que lindo

Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.
—  Ana Jácomo.
À sua maneira, ela o amava. Podia não ser um amor do tipo que as outras pessoas entendessem, mas não importava, pois era bom o suficiente para eles.
—  Nicholas Sparks 
Não vou entrar em detalhes sobre isso, mas vou dizer que houveram dias ruins. E alguns lindos dias inesperados. Eu não sei se terei tempo de escrever mais cartas, porque talvez eu possa estar muito ocupado tentando viver. Então, se essa for minha última carta, saiba que estive em uma situação ruim, e você me ajudou. Mesmo que eu não soubesse o que eu estava falando ou conhecesse alguém que já passou por isso, você fez eu não me sentir sozinho. Porque sei que existem pessoas que dizem que essas coisas não acontecem. Que há pessoas que se esquecem do que é ter dezesseis anos quando fazem dezessete. Sei que isso tudo não passará de histórias algum dia, e nossas fotografias um dia serão antigas e todos nós nos tornaremos pais de alguém. Mas nesse momento, esses momentos não são histórias. Isso está acontecendo. Eu estou aqui e estou olhando para ela. E ela é tão linda… e eu consigo enxergar… Este é o momento em que você percebe que você não é uma história triste. Que você está vivo. Você se levanta e vê as luzes nos prédios e tudo que faz você acreditar que está realmente acontecendo. E está ouvindo aquela música, naquele passeio com as pessoas que mais ama nesse mundo. E, nesse momento, eu juro… nós somos infinitos.
—  As vantagens de ser invisível. 
Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser “o filho de fulano” ou “o neto de beltrano”. Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino. E se não forem, mesmo que quebrassem ao primeiro vôo, mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado - mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou.
—  Caio Fernando Abreu.