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Roberta Costa Bispo (@rcbispo4ever), 19 anos, moradora de Ceilândia, estudante de Serviço Social na Unip.

A primeira vez que alisei o cabelo, eu tinha 3 anos de idade, ele era enorme e quando o alisei ele praticamente caiu todo, então não usei mais nada nele. Mas com 6 anos de idade eu resolvi colocar as tranças, sofri muito bullying, mas foi aí que comecei realmente a me aceitar, então eu não ligava pra essas coisas, sempre tive a auto-estima bem elevada, nunca me rebaixei. Então sempre usei as tranças e nunca me arrependi!

A minha pior experiência com o preconceito foi quando eu estava no 5º ano, quando um garoto que eu gostava (e ele sabia), chegou em mim e disse que meu cabelo estava horrível, que ele não me queria porque eu era negra e usava as tranças, foi super pesado pra mim, mas deixei de lado e continuei bem comigo mesma.

Hoje em dia não sofro tanto preconceito, as pessoas admiram, acham lindo, na verdade me fazem várias perguntas, perguntam como coloquei, como foi o processo. Eu influenciei até 2 amigas a colocar as tranças, pois elas sofriam muito por não se aceitar, e eu sempre falando pra elas colocarem que ia ficar um arraso.

Esse projeto incentiva muito, principalmente as pessoas que ainda sofrem ou já sofreram episódios de preconceito e racismo, incentiva a criar coragem, a ir onde quisermos e nos aceitar na sociedade como somos, com nossa cor, nosso cabelo, como quisermos.