salivar

Un cigarrillo.
Me siento en el balcón con la esperanza de que la noche junto con la brisa se lleve aquellas cosas que he metido en un cigarrillo para fumármelas.He metido la ira, la desesperanza, el desasosiego, las inseguridades y la angustia y a ellas prendo fuego con una candela que he construido a partir de las ganas.

Ganas que se apoderan de mi y en ocasiones no me dejan dormir, que ponen inquietas mis manos, que me mojan, que oprimen mi pecho, que se meten en mi boca y me hacen salivar.

Ganas que me conducen, me aceleran, me paralizan y me taladran la cabeza.

Ganas que tienen el anhelo enhielarse con el fuego, de ser fuego que derrite el hielo, ganas que quieren ser fuego y dejar de ser ganas…

¡Mierda!…Meteré las ganas en el cigarrillo y me las fumaré también, antes de que ardan mis plumas sedientas de sol y se me quemen las alas.

Poesía original de Colibrí de los corales.

Cap 7 - Primeiro Dia parte 2

 Depois dedar café da manha para seu pequeno, Clara seguiu para o cômodo que agora era de Vanessa, viu a morena em pé apoiada na mesa olhando para tela de seu computador concentrada e ficou ali parada na porta  olhando aquela cena, era a primeira vez que via a segurança sem casaco e aproveitou para olhar cada novo detalhe, os braços definidos sem deixar de serem femininos, tatuagem no braço direito e até onde sua posição deixava ver no esquerdo também, o cabelo enrolado em um coque deixava a mostra alguns piercings na orelha, o side cut e uma tatuagem de estrela no pescoço.

Aquela última tatuagem em especial lhe fez salivar, teve breves pensamentos nada inocentes onde sua boca terminava em cima daquela estrela. Decidiu que era melhor deixar-se ser vista antes que fosse pega no flagra. Bateu levemente no vidro da porta. 

- Oi… voltei. Trouxe as cartas – estende-lhe a mão com elas.  

- Ótimo –  Vanessa colocou-as perto de seu computador e caderno de anotações –  Posso começar com as perguntas e pedidos?

- Claro.

- Sente-se, por favor, que isso pode demorar um pouquinho – Vanessa puxou uma cadeira para Clara se sentar e sentou-se do outro lado – Bom primeiro os pedidos. Vou precisar de uma multifuncional e internet.

- Posso trazer a do escritório para cá e já lhe passo a senha do wifi.

- Tudo bem, bom senhorita Clara …

- Por favor né, só Clara – disse interrompendo e sorrindo.

- Ok … Clara, antes de dar uma olhada nas cartas gostaria  de saber seu ponto de vista sobre isso tudo, quanto elas começaram e se você suspeita de alguém.  

- Nenhum nome fixo, só acho que deve ser um maluco obcecado talvez um fã que virou hater, pois essa criatura parece me odiar na mesma proporção que me conhece – a segurança anotava enquanto ela falava – Elas começaram a 5 meses, em novembro do ano passado, bom eu já tinha recebido algumas coisas estranhas desde que comecei a fazer sucesso mas nada comparado a isso. É tão carregada de ódio e raiva.  Me descrevem de uma forma  horrível, e a cada carta parece que o ódio aumenta. Em todas cartas tem algo do tipo “eu vou de destruir” ou “eu vou acabar com você” acabei entranto em contato com a policia por precaução, mas vovô me convenceu a te chamar pois a ultima carta foram usadas as palavras matar, sangrar e também colocaram a prova minha capacidade de ser mãe tocando pela primeira vez no nome do Max. Apesar de achar que é apenas um bostinha sem capacidade pra me fazer mal, quero acabar com essa palhaçada logo.

- Onde você recebe as cartas?

- No meu trabalho ou na minha caixa postal.

- Já entregaram algo além de uma carta?

- Um relógio… mês passado no meu aniversario. Ele  estava junto dos presentes que os fãs deixaram na caixa postal, percebi que era desse maluco pois veio com um cartãozinho escrito “parabéns nojentinha” ele me chama assim, e depois a policia confirmou a mesma caligrafia.  

- Quantas pessoas sabem que você está sendo ameaçada?

- Meu avô, meu empresário William e meu amigo Tayson. Tento ao máximo esconder isso, séria  um desastre se vazasse na mídia, minha cabeça anda uma loucura  e tudo que eu preciso é demais um escândalo  envolvendo meu nome e entrevistas com esse assunto em pauta.

Vanessa logo lembrou que nos últimos 2 anos Clara viveu metida em polêmicas, a separação do casal perfeito, os escândalos envolvendo o ex marido, apontada como pivô de separação de um  famoso cantor, por ultimo  as fotos dos beijos com Lívia Andrade e sua sexualidade virando capa de revista. 

- Está sendo uma tortura segura isso dentro de mim – a DJ continuou e sentiu seus olhos marejarem – não poder desabafar com meus amigos e principalmente nas redes sociais com meus fãs, mas é assim – respirou fundo e deixou uma lágrima cair  – é assim que tem que ser, não posso e não vou dar ibope para esse doente psicopata. Por isso que não quero ser vista com segurança entende? Só quando eu achar que for de extrema importância ou me sentir ameaçada.

- Compreendo, vou fazer o possível para achar essa pessoa rapidamente e não precisarmos te expor de forma alguma. Ok?

Vanessa segura as mãos de Clara que estavam tremendo sobre a mesa e olha em seus olhos  como se procurasse passar algum conforto. Tal gesto surtiu efeito e o coração da loirinha pareceu ter se acalmado instantaneamente com aquele contato.  

- Ok!

- Vai dar tudo certo, eu lhe dou minha palavra.

A conversa terminou mas o toque das mãos  e troca de olhares não, ficaram ali por  alguns segundos até a segurança se dar conta de como as duas estavam.  

- Enfim… essa eram as perguntas que queria fazer, vou dar uma analisada nas cartas agora  – disse se levantando.

- Claro, eu vou deixar você trabalhando – respondeu meio apresada percebendo a reação da morena –  daqui a pouco vou deixar Max na escolinha e vou para produtora, talvez só volte após as 18:00… então até manhã e se precisar de alguma coisa é só pedir a Conca.

- Até – balançou levemente a cabeça em aceno pra loira que logo depois saiu do cômodo.