que bela merda

Eu não vou dizer que sua felicidade é a minha, eu não vou mentir dizendo que estarei feliz por você estar feliz de qualquer forma mesmo que não seja ao meu lado. Eu não tenho o direito de alimentar uma tristeza com essas mentiras, eu não tenho o direito de fazer isso comigo. Porque se a sua felicidade for outra pessoa, que bom pra você! Mas que merda, que grande e bela merda pra mim. Porque ver você beijando outra boca, segurando outra mão, envolvendo outra pessoa em seus braços, deixando com que outra pessoa seja a razão desse sorriso lindo me destrói, me destrói porque eu sempre quis isso mais que tudo. Eu não posso viver uma mentira em dizer que se a sua felicidade não sou eu, eu também fico feliz. Posso afirmar com toda certeza do mundo, que eu serei um dia, não sei se será amanhã de manhã quando eu acordar ou daqui há dois anos. Mas eu serei feliz com ou sem você. Porque por mais que eu te ame, por mais que você seja a pessoa que eu quis manter ao meu lado pra tudo, você não quis isso junto comigo, não quis mesmo, e essa é a pior parte. A falta de reciprocidade é sempre a pior parte. Costumam dizer que os términos doem mais que tudo, doem mesmo, mas não é a pior dor. A pior parte mesmo é não existir reciprocidade, essa é a pior parte. Porque independente de que tenha acabado um dia, acabar foi só um ponto final em algo que um dia já foi maravilhoso, mas e quando acaba algo que só foi difícil, doloroso e duro? Tem certeza que o problema de tudo ainda são os términos? Desculpa parecer rude, mas eu preciso te falar a verdade, você não é mais minha felicidade. Desculpa por isso, mas agora se quiser ser feliz longe daqui, tudo bem, vai doer, mas não mais do que doeu te amar sem receber o mesmo de você. Eu espero com todo meu coração que você seja feliz com outro alguém que te complete. Porque eu vou ser feliz comigo, a partir de agora e para sempre.
—  Bianca Autran
Você já sentiu aquela vontade de gritar pra todos que você está triste, que está sofrendo? Já teve a vontade de responder “não” quando te perguntam se você está bem? Pois é, geralmente temos essa vontade de sermos acolhidos por outras pessoas, nem que seja por um abraço qualquer, ou até um “vai ficar tudo bem, não se preocupe”. Sentimos a necessidade de sermos cuidados. Queremos atenção e alguém para nos ouvir. Mas isso está se tornando impossível.
—  SIHP.

Parecia ser uma madrugada de domingo quando vi o celular avisar que eu havia recebido uma mensagem, corri para lê-la, sabia que era você. Sorri, sem conseguir conter-me, no mesmo instante em que li as tais palavras “estou indo ai”. Deixei a porta aberta e sentei-me no sofá para assistir um pouco de televisão enquanto a ansiedade e a saudade me faziam suar as mãos. Depois de longos minutos para mim você chegou e sentou-se ao meu lado, me puxou para o seu colo e me deu um beijo. Eu não dei um sorriso de ponta a ponta, apesar de ser essa a minha vontade é que já era tarde demais para te dar o meu sorriso e todo o resto - apesar de eles nunca terem deixados de terem sido seus. Você já tinha me perdido. O estranho era que ainda me mantinha nas palmas das suas mãos mesmo sem saber. Nós deitamos no sofá e era como se fossemos um só corpo de tão juntos que estávamos o pequeno sofá naquele instante parecia um enorme para nós dois. Sua boca almejava a minha e a minha a tua. Minha cabeça encostada no teu peito, eu podia claramente perceber que ali era o meu porto seguro. Eu podia escutar o teu coração acelerado assim como o meu e um sorriso se abria em meu rosto. Tua boca dizia com convicção que me amava e que seria para sempre, mais uma promessa, mais uma de tantas outras que foram quebradas. Eu não devia ter acreditado, mas meu coração bobo e idiota acreditou. Você disse que me amava eu sorri e disse que também te amava e que até mais esquecendo os meus propósitos, seus olhos brilharam e os meus também. A tua voz rouca soou como musica para os meus ouvidos, você falava das suas futilidades e eu só as escutava sem me prender a nenhum assunto até que o dia amanheceu e você me deu um beijo e foi embora.Deixando-me só com falta dos teus braços. Deixando-me sozinha mais uma vez. Deixando-me como todas as outras vezes. De repente acordei. Acordei deitada no sofá. Abri as pálpebras devagar,  pois a luz do Sol que entrava fazia arder os meus olhos. Minha respiração era ofegante, queria o teu abraço no mesmo instante em que percebi que era só mais um sonho, ou melhor, um pesadelo, pois você ir embora nunca foi bom. (Vitória, desprender-me)