retrato perro

Imagine Liam Payne

Quinze anos de casada, um filho de dez e um marido que te trai a quatro.
Talvez até dias atrás eu pensava que (S/n) não existia sem Liam, e Liam não existia sem (S/n). Eu pensava que nós combinávamos como feijão e arroz, não, alguém tinha comido toda a outra parte e agora só me sobrava, eu e minha tristeza.
Já sabia que Liam me traia a talvez um ano, coisa mais ridícula do mundo é uma mulher dormir na cama com um homem que mente discaradamente, mas eu como humana, já tinha um novo sentimento por Liam.
Nojo.
Até começo do ano eu poderia o perdoar se ele me contasse, James, nosso filho, ficará arraso essa noite, quando eu lhe falar que iremos sair de casa, e sim, de hoje não passa.
Por que?
Pois bem, hoje fui assaltada, me bateram no meio da rua, levaram meu carro, meu dinheiro, graças a Deus não me levaram a vida, pois tenho meu filho, ele precisa de mim, não podia o deixar com um pai mentiroso e a assistente vadia dele, que me dava um olá simpático sempre que ia na empresa de Liam, coitada, mal sabia que eu já sabia até sua prosição preferida na cama.
Liguei de um orelhão para Liam, mas ele não quis nem me escutar, assim que atendeu eu escutei as palavras.
- Desculpe, mas estou no trabalho, numa reunião.
“Trabalho”
“Reunião”
Sim, e eu sou mesmo Megan Fox, só esqueci de me apresentar.
“(S/n), como você pode se deixar levar por aquela cara, talvez o sorriso, todos te avisaram, mas você idiota escutou o coração”
Escutava minha cabeça falar, enquanto andava descalço e descabelada pela cidade, e já chorava, meu marido uma hora dessas estava me traindo. Com uma mulher mais nova, porém, mais experiente, linda, loira, peituda, sorriso de miss… e ai vai. E eu aqui na rua, com frio, cabelo bagunçado, roupas rasgadas, lágrimas… e ai vai.
Olhei meu relógio e decorei a data.
Dia 11. Dia 11 de fevereiro de 2035.
O dia que eu ia por o fim no meu casamento, na minha história de amor, na minha linda e triste história de amor.
E o melhor sabe, é poder olhar para trás com orgulho e saber que eu lutei por ele, lutei pelo meu amor, se um dia alguém tiver arrependido, esse alguém não será eu, pois todos is dias eu tentava melhorar nossa relação, só que, um só amando, não dá.
E quem ta cansada sou eu.
Eu desisto, oficialmente. 
Agora minha vida será James, meu amor por ele será eterno, meu bebêzão.
- Senhora, o que aconteveu? - Jane, a “babá” de James, apareceu na sala bem na hora que eu entrei, viu meu estado e se desesperou - Seu olho está roxo!
- Jane, não se preocupe - falei sorrindo.
Ela sempre tão preocupada comigo, era apenas uns cinco anos mais nova que eu, mas tinha a apararencia acabada, confiava nela mais que ninguém, foi quem cuidou do meu filho nas horas que eu não consegui, e sim, ela sabe sobre a traição do seu patrão.
- Mas…
- Só quero que me faça um favor - falei suspirando e ela concordou - assim que Liam chegar, não o deixe ir na cozinha, ou sentar na sala, mande ele subir imediatamente para o nosso quarto, está bem?
- Uhum - ela falou meio assustada por conta da minha voz a se tratar de Liam.
Sorri e subi as escadas que davam até o nosso quarto, James estava no treino de futebol, mais tarde sairia com os amigos ,então, eu tinha tempo.
Primeiro, arrumei minha mala, roupa por roupa, não deixei uma lágrima cair, deixaria isso para mais tarde. Fui até o quarto de James e fiz o mesmo com suas roupas, os brinquedos, eu coloquei alguns na minha terceira mala, que estava um pouco vazia, eu tirei o porta retrato que tinha perro da sua pequena cama.
“Meu pai, meu herói”
Sorri com a foto, antes de tudo, Liam é um ótimo pai, gostava de sair em família, gostava de ficar junto no sofá numa manhã de domingo assistindo os desenhos sem sentido do James, só nós três, mas ele só amava o filho, estava ali por ele, não por mim. Voltando, na foto, James estava vestido de Robin no seu aniversário de sete anos e Liam estava ao lado com sua fantasia de Batman, os dois se olhavam como dois, verdadeiros, defensores da pátria, eu não queria destruir aquilo, mas precisava levar James comigo, eu preciso dele.
Terminei e fui até meu quarto novamente, as malas se encontravam no quarto do meu filho, sentei na cama, diante daquela enorme janela de vidro, eu vi milhares de árvores, de longe vi a london eye girando e girando, trazendo a felicidade de vários, e eu estava aqui, tão triste.
(S/n), tem um mundo lá fora esperando você.
Liam me proibia de fazer várias coisas, eu não aproveitava festas, só algumas do seu trabalho ou aniversário de amigos do meu filho, saíamos em família, mas eu jã não me sentia bem, achava o Liam muito falso, quando me olhava e dizia um “eu te amo” e o pior é que parecia verdadeiro, ele conseguia ser falso ao ponto de falar isso olhando nos meus olhos, então eu olhava aqueles olhos que tanto amo, que deram a genética para meu filho, e caia na dele, sempre caia, respondia na mesma altura e então nos beijávamos, doce ilusão.
Continuei sentada ali, e continuaria o tempo preciso, eu ficaria ali até Liam chegar, sentada, sentido a dor física por ter levado um soco hoje de manhã e a dor psicológica por saber que hoje terminaria, meus amados cinco anos de namoro, quinze de casados. Vinte de convivência. É muito tempo, é mais da metade da minha idade, mas eu iria aprender, agora eu sou uma nova pessoa, é vida nova, uma boa vida nova.

POV’s Liam Payne

Cheguei em casa e estranhei não ver James brincando ali em baixo e (S/n) o observando, ou talvez, ela sentada no sofá e ele no seu colo dormindo, eu sou muito acostumado com essas cenas, e são elas que fazem meu dia.
- Jane? - perguntei assustado quando vi que ela ainda não tinha ido embora - Tua hora terminou a séculos, mulher o qie ainda faz aqui?
- Ai Seu Liam - ela falou olhando para cima e fez cara de choro.
- O que foi? Ta precisando da minha ajuda? - perguntei calmo.
- Não - ela sorriu - ai como eu sou fofoqueira, mas não consigo.
- O que você fofocou dessa vez? - falei rindo e ela negou.
- Eu ainda vou fofocar - ela falou e fez uma careta, gargalhei andando até a cozinha - não entre ai, vem cá - ela continuava na sala. - Que foi? - perguntei caminhando até ela e percebi que sussurravamos.
- Ai… a senhora ta lá em cima toda machucada coitada, ela chegou aqui com uma cara triste, não comeu nada, nem almoço nem jantar, todas as vezes que eu subi ela estava na mesma posição, eu acho que tem algo muito errado - ela falou rápido, mas eu entendi tudo - e mandou assim que o senhor chegar subir lá, é algo importante.
- Como assim machucada? - falei com medo.
- Ela ta machucada, mas eu não sei o que foi - ela falava quase chorando junto comigo - vá lá.
Eu subi as escadas rápidamente, vi Jane saindo pela porta principal, eu tremia, por que era a minha mulher, a mulher que eu amava, que eu faria qualquer coisa, eu não sou digno do seu amor, disso eu sei, mas eu precisava dela para tudo, aquele coração puro era o que eu mais amava e faria de tudo para ser feliz.
- (S/n) o que… - ela estava sentada de costas para a porta, olhava a cidade, agora escura, devia ser umas sete da noite, hoje resolvi não ficar com Katrina, quem é katrina? Minha amante, sim, eu tenho uma amante e eu sei que é horrível, eu as vezes tenho nojo de mim mesmo, mas quem é homem me entende, se você tem um belo par de seios se jogando para você o tempo todo, nãp irá aguentar, mas eu amava minha esposa, mais que tudo nessa vida.
Caminhei até a janela e fiquei de costas para ela, também olhando a paisagem, não senti seu olhar virar pra mim nenhum segundo, ela estava mesmo concentrada nas ruas de Londres.
- O que você queria… - virei e me surpreendi com seu olho machucado - meu amor, olha seu olho, o que… - fui tocar seu rosto, mas ela desvio, segurou minha mão e a abaixou, não entendi, ela estava assustadora, finalmente me olhou, mas aquele olhar não ajudou.
- Eu vou ser rápida, talvez não curta, mas rápida - ela falou e apontou para a cadeira que tinha ali, sentei de frente para ela e esperei o que iria falar - nós temos quinze anos de casados Liam Payne, e eu pensava que, sei lá, eu conhecia meu marido, conhecia o homem que eu amava, mas é como falam “ninguém conhece ninguém” e eu sinceramente, não sei quem é você, não esse Liam na minha frente, onde você estava nessa manhã que eu te liguei desesperada pedindo ajuda? - eu abri minha boca, mas ela foi mais rápida - Com certeza com sua amante - eu abri minha boca surpreso, chateado, triste, minha mulher sabia que eu a traia, eu imaginava sua dor, mas a minha também era forte, eu amava (S/n), amava demais e por amar sei que ela nunca perdoaria uma traição, mil vezes burro, perder uma mulher maravilhosa por uma que quer seu dinheiro e ainda fica com todos os seres que tem pênis desse mundo.
- Nem precisa responder Liam - ela falou sorrindo - eu sei que sim, eu sei quem é, como vocês fazem, não sei por que você fez isso, não era mais fácil pedir separação? - ela falou calma e eu me levantei, raivoso.
- Não, não era (S/n), por que eu não quero me separar! Eu amo você, porra, não faz isso com nosso casamento! Não faz… eu amo você - comecei a chorar e ela riu, simplesmente riu.
- Ama? Ama mesmo? - ela continuava calma - onde você estava quando seu filho passou no campeonato de futebol? Ou no momento que eu levei uma porrada no meio sa rua? Você ta vendo esse meu olho, essa dor não é merda nenhuma comparada a saber que tem um marido em casa que te trai! Que te trai com uma qualquer, uma mulher que só tem a casca bonita, que por dentro não tem nada! Esse é o verdadeiro Liam Payne! Eu queria que todos seus amigos soubessem, mas não se preocupa amorzão, não vou contar para ninguém, imagina que ridículo na TV, “Ex one direction trai a mulher com uma vadia qualquer” hum? Imagina o qie Harry vai pensar de você? Não foi ele que deixou de ficar comigo por que você gostava de mim? Talvez se estivesse casado com ele, isso nunca teria acontecido! Você me traiu Liam, mil e uma vezes!
- Não fala isso, não fala isso! - falei tampando os ouvidos, muito infantil, as lágrimas caiam desesperadas, e eu percebi que era a primeira briga que eu chorava e ela não.
- Falo, e ainda tem mais, o seu filho Payne - eu a olhei esperando falar - imagina se ele sabe que o pai é um mentiroso?
- Você não vai falar isso pra ele, vai?
- Sabe que não, ele te vê como um ídolo amado, mas… nós dois vamos sair da sua casa hoje, ta tudo acabado Liam, eu… - ela suspirou e finalmente vi suas lágrimas - quero divórcio.
Minha primeira reação foi perder o ar nos pulmões, eu não aceito divórcio, eu jurei a amar até que a morte nos separe, eu iria fazer aquilo, meu casamento era para sempre, eu sei que sou o errado, o ridículo daqui, mas perder minha mulher assim não.
- Você não vai ter divórcio algum, você ta louca (S/n)? Nós temos um filho! Me escuta, eu juro, juro que não faço mais aquilo! - minhas lágrimas caiam com as dela - Se você quiser, é trabalho casa, casa trabalho, nós podemos sair todo dia para aquele shopping que você gosta, eu posso fazer isso… eu posso…
- Você até pode, mas eu não vou está aqui para ver - ela levantou da cama e caminhou sobre o quarto - eu tentei Liam, eu todos os dias tentava melhorar nosso casamento, mas você o acha sem graça, e para mim não existe mais isso, hoje senti que não tenho mais o mesmo sentimento por você, eu espero que melhore, mas não comigo.
- Por favor (S/n)… não faz isso - eu ajoelhei na sua frente com as mãos juntas - eu te amo, você sabe que sim… não faz isso!
- Eu não sei nada sobre vpcê, é um completo estranho! Adeus Liam Payne.
Ela saiu do quarto e eu fiquei alguns segundos olhando para a porta, sai correndo até ela e dei de cara com nosso filho me olhando na porta, ela estava na sua frente o abraçando.
- Você traiu mesmo a mamãe, pai? - ele perguntou triste e eu quis negar, mas não consegui, caminhei para perto dele, mas ele, igual a mãe, se afastou de mim.
- Meu filho…
- Eu pensava que você era o melhor homem desse mundo - ele falou triste e eu escutei os soluços da sua mãe.
- Mas para você eu sou filho, eu sou, eu te amo…
- Mas homens de verdade não fazem mulheres chorarem.
Meu próprio filho sabia mais da vida que eu, me senti uma vergonha depois de uma criança de dez anos falar isso, ele abraçou (S/n) com seus bracinhos e sussurrou coisas no seu ouvido, eles sempre foram apegados.
- Me deixa… me deixa me redimir (S/n), não sai de casa assim, não me deixe assim - falei chorando e segurando o ombro dela.
- Você teve tempo pra isso Liam.
- Não, eu não tive!
- Faz quatro anos - ela sorriu sem graça, e eu me perguntei se ela já sabia desde esse tempo - você teve sim tempo para pensar nos seus atos, nós vemos como fica a guarde de James na justiça, Jane já colocou as malas no carro reserva, se você não se importar eu queria levar esse carro pois é maior.
- Eu me importo (S/n)! Eu me importo! Você não pode sair da minha vida assim! Pelo amor de Deus… vamos conversar direito - eu chorava como um bebê.
- Não - ela falou olhando para o chão - eu não consigo te olhar Liam, me desculpe por isso, nós vamos ficar na casa do Harry, se você quiser pode ir lá ver o James, mas… hm, sei lá, boa sorte com sua nova vida, aproveita.
- Você ta zoando comigo, não é? Casa do Harry (S/n), logo do Harry! - eu segurava meus cabelos com força, estava desesperado.
- Tio Harry gosta da mamãe, talvez ele não faça ela chorar - meu filho falou e eu senti uma grande pontada no meu coração, mas sabia, merecia daquilo, só não queria o ódio daqueles que eu amava.
(S/n) segurou a mão de James quando eu não consegui falar mais nada, eles caminharam e eu fui atrás, (S/n) foi até a garagem e eu e James iamos atrás.
- (S/n), ainda tem tempo meu amor, não faz isso com a gente - falei implorando, ela negou emtrando no carro e James entrou no banco de trás, minha vida estava sendo levada para longe de mim.
- Por favor - supliquei mais uma vez encostado no carro.
Então, eles saíram, não para sempre, eu iria fazer algo.
Eu amava (S/n), ela era a minha salvação, não podia a deixar de parar de me amar, eu errei, e eu admito, ma sou humano! E eu preciso do meu amor ao meu lado, eu preciso do meu filho, eu o amo tanto, não sabia como iria ser chegar em casa e não os escutar, assistir filmes idiotas da Disney com James e (S/n) ao meu lado, estava tudo acabado, por que sem eles, eu não era Liam Payne, eu só era um mero humano triste e abandonado, eu lutaria até o fim por minha família, sempre.

(S/n) POV’s

Eu chorei assim que dobramos a esquina, mas senti a pequena mão do meu filho no meu ombro e beijou o mesmo, suas palavras me acalmaram.
- Eu vou sempre está ao seu lado mamãe, sempre - ele falou encostado ao meu ombro enquanto eu ainda chorava.
- Vai meu filho, vai.
E talvez sem Liam, não ficaria perfeito, mas nós iriamos superar, eu sei que sim, ele me traiu, por que não posso também conhecer outra pessoa? Agora somos eu e James contra o mundo, não precisava de um marido para me ajudar.
Como disse, uma vida nova, sem a pessoa que eu amo, mas ainda sim, uma ótima vida nova.

ACABEI, amém! Fiquei uma hora escrevendo isso, uffa, nem corrigi! Então, deve ter muitas coisinhas erradas, me desculpem por isso, é que to sem tempo :( Depois olho tudo errado e blá blá! Mas e ai, ficou bom?

Gabi