sacudi

Ya se lo que pensás. Estoy callada nuevamente, con la misma cara de orto de siempre. Lo habitual, por lo que te levantas y seguís caminando sin importancia. Me muerdo el labio para intentar no llorar. Mi mente está llena de un montón de pensamientos re de mierda que sinceramente no se si me corresponden, pero los pienso igual.
¿Por qué nunca me necesitaron? Siempre estuve por ahí, con el celular sin llamadas perdidas o un simple mensaje para saber dónde estoy.
¿Por que nunca me sentí especial? Siempre observe todo. No soy boluda, soy consciente de eso. Aún teniendo 6, 10, 17 años siempre supe que nunca fui algo trascendente o indispensable en la vida de los demás. En mis cumpleaños, siempre faltaba gente que yo consideraba muy especial para mí. Me hizo daño su ausencia, al punto de intentar odiarlos para no sentir mas nada por ellos.
A veces me siento agradecida de tener mi grupo de amigas, pero hay días en los que me replanteo seriamente si ellas me quieren. Me siento mal. Como si fuese algo que está de más, que no termina de encajar en ningún lado.
Nunca nadie me toca el hombro espontáneamente y me dice “¡como te extrañe!” o “la joda hubiese sido mas divertida si habrías ido”.
¿Frases matadoras que al escucharlas te cambian la vida? Capaz que no, pero al menos para mi autoestima (de mierda) habría sido un día con un diferente sabor.
Acostumbrada a sentirme sola, vacía e inutil para los que me rodean.
Me gusta flashear que algún día me voy a ir a la re mierda y no los voy a ver nunca mas. Nunca voy a tener que sufrir por los mismos imbéciles (familiares y amigos en la misma bolsa, eso duele).
Crecí llorando promesas rotas, sintiendome una porquería.
Mejor ni hablemos de mi vida amorosa; siempre fui la quinta opción. Le gustaban otras minas, pero hablaban conmigo. Nunca nadie me vio realmente como magia. Nunca nadie me vio a mi, a mi especialmente, como la única opción. Nadie suspiro por mi, ni sintieron un vacío en el pecho cuando no estaba. Nunca sacudi un corazón por mi forma de ser. Jamas.
Capaz que es todo una lección de vida: estoy destinada a no encajar, a ser mi propia amiga y confidente.
Tal vez no nací para besar unos labios en las mañanas y sentirme querida por alguien más.
Tal vez no nací para tener comidas familiares llenas de risas anecdóticas, de fotografías y buenos momentos.
Tal vez. Tal vez estoy pensando demasiado. Eso no quita que no duela.

Imagine - Niall Horan

Oi, gente! Espero que gostem! Beijos

Pedido: Oi, queria pedir, para que se possível fazer um imagine com o Niall, que eles vivem brigando e em uma festa pós premiaçao eles brigando e ficam se chingando muito, se batendo e chorando e os amigos famosos interferem… Entendeu?


- Eu vi você olhando para ela. Aliás, todo mundo viu, né?! A câmera focou bem na hora. – Bufei.

- Para de chilique! Eu não estava olhando para ninguém. Você é muito paranoica. – Niall me olha furioso enquanto entramos no carro.

- Você é um cachorro e eu sou a paranoica. – Digo depois de sentar e o motorista ri baixinho. – Ainda não acredito que vamos para a after depois daquela ceninha.

- Ceninha que você fez. – Ele resmunga.

- Tom, depois de largar Niall na festa, vamos para casa, está bem. – Cruzo os braços.

- Sim, senhorita! – Tom diz sem tira os olhos da via.

- Não, (S/A)! – Niall resmunga.

- Ah, agora é (S/A) … achei que meu novo nome era paranoica. – Digo o olhando de canto.

- (S/A), vamos para a festa comigo. – Ele beija meu pescoço. – Por favorzinho. – Eu reviro os olhos denunciando impaciência.

Assim que o carro estaciona na frente da festa eu desço do carro antes de Niall que resmunga algo para o motorista que apenas concorda com a cabeça.

Niall rapidamente abraça minha cintura e entramos juntos; a primeira pessoa com quem nós “esbarramos” é Josh, um antigo parceiro meu em dois filmes de uma franquia. Niall e eu brigamos mais de dez vezes por causa dele, e do ciúme ridículo que Niall finge que não tem. Na última briga que tivemos, no tapete vermelho da estreia, fui para casa de uma das minhas amigas para que ele não me achasse e deixei Niall sozinho, sem dó nem piedade. Foi para mostrar a ele que posso muito em ficar sem ele. Bom, mais ou menos, mas, daquela vez, o deixei me procurar.

Brigamos praticamente dia sim e dia não por coisa idiotas, começando por toalhas sobre a cama e terminando com ciúmes sem fundamento tanto meu quanto dele.

- (S/A)! – Josh caminhou até onde estávamos e me abraçou. – Que saudade, sua linda!

- Oi, Josh! Não sabia que estava no país! – Assim que nos separamos, Niall me puxa para perto dele novamente.

- Vim só por causa da premiação. – Ele sorri para Niall. – Oi, Niall! Que ótimo rever você. – Niall o ignora e eu o cutuco com o braço.

- Ah, é, oi! – Ele dá de ombros e olha para os lados; me seguro para não revirar os olhos.

- Foi incrível te rever, (S/A)! Nos vemos por aí!

Assim que Josh se afastou, comecei a repreender Niall por suas atitudes desnecessárias enquanto pegávamos bebidas no centro do salão. Mas ele nem me olhava, estava perdido demais olhando para aquela bisca.

- Eu não deveria ter descido daquele carro. – Resmungo e, levantando a barra do meu vestido longo, caminho para porta de entrada.

- (S/A)! – Niall segura meu pulso.

- Me solta, seu cretino! – Começo a esmurrar Niall com os punhos fechados enquanto ele tenta me segurar. – Eu te odeio.

- Para com isso, (S/A)! – Ele segura meus pulsos e eu me sacudo para me soltar.

- Para você, me solta! – Eu começo a chorar sentindo minhas forças se esvaírem do corpo. – Me solta, Niall. Eu quero ir embora. – Digo aos berros.

- Niall, acho melhor soltar ela. – Flora, minha amiga de set, pede baixinho. – Eu levo ela para casa.

- Não, Flora! Quero conversar com ela! – Ele diz desesperado.

- Me solta, Niall! Não quero falar com você! – Berrei em resposta e me sacudi mais uma vez.

- Acho que ela já deixou bem claro que não quer falar com você. – Harry, amigo de Niall, põe a mão no ombro dele. – Larga ela e depois vocês conversam…

- Não, cara! Ela não vai querer me escutar depois. – Niall faz cara de choro.

- Deixa Flora levar ela, depois damos um jeito. Vocês já chamaram atenção de mais. – Só quando Harry diz isso, que eu me dou conta da quantidade de gente que nos observa.

- Me deixa ir, por favor. – Digo baixo puxando meus braços já vermelhos.

- Promete que vamos conversar depois? – Assinto com a cabeça. – Promete?

- Eu prometo, Niall. Só me deixa ir. – Quando ele me solta, Flora me puxa para um abraço e vamos embora do salão.

- Ah, (S/A)! O que aconteceu dessa vez? – Ela pergunta enquanto entramos em seu carro.

- Não quero falar sobre isso. Me desculpa por fazer você ir embora cedo. – Eu murmuro envergonhada.

- Ah, tudo bem. Eu estava já estava indo embora quando a confusão começou.

- Ah, que vergonha! – Cubro o rosto com as mãos.

- Eu não consigo entender, vocês parecem se amar tanto. Nunca imaginei vocês brigando.

- Amo o Niall mais do que qualquer coisa, mas as vezes nosso ciúme é mais forte do que qualquer coisa. – Começo a chorar de novo.

Encerramos o assunto ali, mas eu ainda indicava a ela as ruas para que chegássemos até meu apartamento.

- Se precisar de alguma coisa, pode me ligar. – Flora disse assim que me inclinei para abraça-la e agradecer pela carona.

- Obrigada, mais uma vez. – Me afastei. – Eu ligo se precisar de algo, mas como meu carro está aqui, fica mais fácil.

- Ah, ótimo! Mas não hesite, não moro muito longe. – Ela sorri e eu desço do carro.

Entrei no elevador marcando meu andar e tirei os saltos do pé. Pelo espelho, vi o estrago do meu rosto, inclusive um dos cílios postiços quase solto. No apartamento, tirei o vestido e a maquiagem, vesti uma camisete qualquer e fiquei na sala assistindo televisão.

Eram duas da manhã quando a campainha soou. Eu já sabia quem era, mas nem pensei duas vezes antes de abrir a porta.

- Me desculpa! – Niall falou assim que eu olhei para seu rosto. As lágrimas voltaram aos meus olhos e eu assinto com a cabeça.

Niall avança sobre mim e me abraça apertado. Ele me solta e segura meus pulsos em suas mãos abertas e alisa a vermelhidão com o polegar.

- Eu não queria te machucar.

- Eu sei que não. – Tento puxar minhas mãos, mas ele as segura delicadamente.

- Me desculpa! – Ele beija cada um dos meus pulsos. – Eu te amo, (S/A)!

- Eu também te amo, Niall! – Ele me puxa para mais um abraço.

Staff

— Yoongi Smut; 3380 palavras

Originally posted by jeonbase

Não era novidade nenhuma que trabalhar para um dos grupos mais famosos da Coreia era difícil. Durante os quatros anos juntos desde o debut oficial dos meninos, um staff foi montado para que garantisse a maquiagem, figurino e até mesmo coreografias.

Conforme os anos passavam, o desgaste de algumas pessoas do pequeno grupo do staff aumentava e algumas pessoas pediram para sair.

Keep reading

esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo e
talvez
sacudi-lo de novo:
“Henry!”
e Henry não vai
responder.
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto,
eu quero que ela
saiba
que dormir
todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora
ser ditas:
eu
te amo.
—  Charles Bukowski.
REACTION: CIÚMES DA APROXIMAÇÃO DE OUTRO MEMBRO part.2 FINAL

NOTAS

Vocês pediram e cá estou eu novamente \o/!

• Essa é a parte 2 da reação e espero muito que gostem - apesar de uma ter ficado maior que a outra. Sorry.

Boa leitura, Sweeties♡

《QUAISQUER ERROS, AVISEM.》

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♡Park Jimin♡

Acariciava a coxa macia de minha jagi enquanto conversávamos sobre assuntos alheios, falando desde casas até dinossauros. Era impressionante a sua criatividade para conversa.

— Eu tô falando sério! — Ela falou, afirmando com todas as letras, risonha. — Eu nunca mandei nudes.

— E nem precisa agora que tem seu Jimin-oppa. — Me gabei, esperando alguma reação sua. Adorava ter sua atenção, nem que fosse para brigar comigo. Mas as coisas não aconteceram como pensei.

(S/n) ficou quieta de repente, movendo os dedos contra o ecrã de seu celular. Arqueei as sobrancelhas, forçando um bocado a vista para ver o que se passava ali. Sem sucesso.

— Jagiya, com quem está conversando? — Perguntei, extremamente interessado no motivo pelo qual se dirigiu total atenção repentinamente.

Não que eu fosse um maníaco controlador - talvez só um pouquinho, juro. -, mas haviam coisas que realmente me intrigavam em (s/n), principalmente nessa última semana, onde notei que estava próxima demais de Namjoon. Não gostei do que vi. Estavam agindo estranho, cochichando e rindo entre si, me levando à loucura. Tinha medo de a interrogar e receber um belo fora, pois sabia bem como (s/n). Então, tive de me conter.

— Uh…Namjoon. Ele… — Ela se calou novamente, como se estivesse num transe.

— Ele…? — Não obtive sucesso em minha pergunta. Suspirei pesado, estendendo a mão em sua direção. — Me dê isto, (s/n).

— O que? Claro que não.

— Há algo que esteja temendo? — Ela negou com a cabeça, como se desse por vencida.

— Está bem. Não era pra ver isso, mas…ah, ande logo. — Praticamente me jogou o aparelho. Quis rir, mas tinha de manter a pose de “estou bravo com você.”

Abaixei o brilho do ecrã e então comecei a leitura. Arqueei as sobrancelhas, surpreso pelo que lia: Namjoon pedia conselhos à jagi, que com toda paciência do mundo, lhe dava idéias de encontros e sugestões do que a tal garota poderia gostar. Fiquei de queixo caído e extremamente envergonhado.

— Jagiya…

— Uh?

— Você é um cúpido? — Lhe entreguei o telemóvel de volta.

— Cupidos não namoram pessoas possessivas. — Cruzou os braços com desdém.

— Não sou possessivo. — Me defendi, ofendido.

— Sim, você é. E ciumento também.

— Ah, (s/n)! Acho que está louca. — Menti, inutilmente.

— Pois podemos fazer um teste.

— Uh… — Dei de ombros. — Que os jogos comecem, amor.

Originally posted by kthspjm

○Jung Hoseok○

Procurei por jagi nos corredores. Pulava como uma gazela faminta à sua procura. Precisava lhe mostrar com urgência nosso novo MV. Ela tinha de ser uma das primeiras a ver.

— Hyung! Hyung! — O sacudi, recebendo um belo tapa na nuca.

— Juro que se fizer isso de novo ficará sem jantar por dois dias. — Ameaçou, passando a mão pelos cabelos. — Diga o que quer.

— Jagi! Quero minha jagi. Você a viu?

— Ela passou o dia com Yoongi. Dê os parabéns pra ela, pois foi a única que conseguiu tirar aquele preguiçoso da cama.

Yoongi.

(S/n).

Yoongi e (s/n).

(S/n) e Yoongi.

Os dois estavam juntos demais por esses dias. Já não bastava ele ter uma namorada? Tinha que ficar grudado logo com a minha?

— Obrigada, hyung. — Corri de volta para os corredores.

— Não se esqueça do jan…tar.

Tentei ignorar o que vinha em minha mente e me focar nas feições contentes de (s/n) quando lhe mostrasse minha surpresa.

Bati algumas vezes na porta do dormitório por pura educação. Não obtive um “entre” ou “está aberta.”

— Alguém…? — Chamei com a voz baixa. Girei a maçaneta e empurrei a porta com calma.

Yoongi estava de joelhos, erguendo uma pequena caixa vermelha. Mas o que…

— Jagiya? — Meu peito doeu. Minha cabeça latejou. As coisas não se encaixavam. Algo gritava dentro de mim para que tomasse alguma providência, mas fui incapaz.

Estava possuído de ciúmes e mágoa. Como eles podiam?

Yoongi levantou num pulo, fechando a pequena caixa com o brilhante. (S/n) correu em minha direção, calma demais para alguém que tinha sido pega no flagra.

— Hoseok-oppa. — Apertei a maçaneta em meus dedos. Estava gélida, assim como eu.

— O que…está havendo? — Tive vontade de socar o rosto pacífico de Min Yoongi quando viera em minha direção.

— Estava ensaiando um pedido de namoro, apenas.

— E com minha namorada? Me conte outra! Não está contente com a sua?

— Hoseok, é verdade. Olhe. — Jagi pareceu um pouco desesperada agora ao correr em direção a cama de Min, onde puxou o pequeno urso com o nome “Park Sun Hee” em letras delicadas bordado.

Fiquei estático.

— Merda…eu…eu achei que estavam… — Cobri o rosto com as mãos, envergonhado.

— Não seja tolo. — Senti seus lábios nos meus e não pude deixar de sorrir.

— Não sou tolo. — Olhei para Yoongi, que sussurrava um “é mesmo?” — Está bem, eu sou.

— Vou deixar a Sra. Cupido e o Sr. Ciumento à sós.

— Também te amamos. — Gritei quando estava ao corredor.

— Ciumes, uh…

— Você nem comece.

— Ainda não fiz nada. Ainda.

Originally posted by hobies

~Sweetie♡

Contrato inviolável - Capítulo XII

Combinando e seduzindo


Acordei com o barulhinho de toque de mensagem e imediatamente sorri para o teto. Aquele era o dia e eu estava eufórico. Meus pais iam conhecer os pais dos meus namorados. Só uau…

— Ahhhhh….

Disse suspirante e me virei para ler a mensagem. Era o JYJ.

Mozão: “Bom dia Yu :D! Animado para o maior almoço em que já foi?”

Eu sorri ainda mais, ele tinha começado a me chamar de Yu desde o dia do sorvete – que inclusive foi super legal e onde eu conheci mais os dois e pude treinar minha gagueira, agora eu já falava com eles sem tremer inteiro, para mim era um ponto muito importante - Eu estava pisando em nuvens e não tinha vergonha mesmo de admitir. JYJ era minha versão de príncipe encantado coreano americano. E já tinha caído nas graças do pai Channy, um a menos.

Eu: “Bom dia, sim, estou animado ”

Mozão: “Que bom, eu pedi para minha mãe fazer brigadeiro para você, acredite, é o melhor doce do mundo”

Eu: “Obrigado, Upie”

Fiquei vermelho em escrever aquilo, mas foi como ele pediu para ser chamado por mim, disse que JYJ era muito comum e eu devia criar um apelido mais íntimo, só pensei naquilo, ele gostou e assim ficou. Mas eu ainda achava fofinho demais para aquele garoto bem mais alto que eu e com pinta de galã de drama, mas né, ele gostou ué…

Mozão: A Bi vai te buscar, tudo bem? Eu preciso ficar em casa para ajudar o HY. Te vejo mais tarde!

Eu: “Okie, bye!”

Sentei na cama e suspirei.

Parecia que os pais deles estavam animados e os meus curiosos. E meus tios… Todos estavam eufóricos para aquilo também e mesmo sabendo que a família deles era imensa, só em imaginar que quase todos os doms iam também me deixava nervoso. Aquilo não seria um almoço, seria um almoço buffet porque como ia caber tanta gente em um mesmo pátio?

Ficava a dúvida…

Ainda assim me levantei, tomei um longo banho e me deparei de novo com a saga do “Com que roupa eu vou, meu deus”. Eu nunca me preocupei com aquele tipo de coisa antes e a verdade é que eu não tive uma primeira boa impressão sendo levado machucado para a casa deles, mas né… Poxa, era minha última chance de parecer um namorado legal.

Um baby, como a Luhana falava… Eu ainda não tinha entendido direito aquilo.

O som da mensagem tocou de novo e eu corri para a cama cheia de roupa espalhada e olhei para a tela, era a Bianca!

Deusaqueen – Eu sei, era super meloso, mas para mim ela era uma deusa mesmo: “Não fique nervoso, Yutie, só se vista, eu já estou aqui”

Soltei o celular e olhei para a porta, ai deus! Porque ela era tão pontual?

Fiquei nervoso e pronto, acabei me olhando para o espelho vestido como o skatista que era e não como queria parecer, um garoto descolado arrumadinho.

Uma batida na porta me tirou do devaneio e eu suspirei, só podia ser o Sehun…

Fui com um bico abrir e quase gritei em pânico. Ai deus, minha crush agora namorada e deusa linda estava me olhando com o mesmo sorriso suave lindo que eu achava que foi desenhando especialmente para ela porque nossa, como era tão ela… Bem, ela estava ali, na porta do meu quarto bagunçado… Ai…

— Hummm, estamos combinando.

Ela disse sorrindo ainda mais e eu fiquei confuso, puxa, deveria ser proibido sorrir assim, porque ela fazia aquilo comigo…

— É?

— Sim. Eu gostei.

Olhei para baixo e estava com a camisa do acampamento meio sangue de cor amarela. Tinha saído umas de cores diferentes da padrão e eu comprei sem nem pensar muito. Ela usava uma igual com saia jeans e tênis branco. Eu estava de calça jeans e tênis de skatista… Branco. Puxa, estávamos vestidos de casal. UAU…

— Nossa!

Disse verdadeiramente surpreso, ela riu baixinho.

— Minha mãe vai amar isso. Ela disse que devíamos ter coisas de casal com você. Ela chama de trio moderninho.

Eu ri e me lembrei – Sem motivo sinceramente – De que Chin gostava de preto e eu não tinha nada de preto hoje… Então sacudi a cabeça. Para com isso, Yuto, enlouqueceu moleque!?

— Não quer?

— O que? NÃO! QUER DIZER SIM! Ahhhhh não é isso…

E ela tocou meu rosto com as pontas dos dedos e eu me segurei na porta fraco. Gente, eu tinha mesmo problemas sérios com aquilo:

— Eu entendi, não fique nervoso, combinado? Está tudo bem, vai ficar tudo bem, vai ser divertido e nós vamos juntar as nossas famílias para se sentirem tranquilas também. E é isso. Vai dar tudo certo.

— Haram…

Murmurei e ela desceu os dedos pelo meu ombro, braço até enlaçar os dedos nos meus.

— Vamos?

— Haram…

Repeti e lá se ia minha habilidade recém adquirida de falar com ela descoladamente. “Deus me leva!”

Choraminguei enquanto era levado até a minha sala e onde meus quatro pais estavam prontos e tão bonitos que me senti um pouco fora de mim outra vez.

Porque eu não ficava tão bonito em jeans quanto eles, puxa vida!? Sinceramente me sentia agora um pouco intimidado por ter uma família tão bonita, eu me sentia o patinho feio e agora namorando aqueles dois modelos de revista, ficava mais difícil ainda.

Eu devia ter tremido porque ela apertou de leve meus dedos e sussurrou:

— Relaxa, vai dar tudo certo, é só um almoço.

Claro que é, claro que sim…

— Vocês combinaram isso?

Jongin quebrou o encanto e me trouxe para a realidade onde ele estreitava os olhos para mim e minha deusa pessoal linda e que segurava a minha mão de forma protetora. Eu era idiota por gostar daquilo? Gostar não, eu queria gritar sempre que ela me segurava assim. Nossa, era bom!

— Não senhor Kim, mas acho que estamos mesmo sintonizados, ele fica lindo de branco e amarelo, não é? Na verdade, seu filho é muito especial, eu deveria te agradecer com mais frequência.

Ela disse se curvando educadinha e eu senti tanto orgulho na voz dela que devo ter ficado roxo de tanto que eu corei. Meu deus, ela disse que eu sou lindo na cara do meu pai!!! DO MEU PAI, KIM JONGIN DOM JUAN DE SEUL!

— Você é tão fofinha! - Pai Channy disse sorrindo e então emendou - Mas ainda assim nada de beijo de língua no meu Yutie, hein!

— PAI!

Eu choraminguei alto, querendo enfiar minha cabeça no travesseiro do sofá. Ela riu e assentiu:

— Pode deixar, senhor Kim Park.

E foi assim que saímos de casa, comigo quase desmaiando de vergonha e Bianca toda tranquila pacífica perfeita porque era assim que ela sempre agia.

Eu só pensava em como a mãe dela devia ser igual, a serenidade em pessoa porque né, ela tinha que ter puxado alguém, não era possível!

— Sua mãe é tão calma como você, Bi?

Perguntei antes que segurasse a minha língua.

Pai Soo riu baixo no banco da frente, nós dois íamos com ele e pai Sehun no carro do pai Sehun enquanto pai Channy e Jongin iam no carro do Channy. Optaram por deixar os outros carros em casa, já que tio Xing ia com os maridos no Porsche do tio Chen. Não queríamos fechar a rua de carros né. Parecia um cortejo aquilo, na verdade…

Tio Jimin ia com dois dos maridos, Tio Leo com três, Indy e tia July sozinhas no conversível delas, porque os tios Bang estavam no Texas aquela semana, menos tio Zelo que ficou com as crianças em casa e tio BM sozinho na moto dele com cara de exterminador do futuro, porque ele era desses. Eu queria dizer que aquilo tudo era um absurdo, mas quem me ouvia? Nem meus namorados me ouviam, achavam super normal aquilo tudo de gente indo para um almoço “amigável” de domingo.

— Minha mãe é mais a Bárbara sabe, dizem que eu puxei mais a minha avó.

Ela disse baixo me olhando de lado, algo naquilo me deixou ainda mais curioso….

— Você tem avó? Nossa que legal! – Ela assentiu e eu me aproximei em expectativa – E?

— Ela se chama Elizabeth Campone, ou Lady Campone como é mais conhecida, ela costuma viajar bastante, mas gosta mais da Romênia e da Rússia. Não temos muito contato, mas dizem que ela é bem calma também.

— Eu vou conhecer ela!?

Me tremi animado e mais ouvi, que vi ela rir bem baixinho:

— Quem sabe, minha avó é um pouco exótica, mas ela é muito fiel a família, como todos nós. Se for possível assim que der, eu te apresento a ela por telefone, combinado?

— Combinado! Uau… Lady Campone, parece tão realeza isso…

— Pois é…

E então ela mudou de assunto falando sobre o acampamento e que seria bem divertido e seguro para mim e como a voz de uma sereia foi dando todas as palavras certas para convencer meus pais receosos. Tinha que dar crédito a ela, Bianca tinha a lábia de um vendedor perfeito. Parecia um diplomata daqueles filmes americanos e quando chegamos de frente ao prédio dela, eu assisti quietinho meu pai Sehun titubear.

Um a zero para minha namorada, papai!

— Pronto?

Ela perguntou suave, eu respirei fundo e assenti:

— Pronto.

E saímos do carro para dar de cara com Chin no portão vestido quase a mini cópia do tio BM. Porque ele ficava tão UAU todo de preto e couro enquanto eu achava tio BM assustador?

— Olá, pequeno! Pronto para almoçar à moda brasileira?

Ele disse sorrindo e eu tremi todo, sentindo meu joelho ceder e tive que me manter de pé com todas as minhas forças. Não… Aquilo não podia estar acontecendo. Eu estava sendo além de idiota, não era possível!

Então Bianca me puxou mais para perto e falou no meu ouvido:

— Disfarça, Yuto. Ele não faz a menor ideia que você se sente assim, disfarça que eu e JYJ já temos um plano, não se preocupe, Chin vai ser seu, só tenha paciência, nosso primo é meio lerdinho com o óbvio.

Eu quase desmaiei.

Oi? Ai deus… eles tinham percebido, como assim ahhhhhhhhhhhhhhhhh!

— B-bianca, e-eu… er… d-desculpa e…

Então recebi um beijo leve no lóbulo da orelha e tremi todo de novo:

— Está tudo bem, eu te disse, nós temos um plano, deixa com a gente, tudo o que precisa é relaxar e se divertir. Confie em mim, combinado?

Eu engoli em seco e assenti nervoso.

Ela se afastou da minha pele mais ainda de mãos dadas comigo - graças a deus - porque eu podia cair duro ali mesmo sem apoio moral firme e nem se abalou com o olhar mortal do Jongin sobre nós.

O meu pai tinha chegado perto da gente nesse meio tempo e eu nem consegui me mover tamanho desespero que me apossou.

O que foi que eu perdi?

Melhor, o que estava acontecendo?

Então Chin veio para mim e me abraçou.

— Espero que se divirta!

Ele disse amável e eu soube, ia ser um dia louco, muito louco mesmo!

— Haram…

Murmurei derrotado, puxa… Porque ele cheirava tão bem mesmo?

Imagine - Zayn Malik

Aqui está! Espero que gostem! Beijos

anterior 


- Então a princesa acordou. – Ouvi Zayn de longe.

- E você ainda está na minha casa. – Resmunguei e olhei a hora no celular. Dez da manhã. Quanto tempo eu não descansava assim.

- Vai levantar? – Zayn se senta ao meu lado.

- Vou. Cadê o Snow que não está me beliscando?

- Já dei comida para ele. – Abaixo meu olhar a tempo de ver o gato se esfregando nas pernas de Zayn.

- Que eficiência. – Ri. – E você, seu traíra, vai lá com o Zayn na próxima vez. – O gato sobe na cama e mia uma vez.

- Não precisa ter ciúmes, né, Snow. Somos amigos. – Zayn acaricia o gato.

Empurro as cobertas ainda sorrindo para Snow e levanto para ir ao banheiro; mas Zayn me puxa para seu colo.

- Eu, realmente, preciso ir no banheiro. – O olho nos olhos, tão próximo aos meus.

- Tudo bem, mas depois volta aqui. – Ele me solta e eu corro para o banheiro. Estava apertada mesmo.

Mas como já estava ali mesmo, joguei uma água no rosto, escovei os dentes e prendi meu cabelo. Podia ouvir minha barriga roncar, mas sabia que se não fosse até Zayn, ele ficaria emburrado de verdade.

- Podemos ir tomando café? Estou com fome. – Sento em seu colo e faço cara de cachorro pidão.

- Mas, meu Deus! Vamos logo! – Ele me ergue em seus braços e com um pouco de dificuldade e leva até a cozinha. Eu quase bati minha cabeça quatro vezes no corredor. Zayn era muito destrambelhado.

- Você passou café! – Disse toda feliz enquanto me servia de café. Me deliciei com o primeiro gole quentinho do café e, em seguida, fui até um dos armários para pegar um pacotinho de bolachas sortidas para continuar meu café. – Seu café está uma delícia! – O beijei no rosto.

- Vem cá, vem! – Ele estica um dos braços e me puxa para ele.

- O que você quer? Está todo grudento. – Disse rindo e o abraçando.

- Você não acreditaria se eu te contasse. – Ele resmunga em meu pescoço fazendo com que eu me arrepie.

- Não? – Me afasto para encara-lo.

- Você não estava com fome? – Ele arqueia a sobrancelha.

- Não tente mudar de assunto. – Me viro de costas para ele e volto a comer.

Depois de tomar o café em completo silêncio com Zayn me encarando, largo a xícara na pia e Zayn se levanta da mesa.

- Vou ir tomar banho. – Aviso a ele.

- Então, vou embora. – Ele dá de ombros e eu faço o mesmo.

- Você que sabe. – Vou para o quarto pegar roupa limpa e entro para o banheiro.

A água estava tão quentinha que foi horrível sair do banho. Mas consegui, me sequei e me vesti. Penteio meu cabelo sem pressa e hidrato meu rosto com mais calma ainda.

Saio do banheiro com as roupas sujas nas mãos para colocar tudo na máquina de lavar. E me deparo com Zayn, ainda sentado no meu sofá.

- Você não ia embora?

- Ia, mas preciso falar com você antes.

- Ah, tudo bem, só vou largar a roupa na máquina. – Ele assentiu com a cabeça.

Ligo a máquina rapidinho e volto para sala. Zayn estende a mão para mim, fazendo com que eu voltasse para seu colo.

- Eu preciso conversar com você sobre uma coisa que aconteceu; que vem me assombrando por um tempo e que é um dos motivos de fazer mais de mês que eu não venho aqui. – Concordo com a cabeça e meus lábios se repuxam em uma fina linha por conta do receio do que suas palavras me diriam.

- Pode me contar. – Disse depois de um longo silêncio apenas olhando em seus olhos.

- Lembra que eu falei que havia chamado a menina pelo nome errado? – Concordei, cuidando para não revirar os olhos. – Eu chamei você, (S/A); eu estava com Jenny, no encontramos em uma festa qualquer e de repente eu estava chamando você.

- Você deve ter me chamado por que somos amigas; você deve ter lembrado de mim ao olhar para ela. – Sacudi os ombros, ele estava fazendo muito caso por causa de um erro.

- Também pensei isso, mas ela me falou algumas coisas, me fez pensar. – Ele segurou minha mão. – Sou apaixonado por você, (S/A). Fiz de tudo para te encontrar em outra pessoa, mesmo sabendo que só existia você.

- Não, Zayn. Você só está sentindo falta do que erámos. Sente falta da minha companhia. – Acariciei seu rosto.

- Não, (S/A). – Ele segura minha mão, a pressionando novamente em seu rosto. – Eu me afastei de você para pensar; para sentir sua falta e ver o que era de verdade. E, a verdade, é que nunca vai existir outra pessoa. Só você consegue me dar carinho sem nenhum esforço; apenas você me faz ficar com suor nas mãos e fazer meu coração descompassar, tudo isso apenas sorrindo. Lembra o que você disse ontem?

- Eu estava quase dormindo, Zayn, não dá para levar em conta. – Fiz bico e o vi morder o lábio.

- Eu quero uma chance. Uma chance de te mostrar que é você. Sempre foi. – Zayn se aproxima devagar e, a centímetros dos meus lábios, ele para. – Me deixa ao menos tentar. – Eu sabia, pelo nó da minha garganta, que não conseguiria falar, então, apensa sacudi a cabeça.

Zayn encostou seus lábios nos meus; sua língua acariciou meu lábio inferior e, como extinto, entreabri meus lábios e o deixei aprofundar o beijo. Seus lábios eram macios; suas mãos já haviam soltado as minhas e, agora, uma acariciava minha nuca e o a outra, fazia movimentos leves na minha coxa.

Nosso beijo encerrou mais lento do que começara.

Zayn se afastou um pouco e respirou fundo. Eu estava de olhos fechados e tentava acalmar minha respiração. A mão de Zayn, que estava na minha nuca, agora estava no meio das minhas costas e fazia um carinho, me empurrando para mais perto dele.

Encostei minha cabeça em seu ombro e me deixei aspirar seu perfume.

- Promete que não vai mais sumir? – Perguntei baixinho, acariciando a pele macia do seu pescoço com o nariz.

- Prometo. – Ele me empurrou de levinho para longe e voltou a me beijar. – Eu nunca mais vou querer largar você. – Ele confessou quando se afastou.

Eu meio perdida, e viciada em seu beijo, concordei com a cabeça e me debrucei para ele, tomando seus lábios para mim; como faria toda vez que o visse.

Imagine com Louis Tomlinson: Repost

Originally posted by tmlnsn

Este imagine é um dos que eu traduzi e fiz algumas mudanças. Mas a partir do Louis’ pov é totalmente de minha autoria. Espero que vocês gostem! Até mais.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

– POR QUE RAIOS VOCÊ SEMPRE MEXE NAS MINHAS COISAS? – Louis gritava próximo do meu rosto, mas eu revirava os olhos.

– NÃO É OBVIO? EU NÃO CONFIO MAIS EM VOCÊ, PORRA. VOCÊ JÁ ME TRAIU DUAS VEZES E AGORA EU OLHO ESSA MERDA E VEJO QUE ESTÁ ACONTECENDO A TERCEIRA. – Grito de volta, enquanto seu celular estava na minha mão.

– Bem, se você não fosse uma puta tão carente e irritante, talvez eu não sentia a necessidade de te trair. – Ele respondeu frio. Sacudi minha cabeça, lágrimas cobriam a minha visão

– VAI SE FODER, SE EU SOU UMA PUTA TÃO CARENTE E IRRITANTE, TALVEZ DEVÊSSEMOS TER O MALDITO DIVÓRCIO. – Gritei jogando seu telefone no chão. – GARANTO QUE QUALQUER MERDA SERIA MELHOR DO QUE VIVER COM VOCÊ. – Ele rapidamente ergueu a mão para, possivelmente me dar uma bofetada, cruzei os braços. – Me bata, atreva-se. Mas saiba que se você fizer isso, certifique-se de nunca mais irá ver sua filha. – Disse e Louis abaixou sua guarda, sentou-se no sofá apoiando a cabeça em suas mãos, começando um choro.

Suspirei triste e subi as escadas, entrando no nosso quarto - que era apenas meu nos últimos meses - puxei duas malas que ficavam em um canto do guarda-roupa e comecei a enfiar minhas roupas lá.

– Isto é o que você sempre faz, sempre foge de seus problemas. Você é patética. – Gritou na porta do quarto, apenas revirei os olhos e terminei de fazer minhas malas.

Passei por ele, empurrando o mesmo, deixando minhas malas no início das escadas e fui para o quarto da minha filha e comecei a arrumar as coisas dela. Quando terminei peguei suas malinhas e coloquei junto com as minhas. Peguei minha filha, que ainda dormia com cuidado e sai do quarto dela.

Louis observava tudo em silêncio. E quando eu estava na porta, segurando minha filha com uma mão e tentando segurar as malas com a outra, Louis desceu rapidamente gritando.

– Você não pode tira-la de mim, eu não vou tolerar isso. – Gritou como se fosse uma criança.

– Tentarei enviar os papeis do divórcio essa semana. – Respondi e sai pela porta.

E finalmente depois de anos, eu estou livre, livre desse amor tão doloroso.

Louis’ Pov.

Seis meses se passaram desde que a S/n foi embora, confesso que nas primeiras semanas eu estava bem, bebia, fumava e levava várias garotas para minha casa. E quando os papeis do divórcio chegou, minha ficha caiu, é sempre aquela história que; só dá valor quando perde.

Minha história com ela, desde o início sempre foi complicada. Ela era filha de um empresário milionário e eu era apenas um garoto pobre, nos encontramos em uma festa da sua amiga e foi aí que ela se apaixonou por mim e como eu não sou bobo nem nada, aproveitei. Saímos várias vezes, ela sempre me levava para lugares incríveis, que eu nunca poderia ir. Ela sempre foi carinhosa e delicada comigo e eu totalmente ao contrário, sempre a tratei mal na frente de todos, mas ela como sempre apenas abaixava a cabeça e me perdoava. Depois de dois meses apenas ficando, eu estava cego de tanta luxuria e a pedi em namoro, fomos para o apartamento dela, transamos e ela engravidou. Lembro que fique muito nervoso e quase bati nela, quando o pai dela soube, me obrigou a pedir ela em casamento e trabalhar junto com ele.

Anos se passaram e eu continuei esse homem, sempre a maltratava e brigava com por tudo, minha filha era a única pessoa que eu realmente amava, me partia o coração a vendo chorar por tudo o que eu fazia com a sua mãe, mas mesmo assim eu não parava.

E agora eu estou aqui, o pai dela descobriu tudo o que aconteceu e me demitiu, e agora eu estou sem emprego, sem minha mulher e minha filha comigo, sozinho em uma casa enorme e várias dívidas.

Estacionei meu carro em frente de sua nova casa, hoje é o meu dia de ficar com a Amélia. Desci do carro andando até a porta, soltei um longo suspiro e apertei a campainha.

– Bom tarde, o que… – S/n abriu a porta sorrindo, mas logo seu sorriso desmanchou-se ao me ver parado em frente de sua casa. – Ah, oi Louis.

– Am…Oi… Eu vim.. Pegar a Amélia. – Pela primeira vez eu estava completamente nervoso e tímido na frente dela, quem atende uma pessoa apenas de short e a parte de cima do biquíni?

– Ela está no jardim. Pode entrar. – Se afastou da porta e então eu entrei. – Me acompanhe.

Ela saiu na minha frente e comecei acompanha-la, não pude deixar de notar seu corpo, ela está mais gostosa, digo, estava mais com um corpo de mulher, usava um short jeans que deixava sua bunda empinada e durinha marcada. Eu estava tão fissurado, como eu deixei essa mulher ir embora? Ouvi a gargalhada de milha filha e notei que já estávamos no jardim.

Amélia estava na piscina com um homem alto, moreno, e algumas tatuagens à mostra. Ele a levantava no ar, fazendo barulho de avião, Amélia gargalhava como nunca fez comigo, droga.

– Filha? Seu pai chegou. – S/n atraiu atenção dos dois, fazendo o homem virar e olhar para nós.

– Zayn? – Perguntei assustado. – Meu melhor amigo. – Sorri irônico. – Está comendo a minha mulher?

Em instantes Zayn saiu da piscina junto com Amélia, caminhou até nós, com a mesma no colo e parou ao lado de S/n

– Eu não estou comendo a sua ex mulher, Louis. – Sorriu convencido. – Eu estou namorado a sua ex mulher.  – Passou o braço livre por volta da cintura da minha mulher, a trazendo mais perto dele.

– Você é um filho da puta. – Comecei a falar mais alto. – Vocês dois…

– Sua filha está presente, Louis. Não comece. – Zayn me interrompeu.

– CALA BOCA, TRAIRA DO CARALHO. – Gritei fazendo Amélia se assustar, escondendo seu rosto no pescoço dele. – Você me largou para ficar com esse lixo? – Perguntei para S/n apontando para o Zayn.

– Não Louis, eu te larguei porque você é você, entende? Se veio aqui para ofende-lo, eu peço que vá embora. – Apontou para a porta. – Você já fez muita merda.

– Não acredito que você fez isso comigo, Zayn. Porra, foi por isso que se afastou? ELA ERA MINHA ESPOSA. – Gritei a última parte.

– Eu não acredito que VOCÊ fez isso comigo, você sabe que eu sempre fui apaixonado por ela, EU te apresentei ela, mas mesmo você ficou com ela sem pensar duas vezes. Você teve a sua chance e a desperdiçou. – Zayn disse calmo. – Eu estou com ela agora Louis, eu estou a amando como você deveria ter feito.

– Vai embora, por favor. – Sn pediu.

– Não, me desculpa… Eu vim pegar a Amélia. – Suspirei baixo.

– Não mamãe, eu quero ficar com você e o papai Zayn. – Amélia grudou-se mais no homem me fazendo ficar nervoso.

– Estão obrigando minha filha a chamar esse desgraçado de pai? - Perguntei bravo, fechando a mão em punho.

– Não Louis, muito pelo ao contrário, ela o chama de pai por livre e espontânea vontade. – S/n bufou, já perdendo a paciência. – Agora por favor, vai embora.

– Mas a minha filha… Eu… – Sn me interrompeu.

– Eu não posso obriga-la a ir com você. Por favor, outro dia você vem busca-la. – Soltou-se de Zayn. – Vamos, por favor. – Entrou dentro da casa, me fazendo acompanha-la.

– S/n… Nós podemos tentar, podemos ficar juntos novamente. – Falei baixo, quando paramos na porta de entrada.

S/n olhou para mim e em seguida olhou para o fundo, Zayn ainda segurava Amélia no colo, os dois olhando para nós. Então ela sorriu, virou-se para mim e disse:

– Minha família está completa agora, Louis. – Abriu a porta e eu saí daquela casa. – Até mais. – Disse breve e fechou a porta, me deixando lá, sozinho.

Eu perdi minha família.

esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo talvez
sacudi-lo de novo:
hank!
e hank não vai responder
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto
eu quero que ela
saiba
que dormir todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora ser ditas:
eu te
amo.
—  Charles Bukowski

Ela gritava como nunca gritara antes. Exalava confiança e sua alma vibrava.
- uhuuul. Que dia bonito! Minha nossa nunca me senti tão bem quanto estou me sentido agora! - exclamou ela se espreguiçando e olhando para o pôr do sol.
- Calma, Ana, não vai me dizer o motivo desse ânimo todo? - Ela realmente estava animada, estava mais irradiante que nunca. Seus olhos brilhavam como dois sóis ardentes nesse universo indecifrável que ela é.
- Ah, Saymon, você não entenderia. Digamos que eu apenas cansei de chorar, “abri a janela”, “sacudi a poeira” e “limpei a casa”.
Eu queria ter entendido essas metáforas naquele dia, juro por Deus, mas na época não faziam sentido para mim. Ela falava poesia enquanto eu não sabia nem ler por entre as vírgulas, atropelava cada emoção, alma e essência que um autor deixasse dentre suas escritas. Mas ela, ah, ela não! Fazia questão de ler pausadamente, se possível, fechava os olhos durante uma pausa e outra para sentir, entrar em sintonia com o autor. Era a coisa mais estranha e ao mesmo tempo linda que já vi.
Hoje, faz 5 anos que me deixara. 5 anos que você se foi com ela, a silenciosa e fira mulher de preto. Maldita morte! Eu estava tão distraído que nem percebia ela caminhar lentamente por nós, até que ela te levara deixando-me apenas com as nossas lembranças, como esta de nosso último pôr do sol. Enfim, Ana, quero que saiba, onde quer que esteja, que finalmente entendo o que você quis dizer aquele dia. Já “abri a janela”, “sacudi a poeira” e “abri a porta de casa”!


- Quanto custa a felicidade, caro Saymon?

Contrato Inviolável - Capítulo VII

Eu estou mesmo namorando!

Barbara entrou no quarto que dividia com a irmã e sorriu ao vê-la olhando distraída para o espelho. Sabia o que ela sentia, afinal eram gêmeas idênticas e tinham laços muitos fortes que Bi sempre negava, mas ela jamais julgaria a irmã, Barbara entendia que Bianca só queria viver tranquila. Respeitava a irmã, claro, mas não deixava de ser engraçado.

 Bi estava apaixonada, esperou muito tempo para ver alguém balançar o coração dela e a verdade era que em sua opinião o garoto era feito sobre medida para ela e para o JY, só que vivia em uma realidade bem diferente da deles, e aquilo sabia, era o que mais preocupava a irmã. O garoto era inocente demais.

 O que podia ser contornado.

Foi até a irmã e pegou a escova se posicionado atrás dela e começando a escovar o cabelo longo e bonito que Bi deixava mais longo que o seu. Sua irmã era clássica, ela era a rebelde.

— Vai dar certo, Bi, confie nele.

Sua irmã suspirou pesado e então a encarou pelo espelho de forma séria:

— Eu espero mesmo que dê. E o ciclista?

— Sumiu – Respondeu chateada, queria pegar o delinquente mas ia ficar para a próxima – Mas Seul é uma selva curta, vou achá-lo em breve.

— Os pais?

— Chegaram com a mamãe e antes que pergunte, sem os diamantes. Tio Min está com eles – Barbara se curvou e apoiou o queixo no ombro dela – Devíamos ir atrás de você sabe quem, ele nos deve, eu o faria pagar.

— E a mamãe te enterra viva – Bianca resmungou antes de a encarar mais tensa – Esqueça isso, Barbara, somos adolescentes normais aqui, só isso. Não podemos invadir propriedades nem transgredir as leis…

— Tão certinha…

— Ainda bem que eu sou – Sua irmã terminou sorrindo – O que namorados fazem sem ser clichê? Se depender do JY nós ficamos em casa comendo biscoitos!

— O fofinho topou namorar vocês dois?

Perguntou divertida, sua irmã assentiu e então riu baixinho:

— Os pais dele são casados em uma união poligâmica, não é legal?

— Claro que sim, já quero conhecer os sogros… Espera, tem sogra também?

— Não sei, não entramos em detalhes… O que eu faço Ba!? Ele é um sub!

Barbara gargalhou e então deu um beijo na bochecha da irmã se afastando:

— Tio Kyungsoo terá todas as respostas, ou tio Guk. Tio Zhoumi… Nossa variedade é grande, porém indico tio Soo, o fofinho parece bem manhoso pelo o que vi.

Sua irmã rolou os olhos e assentiu:

— Certo, tio Kyungsoo ou…

— Tia AMBER!

Acabaram gritando juntas e então gargalharam, tia Amber… Uau! Em caso de dúvidas recorra a uma Dome, eis o lema de casa…

Então sua irmã se ergueu e olhou para a porta:

— Não me espere.

— Jamais.

Respondeu sorrindo e assistiu sua irmã sair pela porta animada. Alí, Barbara se sentiu orgulhosa. Finalmente sua irmã ia aceitar quem era… Finalmente!


☺♀♥♂☺

 

 Eu acordei com o despertador soando e ao me movimentar, me lembrei que estava com o cotovelo machucado. Fiz cara feia para o meu teto e então suspirei.

 Iria ficar em casa hoje, os pais tinham decidido, mas pela primeira vez eu queria ir para aula, afinal lá, na escola, estariam meus dois namorados…

 Namorados.

 Sorri extasiado, chocado e um pouco animado demais para quem tinha o cotovelo ardendo outra vez. Mas o que era um cotovelo doendo em comparação com a minha crush e o perfeitinho da exatas? Nada, absolutamente nem chegava aos pés…

 JYJ…

 Quando ele desligou o telefone e me encarou naquela saleta onde minha crush dizia que sim, ia me pedir em namoro, e me disse que seriamos um trio…

 Eu quase desmaiei, só não fiz porque estava em choque demais para pagar mais mico, só por isso. Como assim ele gostava de mim? Como assim eles topavam namorar em três? Como assim eu estava em euforia com um pedido tão sem graça?

 Enfim, não se podia exigir muito dos caras de exatas, isso eu já sabia bem. E eu não estava em mim naquela casa, esse era o fato determinante.

 Então ficamos ali meio que encarando uns aos outros e eu mal vi o tempo passar, até ouvir a buzina doida do pai Soo. Kyungsoo era muito zeloso, eu sabia e adorava, e me dei conta que foi com ele que JYJ conversou…

 Então fui levado para baixo por ele, que tipo assim, me pegou no colo e me desceu como se eu fosse uma pena… Ele e Bianca pareciam fazer aquilo tão normal… E então eu não pude me conter, eu gritei internamente, gritei muito, gritei de loucura e não me lembro muito bem em como fui parar no carro, no que ele e meu pai conversaram, mas no caminho para casa eu levei dois tapas na orelha por ter me machucado e por estar com cara de idiota. Mas pai Soo sacou logo e por fim concordou que minha crush e o perfeitinho eram bonitos mesmo.

 A piadinha em casa, depois de verem que eu estava vivo e tudo, foi que no fim eu tinha ido sim para a casa da minha crush.

 Jongin tinha sorrido com aquele sorrisinho irritante de quem sabia de tudo enquanto eu não sabia de nada e se eu entrei no meu quarto com cara de mal a culpa era dele!

 Aishi… E então eu esqueci minhas divergências com meu pai.

 Namorando…

 Chutei o ar gargalhando internamente e pensando que eu era um idiota, mas um idiota feliz! E o melhor era que eles sabiam sobre subs, sabiam sobre relacionamentos múltiplos, eles eram tudo de bom! Meus instintos de sub de família eram bons mesmo, tio Suho precisava saber…

Arg, é claro que ele já sabia, pai Soo deveria ter falado ontem à noite, claro.

 Então olhei pela janela e sorri de novo, o dia estava tão bonito… Eu devia me levantar? Devia ficar bonito e ligar para eles? Agora eu tinha o número dos dois… Eu tinha um número… eu devia…

 Espera, eu não precisava ficar bonito, certo? Eu estava de cama, tinha que parecer mal para ganhar visita!

— Não, isso é exagero…

 Murmurei para mim mesmo e então sacudi o edredom com os pés eufórico.

 Minha crush era minha namorada agora, o perfeitinho da exatas também, eu tinha dois namorados, doissssssss!!! DOIS!

— Yuto, meu filho, você está bem?

Sehun enfiou a cabeça pela porta e eu parei de me mover um pouco sem graça. Ops…

— Sim?

 Disse um pouco envergonhado enquanto meu pai já vestido para o trabalho, entrava no meu quarto e vinha se sentar na beira da minha cama tocando minha testa. Eu rolei os olhos:

— Não estou febril, papai.

— Hum, você parece estranho hoje.

— Eu machuquei meu cotovelo!

 Fiz drama e bico. Ele sorriu de canto:

— Sei… Hum então Jongin tem razão, você ainda está eufórico com ontem, certo?

— Pai!

— Yuto, meu filho, eu sei que está empolgado, mas você sabe que você é nosso único filho e temos que cuidar de você, não conhecemos a família deles hun? Vá com calma, Kyung disse que os dois viriam em casa hoje e…

— Eles vão vir, MESMO? - Estremeci e me sentei na cama mexendo no meu cabelo – Eu devo cortar as pontas, estou meio desleixado, né pai?

 Eu procurei por um espelho, mas meu pai pegou meu rosto e me fez encará-lo:

— Você gosta mesmo desses dois? Não acha que é só empolgação platônica?

 Estreitei os olhos e me senti chateado embora firme:

— Nada de platônico, papai.

— Muito bem, eu virei para casa depois do almoço e você só vai sair com eles ou pensar em ter algo de verdade se eu aprovar, fui claro?

 Abri a boca um pouco perdido.

 Ok, Sehun era meio Dom sem ser dom, se ele fosse um eu votava nele, acho que já disse isso né, mas eu me sentia meio assim com ele, contudo não pensei que ele diria algo assim… Quer dizer, foi legal, mas hummm… Eu me senti confuso, sei lá…

— Vai fazer tipo um questionário ou algo do tipo?

— Você tem quinze e os dois quase dezoito anos, claro que vou fazer.

— Entendi… Pega leve ‘tá? Eu gosto deles, papai.

— Kyung disse que o garoto é bem sério, quero ver com meus próprios olhos. Agora volte a dormir e não, você está lindo como sempre.

Recebi um beijo na testa e Sehun se foi me deixando duas vezes chocado. Ele disse que eu estava lindo? Ohhhhhh…

 Sehun não era de elogiar, mas quando fazia ele era bem sincero.

 Eu estava lindo… Sorri outra vez, eu era bonito mesmo né, fazer o que?

 Então meu celular vibrou, eu peguei ele por reflexo, vi a foto da Bianca e congelei. Eles além de gravarem os números também colocaram fotos? Onde eu estava quando isso aconteceu?

 No seu mundinho feliz e alienado, né! Só pode!

Minha mente respondeu irônica, eu surtei outra vez, ahhhhhhh o que eu faria, o que, O QUÊ?

Atendi meio tremulo e a voz dela soou do outro lado suave:

— Te acordei? Queria saber se vai para aula hoje ou não.

— Eu não… Quer dizer não vou, isso, não vou…

Respondi rápido e quase bati na minha testa, mas estava difícil hein, eu tinha que me controlar, controle, controle…

— É melhor, está tomando os analgésicos que meus tios te passaram?

 Analgésicos?

Olhei pela cama e vi o vidrinho jogado no tapete. Ops dois…

— Eu esqueci… vou tomar!

 Disse mordendo os lábios e uma voz invadiu a ligação. Era ele…

— Eu disse que tínhamos que te ligar ontem à noite e relembrar, eu disse para ela que você ia dormir e esquecer. Tome um comprimido, Yuto.

Não soou como ordem, mas soou uma afirmativa direta e eu ofeguei. Nossa, então ‘tá né…

—‘Tá! - Peguei o vidrinho que estava perto e agradeci por pai Soo sempre deixar um copo de água na minha cabeceira e engoli o comprido pequeno – Pronto.

— Agora volte a dormir e descanse, eu vou dizer a sua professora que faltou porque se machucou. Levaremos seu skate a tarde, seu pai disse que ia nos esperar para conversar. Você prefere que cor?

— Oi?

 Cor de que? E como eu tinha esquecido do meu skate? Eu nunca esqueci do meu skate… Gente, eu estava mesmo alienado ontem à noite…

— Qual é a sua cor favorita, Yuto – A voz da Bianca voltou – JYJ não sabe perguntar as coisas, desculpe por isso.

— Qual a parte do você prefere que cor, não é explicativa?

Ouvi ele resmungar e acabei sorrindo bobo, aquilo era fofo de um jeito ridículo.

— Eu gosto de amarelo, amarelo é quente e bonito. Não sei, as vezes muda, mas eu gosto de amarelo.

— Anotado. Agora volte a dormir, até mais tarde!

 O perfeitinho disse animado, eu podia sentir mesmo na ligação.

— Descanse sim?

Bianca terminou e a ligação foi cortada. Eu tremi entre animado e receoso e tudo aquilo as seis e meia da manhã.

Mas quem ligava? Eu não, afinal eu estava namorando… NAMORANDO!

☺♀♥♂☺

Amber assistiu as crianças saírem para escola e só quando elas viraram a esquina, se afastou da janela e encarou sua irmã que tomava sua inseparável xícara de café e a observava com seu típico sorrisinho divertido:

— Espero que tenha sido bem explicativa, sabe como é a Bianca, ela vai ponderar e ponderar e no fim agir com a razão de maneira exagerada, tenho pena desse garotinho, Bi e JYJ são tão robozinhos…

— Não seja assim Mi, eles são jovens, estão na fase do primeiro amor, do encantamento, eles vão se descobrir sozinhos, eu só dei uma diretriz. Só expliquei que o que ela sente é normal e que deve deixar que tudo aconteça de forma natural, eles fizeram bem em casa ontem, eles vão se sair bem. Não é com eles que devemos nos preocupar – Amber olhou para o marido adormecido na cama no outro ambiente do quarto deles e suspirou abaixando o tom – Não concordo com o assalto, acho que devemos usar você sabe quem, ele ficou com metade das ações dos Kim, de todos os Kim, as indústrias de cosméticos Kim era trilonária. Se mamãe não jogou no limbo, ainda temos uma chance. Pegue o Fanfan, Mi, ele é o melhor hacker da atualidade em Seul, vamos usá-lo, tenho quase certeza que dará certo.

— Não confio em ex meninos de recado, Amber, não gosto disso.

— É isso ou a senhora Park. Protegemos a senhora Park até hoje para que ela não corresse riscos, acha seguro tirar ela da ignorância? Ela pode requisitar tudo, toda a fortuna, mas teria de tomar a frente, corvos de todo o país cairia sobre ela, Channy ficaria doente no mínimo… Não podemos arriscar. Ela vive bem com as amigas e até tem namorado agora. Ele viveu todos esses anos deixando que ela acreditasse que tinha morrido só para protegê-la de tudo isso, seria cruel usarmos a mãe dele, não acha?

— Eu não sei, acho que ela é mais forte do que pensamos, acho que ela iria querer conhecer a família, ver os netos grandes, conhecer os menores, ela é uma mulher, nós nascemos guerreiras, acredito que foi nosso único erro em tudo isso, deixá-la acreditar na morte do filho.

 Amber suspirou, ela temia o pior, conhecia os inimigos, conhecia os riscos…

— Vamos tentar com o meu ex ratinho, se falharmos nisso, então levamos o assunto para o geral, combinado?

 Sua irmã ergueu e a xícara e sorriu.

— Vamos voltar à ativa, irmãzinha.

anonymous asked:

Texto que todos deveriam ler:

Confissão

esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo talvez
sacudi-lo de novo:
hank!
e hank não vai responder
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto
eu quero que ela
saiba
que dormir todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora ser ditas:
eu te
amo.

5 maneiras de escrever anti-heróis que seus leitores não vão querer matar

Anti-heróis. Eles são incríveis, certo? Eles têm muita atitude e nunca têm medo de nada! Mas, para aqueles de nós que preferem personagens bem desenvolvidos, eles podem se tornar um tanto irritantes. O modo como eles têm mais poder que os outros personagens pode parecer exagerado e seu sofrimento pode parecer, francamente, piegas. Como, então, você pode escrever personagens problemáticos que seus leitores não vão querer enforcar com suas próprias jaquetas de couro?

  • Dê a eles uma razão para serem problemáticos:

Isso é muito importante. O que fez o seu personagem ser o anti-herói durão que ele é hoje? Não diga só que “é assim que ele é”, isso é uma fuga preguiçosa do desenvolvimento do personagem. Pessoas que agem desse jeito só porque é assim que elas são não são anti-heróis, são babacas, e ninguém quer ler sobre um babaca. É necessário que haja um evento formativo ou uma série de eventos na vida do personagem que o transformou em quem ele é hoje (um adendo: se o seu anti-herói é uma mulher, fazer essa razão ser estupro é um pouco clichê e raramente feito da maneira certa. Trate do assunto com cuidado).

  • Faça com que essa seja uma boa razão:

O seu personagem se dedicou a uma vida de “sem prisioneiros” e odeia a polícia porque seus pais não o abraçavam o suficiente? Seja realista. O que realmente poderia fazer uma pessoa se tornar o personagem que você está escrevendo? Será que algo horrível aconteceu com ele ou com alguém que ele ama? Será que seus pais foram mortos na sua frente quando ele era uma criança, levando-o a uma vida de infelicidade em que ele se veste como um morcego? Ele é inerentemente diferente das normas de sua cultura de uma forma que o leva a ser rejeitado e insultado pela sociedade? Ele é gay numa cidade, cultura ou mundo que detesta a homossexualidade?

Pense nisso dessa forma: Se você encontrasse alguém na vida real que agisse da mesma forma que o seu anti-herói, que razão você acharia compreensível e perdoável pelo comportamento dele?

  • Não faça com que ele conte outro personagem sobre isso toda vez que ele puder:

Alguns anti-heróis podem ser bem abertos sobre seus problemas, mas se não é algo óbvio, não há necessidade de seu personagem contar para todo mundo. O garçom servindo o café da manhã do seu anti-herói não precisa saber que o irmão dele foi morto numa transação de drogas que deu errado e a polícia não se incomodou em resolver. Isso só vai fazer seu leitor revirar os olhos.

Ainda melhor, você pode usar o contrário como um ponto de tensão. O que realmente aconteceu com seu personagem? Quem ele vai confiar o bastante para contar e, assim, contar ao leitor?

  • Não deixe que eles afastem as tentativas dos outros personagens de ajudar:

A coisa mais frustrante, do tipo quero-jogar-o-livro-na-parede, que um personagem problemático pode fazer, é recusar a ajuda de um personagem benevolente. Eu já encontrei anti-heróis que me fizeram querer pegá-los pelos ombros, sacudi-los violentamente e gritar, “ELE ESTÁ TENTANDO TE AJUDAR, CARAMBA, PARE DE PIORAR AS COISAS E DEIXE ELE FAZER ISSO!”. Se o seu leitor fez uma forte ligação emocional com o anti-herói, aquele personagem benevolente pode ser alguém com quem o leitor vai se identificar, fazendo com que seja ainda mais frustrante quando a ajuda é rejeitada.

  • Dê fraquezas ao seu personagem:

Isso é o básico ao se desenvolver qualquer personagem, mas acho que é especialmente importante citar isso aqui. Se o seu personagem é problemático o suficiente para se tornar um anti-herói, ele provavelmente tem vícios, e vícios são fraquezas. Ele lida com seus profundos problemas psicológicos bebendo quando ele não está lá fora lidando com a justiça? Ele é religioso para o ponto de obsessão? Ele é destrutivo em suas relações, tanto românticas quanto platônicas? Se possível, faça uma pesquisa sobre as reações psicológicas para situações como as que seu personagem passou e fez quem ele é hoje.

Traduzido e adaptado para o português por Andy, revisado por Giulia.

Original: [x]. O link pelo qual o texto foi reblogado está quebrado, assim deixo o link do lugar onde o encontrei.

Pensei em você. Eram exatamente três da tarde quando pensei em você. Sei porque sacudi a cabeça como se você fosse uma tontura dentro dela e olhei o digital no meio da avenida
—  Caio F. Abreu

One Shot Harry -parte final/continuação (primeiras pts aqui)

POV’S [S/N]

Amarrada de novo, pelos pés e mãos, deitada no chão. É assim que estou quando minha mente clareia de novo. Meu plano deu certo.

Eu ouvi os passos em algum lugar lá fora pela babá eletrônica, e eu tinha quase certeza que era algum tipo de ajuda. Ethan me bateu, e eu realmente fiquei zonza, mas apenas fingi que desmaiei. Ele me tirou de lá e me deixou no quarto. Agradeci a ele mentalmente por isso.

Agora era hora de escapar.

Uma das aulas de táticas de sobrevivência sob situações assim ensinava como desfazer nós movendo as partes do corpo, sem usar os dedos. Meus pés estão juntos um ao outro. Eu começo a move-los indiscriminadamente pros lados, na tentativa de afrouxar o nó. Sem sucesso. Eu não tenho muito tempo, Ethan pode voltar aqui a qualquer segundo.

Então eu reparo no abajur logo em cima da cômoda. Vai servir.

Chuto a cômoda com os dois pés, fazendo o abajur tombar. Ele cairá em cima de um colchonete. Continuo chutando o abajur, tentando fazer o menor barulho possível.

Até que finalmente, ele cai, bem no colchonete a minha frente. Por sorte, o fio não saiu da tomada.

Arrasto meu corpo novamente, pra perto do colchonete, e consigo chutar a cobertura do abajur, deixando apenas a lâmpada.

Estico minhas pernas, encostando as cordas na lâmpada, uma lâmpada super potente usada em luminárias de rua.

POV’S Harry.

Eu estou cara a cara com o assassino de Washington, agora eu tenho certeza. Mas preciso de reforços.

Como disfarçar e ligar pra Jack vir aqui com mais policiais? Não vou dizer que não me deu medo. Eu estava com o maior serial killer dos últimos anos, apenas com uma arma. Mas deixei meus medos pra lá e me concentrei em acabar logo com isso.

A historia das roupas quase me convenceu.

Preciso de outra tática. Faze-lo ficar aqui o máximo de tempo possível, enquanto eu dou um jeito de fazer o resto dos policiais virem.

Entro novamente na cozinha, e Ethan não estava mais lá. Rapidamente, ponho minha mão sob a arma na cintura.

-Ethan? –o chamo, tentando parecer casual.

Numa fração de segundo, sinto a respiração vindo de trás de mim e me viro, e vejo Ethan tentar me acertar com um martelo. Consigo desviar a tempo, e o martelo voa para cima da mesa. Puxo minha arma, mas logo Ethan agarra meu braço, me fazendo disparar os tiros pra cima. Ele pula sobre o meu corpo, sentando sobre o meu abdome, prendendo meus pulsos com os pés, e chutando minha arma pra fora de alcance. Eu contorço meu corpo, tentando o tirar de cima de mim, até que consigo jogar seu corpo pra longe. Tento alcançar minha arma, mas ele puxa minhas pernas. Eu viro meu tronco, e acerto um soco no nariz dele. Como resposta, ele dá uma joelhada no meu estomago, e eu perco o ar. Continuo o golpeando, tentando nocauteá-lo, mas ele parece ser mais ágil.

POV’S [S/N]

Eu chorava de dor. A pele fina dos meus tornozelos sendo queimados junto com os panos.

 Mas estava funcionando.

Mordi meus lábios e aguentei firme, soltando alguns gemidos inevitáveis, quando finalmente o pano que servia de corda se rompeu totalmente.

Sacudi o pano pra longe, e logo me coloquei sentada, olhando a cada segundo a porta, e atenta a cada barulho. Encostei os pulsos na lâmpada, e logo a senti queimar. Meus pulsos também se foram, ficando quase impossível de aguentar.

Depois do que pareceu uma eternidade, senti as cordas afrouxarem e finalmente, consegui me soltar sozinha. Braços e pernas livres, tirei a mordaça, peguei umas das camisolas velhas no chão e a vesti e corri até a porta. Como sair dali agora?

Estalei os dedos, nervosamente buscando uma solução.

As armas! Corri tropegamente até o outro quarto, rezando pra que ele não tivesse trancado. E não havia.

Peguei o maior revolver que havia na coleção de Ethan, e voltei para a porta. Eu teria pouco tempo pra fazer isso, porque com certeza ele ouviria o disparo. Mas sendo levada pelo desespero, posicionei a arma exatamente na parte da tranca da porta, que se abriu. Não acreditei. Eu estava livre.

Corri com a arma em mãos pelo pequeno labirinto que era ali embaixo. Cheguei a uma escada espiral, e a subi, indo parar numa lavanderia. Dali eu já imaginava o caminho. Atravessei a lavanderia, e saí em outra escada que dava para o andar comum da casa.

Parando a alguns metros de chegar na cozinha, ouvi o barulho de uma briga. E então distingui a voz de Harry. Corri até lá, sem conseguir conter o nome de Harry pular da minha garganta, por não estar mais sozinha.

Ethan o havia desarmado, eu vi a arma de Harry debaixo do armário.

-[S/N]! –Harry conseguiu gritar, enquanto Ethan tentava o estrangular. Os dois estavam muito emaranhados pra eu poder atirar. Correria o risco de acertar o Harry.

Numa manobra, Harry consegue prender Ethan contra a parede, por alguns segundos.

-Eu cuido dele, você chama reforço –ele ordena, e eu obedeço sem piscar. Harry estava cheio de hematomas e sangue pelo rosto. Logo que ele dá a ordem, Ethan, volta a tentar agarrar o pescoço dele.

Rápido, [S/N]. Rápido.

Procuro um telefone por toda a cozinha, enquanto Harry e Ethan continuavam a briga enlouquecida. Harry era muito forte, mas Ethan já tinha as táticas de um serial killer, de conseguir segurar um policial com anos de treinamento. Além disso, não havia outras ferramentas, apenas a força bruta.

Num segundo, consigo visualizar o telefone de Harry jogado no chão perto deles. Preciso chegar até lá. Harry percebe e consegue chutar o corpo de Wesley pro outro lado da cozinha, pra que eu pegasse o celular. Corro e me agacho no chão, tentando alcança-lo. Ouço um barulho de pancada muito forte, e quando me viro pra ver, só consigo distinguir a mão de Ethan agarrando meus cabelos e me levantando. Harry está caído, se levantando com dificuldade.

-Har… ry –solto um suspiro sufocado, quando o homem aperta mais o braço sob o meu pescoço, bloqueando todo o meu ar.

Com aquele golpe ele havia me levantado do chão, me sufocando com seu antebraço fortíssimo sobre a minha traqueia.

Harry voltou sua atenção para a arma jogada no chão e num pulo a alcançou e apontou na direção de Ethan.

Alguns segundos de silencio se seguiram, enquanto eu era silenciosamente sufocada, e servia de escudo vivo para o Ethan.

-Vamos –Ethan disse, e algumas gotas de seu sangue voaram da boca dele no meu cabelo –Tente atirar. Eu posso quebrar o pescoço dela agora. É isso que você quer?

Eu podia ver a mão de Harry tremendo. Ele encarava Ethan, depois me olhava, e apertava mais forte sua arma.

-Vai logo Styles. Atira em mim, e ela morre também.

O sangue ficou preso na minha cabeça, eu podia sentir todo o meu ar indo embora.

-Largue ela –Harry mandou –e eu largo a arma.

-Largue a arma primeiro.

Harry hesitou, e como resposta Ethan apertou mais meu pescoço. Quando percebeu isso, devagar Harry colocou a arma no chão e a chutou.

Ethan continuou encarando Harry, e depois de alguns segundos me soltou. Meu corpo caiu quase sem vida no chão, apenas tentando controlar a tosse horrível que vinha com a falta total de ar.

Uma caixa de fósforos. E um cano de gás. Eu posso fazer isso.

Harry se apressou em vir ao meu socorro, mas Ethan o parou.

-Ela é minha.

Como se essa sentença fosse a gota d’agua, Harry pulou novamente sobre o corpo de Ethan, o fazendo bater a cabeça contra a quina da mesa.

Numa fração de segundos, juntei todas as minhas forças, alcançando a caixinha de fósforos sobre o balcão e a arma perto do meu pé. Disparei, na direção do cano do gás.

-HARRY! –foi só o que eu tive tempo de gritar, quando entendeu no alvo do meu disparo. Ele simplesmente deixou o corpo de Ethan pra lá e correu na direção da porta, enquanto eu acendia o fosforo e o lançava na direção do cano aberto. Harry simplesmente segurou meu pulso e nós pulamos varanda a fora. Deixei a arma escapar da minha mão conforme eu caia no chão, sentindo o calor da explosão da casa chamuscar meu cabelo e pele.

Eu e Harry rolamos no chão áspero. A explosão danificou meu ouvido, já que eu não ouvia quase nada. Tudo que eu vi foi um Harry todo sangrento e chamuscado deitado de barriga pra cima do meu lado, tossindo, com gotas de sangue voando da sua boca.

Terminou. Ethan está morto.

-Har…ry. –cochichei. Ele se virou na minha direção, tentando me encontrar no meio da fumaça.

Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, nossa atenção se volta para o meio da casa em chamas. Alguém está se arrastando pra fora de uma grande nuvem de fumaça. Ele sobreviveu, de alguma forma. E tem minha arma na mão.

Ethan está a alguns metros de nós. Estamos totalmente desarmados. Minhas pernas estão fracas, eu não vejo nem ouço quase nada, e Harry também não está muito bem. Mas ainda podemos correr.

Quando ele percebe quem está ali, com um pouco dificuldade se levanta e agarra meu pulso.

Disparamos com vários metros de vantagem sobre Ethan. Tirei forças da parte mais profunda de mim e corri, sendo amparada pelo Harry. Corremos floresta a dentro.

-Qual é o plano? –gritei, enquanto corríamos.

-Chegar na estrada –ele gritou de volta. Já víamos Ethan tentando nos alcançar, ainda um pouco zonzo.

Tropecei em várias pedras e me arranhei nos galhos, mas Harry não nos deixava parar. Até que vimos um farol alto por entre as arvores. A estrada estava perto. Então foi que eu senti, ouvindo primeiro o barulho do disparo e a queimação na minha panturrilha, e logo o sangue descendo. O tiro pegou de raspão, mas foi o suficiente pra me fazer cair. Harry gritou meu nome, quando me viu ficando pra trás.

-ABAIXEM-SE! –a voz de Jack gritou na nossa frente, e então ouvem-se dois disparos. Harry se abaixou, jogando o  corpo por cima do meu.  Na minha visão turva pela dor, vejo Ethan caindo, a grande mancha vermelha se formando na sua blusa. E do outro lado, do mesmo jeito, está Jack. Os dois caem no chão. Os dois mortos.

Jack disparou o tiro que matou o  Copycat. O Copycat disparou o tiro que matou Jack.

É só isso que eu consigo formular na minha mente antes de cair novamente na escuridão que eu tanto temia, apenas sentindo o corpo pesado de Harry sobre o meu como um escudo de ferro. Protegida. Sã e salva. Pelo menos fisicamente.

Quando acordo novamente, estou numa cama de hospital. Consigo apenas ver meu corpo, inerte, com a camisola do hospital, cheio de roxos e marcas, e um grande curativo na minha coxa esquerda e na panturrilha da mesma.

-Ela acordou –uma voz desconhecida me diz. Acho que de uma enfermeira.

-Ótimo. Graças a Deus –outra voz diz. –Vamos deixa-los a sós.

Deixar quem?

-Obrigada –a primeira voz que eu reconheço diz. Harry.

Finalmente minha visão entra em foco e eu vejo os olhos verdes me observando. Com uma camiseta de pijama, provavelmente por ter ficado internado também. Há hematomas por todo seu rosto e braços, um corte profundo na testa e outro no lábio.

-Harry –digo, o que causa uma dor enorme na minha cabeça.

-Ssh –ele  diz –meu amor. Não se esforce demais. Você ainda está muito ruim.

Ele senta na poltrona ao lado da minha cama e segura minha mão. Nos encaramos por alguns segundos, apenas sentindo seu toque me acalmando.

-Acabou? –pergunto, com dificuldade.

Ele leva a mão até o meu rosto, acariciando o mesmo.

-Acabou.

Um sorriso sofrido se forma nos lábios dele.

-Eu senti saudade. –cochicho. –Você me salvou.

-Jack nos salvou.  Ele matou Ethan Wesley.

Meu sorriso se desmancha. Jack morreu nos salvando.

-Está tudo bem. Ele vai ser nosso herói. De hoje em diante.

As lágrimas voltam a escorrer no meu rosto. Queria mais um dia para agradecer ao Jack tudo que ele fez. Se não fosse por ele eu nunca teria me aproximado do Harry. Se não fosse ele nós dois estaríamos mortos agora.

Dias depois

“Jackson William Julliard  1958 -2014. Nasceu e morreu em Washington, DC.  Agente especial do FBI desde 1978 até sua morte.”

Encarei por vários minutos a lápide de Jack.  Harry me abraçava de lado. O vento batia na nossa pele, fazendo meus cabelos voarem pra dentro dos meus olhos.

-Eu causei muitas mortes –falo, ainda encarando o chão.

-Não diga isso –Harry fala, apertando o abraço.

-Causei sim. Todas aquelas mulheres morreram por causa de mim, e agora o Jack.

-[S/N]. Já acabou. Ethan morreu. O Jack morreu com honra. Você está viva e é isso que importa.

Harry me apertou contra o peito dele. Uma leve garoa havia começado a cair.

-Eu te amo –ele cochicha no meu ouvido. –Eu estou aqui pra você e vou ficar pra sempre. Eu te amo.

-Eu também te amo.

Joguei uma rosa branca sobre o tumulo antes de sairmos.

Meses depois

Operações como aquela não era meu tipo favorito, mas nos últimos tempo eu meio que fui afastada de cenas de crime.

Havíamos chegado de uma certa “espionagem” em um famoso museu de arte contemporânea. Eu tive que usar um raio de um vestido chique e apertado, do qual o Harry não conseguia tirar as mãos. Aquela noite ele estava fora do normal, se você me entende.

Antes mesmo de chegar no apartamento, ele começou a me agarrar. Eu apenas me deixei levar por ele.

Já na sala, ele tirou o vestido caro sem nenhuma delicadeza, e deitou por cima de mim. Eu mesma abri o fecho frontal do meu sutiã e o joguei no chão. Harry trilhou seu beijos pelo meu pescoço, passando as mãos pelas minhas pernas. Harry desceu os beijos, ainda com as mãos nas minhas coxas. Ele beijou meu  tórax, e suas mãos fortes apertaram o local da mordida, me fazendo gemer de angustia. Quando os lábios de Harry encostaram nos meus seios, meu corpo gelou, e ele percebeu. Fiquei paralisada. Eu senti a respiração de Ethan. Eu vi os seus olhos.

Rapidamente Harry se levantou, parecendo assustado.

-Me desculpa, eu não… –ele gaguejou, coçando a cabeça.

-Não, não, meu amor, não foi culpa sua, é que…

Harry pegou minha mão e a acariciou com o dedão.

-Eu entendo. Me desculpa.

Ele pegou uma blusa de frio que estava sobre a poltrona e me entregou. Eu rapidamente a vesti.

-Você é tão… ah, como eu não queria te fazer esperar por isso.

-Não se preocupe comigo. Eu só quero que você se sinta bem.

O encarei por alguns segundos e logo depois me inclinei pra beijar seus lábios.

-Eu te amo.

-Vem aqui –ele falou, puxando meu corpo.

-Talvez a gente possa tentar de novo mais tarde.

-Seria bom. –Harry falou, com aquele mesmo sorriso lateral.

Eu deitei sobre a sua barriga, enquanto ele passava a mão pelo meu cabelo.

Graças, principalmente ao Jack, que me salvou e ao Harry, consigo ser feliz de novo, apesar do que aconteceu. Nunca vou poder recompensar as famílias das vitimas do Ethan. Só rezar pra que elas consigam superar como eu. Consegui fazer com que aqueles dias nas mãos dele fossem só um sonho ruim, do qual eu acordei sã e salva.

Contrato inviolável - Capítulo XI

Um sorvete, dois sorvetes, três sorvetes…

— Eu não tenho nada para usar! Não vou!

Resmunguei olhando para minhas roupas esticadas na cama e sem saber o que usar. Nada parecia certo! Como eu tinha que estar vestido para um primeiro encontro?

— Ahhhh os adolescentes!

Ouvi a voz da tia Indy risonha e me voltei para ela rolando os olhos.

Tio Leo, Jimin, Shownu, Joshua, ela e tio Suho estavam espalhados pelo meu quarto porque eu precisava mesmo de apoio moral, mas o modelo entre nós estava viajando aquela semana. Tio Iago… Ele saberia me dizer o que era bom…

— Use algo simples, meu bem, é o melhor – Tio Leo passou por mim e pegou um macacão jeans que eu gostava de usar quando ia para o shopping com eles – Veja, é simples e bom.

— Verdade, não é como se ele precisasse de uma roupa fácil de tirar, né gente!

Tio Jimin disse sarcástico e eu quase mordi a língua. Droga, aquilo ela era engraçado até eu ser a vítima da situação! Eu devia ter zoado menos meus pais naqueles anos…

Todas as vezes que chegava mais cedo em casa e sabia que eles iam provavelmente estar namorado na sala eu provocava sobre roupas e locais errados para aquele tipo de coisa. Agora eu estava sendo zoado, aishi!!!

— Olha só, eu ‘tô proibido de dar beijo de língua, então pode esquecer do resto!

Rebati irritadinho para olhares surpresos sobre mim. É, eles não sabiam daquilo…

— Sehun teve esse tipo de conversa com seus “domzinhos”, Yutie!?

Tio Shownu perguntou de boca aberta, eu assenti.

— Eu fiquei morrendo de vergonha, mas sabe como ele é né! Depois pai Channy me mandou não beijar de língua, eu nem nunca beijei, como vou saber distinguir? – Dessa vez falei suspirante e confuso, porque tudo tinha que ser tão complicado? – Eles disseram que, sabe… Que são como eu e tudo…

— Indecisos?

Tio Suho sorriu de canto.

— Dramáticos?

Tia Indy piscou.

— Boca grande?

Tio Jimin se abriu em um sorriso do gato de Alice e eu joguei um dos meus travesseiros nele!

— Claro que não! Virgem! Eles são virgens!

— Não sei se isso é bom, eles têm doms na família? Alguém tem que guiar esses meninos porque, não é? Se quiserem avançar o sinal, vocês três podem se machucar…

— Não vamos avançar o sinal tio Leo! Começamos a namorar ontem gente! E JYJ disse para os pais que ia esperar eu ficar adulto…

— Claro que tendo um biscoitinho lindo e mordível como você, eles vão esperar igual monges, claro, sei… – Tio Jimin voltou a rebater e então estralou os dedos – Isso merece um contrato. Deixe por escrito, “Eu serei intocável, virgem, lindo e divo como sou até meus vinte e um anos”. E pronto. Todos saberemos que será cumprido. Ninguém pode quebrar um contrato…

 Eu pisquei. Hein?

— Gente, meu pai não é dom, estamos tentando namorar normal aqui, por favor, se eu for com essa ideia eles podem desistir e se eles desistirem eu vou ficar mal, posso até, sei lá… Chorar até 2024!

Todo mundo riu e tio Suho veio me abraçar com carinho:

— Estamos brincando, meu amor, faça o que se sentir mais confortável hun? Depois de amanhã vamos conhecer oficialmente a família dos seus ‘domzinhos’ e então o que ainda não for esclarecido, será. Agora vamos deixa-lo bem bonito para esse primeiro encontro importante, combinado? Indy?

— Se fosse no México, umas botas iam ficar ótimas em você, Yutie, mas vamos ver o que dá para fazer aqui.

 E tia Indy veio sobre mim com cara de quem ia aprontar e eu suspirei, era mesmo engraçado quando não era comigo…

Quando minha campainha tocou, eu só sabia estremecer e agradecer a deus que todos os meus pais estavam fora de casa hoje. Porque eu tinha um vocabulário gigante com a minha família, mas ficava sem palavras ao lado deles? Aquilo era normal?

Tinha esquecido de perguntar…

Desci as escadas ansioso demais para esperar o elevador e fui até o portão com o coração em ritmo de maratona. Era só um sorvete, porque eu estava fazendo tanto drama?

 Ah claro, porque eu era dramático!

Suspirei mentalmente e saí para a rua topando com uma imagem que definitivamente eu não esperava. JYJ, Bianca e um outro cara que nunca vi na vida estavam escorados em uma SUV negra linda e de espelhos escuros bem diante do meu prédio.

Oi?

Meus namorados estavam lindos como sempre, porque eles eram lindos mesmo e de novo tinham amarelo no vestuário, dessa vez era o tênis da Bianca e a bermuda do JYJ. E o cara que bem, seria algum dos tios deles? Ou primo desconhecido… Estava vestido todo de negro e simples, a camiseta estava grudada no peitoral e ele era forte, alto, tinha um rosto anguloso e olhos escuros que se focaram em mim de um jeito estranho. Usava coturnos, o que não passou despercebido e se eu topasse com o tipo na rua ia pensar que era da SWAT.

Sacudi a cabeça me reprendendo com meu costume bobo de misturar ficção com realidade e fui até Bianca tentando sorrir natural:

— Oi.

— Oi Yuto, você está muito bonito! Tudo isso para nós?

Ela perguntou com gentileza tocando com a ponta do indicador na ponta do meu nariz e eu queimei envergonhado. Deus meu leva! Porque diabos eu ficava tão tímido com eles? Eu tinha problema?

Talvez pai Channy estivesse certo, ainda que pelos motivos errados, porque se continuasse daquele jeito, um beijo de língua e eu morria do coração!

— Oi bebê! - JYJ disse sorrindo e então tocou no meu ombro e indicou o cara desconhecido – Quero que conheça nosso primo Chin. Ele é o único de nós que já conseguiu licença para dirigir na Coréia e vai nos levar hoje, ok? Sei que não é muito longe, mas a previsão é para chuva e se chover você poderia se molhar. Não queremos que pegue uma gripe estando com o cotovelo machucado. Ele parece mal-encarado, mas é um amor de pessoa.

— Mal-encarado, JYJ? - O primo deles disse sorrindo de canto e então estendeu a mão para mim – Prazer em conhecer o mais novo membro da família. Eu sou o filho mais velho dos daddys e primo mais velho das crianças. Meu nome é Kim Chin, mas pode me chamar de Chin ou se quiser de…

— Naruto! – JYJ interrompeu ele - Era uma peste bagunceira quando criança que vivia pulando das janelas, mas agora virou um homem de família comportado e sério, tão o tio Seok!

— Falou o cara que vivia fazendo experiências “cientificas” com comida e sempre botava fogo nas coisas. Muito sério e razoável, não é Jongup?

— CHIN! - JYJ ficou vermelho, meu deus eu estava vendo aquilo mesmo? E então cruzou os braços e fez bico – Tínhamos oito anos, que coisa!

— Parem vocês dois, olha a cena na frente da casa do Yuto.

Bianca disse com voz séria, mas sorria também e eu acabei a imitando. Aquilo era ter irmãos? Parecia divertido…

Então entramos no carro, com Chin no volante e logo saímos dali rumo a sorveteria popular da cidade. Que eu particularmente amava e já não ia há algum tempo.

— Yuto, eu queria saber se quer mesmo ir com a gente acampar.

Bianca estava ao meu lado e parecia mesmo interessada em saber se eu queria ir, diferente dos primos dela que estavam tão empolgados aquela manhã que já deram como certo a minha presença. Eu assenti, estava curioso.

— Eu nunca acampei, queria saber como é, mas não sei se meus pais vão deixar…

— Vamos conversar com eles no almoço – JYJ afirmou decidido – Mas só se quiser ir mesmo.

— Eu quero! – Disse sorrindo, mais feliz comigo de estar conversando com eles sem gaguejar do que pelo assunto. Eu tinha treinado com o espelho, tinha me empenhando mesmo…

— Não se preocupe com coisas perigosas, eu estarei com você – Chin disse me olhando pelo retrovisor e eu quase ofeguei. Gente, que olhar… – As crianças adoram acampar, mas desde que chegamos não houve oportunidade. Os pais e tios não querem que percamos o ritmo.

— Eu e Bi temos apenas dois anos e meio a menos que você, Chin, pare de nos chamar de crianças!

— Desculpe JYJ, é o costume.

 Eu vi meu namorado rolar os olhos, mas contra todas as minhas melhores intenções eu fiquei mexido com o olhar do primo mais velho. Fechei os olhos confuso e chateado. Não… foi só jeito de falar, só jeito…

“Não se preocupe com coisas perigosas, eu estarei com você”

 A voz ficou se repetindo em minha cabeça e parecia tão a voz do tio Xing… Era naquele tom que ele dava uma ordem disfarçada de apoio moral. Que inferno!

— Chegamos.

Chin disse animado e eu mordi os lábios tentando não parecer nervoso. O que deu em mim?

 Então ele me olhou outra vez pelo retrovisor e eu engoli em seco sendo ajudado pela Bianca a descer do carro alto.

Estávamos diante da sorveteria, eu estava entre ela e JYJ, mas meu corpo todo estava sentindo a presença dele… Ele entraria com a gente? E porque aquilo me deixou nervoso de um jeito estranho?

— Se divirtam!

Ele disse e eu quase fiz bico. Não, ele não viria…

 E daí eu suspirei, estava ficando louco? Que eu estava fazendo?

— Vamos?

Bianca acariciou minha cintura e eu perdi a linha de raciocínio… Ela me tocou, me tocou mesmo… Então eu surtei inteiramente e esqueci por algum tempo que tinha me sentido atraído por outro deles…

 Eu era louco?

“Ainda agora estava lembrando como a gente se conheceu. Será que você ainda lembra de todo aquele meu papo meio nervoso, tentando agradar, completamente perdido no assunto, mas jurando que adorava cantar as tuas músicas favoritas? Sempre me perdia nos meios, só cantarolava os refrões, mas a gente sorria.

Acho que você nunca soube que, dentre tantas outras pessoas e beijos e toques e mensagens trocadas, você foi uma das poucas que me fizeram acreditar que ainda tinha uma luz nesse fim do túnel dos perdidamente apaixonados. Pena que essa luz era o farol dum trem. Partiu meu coração em mil novos pedaços que ainda, por ironia do destino, não haviam sido quebrados antes.

Com você, fui do céu ao inferno como quem brinca de montar quebra-cabeças. Algumas peças parecem que foram, realmente, feitas para serem par, mas uma é do meio e a outra é mais para perto da ponta, do lado oposto, se é que o centro tem um.

Nossas diferenças eram gritantes, eu sei, você também sabia, talvez até mais que eu, mas era tão lindo aquele faz de conta de que a gente seria para sempre… Quer dizer, você também, com certeza, mais do que eu, sabia que o prazo de validade era inevitável. Parecia não se envolver. Agora, só depois de toda a poeira ter baixado, consigo perceber isso.

Eu era um tonto apaixonado. Não desgrudava das tuas mensagens. Relia todas antes de dormir. Reli todas hoje, antes de pensar que já deveria estar dormindo. Que não deveria gastar minhas raras e merecidas horas de repouso com alguém que me inquieta. Que atiça meu coração. Que ateia fogo e assiste tudo queimar. Tal qual Narciso. Cheio de si. De amor próprio. Só queria um pouquinho desse bem-me-quer para mim… Não deu.

A saudade queima, sabe? A saudade é tipo uma dor. A saudade é tão forte que é um sentimento quase físico. Não é só uma memória. Não são apenas pensamentos. São mãos que apertam o peito, a garganta, que cutucam os olhos só pelo prazer de ver as lágrimas jorrarem feito cachoeira.

Nem sei porque estou te dizendo isso tudo. Ou melhor, não sei porque estou me dizendo isso tudo, já que nunca teria coragem de te enviar mais essa mensagem de texto. Mas faz bem colocar para fora, entende? Ainda que eu me imagine te dizendo isso tudo, no fim das contas, só estou escrevendo pedaços de amor nesta tela de celular enquanto em qualquer outro canto da cidade tu dorme com os anjos.

E é melhor que seja assim. Distantes. Longes. Com essa mensagem sendo desescrita a cada nova letra que o cursor aponta. Você nunca entenderia que eu não consegui entender o que você achou que deixou claro entre a gente – “Não quero mais te ver. Quero que você apareça na minha memória como uma lembrança boa, mas que se continuar presente, não vai me deixar fazer passado”. Passou. Acabou. Entende, criatura. (Esse final era para mim… assimilei. Sacudi a cabeça. Vou dormir. Não deveria estar digitando isso ainda. Começando a apaga_).” (Matheus Rocha)

Confissão


esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo talvez
sacudi-lo de novo:
hank!
e hank não vai responder
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto
eu quero que ela
saiba
que dormir todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora ser ditas:
eu te
amo.

CHARLES BUKOWSKI

(Tradução: Jorge Wanderley)