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(Flashback) Rescue me chin boy, and show me the stars || PeterSteph

Já deveria ser a quinta vez aquela semana que Stephanie se atrasava para sua aula. A verdade é que havia passado a noite passada inteira lutando contra uma pequena gangue e quando havia chegado em casa só tivera tempo para entrar em seu pijama e encostar a cabeça no travesseiro, pois no segundo que fechou os olhos o despertador junto com sua mãe vieram a avisar que estava na hora de levantar para a Universidade. Não tinha paciência para tudo aquilo, e mesmo dizendo para sua mãe que ia levantar em poucos segundos acabou procrastinando mais do que havia imaginado. Ela precisava dormir e não importava o quanto estivesse magoando sua mãe por não estar contando para a mesma que havia voltado para sua vida secreta como Spoiler haviam coisas que somente ela poderia fazer por si mesma. Ela iria para a Universidade assim que dormisse mais quinze minutos, aqueles poucos minutos haviam se transformado em uma hora e era por aquela razão que a loira agora corria como uma louca pelas ruas tentando chegar pelo menos para a segunda aula. Seria tão mais fácil se pudesse usar sua moto, mas nada seria mais suspeito do que uma moto roxa enorme estacionada na Universidade. Sem contar que seria caçada sem pensar duas vezes sua única opção era correr a pé.

Quando chegou ao local olhou o relógio a segunda aula já havia começado a dez minutos. Stephanie mostrou a língua para o portão e mesmo sabendo que ainda tinha o direito de reclamar para assistir aula sabia que não era o certo, então por aquele dia não participaria da aula. Não seria a primeira vez nem a última que a Brown bolava aula. Ela era uma especialista naquela arte quando estava no Ensino Médio e não tinha problemas em repetir algumas manobras na Universidade. Sabia que não poderia voltar para casa, pois sua mãe poderia a qualquer hora voltar por ter uma folga do plantão e se a visse dormindo em sua cama notaria que algo estava errado. Não poderia ir para a BatCaverna, pois sem Barbara sabia que não era uma pessoa muito bem vinda ali por Bruce ou Damian, então acabaria não forçando a barra também, pois precisava de um lugar para dormir. Sem contar que os gatos de Damian nunca a deixavam dormir e a perturbavam de proposito.

Decidiu ir para um bar. O ambiente era familiar para ela sem contar que o dono a conhecia a um longo tempo sempre que ela precisava dormir acabava pegando uma mesa mais afastada e simplesmente apagava sobre a mesa. O homem sempre ficava de olho nela contanto que ela acabasse fazendo um ótimo pedido quando acordasse e naquele momento era tudo o que ela precisava. Eram ainda quase onze horas da manhã quando a garota fechou os olhos sobre seus braços e nem precisou relaxar para dormir. O sono necessitado veio antes mesmo que ela pudesse lutar contra e Stephanie dormiu como se fosse uma pedra já que nada conseguia acordá-la. Acordou quando já eram mais de dezenove horas. Havia passado oito horas dormindo em uma mesa suja de bar. Deveria ser um novo recorde para si. Esticou os braços tentando se espreguiçar enquanto o homem desejava um bom dia ela. Stephanie deu risada sabendo que logo teria que sair pelas ruas para ver se tudo estava ocorrendo bem por ali. Faria todo o esforço possível para voltar para casa antes do horário da faculdade novamente não poderia dar-se o luxo de faltar dois dias seguidos já que ela não era um gênio que poderia ignorar as aulas e ir bem nas provas como a maioria de pessoas que ela conhecia.

Sentou em frente ao bar pronta para pedir algo que a mantivesse acordada durante a noite. Só que um copo apareceu a sua frente e tudo que o bartender que já a conhecia fez foi apontar um homem que estava a vários bancos dela. Ele era bonito e tinha um jeito meio engraçado e despojado. Tudo o que passou pela cabeça da loira era: “Por que não?” Acabou pulando de banco em banco até estar ao lado do homem. - O que posso fazer para te agradecer pela refrescante bebida? Stephanie Brown, alias. - Terminou dizendo esticando os braços para cumprimentá-lo enquanto um sorriso mais animado passava por ela. Já fazia anos que ela simplesmente não permitia a si mesma uma conversa inofensiva em um bar tinha medo de nem mesmo se lembrar como era.