quem b

Sabe quando você não sabe ao certo o que está sentindo?! Saudade? Vazio? Talvez culpa? Eu não sei. Estou tão acostumada a viver sempre nesse caos de sentimentos que ao menos me preocupo em saber o que realmente estou sentindo. As vezes, quero sair na rua sem rumo, sentar em um dos bancos da praça e ficar lá. As vezes quero encontrar meus amigos, me sentir acolhida e matar a saudade. Mas, na maioria das vezes eu quero ficar no meu quarto, deitada na minha cama enquanto escuto Legião Urbana e reflito sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Eu sinto falta de tanta gente, de tantos momentos. Eu me sinto sozinha, perdida, mas se nem eu mesma sou capaz de me entender, quem será capaz?
—  Ari B
B.,

Tenho sentido vontade de deitar a cabeça nas suas pernas finas e discorrer sobre as coisas que rodeiam. A rotina desatina todos nós. Vezenquando me sinto em maré alta, logo eu, que sempre temi o mar. Dia desses lembrei daquele roteiro que mais ninguém tomou nota, momentos nossos que já não falamos mais, recordo seus trejeitos com afetuosa gratidão. Eu te conto da vida para validá-la, é necessário te contar cada nó que se fez no meu peito e todos os móveis que mudei de lugar. Coloquei o filtro dos sonhos que me deu na janela para chamar a brisa leve como seus pés quando caminham pela casa.

Ainda vejo riscos vermelhos no céu como lembrete teu. As pessoas sempre passeiam por nós, B. é certo que algumas irão adentrar nossos portões como quem marcou uma visita na hora do chá - nós sempre falamos sobre isso de deixar alguém entrar depois de tudo, fico feliz por te ver conseguir. Tirei o dia para reviver memórias e me vi cada vez mais sã. Gosto de falar em estabilidade porque só você sabe todas as marcas que me fazem e todos os sonhos que se escondem nos confins do peito. Você viu cada cena dos meus anos como num rolo de filme, B. Como quem vivenciou tudo no próprio peito, como quem seguiu o caminho ao lado dos meus pés. Ainda que tortuoso, é bonito dizer que te vi ao lado, as mãos serenas, os olhos lúcidos. Teu nome me é maré mansa porque não há sequer uma gota de tristeza do meu peito na ponta dos seus dedos. 

O calendário anda apertado, as horas têm corrido como quem foge a cada anoitecer. Ainda guardo aquela pena verde que te comprei na feira de rua, espero que não esqueça minhas cartas. Proust ainda me lembra suas citações com ar blasé e continuamos a compartilhar a indignação com Freud. Dia desses encontrei Fred Astaire entre meus filmes, como sempre me veio seu nome em automático. Nossas recordações são bonitas como aquela canção que vivo a dizer que é sua.

Essa carta não tem intenção de nada além de dizer que vezenquando a gente olha para trás e vê desvios e arranhões, mas encontramos um punhado de vida. Então há você para tornar a estrada bonita, então dá saudade e vontade de contar sobre os pássaros da janela, o pranto e o céu - mantenho meu apreço por ele, como bem sabe. 

Quero que saiba que é bonito ver seus braços apoiados na cerca como quem parou para uma visita e gosta de conversar debaixo das nuvens. Aguardo suas cheganças mesmo sem saber, então você vem e recordo que todos os dias senti saudade de toda prosa desde os tempos da insônia desassossegada. B., o portão sempre estará aberto para você.

G.

E de longe o cheiro dela predominava. Uma mistura de cigarros e baunilha. Era o tipo de cheiro que geralmente me incomodava,porém nela se tornou uma combinação perfeita. O sorriso raramente aparecia. Ela trocava a gargalhada por um olhar profundo e hipnotizador. Na sua mão direita sempre um copo cheio de bebida que ela virava e enchia a cada três minutos,e na esquerda o vigésimo cigarro da noite. A impressão é que ela sabia tudo que qualquer pessoa ao seu redor estava pensando. Observei aquela menina durante toda a noite. O mistério que tomava conta do seu ser me encantou. E em um momento de euforia,eu me aproximei e perguntei o seu nome,ela apenas desviou o olhar e bateu a ponta do cigarro no canto da mesa e as cinzas voaram e se espalharam como se nunca tivessem existido …
—  B-ipolar15

—————— PLOT #002: TRUST

Tema: histórico/fantasia, romance, angst, épico, court intrigue.

PLOT: Muse A era x herdeirx aparente do trono de seu reino, até um golpe que destituiu seus pais do mesmo. Forçados a se esconder, eles ainda garantiram que Muse A, sua única esperança, fugisse. É assim que elx chega ao reino de Muse B, para quem pede asilo tanto quanto ajuda para a derrubada do governo ilegítimo e a restituição da posição de seus pais.

Muse B não tem problemas em oferecer-lhe asilo e promete a ajuda que lhe for possível. No entanto, as negociações são demoradas, adiadas pelas complicações inerentes da formulação de uma aliança militar mutualmente benéfica e também pelas diversos outros assuntos internos ao reino de Muse B que ocupam lugar prioritário em sua mente. É tempo o suficiente para que, em meio a discussões políticas e passeios casuais pelo palácio, algo aflore entre ambxs. Atração, quiçá paixão.

No entanto, é também tempo o suficiente para que os usurpadores do reino de Muse A encontrem seus pais e consigam manterem-lhes em cativeiro. Com a vida dos governantes que destituíram em suas mãos e interessados nas vantagens que podem ganhar com a subjugação do reino de Muse B a seu poderio, conseguem usá-los de chantagem para que Muse A tome uma série de ações para enfraquecer e ameaçar o governo de Muse B, tudo às escondidas, sob risco de perder aqueles a quem mais ama. Muse B, porém, eventualmente descobre a traição de Muse A. Condena-x, só voltando atrás em sua decisão quando descobre como elx foi chantageada — e os sentimentos que elx nutre pelx, até então, protetorx. Compromete-se a ajudá-lx, a marchar imediatamente, junto com seu exército, contra os usurpadores. Salvariam os pais de Muse A, restituiriam-lhe o poder, e pronto. Muse A e Muse B jamais se veriam novamente. Sequer se falariam. Contudo, o amargor de Muse B é suficiente para fazê-lx manter a promessa? Ou as propostas para se redimir de Muse A, tal como o poder delx sobre seu coração, falarão mais alto?

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Quem dera
Éff
Quem dera

Quem dera

Queria tanto poder ficar com você e ver a vida passar
mas daqui a um ano não sei onde vou estar
se precisar, posso não estar lá

Mas eu sinto um vazio
que só você pode ocupar
na minha cabeça,
seu rosto tem sempre um sorriso a me dar
e se eu corro tanto
é em você que quero chegar

Quem dera fosse tudo como a gente quer
de uma vez

A gente tem a esperança boba
que a internet vai nos juntar
que a distancia não é nada
pra a gente não importa

Mas isso é tão frio pra quem quer se tocar
Tenho medo que me esqueça
é dificil até de falar
se eu corro tanto, é em você que quero chegar
se eu corro tanto, é em você que quero chegar

Quem dera fosse tudo como a gente quer
de uma vez

Mas se não for, a gente arrasta o quanto puder

(Composição Fernando Caldas Éff)
(Gravação Estúdio Lado B)

Não consigo explicar, só sei que tá doendo demais, tenho que aprender a me afastar de tudo o que me faz mal. Como dizia minha vó “o que os olhos não vêem o coração não sente”. É coração, tá na hora de parar de apanhar e aprender a valorizar quem te valoriza!
—  Rayani Viana.
B,

Quem dera eu 
me embolar, entrelaçar 
nesse laço que o teu cabelo faz.
Quem dera eu
poder mergulhar e me afogar
na curva sinuosa do teu sorriso voraz.
A tua beleza me confunde 
e tua vibe me traz paz.
Quem dera eu
poder grudar um cacho meu 
num dread teu e não soltar jamais.

É quando a gente está junto com
um monte de gente, que
percebemos o quanto sentimos falta de alguém. E dói, porque você sabe que não vai ter quem substitua.
—  Tati B.