roupa de moda

Status variados

Nem sempre o sorriso que trago no rosto, é a vida que eu levo… 🌙

Como lidar com esse vazio? Falta algo, falta alguém. 💭

Mudei tantas vezes desde hoje de manhã.

Que ninguém precise conhecer a dor da perda para aprender o privilégio de se ter. 💞

Eu te carrego junto comigo todos os dias. ❣️

Que seja bem, que me traga paz. 🌻

Pessoas que não sabem amar, machucam as que sabem. 💔

Em você encontrei o meu melhor. 💕🙊

Preciso desse tempo longe. Eu estou exausto de todo mundo. 💭

Quando perdemos a vontade de viver, acordar se torna uma tortura. 🍂

Meu coração tem uma ferida que não cicatriza. 🍃

As quedas não conseguiram tirar dela a vontade de ser feliz. 🌸

E há quem diga, quando o assunto é você, até meus olhos sorriem! 🌻

Só de pensar em te perder, já me perco toda.

Se eu quisesse tantas opiniões sobre o jeito que vivo, a vida seria dos outros, e não minha. 💭🍃

Então ela construiu um mundo mágico, porque seu real era trágico. 🗯🌸

Numa sociedade onde se prega o desapego, amar virou coisa de gente corajosa. ❣️

Aquilo que te dá frio na barriga é o que vale à pena. 💓

Bom mesmo, é ter alguém que faça a gente esquecer o lado ruim da vida.💗

As vezes Deus acerta tanto que a gente nem sabe como agradecer. 🙏💗

Ninguém vai te entender, até passar pela mesma situação. 👍

Nem tudo que eu posto é indireta. Mas tudo que atingir é consciência pesada. 😌

Estranho como a gente muda de humor por causa de uma pessoa. 😐

São poucas, mas ainda existem pessoas que valem a pena. 💓

lindo é quando a pessoa te aceita mesmo sabendo a bagunça que você é. ❤💍

Ela é linda, mas é louca, muda de vontades como muda de roupa. ❀☪

Desculpe, sou moda antiga. Gosto de andar de mãos dadas, e mais do que beijos e amassos. Quero sinceridade e continuidade. 🌙💓

Imagine - Louis Tomlinson

* Pedido: Finalmente pedidos abertos 👏 faz do lou q eles estão casados e ela é blogueira de moda e sempre fica dando opinião nas roupas do Louis mas ele tem aquele estilo despojado e gosta de roupas esportivas até q um dia ele se irrita c/m ela por causa disso o que acaba numa grande discussão c/m direito a grito e choro, eles passam a ignorar um ao outro dentro da própria casa e a convivência fica ruim ate o dia q ela precisa de ajuda pra motar um look e ele é quem ajuda e ai eles se entendem, obrigada



- Você vai assim?

Ele perguntou pedindo para que ele respondesse que não, que estava indo se arrumar. Ele, por sua vez, olhou para sua própria roupa tentando ver o que tinha de errado com a roupa que ele tinha escolhido para usar.

- Vou. Algum problema?

- Você vai de calça de moletom, tênis e camiseta branca nesse jantar?

- É um jantar causal com os nossos amigos. Não precisa ir tão arrumado.

- É um jantar com os nossos amigos sim, ok. Não precisa ir tão arrumando; eu concordo. Mas também não precisa ir tão desleixado assim, né?! – ela tentava o convencer a mudar sua roupa.

- É uma roupa normal, (S/N). Eles já estão acostumados a me ver desse jeito. Não vejo nenhum problema em ir assim. – ela se segurou para não rolar os olhos. – Não demora ai, já estamos atrasados.

- Você é sempre assim, né, Louis? – ele voltou a encará-la. – Poxa, sempre com esse estilo largado, nunca se arruma direito, está sempre, em todos os lugares, com esse tipo de roupa.

- Eu só não sou como você, que ama moda e que quer estar arrumada até pra ir na esquina. Eu gosto desse tipo de roupa; é o meu estilo.

- Tudo bem, eu sei que é seu estilo. Mas você poderia se arrumar um pouquinho mais, às vezes pelo menos.

- Eu não gosto disso, (S/N). Eu não ligo para essas coisas, e você sabe disso. Nunca fui de ficar me arrumando, pra nada.

- Eu sim, Louis! – ela gesticulava e falava alto, assim como ele. – Mas você poderia, ao menos, se esforçar para se arrumar um pouquinho mais, em algumas ocasiões pelo menos.

- Mas eu não gosto! – falou mais alto ainda, assustando a mulher. – Eu não sou igual a você. Não gosto de moda, não gosto de ficar me arrumando pra tudo. Eu não sou igual a você, que fica se preocupando com essas coisas banais, que só pensa em roupas e moda. Você só pensa nisso. Só moda, roupas, tendências. Eu não sou assim, (S/N).

As palavras dele a atingiram de uma maneira arrebatadora. Foi um baque escutar essas coisas justo dele, que parecia não se importar com isso. Ele sempre se divertia enquanto ela ficava escolhendo suas roupas, desde para ir a um jantar simples na casa dos amigos, até para ir a um evento importante.

Seus olhos estavam transbordando em lágrimas. Ela olhava para ele ainda sem acreditar no que acabara de ouvir do seu próprio marido.

- Então somos o oposto. Porque você é um desleixado, mal arrumado, relaxado. Nunca está nem ai pra nada; sempre desse jeito ai. – apontou para ele. – Bom saber que é dessa forma que você me vê; como uma pessoa banal , e que só se preocupa com coisas banais! – secou algumas lágrimas e só então ele percebeu o que tinha feito. Ela fungou e secou suas lágrimas. – Eu não vou mais a essa merda de jantar. Espero que você se divirta lá, com pessoas não banais! – jogou todos seu cinismo e sarcasmo em cima dele. Jogou a peça de roupa que segurava em cima da cama e se trancou no banheiro.

Ele sabia que ficar ali e insistir numa conversa seria pior. Decidiu espairecer um pouco, e dar um tempo para ela fazer o mesmo.  

Depois daquele dia, eles passaram a se ignorar dentro da própria casa. Não trocavam uma única palavra, mal se olhava. Eram como completos estranho, dividindo o mesmo teto. Ela era a que mais fazia questão de agir assim.

Estava sendo torturante para os dois, mas ambos eram orgulhosos demais para ir atrás do outro e se desculpar; até porque os dois achavam que tinham razão. E de certa forma tinham.

Ele achava que ela não precisava ter feito aquele escarcéu todo só por causa de uma roupa pra ir na casa de uns amigos. Esse era o estilo dele, ela deveria ter se acostumado com esse jeito dele. Ele nunca gostou de moda, só sabia de algumas coisas por causa dela. Esse é o jeito dele. E, para ele, ela deveria o aceitar assim.

Já ela achava que ele não precisava ter sido tão grosso com ela, e ter dito aquelas coisas. Ela não é uma pessoa banal, que só se preocupa com moda e estar sempre bem vestida. Claro que ela gosta de estar arrumada, com roupas boas e na moda. Afinal esse é o seu trabalho; ela vive da moda, convive com ela todos os dias; é uma das maiores referencias e um ícone desse mundo da moda. Mas essa não é sua única preocupação na vida. Ele pegou pesado.

- Amiga, eu estou muito nervosa! – Nicole dizia do outro lado da linha.

- Fique calma, vai dar tudo certo!

- Você vai chegar cedo, né? Que roupa você vai usar?

- Eu pretendo! Ainda não sei nem o que vestir! – fez um bico enorme, mesmo sabendo que sua amiga não veria. – Mas certamente será uma peça da sua marca!

Ela estava no seu closet, apenas com um roupão, olhando a imensidão do seu armário de roupas e tentando escolher alguma para usar. Mas não consegui escolher uma única peça de roupa. Seu cabelo já estava bem limpo e escovado, e sua maquiagem já estava pronta; leve e bem iluminada.

- Pede ajuda ao Louis! Ele vai te ajudar a achar uma coisa legal! – ela soltou uma risadinha. – Ele vai com você, né?!

- Eu não sei. – mordeu o lábio. – Eu acho melhor não. Vou sozinha mesmo. – fez um barulho com a língua.

- (S/A), está tudo bem? – ela percebeu o tom triste e chateado da amiga.

- Sim, está! – mentiu. Não queria preocupar a amiga; ainda mais num dia tão importante como esse. – Eu vou desligar. Preciso terminar de me arrumar. Nos vemos lá! Beijos!

Viu um meio de se livrar daquela ligação e daquele assunto. (S/N) não queria entrar nesse assunto; não agora. Jogou o celular na poltrona e voltou para sua difícil tarefa de escolher uma roupa pra usar.

O evento era importante, com toda a mídia presente e outros nomes da moda. Sua melhor amiga, Nicole, iria lançar sua grife hoje e junto teria a inauguração da sua loja. Ela tinha que achar uma roupa a altura desse evento. Mas tudo que ela conseguia pensar era na falta que os palpites de Louis estavam fazendo.

Do lado de fora do quarto, Louis escutava tudo que ela conversava com a amiga. Ali ele percebeu que tinha a magoado de verdade, e o quanto as suas palavras naquele dia a atingiram. Ele foi muito rude com ela.

Chegando perto da porta do closet, viu ela roendo uma unha e batendo o pé freneticamente. Ela sempre fazia isso quando não consegui se decidir em uma escolha; principalmente quando o assunto era roupa. Ela bufou irritada, fazendo com que ele sorrisse.

- Eu voto no macaquinho branco ou no vestido vermelho. Você vai ficar linda com qualquer um dos dois!

Ela olhou para ele e não disse nada, nem esboçou nenhuma reação. Ignorou a presença dele e o que ele disse, voltando sua atenção para suas roupas. Mas agora, claro, focando nas duas peças que ele havia sugerido. Mas ela não daria o braço a torcer.

Ele chegou perto dela, abraçando a cintura dela, deu alguns beijinhos no seu pescoço e apoiou seu queixo no ombro dela.

- Por que você não experimenta?! – sugeriu.

Ela respirou fundo com a aproximação do moreno. Mas, ao lembrar de tudo que ele disse e de tudo que tinha acontecido naquela noite, se afastou. Ele suspirou.

- Não faz assim! – pediu. – (S/A), olha pra mim. – Por fim ela encarou os olhos azuis do marido. – Me desculpa. Eu falei tudo aquilo sem pensar. Eu não fiz por mal. Me desculpe!

- É isso mesmo que você pensa de mim, Louis? Você realmente acha que eu sou uma pessoa banal?

Ele consegui perceber a manha na voz dela e sorriu com isso. Se sentou na poltrona e a puxou para que ela sentasse no seu colo.

- Claro que não! Eu jamais teria me casado com você se achasse isso! – ela sorriu minimamente. – Eu sei que você ama moda, vive com isso todos os dias. É o seu trabalho! E é claro que isso não é banal. – colocou uma mecha do cabelo dela atrás da sua orelha.

- Então por que você disse tudo aquilo? Poxa, eu só queria que você se arrumasse um pouquinho mais! – fez sinal de pouco com o indicador e o dedão.

- Eu fiquei irritado, você sempre diz que eu tenho que me arrumar mais! – ele riu. – E, de cabeça quente, acabei falando coisas sem pensar; e não pesei as palavras que joguei em cima de você. Eu falei sem pensar, e, nem de longe, queria te magoar.

- Então eu não sou banal?! – um sorrisinho surgia no seus lábios, e ela levantou as duas sobrancelhas.

- Eu acho que você é a pessoa mais incrível desse mundo! E eu amo você e amo esse seu jeitinho. Eu juro que eu não fiz por mal. Me desculpa?

Ela se derreteu com cada palavra dita por ele. Era impossível não ceder com ele falando desse jeito, olhando pra ela dessa forma e dizendo tudo que ela acabou de escutar.

Ela sorriu grandemente e assentiu, fazendo com que ele sorrisse aliviado.

- Eu desculpo você!

Ele a encarou e beijou seus lábios com carinho; finalizando com uma mordidinha no lábio inferior dela.

- Eu posso ir com você? – ela sorriu.

- Eu vou amar se você me acompanhar! – ele sorriu e deu mais um beijo nos lábios avermelhados dela.

- Eu ainda não sei que roupa eu vou usar! – fez um bico enorme, que ele fez questão de morder.

- Eu te ajudo a escolher!



Qual é a finalidade do decote em uma blusa, se não for para mostrar os seios, ou parte deles?

Amigos, uma coisa é certa, a decadência da sociedade está cada vez pior, o mercado que vende e fabrica roupas femininas hoje fazem isso com o intuito de mostrar cada vez mais o corpo da mulher. Em certa palestra do Padre Paulo Ricardo, ele diz algo muito importante. Faz parte da mulher: “mostrar” e faz parte do homem “olhar“. E isso é estabelecido. Por esta razão, homens tem mais problemas com pornografia, não que mulheres não tenham, mas isso é muito mais raro, geralmente são os homens que tem esse vício [por que isso se torna um vício, que é difícil abandonar], já a mulher é diferente em vários aspectos inclusive nesse, faz parte da psicologia feminina, de alguma forma mostrar o corpo. As vezes, nem nos damos conta disso, prova é que antes de sabermos sobre modéstia, usávamos decotes enormes, gostávamos de mostrar o colo, ou colocar uma roupa mais colada ao corpo para parecer sexy, e sem nos dar conta disso, estávamos seguindo os padrões de uma sociedade decadente, os padrões de vestimentas que a nossa sociedade impõe, ou seja: mostrar. Isso só é lícito entre marido e mulher, em vista da procriação. Não é lícito mostrar o corpo a outras pessoas, isso fere a castidade e se torna um pecado grave dependendo do caso. É extremamente importante se dar conta disso, para começarmos a mudar nosso modo de nos vestir. Muitas pessoas não entendem, mas quando começamos a viver a modéstia mudam até mesmo nossas atitudes, pois não é somente uma peça de roupa, mas atitudes, como disse o Padre Daniel: “Não há Castidade sem modéstia“. Quando nos vestimos bem, é até mais fácil vencer os pecados que temos, evitar pensamentos pecaminosos e evitar o pecado o quanto podemos. Não há santidade sem a mortificação do olhar, e a modéstia começa por aí também. Hoje, que você já tem uma mente cristã, e entende sobre modéstia pare e pense, reflita comigo: Para que serve um decote na mulher, senão para mostrar o colo e deixar ela mais sexy? E assim irá atrair os olhares dos homens para você, fazendo portanto, eles pecarem, e pecando também. Como pode existir castidade sem modéstia? Quando uma moça está com um decote, não tem como não olharmos, percebe-se de longe que a pessoa que está usando o decote está com vontade mostrar o corpo. Quando a mulher é modesta e não deixa o corpo exposto à olhares alheios ela deixa prevalecer suas qualidades interiores, seus atos, suas qualidades, seu modo de agir, de falar, de se comportar, que também faz parte da modéstia, ela coloca seu interior acima do exterior. Quando a moça está com uma blusa sem decote, é comum quando olharmos para ela, olharmos para o rosto, e não para seu corpo. Isso faz parte do ser humano. Toda moça deveria se perguntar: para que serve um decote? Para nada além de revelar o que não se deve, portanto deve ser evitado sempre. Não há motivos para mostrar, isso fará você ganhar o céu? Não! Muito pelo contrário. 

Eu só quero alguém que permaneça. Não precisa de carro, conta bancária, celular da moda, roupas de marca e um tênis exclusivo. Nada disso me importa. Basta ter sentimento de ambos. E que esse sentimento faça prevalecer o respeito, o carinho, e que, principalmente, faça ficar. Ninguém merece sentir borboletas no estômago e depois elas serem vomitadas com gosto de decepção e fracasso.
—  Yalen Raquel.
REACTION: CIÚMES DA APROXIMAÇÃO DOS OUTROS MEMBROS part.1

NOTAS

E cá estou eu com uma reaction, galera \o/! Eu sei que faz tempo, eu sei, hehe.

• Essa é a parte 1 porque senão ia ficar enorme se fossem as duas de uma só vez. Mas relaxem que amanhã ou até hoje eu posto a segunda, okay?

Boa leitura, Sweeties♡

《QUAISQUER ERROS, AVISEM.》

● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○ ● ○

Kim Taehyung▪

Estava sentado no chão frio da sala de ensaios, ofegante. Limpava o filete de suor que escorria em minha testa, encarando a cena à minha frente: (s/n) e Jimin, abraçados, como um casal enquanto viam um vídeo - aparentemente hilário. - num celular que, sinceramente, não dei a mínima para quem era o dono ou não.

Já faziam cinco meses que namorávamos e dois que eles haviam criado essa amizade inusitada. Me sentia excluído, como se estivesse perdendo partes boas das vidas das pessoas mais importantes para mim.

Não. Não eram ciúmes.

Tá…talvez.

A forma como sorriam um para o outro, como se abraçavam, se olhavam, me deixava queimando por dentro. Queria que fosse eu, apenas eu ali.

— E lá vamos nós de novo… — Ouvi a voz de Namjoon perto o suficiente para que notasse que estava ao meu lado. — Você tem que relevar, cara.

— Relevar? Olha pra isso. — Senti minha voz sufocada quando apontei para os dois. Jimin estava com o braço passado pelos quadris de minha jagi, enquanto ela apoiava a cabeça em seu ombro. 

Namjoon suspirou pesado, balançando a cabeça em negação.

— Vai dizer que não sabia que ele gosta dela? — O olhei incrédulo, arqueando as sobrancelhas.

— Eu vou perder ela…tá na cara que ela gosta dele também. Como eu sou idiota, aish! — Cobri o rosto com as mãos, envergonhado. Não queria chorar, mas o desespero foi gritante.

— Você parece uma garotinha assim. — Ele riu, piorando a situação. — Bem… agora diz isso pra ela, extraterrestre.

Não tive coragem para erguer a cabeça e encará-la. Permaneci ali, imóvel, enquanto lutava contra a vontade que tinha de chorar e implorar aos seus pés para que não me deixasse.

— Precisamos conversar. — Senti um solavanco no peito. Conversar? Já temia o pior.

— Eu não quero conversar. — Passei a mão pelos olhos úmidos, desviando o olhar. Ela me acharia ainda mais idiota se pensasse que estava chorando.

(S/n) então suspirou alto, como se pedisse paciência para si mesma. Estava a irritando. Senti seus dedos quentes acariciando meu couro cabeludo, num carinho gostoso que me fez quase pedir por mais se não fosse pela situação.

— Não há nada entre eu e ele. E sim, eu sei que ele tem uma queda por mim, mas nada muda, Taehyung-oppa. — A olhei pela primeira vez, vendo a sinceridade estampada em seus olhos. Um sorriso involuntário me escapou.

— Então não vai me deixar? — Recebi um tapa na cabeça como resposta. Sorri mais ainda. Como amava minha garota.

— Não seja idiota! Estou falando sério. — Deu uma pausa para selar meus lábios. — Agora quero que converse com Jimin e que tome cuidado com suas palavras, pois ele ainda é seu amigo.

— Eu te amo, jagi.

— Não sei se digo o mesmo.

— Diz mais tarde.

Originally posted by sweaterpawsjimin

•Kim Namjoon•

— Ah, eu tô é morta! — (S/n) se jogava contra meu corpo. Agarrei-a pelos quadris e a sentei em meu colo, apoiando o queixo em seu ombro. — Passei o dia inteiro com Hoseok. Aquele garoto não cansa de dançar.

— Uh…e o que vocês dançaram? — Perguntei sem muito ânimo, sabendo que viria algo que me deixaria entendiado.

— Olhe.  — Ela retira o celular com uma pequena dificuldade do bolso traseiro da calça. Sinto vontade de a apertar, mas me contive.

No telemóvel, a imagem de minha jagiya nunca me foi tão satisfatória. Logo atrás, Hoseok bebericava - ou fingia - alguns goles d'água, com o olhar vidrado em (s/n). Senti um incômodo. O que era aquilo afinal?

E então ela rebolou, desceu, subiu e me levaria à loucura se o corpo jovem de Hoseok não tivesse colado no seu, como se a guiasse nos movimentos. Meu sangue ferveu em minhas veias, quase podia senti-lo queimar minha pele.

Sabia que minha namorada jamais se importaria de dançar com Jung Hoseok, até porque, somos amigos, quase irmãos e eu confiava nele. Mas…merda! Tinha que ser logo essa dança, daquela forma?

— Jagi, não gosto do que vejo. — Murmurei, sentindo o coração se corroendo.

— O que? Namjoon, precisa esclarecer melhor as coisas.

Num ato totalmente impensado, deixei com que todas as letras e palavras de minhas frustrações se resumissem em uma frase.

— Estou com ciúmes, jagiya!

— Uh…não pensei que fosse lhe afetar, oppa. — A raiva passou. Não tinha como sentir raiva, ciúmes ou qualquer outra coisa dessas com (s/n) sentada em meu colo e com esse jeito manhoso de falar.

— Eu a perdôo. — Mordisquei seu ombro. — Mas preciso de algo em troca.

— Pervertido! — Ela acusou, rindo.

— Eu sei que gosta.

Originally posted by jjeonguk

♧Jeon JungKook♧

Mais um dia com minha namorada, livre, sem quaisquer afazeres. Era perfeito.

Caminhávamos de mãos dadas, trocando alguns selinhos e chamando atenção dos olhares alheios. Mas nada me importava, apenas sua presença.

Cessamos os passos em frente à uma loja de roupas bastante interessantes. Moda feminina de vestidos. Sempre me interessei, pois achava a coisa mais elegante, fina e sensual numa mulher, principalmente na minha. 

— Tae! — Franzi o cenho, distraído demais a olhar aquele decote de (s/n). Aposto que não era o único e aquilo foi suficiente para me fazer sentir-me quente de ciúmes. Não tinha como evitar, minha namorada era perfeita, qualquer um babava por ela, até mesmo Taehyung.

— Hyung. — Acenei a cabeça para o cumprimentar, sem muitas formalidades. Ela fez o mesmo e então se abraçaram.

O que?

Desde quando se abraçam com tanta naturalidade?

Fechei a cara. Se reclamasse, ela iria ficar brava comigo e eu provavelmente receberia alguns tapas caso fizesse escândalo em público.

— Pensei que estava visitando sua família. — Comentei ao entrarmos na loja e após recusar sutilmente o pedido de (s/n) para que ficasse à sua espera no provador.

— Ah…Cheguei ontem de viagem. (S/n) não te disse?

Só podia ser sacanagem.

— Não. Ela não disse. — Disse entredentes, me jogando no puffy que ficava de frente ao provador. Ele fez o mesmo.

Retirei o celular do bolso e fingi mexer em algo, ignorando quando (s/n) aparecia com uma peça ou outra. Estava com raiva demais para isso. 

— O que acha desse, Taehyung? — Quis olhar, mas tinha que manter a pose de desinteressado até que ela me desse atenção suficiente.

— Está linda. — Confirmou com todas as letras. Me levantei, louco demais para permanecer ali sem que fizesse algum escândalo com meu hyung.

Dei a volta pelo shopping e só voltei quando me ligara, dizendo querer me mostrar uma peça. Não pude dizer não, ela me mataria.

Retornei à loja, com o olhar de quem não queria nada, chegando ao provador. Taehyung já não estava mais lá e meu coração se apertou levemente. Será que ele percebeu e foi embora? Tomara que não tenha sentido minha energia negativa.

— Jagiya? — A chamei, passando pelas cabines e pedindo aos céus para que nenhuma louca me estapeasse caso me visse ali.

Fui puxado pela mão mais macia que já senti. Era ela. Mordi o lábio, sabendo que haveriam consequências.

— Você não foi um bom menino hoje, Jeongguk. 

— Desculpe, jagi. Eu…

— Estava com ciúmes? — Ela me cortou, risonha. — Pois agora sabe o que sinto quando te vejo com aquela garota.

— Que garota? A staff? — Fui confirmado com um aceno devagar. Sorri. Era a coisa mais fofa do mundo.

— Vai dizer que chamou o hyung aqui de propósito?

— Sim. — Disse simples, fechando a porta do provador onde estávamos. Apertei os dedos em seus quadris, sorrindo vitorioso.

— Pois quem foi uma menina má foi você, amor.

Originally posted by nochuie

☆Min Yoongi☆

— Amor, para! — Recebi um tapa forte no braço. Doeu, mas não deixei de rir. Beijei seu pescoço, mordiscando sua pele quente. — Estamos em público, Yoongi!

— Eu não me importo. — Me afastei, voltando ao lugar de antes. Retirei despreocupadamente o celular do bolso e vi no ecrã as horas. Os meninos logo chegari…

— Chegamos, pombinhos. — Jung Hoseok se jogou contra o banco de couro da lanchonete, com uma pequena sacola em mãos.

— Por acaso é pra mim? — Arqueei as sobrancelhas, mas recebi um sonoro “não” como resposta. (S/n) riu baixo ao meu lado.

— Me devolva isto! — Disse Jin, pegando a pequena sacola de suas mãos. — É para (s/n).

— Alguma data especial? — Jagi perguntou, interessada no presente sendo estendido em sua direção.

— Não. Apenas quis a presentear. — Seokjin deu de ombros, se sentando ao seu lado e sendo recebido por um abraço caloroso de minha namorada, em seguida, um beijo estalado na bochecha. Opa…

— Obrigada, Jin-oppa! — O que? Como assim? Oppa?

— Eu vou fazer meu pedido. Vem, Taehyung! — Arrastou o garoto até o balcão de pedidos, deixando apenas eu, (s/n) e hyung.

— Oppa… — Sussurrei, como um deboche. Mas ela escutou muito bem.

— Algo errado, Yoongi?

— Não. Continue com seu…oppa. — Me levantei, pronto para ir embora, mas alguém me conteve. Mas que po…

— Você vai ficar. — Jagi falou alto e firme. Se não estivesse com tantos ciúmes a beijaria ali mesmo.

— Com licença. — Jin-hyung se levantou logo após a declaração de (s/n).

— O que deu em você?

— O que deu em mim? O que deu em você! — Voltei a me sentar.

— Eu apenas o agradeci pelo presente! — Ela cruzou os braços, extremamente irritada. Ah, jagiya…!

— Presente sem motivo algum? Tá na cara que o hyung está gostando de você, (s/n)!

— E se estiver, qual o problema nisso? Nós não estamos fazendo algo errado.

— “Nós”? Isso é sério?

— Ah, eu não acredito que você está achando que estamos tendo um caso. — Ela passou a mão por seus cabelos, descontando sua frustração. Suspirou. — Amor, somos apenas amigos, apenas…amigos. E você sabe disso desde antes de começarmos a namorar.

— Mas… — Me calei. Ela tinha razão. O que eu estava fazendo? — Me desculpe.

— Podemos conversar sobre isso em casa. — Pude jurar que ouvi segundas intenções ali.

— E os rapazes?

— A não ser que você queira um menage, pode os chamar.

— Não provoque seu oppa. Jamais.

Originally posted by bangtanbtsmut

Kim Seokjin◇

O dia estava quente, muito quente. Jagiya estava deitada numa espreguiçadeira, se banhando de sol e me banhando de sensações perversas. Havíamos tido uma pequena discussão pela suas vestes. Por Deus, que biquíni era aquele?

Não cobria nem metade de sua bunda, muito menos dos seios. Me dissera que aquilo era comum no Brasil, mas me recusei a acreditar, ainda mais com todos aqueles rapazes presentes naquele parque aquático.

Bastou apenas dois minutos de distração e ela já estava na água, fazendo muitos jovens babarem naquele corpo exclusivamente meu. Quis gritar para que aqueles idiotas fossem embora, mas alguém pareceu fazer o trabalho por mim. Jeon JungKook estava próximo de minha jagiya, agindo como se fosse seu namorado - pelo menos ao meu ver. Eu não sou paranóico, okay? - Brincavam, jogando água um no outro e gargalhando alegremente.

Mas foi quando vi os olhares do dongsaeng nos maravilhosos seios de jagi que senti, pela primeira vez, o real sentido de ciúmes.

Levantei num pulo da cadeira onde me deliciava com o sol quente - na esperança de ganhar algo parecido com um bronzeado - e segui passos até a piscina. Jeongguk deu alguns passo para trás, fazendo uma ondinha na água enquanto (s/n) se sentava à borda.

— O que quer? — Perguntava com desdém. Isso não se faz, jagiya.

— Não posso dizer isso em público. — Sussurrei perto o suficiente para apenas ela ouvisse. JungKook nadou para o outro lado, onde os rapazes o chamavam.

— Uh…por acaso vai me bater?

— Deveria. — Confirmei. — Deveria dar boas palmadas em sua bunda para não me dar respostas assim.

— Você nunca faria isso, Jin. — Ela debochou e eu sorri, agarrando suas pernas e a erguendo ao ar, por cima de meus ombros.

— Veremos isso no vestiário, jagi.

Originally posted by bwiseoks

Sweetie♡

Status variados
Nem sempre o sorriso que trago no rosto, é a vida que eu levo… 🌙

Como lidar com esse vazio? Falta algo, falta alguém. 💭

Mudei tantas vezes desde hoje de manhã.

Que ninguém precise conhecer a dor da perda para aprender o privilégio de se ter. 💞

Eu te carrego junto comigo todos os dias. ❣

Que seja bem, que me traga paz. 🌻

Pessoas que não sabem amar, machucam as que sabem. 💔

Em você encontrei o meu melhor. 💕🙊

Preciso desse tempo longe. Eu estou exausto de todo mundo. 💭

Quando perdemos a vontade de viver, acordar se torna uma tortura. 🍂

Meu coração tem uma ferida que não cicatriza. 🍃

As quedas não conseguiram tirar dela a vontade de ser feliz. 🌸

E há quem diga, quando o assunto é você, até meus olhos sorriem! 🌻

Só de pensar em te perder, já me perco toda.

Se eu quisesse tantas opiniões sobre o jeito que vivo, a vida seria dos outros, e não minha. 💭🍃

Então ela construiu um mundo mágico, porque seu real era trágico. 🗯🌸

Numa sociedade onde se prega o desapego, amar virou coisa de gente corajosa. ❣

Aquilo que te dá frio na barriga é o que vale à pena. 💓

Bom mesmo, é ter alguém que faça a gente esquecer o lado ruim da vida.💗

As vezes Deus acerta tanto que a gente nem sabe como agradecer. 🙏💗

Ninguém vai te entender, até passar pela mesma situação. 👍

Nem tudo que eu posto é indireta. Mas tudo que atingir é consciência pesada. 😌

Estranho como a gente muda de humor por causa de uma pessoa. 😐

São poucas, mas ainda existem pessoas que valem a pena. 💓

lindo é quando a pessoa te aceita mesmo sabendo a bagunça que você é. ❤💍

Ela é linda, mas é louca, muda de vontades como muda de roupa. ❀☪

Desculpe, sou moda antiga. Gosto de andar de mãos dadas, e mais do que beijos e amassos. Quero sinceridade e continuidade. 🌙💓

Bullying

Então, não sei bem como começar esse texto, mas ultimamente eu tenho recebido muitas mensagens ameaçadoras, mensagens de pessoas horríveis vindo me julgar ao invés de pegar e conversar comigo com calma, me ajudar, incentivar, mas bom, eu dou graças a Deus por não ser mais a Vitória de antigamente, eu me machucava por qualquer coisa, eu era uma pessoa muito fraca e ingenua demais..

Eu sinceramente tento entender até hoje o que passa pela cabeça das pessoas que praticam bullying com as outras, sabe.. isso não é legal, você faz a pessoa entrar em depressão, faz a pessoa querer morrer, você faz a pessoa ter auto estima baixa, vergonha de si mesma!! Algumas pessoas devem me olhar e pensar que sou metida, isso e aquilo, mas não é bem assim, a pessoa que me transformei hoje, foi graças a tudo que eu já passei e hoje eu posso dizer que sou uma pessoa forte, vou contar um pouquinho de uma das coisas de aconteceu comigo que me afetou muito..

No começo de 2014, eu não lembro porque estava triste mas me lembro de ter tirado uma foto do meu pulso cortado e ter postado no snap, realmente eu não deveria ter postado essa foto no snap, mas eu gostava quando as pessoas viam e iam falar comigo, gostava quando se importavam comigo, eu fui ingenua em ter postado isso, até aí tudo bem… passou alguns minutos, comecei a receber mensagens privadas no snap, com fotos de pulsos “cortados” desenhado de vermelho representando os cortes com mensagens na foto do tipo “só queria compartilhar contigo a minha dor” enfim, foram muitas mensagens horriveis que fui recebendo, daí nisso eu corri em um grupo onde estava minha amiga e desabafei pra ela no grupo com todo mundo vendo, deveria ter ido falar com ela no privado, mas fui burra e ingenua de novo, nisso que falei no grupo minha situação, um garoto começou a me criticar, me julgar, falando que eu deveria morrer, aí logo em seguida me colocaram em um grupo no whatsapp, onde havia umas 10 garotas e só eu pra me defender, essas garotas eram as mesmas do snap que estavam me atacando, eu saía do grupo e ai me colocavam de novo, falaram coisas horriveis do tipo “se não gostou já pode se matar”, eu deixei todas elas falando sozinhas no grupo e corri pro banheiro chorando, pra me cortar, cortei tão fundo e com um ódio de mim que eu quase peguei uma veia, eu realmente quase morri naquele dia e seria por culpa de todas essas garotas, mas eu sofria bullying por pegar meninos demais, o que era errado, mas as pessoas não sabiam chegar conversando pra me ajudar e ja chegavam me atacando, eu tenho os prints e algumas fotos até hoje da conversa do grupo, é uma pena eu nao ter da conversa toda do grupo, mas enfim, o que eu queria dizer é, isso não vai sair nunca mais da minha cabeça, essas coisas me perseguem todo santo dia e o que eu to querendo mostrar é que, a pessoa que pratica o bullying, faz a brincadeira idiota dela ali e fica tranquila com o passar dos anos, agora, a pessoa que sofreu o bullying, nunca mais esquece….
Tem bastante histórias, mas essa é uma das que me afetou muito e hoje em dia ainda vem pessoas falar que eu tenho doença por ser magra, ou que eu não tenho peitos, ou que meus dentes são horriveis, ou que eu sou toda falsa, uso lentes, ou que eu sou horrível sem maquiagem e todas essas coisas, eu queria muito que as pessoas parassem um pouco pra refletir antes de ir julgar a pessoa sem necessidade, graças a Deus hoje eu me aceito do jeito que eu sou, faço as coisas que gosto sem medo do que vão dizer, hoje eu posso dizer que sou uma pessoa feliz e realizada, tantas pessoas me acompanhando, me amando, me mandando mensagens fofas todos os dias, isso é surreal, eu amo cada um de vocês e queria falar que isso é só o começo, vocês vão me aturar muito ainda, mas o que eu queria trazer pra vocês é o seguinte.. Não importa o quão digam que você é feia, pois você é linda(o), tenta não se importarem com o que falam de vocês, sejam fortes, quando forem te zoar ou julgar, apenas seja educado com essa pessoa ou entra na zoeira também, fala que você se ama.

Ame você do jeito que Deus te fez, do jeito que você é, se voce gosta de alguma roupa que ja saiu de moda, ou alguma musica, ou um cantor ou uma banda, não fique com vergonha de mostrar pro mundo a pessoa que voce realmente é, desafio você a se olhar no espelho todos os dias e dizer que se ama, coloca uma musica e dança em frente ao espelho e fica olhando pra voce ver como voce é lnda(o), se ame, se inspire em outras pessoas também, nós somos lindos e a sociedade não tem que querer nada de nós, mandando a gente seguir um padrão de beleza ou algo assim, quem for gostar da gente, vai gostar do jeito que a gente é e fim de papo.

Eu sou muito grata por tudo que tenho hoje e to aqui por vocês, enfim, não deixe nada te abalar, se ame.

Parte 1 - Imagine “Webcam”

April Harrison. Dezenove anos. Estudante do Colégio Internacional de Londres, um dos colégios mais importantes da Inglaterra, onde vivia. Ela morava num sobrado de tamanho médio em Londres, com seu pai, David. Ela não tinha irmãos e sua mãe havia a abandonado com seu pai assim que pariu a menina. David era um homem adorável e ela o amava com todo seu coração, porém, o único problema era o fato de ele trabalhar todas as noites – de terça a domingo – numa fábrica famosa.

A menina também trabalhava, mas o trabalho era mais tranquilo por conta de seu colégio. Ela trabalhava numa cafeteria de segundas, terças e quartas. O resto da semana e os finais de semana eram seus dias de relaxar em sua cama enquanto lia um livro qualquer. O trabalho dela começava ao meio dia e normalmente acabava antes da cinco da tarde, o que era um ótimo horário para ela.

April tinha suas três inseparáveis amigas. Jena e Emily Roberts – que eram irmãs –, e Carla Malone, que era filha única. Jena e Carla tinham vinte e um anos, enquanto Emily era a do meio, com vinte anos. April era a mais nova e também, a mais certinha. Todas as outras meninas gostavam de aprontar todos os dias com os “não populares”, mas April era conhecida por seu bom coração. Ela nunca ria e sempre ajudava essas pessoas, quando suas amigas não estavam observando-a.

As vezes a pobre menina tinha vontade de desmanchar a sua amizade com as três garotas porque o ódio era claro em alguns momentos. Mas elas eram suas únicas companheiras, já que no café ela não tinha tantos colegas, apenas George, que trabalhava no mesmo horário que ela. Além do mais, alguns momentos eram bons ao lado das meninas.

Nesse exato momento, as amigas de April davam risadas altas, com os barulhos ecoando pelo quarto da menina mais nova, enquanto a mesma continuava quieta. Elas falavam sobre a manhã do mesmo dia, o que havia acontecido no colégio delas. Um menino chamado Grant, mais conhecido no colégio por ser o típico nerd – óculos de grau alto, cabelo jogado para trás com gel, aparelho dental, roupas fora de moda, diversos cadernos e livros nos braços, quieto no seu próprio canto, sem chamar a atenção das pessoas – causou alvoroço no corredor do primeiro andar hoje.

Marshall, um dos garotos mais populares do time de basquetebol do colégio, estava com seu grupo de amigos, conversando e rindo de forma alta. Foi quando eles viram Grant caminhando pelo corredor de forma apressada e decidiram brincar com a situação. Marshall esperou o menino se aproximar e esticou sua perna direita. Grant, que não havia prestado atenção na ação do provocador, tropeçou e caiu no corredor, derrubando seus pertences.

Esse acontecimento foi motivo de gozação todo o dia. April não gostava de tocar no assunto – não gostou na hora do colégio e não estava gostando agora, quando suas amigas riram do menino. Porém, ela era a mais nova e a mais certinha dentre seus grupos de amigas, por tanto, caso ela falasse algo a favor de Grant, também seria motivo de gozação entre as meninas… E ela não queria isso.

— Tive uma ideia do que podemos fazer agora! — Carla exclamou, fazendo as outras duas pararem de rir e prestarem atenção nela, juntamente com April. — Esses dias eu estava mexendo na Internet e vi um site pornô. — a mais nova engoliu em seco, sem gostar do assunto.

— Por que, raios, você viu exatamente um site pornô?

— Coincidência. — Carla deu de ombros, fazendo as irmãs rirem. April continuou quieta. Envergonhada, ela levou uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha. As outras continuaram conversando. — Enfim, foi impressionante o que eu achei nesse site! — todas olharam-na de forma curiosa. — Existe um aplicativo onde você cria um perfil, conhece uns caras bonitos e pode conversar com eles…

— Para arrumar namorados, certo? — Carla assentiu quando Jane perguntou-a. — Isso serve de isca para os velhinhos… — todas riram. E dessa vez, até April deixou escapar um riso baixo.

— Isso não é o que interessa. Prestem atenção! Eu tive uma ideia de como podemos nos divertir sem nos comprometermos. — todas olharam-na com atenção. — Vamos montar, todas juntas, um perfil falso de uma mulher que não existe. Depois, vamos começar a adicionar todos os homens possíveis e ficar dando em cima deles por meio das caixas de conversas. Vamos deixá-los louquinhos…

Jane, Emily e Carla riram alto, sem verem a reação de April. A menina mais nova arregalou os olhos, assustada com a ideia. Em sua pequena mente já se passavam milhares de pensamentos de como aquilo poderia dar totalmente errado. Ela pensou em tentar impedir as amigas, mas assim que Jane levantou-se do tapete do quarto e correu até a escrivaninha, pegando o notebook, April desistiu e ficou quieta.

— Mas e as fotos? Quais usaremos? — Carla perguntou. — Eu não pensei nisso… — disse, mais para si mesma.

— Isso é o mais simples! É só procurarmos alguma na Internet e pegarmos da mesma pessoa… De um Instagram, Twitter, tanto faz…

Jane sentou-se novamente, colocando o notebook de April em cima do tapete, para que todas as amigas pudesse ver. Carla e Emily deitaram de barriga para baixo e esticaram as pernas, assim como Jane, para enxergarem melhor a tela do notebook, aonde Carla digitava o site que havia achado na noite passada. De repente, Emily franziu a testa e rodou o olhar pelo cômodo, até encontrar uma April apreensiva ainda em cima da sua cama.

— O que está fazendo aí, April? — ela perguntou, chamando a atenção de Jane e Carla, que olharam para cima, vendo a amiga mais nova. — Venha aqui ou não vai enxergar nada do site.

— Eu não acho que isso seja uma boa ideia, meninas… — ela falou baixo, envergonhada. Gesticulava muito com as mãos, Carla percebeu o nervosismo.

— Oh, vamos lá, meninas. Nós sabíamos que ela não ia aceitar algo como isto… — Carla virou sua atenção para Emily e Jane. — Foi exatamente por isso que eu queria marcar esse encontro na casa da Jane…

Todas elas deram de ombros, tirando a atenção de April para olhar para a tela do notebook, vendo o site se abrindo. Elas riram, animadas. A mais nova engoliu em seco com as palavras duras de Carla e decidiu mostrar que não era tão tola. De repente, ela saiu da cama e sentou-se no tapete, ao lado das amigas, vendo o suficiente da tela do site. Se ela tivesse percebido como o site era, teria gritado de horror.

As amigas olharam confusamente para April, sorrindo logo em seguida pela atitude da menina. Carla não expressou nenhuma reação, apenas deu de ombros, voltando sua atenção para o notebook.

As três garotas riam animadamente, iniciando o cadastro no site. Quando se passaram quase duas horas e começava a anoitecer, elas finalmente terminaram. Mostraram o cadastro para April, que se assustava com cada idiotice que lia ali.

Vera Brooke. Trinta e sete anos. Separada. Sem filhos. Casou-se mais de cinco vezes e nunca encontrou o amor verdadeiro. Interessada em homens. Quer um homem forte, que possa fodê-la como ninguém.

April engoliu em seco.

— E então? O que achou? — péssimo. Horroroso. Ridículo. A pior coisa que já vira.

— Ficou bom.

Três dias depois, numa terça-feira de tarde, April chegava do seu serviço como garçonete de cafeteria. Entrando em seu quarto, ela retirou o avental que usava e jogou-o na poltrona vermelha, jogando seu próprio corpo na cama confortável que tinha. Respirando profundamente, a menina lembrou-se do que havia acontecido três dias antes e da mensagem que recebera hoje mais cedo de uma de suas amigas, Jane.

April levantou-se da cama e caminhou hesitantemente até a sua escrivaninha, sentando-se na cadeira de rodinhas e encostando suas costas no lugar adequado. Pegou um pequeno papel que estava no meio de seu caderno de desenhos e observou-o, vendo o e-mail e senha necessários para entrar no cadastro de Vera Brooke naquele site horrendo.

Curiosamente, a menina digitou o endereço do site e viu fotos horríveis, exatamente como seria um site pornô. Tentando ignorar aquelas imagens, a menina foi até onde faria o login, revezando seu olhar entre o papelzinho que segurava e o teclado do notebook, para digitar corretamente o e-mail e senha. Deixou o papel na escrivaninha e pressionou a tecla Enter, vendo que tudo o que digitara estava correndo e o site havia entrado no cadastro de Vera Brooke.

A menina fuçava e procurava as coisas cada vez mais, passando-se quase quinze minutos – tempo em que ela deveria estar se alimentando depois de um dia de trabalho cansativo. Até que ela viu a quantidade de amigos já adicionados e a quantidade de solicitações para amizade.

67 adicionados. 35 solicitações. Todas de homens.

Primeiro ela clicou na lista de contatos adicionados, vendo homens com fotos vulgares e horrendas. Ela imaginou que muitas delas fossem falsas, como a que suas amigas usavam com Vera Brooke.

Depois disso, clicou na lista de solicitações pendentes, vendo as mesmas qualidades de imagens de perfil, a maioria possivelmente falsa. Nenhum ali parecia ser real. E mesmo que fosse, nenhum dos adicionados ou das solicitações chamaram sua atenção imediatamente.

Uma semana depois, a garota já estava viciada no site. Ela não fazia nada, mas sempre que chegava do trabalho ou de um passeio no final de semana com as amigas, corria direto para o notebook, abrindo seu cadastro de Vera Brooke e vendo a quantidade imensa de solicitações que chegavam todos os dias. E na tarde de terça-feira não foi diferente.

Vendo os homens que haviam lhe mandando convites de amizade, um deles chamou sua atenção. Ela pensou que era um perfil falso – também – mas ao ver a imagem e o nome da pessoa, imaginou que não fosse tão falso assim. A foto era bem simples e não era tão vulgar, apenas mostrava os lábios avermelhados de um homem. Ela imaginou como seria beijar aqueles lábios…

Clicou em Aceitar solicitação e foi até o perfil aceitado, verificando todas as informações… Cada vez mais interessada naquele cadastro especificamente.

Harry Styles. Vinte e um anos. Solteiro. Sem filhos. Nunca se casou e namorou apenas duas vezes, já que namoro não faz seu tipo, e sim a pegação. Interessada em mulheres. Quer uma mulher que o interesse e posso fodê-la bem.

Interessante… Algo parecia bem familiar na última frase.

Mas como chuva de verão, dois dias se passaram rapidamente. Era uma quinta-feira, April não fora trabalhar, mas havia saído para tomar um sorvete e visitar o parque de diversões. Sozinha.

Ao chegar em casa, não foi direto para o notebook. Apenas foi antes tomar um banho confortante, colocando uma roupa casual, onde pudesse usar uma calcinha simples, ficar sem sutiã e vestir um vestido confortável. Ela logo sentou-se na cadeira e cruzou as pernas, ficando de uma forma relaxante em seu quarto.

Entrou no site e colocou o cadastro corretamente, vendo as solicitações que haviam aparecido. Foi quando ela se assustou com uma mensagem que havia chegado.

Harry Styles: Eu recebi a notificação de que você tem me observado constantemente…

Merda! Merda! Merda! Mil vezes merda!

(Me desculpem por não postar esse imagine com o (S/N), mas eu estava escrevendo para uma fanfic e acabei deixando como April. Espero que não se importem)

/Carol

A falsidade não é um defeito, é uma doença. Defeito é a impaciência, a ansiedade, a arrogância. Mas falsidade não, falsidade não é um defeito. Falsidade é uma escolha. Falsidade é aquilo que uma pessoa adota como modo de estilo de vida, achando que está destruindo as pessoas ao seu redor, mas na verdade está destruindo a si mesmo. Falsidade corrói, te deixa amargo e sozinho. A falsidade faz você usar uma máscara de bom moço com todo mundo e enfiar a faca nas costas dos mesmos. Uma pessoa falsa é capaz de tudo, ela te engana, mente pra você, se passa de amiga mas no fundo só quer te destruir ou tomar tudo o que é seu, porque a falsidade vem sempre daquelas pessoas mal amadas e invejosas que não sabem o que é amor e quer acabar com tudo de bom que as outras pessoas podem ter, para que assim elas se tornem como ela. Amarga. E o pior disso tudo é que falsidade é como aids, muita gente tem ao seu redor, mas ás vezes ninguém percebe, e é bom sempre tomar cuidado quando uma pessoa assim quer se relacionar com você, porque não se tem cura, tem tratamento, e nem todas querem se tratar, por mais que digam que vão mudar, elas acabam sempre fazendo alguma coisa mal intencionada, uma palavrinha cheia de veneno que escapa da boca, uma maldade aqui, outra ali, só pra ter o prazer de colocar o outro pra baixo um minutinho, pra espalhar um pouquinho da amargura que se tem. É aquela pessoinha que te abraça e te chama de amigo, vira a esquina e comenta o quanto você engordou ou o quanto sua roupa está fora de moda. Falsidade é uma coisa tão grave que deveria até ter clínicas de reabilitação para esse tipo de gente.
—  Desiludiste 
Em Seus Olhos - Cap 31

Ouvi o som da companhia, abri os olhos, o céu já tinha escurecido, olhei no relógio quase nove da noite me levantei. Vanessa também havia acordado.

Estávamos descendo as escadas de mãos dadas, e encontramos minha mãe subindo-as

- Querida, eu estava indo chamar vocês, o jantar está pronto.

Quando aparecemos na mesa de jantar, encontramos meu irmão, tia Dora, irmã do meu pai e sua filha, minha prima Cecília, elas moravam aqui, e eu não as via há muito tempo também.

- Oh! Querida Clara, venha aqui – minha tia levantou-se e veio me abraçar, ela não era parecida com meu pai, ela era baixa, acima do peso, seus cabelos eram pretos, talvez a única coisa parecida, e seus olhos eram castanhos, ela geralmente usava roupas fora de moda, de décadas passadas, eu acredito que ela faça comprar somente em brechós, abracei-a com um braço, pois minha outra mão estava na mão de Vanessa.

- Tia, essa é Vanessa, minha namorada.

- Como vai Cecília? – dei um aceno para ela que estava olhando distraidamente para Vanessa.

-Sua mãe estava me contando, eu ainda tinha esperança que você namorasse com alguém daqui, eu pensei ate no meu Alex, mas essas coisas nós não podemos prever não é mesmo?

Meu irmão estava na parte de trás da sala, e começou a fazer gestos obscenos, mas dando risada, Vanessa abriu um sorriso, mas tentou para olhando para fora, quando minha mãe, surgiu Junior parou com suas graças.

- Vamos jantar sim? – meu irmão se sentou ao lado de Vanessa, eu sabia que ele iria fazer isso, e então vi que Ana estava aqui, eu tinha me esquecido que ela já tinha chegado, ela estava ajudando minha mãe a nós servir, acredito que ela tenha dado folga para sua empregada, eu sorri para Ana, e Vanessa acenou para ela.

- Como vão os negócios Clara?

- Muito bem, tudo como deveria estar.

- Imagino que você já esteja cansada daquela loucura de Miami sim? Quando pretende voltar para cá? Nada como a terra da gente não acha Rose? Minha mãe deu  um sorriso desconfortável para tia Dora, mas não respondeu. Minha tia se virou para mim e esperou uma resposta.

- Bom, não tenho planos de voltas, meus negócios estão em Nova York, e futuramente Miami então estarei bem ocupada entre esses dois lugares – enquanto isso eu podia ouvir Junior conversando e dando risada com Vanessa.

- Vocês namoram a muito tempo? – Alex havia resolvido falar, eu estava tentando comer o bolo de carne, baixei o garfo mais um vez.

- Estamos juntas há dois meses e nos conhecemos há uns cinco meses quase.

-Oh! É muito recente, imagino que nada serio então? – minha tia comentou, eu coloquei minha mão na mão de Vanessa.

- Dora, esse não é o tipo de comentário necessário, e eu acredito que seja sério, muito serio, minha Clara está muito feliz, e todo relacionamento precisa de um começo não é? – eu olhei com olhos agradecidos para minha mãe, Vanessa passou os dedos nos meus, isso era tranqüilizado.

- Sim tia, como mina mãe disse, nosso relacionamento é serio, muito mais serio talvez do que eu possa explicar a você -  ela torceu um pouco a boca, e eu consegui dar algumas garfadas. Eu estava achando muito estranho que Junior não estivesse feito da situação um momento para fazer suas costumeiras piadas. Fomos para a sala de estar, eu estava torcendo para que minha tia e Alex fossem embora, mas eles se sentaram conosco.

- E você Vanessa? O que você faz? – Vanessa estava sentada ao meu lado, estávamos ainda de mãos dadas mas ela estava rindo com alguma coisa que meu irmão havia dito, mas voltou sua atenção a pergunta da minha tia.

- Eu no momento sou acionista, eu tinha uma loja de produtos de beleza no meu pais, na verdade em um deles, eu não paro quieta, mas meu sonho sempre foi viajar e conhecer o mundo, então eu vendi minha loja, eu já era acionista antes de vender, eu comecei a fazer negócios e dinheiro com a experiência que consegui nesse tempo, vivo de ações e outras aplicações – nem eu sabia disso, eu me senti uma completa entranha com a declaração dela, se eu soubesse que ela responderia, eu já teria perguntando, mas eu sempre tive medo de afastá-la, por ela nunca querer falar muito sobre si, e agora descubro do que ela vive, eu  nunca a via falando de negócios, como será que ela fazia isso? Eu senti uma pontada de tristeza por amá-la tanto, mas não saber quase nada sobre ela,minha tia ergueu a sobrancelhas, mas eu sabia que minha tia queria chegar ao ponto de colocar Vanessa na parede provavelmente acusando-a de querer alguém rico, no caso eu, mas como ela ouviu que Vanessa não precisa de dinheiro isso deve ter feito com que ela ficasse sem argumentos ofensivos.

- De que pais estamos falando exatamente?

-Brasil.

-Hey! Eu sempre quis conhecer o Brasil – meu irmão falou se interessando na conversa, minha tia franziu a boca em desgosto, ela era muito nacionalista e sempre achou que família devera se manter em Londres, ela não aceitaria Vanessa mesmo que ela fosse de Nova York.

- Você provavelmente terá que voltar para o seu pais logo eu suponho – minha tia era realmente desagradável, mas eu também não havia pensando nisso, se Vanessa não tivesse um trabalho registrado ou não fosse casada ela não poderia residir aqui, e meu coração afundou, eu só senti essa tristeza no dia em que Vanessa foi embora.

- Ah!  Mas há maneiras dela ficar aqui, inúmeras maneiras, e tenho certeza que isso não será problema – minha mãe disse olhando para mim, tentando me acalmar, minha cara deve ter me entregado.

- Claro, isso é o de menos, e ate você pode ir para o Brasil se você quiser Clara, o que seria uma boa Idea, assim eu poderia ficar hospedado uns tempos com você por lá, e quem saber a titia também? – Junior gostava de provocar, mas agora eu não ligava, eu estava com a cabeça no visto de Vanessa, quanto tempo mais, quando que ela ia falar isso comigo? Porque eu não pensei nisso antes?

- Acredito que não, eu não gosto de praias e bichos por todos os lados – minha tia disse com voz de desdém.

- O Brasil não é uma praia, e muito menos uma selva, temos cidades litorâneas como vocês aqui, e a cidade que nasci esta entre as dez maiores e mais ricas cidades do mundo, sua falta de informação e pobre noção geográfica devem ter feito você pensar assim. -  Vanessa disse em tom educado mas ao mesmo tempo provocativo, eu deveria saber que ela não daria a mínima ou se sentiria intimidada pela língua afiada da minha tia, percebi que minha tia tinha ficado vermelha, minha mãe olhou com um pequeno sorriso nos lábios, e Junior estava fazendo sinais, como se dizendo essa sim, essa é das minhas, boa escolha Clara, eu ate ficaria feliz, mas o visto vinha sempre a minha mente.

- Eu não tenho pouca noção de geografia minha querida, eu só não tenho interesse em outros países, principalmente os de 3º mundo.

- Bom, e eu não tenho interesse em conversar com pessoas desorientadas. -  eu nunca havia visto ninguém responder assim a minha tia, e ela sempre foi assim com todos, mas sempre tentávamos ignorá-la, parecia que ela tinha comido algo estragado, Alex se manteve em silencio, só observando, ele conhecia a mãe que tinha.

- Veja Clara querida, a pessoa que você esta se envolvendo, você acha que seu pai aprovaria isso?

- A pessoa que estou me envolvendo é a melhor pessoa que eu já conheci em toda a minha vida, mas acredito que isso não seja da sua conta, e sim, meu pai aprovaria Vanessa, em todos os sentidos.

- Assim como eu aprovo- minha mãe disse, olhando muito serio para minha tia, ela nunca havia gostado muito da irmã do meu pai, ela havia tentado terminar o casamentos dos meus pais inúmeras vezes, mas minha mãe sempre foi muito paciente, e ela conhecia meu pai, sabia que ele não se influenciaria por ela, mas agora ela estava mexendo com seus filhos, eu pude ver um brilho nos olhos de minha mãe, raro de se ver.

- Ela já é da família para mim – Junior disse piscando para ela, o que fez minha tia ficar vermelha de raiva.

- Bom, eu vou indo, nos vemos amanha, boa noite. Venha Alex, vamos embora agora -  eles se levantaram, minha tia ainda foi ate minha mãe e lhe deu um beijo no rosto, ouvimos a porta fechar com certa força, Junior estava se acabando de rir.

- Me desculpem, eu sinceramente não queria essa situação, mas eu não suporto esse tipo de coisa.

- Desculpa? Se você não fosse namorada da minha irmã, eu te dava um beijo agora! Ninguém responde assim a ela, só eu tenho essa coragem – minha mãe deu um tapinha no braço do meu irmão, eu sabia como ele era,e não me senti ofendida, eu sabia o que ele queria dizer.

- Não se desculpe querida, ela é uma pessoa desagradável, sempre foi, e eu achei digno se sua parte, não se culpe, ela mereceu.

- Vocês podem me dar licença por um minuto, por favor? – levei-a em direção a cozinha, saímos pela porta dando para o jardim de traz, onde haviam bancos, sentemos em um.

- Clara, me desculpe, de verdade, mas eu não vou me desculpar com a sua tia.

- Vanessa, eu quero que minha tia exploda, ela precisava que alguém falasse umas verdades para ela alem dos meu irmão, mas eu estou aqui para falar com você sobre a sua estadia – ela mudou sua expressão e seus olhos perderam o brilho, ela estava olhando para suas mãos, com um suspiro ela começou a falar.

- Eu andei pensando nisso alguns dias atrás, acho que você notou que eu não estava muito sorridente, e esse era o motivo Clara, quando eu decidi viajar, eu tive que fazer inúmeras entrevistas, consegui o comprovante de entrada, e uma extensão de estadia de um ano – e eu senti que meu mundo estava desabando de novo.

- Há quanto tempo você está fora?

- Há cinco meses, você me conheceu uma semana depois que cheguei em Miami, eu realmente queria ter falado com você, mas acho que eu não queria pensar no assunto também. -   eu a abracei e dei um beijo em sua cabeça.

- eu sei, mas você deveria ter me falado, eu nunca namorei uma estrangeira, então ..bom então eu ano pensei sobre isso, mas Vanessa, eu não posso perder você, eu vou dar um jeito nisso, vou falar com Luis amanha, e ver o que pode ser feito nesse caso.

- Clara, na verdade, não há o que ser feito, eu tenho uma vida lá também, negócios, família.

- Você está me dizendo que … que você quer ir embora? – parecia que eu tinha levado um soco na boca do estomago.

- Não, não é isso, eu não quero ir embora, eu também não quero ficar sem você, mas eu não posso simplesmente largar tudo lá, e vir para cá.

- Você disse lá dentro que tem negócios, ações e investimentos, e bem, eu também queria falar com você sobre isso, porque eu não sabia disso? Mas você me explica depois, o que eu quero dizer é que como acionista você pode manter suas ações mesmo morando aqui.

- Eu suponho que sim.

- Claro que você pode, por favor, pense nisso, quanto mais cedo você pensar e me der uma resposta mais cedo eu posso falar com o Luis, você não precisa se mudar para cá ou Miami definitivamente, mas nós podemos conseguir para você uma nacionalidade, algo como um passe livre, sem burocracias e tempo de estadia, entendeu? – ela fez que sim com a cabeça, e parece ter pesado minhas palavras, ela estava um pouco menos tensa.

- Tudo bem, veja com Luis -  ela me disse com um sorriso sincero.

- mesmo? – ela fez que sim com a cabeça -  Eu iria fazer isso mesmo que você dissesse não Vanessa, eu não vou mais ficar sem você, entendeu? E posso saber porque eu não sabia o que você fazia? Alias Vanessa, acho que nós precisamos conversar sobre muitas coisas, eu quero te entender, te conhecer, foi duro hoje, eu me senti uma estranha uma desconhecida, me senti como se estivesse conhecendo você hoje.

- Eu sei Clara, desculpe-me, entendo o que você quer dize, mas o que você tem que entender de verdade é que ainda é duro falar sobre mim, eu tenho medo, me sinto extremamente insegura em relação a isso.

- Mas hoje você não se sentiu ou sentiu?

- Acho que fico confusa com o que contar ou não.

- Eu respeito seu limites, e você sabe disso, mas por favor tente se abrir mais -  ela fez que sim e encostou sua cabeça no meu peito -  Então quer dizer que você tem dinheiro? E por isso se irrita quando eu quero pegar as coisas?

- Na verdade eu me irrito porque eu não gosto de ser bancada por ninguém, eu acho isso.. não sei.. parece ser coisa de gente aproveitadora, e o fato de eu ter dinheiro é mais um motivo para que você não fique me pagando nada também.

- Entendo, mas Vanessa desista você tendo dinheiro ou não, eu vou continuar pagando as contas, essa é uma batalha perdida para você, não tire isso de mim, é só um gostinho, é algo a mais, algo que faz com que eu me sinta sua mulher entendeu? – ela bufou, mas sorriu em seguida – senti ela tremer um pouco.

- Vamos entrar, está muito frio aqui. Fomos para a sala de estar, onde minha família estava, minha mãe tinha feito chocolate quente par nós.

- Clara me disse que vocês se conheceram em uma tempestade em Miami.

- Mas é só o que tem em Miami – meu irmão disse, dando de ombros.

- Sim, foi isso mesmo, eu estava na chuva, e Clara ficou preocupada comigo, veio ver se eu estava bem – meu irmão bufou e deu risada.

- E você acreditou? Ela achou você bonita e foi correndo atrás arriscar a sorte – eu revirei meus olhos para ele.

- Brincadeira! Clara jamais sairia na chuva acabando com esse cabelo dela, só por causa de um rostinho bonito.

- Junior! Você é uma peça rara – Vanessa estava rindo dele, era bom o fato que ela entendia o senso de humor dele, muitas pessoas não entendiam.

- Continuando, então ela me arrastou para o hotel que ela estava hospedada, e pediu que eu me secasse um pouco, me ofereceu um chocolate quente com conhaque, e pediu que eu esperasse a chuva passar, e nesse meio tempo ficamos conversando no restaurante do hotel. Foi nesse dia que a minha vida mudou completamente.

Eu não sei qual é o meu problema. Não consigo agir como as pessoas normais, fingir ser feliz, socializar, sair, me enturmar, fazer amigos, ou melhor, manter os amigos. Eu me sinto cansado do mundo. É como uma atmosfera própria criada pela minha melancolia. Não sinto interesse em assuntos banais, não me importo com qual marca de roupa está na moda, ou qual é a bandinha da vez. Eu só me importo se vou ter um café quente na próxima manhã. Talvez a maturidade tenha me tornado um preguiçoso, egoísta e arrogante. E hoje, no auge da minha velhice precoce, eu não sinto a mínima falta de pessoas que não adicionem algo positivo na minha vida. Na verdade talvez seja esse o meu problema, sentir como se no mundo inteiro, não houvesse alguém capaz de me tirar desse domo escuro e solitário.
—  Stanley Menezes