rascunhar

Eu amo tudo nele, apesar de tudo e dos erros, eu amo tudo. Eu o amo da forma mais pura e intensa que se pode amar uma pessoa. Eu vejo seu lado bom e enxergo seu coração maravilhoso. Toda vez q eu penso nele, é como se ele fosse minha casa, entende? Apesar de tudo, me traz paz e me acalma, mesmo meses sem se falar e ter qualquer contato ou notícia, quando penso nele, sinto paz e saudades, muitas saudades. Não consigo imaginar uma vida que ele não esteja, espera, eu até consigo, mas não gosto, porque ele é aquele tipo de amor que nunca vai, sempre permanece.
—  You’re the one.
Hoje, enquanto chorava, percebi que não sabia mais por qual razão estava chorando. Já não queria mais chorar, não doía mais. Olhei sua foto e não senti saudades. Nem dor. Tentei lembrar dos bons momentos ao seu lado, daqueles momentos que me fizeram te amar, dos momentos em que você me fez feliz. Só então percebi que em todo esse tempo em que senti saudades, em todo esse tempo em que senti sua falta, na verdade eu apenas sentia falta do que eu inventei de você, dos momentos que eu mesma criei. Me dei conta que sempre que chorava por você, chorava na verdade por não querer abandonar aquele futuro que criei pra nós. Eu amava todas as ideias que inventei de você, todos os momentos que imaginei pra nós, mas não você. Nunca foi você, e sim a história que eu inventei. Foi nesse momento que todo o peso se foi. Foi nesse momento em que percebi que, finalmente, eu estava livre. Você agora era página virada, livro rasgado. Eu percebi que, finalmente podia seguir em frente. Ou melhor, que eu já havia seguido em frente.
—  You are the only.. or best, you’ve never been.