quero k

quem vai ouvir nossas idéias e vontades efêmeras, k. ?
eu quero te convidar pra ir na mesma direção que eu, mas eu não sei pra onde tô indo. e você também não sabe. o céu da boca anda seco e lá fora vazio. se a imensidão de tudo engole a gente o que sobra. sobra? a geometria não se enquadra, o círculo fecha e te encolhe. usam sal pra se protegerem dos tais espíritos, quando ele que encosta de mansinho nos meus machucados e arde. eu não quero que minha esperança seja replica de bateria viciada. recarrega lento, e cai num vôo suicida. o mundo as vezes rende é uns bons chutes na canela no meio de uma black friday com os nossos ossos estendidos na calçada, onde eu cavo minha própria cova
/somos gigantes com oportunidades tão pequenas.

Deixa eu cuidar de você? Te pegar no colo, andar de mãos dadas, correr atrás de você pra te fazer cócegas, fazer rir de doer a barriga e chorar de felicidade. Deixa? Deixa eu sentir seu corpo no meu, sua respiração ao dormir no meu ombro vendo um filme comigo, o coração acelerado ao te abraçar e o sorriso lindo depois de um beijo. Deixa? Deixa eu te amar, me entregar de corpo e alma, fazer você se sentir especial, enxugar suas lágrimas ao me ver, te abraçar quando estiver triste e te beijar quando você menos esperar. Deixa? Deixa eu ver o nascer do sol com você, o pôr do sol, os pássaros cantando numa manhã linda e sentir o vento gelado numa tarde nublada. Deixa eu ser seu e seja minha. Não quero muita coisa, só quero você.
—  K. Shibahara.