precisarmos te expor de forma alguma. Ok?

Vanessa segura as mãos de Clara que estavam tremendo sobre a mesa e olha em seus olhos  como se procurasse passar algum conforto. Tal gesto surtiu efeito e o coração da loirinha pareceu ter se acalmado instantaneamente com aquele contato.  

- Ok!

- Vai dar tudo certo, eu lhe dou minha palavra.

A conversa terminou mas o toque das mãos  e troca de olhares não, ficaram ali por  alguns segundos até a segurança se dar conta de como as duas estavam.  

- Enfim… essa eram as perguntas que queria fazer, vou dar uma analisada nas cartas agora  – disse se levantando.

- Claro, eu vou deixar você trabalhando – respondeu meio apresada percebendo a reação da morena –  daqui a pouco vou deixar Max na escolinha e vou para produtora, talvez só volte após as 18:00… então até manhã e se precisar de alguma coisa é só pedir a Conca.

- Até – balançou levemente a cabeça em aceno pra loira que logo depois saiu do cômodo.