rio amazona

Considero que cualquiera que no conoce Mexico y vea esta foto no pensaría que es México sino que se trata de algún lugar o edificio de Europa.

Pero es en Bolívar Chihuahua. 

¿Un barrio en Chicago?

No, es la Torre Latinoamericana en la  Ciudad de México.

¿Alaska o Canadá?

No, es Monterreal en Coahuila.

¿Baton Rouge, Nueva Orleans, Galveston?

No, es Tampico.

¿El Viejo Oeste?

Villas del Oeste, Durango 

¿Pueblos religiosos de Utah?

No, es la Colonia Juárez en Chihuahua.

¿Alguna ciudad pequeña de Europa?

Claro que no, esto es Zacatecas.

¿Rusia?

Nada de eso, esto es Cananea, Sonora.

¿La Costa Oeste Estadounidense?

Desde luego que no, esto es en Los Cabos, Baja California Sur.

¿Marrakech en Marruecos?

De nuevo no, son las Cascadas Petrificadas en Oaxaca.

¿Desierto del Sahara?

No, no es el  desierto del Sahara es el  Gran desierto de Altar, Sonora. 

¿Acantilados de Irlanda o Escocia?

Esta belleza de lugar es en la autopista Escénica Ensenada, Tijuana, B.C.

¿Delta del rio Amazonas?

Este salvaje lugar es de los Pantanos de Centla en Tabasco.

Sin negarlo cualquiera diría que esto es Holanda.

Este lugar se llama Monclova, y es del estado de Coahuila.

¿El gran parque Yellowstone?

No, es la Laguna Hanson en Baja California.

Tal vez creas que esto es Madrid.

Pero es México.

¿Algún bosque en Alemania?

Este paraíso en México es el estado llamado Chiapas.

¿Italia?

Esto es Valle de Guadalupe en Baja California.

¿Recuerdas Brokeback Mountain?

En realidad es Arteaga Coahuila. 

¿Grampian Mountains en Escocia?

Esto está en Barranca de Huentitlan, Jalisco

¿La costa Irlandesa?

Este lugar se encuentra en Roca Partida de los Tuxtlas, Veracruz.

¿Los Emiratos Árabes Unidos?

Señores esto es México.

Cualquiera pensaría al ver estas casonas que está en Jamaica, las Islas Caimán o alguna Isla de Las Antillas.

Estas casas estilo Jamaica, Islas Caimán, o antillanas, son de Chetumal en Quintana Roo.

Pareciera el estadio de alguna universidad en Europa o USA.

Pero no, es la unidad deportiva del campus de la Universidad Veracruzana en Xalapa.

Estas playas parecieran de un lugar como Malta o alguna playa del Mar Mediterráneo.

Pero son las playas de México.

Un lugar mítico en una tierra lejana, perdida entre las Montañas verdes. Se encuentra un lugar muy misterioso parecido a un paraíso.

¿Y dónde es esto? Es en la Huasteca Potosina, San Luis Potosí.

¿El Mar Mediterráneo?

Es San Carlos, Sonora. 

Esto luce como Viena, Austria.

Pero es el  Palacio de Bellas Artes en la Ciudad de México. 

¿Las paradisiacas Islas Fiji?

Esto es Islas Mujeres en el Caribe Mexicano.

Seguramente pensarás que estás en Barcelona.

Pero estás viendo San Miguel de Allende, Guanajuato.

ESTO ES MEXICO.

 Fascinante, ¿verdad? México es hermoso, y aunque nos han faltado más lugares. Lo importante es señalar que México es hermoso, aun cuando hay personas que prefieren salir a otro pais envez de conocer el suyo.

índia
Devia ter ido ao show do Coldplay. Devia ter fingido que gostava da banda só pra você se sentir melhor balançando os braços de um lado pra outro feito retardada.  Devia ter fingido que gostava de artes plásticas. Devia ter fingido que gostava de Salvador Dali e Frida Kahlo. Devia ter fingido que gostava de budismo e cabala. Devia ter fingido que gostava do Caio Fernando Abreu. Devia ter alimentado sua ideia ridícula de conhecer a índia. “índia pra quê? Só pra se foder com uma infecção intestinal?” pensava toda vez que você dizia que o Taj Mahal era lindo. Devia ter fingido que gostava de pão com goiabada. Era engraçado vê-la comendo pão com goiabada às 6 da manhã. Devia ter feito amizade com aquele seu amigo gay que adora Almodóvar e acha Rogério Sganzerla uma merda. Devia ter feito uma tribal nas costas. Uma tatuagem igual do seu primo advogado que usa aparelho ortodôntico no alto dos seus 43 anos.  Seu primo que num belo domingo encheu a boca pra me rebaixar. Falou que literatura é algo subjetivo e não deve estar em primeiro plano. Ficou o dia inteiro perguntando se eu conhecia escritores famosos. Como se pra fazer literatura é necessário ter status. Como se pra fazer literatura é necessário ser amigo de alguém. Foda-se. Não tenho padrinho. Sempre escrevi na raça. Devia ter quebrado uma garrafa na cara dele. Não quebrei por que estava querendo reatar com você. Estava querendo gozar dentro com amor. Estava querendo um filho.  Devia ter concluído o curso de jornalismo. Devia ter comprado óculos quadrados e uma camiseta da banda Rolling Stones. Todo estudante de comunicação social anda assim. Devia ter sido um jovem clichê. Devia ter parado de cheirar cocaína e seguido na maconha com você. Você nunca gostou de me ver travadão. Sempre teve medo. Devia gostar de formula 1. Devia frequentar as reuniões do Narcóticos Anônimos. Devia substituir o pó pela vaidade. Devia ter me tornado um sujeito orgulhoso. Um sujeito dirigindo um Land Rover. Um sujeito que vai para o bar mais caro da cidade só pra tomar Skarloff Ice e falar da ultima luta do Anderson Silva. Devia ter fingido tantas coisas pra relevar. Fui tão imaturo. Tão infantil. O amor tem dessas coisas. Devia ter feito uma divida no Itaú e levado você para ver uma peça do Mário Bortolotto no Cemitério de Automóveis. Devia ter mostrado a literatura foda da Adriana Brunstein. Devia ter comprado uma rosa de plástico que os noias da praça matriz vendem por 1 real só pra interar o lança perfume. Devia ter pichado um poema pra você no muro da Santa Casa de Misericórdia. Devia ter chorado quando seu coelho de estimação morreu. Ele só cagava a casa inteira, mas sei que você gostava dele. Seu coração é puro. Que mina batiza um coelho de Shakespeare? Devia parar de pensar em você enquanto escrevo. Devia esquecer. Devia passar uma borracha nessa lembrança dolorosa. Se eu mergulhar bem fundo no Rio Amazonas essa dor passa? (Diego Moraes)
Escrevia todo dia. Era como tomar café. Mas nem sempre o café é preto e com açúcar: às vezes é ralo, é amargo, tem gosto de pé. Era como ir na padaria, mas a padaria é longe e eu não tenho carro. Fico sem pão, também não tem manteiga. E sou vegetariano. Sem barba não sou ninguém. Não são afirmações ao acaso, nem um contrassenso, muito menos uma forma apática de autodeterminação: é o meu jeito de ser. Afrodescendente, condescendente, equivalente. Sou o objeto de minha própria ciência criada, a ênfase de minha poesia, sou o leito do Rio Amazonas. Corro todo dia. Não escrevo sobre isso. Os meus passos são fluidos como café. Mas nem sempre é preto, como o rio que não corre sempre para o mar.
—  Theu Souza