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Sonrisa

Se entregó al desvelo, a las preguntas que no sabe contestar, a las lágrimas que no son café pero saben dulces si no las mezclas. Ese ciclo de canciones que no te duermen ni te dejan despertar, las que te insinúan que algo falta y te ponen puertas…si queres salir a buscar. Pateaba sueños fríos entre botellas cortadas, vinos picados que se cansaron de esperar que los pueda compartir.

No bastó con perderse, también había que dejar de existir para los demás. Irse nunca es tan difícil como dejar de querer. Y metí la pata, la cabeza y el corazón bien profundo en esta oportunidad, uno nunca sabe que hay detrás del telón mucho menos sabe que hay frente a el…si estabas ahí no te supe mirar hasta que tropezamos al bailar. Bailabas esa tristeza de andar sin nada que esperar, yo cantaba por quedarme en algún lugar. ¿Por que no habría de ser amor? si no lo era, quizás sea dolor y aún así nos unió algo que probar.



“Si salvamos al mundo
Salvamos al mundo!
Salvamos al mundo esa noche”

diário de fluxo mental noturno p.2

tem um poeta amigo meu que calhou de me contar uma história no dia que a gente sentou pra beber uma naquele bar novo lá no centro, aquele que todo mundo vai. ele me disse que queria que eu conhecesse um professor de filosofia que anda fazendo umas palestras na cidade, me disse que o cara tem um papo legal, que somos ambos meio esquerdalhas, e apesar do Lenin avisar sobre a doença infantil, nem sempre é fácil ser o maior comunistão, as vezes a gente só quer beber uma e calar a boca. ele foi lá chamar o cara pra sentar na mesa e voltou de cabeça baixa - encheu o copo e reclamou da vida. “cadê o cara?”, perguntei.

“o cara não quer trocar ideia com você”, tomou um gole.

puta que pariu. que que eu fiz nessa porra. todo mundo nessa cidade {itálico}ainda{/itálico} me odeia?

“não cara, não é isso, é que você tem uma fama sabe. fama de que curte uma treta.” eu tomei um gole e refleti. se pá era verdade, se pá não era, eu queria trocar ideia com aquele mano mas do jeito que as coisas tavam era capaz d'eu virar o próprio Lenin e começar com aqueles meus papos políticos esquisitos que morrem na cama quando eu deito. tenho medo de briga, no fim das contas, sou meio cagão -

eu não ia escrever sobre isso, não no meu diário, até porque já faz um tempo. tem uns meses, foi nas férias, eu era um cara diferente - o tempo passou muito rápido e um buraco negro abriu no meu peito. cê viu interestellar? perto do buraco negro a gente vive anos em horas, e todo mundo parece que caiu de velho do meu lado. resolvi entiozar* pra dar aquela acompanhada.

acontece que outro poeta amigo meu me mostrou um vídeo do Parolini numa autocrítica irreal da poesia. aquelas coisas que a gente que escreve sussurra nos saraus e depois dos goles de vinho. que a gente nunca assume. aquele tipo de argumento que a gente tenta esquecer depois do almoço - a ideia de que fazemos uma arte morta. quando chega o interesse amoroso de qualquer parte e a pose de poeta salta “veja só, sou um prolixo de merda cultivando uns caras mortos que ninguém mais lê”, mas na verdade a gente tá desesperado por atenção, ou quando entra na saraiva querendo um livro do Afonso Romano e só acha na sessão da L&PM. na única estante com poesia tem três livros: o toda poesia do Leminski, o poeta morto da vez e agora a coletânea da Ana Cristina Cesar. ah, e tem o “eu me chamo antônio”, puta que pariu como a gente decaiu.

meu professor de população afirmou categoricamente que os poetas inventaram nações no passado. é, tipo Dante com a Itália e a popularização do Toscano. tipo Goethe na Alemanha. porra. naquela época era um vale tudo contra o absolutismo, o estado moderno parecia uma boa ideia, deu tudo errado e tudo no fim é culpa nossa. uns treteiros da porra.

éramos nós que cantávamos baladas e criávamos musas. éramos nós os caras que sentavam no canto. até Platão escrevia poemas. a gente tinha fama de pensador quando pensador era o contrário de vagabundo. sinceramente não tem coisa lá muito mais subversiva hoje do que ser chamado de vagabundo, mas nem isso eu consigo ser. sou um nerd da porra, faço pesquisa pra fapesp e participo de grupinho de estudo. minha média é 8.1, podia ser melhor, mas sinceramente, eu não consegui. isso porque teoricamente vivemos numa época de vazio existencial, devíamos ter uma função social, sei lá ou algo do tipo. eu meio que só tenho amigos poetas. nós não estamos muito bem na fita.

daí eu fiz um curso de poesia e xamanismo. devia chamar ‘poesia e bibliografia’, porque conheci livro pra caralho. anotei as coisas no meu grimório - gostei da parada de reciprocidade, mas me perdi na vibe de que para ser xamã tem que colar só na natureza. o poeta é um ser natural cagado pelo Espírito da Razão e levado pela Grande enxurrada da descarga, a gente aponta as merdas porque no fundo no fundo a gente fede. saca? eu queria ser um xamã de poetas. me conectar com esses seres com reciprocidade alcoólica. eu queria ser o Constantine. mas não, eu criei um movimento junto com outros poetas. um movimento que na sua proposta deve ..nascer morto.

eu sei, eu sei, tô indo longe demais, misturando as coisas. mas fiquei realmente bolado com aquela coisa do professor de filosofia. e ainda por cima terminei um namoro de três anos - o buraco negro aumentou. tô sugando tudo. o antidadaísmo faz parte disso, a coisa tá perdendo o controle, não sei como alguém botou fé. não sei mesmo. ou sei.

é porque eu prometi novidade. poetas amam novidade, apesar do saudosismo, é só aparecer uma coisinha nova e a gente se assanha. só que a poesia de hoje tá cambaleando e respirando por aparelhos, não porque não existem pessoas ótimas escrevendo, mas porquê a gente não consegue vender livro. tá faltando empreendedorismo nessa porra, não? não.

mas qual foi a história contada pelo primeiro amigo poeta? era sobre um mano que não gostava de falar português e vivia arranhando num portunhol safado que era o máximo que ele conseguia arrumar. isso, tipo chamando as gurias de chicas e puxando o L, tentando ser Antônio Banderas e conseguindo no máximo um capanga B do Wagner Moura naquela série sobre o Escobar. meu mano conheceu esse cara na padaria que ele mais curte - porque lá o wifi é aberto pros clientes.

eu tô tipo esse cara. tentando falar outra língua. na real tentando inventar uma, saca? coisa de vanguardíssima. como se eu valesse alguma merda. o futuro é brilhante demais pra que um trouxa controle tudo, então eu soltei a fita pro mundo e a razão máxima do antidadaísmo se resumiu naquele puta argumento sobre o hang loose. as pessoas riem de nervoso quando eu explico. o papo é sério mas não se leva a sério de propósito -

tem que estimular esse buraco negro antes que a gente se engula, sei lá, e vire tiozão de vez.

ouve aê My Jelly Roll da Sweet Emma Barret. vem comigo na vibe, vou sair pela noite agora. é, na minha cama mesmo. eu ronco.

* en tio za mento: processo de se tornar tiozão

27, março -2017

não se engane, não é porque eu não estou escrevendo ultimamente que eu simplesmente melhorei, bem pelo contrario, eu só não tenho mais vontade de fazer nada.

o que você faz quando não consegue mais ver uma luz, quando a vida não tem mais brilho? ou melhor, um dia ela teve? quando tu é criança tu não pensa na vida e no futuro, tu quer saber de brincar e fazer amigos (apesar de eu não lembrar muito dessa parte). tu não tem que se preocupar com o futuro e as coisas que ele pode trazer pra você, com o que você quer ser quando crescer, como tu vai lidar com as dores da vida ate porque nessa idade isso nem é uma possibilidade pra você. mas o que você faz quando tem 17 anos e não consegue ter uma razão pra viver? quando não consegue mais aguentar, quando não consegue mais procurar o motivo da existência.

problemas de adolescente, se sentindo vazio e triste. será que isso realmente é um problema de adolescente? eu não quero crescer acreditando que isso um dia vai melhorar e virar uma adulta com dores, chorando todos os dias, tendo ataques de panico e crises de ansiedade e me perguntando “quando tudo isso vai passar?” “não era a uma fase de adolescente?”. 

é triste quando tu tem 17 anos de idade e não consegue te imaginar nem com 18, não consegue te imaginar com 20 e nem com 30, nem com 40 e nem 50, você só não consegue. pra mim a unica coisa que me conforta é a morte, esse é o meu futuro, eu só consigo pensar nela. a morte um dia vai chegar pra todos mas eu sempre me pergunto se pra mim ela vai chegar um pouco mais cedo do que muitos esperam. “muitos”.

Aproxime-se do trono da graça

Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. - Hebreus 4:16

Jesus pede para que nos aproximemos do trono da graça, onde Ele deposita todas as bênçãos que têm para nossas vidas. Não nos pede riquezas, nem bens materiais, tudo o que Ele quer é a nossa presença perto da dEle, bem debaixo dos Seus braços de amor. E podemos confiar em toda essa proteção que Ele tem a nos oferecer, pois com Jesus podemos passar por qualquer situação, até a mais difícil.

Nossos passos nos levam, muita das vezes, para caminhos tortuosos, e assim, nos desviamos da presença de Deus. Mas Ele sempre está nos chamando para se aproximar de Seus átrios, Ele sempre quer que voltemos nossos olhos para Sua face e encontremos nEle toda a confiança que precisamos para vencer as tribulações daqui de baixo. Tudo o que necessitamos fazer é abrir nossos corações para Ele entrar, e assim permitir que a calmaria habite nele por toda a vida.

Estar na presença do Pai é uma honra. Poder conversar com Cristo é uma dádiva que Ele nos oferece todos os dias, mas que algumas vezes rejeitamos. Porém, hoje Ele lhe convida para se achegar perto do Seu trono, pois toda a graça de que você precisa para viver estão á sua espera. Então que neste momento você possa se dispor a aproximar-se de Deus com um coração grato e contrito, tendo certeza de que as coisas que Ele tem preparado para tua vida vão muito além de tudo o que você já pôde imaginar. 

Você não vê o que eu vejo, filha. Pare de tentar adivinhar o dia do amanhã, ele só pertence a mim. Pare de se desesperar. Eu já disse, basta confiar em mim. Eu não minto ou volto atrás, eu estou cuidando de tudo, eu não te abandonei ou te esqueci. Eu não te acho indigna, eu sei que você errou, mas isso não me fez te desprezar. Eu ainda amo você, eu ainda te quero, eu ainda posso te purificar e te fazer nova. Não se afaste de mim por não estar vendo nada, eu continuo dizendo pra confiar em mim. Não desiste, falta pouco, eu não estou atrasado e nem longe. Eu estou aqui do teu lado, eu estou te dando atenção, eu estou cuidando, só confia e descansa em mim. Meus planos são grandes, você não é capaz de imaginar e sua pequenez faz você ter medo ao tentar pensar nisso, por isso eu digo pra confiar. Eu estou te moldando e no tempo certo tudo vai acontecer. A luta está grande, eu sei, mas eu estou no controle. Tenha fé! Filha, eu estou com você! Para de se assustar com o que está a sua volta, mantenha seu foco em mim, escute a minha voz, deixa tudo comigo. Pare de achar que você é menor ou inferior, você é quem eu escolhi, eu te chamei, eu vou te capacitar, eu vou te ajudar. Acalme-se em mim, tenha fé e vai ver muito além. Você, por favor, me deixa entrar?
—  E disse Deus, Chance com Deus.