saia de renda

Imagine - Zayn Malik

Como hoje é aniversário dessa coisa linda mais cheia de graça, tem mais um imagine com essa coisa gostosa. Espero que gostem!


- Mas querida, é para o seu noivo. – Bufei. Mamãe insistia que eu vestisse um vestido para o jantar. 

- Mamãe, não é por que você e o papai me arranjaram um casamento que eu vou fazer de um tudo pelo meu “noivo”. – Indiquei as aspas com os dedos. 

 - Por favor, (S/N) pare de reclamar! Tantas jovens por ai querendo um relacionamento bom, um marido companheiro e você ai reclamando do bom partido que arranjamos para você. – Minha mãe alterou a voz, impaciente. 

 - Para você é muito fácil de falar, não é mesmo? Não é você quem está sendo obrigada a casar. - Minha mãe jogou os vestidos sobre minha cama e saiu do meu quarto. 

Frustrada, me atirei sobre a cama e bufei. 

 Não adiantaria muita coisa eu continuar relutando contra esse casamento; mas imagine só, eu iria me casar com um desconhecido, morar com ele, dividir uma cama, passar dias e dias aguentando manias estranhas e ainda saber que ele pensa as mesmas coisas sobre mim.

Me perguntava se teria que morar junto com a família dele ou ele com a minha; se ele seria aqueles machistas que me faria abandona a faculdade e o emprego. Se eu teria que ficar em casa limpando e fazendo comida para que quando ele chegasse estivesse tudo conforme ele gosta. 

Poderíamos ser pessoas tão diferentes. 

 Hoje teríamos um jantar em família, uma oportunidade de nos conhecermos; sabia que na verdade iríamos passar por um constrangimento absurdo. Suas irmãs estariam no jantar, assim como seus pais. 

Minha mãe passou o dia inteiro infernizando a cozinheira por causa de tudo, inclusive como os talheres estavam posicionados. Eu quase não me alimentei o dia inteiro com medo de entrar na cozinha e acabar sendo enxotada de lá. 

Mas para o final da tarde, tomei um banho e vesti um vestido rodado; meus cabelos acabaram ficando soltos e eu optei por não passar maquiagem. Quase desci para sala de pantufa, mas minha mãe me viu antes e pediu que eu colocasse um calçado descente, acabei optando por uma sapatilha. - Bem melhor. 

- Minha mãe olhou para meus pés com desprezo quando eu desci para a sala. Quando você contraria minha mãe uma vez, basta! É cara amarada o resto do dia. 

 Exatamente as 20 horas a família Malik tocou a campainha. Todos estavam bem arrumados e eu me arrependi pela birra quanto a maquiagem. 

 - Boa noite, Helena! – Sra. Malik abraçou minha mãe assim que atravessou a porta. 

- Trisha! Que bom reve-la! - Assim que ambas se afastaram, Sra. Malik veio até mim. - Como você é bonita! Meu filho tem sorte!

E foi nesse momento que o moreno entrou no meu campo de visão. O cabelo bem arrumado e uma camisa polo marinho; seus olhos focaram junto aos meus e nos encaramos por alguns minutos. Ai ele sorriu. Envergonhada, abaixei o rosto e acompanhei todos para a cozinha. 

 Na mesa, todos passaram a conversar animadamente, até Zayn cujo nome descobri mais tarde; eu fiquei quieta. Apenas ouvia os assuntos, sorria de algumas coisas e diversas vezes tive que desviar o olhar de Zayn. Haviam nos deixados sentados um de frente para o outro, vez ou outra ele sorria, tentou puxar assunto algumas vezes mas acabou desistindo depois que notou que o máximo de resposta que ele tiraria de mim era sim e não.

Depois do jantar, fomos todos para sala e lá assuntos dos mais diversos foram conversados e antes das 23 horas, eles já haviam indo embora. 

 Os dias passaram a correr e em uma tarde qualquer, minha mãe chegou avisando que a data do casamento havia sido marcada e que no dia seguinte já sairíamos para escolher meu vestido. E minha mãe quase me arrastou para loja.

Trisha nos esperava lá e garantiu a mim que o vestido seria um presente dela, então, eu poderia escolher qualquer modelo que me agradasse. Acabei ficando com o mais simplesinho da loja; era delicado e sua saia coberta de renda. Como o casamento seria em um jardim, acreditava que seria a melhor escolha, algo simples porém chique. 

Eu ainda estava resistente quanto ao casamento, mas sabia que não adiantaria de nada tentar escapar, e no domingo pela manhã, eu comecei a ver homens a decorar o jardim da nossa casa para o casamento de poucos convidados. 

 - Você já está pronta, querida? – Papai perguntou após bater na porta e entrar no quarto. Eu havia pedido alguns minutos sozinha, e minha mãe muito relutante saiu do quarto, levando consigo Trisha, as meninas e as mulheres que arrumaram meu cabelo. 

- Ainda não, pai. – Suspirei. 

 - Você se importa de conversar comigo, só um pouquinho? – Ele fez sinal de pouco com o dedão e o indicador. 

- Nunca! Entre e feche a porta. – Dei um sorrisinho fraco e vi meu pai puxar um banco para sentar-se a minha frente. 

- Sua mãe e eu passamos pela mesma coisa, mas nunca contamos para você. Pretendíamos te dar um futuro diferente, mas era tradição da família, não nos permitiram deixar de seguir a mesma. Mas confiamos em Zayn, sabemos que ele seria seu assim que ele nasceu, e o conhecemos muito bem. – Ele segurou minhas mãos. – Eu quero pedir que confie em nós, seus pais, é que confie em Zayn e sua família. São pessoas boas. Acredite, queremos apenas o seu bem! Faríamos de tudo para sua felicidade. 

- Tudo bem, papai. – Suspirei. – Farei o possível. 

 - Vamos? – Acenei com a cabeça e após me levantar, enlacei meu braço só de meu pai e em passos lentos caminhamos até o jardim. 

Ao chegarmos no início do tapete que me levaria a Zayn, o encontrei. Com os mesmos olhos e os mesmo sorriso. O terno bem alinhado e o cabelo da mesma forma como o da primeira vez que o vi. 

Ao ser entregue pelo meu pai a Zayn eu senti o seu toque pela primeira vez. A mão quente e macia, acariciou a minha de leve e nos direcionou até o padre. 

A cerimônia foi rápida, meu sim saiu falho e o dele firme; ele me encarava e eu desviava para o chão; eu queria fugir e ele me segurava firme, no “pode beijar a noite” ele foi gentil, e beijou apenas a minha testa. Minha aliança continha o seu nome é meu sobrenome passaria a ser Malik.

A moça de longos cabelos pretos e um batom cor vermelho sangue apresentava na sua face uma atitude marginal, seu copo com uma bebida barata, e um cigarro ruim. Parada na avenida Atlântica às 00:13, a moça conversou comigo por alguns minutos, tentando impor um preço, eu contestava, era um absurdo seu valor, mas logo ela sorriu dizendo. — tem várias lá pra frente, se quiser pode ir. Sabia que ela não era qualquer uma, senti nos poucos versos recitados por uma voz doce e expressões sutis, pedi pra que ela entrasse no carro. A levei para o melhor motel do Rio, carreguei no colo até a cama, não do jeito recém-casado, suas pernas estavam bem encaixadas em meus quadris. Fui tirando sua roupa lentamente, até seus seios ficarem expostos, fiquei olhando-a nos olhos. Ela foi desabotoando minha camisa botão por botão, tirou o cinto de minha calça com os lábios. Deitei, ela estava por cima ainda vestida da cintura pra baixo, mas aquilo era temporário. Tirei sua saia, e sua calcinha de renda branca. Nossa! Como ela me deixava excitado. Seu corpo era um a libido, não tínhamos falado nenhuma palavra, ela só gemia devagar, em um tom prazeroso. Meu Deus, estava no céu! Com uma das mão, dei voltas em seus cabelos pretos coloquei-a na posição mais prazerosa que um homem pode imaginar sem tirar a mão do seu cabelo, ela era quase que um objeto para mim, mas um objeto que queria ter em meu cotidiano. Um objeto necessário para a vida humana, um objeto indispensável. Ela era linda dormindo. Por voltas dás 5:00 da manhã me vesti, deixei uma remuneração, e meu cartão na esperança dela me ligar um dia.


— Gabriel de Oliveira.