queridanostalgia

    E se amanhã eu não estiver mais aqui, quero que você meu anjo, saiba que lá de cima eu irei continuar cuidando de você da mesma forma. Só que não fisicamente, mas continuarei cuidando. O que eu deveria dizer-te? Ah, que te cuide bem. Que nunca deixe de sorrir, pois só assim, pequena, derrubará os invejosos que tentam derrubar-te. E que jamais negue este sorriso viu pequena? Pois seu sorriso é importante tanto pra mim quanto pra todos que te amam e querem te ver bem, seu sorriso nos trás alegria. Nunca derrame suas lágrimas por alguem que não te dê valor, seja sempre forte o bastante (sim, você é forte, eu sei que é) para superar todas as mágoas que passar. Nunca se esqueça que eu sempre estarei te protegendo de todo o mal, nunca deixarei ninguem te machucar. Então vem cá, e me fales: Qual motivos de tais lágrimas? Porque sofres tanto assim? Será que é teu passado que ainda infringe na mente? Talvez um garoto que não soube te valorizar não? Ah pequena, fica calma, eu estou aqui, não vou te deixar sofrer, nem chorar; Mas afinal porque fazes isto? Porque machucara-lhe desta forma? Hein? O que aconteceu para que lhe arrancassem o sorriso lindo que tens? Não precisa responder, só fique aqui, comigo, pra sempre, eu vou te ajudar, vou ser teu anjo quando precisaste, vou ser teu bem, tua felicidade. Mesmo que o mundo me pareça cruel, terrível, eu vou sorrir, por sua causa, porque sei que precisas de mim, porque você é o motivo dele, o que o renova a cada dia.Eu vou ser tudo o que você precisa, não vou fazer o que aquele idiota fez com você. Nunca seria capaz de ver a mulher que eu amo derramando uma lágrima por causa de mim, nunca seria capaz de fazer sofrer a pessoa mais importante na minha vida, nunca seria capaz de trazer infelicidade para você, minha vida. Eu quero que você sorria todos os dias, e que seja um sorriso verdadeiro, como meu amor por ti. Ele te magoou, te fez sofrer, mas agora você tem que provar a todos que você é mais forte do que eles pensam. E eu vou está aqui, do seu lado, te dando a mão para subir, como um arranha céu. Ilusões? Não, meu amor por você não é uma ilusão, confie em mim, não vou te decepcionar, não seria capaz. Eu quero ver você feliz, sorrindo, porque só assim eu vou ter paz, porque eu vou está sabendo que você, minha razão, está bem.

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Semana passada ouvi de um grande amigo uma grande verdade: “Chega uma hora na vida que você tem que abrir mão do selvagem dentro de você para manter amigos, empregos e constituir família. Ou você pode escolher ser um louco e viver sozinho.”

No meu último emprego, quando pedi demissão, ouvi do meu chefe, também um grande homem em raras ocasiões: “Toda essa sua mania de ser louquinha e falar o que pensa, só vai te garantir um emprego fixo: banda de rock.”

Acho que todos têm razão. E venho tentando, com orações dadas pela minha mãe desesperada com meu jeitinho nada meigo, yoga, terapia, sexo, pilates, mantras e muita conversa com amigos em geral, ser uma pessoa mais equilibrada.

Uma amiga me disse: “Quem briga por tudo e quer medir poder com todo mundo, na verdade está tentando provar que não é um bosta, tá brigando consigo mesmo”.

Pura verdade, quando minha auto-estima está em suas piores fases, é aí que a coisa pega: fico com mania de perseguição, acho que tá todo mundo querendo foder comigo, que existe um complô universal contra a minha frágil pessoa. Meu ataque nada mais é do que a defesa amedrontada de uma menina boba.

Mas a verdade é que eu odeio o equilíbrio. Porra, se eu tô puta, eu tô puta! Se eu tô com ciúme, não vou sorrir amarelo e mostrar controle porque preciso parecer forte e bem resolvida. Se o filho da puta que senta do meu lado é um filho da puta, eu não vou fazer política da boa vizinhança, eu vou mais é berrar e libertar essa verdade de dentro do meu fígado: você é um grandessíssimo filho de uma puta! Se a vaca da catraca do teatro me tratou mal, eu vou mais é falar mesmo que ela é uma horrorosa que não vê pica há anos, ou melhor, que a última pica que viu foi do padrasto que a estuprou!

O sangue ferve aqui dentro, e eu não tô a fim de transformá-lo num falso líquido rosa que um dia vai me dar um câncer. Eu não tô a fim de contar até 100, eu quero espancar a porta do elevador se ele demorar mais dois segundos, quero morder o puto do meu namorado que apenas sorri seguro enquanto eu me desfaço em desesperos porque amar dói pra caralho, quero colocar TODAS as pessoas do meu trabalho que falam “Fala, floRRRR!” ou “Precisamos disso ASAP” numa câmera de gás peristáltico.

Eu sou antipática mesmo, o mundo tá cheio de gente brega e limitada e é um direito meu não querer olhar na cara delas, não tô fazendo mal a ninguém, só tô fazendo bem a mim. Minha terapeuta fala que eu preciso descobrir as outras Tatis: a Tati amiga, a Tati simpática, a Tati meiga, a Tati que respira, a Tati que pensa, a Tati que não caga em tudo porque deixou a imbecil da Tati de cinco anos tomar as rédeas da situação.

Ela tem razão, mas é tão difícil ver todos vocês acordando de manhã sem nada na alma, é tão difícil ver todos os casais que só sobrevivem na cola de outros casais que só sobrevivem na cola de outros casais, é praticamente impossível aceitar que as contas do final do mês valham a minha bunda sentada mais de 8 horas por dia pensando o quanto eu odeio essa gente que se acha “super” mas não passa de vendedor de sabonete ambulante.

É tão difícil ser mocinha maquiada em vestido novo e sapato bico fino quando tudo o que eu queria era rasgar todos os enfeites e cagar de quatro no meio da pista enquanto as tias chifrudas bebem para esquecer as dúvidas ao som de “Love is in the air”.

Parem de sorrir automaticamente para tudo, humanos filhos da puta, admitam que vocês não fazem a menor idéia do que fazem aqui. Admitam a dor de estar feio, e admitam que estar bonito não adianta porra nenhuma.

Eu já me senti um lixo de pijama com remela nos olhos, mas nunca foi um lixo maior do que me senti gastando meu dinheiro numa bosta de salão de beleza enquanto crianças são jogadas em latas de lixo porque a total miséria transforma qualquer filho de Deus em algo abaixo do animal.
Mas eu não faço nada, eu continuo querendo usar uma merda de roupinha da moda numa merda de festinha da moda no meio de um monte de merdas que se parecem comigo. Eu quero feder tanto quanto eles para ser bem aceita porque, quando você faz parte de um grupo, a dor se equilibra porque se nivela.

E eu continua perdida, sozinha, achando tudo falso e banal. Acordando com ressaca de vida medíocre todos os dias da minha vida.

Grande merda de vida, você muda a estação do rádio para não reparar que a menina de dez anos parada ao lado do seu carro, já tem malícia, mas não tem sapatos. Você dá mais um gole no frisante para não reparar que a moça da mesa ao lado gostou do seu namorado, e ele, como qualquer imperfeito ser humano normal, gostou dela ter gostado.

Você disfarça, a vida toda você disfarça. Para não parecer fraco, para não parecer louco, para não aparecer demais e poder ser alvo de crítica, para ter com quem comer pizza no domingo, para ter com quem trepar na sexta à noite, para ter quem te pague a roupa nova e te faça sentir um bosta e para quem te pede socorro, você disfarça cegueira.

Você passa a vida cego para poder viver. Porque enxergar tudo de verdade dói demais e enlouquece, e louco acaba sozinho. Vão querer te encarcerar numa sala escura e vazia, ninguém quer ter um conhecido maluco que lembra você o tempo todo da angústia da verdade e de ter nascido. Você passa a vida cego, mentindo, fingindo, teatralizando o personagem que sempre vence, que sempre controla, que sempre se resguarda e nunca abre a portinha da alma para o mundo. Só que a sua portinha um dia vira pó, e você morre sem nunca ter vivido, e você deixa de existir sem nunca ter sido notado. Você é mais uma cara produzida na foto de mais uma festa produzida, é um coadjuvante feliz dessa palhaçada de teatro que é a vida.

Você aceitou tudo, você trocou as incertezas da sua alma pelas incertezas da moça da novela, porque ver os problemas em outros seres irreais é muito mais fácil e leve, além do que, novela dá sono e você não morre de insônia antes de dormir (porque antes de dormir é a hora perfeita para sentir o soco no estômago).

Você aceita a vida, porque é o que a gente acaba fazendo para não se matar ou não matar todos os imbecis que escutam você reclamar horas sem fim das incertezas do mundo e respondem sem maiores profundidades: relaaaaaaaaaaaaaxa!

Eu não vou fumar, eu não vou cheirar, eu não vou beber, eu não vou engolir, eu não vou fugir de querer me encontrar, de saber que merda é essa que me entristece tanto, de achar um sentido para eu não ser parte desse rebanho podre que se auto-protege e não sabe nem ao certo do quê. Eu não vou relaxaaaaaaaaaaaaaaaaaar.

A única verdade que me cala um pouco e, vez ou outra, me transforma em alguém estupidamente normal é que virar um louco selvagem que fala o que pensa, sem amigos e sem namorados, só é legal se você tiver alguém pra contar o quanto você é foda no final do dia.

—  Tati Bernardi
Ele chega e não diz nada nem da minha roupa nova e nem da minha casa que perfumei pra ele. Então eu também não digo nada sobre estar geando e ele ter vindo só de camiseta direto do trabalho. Então começamos a ver o filme e como ele não faz questão de encostar a perna na minha perna, eu que não sou boba de encostar a minha perna na dele. E na cena de sexo do filme, como ele não sorri e nem olha pra mim, também fico mais fria do que estão meus pés. Ao final do filme, ele corre para olhar o celular dele. Eu que não sou boba e jamais posso perder para alguém, muito menos para um homem, menos ainda para um homem que me interessa, corro para olhar meu celular também. E como vejo que ele olha as mensagens e sorri, acabo tendo gargalhadas ao olhar meu visor com a foto da minha cachorra e nada mais. E então pessoas começam a ligar pra ele. Tudo bem que é a mãe e o amigo do futebol, mas é tarde demais. Eu, como não sou nem um pouco boba, mando algumas mensagens de texto para algumas pessoas sem que ele perceba, só para receber também várias ligações. Daí ele fala rapidamente da ex namorada, acho até que por culpa minha, eu devo ter perguntado alguma coisa. E eu começo a falar dos meus 789 ex namorados. Porque meu filho, nesse quesito eu ganho de você. Você teve aí, nesses seus poucos anos a mais do que eu, o quê? Umas três namoradas? Ah, querido, isso eu tive só no terceiro colegial. E então eu começo a falar deles. E dos outros tantos que foram só casinhos. E dos outros tantos que foram só sexo. E falo de sexo como se eu fosse uma versão magra, clara e pobre da Preta Gil. Só que mais devassa. E fico com vontade de deitar no colo dele e falar que é tudo mentira. Eu nem namorei tanto assim. E sou a mais imbecil do mundo porque sempre acho que vou casar com qualquer um que me come. E nem dou, pra falar a verdade, pra qualquer um. E mesmo para os que não são qualquer um, demoro um pouco pra conseguir tirar qualquer peça de roupa mais íntima. Mas não, eu não posso ser boba, eu não sou boba. E então, e então, porque ele não fala nada em jantar comigo, marco um jantar com um amigo na frente dele. E porque ele não fala nada em me encontrar depois, deixo claro, antes dele dizer qualquer coisa, porque não sou boba, que já tenho compromisso pra depois do jantar também. E minto que vou passar uma semana no Rio. É mentira, são só dois míseros e infinitos dias. Mas não sou boba. Eu não sou boba. E porque ele faz um pouco de cara de tédio e eu acho que ele vai ficar entediado de mim e querer ir embora, o expulso da minha casa. Vamos! Suma daqui desgraçado! Eu não sou boba, entendeu? EU NÃO SOU BOBA. E ele me pede só mais uma música, só mais um beijo e alguns segundos para calçar os sapatos. E eu digo que não, preciso que ele vá embora agora porque tenho algo muito importante a fazer. E como bocejo pra ele mas olho misteriosa pela janela, fingindo que alguém incrível me espera ansioso pelas ruas do mundo, deixo claro que é melhor ele desistir logo de mim. Porque não sou boba. E então ele sai, sem nem amarrar direito os cadarços. E volta pra casa sem tempo de me convidar para o jantar, a festa, o sexo. Sem tempo de encostar sua perna na minha, elogiar minha roupa, o perfume, deixar vir e deixar ir o tédio. Deixar vir e deixar ir a dúvida. E eu fico aqui mais uma vez, tão esperta.
—  tati bernardi, os bobos
Pode vir, a cama é pequena mas a gente se agarra. Os lençóis estão furados por falta de amor. O cheiro de amortência ainda desenrola na extensão da cortina, mas e daí? É desse jeito que a gente aprende, que a gente progride. Tem uma televisão pequena pra você assistir teus jogos, e eu ainda levo pipoca amateigada a vontade se quiser. Vem que a gente se junta, se aperta, se aconchega; Deixa do nosso jeito. Te conto sobre mim, e ti também. Faço carinho, invento verso, te amo de modo disperso. Faço-me à parte, tua. É que eu não quero te perder. E nem que seja daquele modo..como dizem mesmo? Clichê. Pois é, e que façamos história. Me sinta, me beija, me cheira, me deixa com adrenalina, só não, por favor, deixa nosso amor cair na rotina.
—  Vitória Albuquerque.
Violet, something’s changed in you. Toward me. You’re distant, cold. I don’t know what I’ve done, but I’ll leave you alone from now on if that’s what you want. Is that what you want? You know why I’d leave you alone? ‘Cause I care about your feelings more than mine. I love you. There, I said it. Not just on some chalk board. I’d never let anybody or anything hurt you. I’ve never felt that way about anyone.” When you got here, this is the better place.
—  tate and violet (american horror story)
Vou te contar uma coisa: Eu queria ser legal. Trégua divida, divulguai meus males. Sou como elástico. Quando estou perto demais preciso de distância e voltar ao princípio. Paranoia. Sei que complico mas fazer o que? Acalente-me. Me tire do sóbrio e do ásquero. Do contraditório. Sopra a brisa do desgosto de nós dois. Cuida de mim jardineiro, sou tua flor. Sou ser hequivocado na trindade de amor. Hesito na concordância. Sossego apaziguado. Complemento inexistente. Sorte de poucos, sorte de quase ninguém.
Gosto desse jeito de gostar. Gosto de ver a harmonia de gostar e ser gostado. Gostar daquele gostar por simples gosto de efeto, de amor. Gosto de simplicidade, da humildade. Do engordurado de gostar da gostosura que é gostar. É que é regra, é filosofia. Sabores de gostos diferentes que jamais experimentaria. Pode-se dizer que é até nostalgia. Gostoso gostar não? Gostoso nosso simples jeito de amar, de deixar rolar, é como um onda no mar. Tranzendo aquela esperança de gostar. Gostar do não gostável, do inesgotável, possibilidade de ser até algo agradável. Gostar por gostar. Não por obrigação de redundar. Gostar desse jeito em vão, que vem lá de dentro. Daquele jeito. Sem possibilidade de explicação.
Talvez eu seja. Talvez eu só seja. Talvez me seja… o ser serelepe. A gota d'água, o canto dos pássaros; Talvez miragem de marejo. Talvez eu seja só uma eclipse, ou outro fenômeno eslovêno. Quem sabe cúmulo de duodêno. Talvez eu seja. Talvez eu só seja. Talvez me seja.. Vulgaridade. Menina morena proéica ruptiosa e redondonhosa. Praxe sem laste; arco e flecha. Talvez só seja à mim. À mim devaneada de insegurança. À mim; Àmem; Àmenizar; Escanioso jeito de matar. Bruta e compactada. Presa de lastimaria. “Vai. Grita”. Livrai-te males. Tu te vingas pra receber o que sempre foste teu. Orgulho, querida. Ou desapego? Tanto faz, só te procuras. E hoje acha bem. Acha-te a novo equilíbrio. Mesmo que não tenhas paciência. Talvez eu seja amostra de vigor, as vezes louvor, quem sabe imaturidade; Desdonha de bondade à modo de claridade. Talvez eu seja o brinquedo fajuto de quinta não comprado e largado em prateleiras quebráveis de ponta a ponta. Talvez só seja a garota a escrever, com preguiça de crer como é envelhecer. Vai e vem. Hipocrisia de menina que desdêm. Talvez eu seja. Talvez eu só seja… Mania furtilizada de arrogância. Cigarro na boca, ruas enfatizadas de mesmice. Arrogância. Talvez eu seja só uma criança aprendendo a andar. talvez hoje eu rasteje, amanhã eu engateio, após ande, pudera até correr. Só depende de mim, do destino, se me despusse a poder. Talvez eu seja. Talvez eu só seja. Talvez me seja…

Desculpe-me a ignorância, não estou pronta para controlar esta frieza interior que me persegue. Desculpe-me os meus erros, na qual eu mesma me acho dando voltas e mais voltas atrás de achar, enfim, quem sou. Desculpe-me delírios, hipóteses, dúvidas confiltos que eu mesma crio, encontro[…] Desculpe-me pela pessoa que me tornei, pela confusão que eu sou. Desculpe-me pelos maus tratos, peças não encaixadas e coladas em seus devidos lugares. Desculpe-me essa incerta eu, estes fantasmas em mim, este suicídio que cometo por dentro. Desculpe-me esta inutilidade, essa minha maneira, esses meus trajeitos, na qual decepciona mais e mais a sociedade, que não agrada ninguém. Desculpe-me por ter me tornado este pesadelo, desculpe-me[…]  Vitória A. {queridanostalgia}

So fuck me, fuck it all I’ve lived so far. Nothing is worth more, nothing serves to chase, I went into a dark world in which even I knew existed. But I’m a fucking same. Something changed in me. I am a punching bag who lives running for life by the people. Maybe I could accept, take advantage of myself .. but I now have to live this life of shit. Why? Why? It is more apparent in my head. I hate my smile, don’t you? Well, I understand that to live with it. I’m a bullshit. I’m good for nothing, not even to spend time. I hate myself, I am nothing, I could live to lives and lives here that I think anyone u feel my presence, or at least missing. So fuck you bro, I’m just a HOLLY SHIT ….

Ela era boazinha e certinha.Ela sabia como ser domada,como ser maltratada.Ela chorava sozinha durante a noite,e amanhecia com um sorriso que não era seu.Ela escutava críticas,e se deixava levar pra um lado que a afetava,mas depois de tudo isso,ela cresceu,e se cansou de tudo,do mundo e das das pessoas.Ela não liga mais pra o que vão dizer,apesar de qualquer coisa,ela vai permanecer firme e forte.Ela sou eu.(garota-inexistente)

De trégua, larguei lampião porque não sou mais estrela dalva. As outras que me perdoem, mas como qualquer estrela, explodi. Não alguentei a precipitação de não brilhar feito as outras, de ser distante, pacífica, sozinha. Entrei em pleonasmo com o cinturão de asteróides enquanto era devorada por mais um buraco negro. Seria de mim, simples meteoro? Talvez se a luz do sol fosse menos incandecente sobraria espaço mínimo para tamanha futileza como a minha? Eu só queria ser que nem todos. Queria ser a chama eloquente que envolve esse sistema solar; as três marias que me desculpem, mas agora eu me perdi. Nada mais me agrega nesse universo. Nada mais palpita nesse coração apagado de meia-tigela. Talvez se eu fosse menos fascinada algo podia vir à calhar na minha vida, algo mais presumoso e incadecente. Meus vazios esperam cada vez mais espaços para serem preenchidos, galáxias para serem visitadas, e ainda hei de ficar aqui, na mesma. Por isso explodi. Preciso devastar minha vida a ínumeras possibilidades egocêntricas. Preciso dar valor a algo de envolvente que está por vir. Chega de dias iguais, pessoas iguais. Ciência pura. Newton, Copérnico e Galileu que o digam. No entanto, ainda irei descrobrir o que realmente significo, saberei se essa imensidão realmente me faz bem. Sou explosão, sou órbita. Seria eu…Big Bang?

Me liga, diz que precisava urgente ouvir minha voz, manda sms, diz que sente minha falta, me transforme, faça-me não me reconhecer, tente-me arrancar um sorriso - mesmo que impossível- tente. Me faça enlouquecer com esse teu jeito meigo, doce, que me derrete aos poucos.  Diz que me ama, que eu te faço bem, faço feliz. Morda-me os lábios, diz que sem mim não podes viver, não podes respirar. Faz de mim tua, e apenas tua, faça de mim algo que desconheço, que me leve a devaneios, que não me deixe cair nessa rotina de vida.  —  Vitória A. {queridanostalgia}

Ele também sorriu. E…
Não dá para descrever momento tão singelo sem entrar no mundo de órbita.
Sol e morangos silvestres, o canto do pássaros e a água do mares estavam nesse sorriso. E ele foi dedicado. À mim. Orgulhado e confiante. Como uma criança entregando um presente de aniversário amarrotado. Os cantos da minha boca chegaram até o ouvido. E entre nós passou um arco de luz, que até hoje juro ter sido furta-cor. Assim como amélio, meu professor de física pudera fazer no colegial. Aquilo durou três horas. Ou apenas, três segundos.
Então viramos nossas cabeças para frente, ao mesmo tempo, como se estivessemos interligados por uma corda. O sol sumiu, a mata escureceu, eu fiquei ali calada, assim como ele. Mas com nossos corações afetidos imaginando um futuro pródigo pra nós dois.
E foi-se nada mais do que aquilo. Dois amantes envergonhados. Calúnia no coração, e medo de proceder. A admirar o fundo de vida: Verde e quente. Verde e quente.