quero te ver de novo

Hei garota? Deixa eu ser dono desse seu sorriso? Desse brilhos nos seus olhos? Deixa eu fazer dos seus olhos duas grandes estrelas. Quero ser o cara chato que vai mandar você se agasalhar e ir dormir cedo, mas quero ser o cara que faça você sorrir só de se lembrar de mim. Deixa eu entra na sua mente, não quero sair dela. Quero te dar aquele friozinho na barriga por me querer do seu lado. Vem ser minha garota, para eu te fazer sorrir a cada manhã ao mandar textos clichês, ou escrever sobre suas manias, vem que eu amo implicar com você. Quero ter você só para mim, quero que brigue comigo e me odeie por alguns minutos, mas que me perdoe por ser o cara bobão que te ama. Eu quero te ver de novo, quero te ter de novo, e vou repetir isso todo dia, porque não me enjoaria de olhar para você todos os dias, de lutar para te fazer minha a cada dia, não enjoaria de te ter comigo até eu ficar um velho gagá chato.
—  Desvairador
Eu não quero que essa distância estrague tudo, não quero que tudo termine por causa dela. Essa maldita distância nos traz tanta insegurança, nos causa ciúmes por bobeira, etc. Nossa, me faz tanta falta você aqui. Sinto saudade do seu cheiro, do seu beijo, do seu abraço, de você… Sinto falta de tudo. Eu preciso te ver! Não quero esquecer qual é o cheiro, qual o gosto da sua boca, o conforto do seu abraço, não quero esquecer. Volta logo, por favor, pois eu preciso te ver urgentemente. Quero de novo os nossos finais de semana no cinema. Quero novamente nossos lanches que dividimos e que você sempre comia mais do que eu. Quero suas mãos novamente nas minhas. Quero seu corpo no meu. Quero o calor do seu abraço. Quero nossas risadas juntas novamente. Quero olhar nos seus olhos, que são os mais lindos que já vi, e dizer que eu te amo muito e que nunca vou te deixar. Quero ouvir novamente da sua boca que você me ama, não quero ficar só lendo um “eu te amo” por mensagens, eu quero que seja pessoalmente. E essa distância toda está acabando comigo. Eu passo os dias em casa, tento dormir o máximo possível pra ver se o tempo passa mais rápido e eu te encontro logo, ou pelo menos te encontro nos meus sonhos. Mas me diz, meu amor, quando vamos nos ver de novo? Quero contar os meses, as semanas, os dias, as horas e os minutos para te reencontrar, pois só eu sei o tamanho da saudade que está aqui dentro do meu peito.
—  Vem logo, estou com saudades.
Volte, Ana

não vou te pedir pra ficar, sei que você sempre vai embora. e eu estou acostumado com idas. então te peço pra voltar. nem se for por um dia ou dois, volte. quero te ver de novo, ana. quero ser o lugar no qual você sempre pensa em voltar depois da ida. e, se gostar, talvez você decida ficar. e eu adoraria isso.

não quero ter que te encarar de novo depois te ver indo embora sem direito a um adeus. não quero ter que experimentar novamente o amargo da saudade e a contagem dos dias que nossos corpos passam sem se cruzar acidentalmente. não quero ter que discar teu número milhares de vezes e apagar todas elas por medo de ligar e outra voz atender. não quero sentir toda aquela dor inflar meu peito de novo, e de novo ter que chorar até eu cansar de sentir e resolver seguir em frente. eu não quero reviver a dor de não te ter por perto mas te ter por dentro. é paradoxal demais até pra mim.

então, por favor, me deixe seguir.
sem ti. sem sentir.

eu só quero lembrar como é ser eu de novo sem precisar carregar tuas lembranças nas costas.

Era uma manhã de sexta feira quando acordei ao lado dele. Não me lembrava direito o que havia acontecido na noite passada, as roupas estavam no chão, cama toda bagunçada, estávamos nus. Tudo dava a entender que a noite tinha sido muito boa.
Acordei com a cara toda amassada, o travesseiro meio molhado. –Oh deus, dormi até babar. Meu cabelo estava completamente bagunçado e sujo, grudado de suor. Na cama não havia mais lençóis. –Mas o que foi que aconteceu aqui? Havia sobre a prateleira carteiras de cigarro Malboro.
Fiquei sentada sobre a cama tentando entender o que tinha acontecido e quem era aquele cara que dormia de costas pra mim ao meu lado. Vi que sua pele era morena e seu corpo era robusto, um cara forte, com pernas torneadas e uma bunda deliciosa. –Pelo menos o cara é gostoso. Pensei.
Más será que ele era bonito? Um cara legal? Um homem, ou um moleque se quer?… As dúvidas me atormentavam, mas eu não tinha coragem de acordá-lo, porque no fundo, estava com muito medo.
Eu bebi demais e a última coisa que me lembro é de um cara dizendo coisas lindas pra mim. Será que era ele? Eu queria que fosse. Havia gostado dele, de verdade, queria ficar. Ele era encantador… Charmoso, bonito, e um cara muito legal.
Estava com muita agonia para saber o que tinha acontecido e o cara não acordava, estava dormindo de costas pra mim e parecia estar em um sono profundo.

Me virei pro lado para tentar dormir de novo e esperar até que alguma coisa acontecesse.
-Bom dia meu amor. Disse ele me acordando com um beijo, tão suave.
–Dormiu bem à noite? Perguntou.
Respondi que sim, mas não tive muita reação ao ver que era ele. Era ele.
O cara por quem eu havia ficado completamente enfeitiçada, tava bem ali ao meu lado, sendo um verdadeiro cavalheiro, dormiu junto ha mim. Como eu estava feliz…
Aquela deve ter sido a melhor noite da minha vida. Pena que eu não me lembrava de nada, mas isso não importava mais, o importante é o agora. E agora? O que vai ser? Ficaremos juntos, ou eu vou embora e nunca mas nos veremos?

– Você parece meio tensa. Disse ele.
– Só estou um pouco surpresa e com muita ressaca.
– Ah sim, mas isso é fácil de resolver. Disse ele com um sorriso.
– Tenho que ir embora, já é de tarde e minha família deve estar preocupada.
– Nos veremos de novo? Ele perguntou.
– Não sei, por favor, me diga o que aconteceu ontem.
– Nos conhecemos ontem na festa, começamos a conversar e você estava muito bêbada, mas estava no seu controle, uma verdadeira dama, quem não te conhece nem perceberia que você estava completamente alterada.
– E você, percebeu?
– Sim.
– Mas você nem me conhece.
– Também não entendo o porquê, mas eu sabia. E não podia deixar você sozinha naquela festa cheia de pessoas ruins. Fui conversar com você e assim ficamos próximos, conversamos muito, e resolvi te trazer pra minha casa. Mas não tinha nem uma má intenção, só não queria deixar você sozinha bêbada numa festa daquelas.
– Nós… transamos?
– Sim, mas foi você que me agarrou e começou a me beijar e tirar minha roupa. E eu sou homem. Sabe como é, não ia te rejeitar, ainda mais uma mulher linda como você.
– Mas que vergonha, me desculpe.
– Não, não, imagina, tudo bem. Foi ótimo, posso até dizer que foi a melhor noite da minha vida. Se me permitir, quero muito te ver de novo.
– Eu não sei, de verdade, preciso pensar um pouco em tudo que aconteceu.
– Então me dê seu telefone. Eu te ligo. E te dou o tempo que quiser, mas… Eu preciso te ver de novo, nem que seja pra sermos só amigos. Apesar de querer bem mais que isso.
–Tudo bem. Entreguei um papel com o número do meu telefone pra ele. Perguntei o seu nome, era Brian. Vesti minhas roupas, e ele me levou até a porta. Se despediu de mim com um beijo, e disse
-Eu te ligo, até breve.

— 

Minhas escritas.

                                                                                             LarissaCortez

                                                                                            (como-tu-e-eu)

hoje eu acordei com uma saudade, saudade de como nós eramos, saudade do jeito que você me olhava, saudade da forma como você me olhava (seus olhos brilhavam), saudade das vezes que você me ligava só pra saber como eu estava, saudade de quando você me ligava só pra dizer “estou na porta da sua casa, vem cá”, saudade de como a gente brigava, saudade de como eu implicava com você só pra ver você estressado, saudade das nossas noites juntos e muitas dessas noites apenas conversando, saudade dos segredos compartilhados, saudade de como nós não queríamos que ninguém soubesse, saudade da nossa forma de fingir que nos odiávamos na frente dos outros, saudade de quando você cuidava de mim, saudade de tanta coisa, saudade de você, mas tudo bem, essa saudade vai passar, como sempre passa e vai voltar como sempre volta e volta muito pior quando estou de tpm, ah saudade de quando você me aturava até nesses dias, você sempre me trazia chocolate lembra? foram tantas coisas, mas nenhuma promessa, porque somos dois orgulhosos, nunca assumimos nada, nunca dizemos um para o outro o bem que fazia, sempre tive medo de dizer o quando gosto de você, medo de sofrer de novo e esse medo não adiantou nada, porque quando soube que você tinha outra pessoa, fiquei péssima, mas fazer o que, eu quem te mandei embora, eu quem preferi me afastar, só desejei que você fosse feliz, porque você merece, e sinceramente, quando soube que você estava sozinho de novo, fiquei bem feliz e quando recebi aquela mensagem “quero te ver, estou com saudade” o coração acelerou, nos vimos, aconteceu tudo de novo e depois nos afastamos de novo, pelo meu mesmo medo, mas agora volto a te encontrar nos lugares, você me olhando de longe, eu te olhando de canto de olho, eu vendo mulheres chegando em você e você dando atenção, mas não adianta porque eu sei que você odeia esse tipo de mulher, o seu jeito de brigar comigo apenas com um olhar, a minha vontade de apenas te abraçar quando te vejo, mas o nosso orgulho continua o mesmo, não sei que sentimento é esse, mas é isso, eu te deixo livre, porque eu te amo.
Eu quero te ver. De novo.
E essa tem sido minha vontade diária. Eu quero te encontrar por aí. Eu quero te ver, mas quero te ver mesmo. Quero te encontrar com aquele sorriso de quem diz “eu senti sua falta”. Eu quero te ver com os olhos de quem diz “eu tô uma bagunça por sua causa”. E eu quero te abraçar, forte, e dizer que não vou te deixar nunca. Porque na verdade, esse é meu desejo. Meu desejo é não te deixar, é ir embora e saber que o celular vai tocar. Meu desejo é que você se ache e me ache também. Eu quero mesmo que você diga que não suporta viver sem mim, mesmo que isso vá contra todos os seus estudos, suas razões e suas lógicas que eu sei que perde quando a gente se encontra, mesmo errados assim. Mesmo quando nós estamos tão mal que mal conseguimos olhar um pro outro, eu sei que você perde o chão e a hora passa de um jeito que nunca percebemos. Eu sei que quando você me abraça forte é pensando “esse é o nosso último abraço”, mas no fundo, você quer que ele dure pra sempre também. Eu sei que juntos vamos ser uma catástrofe, um furacão, mas vamos permitir ser. Vamos ser a catástrofe de amor mais bonita que esse mundo já viu. Eu ando por aí meio que sem jeito e sem rumo, sem jeito pro seu lado, sem rumo pros teus braços.
—  Azuelar.
- Você é tão chato, sabia?
- Porque?
- Você vem cheio de “uhum”, cheio de “pois é”, nunca responde tudo que eu mando, quando eu penso que nossa relação vai melhorar, ficarmos mais “íntimos”, você se fecha de novo, e me faz sentir péssima. Eu sinto sua falta, falta do seu cheiro, da sua voz, do seu sorriso, e gosto do seu jeito de ser chato, pois ele me encanta.
- Ah - e ri.
- Não ri não, vem cá. - pego e o abraço - mora em meu abraço pra sempre, ein?
- Você é esquisita - e sorri.
- Ah.. - me afasto.
- De um jeito bom, você é meiga, fofa, e esses teus olhos azuis, menina.. que encanto maior que esse?
- E daí, sou sempre meiga, sempre fofa, sempre amiga, e eu tô cansada disso, eu cansei, ninguém me vê como alguém pra amar, namorar, casar, sei lá, que droga. - começam a sair várias lágrimas.
- Viu, não chora.. assim, você me deixa sem jeito, eu não sei o que dizer.
- Hum.
- Dois.
- De novo isso?
- Só quero te ver sorrir, você sempre me fez sorrir, sempre quis cuidar de mim, quero fazer isso contigo agora.
- Ah..
- Vem cá.. - ele puxa e me abraça, olha nos meus olhos, coloca meus cabelos atrás das orelhas - você é linda.
Desato a chorar: - Você só pode estar brincando, brinca comigo e agora me faz me sentir assim.. não entendo.
- Eu não entendia o que eu sentia, não via o que estava acontecendo, não via que você estava do meu lado, não via os seus esforços, não via nada. Aliás, eu via. Mas estava cego, idiota e ridículo por te rejeitar assim, quero te dar meu amor, minha vida, meu tempo, minhas palavras, tudo.
- Você tá falando sério?
Ele sorriu e disse: - Você é muito insegura, dramática, mas olha.. você me encantou de um jeito.
E ele simplesmente me beija, e naquele beijo eu entendi tudo, entendi que os nossos destinos já haviam sido traçados, e que agora era só deixar acontecer.
—  Mais seco que o deserto do saara, mas ao mesmo tempo, meu oásis..
Te contei sobre aquele papinho de “ah, estou com saudades” “quero te ver de novo”? Ele veio com essas frases de efeito pro meu lado, e eu já não sou mais paranóica, tenho meu orgulho e minha proteção natural. Tudo bem, às vezes dou uns deslizes, acabo ligando no outro dia, ou dando bom dia, perguntando se dormiu bem, depois como foi sua rotina… coisa pouca. Deixo o resto para depois, logo mais ele vem me ver, espero.
—  No fim, é para você que eu volto. Clara Brandão
É que nao foi facil te encontrar hoje. Ter voce tão perto, e ter que me manter tao distante, essa coisa de estar cansada demais de dar valor pra quem nao merece, e mesmo assim nao poder te tirar da minha vida pra sempre. É magrelo, é triste te ver de novo com a mesma cara de sempre, e o cabelo batendo nas orelhas, os oculos embaçados, o seu jeito tranquilo de falar. É que nao é facil. Voce nao merece, e continua me fazendo de bonequinha, mesmo que eu bata o pé e diga que nao. Que nao me importo. E que sei que voce nao vale nada. Mas é isso, eu nao posso te tirar de mim. Nao vou esquecer. Ate quando eu tiver filhos, casa, cachorro, marido. Você ainda vai ter uma parte importante de mim. Que nao volta. E nao vai ser apagada. Só nos sabemos de nós moço. E nao dá, mesmo voce nao valendo nada, nao merecendo, nao sendo tao bom quanto pensa que é, nao e dá. Nao deu. Nao deu pra te esquecer …
—  Domingo, 16 de Março.
Nem imagina que ainda sofro com ausência, ainda sinto falta dos seus abraços, as vezes sinto até seu perfume, meu coração ainda aperta quando ouço o seu nome. Mas não tenho coragem de falar dos meus sentimentos para você. Já me deixou uma vez, e doeu muito te ver ir embora, e não quero vivenciar isso de novo. Prefiro ficar aqui com a saudade, até um dia conseguir te esquecer.
—  Sabrina
04:08 am

hoje eu vou te tirar de mim, já decidi, tu não é um bom inquilino e quebra toda a minha estrutura. aproveita o tempo que resta pra arrumar tuas coisas e levá-las consigo, pois não quero achar nada que me faça lembrar o quão ruim foi alugar meu peito pra você.

ps: amanhã não quero te ver por aqui de novo.

Não quero te ver ir embora, vamos tentar de novo. Eu sei que ta tudo dando errado, mas não custa nada tentar de novo. Aliás, todos merecemos uma segunda chance.
—  Bipolar
Capítulo 60

Mayra: Boa noite Paula.
Paula: Boa noite May. Já ficou sabendo do acontecido?
Mayra: Já sim. Eu estava com a Van até agora.
Paula: Como ela está? – May sentou-se no braço do sofá.
Mayra: Ta inconsolável. Não quer comer, ta com os olhos inchados e só sabe chorar. E a Clara já chegou?

Paula: Já sim. E esta do mesmo jeito que a Van. Só chora, não quer colocar nada na boca e se trancou no quarto. Você acha que a Clara agiu certo terminando?
Mayra: Não sei. As vezes penso que sim, porque Van estava sofrendo demais sendo a outra, mas logo penso que não, porque eu sei que no fundo, no fundo as duas se amavam.
Paula: É, agora que Clara esta sem a Van, ela vai ver que a amava.
Mayra: Você sabe que Clara sempre foi orgulhosa, ainda mais se tratando de amores. 
Paula: E a Van foi pra onde? 
Mayra: Pro apartamento dela. 
Paula: É uma pena tudo ter acabado assim. Mas enfim, a janta esta pronta, vamos comer?
Mayra: Eu vou tomar um banho rapidinho, mas antes vou passar no quarto da Clara.
Paula: Ta bom, te espero. – May retirou-se.

Aos poucos May foi abrindo a porta do quarto de Clara.

Mayra: Posso entrar prima? – Clara estava abraçada ao travesseiro, chorando.
Clara: Pode sim. – Sentou-se na cama e May fez o mesmo.
Mayra: Como você está?
Clara: Péssima. Já soube?
Mayra: Sim. Eu vim do apartamento da Vanessa.
Clara: Como ela está?
Mayra: Do mesmo jeito que você. Me ofereci pra ficar lá, mas sabe como ela é cabeça dura.
Clara: Eu não sabia que isso doía tanto, May. – Clara deitou sua cabeça no colo de May que acariciou seus cabelos.
Mayra: Eu não queria te dizer isso, mas isso é só o começo prima. Vai doer durante muitos dias e com o passar do tempo, só tende a piorar essa dor.
Clara: Passou algumas horas apenas e eu já sinto tanto a falta dela. – As lágrimas voltaram a cair por seu rosto.

Mayra: Ta em tempo ainda.
Clara: Eu não posso voltar atrás, preciso ir até o fim agora. Mas um dia, quando eu já puder me livrar de tudo, eu vou atrás dela. Só espero que ela ainda me queira. – May sorriu.
Mayra: Aquela baixinha é louca por você prima, assim como eu sei que você é por ela.
Clara: Você sempre soube ver o que se passa dentro de mim sem eu precisar falar.
Mayra: Ta no sangue. – Elas sorriram. – Mas agora, vai lavar esse rosto pra comermos.
Clara: Não May, não estou com fome.
Mayra: Você precisa comer pra continuar linda quando for atrás da Van. E você sabe que a Van jamais permitiria você ficar sem comer, não é?
Clara: Com certeza ela brigaria comigo e depois me arrastaria pra cozinha. – Sorriu.

Mayra: Pois é! Eu vou tomar meu banho e quando eu chegar na cozinha quero ver você lá, entendeu?
Clara: Você tem o mesmo gênio da Van.
Mayra: Então trate de fazer como eu disse. – May deu um beijo na testa de Clara e foi tomar seu banho.

Após tomar seu banho e colocar uma roupa bem confortável, May foi jantar já que estava morrendo de fome. Para sua surpresa, Clara estava na cozinha.

Mayra: E não é que o meu sermão funcionou? – May e Paula sorriram.
Paula: O bico dela chegou aqui na cozinha primeiro que ela.
Mayra: Mas pelo menos essa bicuda veio.

As três começaram a jantar em seguida. May e Paula faziam o possível pra não falar nada que pudesse lembrar Vanessa. Clara comeu pouquinho, mas pelo menos comeu. Quando elas já estavam terminando de jantar, Junior invadiu o apartamento delas.

Junior: Fala suas lindas! – Deu um beijo na cabeça de May e Clara e um selinho em Paula. – Nossa mãe, o cheiro ta bom, me convidam pra jantar? Obrigado. Paula traga um prato pra visita, por favor?
Paula: Visita? Você é um metido abusado, isso sim! – Paula pegou um prato e o entregou. 
Mayra: Foi a sua namorada que fez.
Junior: Ah tinha que ser a minha lindona. Dá beijo no garanhão aqui, anda!
Paula: Eu vou te tacar o prato na cabeça, isso sim.
Junior: Vocês estão vendo meninas, quando a gente é romântico, vocês não dão valor, daí quando perdem ficam chorando! – Angel e May apenas se olharam. – Falando em romântico, cadê a Van? Preciso entregar um cd com umas músicas que ela me pediu. Ela já chegou? – Ele deu uma garfada na comida.

As meninas mais uma vez se olharam e permaneceram em silêncio. Clara percebeu que as meninas estavam desconfortáveis e resolveu sair dali.

Clara: Eu vou me deitar. Boa noite gente. – Levantou-se e retirou-se.

As duas fitaram Junior que ficou sem entender.

Junior: Que foi que eu fiz?
Mayra: Meteu os pés pelas mãos, Ju!
Junior: O que? Eu to bonitinho comendo minha comida aqui.
Paula: Clara e Van terminaram.
Junior: Como é que é?
Mayra: É, as duas terminaram hoje de manhã e Van foi embora. Clara ta malzona com isso. 
Junior: Quem terminou com quem?
Paula: A Clara terminou com a Van.
Junior: E a Van, alguém sabe como ela esta?

Mayra: Eu dei uma passada no apartamento dela e ela tava bem pra baixo. – Junior largou seu prato.
Junior: Eu vou dar um pulo lá, conhecendo ela como eu conheço, até imagino como ela deve estar. 
Mayra: Aproveita e leva algo pra ela comer.
Junior: Ta bom, eu pego alguma coisa no restaurante. Já volto. – Ele deu um selinho em Paula e saiu apressado. 

Enquanto ele seguiu para o apartamento de Vanessa, Paula e May arrumaram a louça e foram se deitar.


No apartamento de Vanessa



Vanessa estava deitada em sua cama, ouvindo música baixinho quando bateram na porta.

VanessaAh não, visita agora não! – Ela levantou-se e foi até a porta onde olhou no olho mágico e viu que era Junior, então resolveu abrir. 
Junior: Te acordei? – Fez uma cara de quem estava prestes a levar um tapa. Vanessa sorriu.
Vanessa: Não, não. Eu estava ouvindo música. Entra. – Ele entrou e ela fechou a porta.
Junior: Eu fiquei sabendo do rolo. Como você ta?
Vanessa: Péssima. – Eles se sentaram no sofá, mas antes Junior largou algumas sacolas no balcão. – Lembra de como eu fiquei daquela vez? Então, to o dobro agora.
Junior: Ta a fim de conversar?
Vanessa: Quer saber como tudo aconteceu?
Junior: Quero, mas se não quiser falar agora, ta de boa.

Vanessa: Tudo bem, eu vou te contar, mas antes, quer beber algo?
Junior: Tem cerveja?
Vanessa: Tem.
Junior: Deixa que eu pego. – Ele levantou-se e pegou a cerveja na geladeira. – Pode começar. 

Vanessa respirou fundo e começou a contar como foi a conversa delas hoje de manhã. Apesar da vontade enorme de chorar, ela conseguiu se controlar e apenas enxeu os olhos de lágrimas, algumas vezes. 

Vanessa: E agora eu voltei pra ca. – Finalizou o relato.
Junior: Que foda cara. Quer ir la pra casa?
Vanessa: Não. Tudo o que eu preciso é de distância da Clara.
Junior: Porra Van, eu não quero te ver daquele jeito de novo. Da tempo ao tempo, quem sabe a Clara volta atrás.
Vanessa: Relaxa Ju, vai passar. Se eu sobrevivi da primeira vez, não será diferente agora.

Junior: É assim que eu gosto de ver a minha pentelha, pensando positivo! – Ele a abraçou e Vanessa sorriu.
Vanessa: Faz tanto tempo que você não me chamava assim. 
Junior: Era assim que eu te deixava com raiva, lembra? Você saía correndo atrás de mim, quando não me jogava o que estivesse por perto. – Vanessa continuo rindo.
Vanessa: E eu tinha mira boa.
Junior: Eu sei e como sei! O tempo passa, a gente fica velho, começa a namorar e as coisas vão mudando.
Vanessa: Sorte a minha que eu tenho você e que nossa amizade não mudou nada.
Junior: Sorte tua? Sorte minha de você não ter cansado de mim. A propósito, você já jantou?
Vanessa: O que isso tem haver com o que estávamos conversando?
Junior: Nada, mas se eu for embora sem ver você comer, a May é capaz de me matar. E eu to com fome também, larguei o prato e vim pra ca. Borá devorar essa comida toda que eu trouxe?

Vanessa: To sem fome, Ju.
Junior: Ah não, se você não comer, eu não como. Pelos velhos tempos, vai? – Vanessa sorriu.
Vanessa: Ta bom, eu como. Mas não foi você quem cozinhou, né?
Junior: Claro que não, não sou louco de comer a minha comida. – Eles riram e se serviram. 

Enquanto devoravam a comida, eles iam conversando. Junior falava sobre tudo a todo momento pra Vanessa se distrair um pouco. Algumas horas depois e Junior resolveu ir embora.

Junior: Eu to vazando, Van. Amanhã acordo cedo.
Vanessa: Ta bom. Obrigada pela companhia.
Junior: Se cuida tampinha, qualquer coisa me procura.
Vanessa: Pode deixar. – Junior deu um beijo em Vanessa e retirou-se.

Agora era só ela e as lembranças que ela tentava esquecer. O silêncio às vezes se tornava seu melhor amigo e às vezes seu pior inimigo. 

Vanessa foi até seu quarto, arrumou sua cama e deitou-se. Ela permaneceu olhando o teto por alguns minutos enquanto lembrava que há poucos dias atrás, nessa mesma hora, ela estava deitada na cama de Clara e agora estava sozinha. 



[…] cuando la vida te sonreí y despues juega con tus sentimientos.



Vanessa relembrava tudo o que havia passado desde que conheceu Clara. A primeira vez que se viram, o primeiro toque, o primeiro beijo, o primeiro ciúme, a primeira noite de amor, a primeira briga, as brincadeiras, as noites viradas, os risos, os carinhos, enfim, ficava cada vez mais difícil pra ela aceitar o que estava acontecendo. Primeiro Clara aparece em sua vida, cura seus medos, devolve as esperanças, faz ela acreditar no que já não tinha fé e agora ela termina. Foi tentando entender o que havia acontecido que ela acabou adormecendo.

No apartamento de Clara



Assim que Clara foi para seu quarto, ela escovou seus dentes e deitou-se. Assim como Vanessa, ela também ficou olhando para o teto por alguns minutos e antes que as lembranças começassem a atormentá-la, ela resolveu pegar um livro para se distrair. Ao abrir a gaveta, ela viu um livro, um pouco empinado como se tivesse algo por debaixo dele. Ela colocou sua mão e a levou até o fundo até que sentiu algo em seus dedos, ela segurou o que havia sentido e tirou sua mão da gaveta. Era uma rosa, um pouco seca pelo ambiente em que se encontrava. Imediatamente ela lembrou do que May havia lhe contado e percebeu que aquela era a rosa que Vanessa havia tirado do buque no dia do restaurante. Embaixo do livro também havia um pedaço de papel amassado, como se alguém tivesse o socado ali de qualquer jeito. Clara pegou o papel, abriu e começou a ler.

so quero me espressar

Queria dizer pra você que … Ao ver seu sorriso em minha direção E pra mim e tudo aquilo que presciso… Esses ultimos tempos, venho me machucando Não estou mais confuso, e uma parte de mim pareçe estar morta… E o ceu esta tão claro, e um dia sem chuva Pareçe meio vazio, ao olhar pros lados Queria ao menos poder te ver… Quero te perguntar… Voltar a me sentir, vivo e completo de novo… Me diz como eu posso não te amar ? Me diz… ontem estava sonhando ? Aquelas foram as rizadas mais lindas e ao mesmo tempo tristes E recordamos tantas coisas que não se apagam Olhando em seus olhos so conseguia pensar Será tarde de mais ? E o mundo podia ate acabar naquele momento Pois não sabia mais em que tempo estavamos Eu tinha medo de ter perdido você Tinha mais medo de desistir… Eu não consegui ainda entender porque não tinha palavras Porque estava tão perdido, quando voce estava ai Pensando em mim… Porque não consegui te dar uma resposta Quando eu so queria ter você… Eu sempre senti que era Sinto de alguma forma que ainda é você Sempre ouvi por ai que quando é verdadeiro nunca acaba Mais pra que dizer agora, tive todas as chances de dizer antes Fechei os olhos no momento mais dificil Mil palavras em minha mente falava apenas uma frase. Aqueles dias nunca mais voltam Eles se vão mas nunca voltam… Será que algum dia eu vou te ter de novo ? Vou começar a viver pra esse dia chegar Ontem eu percebi que não estou onde deveria estar Perdi esse pedaço, junto com aquilo tudo que foi E não sabemos se volta mais… Um dia uma musica me disse tudo sobre nós… Por um momento consegui ouvir ela a nossa musica… “E porque quando você me abraça O mundo gira devagar E o tempo é só meu E ninguém registra a cena De repente vira um filme Todo em câmera lenta E eu acho que eu gosto mesmo de você Bem do jeito que você é” Se um dia se perguntar se esqueçi você Uma vez eu te prometi que eu sempre vou te amar E vamos viver muitas coisas juntos Nao vou esqueçer você. Se você que esta lendo, ama alguem profundamente e não consegue viver sem essa pessoa, e fez algo que a afastou, se você acha que e tarde de mais e tem algo a dizer pra essa pessoa, ligue, escreva, procure… não deixe nada inacabado e não desista o amor verdadeiro nunca acaba, se não acabou dentro de você e não acabou bem ainda não e o final os finais sempre acabam bem. Não esqueça de dizer o que sente, mesmo que de medo diga de coração, voçê vai sentir que realizou um sonho e vai chegar tão feliz e achar que perdeu a noção da hora e não conseguira dormir por horas pensando em tudo… e finalmente ira dormir e sonhar com algo que marcou o encontro… As vezes um abraço, o abraço mais perfeito que vai querer pra sempre, senti - lo -Júlia Morais

Capítulo 96

- Clara: Oi. - Tentava conter suas emoções. Vanessa abriu um sorriso enorme que fez Clara estremecer.
- Vanessa: Oi. - Clara aproximou-se e deu um beijo em seu rosto.
- Clara: Como você está?
- Vanessa: Melhor. E você?
- Clara: Bem. - Ela procurava as palavras.- Você não deve saber quem eu sou, né?
- Vanessa: Eu tenho a impressão de já te conhecer, mas não lembro. - Clara sorriu tentando esquecer a vontade de chorar.
- Clara: Me chamo Clara. Somos…amigas.
- Vanessa: Nossa, que nome lindo, combina com você. - Sorriu. - Traga a cadeira mais pra cá e sente-se. - Clara fez como ela pediu.
- Clara: Ah, eu trouxe isso pra você. - Deu um pequeno buquê de flores.
- Vanessa: Obrigada, são lindas. Mas então Clara, como nos conhecemos?
- Clara: Foi depois que você veio pra SP. Nos conhecemos na praia e acabou que tivemos Ju como amigo em comum. A partir daí começamos a sar juntas, conversar e nos tornamos amigas.

- Vanessa: Legal. Deve ser estranho pra você ter que me contar tudo de novo, né?
- Clara: Imagina.
- Vanessa: É muito estranho pra mim saber que pessoas me conhecem e eu não lembro de nada. Tem coisas que parece que eu to quase lembrando, mas não sai nada, sabe?
- Clara: Imagino. O médico falou que pode ser temporário e que nao é mais necessário a cirurgia.
- Vanessa: Espero. Me diz, é verdade que eu tenho uma boate?
- Clara: É sim, você tem uma boate em parceria com um amigo seu.
- Vanessa: O DJ né?
- Clara: Exatamente. Nesse tempo que você esteve desacordada, eu ajudei ele um pouco.
- Vanessa: Nossa, muito obrigada mesmo.
- Clara: Não tem o que agradecer.
- Vanessa: Você trabalha em que?
- Clara: Eu tenho uma empresa de marketing.
- Vanessa: Nossa, que legal. Era você quem estava aqui quando eu acordei, né?

- Clara: Era eu sim. - Sorriu sem graça.
- Vanessa: Você não voltou depois, né?
- Clara: Hãm, eu tive uns imprevistos na empresa.
- Vanessa: Eu fiquei te esperando.
- Clara: É? - Clara sentiu um frio na barriga.
- Vanessa: Queria saber quem era você. - Sorriu e mais uma vez Clara estremeceu.

Elas conversaram durante mais alguns minutos. Vanessa enxeu Clara de perguntas até que ela precisou ir embora.

- Clara: Bom, eu preciso ir agora.
- Vanessa: Você volta amanhã? - Foi direta.
- Clara: Claro.
- Vanessa: Tá. - Sorriu. Clara aproximou-se mais uma vez e a beijou no rosto, logo retirou-se. Seu coração só faltou sair pela boca.

Nessa noite, Clara dormiu mais feliz, ainda que Vanessa não lembrasse dela, ela estava feliz por Vanessa ter ‘gostado’ dela. No dia seguinte foi tudo normal, Clara foi para sua empresa, fez o que tinha que fazer e no final da tarde foi embora. Ela ia vistar Vanessa, mas Junior havia ligado para ela informando que Vanessa tinha recebido alta, então Clara pensou em ir ao seu apartamento, mas pensou melhor e resolveu deixar Vanessa descansando. Então ela apenas ligou.

- Vanessa: Alô.
- Clara: Oi Van, é a Clara, tudo bem?
- Vanessa: Tudo. Não vai me dizer que você foi me ver no hospital? - Clara sorriu.
- Clara: Não, não. Ju me avisou.
- Vanessa: Ainda bem. Eu ia te ligar, mas não tenho seu número. Pode me passar?
- Clara: Claro. - Clara passou seu número e conversou mais um pouco.
- Vanessa: Você vem hoje?
- Clara: Não, hoje não. Vou deixar você descansar, mas amanhã eu vou. Elas conversaram mais um pouco e logo desligaram.

No dia seguinte, Clara foi trabalhar pela manhã, mas tirou a tarde para ir ver Vanessa. Chegando em seu apartamento Sérgio e Solange contaram a ela tudo o que o médico havia dito.

- Sérgio: Nós queríamos levar a Van pra Porto Alegre.
- Solange: Foi, mas o médico disse que o melhor pra recuperação da memória dela seria deixar ela voltar a sua rotina.
- Clara: Então a Vanessa vai ficar em SP?

- Sérgio: Vai sim. Nós não vamos poder ficar muito aqui em SP por causa de nossos negócios, queríamos pedir pra você dar uma cuidada nela. Sempre que pudermos vamos vir visitá-la.
- Clara: Claro, eu cuido dela sim, não se preocupem.
- Solange: A gente sabe o quanto você cuidou dela, mas vamos precisar de você e dos amigos de Van agora também.
- Clara: Que isso gente, o pessoal e eu vamos cuidar dela sem problema algum.
- Sérgio: Muito obrigada minha filha!

Ela conversou mais um pouco com os pais de Vanessa e logo foi vê-la em seu quarto.

- Clara: Posso entrar? - Vanessa a recebeu com um sorriso lindo.
- Vanessa: Pode, claro.
- Clara: Como você está? - Deu um beijo em seu rosto.
- Vanessa: Muito bem e você?
- Clara: Bem também. - Sentou-se na cama. Elas conversaram um pouco e logo dona Solange levou um lanche para elas.
- Vanessa: Eu queria sair, mas não deixam, né? - Falou referindo-se a seus pais.
- Clara: Tem que seguir como o médico falou.
- Vanessa: Ixi, ta no time deles, é? - Elas riram.

- Clara: Quando o médico te liberar a gente sai pra dar uma volta.

Elas conversaram mais um pouco e quando Clara deu por si já era noite.

- Clara: Nossa, ta tarde, preciso ir.
- Vanessa: Ta cedo ainda.
- Clara: Cedo? - Sorriu. - Ta tarde demais.
- Vanessa: Seu namorado deve estar a sua espera, né? Eu o conheço?
- Clara: Eu não tenho namorado.
- Vanessa: Mais um fora. - Ela riu.

Clara logo se despediu e foi embora. Vanessa sentia o perfume de Clara pelo apartamento todo, mas não entendia o porque. Alguns dias se passaram, Vanessa já havia recebido alta total do médico. Clara não a visitou por esses dias, tinha muito trabalho na empresa e tirou para pensar em tudo. Vanessa ja havia ido em sua boate reconhecê-la. Alguns de seus amigos foram visitá-la, pra variar, May estava lá outra vez e conseguiu arrastar Clara junto nesse dia.
- Mayra: Eu vim te ver de novo, não quero nem saber! - Elas riram. - E olha quem eu trouxe junto! - Clara apareceu.
Conversa vai, conversa vem e alguém chegou.
- Solange: Filha, sua amiga Jaqueline está aí e quer te ver. - May arregalou os olhos.

- Vanessa: Pede pra ela entrar, por favor. - Solange retirou-se e Jaqueline entrou.
- Jaqueline: Olha quem está aqui. - Sorriu e a cumprimentou com um beijo.
- Mayra: Intrometida! - Pensou.

Vlara e Jaque apenas se olharam. Cinco minutos se passou, Vanessa estava contando sobre seu acidente para Jaque e Clara já não aguentava mais a voz daquela metida.

- Clara: Com licença, mas eu preciso ir. - Levantou-se.
- Vanessa: Já?
- Clara: Preciso voltar para a empresa ainda.

Clara despediu-se delas e retirou-se, mas May ficou lá de olho. Elas conversaram sobre o acidente durante uma meia hora até que trocaram de assunto.

- Vanessa: Nós somos amigas?
- Jaqueline: Hoje sim, mas um dia fomos mais que isso. - Vanessa não havia entendido.
- Vanessa: Como assim?
- Jaqueline: Nós ficavámos, quase namoramos. - Vanessa arregalou seus olhos.
- Vanessa: O que? Eu e você?

- Jaqueline: Sim.
- Vanessa: Eu sou lésbica? - Olhou May que permaneceu em silêncio.
- Jaqueline: Você me disse que era bissexual.
- Vanessa: Nossa. - Vanessa pensou um pouco. - E por que terminamos?
- Jaqueline: Você gostava de outra pessoa.
- Vanessa: De quem? - Antes de Jaque responder, May se meteu.
- Mayra: Ah Van, você não contava certas coisas pra nós, em relação a sua vida pessoal você era bem discreta.

Jaque olhou May e entendeu que não era pra falar de Clara. Elas conversaram mais uma meia hora, mas não sobre os namoros de Vanessa, ainda que a mesma tentou insistir um pouco no assunto. Jaque contou para Vanessa que sua boate era GLS e Vanessa ficou mais impressionada ainda. Logo Jaque foi embora.

- Vanessa: May.
- Mayra: Oi? - May tomava um suco.
- Vanessa: Você e eu já ficamos? - May se engasgou com o suco. - Respira May, respira! - May acalmou-se.

- Mayra: Você perguntou o que?
- Vanessa: Se nós duas já ficamos. - May sorriu sem jeito.
- Mayra: Não, não. Meu negócio é o Edu. - May se tocou do que havia 'soltado’. - Quer dizer, homem. Sem preconceitos, claro.
- Vanessa: Então nunca rolou nada entre nós?
- Mayra: Nadinha! Sempre fomos boas amigas, nada mais que isso. Até porque se tivessemos, Clara me mataria! - Falou a última frase baixinho.
- Vanessa: Que?
- Mayra: Amigas! Sempre fomos amigas.
- Vanessa: Ah ta!

Elas conversaram um pouco mais e em seguida May foi embora.

Dois dias depois, Fernanda estava na cidade e acabou encontrando Ju que comentou o ocorrido com Vanessa. Ela pediu o endereço dela e o mesmo deu, em minutos, lá estava Fernanda no apartamento de Vanessa.

- Fernanda: Lembra de mim? - Vanessa a olhou dos pés a cabeça.
- Vanessa: Não. - Fernanda sorriu.
- Fernanda: Nós namoramos durante um tempo.
- Vanessa: Mais uma! Ah, desculpa, mas eu sofri um acidente.
- Fernanda: Eu sei. Junior me contou.

Depois de alguns minutos de conversa.

- Vanessa: Poderia me dizer por que terminamos? - Fernanda sorriu.
- Fernanda: Você me trocou por outra.
- Vanessa: Sério?
- Fernanda: Serrissimo!

Vanessa ficou desconfortável e resolveu não tocar mais nesse assunto. Fernanda havia falado que estava em outra cidade e namorando uma menina, também contou mais algumas novidades e logo foi embora. Vanessa ficou intrigada, era a segunda pessoa que havia lhe dito que o namoro terminara por causa de outra pessoa. Será que seria a mesma pessoa? Quem será que era essa pessoa? Essas eram as perguntas que ultimamente não saíam da cabeça dela.