que daqui a pouco

Lá estou eu em mais uma mesa com risos pela metade. Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica. Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum amor verdadeiro que durou um segundo… Meus amigos me adoram. Mas será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, mas daqui a pouco vou morrer de chorar? E isso 24 horas. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu não sei o que é. Dessa coisa que talvez seja amor. Odeio todos os amores baratos, curtos e não amores que eu inventei só para pular uma semana sem dor. A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, preciso esperar. Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens. Odeio minha fraqueza em me enganar. Eu invento amor, sim e dói admitir isso. Mas é que não aguento mais não dar um rosto para a minha saudade. É tudo pela metade, ao menos a minha fantasia é por inteiro.. enquanto dura. No final bruto, seco e silencioso é sempre isso mesmo, eu aqui meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. E aí eu deito e penso em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi.
—  Tati Bernardi.
Eu o amava veemente. É claro que daqui alguns anos iria sentir o mesmo por outra pessoa e perderia pouco a pouco o encanto, estamos no mundo real onde isso acontece mais fácil do que você imagina. Mas momentaneamente era ele. E não podia obrigar ele a sentir o mesmo por uma garota estranha como eu, está na cara que não daria certo. Por isso continuei com a minha vida e encontrei alguém legal que estava disposto a me amar até acordar algum dia e não querer mais ver a minha cara. A história não acaba nisso. Não. Entretanto, não vou enfeitar a situação. É triste. É um saco. É a vida. E depois desse amor enlouquecido, haverá mais e mais (com pausas para poder chorar, soltar alguns dramas de que não haverá mais ninguém depois dele). Resumidamente: A graça está em achar que talvez não tenha acabado ainda, e de repente acordar no meio da madrugada, fixar o olhar no teto terrivelmente sem graça, como quem desperta de um pesadelo e não quer voltar a dormir, e perceber que está pronto para uma nova aventura.
—  Os porquês de Amélia Roswell.
nós somos o fracasso desenhado.

eu não precisei ver teu rosto pra sentir tua tristeza. você correu de mim e alguma coisa aqui dentro se despedaçou. então eu corri também e quando nossos átomos se tocaram, eu tive certeza: nós não fomos feitos pra durar. assim como nosso abraço, que durou não mais que quarenta segundos, nossos laços vão se soltar aos poucos e daqui até o fim do mês já não teremos nada. mas, mesmo assim, tua tristeza me afeta de maneira colossal. eu tentei secar tuas lágrimas e fazer alguma piada ou falar alguma coisa bonita, mas eu só queria chorar também. se eu chorasse, entraríamos num ciclo infinito de lágrimas e de nada adiantaria.
é dolorido admitir, mas nós somos o fracasso desenhado.
você não me tem. eu não te tenho. pertencemos a outros amores mais profundos e verdadeiros, mas teimamos em nos atirar no fogo um do outro. 
e eu só queria que ficasse tudo bem pro nosso restinho não ser só a dor da falta, mas eu sei que essa ferida vai demorar pra cicatrizar.
tá tudo bem.

Eu queria te mandar à merda, escrever textão, parar de sentir tua falta. Eu queria parar de mentir para a esperança que daqui a pouco a gente se acerta, que não é preciso entregar os planos na porta, tampouco refazer todos eles com outros. Eu queria, não querendo…
—  Guilherme Pintto
Eu queria ter coragem pra dizer que não te amo mais, só pra te machucar, pra te ver sofrer um pouco. Mas me deixo quieta, não posso correr o risco dessa frase ser tudo o que te faltava. Chama um táxi, enquanto me faço de ofendida e checo no espelhinho de bolsa a tristeza leve das minhas pálpebras roxas. Outra vez é quinta-feira e a expressão “programa com você” tem um gosto amargo de duplo sentido. Do amanhã já sei de cor. Vou embora em salteado. Só queria dar o fora. Em ti, daqui, de qualquer lugar. Aonde eu não tenha estômago pra ser uma dessas mulheres que gostam de arrastar um bonde e a cara no chão. Tudo em nome de uma coisa que faz todos gargalharem ou fazer uma cara de dó se arrisco chamar de amor. Isso não é amor, menina de deus. Quem sabe de mim sou eu, repito pra mim. Eles não sabem, mas eu sonho um dia gostar menos de ti e ninguém nesse mundo me ajuda tanto pra que isso aconteça, senão você. Cada passo em falso seu pra me perder, insisto cada vez mais te querer. Sai de mim, eu penso olhando o povo, as vitrinas e uns cartazes com aquele seu meio riso da janela do meu ônibus. Mas se eu não quero um filho com buraco no queixo, barba encravada, camisa furada nas costas, cantando “Don’t Let Me Down”? Se eu não quero mais passear de mão e passar vergonha na frente dos outros? Se eu te odeio tanto, porque eu gosto mais de mim contigo por perto? Então? Quero o quê? Pronto, não dá mais. Eu me decido. Aí, basta um pio e eu largo tudo apitando, pondo a razão a perder. O valor do meu silêncio é inversamente proporcional pra nós dois. O centavo que te faz voltar é o ouro que me compra. Os hematomas nas minhas coxas, ombros e calcanhares são todos culpa minha, apesar das suas impressões digitais. Não se engane, fosse uma surra física seria tão mais fácil, mas não, são apenas brincadeiras de mau gosto. Tapas, mordidas e vergões são suas marcas registradas mostrando que meu coração vazio é meramente ilustrativo. Entre nós, o sexo e a dor não podem ser vividos separadamente. Fora a falta que sinto das suas roupas penduradas e do queixo torto de reprovação toda vez que ponho a Maria Rita pra tocar, eu tenho um oceano de inveja sua. Da sua força em arriscar o baita azar de me perder quando eu não ouso nem procurar outra boca pra ver se minha sorte muda pro lado mais distante dos seus bocejos se falo de algum medo meu. Eu preciso te extraditar do meu horizonte, do meu pensamento ilimitado, da minha cabeça sempre a prêmio. Quem te viu ontem, rindo desgraçadamente da penca de peripécias amorosas na mesa de um bar qualquer, não te vê hoje, em sonhos saciados à luz do corujão e meu zelar incrédulo perguntando pras paredes creme o que eu faço contigo, com isso, comigo, daqui a pouco, quando o sol sair a pino. Jeito de menino, bom filho, pseudo e péssimo namorado, amante profissional. Difícil é separar seus predicados do sujeito simples, dono da minha oração de cada domingo empapando o travesseiro. Então eu rezo. Sai de mim. Sai de mim. Sai de mim. Quero uma coisa nova, mas pra me suar as mãos e enfraquecer as canelas, você ainda é o que há de mais inovador. E é isso que me mata aos poucos: juntos, a gente dança disforme à música. Um pra lá, um pra cá, e seu corpo me chama pra dançar. Vou, não nego. Mas na manhã seguinte, quando segue o baile, estou sem par outra vez.
—  Gabito Nunes.
Fica mais um pouco, não vai ainda. Senta de volta aqui do meu lado no sofá, me ajuda a escolher um filme na Netflix, já que nos seriados a gente não se acerta. Mas escolhe um filme bem meia-boca, não vamos só ficar nas mãos dadas com todo esse edredom por cima de nós, tá sabendo tanto quanto eu que daqui a pouco essas mãos dadas vão mudar pra mãos bobas e tua camiseta já vai estar jogada no chão. A gente é assim, gasolina na brasa, não nos aguentamos bonitinhos tanto tempo. O meu corpo reconhece o seu como amante, só de te sentir perto, sentir tuas carícias, ele responde da melhor forma possível. Não sei como não saem faíscas quando nossos lábios se encaixam… É como se tivéssemos tido nossos destinos traçados em um só desde antes de nossas chegadas à Terra. Química igual a que nos envolve eu nunca vi igual. Eu nem preciso dizer o que quero, porque enquanto ainda estou pensando, você já está fazendo. Eu sempre sei suas prováveis respostas pra cada assunto nosso. E é assim, a gente se completa de um jeitinho todo único e especial. Contigo meu tempo costuma passar bem mais rápido, bem como vovô dizia “quando fazemos algo com gosto o tempo voa”, eu achava que se passou só vinte minutos e lá se foram duas horas. Fica mais ainda, divide comigo a minha cama de solteiro, me dá bom dia na manhã de sábado. Faz um café da manhã pra nós dois, e quando chegar o entardecer vamos lá fora admirar o pôr do sol e agradecer por termos um ao outro pra compartilhar esses momentos únicos, onde não sei qual parte é minha e qual é sua porque somos um emaranhado só. Gosto quando você me surpreende na porta do meu trabalho e diz que quer me levar pra jantar no restaurante do nosso primeiro encontro, ah meu amor assim você  me derruba e eu caio de amores por ti mais uma vez, tu tem um gosto de primeiro amor daqueles que revira meu estômago e mãos suadas e eu confesso que gosto desse encanto teu, desse sorriso teu, dessa gargalhada que solta quando conto qualquer piada boba. Ah, você me tira suspiros mil, ver o sorriso bobo que você sempre dá ao me ver acordando. Adoro cada segundo ao teu lado, e me pergunto como eu vivia esses anos todos sem te conhecer, e agora que nos conhecemos parece que nos conhecemos há muitas vidas atrás. Não sei como falar exatamente, mas eu te amo.
—  Escrito por Paula, Juliana, Amanda T. e Kellyn em Julietário.

Eu preciso desapegar. Mas não aquele termo chulo das músicas sertanejas. Eu preciso abrir mão, deixar as mágoas de lado e esquecer o passado, eu preciso me libertar dessas amarras. Mesmo, que isso signifique deixar alguém que gosto pelo caminho. Afinal, não podemos prender todo mundo ao nosso redor, eu não posso forçar a pessoa ficar ao meu lado, por mais que eu queira. Tá doendo agora, doendo muito. Mas sei que, daqui a pouco essa dor será apenas uma mera lembrança.
—  O Diário de Sofi.

E hoje saiu sem avisar aonde ia, Matilde nunca foi de sair à noite. Por isso é natural que eu parta feito um louco atrás dela, mas isso só vai acontecer daqui a pouco. É esquisito ter lembranças de coisas que ainda não aconteceram, acabo de lembrar que Matilde vai sumir para sempre.

Leite Derramado, Chico Buarque.

Sou feliz o tempo todo, tenho a melhor família de todas, os amigos mais loucos, e outras coisas me fazem sorrir. Não tenho muito, mas o que eu tenho já é o bastante pra ser feliz. Por que a felicidade está na simplicidade das coisas! As vezes fico triste, mas sei que é uma tristeza passageira, pois daqui a pouco eu volto a sorrir. Aprendi que tenho que fazer meus obstáculos de degraus para o meu sucesso.
—  Wagner Andrade.
Eu ainda não sei como me sinto a respeito de você. Depois de tanto tempo a dúvida continua instalada em minha mente, como sempre foi. Não sei também se saudade seria a palavra certa para definir o que sinto agora. Talvez não seja, talvez tudo isso seja apenas um pequeno e bobo sentimento que eu sinta falta de ter, é bem provável que passe daqui a pouco e, se não passar eu acostumo, assim como acostumei com o amor que sentia por você. Ou sinto, não sei ao certo como conjugar. Não que eu não saiba gramática, só não aprendi a lidar com tanta confusão.
—  Paragrafou

anonymous asked:

Há meses eu sonhava com o pedido que mudaria nossas vidas, eu tentei decorar o que falar, fazer uma "cola", mas decidi ser só nós duas e deixei meu coração falar por mim. Eu tremia e você ria (obg, babaca). Ah, eu não tive medo de ouvir um "não", tenho certeza do nosso amor. E quero que saiba que esse fim de semana foi incrível, amor. Obrigada por fazer infinito esses dois dias e meio e por aceitar a ser mais do que minha namorada, agora é minha noiva também❤Feliz dia dos namorados /Ákila B.

Seu pedido de casamento foi o mais lindo que poderia ter me feito apesar de eu rir nervosa. Foi mais do que eu podia esperar e me fez sentir mais do que achava que seria capaz. Nunca tinha esperado tanto por isso até que você apareceu na minha vida e eu fico tão grata por todos os nossos momentos. Esse final de semana foi os meus melhores dias, e espero ter melhores dias com você daqui a pouco numa casa que será nossa. Obrigada por ser minha confidente e meu porto. E ah, eu nunca vou esquecer do seu pedido. Eu te amo muito minha noiva. Feliz dia do “ah é? tá certo”, mas principalmente do “amor, eu tô chegando.”

Com a idade, um dia, a gente aquieta o coração e observa como existem alguns prazeres que somente a calmaria pode nos proporcionar. Um café no sítio, um beijo na estrada com os vidros abertos, um filme na sexta à noite, e por que não no sábado também? Os amigos dirão que você é velho e que, daqui a pouco, seus joelhos não aguentarão mais sair de casa, mas deixe que os amigos falem, deixe que eles tenham carinho ou inveja, saudade ou preguiça de convidar você. Ser calmaria e saber sorrir com a própria companhia, é assim: gera desconforto a quem não sabe.
—  Frederico Elboni.
Quero você, quero mostra para todos que o que eu sinto por você não é fogo de palha ou uma simples “paixonite” que daqui a pouco passa. Quero você porque você me completa, me faz ser a pessoa mais feliz do mundo com apenas uma pequena frase. Quero você pra vida inteira, ser a mulher da minha vida, a mãe dos meus filhos. Quero você porque eu te amo e não consigo ficar sem você.
—  Cartas Para Alguém.