romeu julieta

Segura minha mão, olha nos meus olhos e me diz que você também quer fazer dar certo. Diz que você também sente medo desse amor que toma proporções grandes demais para caber no nosso coração destruído por relacionamentos anteriores. Por favor, me diz que não sou a única com medo de ter achado a pessoa que vai me acompanhar pela vida e não saber mantê-la por perto. Diz pra mim que você quer se jogar nesse vácuo de incertezas que é o amor, onde nenhuma verdade é absoluta, nem se tem uma porcentagem garantida que tudo vai dar certo e que no final nem um de nós vai se estrepar no chão. Mas contrariando todas as estáticas pessimistas eu te peço tenha uma pitada de fé em nós, encha nossos peitos de coragem para que no meio do caminho possamos ser corajosos quando o outro pensa em desistir. Olhe nos meus olhos, e diga que também vai tentar,  que apesar de tudo não vamos desistir, dessa vez estou apostando todas as minhas fichas nesse amor que não sei se é seguro, mas estou tentando, só isso que te peço, se for soltar a minha mão enquanto estivermos voando, me avise antes, pelo menos estarei me preparando para a queda. Se não achas que consegue lidar com tudo isso, pelo menos me conta, quem sabe até não vai ser tão difícil. Mas não pense isso, não imagine isso, nem muito menos mentalize desistir. Estamos aqui juntos, não estamos? Não custa nada seguirmos de mãos dadas, um ao lado do outro, fazendo as coisas acontecerem, sem pressa, um dia após o outro, cultivando esse bom sentimento. Eu estou aqui contigo, e estarei o tempo que for preciso, sei lá se isso é amor, mas é tão bom,  é apavorante, mas gosto de sentir tudo isso ao seu lado. Eu só peço que não se vá, que não me largue, que divida esse medo comigo, que divida seus sorrisos, suas palavras, seu lençol, suas blusas, sua cama, só quero que divida tudo comigo.
—  Escrito por Kelly, Amanda T., Grazi e Andreza em Julietário.
Eles eram perfeitos um para o outro. Mais perfeitos do que Romeu e Julieta, mais loucos do que Bonnie e Clyde, porém mais trágicos do que Cleópatra e Marco Antônio. Ela as vezes conseguia ser mais louca do que Taylor Swift, colocava intensidade em tudo. Ele às vezes conseguia ser mais cafajeste do que John Mayer. Ela conseguia ser tão bonita quanto Helena de Tróia, e ele mais corajoso do que Páris. Mas como todas essas histórias, a dos dois já começou fadada à tragédia. Sempre se amariam, como Orfeu e Eurídice, mas simplesmente não nasceram para ficarem juntos.
—  Teoria de nós dois
Não quero ter alguém simplesmente para dividir uma cama, para aproveitar uma noitada, nem para dividir uma bebida. Quero alguém para dividir meus problemas, para acalmar minhas crises, para dividir um pacote de pipoca de manteiga enquanto assistimos um filme repetido, em uma tarde chuvosa e tediosa demais. Não quero alguém que me faça correr para o ombro da minha amiga, me debulhando em lágrimas e soluços, quero alguém que me faça chorar de rir, que faça com que eu perca o ar com um beijo. Quero alguém com quem dividir as coisas mais insignificantes do dia, e para viver momentos que ficarão gravados permanentemente em mim. Alguém que faça com que me sinta especial, que não se canse de me elogiar, que não se canse de dizer o quanto me ama. Quero alguém que sinta minha falta, que me ligue dizendo que está com saudades dos meus beijos, dos meus carinhos, até das brigas, que me quer ao seu lado de qualquer maneira, com qualquer humor. Quero alguém que entenda que hora sou barulhenta e escandalosa e outra sou calma e silenciosa, que sou constante e as vezes irregular. Que as montanhas do meu eu são tortas, mas que por trás de toda ‘imperfeição’ existe alguém que se importa. É isso que necessito em você. Não espero todos os dias por um homem que apareça, me leve até o céu, e depois corte as minhas asas me fazendo cair no chão. Não espero por alguém que me faça sorrir, mas depois me faça chorar. Não quero, de forma alguma, alguém que me peça tempo. E desapareça. E ai, quando eu tiver perdido as esperanças, você aparece, meio sem graça, me pedindo pra voltar. Não. Eu não quero. Eu não preciso. Já basta todas as minhas complicações. Já basta as minhas irritações. Quero alguém que acalme todas as minhas crises de nervo. Alguém que me traga um pote de sorvete, em um dia qualquer, apenas por querer me surpreender. Quero estar completa, me amando, para estar pronta, quando esse alguém vier. E eu estarei pronta para oferecer todo meu amor, mesmo que desajeitado, mas o meu amor. E olha, quando esse dia chegar. Eu vou sorrir tanto. Que as pessoas na rua vão notar e perceber de alguma forma, que eu encontrei você.
—  Escrito por Paula, Ana Letícia, Amanda T. e Anelise em Julietário.
Fica mais um pouco, não vai ainda. Senta de volta aqui do meu lado no sofá, me ajuda a escolher um filme na Netflix, já que nos seriados a gente não se acerta. Mas escolhe um filme bem meia-boca, não vamos só ficar nas mãos dadas com todo esse edredom por cima de nós, tá sabendo tanto quanto eu que daqui a pouco essas mãos dadas vão mudar pra mãos bobas e tua camiseta já vai estar jogada no chão. A gente é assim, gasolina na brasa, não nos aguentamos bonitinhos tanto tempo. O meu corpo reconhece o seu como amante, só de te sentir perto, sentir tuas carícias, ele responde da melhor forma possível. Não sei como não saem faíscas quando nossos lábios se encaixam… É como se tivéssemos tido nossos destinos traçados em um só desde antes de nossas chegadas à Terra. Química igual a que nos envolve eu nunca vi igual. Eu nem preciso dizer o que quero, porque enquanto ainda estou pensando, você já está fazendo. Eu sempre sei suas prováveis respostas pra cada assunto nosso. E é assim, a gente se completa de um jeitinho todo único e especial. Contigo meu tempo costuma passar bem mais rápido, bem como vovô dizia “quando fazemos algo com gosto o tempo voa”, eu achava que se passou só vinte minutos e lá se foram duas horas. Fica mais ainda, divide comigo a minha cama de solteiro, me dá bom dia na manhã de sábado. Faz um café da manhã pra nós dois, e quando chegar o entardecer vamos lá fora admirar o pôr do sol e agradecer por termos um ao outro pra compartilhar esses momentos únicos, onde não sei qual parte é minha e qual é sua porque somos um emaranhado só. Gosto quando você me surpreende na porta do meu trabalho e diz que quer me levar pra jantar no restaurante do nosso primeiro encontro, ah meu amor assim você  me derruba e eu caio de amores por ti mais uma vez, tu tem um gosto de primeiro amor daqueles que revira meu estômago e mãos suadas e eu confesso que gosto desse encanto teu, desse sorriso teu, dessa gargalhada que solta quando conto qualquer piada boba. Ah, você me tira suspiros mil, ver o sorriso bobo que você sempre dá ao me ver acordando. Adoro cada segundo ao teu lado, e me pergunto como eu vivia esses anos todos sem te conhecer, e agora que nos conhecemos parece que nos conhecemos há muitas vidas atrás. Não sei como falar exatamente, mas eu te amo.
—  Escrito por Paula, Juliana, Amanda T. e Kellyn em Julietário.

A Julieta era uma idiota. Porque ela se apaixona por aquele cara que ela sabe que não pode ter. Todo mundo acha isso tão romântico: Romeu e Julieta, amor verdadeiro, que triste. Se Julieta foi burra o bastante para se apaixonar pelo inimigo, beber uma garrafa de veneno e ir repousar num mausoléu, então ela teve o que merecia, e até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz. Você pode desperdiçar sua vida construindo barreiras e fronteiras ou então você pode viver ultrapassando-as. Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas. E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a se arriscar, a vista do outro lado é espetacular.
—  Grey’s Anatomy.
Você diz que não sabe o que ainda está fazendo comigo, mas não me deixa partir. Estou cansada de insistir nesse nosso relacionamento confuso, a ponto de um de nós não saber o que temos. E esse alguém não sou eu. Até porque eu sei o que estou fazendo contigo. Estou aqui porque te amo, porque os meus planos foram feitos com os seus, porque quero passar o resto da minha vida contigo. Mas estou vendo que não vai dar certo… Infelizmente, não serei capaz de amar por dois e continuar enfrentando todos os nossos problemas sozinha. E chega, né? Já deu. Não ficarei me lamentando. Te amo, mas acho que não mereço ficar com uma pessoa que menospreza o meu amor. Eu te dei o melhor de mim, e só recebi migalhas do seu amor, te dei meu tempo e tudo de bom que havia em mim, e tudo que eu recebi foram desculpas por cada ato seu, tudo bem, eu até te desculpo, mas isso não apaga a dor que eu estou sentindo. Não esquecerei as noites que passei em claro, triste demais para conseguir dormir, pensando no quanto eu estava amando em vão. Dando demais, e recebendo de menos. Percebendo você se afastando e não podendo fazer nada para mudar isto. Pois nada daquilo era culpa minha. Eu já havia feito tudo que estava ao meu alcance, só me restava sentar e observar tudo desmoronar. Agora era a sua vez de agir, e não parecia ser o que você pretendia fazer. Eu não tenho nada mais a fazer, depois de tantas tentativas só consigo sentir fraqueza. Se soubesse o quão difícil isso é para mim, se soubesse o quão difícil é viver um sentimento que não é mutuo. Eu me cansei de tentativas fracassadas, de estar ali esperando alguma coisa dar errado. Eu cansei de fazer por dois, eu me cansei de carregar a dor por dois. Espero que me entenda, já que entendi seus fracassos tantas vezes.
—  Escrito por Ane, Sabrina, Fran e Lorrayne em Julietário.
amor

eu me sento num banco cercado de árvores e flores e espero por você enquanto você chega com palavras em mãos e palavras em mente e palavras sendo colocadas a minha frente. eu espero o sol se por e te pergunto se a escuridão que engoliu tudo é assustadora ou simplesmente bela e você me explica que beleza sempre assusta. você fala sobre a mulher que coleciona borboletas e te pergunta todos os dias se você está bem e eu murmuro algo baixinho pensando sobre a mulher e me perguntando todos os dias se você está bem. eu gosto de contar os quadradinhos da calçada enquanto você fala sobre o filme que assistiu e sua voz é linda e são muitos quadradinhos. eu corro atrasada pelas ruas enquanto meu telefone toca e eu sei que é você e saber que é você não me faz parar, mas faz algo em mim sorrir, mesmo que eu não tenha tempo para sorrisos porque é você e eu sei. você gosta de falar sobre os diferentes tipos de legumes que existem e eu realmente não sei o que é interessante sobre tudo isso mas sua fala é animada e bonita e seu cabelo está arrumado e bonito e o mundo é colorido e bonito e legumes são de repente interessantes. eu sempre falo sobre a poesia e as palavras que tem me visitado e você sempre mexe no meu cabelo e concorda com um sorriso e repete alguma coisa, como se fosse um mantra, mesmo sendo a primeira vez que tais palavras foram ditas. eu falo sobre shakespeare. shakespeare? e seus olhos brilham enquanto eu te conto sobre romeu e sobre julieta e sobre as alegrias violentas e os fins violentos e o amor e a tragédia. nós não falamos nada enquanto algo grandioso acontece dentro de nós – individualmente - e cada um apenas escuta o silêncio enquanto mundos colapsam em nossas mentes e tudo é surpreendentemente confortável. e eu repito sobre o amor e a tragédia e talvez você já tenha se cansado de tudo isso, mas eu ainda falo e você ainda ouve e há amor e a tragédia nunca chega. mas a tragédia chegará. romeu e julieta amaram-se por cinco atos e é a maior tragédia de todos os tempos. os nossos atos já são incontáveis e nossa tragédia não chegou. mas chegará. e eu te olho e você me olha de volta e há luz lá fora e há amor e há tragédia. e você não deixa isso nos assustar, por mais que seja bonito. nos amaremos em cada ato que tivermos.