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A luz como a escuridão também cega, é por isso que no final, do túnel, também há desespero. Todos buscam a luz, e acabam morrendo com ela. Felizes? Ou aliviados? Estilhaços foram jogados, estilhaços estes do quebrar da lâmpada que jazia a iluminar incandescente nas salas de estar. Lâmpadas, revestidas com lindas luminárias espelhadas, que refletiam e distorciam todo aquele brilho. Luz essa que cegava o ser. Todo ser vivo segue a luz: os desesperados homens, os insetos, os peixes no profundo mar isento se o brilho do sol. Um exemplo disso é o meu gato que firula a luz de um laser vermelho que comprei por 10 reais em uma venda, num zoológico daqui do centro . A luz da esperança também cega se ela não existir, a música confunde, independente do idioma, as pessoas interpretam a Bíblia de várias formas diferentes, concordo com alguns e não com todos, mas quem sou eu para julgar? Engoli palavras e vomitei dicionários. Traguei cigarros, e em uma gripe, acabei cuspindo catarro coberto por fuligem. Bebi ao coma, e regurgitei até meu suco biliático. E lá estavam elas, voando, dançando em meu estômago, bailando mesmo sem nenhum vento. Engraçado, eu sempre achei que o cigarro ou a bebida fossem matar as minhas borboletas, ou até mesmo a boêmia as fizera cansar, mas pude perceber que elas se mantiveram vivas, mesmo com meus vícios, com meus maus hábitos. Pensei que aceitar desde um simples copo de água a um amor incompreendido, confuso e instável de um desconhecido fosse fatal. Mas não foi. Malditas borboletas que insistem em me deixar surdo com o bater de suas asas, que insistem em me deixar louco, por que não voltam a ser lagartas? Maldito amor que eu julguei merecer, maldita escuridão que me obriga a ser luz quando sou apenas uma lanterna. As suas asas tenho um recado: sou recarregável e ainda não encontrei tomadas. E bom, talvez gostem de dicionários.
—  O caçador de borboletas azuis e eu, que Vomitei borboletas mortas.