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Se o homem realmente gosta, ele vai até o inferno por você. Ele vai sim, e ainda abraça o capeta se for preciso. Sabe por quê? Porque homens são previsíveis, se eles querem eles querem, se não querem, não querem. A raça dos homens não é complexa igual a nós mulheres, que sempre temos dúvidas, que sempre analisamos, pensamos, colocamos mil problemas e tal. Homem é tudo igual. Eu sei é clichê, mas é a mais pura verdade. Quando o cara quer, não tem distância, problemas, família, trabalho, tempo, futebol, estudo, mãe, unha encravada, barba por fazer, celular sem bateria, chuva, temporal, falta de dinheiro que o impeça de estar com você. É simples. É a realidade.
Há tempos que te espero. Há tempos que continuo indo no mesmo lugar onde foi o nosso primeiro beijo. Há tempos que tenho recordado tudo o que passamos. Está difícil te esperar sabia? Mas como sou um cumpridor de promessas, aqui estou eu, no mesmo lugar, com o coração na mão e te esperando. Não demora pequena Julie, não demora porque as coisas já estão saindo fora do meu controle. O mundo nos oferece tantas coisas, a faculdade então? Além de novas amizades, novos amores também. Vejo tantos casais lá. Vou te contar algo, eu estava na aula sobre ‘Educação e Família’ e logo a minha frente havia um casal todo meloso, até me deu enjoo, só que lembrei que éramos pior, muito pior. A gente ficava 25 horas por dia juntos mas, e agora? O que aconteceu minha menina? Volta logo, eu te ajudo a reconstruir seu coração, a juntar caco por caco, a limpar, a cuidar até que fique bom e lindo novamente. Há tanto tempo que quero te dizer o que sinto. Há tanto tempo já imaginando várias cenas, na qual você chega dizendo que sentiu minha falta, que foi uma menina tola por ter me deixado. Que era eu quem poderia fazer você feliz e que era comigo que ia ficar. A linda Julie, não demora, há tanto tempo que te espero, há tanto tempo que tudo está tão frio sem você. Há tanto tanta coisa. Como posso dizer? Está frio e eu não digo do tempo, se é que você me entende.
—  Carta de Noah para Julie.
Eu tenho saudades de você, tenho saudades de deitar em suas coxas e contar como foi meu dia, depois trocávamos de posições e você deitava nas minhas e me contava como tinha sido o teu dia. E a gente ficava assim, olhando o céu, tentando resolver cada problema que surgia. Contávamos as estrelas e você me impedia de aponta-las, pois dizia que não se pode apontar o dedo para as estrelas, nasce verruga, e então a gente ria. Tenho saudades de nossas conversas, nossas loucuras, de nossas teorias que hoje só você tem as respostas. Eu me lembro que você me perguntava se depois do céu poderia ter um lugar onde todas as pessoas descansaria, eu nunca soube o que responder, eu não tinha nenhuma ideia, meu negocio era criar, imaginar coisas que jamais iria acontecer, mas hoje o tempo passou, você provavelmente tem a resposta que eu jamais saberia te dar e se verdadeiramente existe esse lugar, por favor me espera, eu ainda vou chegar.
—  Em memória dela.