que precise

Ô, menina, o que te impede? São os seus sapatos velhos que te incomodam tanto? Ou o vestido que precisou remendar as brechas que apareceram com o tempo mas que você não tira do corpo porque é o único que te convém? Acorda, menina, você não é gorda. A legue tá sem elástico mas quem se importa? Dá um jeito de segurar no corpo, ajusta com pregas, costura, alinha a cintura, que mal tem? Para de encolher essa barriga, ou melhor, para de andar olhando pro próprio umbigo porque ninguém vai olhar o seu mundo enquanto você para e reclama pra sua mãe que todas suas amigas teem um sutiã de renda enquanto o teu é retalhado. Levanta, lava esse rosto, deixa de ser descabelada. Sabe qual é o problema? É esse teu sorriso escondido e tão apagado. Menina, que vive pedindo, agora eu te peço pra me ouvir: a aparência não faz ninguém e não vão se apaixonar pelo que veste mas do que te reveste e nem em mil anos acaba, e isso é alma, ninguém vê menina. Pinta cada parte de suas unhas de cores diferentes, seja azul, amarelo, preto, rosa ou lilás, se preciso, passa barro. Acredite em mim, ninguém vai reparar.
—  Jéssica Alves.
Você é daquelas pessoas autênticas, diferente de tudo que já conheci. Nunca precisou de enfeites para esconder seu lado imperfeito, o que a torna perfeita. Por esse motivo, sorte minha poder fazer parte da sua história, sorte minha poder estar contigo em outros janeiros e poder sonhar e torcer para que o futuro nos traga mais esperanças quando temos alguém a quem amar e compartilhar a sorte de ter um amor que sentimos verdade.
—  Meus dias com você.
Talvez não existam sinais. Talvez um colar é apenas um colar, e um puff é apenas um puff, talvez a gente não precise dar sentido a tudo. Talvez a gente não precise que o universo nos diga o que queremos, talvez já saibamos, bem lá no fundo.
—  Ted Mosby.
Quinhentos e sessenta e cinco dias. E eu não consegui escrever nenhuma palavra sobre você. Tentei, diversas vezes eu tentei, nem que fosse para te escrever uma palavra qualquer. Não saiu nada. Zero. Branco. Nunca consegui entender esse fenômeno. Porque tudo o que eu não soube dizer, meus textos falaram por mim. Chega a ser engraçado, pois de todas as histórias que vivi, as mais bonitas foram com você. De todos os meus relacionamentos meia-boca, você foi a única boca completa. Lembro quando te conheci, você estava se lamentando nas tuas redes sociais sobre o quanto o homem que tu amava não te dava a mínima. E mesmo assim, você continuava se importando. E eu sempre vi você ali, no teu cantinho. Nos seus momentos de desabafo. Mas aquela foi a primeira vez que eu decidi falar com você, do nada. Só pra dizer “eu não sei o porque você está triste assim, mas eu adoro os momentos que você sorri.”. E dali em diante, nos tornamos amigos. E a gente não precisava se falar o tempo todo pra saber que um se importava com o outro, porque nos dias difíceis, era no som das nossas risadas que tudo se ajeitava. Às vezes ficávamos meses sem se falar, só que isso não importava. Porque a gente tinha uma coisa chamada amor pronto-socorro: sempre que alguém nos quebrava, um corria para o curativo do outro. Morávamos em estados e cidades diferentes, mas nos sentíamos tão próximos. Você dizia que odiava falar no telefone porque nunca sabia o que dizer. Uma vez eu te liguei contra a sua vontade, só para ouvir a sua voz. E você não ficou quieta por nada. Mas eu gostei porque a sua voz era doce e eu nem sabia que vozes podiam ser provadas. Chegou um dia que nos afastamos por um longo período de tempo. E quando eu estava passando as férias em outra cidade com uma namorada muito da ciumenta possessiva. Você me mandou uma mensagem dizendo “estou na sua cidade, vem me ver”, e eu não tive coragem de responder porque eu teria grandes problemas. Porém, no fundo, eu só queria largar todo aquele relacionamento vazio e voltar correndo para me encher de você. Depois que mais um relacionamento fracassado se concretizou, ainda assim, não conseguia te mandar uma mensagem. Porque me sentia um verdadeiro covarde. E infelizmente, eu era. Quase consegui seguir em frente fingindo que você não existia, quase consegui me convencer que as coisas acontecem da forma que devem acontecer, quase consegui me desapegar de você. Aí meu celular vibra, é uma mensagem sua: “Ainda lembra de mim?”, um sorriso escapou, "Como eu poderia esquecer?“. Quando você reapareceu na minha vida, mais uma vez, as coisas não eram como antes. Não existiam mais homens te fazendo se sentir uma meia mulher. E não existiam mulheres fazendo eu me sentir um meio homem. Pela primeira vez, nós estávamos livres das nossas prisões. E, tão naturalmente quanto o canto dos pássaros, a gente se amou. Sendo sincero, lutei para me convencer que não amava você. Para não admitir a mim mesmo que a mulher que eu mais amei estaria a quilômetros de distância do meu amor. Em um certo momento expliquei toda a situação a um grande amigo e ele me disse “Você a ama?”, “Sim, eu a amo”, “Então o que está esperando?”. Comprei a primeira passagem de avião que pude e fui te ver. Não podia mais negar o inegável. Você mostrou para mim o gosto do amar e se tornou meu prato predileto. Você foi a única pessoa que olhou para mim e não precisou dizer que me amava. Seus olhos te entregavam. Foi a mulher mais linda que segurou a minha mão, mesmo depois de um dia cansativo de trabalho. Todos os dias, eu perguntava o porque você estava comigo, afinal? E eu nunca precisei das respostas, porque o seu sorriso dizia tudo. Você aguentou até mesmo o meu sério problema com a memória, pois eu consigo esquecer de tudo facilmente. Datas, lugares, pessoas. Você fez eu aprender que um relacionamento não depende apenas do casal, mas de sua fé. Não somente fé no amor, mas na vida. As pessoas nos olhavam e viam o amor. Eu via o amor em nós. O amor se alimentou de nós. Você foi a primeira mulher que fez eu quebrar os meus limites. A primeira que eu quis jurar votos e dar o meu sobrenome. Dentre todas, você foi a primeira que eu realmente acreditei no para sempre. E em toda a minha vida, essa foi a vez que eu mais quis estar certo. Eu quis entrar em acordo com o destino. E sabe qual o problema? O destino não aceita acordos, propinas, subornos. É o que tem de ser e acabou. Simplesmente um dia, o fatídico dia, você me liga com a voz firme e diz que precisa falar algo importante. Eu gelei meu peito como se estivesse no Alasca. E você solta “Eu não sei o que aconteceu ou como aconteceu, mas eu não te amo mais como antes.”. E naquele momento, eu percebi que você pode morrer por alguns instantes, mesmo estando aparentemente vivo. Naquela noite, descobri que é possível chorar todos os 70% de água que possuímos no nosso organismo. Na manhã seguinte, reuni o pouco da energia que me restava para te ligar e dizer “Olha, estou cancelando as passagens que comprei para te ver nesse mês. Iria ser surpresa, mas na verdade, eu é quem fui surpreendido. Obrigado por tudo, adeus.”. Seus soluços de choro foram interrompidos pelo termino da ligação. Aquela foi a última vez que ouvi sua voz. E desde então, eu nunca consegui escrever sobre você. Sobre nós. Até agora, até esse exato momento. Semana passada eu soube que você está noiva e, que em breve, vai se casar. E eu não sinto raiva, ciúmes, inveja. Nada disso. Ao contrário, desejo que seja feliz. Quero que você encontre o que não encontrou comigo. Eu nunca quis escrever sobre você porque normalmente escrevo sobre tudo o que teve fim. E o meu interior nunca quis admitir o nosso final. Eu sempre te disse que tinha facilidade em perder as memórias, deixar que as coisas caiam no esquecimento e, acredite, eu não posso permitir que isso aconteça com nós. Então decidi escrever sobre você essa noite, porque finalmente eu entendi que as minhas palavras não significam o fim de tudo. Na verdade, elas são tão poderosas que podem eternizar a nossa história para sempre.
—  Allax Garcia.
Eu poderia conhecer várias pessoas, ir a vários lugares, sair todos os dias da semana. Poderia ir a uma padaria diferente a cada manhã, conversar com o padeiro e a atendente, poderia ir a rodoviária ficar olhando as saídas e chegadas e entrar dentro de um ônibus e ir até você. Eu poderia te esquecer mas não quero e não consigo. Não consigo dar um passo em frente sem pensar na sua opinião debochada sobre o meu cabelo bagunçado e meu jeito do avesso. Não quero olhar em frente pois a cada esquina está você ali, parado lembrando-me da vida que teríamos. Um relacionamento tão desgrenhado quanto meu cabelo, uma vida como uma montanha russa, novos conhecimentos e aventuras, e sempre você ao meu lado. Tudo é você. Em cada passo que dou em frente ou mesmo quando volto três para trás. Meus sonhos e vontades estão em constante mudança e o único que permanece idêntico, é ter você todos os dias. Não posso suportar viver em uma vida sem você ao meu lado, é um negócio estranho mas eu não quero deixar você para trás, não consigo parar de sonhar e acordar em cada madrugada agarrando o travesseiro. Queria poder considerar um pesadelo sonhar com o seu cheiro, seu gosto ou seu calor mas como posso considerar um pesadelo minha maior vontade? Eu te preciso e preciso mais ainda que você precise e me queira tanto quanto eu.
—  Are you really okay, Charlie?
Você não precisa daqueles que partiram. Valorize aqueles que te ampararam quando precisou de ajuda, não os que fugiram na primeira dificuldade.
—  Eternue.
Se eu posso te dar um conselho, eis aqui: Não mendigue atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado em coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína à pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por força do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode.
—  Mario Calfat.
PS: Preciso ler esse texto todos os dias, sem exceção.

“Se eu posso te dar um conselho, eis aqui: Não mendigue atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado em coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína à pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por força do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode.”

Pode chegar algum dia que você precise se lembrar dessas palavras.

Você pode achar que todos que se cortam querem chamar atenção ou que todos que se cortam são suicidas. Mas você está errado. É claro que alguns querem atenção e que alguns são suicidas, mas é tão mais complexo que isso. Tão mais delicado. Você não pode e não deve falar nada até ser a pessoa com a lâmina na mão, até entender de verdade o que esses cortes significam. Até entender a necessidade que eles se tornam. Então por favor, eu vou tentar explicar e você precisa tentar entender.

Há aqueles que usam os cortes como um grito de socorro. Esperando que alguém note, que alguém os ajude. Eles precisam de um pouco de atenção e carinho para verem que não estão sozinhos. Eles precisam de amor e estão implorando por ele.

Para muitos, os cortes fazem o coração parar de sangrar, fazem parar uma dor que não conseguem compreender e lidar tão bem quanto a dor física. É a substituição de uma dor pela a outra.

Para outros é a fuga de sentimentos muito fortes. Quando se está com muita raiva, muito triste, muito ansioso, muito vazio, muito decepcionado, muito tudo e simplesmente não se consegue lidar, não consegue sentir tudo. Aquele corte é a sua válvula de escape.

Para os que querem morrer, os cortes são a salvação, o que os mantém ali mais um dia, mais uma hora, mais um minuto. É o que precisam fazer para algo muito pior não acontecer. O corte é seu porto seguro.

Alguns sentem que precisam se punir por não serem como queriam. Na verdade, por não serem como a sociedade os fez acharem que precisam ser. Por terem comido demais, tirado uma nota baixa, por aquele número na balança, por ter magoado alguém ou se deixado ser magoado, por não gostarem do que veem no espelho ou por sentirem certas coisas. Eles se cortam para se punir por serem como são.

Para outros é um vicio. Eles precisam ver o sangue pingar, precisam sentir a lâmina rasgando a pele, precisam observar aquele momento em que o corte fica branco antes de se encher de gotinhas, precisam segurar o metal frio entre os dedos e precisam sentir o controle. Eles se tornam dependentes.

Para outros, o vazio é tão imenso, tão doloroso, tão entorpecente que eles não sabem se conseguem mais sentir algo, não sabem se ainda possuem essa capacidade. Então eles se cortam. E sentem o grande alívio de sentirem dor. Eles veem que eles sentem e precisam desse lembrete.

Cortes são tão mais do que pode se imaginar. Aquelas linhas brancas são histórias escritas. Histórias de dor que não se pode contar em voz alta.

Agora o mais importante: se alguém teve coragem de te contar que se corta, por favor, não o abandone ali. Abrace-o o mais forte que conseguir e admire sua coragem. Por que o medo de contar é absurdo. Não se sabe o que vai acontecer. E ser rejeitado, julgado e largado por isso, vai destruir essa pessoa. Essa pessoa vai chorar até não aguentar mais. Ela nunca mais vai conseguir contar isso a alguém. Talvez nunca mais se abra para alguém. Talvez nunca mais seja a mesma. É uma cicatriz muito mais profunda e marcante do que qualquer uma que ela já fez a si mesma. Então por favor, cuidado. Não machuque mais ainda alguém que já está quebrado. Não pergunte o porquê. Não exija que ele fale. Não faça ultimatos, não tente força-lo a se abrir. E o mais importante: não tente concerta-lo. Se você soubesse… se você soubesse que ele só precisa ser compreendido, que ele só precisa que alguém o ame do mesmo jeito apesar de tudo, que ele só precisa de alguém que ele se sinta livre para falar sobre esse segredo, que ele só precisa de alguém que fique, se você soubesse…

E é por isso que estou te contando. Talvez isso previna que você destrua alguém que precisa ser salvo. Talvez isso previna que alguém faça mais um, dois, uma dezena de cortes em seu nome. Talvez isso previna que mais um coração se torne de pedra. Talvez isso previna dor.

Eu estou te contando por que gostaria que uma pessoa soubesse disso antes de eu contar. Que essa pessoa tivesse noção do quanto podia me destruir. E essa pessoa me destruiu.

Então cuidado.

E, você. Você que usa um milhão de pulseiras. Você que não tira o casaco mesmo no maior calor. Você que não usa biquíni. Você que está consciente de cada movimento seu. Você que não levanta o braço de certo modo. Que gela quando alguém quer olhar algo específico em você. Você que compartilha essas cicatrizes. Você. Eu te entendo. E há muitas pessoas que te entendem sem você precisar se explicar. Muitas pessoas que têm medo igual a você. Você não está sozinho nessa. Você não precisa me dizer uma palavra, saiba disso, só saiba que não está sozinho.

Algumas pessoas precisam ler isso. Por favor, envie para todos que puderem.

Sei que sempre faço tudo errado, mas, só dessa vez, quero acertar com você. Quero aprender a ler os teus sinais para saber quando estou passando de algum limite, quando fizer alguma piada que te ofenda ou algum comentário que te magoe para que você não vire de costas, emburrada e sem vontade de falar comigo. Quero olhar nos teus olhos e entender o que se passa na sua cabeça sem que você precise falar, já que na maioria das vezes você detesta fazer isso. Quero saber quando o seu “não” é “sim” e quando seu “sim” é “não” e quando o seu “tudo bem” quer dizer “não está nada bem”. Quero aprender a ler suas entrelinhas para compreender as suas linhas. Quero fazer tudo certo dessa vez, quero te fazer rir mais do que chorar, quero te fazer ter vontade de me ver mais do que ir embora. Quero te dar motivos para ficar, motivos que façam você pensar que vale a pena tentar mais uma vez. Quero ser diferente do que sempre fui para você. Quero ser melhor do que sempre fui.
—  Let me love you?
Se apaixone por alguém que goste do seu sorriso torto, alguém que precise ouvir tua voz antes de pegar no sono. Alguém cuja palma da mão, você terá decorado cada detalhe e cravado a marca dos seus dedos entrelaçados. Um alguém que faça você chorar e rir, vice-versa, porém, terá um abraço que acolherá todos os erros. Alguém que talvez te odeie um dia e ame no outro. Alguém que sinta tua falta a cada segundo que passa. Alguém que realmente goste de você e faria tudo só para te ver feliz, dando a própria felicidade em troca da tua.
—  Um alguém ai.

é que eu já perdi a paciência há muito tempo, vivo com os nervos à flor da pele, com uma bomba nas mãos prestes à explodir, sinto muito, é que eu já esperei demais de todos os lados, só pra acalmar tudo aqui dentro,

acabou a espera, pois cansei,

tô exausta, não vê?

tô muito cansada.

tenho a vontade mais do que frequente de fechar os olhos e dormir o tempo todo (mas não é sono que tenho, é necessidade de fugir da realidade), mas não é possível, porque não posso e não consigo,

lembro que meu irmão há muito tempo atrás, na capa de um caderno escreveu “o tempo não para”,

e é por isso que eu não posso simplesmente fechar os olhos e esperar que as coisas melhorem enquanto eu fico com os olhos fechados, porque o mundo lá fora vai continuar girando, o tempo correndo fingindo existência, as coisas vão continuar erradas mesmo que eu queira e precise que elas fiquem certas,

então eu continuo vivendo, na verdade só existindo, rindo de tudo aquilo que tem um pouco de graça, respondendo tudo aquilo que me é questionado, segurando o choro quando todos os dias algo cutuca aquela partezinha dentro do meu peito que não some e parece um câncer que tá destruindo tudo que sou. você vê? eu finjo muito bem, porque não posso dormir até as coisas ficaram bem (se é que algum dia as coisas ficarão bem), porque o peso nas minhas costas fica menor quando não tenho consciência dele, por isso me ocupo, mesmo que eu só queira dormir ou morrer, eu me ocupo, eu fujo de mim, mas eu continuo aqui, exausta e sem pretensão de me libertar.