sério

ONE (BIG) SHOT - LIAM PAYNE

FICOU EXTREMAMENTE GRANDE. MAS CONFESSO QUE AMEI ESCREVER ESSE “BIG SHOT” LIAM PAYNE! EU ESPERO QUE GOSTEM. DESCULPA OS ERROS. BEIJÃO E BOA LEITURA


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- Boa tarde! – Disse a comissária de bordo. Liam e eu adentramos o grande avião e procuramos nossos assentos.

- Estou muito ansioso. Dizem que o Brasil é um lugar bonito. – Liam falou sentando-se ao meu lado e colocando o cinto.

- Também estou! – Falei direcionando minha atenção toda para o cinto.

- Trouxe o manual de como falar brasileiro? – Indagou tentando meajudar a colocar o cinto. Olhei para ele e comecei a gargalhar.

- Não se fala brasileiro e sim português! – Falei corrigindo-o. – E sim eu trouxe! – Peguei o pequeno livro que estava dentro da minha bolsa de mão e mostrei a ele fazendo-o suspirar.  

Eu e meu melhor amigo de infância Liam, havíamos ganhado um pacote de viagem para o Rio de Janeiro. Meus pais e os pais de Liam entraram em um acordo, que quando nos formássemos na faculdade de medicina poderíamos viajar para qualquer lugar. Então escolhemos o Brasil. O voo até a Cidade Maravilhosa duraria onze horas. Liam havia levado uma bolsa de mão cheia de porcarias para comer no caminho. Coloquei o meu fone de ouvido e pluguei em meu celular. Olhei a hora e eram exatamente 13h20min em Londres. Peguei o pequeno livro cuja o nome era “Como falar português/BR” e comecei a ler o mesmo.

**

Acordei com Liam mexendo em meu cinto. O mesmo checava se estava preso em meu corpo.

- Vamos decolar – Falou animado com um enorme sorriso no rosto. Abri a pequena janela ao meu lado e pude ver a linda cidade completamente iluminada. O avião estava sobre o mar a cada vez perdia a altitude ficando mais próximo do mesmo.

- Liam acho que o avião vai cair! – Falei desesperada e ele me olhou rindo.

- Não vai cair. O aeroporto fica do lado do mar. – Liam falou pousando a mão em minha coxa. O barulho dos pneus tocando o chão soou avisando a todos que havíamos chegado. Esperamos o avião estacionar e soltamos os cintos. Pegamos nossas coisas e saímos do avião. Havia muitas pessoas no aeroporto. Caminhamos até a grande esteira onde passava diversas malas e esperamos as nossas. Ao pegarmos às malas colocamos as mesmas em um carrinho e caminhamos até a parte externa do aeroporto. Estava um calor horrendo do lado de fora do aeroporto. Fiquei me perguntando como podia fazer calor àquela hora da noite.

- Que horas são? – Indaguei olhando para Liam.

- 21h37min – Respondeu-me ainda olhando no celular. – Temos que pegar um táxi e ir até uma praia de Copacabana. Meu pai disse que reservaram quartos em um Copacabana Palace – Liam guardou o celular no bolso da calça.

- Táxi?! – Um moço veio até nós. Meu coração disparou. Havia lido matérias sobre o Rio de Janeiro e muitas diziam que tem uma grande quantidade de assaltos. Segurei firme as mãos no carrinho a minha frente e orei mentalmente para que não fossemos vítimas de um roubo. – Táxi, moça?! – O senhor tornou a repetir em português.

- Olá, você ‘saber’ onde fica Copacabana Palace? – Liam arriscou o português. Ele parecia um bêbado falando português. O senhor a nossa frente fez um sinal de positivo com os dedos e falou “Yes”. Caminhamos até um carro amarelo com uma placa sobre o teto do mesmo escrito “TÁXI”. Guardamos nossas malas na parte de trás do carro e adentramos o mesmo. O senhor ligou o carro e deu partida. A paisagem da cidade era deslumbrante de noite.

- Irão ficar no Copacabana Palace? – O senhor indagou em inglês. Liam o respondeu e os dois começaram a conversar em nossa língua. Minutos depois o carro parou na frente de um enorme hotel. Sua fachada era toda branca e havia diversas janelas. As luzes do hotel estavam todas acesas deixando-o incrivelmente maravilhoso.

- É R$63,50 – O senhor falou para Liam. O moreno pegou a carteira e deu o dinheiro ao moço.

Saímos do carro e tiramos nossas malas do carro e caminhamos até a entrada do grande hotel. Passamos pelas portas giratórias e adentramos. O local possuía uma decoração vintage deixando um ar de realeza. Senti-me um pouco deslocada naquele local. Caminhamos até a recepção que estava a nossa direita.

- Boa noite. Sejam bem vindos ao Copacabana Palace! No que posso ajuda-los? – Uma linda jovem indagou com um sorriso no rosto. Seu cabelo estava perfeitamente arrumado e seus lábios estavam coloridos com um batom vermelho. Liam abriu um grande sorriso e tentou responde-la em português. Mas a tentativa foi em vão. Peguei meu celular e coloquei no Google Tradutor.

- Reservamos um quarto aqui! – A voz da mulher do Google respondeu à pergunta da jovem em português.

- Qual o nome de vocês? – A recepcionista perguntou em inglês. Pulei de alegria por dentro em ouvir ela perguntando em inglês. Falar português parecia ser mais fácil. As aulas extra de português que fiz na faculdade não estão adiantando muito. Liam deu nossos nomes e a moça entregou uma chave para nós. Estranhei o fato de ser uma só chave para duas pessoas. Um funcionário do hotel colocou nossas malas em um grande carrinho de bagagem e nos levou até o quarto.

- Obrigada! – Agradeci em português e peguei as malas. Abri a porta e adentramos o quarto. O ambiente era completamente confortável. O quarto não era muito grande, mas era ideal para duas pessoas. Havia uma grande cama de casal e a sua frente uma mesinha com um lindo arranjo de flores. Um sofá estava à frente da pequena mesa e ao lado do sofá uma poltrona. Do lado da cama havia dois abajures e ao lado esquerdo da cama estava uma grande porta levando a sacada do quarto.

- Liam, olha que lindo! – Falei caminhando até a sacada. A vista era direto para o mar. A grande avenida estava movimentava. Havia pessoas caminhando, andando de bicicleta e skate na grande calçada logo à frente do hotel. Liam apareceu atrás de mim.

- Incrível! – Falou fascinado com a beleza do lugar. Ficamos ali por mais alguns minutos e depois entramos para nos prepararmos para deitar. Liam entrou no banheiro e eu sentei na grande e macia cama. Peguei meu celular e fui até minha lista de contado clicando no número de meu pai. Minutos depois a voz de meu pai soou em meus ouvidos.

 

- Alô?!

- Adivinha quem chegou no Brasil. – Falei animada. A gargalhada de meu pai preencheu a linha e eu me juntei a ele.

- Chegaram bem? O que achou do hotel? – Indagou.

- Chegamos bem sim. E esse lugar é incrível! – Respondi ainda maravilhada com a beleza do local onde estávamos hospedados. – Deve ter custado uma fortuna, Pai!

- Não se preocupe com isso, Filha. Você e Liam merecem isso mais que todo mundo. – Respondeu fazendo-me rir. Meu pai lutou muito para chegar onde chegou. Passamos por muitas dificuldades. Ver o lugar onde ele e o pai de Liam reservaram para que nós ficássemos por alguns dias me preocupa. Não deve ser nem um pouco barato.

- Tudo bem! – Caminhei até a sacada do quarto e pousei os braços no grande para peito a minha frente – Iremos no corcovado amanhã. Estou muito ansiosa – Falei olhando para as pessoas que caminhavam no calçadão.

- Dizem que lá em cima é muito bonito. Tire foto!

- Tirarei sim! – Respondi. Passamos alguns segundos em silêncio. – Eu te amo, Pai. Obrigada por tudo! – Falei.

- Não precisa agradecer, Filha. Você merece! – Ele disse eu me segurei para não chorar. Lembrei da vez que meu pai passou a trabalhar dia e noite para juntar dinheiro e me levar à Disney. – Acho que já vou desligar. Presumo que ai ainda seja cedo por causa do fuso horário. – Falou e eu concordei. – Aproveita muito ai. Beijos. Te amamos! – Disse meu pai.

- Obrigada, Pai. Amo vocês! – Falei antes de desligar o telefone. Adentrei o quarto e Liam estava deitado sobre a grande cama mexendo em seu celular. Meus olhos pousaram em seu abdômen exposto e definido. Ele estava… gostoso. Balancei a cabeça tirando os pensamentos impuros de minha mente e caminhei até a mala pegando meu pijama. Fui até o banheiro e adentrei o ambiente. Ao terminar o banho permaneci alguns minutos dentro do banheiro. Minha camisola era extremamente curta. Pensei que nossos pais iriam reservar quartos separados então não peguei meus pijamas decentes. Abri a porta do banheiro e sai envergonhada. Caminhei até a cama e pude sentir os olhos de Liam sobre mim.

- O que foi? – Perguntei deitando e cobrindo-me rapidamente com o edredom.

- Nada! – Falou sorrindo e voltando sua atenção para o celular – Tem certeza que vai dormir com edredom. Está um puta calor. Você vai derreter ai. – Liam falou ainda olhando para o celular.

- Não estou com calor! – Falei. Mentira. Eu estava morrendo! Peguei meu celular sobre o criado mundo e olhei a hora. 22h55min. Coloquei o mesmo no lugar que estava antes e encarei o teto.

- Tira esse edredom, (S/n) – Liam falou puxando o edredom de cima do meu corpo e jogando longe. Encolhi meu corpo e o repreendi com um olhar. Tentei abaixar minha camisola para que Liam não visse minha peça íntima. – Não acredito que você está com vergonha de mim! – Falou rindo.

- Não estou com vergonha! – Sentei na cama e encostei minhas costas na cabeceira de metal da cama. Liam ficou na mesma posição que eu e me encarou. Olhei para ele e sorri. Ele esticou um braço para que pudesse me abraçar e eu cheguei mais perto. Seu braço envolveu meus ombros.

- Estou feliz de estar aqui com você! – Falou passando as mãos em meu cabelo. Olhei para seu abdômen e mordi meus lábios de leve.

- Eu também! – Sussurrei.

Um vento gostoso entrou no quarto e eu fechei meus olhos ao senti-lo. Pela primeira vez na minha vida eu estava arrependida de reclamar do frio de Londres. Quando falavam que o Brasil era quente eu não imaginei que fosse um forno. Minhas pálpebras começaram a pesar e logo adormeci.

- Acorda, Cinderela! – Liam falou puxando meu pé. A claridade do sol batia em meu rosto, peguei um travesseiro e cobri com o mesmo. Senti os braços de Liam segurar meu corpo e levantar o mesmo.

- Me solta! – Bati nele. Liam gargalhou e me colocou de pé no chão. Abaixei rapidamente minha camisola.

- Não precisa esconder mais nada ai. Eu já vi tudo! – Falou e minha boca abriu diversas vezes. Minhas bochechas esquentaram e eu foquei sem reação. – Se arruma logo porque precisamos chegar cedo para não pegar fila para subir no corcovado! – Falou me empurrando até o banheiro. Voltei até minha mala e peguei as roupas que iriam usar hoje.

Fui até o banheiro e tomei um banho rápido. Passei protetor solar em todo meu corpo e vesti um short jeans e um cropped salmão. Sai do banheiro e sentei-me na cama. Coloquei um tênis confotavel e peguei uma pequena mochila com minhas coisas. Liam estava com um short jeans e uma blusa regata branca. Ele calçava um tênis sport e usava um boné sobre a cabeça.

- Toma. Coloca isso! – Falou colocando um boné em minha cabeça. Sorri para ele e saímos do quarto. O hotel estava movimentado. Optamos por não tomar café. Saímos do hotel e pegamos um táxi. Dessa vez foi mais fácil nos comunicar em português com o motorista. Abri a janela do carro e deixei a brisa quente do Rio de Janeiro bater em meu rosto. O motorista havia dito que nós tínhamos duas opções de subir no corcovado. Ou iriamos a pé, ou poderíamos comprar fichas para subir de van. Liam queria subir a pé mas isso iria durar mais ou menos duas horas até chegar a escadaria do Cristo Redentor.

- A pé é melhor! – Liam falou.

- Liam, são nove da manhã. O sol está de queimar! – Falei colocando as mãos na cintura. Liam bufou e disse que iriamos de van. – Se subirmos a pé vamos ficar cansado e não vamos conseguir aproveitar o dia. – Levantei meus pés e envolvi meus braços em seu pescoço. Liam sorriu e concordou.

Andamos até a pequena cabine onde o motorista do táxi nos indicou e compramos fichas para uma van direta. Ao comprarmos as fichas, caminhamos até algumas vans paradas e entregamos nossa ficha. Adentramos o veículo e sentamos nos últimos bancos.

- Vamos tirar uma foto. – Liam falou pegando celular e colocando na câmera. Ele passou um braço por cima de meu ombro e sorriu para a câmera assim como eu. Pessoas começaram a entrar na van e logo a mesma ficou lotada, fazendo o motorista dar partida. O percurso durou quase quinze minutos. Descemos da van e seguimos a todos.

Liam tirou a camisa deixando seu abdômen exposto para quem quisesse apreciar aquela obra prima. Havia uma grande quantidade de gente naquele local. Achei que por ser cedo não teria muita gente. Me enganei. Começamos a caminhar até as escadas subindo as mesmas. A paisagem era incrivelmente linda. O sol deixou de me incomodar quando passei a prestar a atenção na beleza do lugar. Eu subia na frente e Liam estava logo atrás de mim segurando minha cintura. Paramos algumas vezes para tirar fotos na escada.

E enfim chegamos ao topo

 

Caminhei até o para peito e olhei a paisagem. Dava para ver praticamente a cidade inteira de lá de cima. Liam parou ao meu lado com o celular na mão e começou a tirar algumas fotos do lugar. Virei-me e olhei para a grande estátua a minha frente. Era enorme. O vento lá em cima era forte.

- Precisamos tirar uma foto aqui – Liam puxou-me. Ele abaixou o braço em direção ao chão para poder pegar a grande estátua também. Sorrimos para a câmera e ele tirou três fotos seguidas. Permanecemos por um bom tempo lá até que decidimos descer para um lugar onde tinha lanchonetes. Harry ficou guardando nosso lugar em uma mesinha perto de um parapeito que tinha ali perto da lanchonete e eu fui comprar algo para comermos.

- O que a senhora vai querer? – Perguntou em português um moço.

- Eu quero ‘dois’ água de coco! – Tentei falar em português. O moço me olhou com uma cara estranha e eu apontei para os cocos verdes. Paguei as coisas e caminhei até o Liam.

- Você demorou - Falou pegando um coco da minha mão. Tirei a mochila das minhas costas e coloquei debaixo da mesa.

- O cara me olhou como se eu fosse um aliem! – Falei assim que me sentei na mesa. Liam começou a gargalhar e eu mandei ele ficar quieto. Continuamos a tomar nossa água de coco em silencio.

- Precisamos ir no Maracanã – Liam disse cortando o silencio. Concordei. Terminamos de tomar o coco e decidimos ir para outro lugar de nosso roteiro. Liam e eu andamos um pouco até a hora do almoço. Paramos em um simples estabelecimento e pedimos o prato do dia que por acaso era feijoada. Após terminarmos de comer voltamos para o hotel para descansar um pouco.  Entrei no banheiro e tomei um banho rápido. Coloquei um vestido solto e voltei para o quarto.

- Cansada? – Liam perguntou sentando-se na cama. Fui até a cama e deitei-me na mesma.

- Estou! – Fechei meus olhos na tentativa de tirar um cochilo.

- Podíamos ir na praia agora, o que acha? – Liam indagou deitando-se ao meu lado.

- Sério, Liam? São três da tarde. – Reclamei. O sol estava extremamente quente. Liam colocou o cabelo que estava em meu rosto para trás e eu abri meus olhos para encara-lo.

- Por favor! – Falou passando o dedo sobre minha bochecha. O mesmo sorriu genuíno para mim e eu me dei por convencida. Fui até minha mala e peguei um biquíni que minha mãe havia comprado para mim na internet. Ao voltar ao quarto Liam estava terminando de colocar o short. Fingi não ter visto a cena e andei com a cabeça baixa até minha mala. Resolvemos deixar nossos pertences no hotel e ir somente com a roupa. Saímos do hotel e caminhamos até a praia. Havia muitas pessoas na praia. Liam e eu caminhamos mais um pouco até ficarmos próximos da água. O moreno começou a tirar as roupas ficando somente de sunga na minha frente.

- Vai ficar ai me olhando? – Liam indagou fazendo-me acordar do transe.

- Lógico que não. – Falei. Puxei a barra do vestido ficando apenas de biquíni. Liam me encarou de cima a baixo e minhas bochechas ficaram vermelhas.

- Ow! – Falou passando a mão nos cabelos enquanto me olhava. Dobrei o vestido e coloquei-o sobre a areia. – Você está com um corpão. – Liam falou.

- Cala a boca. – Falei caminhando em direção a água entrando na mesma. Liam veio atrás de mim e deu um mergulho.

Ficamos na praia até começar a escurecer. Quando saímos da água, nos demos falta de nossas roupas que não estavam onde havíamos deixado. Voltamos para o hotel apenas de roupas de banho. Foi extremamente constrangedor. Cada um tomou seu banho e sentamos na cama para comer algumas besteiras antes de deitar. As mãos de Liam acariciava minha pele suavemente, fazendo-me sentir espasmos pelo corpo.  

**

Nossa viagem no Rio de Janeiro tem sido incrível. Liam e eu passemos por todos os lugares turísticos da Cidade Maravilhosa e comemos todas as comidas típicas Brasileiras. Todos os dias depois de voltar dos nossos passeios íamos há praia. Liam sempre voltava falando do quão grande era o bumbum das Brasileiras, fazendo-me ficar envergonhada com a tal observação.

Faltavam apenas dois dias para voltarmos para Londres. O tempo no Rio de Janeiro começou a mudar e logo uma grande tempestade caiu sobre a cidade. Liam estava deitado na cama falando com sua irmã mais velha. Parei na frente da grande porta de vidro do quarto e olhei o mar revolto pela janela. Havíamos planejado de passar o dia inteiro na praia hoje, mas a chuva chegou antes estragando nossos planos.

- O que acha de jantarmos aqui hoje? – Liam falou fazendo-me olha-lo – Disseram que a comida é extremamente boa. – Falou sentando-se na cama. Caminhei até a mesma e sentei ao seu lado.

- Acho uma boa ideia! – Falei sorrindo – Tem que ir elegante? – Indaguei levantando uma sobrancelha.

- Apresentável! – Sorriu.

Passamos a tarde toda dentro do quarto. Quando a noite caiu nos preparamos para jantar. Havia um papel na nossa porta avisando que hoje iria o jantar seria especial no buffet e os hospedes que gostariam de comparecer deveriam estar “Apresentáveis”. Ao terminar o banho comecei a preparar uma maquiagem. A mesma não era forte ou chamativa. Procurei fazer algo simples. O vestido era longo na cor preta. Uma faixa na mesma cor passava pela cintura formando um grande laço nas costas. Deixei o cabelo solto com alguns cachos nas pontas e calcei um salto scarpin de bico fino na cor nude. Dei mais uma olhada no espelho e sai do banheiro. Liam abotoava os botões da manga de sua blusa social branca. Seu olhar pousou sobre mim olhando-me de cima abaixo.

- Você está… incrivelmente linda! – Falou sorrindo. Abri um genuíno sorriso e caminhei até ele. Parei em sua frente comecei a ajeitar sua gravata que estava com o nó feito errado.

- Você está… apresentável! – Falei e ele gargalhou. Liam usava uma calça preta e uma blusa social branca. Seu cabelo estava jojado para cima. Tirei sua gravata e comecei a dobrar a mesma. – Não tem necessidade de usar. – Joguei a gravata na cama atrás dele.

- Estou bonito? – Indagou.

- Está lindo.

Descemos para o buffet e procuramos uma mesa para podermos ficar. O local estava cheio. A maioria das mesas estavam ocupadas. Havia uma grande mesa de vidro repleta de comidas incrivelmente apresentáveis. Uma música clássica preenchia o ambiente, deixando tudo mais sofisticado. Liam e eu nos assentamos em uma mesa para dois próximo a janela que dava para a área externa do grande hotel. Logo um gentil moço chegou a mesa perguntando se queríamos vinho, e nós aceitamos. Começamos a conversar sobre diversas coisas.

- Vamos dançar. – Liam falou levantando e puxando meu braço até o meio do salão onde havia mais pessoas dançando. A música Garota de Ipanema soou pelo ambiente. Liam pousou sua mão em minha cintura e grudou nossos corpos. Minhas mãos foram para seus ombros e eu encostei meu queixo no mesmo. Liam tentava cantar a música e eu gargalhava das palavras erradas que estavam saindo. Liam distanciou nossos corpos e começou a me encarar. Sorri para ele e o mesmo fitou meus lábios. Encarei seus lábios e aproximei-me mais dos mesmos. Selei nossos lábios e Liam juntou mais nossos corpos. Nossas línguas entraram em perfeita sintonia fazendo-me aprofundar mais o beijo. Uma onda de calor começou a percorrer meu corpo fazendo-me ficar completamente excitada com aquele beijo. Finalizamos o beijo e nos olhamos. Em um movimento rápido Liam puxou-me para fora do buffet. Caminhamos apressadamente até o quarto adentrando o mesmo. Liam fechou a porta e parou a minha frente. Selei nossos lábios em um beijo caloroso e o moreno pousou as mãos em minha cintura descendo as mesmas até meus glúteos.

Caminhamos até a cama e nos sentamos na mesma. Sentei-me em seu colo e coloquei as mãos em seu cabelo puxando-o de leve. Liam procurava desesperadamente o zíper de meu vestido. Assim que o achou desceu o e arrancou a peça deixando-me apenas de peças intimas. Arranquei sua camisa social e joguei-a longe. Senti um volume debaixo de suas calças e mordi meus lábios completamente excitada. Liam passou os lábios em meu pescoço e eu fechei os olhos.

- Deus! – Falei levantando-me dando conta do que estávamos prestes a fazer. – Não podemos fazer isso, Liam!

 

Caminhei envergonhada até o banheiro e fechei a porta. Recostei-me na porta e pousei a mão em minha boca. Se eu não tivesse parado nós iríamos transar. Tirei minhas peças intimas e entrei na ducha. Estava completamente envergonhada do que tinha acabado de fazer. Ao terminar o banho coloquei a camisola que estava pendurada e sai do banheiro. O quarto estava completamente escuro. Liam estava deitado na cama e parecia estar dormindo. Caminhei até a mesma e deitei-me. Puxei o grande edredom e virei para o outro lado, ficando de costas para Liam.

**

Faz três dias que chegamos do Brasil e eu e Liam não mantemos contato algum depois do que aconteceu na noite do jantar. O inverno havia chegado em Londres e eu tinha esquecido o quão frio era. Sentei-me na ponta da cama e olhei para o lado de fora da janela. Minha mente vagou para o momento em que os meus lábios e o de Liam se chocaram fazendo meu corpo ficar quente. Balancei a cabeça afastando os pensamentos impuros e deitei-me na cama. Puxei o edredom e encarei o teto até minhas pálpebras pesarem.

O som estridente do meu celular tomou conta do meu quarto fazendo-me sentar rapidamente da cama. Peguei o celular que estava em cima da mesinha ao lado da cama e deslizei o dedo sobre a tela aceitando a chamada.

- Alô?! – Falei ainda sonolenta.

- (S/n). Oi. Te acordei! – A voz de Liam adentrou meus ouvidos fazendo-me ficar nervosa

- Liam? Oi. Sim. Quer dizer, não! – Me atrapalhei.

- Me desculpa ligar essa hora, é que eu preciso falar com você!

- O que aconteceu? – Indaguei preocupada. Estiquei o braço e liguei o abajur. – Você está bem?

- Sim… Na verdade não! – Falou aflito me deixando mais preocupada. – (S/n), desde que aconteceu aquilo entre a gente eu não paro mais de pensar em você. Dizer que aquilo não despertou nada em mim é uma grande mentira. Porque despertou! Não queria que as coisas acontecessem daquele jeito. Não queria te deixar assustada ou algo do tipo. É que… – Deu uma pausa – há muito tempo que tento te mostrar que eu gosto de você. Não importa quantas meninas eu pegue em uma balada, ou quantas meninas eu pegue na faculdade, você sempre vai ser a dona dos meus pensamentos. A única que eu faço planos para o futuro. Passei esses quatro dias sem dormir direito pensando em que desculpa poderia dar para justificar o porquê de não falar com você desde o ocorrido. Eu poderia dizer que estava em entrevistas de emprego ou que sai com uns amigos, mas eu cansei de guardar esse sentimento dentro de mim. Não quero amar sozinho. Estamos com vinte anos. Passei quinze anos da minha vida te amando. Não quero me prender a você. Não quero perder você. Não quero criar falsas expectativas. – Seu tom de voz era de desespero. Era como se o mundo fosse acabar e ele precisava me dizer aquilo. Meu coração batia rapidamente, e minha respiração estava ofegante. – Eu não deveria ter me apaixonado por você. Eu sei. Mas eu não resisti. Meu coração não resistiu. E merda, eu estou com tanto medo de perder você.

A linha permaneceu em silencio. Eu procurava palavras para poder dizer a ele, mas não conseguia encontra-las. Meu corpo estava congelado. Meu cérebro processava tudo que Liam acabara de dizer. Ele me amou em segredo por quinze anos.

- Liam, não… – Comecei.

- Não precisa falar nada, (S/n)! – Me cortou – Desculpa ter te acordado e falado essas coisas. Irei desligar – Falou deixando a linha completamente muda. Olhei para o ecrã do celular e ele havia finalizado a chamada.

- Merda, Liam! - Levantei rápido da cama sai do meu quarto. Desci as escadas e caminhei apressadamente até a garagem de casa. Peguei minha bicicleta e sai pedalando. Os pingos finos e gelados batiam em meu rosto. A casa de Liam ficava a dois quarteirões da minha. Deixei a bicicleta na calçada e abri o pequeno portão de madeira da casa da família Payne. Eram 2hrs da madrugada. Estava extremamente frio. Toquei a campainha e esperei que alguém fosse atender. Três minutos se passaram e nada. Caminhei até a parte de trás da casa e comecei a escalar uma árvore que ficava de frente com a janela de Liam. Sentei-me no grande galho e bati três vezes na janela. Uma fraca luz clareou o quarto e segundos depois a figura de Liam aparece na janela.

- O que você está fazendo aqui? – Liam indagou assustado assim que abriu a janela. Comecei a balançar meus pés e olhei para baixo. Encarei Liam e o mesmo me olhava fixamente. O moreno subiu no batente da janela e se sentou ao meu lado. Permanecemos em silencio. Todas aquelas palavras que planejei falar para ele quando chegasse sumiram. Simplesmente evaporaram.

- Sabe, eu lembro quando você não sabia andar de bicicleta mas tentava me ensinar. Lembro também da primeira vez que nossos pais nos levaram para ver o mar quando tínhamos sete anos – Ri nasalado e ele também – Lembro da vez que você saiu de madrugada da sua casa quando soube que eu estava havia voltado de Doncaster. Eu lembro da vez que você convidou um monte de gente da nossa escola para ir ao seu aniversário e só estávamos eu, você, os seus pais e os meus pais. – O encarei. – Sempre tive medo de me apaixonar. Porque não gosto de sentir dor e amar alguém machuca. E muito. Você sabe de todas as pessoas que já gostei, Liam. Quase todas – Sorri. Liam me encarava atentamente – Somos amigos há quinze anos. Por quinze anos te amei em segredo. Por quinze anos eu fingi que não ligava quando você me dizia que estava gostando de fulana ou que estava pegando sicrana. Por quinze anos. Vi que não podia contar para você, se não iria perder nossa amizade. Quando nós nos beijamos todos os meus planos de não te amar foram por água abaixo. Não quero te perder – Segurei as lágrimas – Não quero ficar sem você. Porque não consigo. Porque durante esses quinze anos você esteve presente e se tornou um pedaço de mim, então se você me deixar eu vou ficar sem a minha outa metade. – As lágrimas escorriam pelo meu rosto.

- Shh! – Liam falou se aproximando – Eu não vou te deixar. Nunca! – Sussurrou e selou nossos lábios. Sua mão foi até minha nuca fazendo-me arrepiar. Um barulho estranho adentrou os meus ouvidos. Em questão de segundos Liam e eu estávamos no chão. O galho quebrou.

- Merda. Você está bem? – Liam indagou puxando-me para ficar de pé. Fiquei a sua frente a bati as mãos em meu pijama.

- Estou! – Falei encarando-o. Liam sorriu e aproximou-se mais de mim. Suas mãos pousaram-se em minha nuca e minhas mãos foram para seu peito. A diferença de altura era pouca. Meu coração batia muito rápido.

- Isso é tão clichê! – Falou gargalhando. Seus dedos acariciaram levemente minha bochecha.

- Cala a boca! – Selei nossos lábios rapidamente. A chuva começou a engrossar e ali estávamos nós. Tudo aquilo que eu sentia foi dito a pessoa que amei durante quinze anos de minha vida. Passei anos enganando a mim mesma de que iria encontrar o cara certo sendo que ele estava ali na minha frente todo esse tempo. Passei anos tentando congelar aquilo que sentia por ele achando que era impossível termos algo. Mas o impossível tornou-se possível.


CAT

The struggle for which many brothers died in the past, and for which I will die, is not solely because of what is known as bullying. Our fight is against cruel people, cowards, who take advantage of the kindness, the weakness of people unable to defend themselves.
— 

Wellington Oliveira

On April 7, 2011, 24 year old Oliveria carried out the Rio de Janeiro school shooting in Brazil, killing twelve students.

I’ve been trying to keep an open mind about Riverdale, but after this latest thing with Jughead, it’s getting really hard.

Even though I knew this was coming (this is the CW after all), reading the actual confirmation made my heart sink. I know it’s a really silly thing to be sad over but… Growing up, I related to Jughead so much as an aroace. Even before the reboot made him officially asexual, there was so many relatable things about him that I could point to him and say “I’m like Jughead! And Jughead isn’t broken, he’s doing okay, so maybe I’ll be okay too!” I almost cried when I heard about Jughead being canonically ace in his new series.

Now with Riverdale, it feels like they’re saying… “this part of him is unimportant enough to leave out”? And it really stings. Honestly, I would’ve even been okay if they had made him gay- a lot of people interpreted him that way, and there’s plenty of evidence over the last 75 years to back up him being ace or gay (or both!) But to throw away his asexuality just to have more heterosexual romances on this show?

I’ll probably still watch the show -scratch that- I know I’ll still watch the show because I’ve been waiting forever for it. And there’s still stuff I’m looking forward to (Veronica, Cheryl, and Josie and The Pussycats all looking like BAMFs). But all this stuff with Miss Grundy (ew), the Beronica baiting (if you’re just making a statemant about shock value kisses, why put it in the promo and get people’s hopes up??), and now Jughead… it’s hard for me to stay positive.